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Secretário-geral da FRELIMO considera que a corrupção está a comprometer o desenvolvimento do país e defende acções concretas para melhorar as condições de vida dos moçambicanos.

O secretário-geral da FRELIMO, Chakil Aboobacar, defende que a governação deve estar centrada no povo e não o contrário. O dirigente considera que a corrupção está a comprometer o desenvolvimento do país e aponta o combate ao fenómeno como uma das prioridades para melhorar as condições de vida dos moçambicanos.

“Não se pode governar sem se resolver os problemas, não se pode governar com palavras mas sim com acções e atitudes que impactem na vida de povo. Quando nós dissemos que não queremos dirigentes arrogantes, estamos a dizer que queremos dirigentes mais próximo da população. “ disse o secretário-geral da Frelimo afirmando que “alguns de nós antes de termos estes cargos que hoje ostentamos, éramos pessoas simples, humildes, parávamos numa banca, mercado, barraca e tomar uma mas, bastou um dia chagar ao cargo, mudou” afirmou defendendo que as iniciativas do Governo devem produzir resultados concretos e impactar directamente a vida da população.

Aboobacar falava esta quinta-feira, em Quelimane, por ocasião da sua chegada à província da Zambézia, que acolhe o primeiro Acampamento Nacional da Organização da Juventude Moçambicana (OJM). O secretário-geral manteve um encontro com membros e simpatizantes do partido, durante o qual destacou a necessidade de reforçar a união entre os quadros da formação política e intensificar a monitoria da governação.

Na ocasião, o dirigente reconheceu a legitimidade das exigências da população, sublinhando que existe consciência de que a vida dos moçambicanos deve melhorar. O secretário-geral da FRELIMO apontou igualmente a corrupção como um dos factores que comprometem o desenvolvimento nacional, defendendo uma luta firme contra o fenómeno no seio do partido. “Quando o presidente diz que não queremos dirigentes corruptos, não é para nós repetirmos que não queremos dirigentes corruptos, é para nós todos nós unirmos, organizarmos, denunciarmos e punirmos exemplarmente, todos aqueles que usam bem público em benefício próprio” disse. 

Aboobacar afirmou ainda que a FRELIMO está a preparar um congresso de mudança, num contexto em que a formação política procura reforçar a sua ligação com os cidadãos e responder às preocupações da população.

A província da Zambézia é apontada como a que possui o maior número de membros da FRELIMO a nível nacional, com mais de um milhão e duzentos e cinquenta mil membros.

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O ex-presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump, alcançou, na terça-feira, o número de delegados suficientes para garantir a nomeação para as eleições presidenciais de Novembro, ao vencer as primárias Republicanas na Geórgia, Mississippi, Washington e Havai.

Trump, de 77 anos, era o único candidato Republicano depois de Nikki Haley ter desistido na semana passada.

Segundo escreve a Lusa, para ser designado como candidato oficial do Partido Republicano, o empresário tinha de conquistar pelo menos 1.215 delegados para a nomeação oficial na convenção republicana, de 15 a 18 de julho em Milwaukee (centro-norte).

Trump, que chegou à noite eleitoral de terça-feira com 1.078 delegados, começou por obter 49 delegados na Geórgia e 28 no Mississippi. Horas mais tarde, venceu as primárias no estado de Washington e garantiu a esmagadora maioria dos 43 delegados, ainda antes da decisão no Havai.

Também o Presidente dos EUA, Joe Biden, alcançou na terça-feira o número de mandatos suficiente para conseguir a nomeação pelo Partido Democrata para disputar as presidenciais em 05 de novembro.

Joe Biden conseguiu a nomeação depois de ganhar os delegados suficientes nas eleições primárias na Geórgia, que elevou o total para 1.968.

A nomeação vai ser oficializada na convenção dos democratas, em Chicago, entre 19 e 22 de Agosto.

Trump e Biden vão voltar a defrontar-se depois de o democrata ter vencido as presidenciais de 2020. O republicano recusou-se a reconhecer a derrota, alegando irregularidades que levaram apoiantes a invadir o Capitólio a 06 de janeiro de 2021.

Um total de 98.756 pessoas estão sem energia elétrica devido à tempestade tropical severa “Filipo” que afecta o país. O anúncio foi feito pela Eletricidade de Moçambique (EDM).

“A tempestade está a criar danos no sistema eléctrico das regiões afectadas, com registo de situações de queda de postes, alagamento de equipamentos e rompimento de cabos elétricos”, refere a EDM, num comunicado.

Na região sul de Moçambique, em Inhambane, pelo menos 83.000 pessoas dos distritos de Mabote, Morrumbene, Mapinhane, Massinga, vila de Jangamo, Ligogo e cidades de Vilanculos e Inhambane estão sem corrente eléctrica.

No centro, a EDM contabiliza 11.500 pessoas sem energia em Tambara, Chemba, localidade de Savane e Muanza, bairros da Cerâmica, Inhamizua, Matadouro, Munhava, Matope, Ngangau, Six Miles, Ndunda e Zona Industrial.

Já no norte, a tempestade causou a interrupção do fornecimento de energia eléctrica a um total de 4.256 clientes do distrito de Eráti, acrescenta o documento da EDM.

A EDM garante que estão no terreno equipas técnicas para a reposição gradual do sistema, referindo, entretanto, que as condições atmosféricas e a dificuldade de acesso a algumas regiões têm sido os maiores obstáculos e concorrem para a demora na reposição do fornecimento da corrente elétrica, escreve a DW.

Um homem, que aparentava ter 40 anos de idade, e que se dedicava ao câmbio informal de moeda estrangeira, foi morto a tiros na noite de segunda-feira, na Cidade da Matola. Em conexão com o caso, está detida uma mulher de 27 anos de idade. Os presumíveis criminosos estão ainda a monte.

O bairro Bunhiça, no Município da Matola, viveu momentos de terror na noite da última segunda-feira, devido ao tiroteio ocorrido naquela área residencial.

Testemunhas contam que entraram em pânico quando indivíduos desconhecidos começaram a disparar contra um cidadão, que viria a perder a vida no local do crime.

Os moradores dizem que  até tentaram ajudar, mas  foram intimidados pelos supostos criminosos, ameaçando-os de morte.

“Os bandidos vieram primeiro e estacionaram um pouco distante do carro da vítima. Ele recebeu uma ligação e atendeu, não sabemos se era ligação dos bandidos. E, de repente,  começamos a ouvir tiros”, contou um morador que não quis ser identificado.
“Ele conseguiu escapar e entrou numa casa que estava perto do carro onde havia estacionado. A moça estava a gritar muito e ele teve medo. Achou que estivessem a bater nela e foi quando voltou e veio apanhar a morte.”

Quando o crime ocorreu, o homem estava na companhia de uma mulher que diz ser amiga íntima da vítima.

À imprensa, contou que estava no interior do carro a conversar com o seu amigo e,  de repente, foram surpreendidos por dois homens empunhando armas de fogo, que  exigiram chaves do carro, telefones e dinheiro. Perante a resistência do homem, os supostos criminosos acabaram por matá-lo, sem levar nenhum dos seus pertences.

“Quando saiu, com aquelas pessoas,  encontrámo-lo já estatelado no chão após levar  tiros. Quando chegámos,  ele ainda estava a respirar.  Daí,  quando saí do carro dele, eu tinha a sua pasta e a minha. Saí e fui à minha casa deixar as duas pastas que eu trazia, e, quando voltei, começámos a ligar para a Polícia para aparecer”, contou a indiciada que se encontra detida na quinta esquadra da PRM, na Machava.

A Polícia, no entanto, rebate a versão da detida e considera que é uma das principais suspeitas. Aliás, as autoridades dizem ter recuperado o valor de 20 mil rands,  o equivalente a 60 mil Meticais e mais 20 mil em moeda nacional.

“Ela, no momento da execução do acto, apoderou-se dos bens da vítima e foi para a sua residência. Depois de a Polícia ter tomado conhecimento do crime,  fez  as diligências e, neste momento,  temos a cidadã de 27 anos de idade como a principal indiciada pela  autoria do crime”, avançou Juarce Marins, porta-voz do Comando Provincial da PRM em Maputo.

O homem, segundo apurou o “O País”, era casado e morava no bairro de Khongolote, deixando viúva e dois filhos.

A Comissão Nacional dos Direitos Humanos diz que ainda é preocupante a violação dos direitos humanos em algumas zonas de Cabo Delgado, devido à acção dos  terroristas.

A preocupação foi manifestada, há dias, pelo respectivo presidente da Comissão, Albachir Macassar, após ter mantido uma audiência conjunta com o secretário de Estado, Jaime Neto,  e o governador de Nampula, Manuel Rodrigues.

Albachir Macassar disse  ainda que, por conta das acções terroristas, muitos cidadãos daquelas regiões estão a ser privados dos seus direitos, principalmente de busca de meios de sobrevivência, pese embora o trabalho das Forças de Defesa e Segurança no terreno.

“O que nós vimos, em Cabo Delgado, é uma situação preocupante, realmente. Mas não se está a deixar de fazer a sua acção. Há uma natureza que é preciso ver deste conflito, que é um novo rumo. Aquilo que acontecia, antes de 2023, e se estiverem lembrados, foi um ano muito atípico em termos de ataques, quase até se pensou que tivesse parado. Isso deixou, de alguma forma, a própria força desarmada, o que propiciou este tipo de ataques que estão a acontecer neste momento. Então, as tropas estão a tentar refazer-se ao que, como eu disse, foram atacados de surpresa”, começou por dizer Albachir Macassar.

Albachir Macassar esclareceu, igualmente, que a Comissão Nacional dos Direitos Humanos não teve acesso a alguns distritos devido aos ataques havidos há dias.

“Em Cabo Delgado, nem conseguimos ir aos distritos, porque estavámos a pensar em ir a Metuge e foi exactamente no dia em que aconteceu. A informação que tivemos é que a situação não está nada boa, principalmente porque as pessoas estavam a regressar e voltam agora para os centros.”

Macassar abordou, depois, a questão da população ver-se privada de assistência e acesso e de se movimentar livremente.

“Relativamente a outro tipo de violência que está a acontecer, como dissemos em momentos anteriores, é que uma situação de conflito sempre propicia violação de direitos humanos de uma parte ou de outra. Violação de direitos humanos não é apenas matar pessoas, mas é não fornecer mantimentos e assistência necessária quando a população precisa. A violação de direitos humanos tem muito a ver com aquilo que é de determinados direitos das pessoas. E situações de conflito tem natureza própria desse conflito. E isso podemos dizer, mais uma vez, e claramente incluindo essas respostas, quando voltarmos de Eráti teremos mais respostas.”

Em Quissanga, há relatos de os terroristas permanecerem naquela vila há mais de uma semana, e   supostamente não haver uma acção das Forças de Defesa e Segurança.

“Eu não sei se não há uma acção. É como disse, nós não chegámos de ir aos distritos. Recebemos a informação de que, realmente, eles entraram em Quissanga e Quirimba. A informação que nós tivemos é que havia uma acção que estava a ser preparada esta acção. Neste momento, podemos dizer que há sim uma violação dos direitos humanos dessas pessoas que estão lá porque não conseguem movimentar-se. De certeza, já não há muita comida. O que nós podemos dizer é que, neste momento, pode consubstanciar em violação dos direitos humanos”, frisou.

O Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) apresentou, hoje, um indivíduo de 44 anos de idade, indiciado de ter participado na preparação do rapto de uma cidadã, no ano passado, na Cidade de Maputo.

Cerca de quatro meses depois de o Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) ter registado um caso de rapto de uma cidadã de origem asiáica, no bairro da Sommerchield, na Cidade de Maputo, um indivíduo de 44 anos foi apresentado como um dos integrantes da quadrilha que praticou a acção criminosa.

O SERNIC diz que o detido foi encontrado na posse de chapas de matrículas gravadas numa viatura que teria sido usada para o rapto.

“Aquando da detenção de três indivíduos, indiciados no rapto ocorrido no dia 20 de Janeiro do ano em curso, esses três cidadãos foram surpreendidos e detidos na posse de duas chamas de matrícula, que tinham sido cravadas na viatura usada no rapto ocorrido no dia 01 de Novembro, de que foi vítima uma cidadã”, disse Hilário Lole, porta-voz do SERNIC.

No entanto, o detido acusado da prática deste crime que forçou vários empresários a abandonarem o país nega as acusações que pesam sobre si.

“Eu não estou envolvido em nenhum rapto. Não tenho passagem pela Polícia, nunca estive em situação de detido. Sou um cidadão normal, que trabalha. Procuro o meu pão no dia-a-dia”, disse.

Em relação ao rapto registado na semana passada, na rua Augusto Macamo, na capital do país, o Serviço Nacional de Investigação Criminal diz estar a efectuar diligências para o seu esclarecimento.

O Presidente dos EUA Joe Biden e o expectável adversário republicano, Donald Trump, podem garantir já esta semana os delegados suficientes para se tornarem os presumíveis candidatos dos seus partidos e arrancar para uma campanha de oito meses.

Até o último domingo,Donald Trump precisava de mais 140 delegados dos 1.215 necessários para conquistar a indicação dos republicanos na convenção nacional do partido.

Isto pode ser ultrapassado esta terça-feira nas eleições primárias em quatro estados, nomeadamente Geórgia, Mississípi, Estado de Washington e Havai, onde há 161 delegados republicanos em Jogo.

Este escrutínio é também decisivo para o actual presidente americano, Joe Biden, que entra esta terça-feira com 102 delegados a menos dos 1.968 que precisa para obter a indicação democrata.

Sondagens, de acordo com a imprensa internacional, revelam que os dois pré-candidatos têm a possibilidade de conseguir garantir delegados suficientes para a indicação dos seus partidos.

A Inspecção Nacional de Actividades Económicas vai iniciar a aplicação de sensações aos agentes económicos que não acatarem a proibição da venda de produtos sem rotulagem em português. A multa é de cerca de 300 mil Meticais, correspondente a 40 salários mínimos e, em casos de reincidência, será cancelada a licença do agente.

A obrigatoriedade da rotulagem de produtos na língua portuguesa foi introduzida em 2006 por decreto lei. Passados 18 anos de incumprimento, a INAE anuncia que vai inspeccionar e sancionar agentes económicos que não cumprirem com a medida. 

A medida inclui, entre vários, produtos alimentares, bebidas, medicamentos e outros. A Autoridade Reguladora de Medicamentos diz que a rotulagem é um mecanismo de defesa da saúde pública.

As autoridades, que falavam em conferência de imprensa, esta terça-feira, advertem os importadores a submeterem uma proposta de rotulagem ao Instituto Nacional de Normalização e Qualidade e ao Ministério da Saúde para aprovação e submissão aos fabricantes no estrangeiro para que incluíam língua portuguesa no rótulo dos produtos.

A bandeira nacional da Suécia foi hasteada, esta segunda-feira, na sede da NATO, em Bruxelas. A cerimónia oficializou a adesão do país nórdico à Aliança Atlântica, depois de dois anos de negociações.

O secretário-geral da NATO e o primeiro-ministro sueco participaram na cerimónia do içar da bandeira na sede da Aliança Atlântica. O secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, deu as boas-vindas ao novo membro numa cerimónia que contou com o primeiro-ministro da Suécia, Ulf Kristersson, e na qual também participou a princesa Vitória, herdeira do trono da Suécia.

“Sem o vosso incansável apoio e empenho pessoal, não estaríamos aqui. Sei que teriam feito os mesmos esforços para qualquer país qualificado que se candidatasse à adesão. Mas se queriam que sentíssemos que éramos especiais, conseguiram-no”, disse Ulf Kristersson, citado pela Euronews.

A adesão da Suécia à NATO, desencadeada pela invasão russa da Ucrânia, foi aprovada no final do mês passado pela Hungria que, tal como a Turquia, colocou obstáculos à adesão de Estocolmo.

A Suécia tornou-se, assim, no segundo novo membro da NATO desde o início da guerra na Ucrânia, em Fevereiro de 2022, depois de a Finlândia ter aderido à aliança em Abril do ano passado.

Um morto e dez feridos, graves e ligeiros,  é o resultado de uma confusão havida este domingo entre a Polícia e população do posto administrativo de Matsinho, no distrito de Vandúzi, província de Manica.

O posto policial de Matsinho, distrito de Vandúzi, transformou-se num verdadeiro campo de batalha.  A população,  enfurecida,  protagonizou actos de vandalismo para persuadir a Polícia a tirar das celas dois indivíduos acusados de assassinar mototaxistas e roubar motorizadas.

A Polícia confirma o sucedido e diz que o finado foi vítima de uma bala perdida. No entanto,  os dois indiciados,  que a população pretendia linchar, negam as acusações que pesam sobre si.

Em Manica,  assassinos de mototaxistas têm estado a desafiar a Polícia. Só na semana passada, dois mototaxistas foram mortos.

 

BALEADO MEMBRO DA PRM

Um oficial da Polícia afecto à Guarda Fronteira foi encontrado sem vida no rio Messica, em Vandúzi. A PRM em Manica, que diz desconhecer o motivo, refere que a vítima terá sido baleada na cabeça e jogada ao rio.

Aníbal Mendonça, de 43 anos de idade e membro da Polícia de fronteira afecto ao terceiro regimento no distrito de Manica, foi encontrado sem vida no rio Messica, na manhã de sábado.

A Polícia e o SERNIC chamaram a imprensa, este domingo, para confirmar o facto e dizer que o agente morreu em pleno gozo de férias.

De acordo com a Polícia, o corpo de Aníbal Mendonça apresentava perfurações de balas na cabeça, o que sugere que tenha sido alvejado por arma de fogo.

O SERNIC diz que aguarda laudo médico-legal para saber com quantas balas Anibal foi morto.
Este dado, de acordo com o SERNIC,  vai ajudar a determinar as prováveis causas do crime.

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