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Secretário-geral da FRELIMO considera que a corrupção está a comprometer o desenvolvimento do país e defende acções concretas para melhorar as condições de vida dos moçambicanos.

O secretário-geral da FRELIMO, Chakil Aboobacar, defende que a governação deve estar centrada no povo e não o contrário. O dirigente considera que a corrupção está a comprometer o desenvolvimento do país e aponta o combate ao fenómeno como uma das prioridades para melhorar as condições de vida dos moçambicanos.

“Não se pode governar sem se resolver os problemas, não se pode governar com palavras mas sim com acções e atitudes que impactem na vida de povo. Quando nós dissemos que não queremos dirigentes arrogantes, estamos a dizer que queremos dirigentes mais próximo da população. “ disse o secretário-geral da Frelimo afirmando que “alguns de nós antes de termos estes cargos que hoje ostentamos, éramos pessoas simples, humildes, parávamos numa banca, mercado, barraca e tomar uma mas, bastou um dia chagar ao cargo, mudou” afirmou defendendo que as iniciativas do Governo devem produzir resultados concretos e impactar directamente a vida da população.

Aboobacar falava esta quinta-feira, em Quelimane, por ocasião da sua chegada à província da Zambézia, que acolhe o primeiro Acampamento Nacional da Organização da Juventude Moçambicana (OJM). O secretário-geral manteve um encontro com membros e simpatizantes do partido, durante o qual destacou a necessidade de reforçar a união entre os quadros da formação política e intensificar a monitoria da governação.

Na ocasião, o dirigente reconheceu a legitimidade das exigências da população, sublinhando que existe consciência de que a vida dos moçambicanos deve melhorar. O secretário-geral da FRELIMO apontou igualmente a corrupção como um dos factores que comprometem o desenvolvimento nacional, defendendo uma luta firme contra o fenómeno no seio do partido. “Quando o presidente diz que não queremos dirigentes corruptos, não é para nós repetirmos que não queremos dirigentes corruptos, é para nós todos nós unirmos, organizarmos, denunciarmos e punirmos exemplarmente, todos aqueles que usam bem público em benefício próprio” disse. 

Aboobacar afirmou ainda que a FRELIMO está a preparar um congresso de mudança, num contexto em que a formação política procura reforçar a sua ligação com os cidadãos e responder às preocupações da população.

A província da Zambézia é apontada como a que possui o maior número de membros da FRELIMO a nível nacional, com mais de um milhão e duzentos e cinquenta mil membros.

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O gabinete de implementação da central hidroeléctrica de Mphanda Nkuwa diz estar ainda a finalizar os estudos para a execução do projecto. Carlos Yum, director do gabinete, não precisa o custo dos estudos nem a data da construção, mas mantém a promessa do início da produção de energia em 2031.

Apesar de os acordos de financiamento que formalizam a entrada do Parceiro Estratégico terem sido finalizados no ano passado, ainda não há data para o arranque da construção da hidroeléctrica Mphanda Nkuwa, na província de Tete.

Falando esta segunda-feira a estudantes da Universidade Pedagógica de Maputo, numa palestra, o director do gabinete de implementação do projecto, Carlos Yum, disse que ainda decorrem estudos técnicos, ambientais e financeiros.

“Os estudos são muito especializados. Depende do tipo de estudo; há estudos ambientais que levam até 15 meses, e é uma questão de lei, por causa das consultas que têm de ser feitas.”

Entretanto, a entidade garantiu o arranque do projecto em 2031.

“Prevemos que, em 2021, o projecto possa entrar em operação. O projecto requer entre cinco e seis anos de construção e contém importantes infra-estruturas, como a barragem, a central hidroeléctrica e a linha de transporte Tete-Maputo, de 1350 Km”, disse.
A central hidroeléctrica Mphanda Nkuwa, com capacidade para 1500MW, poderá impulsionar a disponibilidade de energia no mercado doméstico e regional.

“Sem prejuízo da segurança energética para o país, o projecto criará oportunidade de exportação de energia para a região. No fundo, o que vamos fazer é complementar a robustez de interligação que Moçambique tem. O país tem capacidade de 6 mil MW com a região, mas é engraçado que, internamente, só tem capacidade para 5 mil MW, pelo que essa espinha dorsal vai ser importante para aumentar a capacidade norte, centro e sul, mas vai aproveitar a interligação com  a região”, explicou Yum.

A entidade desmente os supostos conflitos com as comunidades residentes na zona de implementação do projecto denunciados pela sociedade civil.

Mphanda Nkuwa  tem um custo estimado de 4,5 mil milhões de dólares, e o Governo de Moçambique comparticipa com 30%. O parceiro estratégico poderá subscrever no projecto um mínimo de 51%, e a participação entre 5% a 20% no capital social da entidade está reservada para a venda através do mercado de Bolsas de Valores.

O parceiro estratégico é um consórcio liderado pela Electricidade de França (EDF), constituído pela TotalEnergies e a Sumitomo Corporation, e vai desenvolver, construir e operar o projecto hidroeléctrico.

A conjuntivite alastrou-se para sete províncias do país, sendo que, além de Nampula e Sofala, Zambézia é um dos pontos do com mais casos da doença, segundo o Instituto Nacional de Saúde Pública.

Sem revelar dados actuais sobre a doença, o director nacional de saúde pública, Quinhas Fernandes, disse a jornalistas, esta segunda-feira, que o país continua a registar casos e que sete províncias já tiveram confirmações.

“Neste momento, estamos com a província da Zambézia também dentro das estatísticas de pontos com mais casos de conjuntivite, mas, como sabem, o Governo está a desdobrar-se para que a situação não chegue a outros níveis”, garantiu Quinhas.
Os problemas de higiene são alguns dos vectores da doença, com destaque para a não lavagem das mãos, de acordo com as autoridades nacionais.

“Há necessidade de tomada de cuidados de higiene, principalmente a lavagem das mãos. Levar as mãos à cara ou trocar objectos de uso pessoal pode ser um dos caminhos de contaminação da doença. O ideal é evitar-se ao máximo.

Segundo explica o especialista em saúde pública, os pacientes chegam a precisar de sete ou 10 dias para se recuperarem da doença, que já levou ao internamento de uma pessoa na cidade da Beira.

 

ONCOCERCOSE AMEAÇA ASSOLAR MOÇAMBIQUE DEPOIS DE MALAWI E TANZÂNIA

Moçambique está vulnerável à eclosão de oncocercose, uma doença causada por picadas de mosca negra e que pode provocar cegueira. Neste momento, há 32 países africanos com casos registados, incluindo os vizinhos Malawi e Tanzânia.

Um estudo epidemiológico realizado em 2019 nas províncias de Niassa, Zambézia e Tete revela evidências da existência do vector de transmissão da oncocercose, uma doença causada por picadas de mosca negra fêmea, cujos sintomas incluem comichão intensa, caroços na pele, e que pode chegar a causar cegueira.

Segundo o vice-ministro da Saúde, Ilesh Jani, que falava esta segunda-feira, em Maputo, o país precisa de estar munido de todas as ferramentas, para que não seja surpreendido pelo surto.

“A doença integra a lista das enfermidades negligenciadas e nós julgamos ter as condições para iniciar o processo de eliminação da oncocercose como problema de saúde pública no país”, disse o dirigente durante o discurso de abertura da primeira reunião de peritos em oncocercose, que juntou o MISAU e parceiros de cooperação.

O Ministério da Saúde chama atenção sobre os sintomas da doença, maioritariamente registada em países africanos. 99% dos casos registados no mundo estão em 32 países africanos. Dos 14 milhões, 1,2 chegam a desenvolver cegueira.

O Ministério da Defesa Nacional diz que o terrorismo que se verifica em Cabo Delgado não afectou a realização do recenseamento militar, e foram superadas as metas previstas para este ano.

As metas previstas para Cabo Delgado foram igualmente superadas, apesar dos ataques terroristas, tendo sido recenseados mais de 17 400, dos 15 700, escreve a Rádio Moçambique.

O director dos Recursos Humanos do Ministério da Defesa Nacional, Jorge Leonel, explicou que, em Cabo Delgado, o recenseamento militar decorreu em todas as sedes distritais, e tinham sido acauteladas questões de segurança.

Em todo o território nacional e na diáspora, foram recenseados mais de 280 800 jovens de ambos sexos, número que corresponde a uma execução de 127 por cento.

Para este ano, o Ministério da Defesa Nacional previa recensear mais 221 mil jovens, e as metas foram superadas.
O director dos Recursos Humanos do Ministério da Defesa Nacional explicou que o cumprimento das metas se deveu à logística criada e à entrega das brigadas móveis e fixas criadas.

O Ministério da Defesa Nacional diz que decorre, até 31 de Março corrente, o período de regularização das inscrições e ainda há espaço para que os jovens possam recensear-se.

O Governo da Noruega vai aplicar, até 2027, mais de quatro milhões de dólares para a preservação do ecossistema marinho e diversificação da economia no país. O anúncio foi feito pelo embaixador do Reino da Noruega em Moçambique, Haakon Gram-Johannssen.

O diplomata norueguês diz que o financiamento vai, igualmente, reforçar a capacidade institucional do sector marinho, através da partilha de experiências.

O embaixador da Noruega falava esta segunda-feira, em Maputo, no lançamento do Programa Oceanos para o Desenvolvimento em Moçambique.

A iniciativa vai permitir o uso sustentável dos recursos marinhos através da Economia Azul, explicou a Ministra do Mar, Águas Interiores e Pescas, Lídia Cardoso, que dirigiu a cerimónia de lançamento do programa.

Moçambique é um dos países escolhidos pelas autoridades norueguesas para acolher o projecto piloto, após uma avaliação realizada para o efeito.

Geny Catamo marcou um dos três golos que deram vitória ao Sporting diante do Arouca. Além do golo, o internacional moçambicano teve uma prestação assinalável, que mereceu destaque na imprensa portuguesa.

O Sporting continua a viver o seu melhor momento. Os “leões” reforçaram, este domingo, o estatuto de líderes da primeira liga portuguesa, ao derrotar o Arouca, por 3-0.

O protagonista das primeiras linhas da história do jogo foi o inevitável Gyokeres, que colocou a equipa em vantagem, num lance em que surgiu desguarnecedo dentro da grande área. A equipa leonina estava no seu melhor momento e, por isso mesmo, sufocava o seu adversário.

Destemido, o Arouca não se abalou, correndo atrás do prejuízo. Além de criar oportunidades de de golo, este emblema dificultou as acções dos “leões”, que tiveram de puxar a sua experiência para fazer a diferença.

Faz parecer fácil! Geny Catamo, abriu o livro e dele retirou um dos capítulos que o identificam: magia e eficácia. Com o seu pé esquerdo tirou do caminho dois adversários do caminho e colocou a bola no fundo das malhas. O internacional moçambicano já soma quatro golos e igual número de assistências.

Apesar de estar em desvantagem, o Arouca em nenhum momento desistiu do jogo. Fez de tudo para mudar o rumo da partida. Ainda assim, não consegui atinar com a baliza do conjunto leonino. Coube a Hjulmand fechar as contas. Surgiu no sítio certo e no momento certo, marcando o terceiro e último golo da partida.

O Sporting segue na liderança da prova, agora com 62 pontos, mais um que o Benfica. Na próxima jornada a equipa de Ruben Amorim recebe o Boavista.

Três pessoas foram mortas em Cabo Delgado confundidas com terroristas. Trata-se de agentes de educação cívica eleitoral interpelados por “naparamas”, grupo que presta auxílio no combate ao terrorismo.

Não demorou muito para os acontecimentos mostrarem o contrário do que a porta-voz do Secretariado Técnico de Administração Eleitoral, Regina Matsinhe, prometera na manhã do passado dia 05 de Março de 2024, quando, em conferência de Imprensa, disse que havia condições para a educação cívica eleitoral e para o recenseamento em Cabo Delgado, província que se debate com ataques terroristas.

Cinco dias depois do início da campanha de educação cívica, três pessoas foram mortas, confundidas com terroristas, em Catupa, no distrito de Chiúre, como deu a conhecer o director do Secretariado Técnico de Administração Eleitoral em Cabo Delgado, Cassamo Camal, que de imediato visitou o local.

“Sim, confirmo. Por acaso, estive lá esta manhã, para tentar perceber o sucedido, falar com as autoridades locais, nomeadamente o chefe do posto e a polícia local. Os agentes em serviço, lamentavelmente, foram interditados e depois mortos. Foram os “naparamas” que protagonizaram o acto e confundiram os agentes com insurgentes”, disse Cassamo Camal.

A direcção do STAE em Cabo Delgado afirma tratar-se do primeiro caso de género, desde que a província passou a registar ataques armados em 2017. Cassamo esclarece que “no passado, todos os processos que ocorreram não tiveram nenhum problema desta natureza”.

O director provincial do STAE em Cabo Delgado, Cassamo Camal, defende mais coordenação entre os educadores e as estruturas locais, de modo a evitar cenários idênticos.

“O apelo que nós gostaríamos de deixar às comunidades, ao Governo, aos chefes das aldeias, aos presidentes das aldeias, chefes de postos e localidades é que apoiem os jovens educadores cívicos, bem como brigadistas, recenseadores, porque, a partir do dia 15 de Março, vão entrar no terreno”, pediu. 

É que sem o apoio destes agentes e líderes locais, nesta comunidade onde eles vão trabalhar e residir, “o trabalho deles não vai andar conforme a expectativa ou o esperado para poder recensear o universo pretendido ao nível dos distritos ou da província”, segundo Camal. Por isso, “pedimos muita colaboração, muita compreensão, para que não haja cenários do género”, apelou Cassamo Camal.

O distrito de Chiúre tem sido, nos últimos dias, palco de agitação, dada a alegada presença de terroristas, tendo forçado o encerramento de 40 estabelecimentos de ensino, seis deles reabertos depois.

A província sul-africana de KwaZulu-Natal está a construir os primeiros cinco quilómetros de um muro de betão ao longo da fronteira com Moçambique, para travar a saída de viaturas furtadas e o contrabando de mercadorias.

De acordo com a imprensa sul-africana, trata-se de um projecto lançado em 2020 pelo Departamento de Estradas e Transportes KwaZulu-Natal e pelo Departamento Nacional de Obras Públicas e Infraestruturas (DWPI), mas que ficou suspenso no ano seguinte.

Numa reunião realizada em 06 de Março último, as autoridades envolvidas no projecto actualizaram o progresso da obra, anunciando que a construção de mais de cinco quilómetros de muro em Umkhanyakude, junto à fronteira sul de Moçambique, já está em curso, de um total previsto de oito quilómetros para a primeira fase, que cobre o parque de elefantes de Tembe., escreve a DW.

As autoridades sul-africanas, citadas pela imprensa local, explicam que a retoma do projecto deve-se à “pressão social” provocada pelos constantes casos de furto de automóveis naquele país, que têm como destino Moçambique, bem como o contrabando de vários produtos naquela fronteira.

A primeira fase da empreitada arrancou no dia  17 de Novembro de 2023, para se prolongar durante 12 meses, após a selecção de um novo empreiteiro. A segunda fase desta obra prevê a continuação do muro por mais oito quilómetros, e a terceira mais nove quilómetros na fronteira, até ao rio Pangolo.

Em Julho de 2023, quando foi contratado o novo empreiteiro para construir o muro, a governadora de KwaZulu-Natal, Nomusa Dube-Ncube, adiantou que a região costeira de Umkhanyakude, que dista cerca de 78 quilómetros da Ponta do Ouro, em Moçambique, tem sido “atormentada há vários anos por crimes transfronteiriços, especialmente roubo de automóveis, que originam homicídios”.

A falta de água e alguns serviços hospitalares estão a preocupar a comunidade da Ilha de Inhaca. O principal centro de saúde chega a ficar mais de dois meses sem água potável.     

O centro de saúde beneficia cerca de 6 mil habitantes da ilha de Inhaca, na Cidade de Maputo. A unidade sanitária, por muito tempo funciona sem água. A reclamação veio dos utentes do hospital.     

Um outro problema que preocupa os utentes da referida unidade sanitária é a falta de alguns serviços como Raio X e ecografia. “Não temos serviços de ecografia. Fica difícil embarcar até a Cidade para ter acesso a pequenos serviços. Gastamos muito dinheiro por conta disso. Pedimos a quem é de direito uma solução para esses serviços aqui no hospital”, disse uma das utentes.

A Direção do hospital explica que o problema surge quando há avarias na bomba de água e que, neste momento, o problema está resolvido, mas não definitivamente.   

Sobre a falta de  alguns serviços como de Raio X e ecografia, a unidade sanitária opta por fazer transferência dos seus pacientes para outros hospitais no centro da Cidade de Maputo.

A ilha de Inhaca conta, neste momento, com três unidades sanitárias, sendo esta a maior.

A perturbação tropical que está a afectar algumas províncias do Centro e Norte do país poderá evoluir, nas próximas horas, para tempestade tropical moderada.

Segundo as projecções do Instituto Nacional de Meteorologia, o sistema continuará a evoluir e atingir o estágio de tempestade tropical severa, afectando o estado do tempo com chuvas muito fortes, ventos de até 85 Km/h e rajadas até 120 Km/h nas províncias de Sofala, Inhambane e Zambézia. 

Em  Sofala, serão afectados os  distritos de Machanga, Dondo, Nhamatanda, Muanza, Gorongosa, Cheringoma, Marromeu, Maringue, Caia, Chemba e Cidade da Beira, Chibabava e Buzi;

Na província de Inhambane, o alerta vai para Funhalouro, Mabote, Homoine, Morrumbene, Massinga, Vilankulo, Inhassoro, Govuro, Panda e Cidades de Maxixe e Inhambane. 

Os distritos de Chinde, Luabo, Mopeia, Inhassunge , Morrumbala, Nicoadala e cidade de Quelimane serão os fustigados na Zambézia.

“Face à ocorrência de ventos fortes, trovoadas e chuvas muito fortes, recomenda-se a tomada de medidas de precaução e segurança”, diz o INAM, em comunicado.

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