Skip to main content

O País – A verdade como notícia


ÚLTIMAS

Destaques

NOTÍCIAS

Os pilotos moçambicanos voltaram a demonstrar o seu talento além-fronteiras ao alcançarem resultados de destaque na 3.ª prova do Campeonato Rotax Northern Regions, disputada no circuito de VKC, em Vereeniging, África do Sul. Em representação de Moçambique, do Automóvel & Touring Clube de Moçambique (ATCM) e da equipa Rasteirinho Racing, Teresa Bettencourt, Tiane Resende e Daniel Resende enfrentaram alguns dos melhores pilotos sul-africanos, deixando boas indicações sobre o crescimento do karting nacional.

O grande destaque da jornada foi Teresa Bettencourt, da Rasteirinho Racing, que brilhou na sua estreia no exigente circuito sul-africano. A jovem piloto qualificou-se na sétima posição entre 13 concorrentes da categoria Micro Max, ficando a apenas 0,645 segundos da pole position. Ao longo das três mangas, evidenciou um ritmo competitivo e consistente, terminando a primeira e a segunda corridas no quarto lugar e alcançando um excelente segundo lugar na derradeira manga, a apenas 153 milésimos de segundo da vitória.

A prestação confirmou a evolução da piloto moçambicana, que competiu pela primeira vez naquele traçado e conseguiu discutir os lugares cimeiros com alguns dos principais pilotos da categoria. O desempenho reforça o estatuto de Teresa Bettencourt como uma das maiores promessas do karting moçambicano. A piloto voltará a representar Moçambique e o ATCM no próximo dia 29 de Agosto, na última prova do Campeonato Nacional disputado em território sul-africano.

Na categoria Bambino, Tiane Resende também esteve em evidência ao terminar a prova no quinto lugar da classificação geral. Integrando uma grelha composta por 13 pilotos, o vice-campeão moçambicano começou por concluir a primeira manga na sétima posição, melhorou significativamente na segunda corrida ao subir para o quarto lugar e encerrou a competição em sexto na terceira manga. A regularidade demonstrada permitiu-lhe assegurar um lugar no Top 5 da classificação final.

Além da boa prestação em Vereeniging, Tiane Resende continua a liderar o Campeonato CKA, principal competição de karting de Moçambique, promovida pelo ATCM, mantendo-se focado na quarta prova da temporada, agendada para 19 de Setembro, no Kartódromo do ATCM.

Já Daniel Resende enfrentou um fim de semana particularmente exigente na categoria Mini Max. O piloto competiu pela primeira vez no circuito de Vereeniging, depois de um período de férias afastado dos treinos, o que condicionou o seu ritmo competitivo.

Apesar das dificuldades, Daniel demonstrou determinação ao longo da prova. Na segunda manga, apresentou melhorias no desempenho, mas um incidente em pista comprometeu o resultado, relegando-o para a última posição. Na terceira corrida, foi desclassificado, devido a uma irregularidade relacionada com o peso do kart, situação posteriormente atribuída a uma diferença de cerca de um quilograma na balança utilizada para as verificações técnicas. Sem pontuar na última manga, terminou a prova na última posição da classificação geral.

As prestações dos três pilotos evidenciam a crescente competitividade do karting moçambicano e reforçam a capacidade dos jovens talentos nacionais em competir com sucesso nas principais provas da região, representando com mérito Moçambique e o Automóvel & Touring Clube de Moçambique.

Vídeos

NOTÍCIAS

O Movimento Democrático de Moçambique exige responsabilização no caso de desvio de 1,7 mil milhões de Meticais pelo Instituto Nacional de Acção Social, valor destinado a acções de combate à COVID-19. Já o partido Renamo defende que os envolvidos devem ser demitidos.

É mais um escândalo sobre desvio de fundos públicos. Desta vez, estão envolvidos mais de 1.7 mil milhões de meticais, desviados pelo Instituto de Nacional de Acção Social, que eram destinados à mitigação dos efeitos da COVID-19.

O caso veio a público após auditoria feita pelo Tribunal Administrativo.

Reagindo ao assunto, esta quinta-feira, o porta-voz do MDM disse ao “O País” que há uma necessidade urgente de se responsabilizar todos os envolvidos no desvio de fundos e de se esclarecer o destino dos valores sacados do erário público.

“Os fundos para o apoio às vítimas da COVID-19 não devem servir para o enriquecimento ilícito de uma burguesia nacional, que tenta a todo o custo pilhar os pacatos recursos que devem ser alocados aos moçambicanos. É com muita tristeza que nós, mais uma vez, presenciamos um escândalo financeiro protagonizado pela gestão maldosa do partido Frelimo”, disse Ismael Nhacucue, porta-voz do MDM.

Mais uma vez, o partido falou da necessidade de criação de um Tribunal de Contas para fiscalizar toda a despesa pública.

“A vantagem de um Tribunal de Contas é que este vai permitir que, de forma directa e objectiva, à medida que vai constatando as irregularidades, vai abrindo processos crimes”, esclareceu.

Por seu turno, o partido Renamo que também reagiu ao assunto, disse não ser novidade o desvio de fundos públicos pelas entidades responsáveis pela gestão.

“Esta é a reafirmação da denúncia que nós fizemos no passado, no parlamento, porque perguntamos ao Governo como é que foram geridos os fundos alocados para fazer face a problemática da COVID-19. Como sempre, tivemos uma resposta não satisfatória. Isso não é uma surpresa, porque a característica peculiar deste Governo é a corrupção”, disse o porta-voz da Renamo, José Manteigas.

O partido de Ossufo Momade disse igualmente lamentar que “o nome dos moçambicanos foi usado para ir buscar fundos para alegadamente salvar vidas de moçambicanos, mas o dinheiro foi encaminhado para fins particulares. Estamos revoltados com isso e queremos responsabilização do caso, pois criaram danos ao país e prejudicaram vidas”.

Para o partido Renamo, todos os dirigentes envolvidos no desvio dos mais de 1.7 mil milhões de meticais devem ser demitidos dos cargos que ocupam

Serão instalados, na cidade da Beira, cerca de 180 mil contadores pré-pagos, em 2024. A informação foi revelada esta quarta-feira pelo ministro das Obras Públicas, Carlos Mesquita, à margem de uma visita de monitoria ao sistema de abastecimento de água da cidade da Beira, em Sofala.

A massificação da instalação de contadores pré-pagos é uma das prioridades para 2024, com vista a reduzir a perda de água tratada, que neste momento se situa em quase 50 por cento.

Carlos Mesquita, ministro das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos, que partilhou a informação, considera que a medida vai, igualmente, contribuir para garantir a sustentabilidade das empresas regionais de água.

“Serão instalados cerca de 170 ou 180 mil contadores pré-pagos. A instalação destes contadores vai evitar muita coisa, desde dúvidas de leitura, o que tem sido frequente nos últimos tempos, e consequentemente evitar muitas reclamações. Já temos experiências destas em Maputo e estão a correr bem”, fundamentou Carlos Mesquita.

De igual modo, o ministro recomenda ao Fundo de Investimento e Património de Abastecimento de Água a assegurar a expansão da cobertura e construção de mais infra-estruturas para a retenção do recurso.

“Esta é uma das grandes necessidades que este país tem. Só para terem uma ideia, nas épocas chuvosas, temos, em média, um caudal de escoamento na ordem dos 216 mil milhões de metros cúbicos de água, e só conseguimos reter cerca de 21 por cento desta quantidade, com as barragens que nós temos, o que é muito pouco. Porque no dia seguinte ficamos a chorar porque esta água já não existe. Por isso, é importante investir mais em recursos hídricos, como grandes barragens, pequenas barragens, bem como reservatórios escavados”, salientou o ministro das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos.

Carlos Mesquita, que visitou, quarta-feira, as obras do sistema de abastecimento de água na Beira, explicou que a infra-estrutura vai beneficiar clientes dos bairros de Estoril, Macuti e Macurungo, numa extensão de 70 quilómetros.

As obras financiadas pelo Banco Mundial deverão ser concluídas em Setembro de 2024.

Maputo espera instalar 100 mil unidades de contadores pré-pagos em 2024

A implementação da iniciativa está inserida num projecto de expansão de contadores pré-pagos e, até 2024, espera-se atingir um número de 100 mil unidades em todas as áreas operacionais, incluindo a delegação de Boane. Até Agosto deste ano, tinham sido instalados 7344 e todos abrangeram clientes de todas as categorias: domésticos, comerciais, industriais, públicos e fontenários.

As autoridades entendem haver, contudo, a necessidade de melhoria na definição e implementação dos planos operacionais para instalação dos contadores pré-pagos, sobretudo no que concerne à disponibilidade atempada de contadores, acessórios, alinhamento das equipas no âmbito dos procedimentos a cumprir nas acções de terreno e de suporte de monitoria e gestão.

Ademais, entende que as equipas devem ser melhor orientadas neste processo de expansão do regime pré-pago, pelo que será desenvolvida uma acção de consultoria para a elaboração de um plano de negócio para a fase de expansão que irá permitir que melhor se posicione em relação às perspectivas de desenvolvimento e previsibilidade do negócio em si.

A barragem dos Pequenos Libombos, que abastece Maputo, está a efectuar, desde quarta-feira, descargas de água para garantir a segurança da infra-estrutura. Para já, a medida não representa risco à população.

Está a chover em alguns pontos de Moçambique e em alguns países vizinhos, como eSwatini  e a barragem dos Pequenos Libombos, na Província de Maputo, começa a ficar com níveis altos de encaixe de água.
Com capacidade para armazenar 400 milhões de metros cúbicos de água, a estrutura hidráulica conta, actualmente, com cerca de 340 milhões.

“Começamos a receber escoamentos altos, vindos de eSwatini. Esta quarta-feira, tivemos de incrementar descargas para 30 metros cúbicos, por segundo, para garantir a segurança da infra-estrutura. Com este aumento, não há impactos a jusante da barragem. A nossa intenção é continuarmos a manter as descargas em 30 metros cúbicos por segundo, para as próximas 72 horas, dependendo do que vier a acontecer”, disse Lisete Dias, Chefe do Departamento de Recursos Hídricos da ARA-SUL.

Face ao aumento das descargas, a empresa Águas da Região Metropolitana de Maputo já está a tomar medidas de precaução, para que não haja contaminação e restrições.

“O mais provável, que se espera nesta fase, é o aumento da turvação na Estação de Tratamento de Água, e estamos preparados com químicos para fazer esse tratamento; o segundo aspecto é o alagamento das principais vias de acesso, recorrendo, neste caso, a vias alternativas para fazer chegar os nossos técnicos, os químicos para fazer o tratamento da água à estação”, garantiu João Francisco, engenheiro da empresa Águas da Região Metropolitana de Maputo.

Outra barragem, a de Corumana, ainda em Maputo, está a fazer descargas de nove metros cúbicos de água por segundo e a de Massingir, em Gaza, na ordem de 50 metros. Diante da situação, a Administração Regional de Águas do Sul avisa “que as comunidades fiquem atentas, que sigam as recomendações que a ARA-SUL está a emitir. Tirem todos os equipamentos dos rios. Ao atravessar, tenham cuidado, porque os escoamentos são altos”, recomendou.

A Administração Regional de Águas do Sul assegura que, para as três barragens da zona Sul do país, a situação é, até agora, estável.

GOVERNO PROJECTA CONSTRUIR CERCA DE 10 MIL PEQUENAS BARRAGENS
O Governo projecta construir, nos próximos dez anos, cerca de dez mil pequenas barragens para reter águas pluviais para o consumo humano, produção agrícola e geração de energia eléctrica, escreve a Rádio Moçambique.

A construção das infra-estruturas está prevista no plano estratégico do Fundo de Investimento e Património de Abastecimento de Água, FIPAG, recentemente aprovado.

O anúncio foi feito esta quarta-feira, na Beira, pelo Ministro das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos, Carlos Mesquita, depois de visitar as obras de construção do Centro Distribuidor de Estoril.

O Clube dos Desportos de Maxaquene está a criar condições para regressar ao Moçambola, em 2025, e começa com a contratação de um novo treinador: Américo Chichava. Lalas, como é conhecido o novo timoneiro dos tricolores, promete trabalho e levar os Maxacas de volta à alta roda do futebol moçambicano.

É dos clubes históricos do futebol moçambicano e que em 2019 foi despromovido no principal campeonato nacional de futebol, o Moçambola. De lá para cá, foram três tentativas de regresso e todas fracassadas.

“Iniciámos pela equipa técnica e de acordo com o que está traçado no nosso plano estratégico de quatro anos, temos que levar o clube de regresso ao principal campeonato nacional, mas, para tal, precisamos de melhorar alguns elementos como a garantia do financiamento a algumas actividades do clube através de patrocinadores para viabilizarem a nossa e a pretenção dos sócios”, começou por dizer o presidente do Maxaquene, Abrão Muianga.

Para tal, recorreu-se a um treinador que levou o 1o de Maio ao segundo lugar no campeonato da segunda divisão da Cidade de Maputo neste ano de 2023. “Por isso, fomos contactar um treinador que conhece a realidade daquilo que é a segunda liga do futebol moçambicano e o que representa a nossa forma de ver a competição. Assumimos que o treinador Américo Chichava reúne o perfil daquilo que o Maxaquene precisa”, justificou Muianga.

O líder dos Maxacas sabe que há que haver investimento a sério, mas garante que a direcção está preparada. “Em termos financeiros, temos condições mínimas diferentemente dos anos anteriores, por isso criamos condições mínimas em termos de estrutura para conseguir ombrear com as equipas da segunda liga. Em termos de plantel, contamos com jogadores que cá estiveram na última época e demos abertura ao treinador para que traga jogadores que vão de acordo com as pretensões da Direcção do clube. Em relação à componente financeira, contamos com habituais parceiros com vista a termos a questão salarial acomodada”, prometeu Abrão Muianga.

Américo Chichava, ou simplesmente Lalas, diz-se preparado para este novo desafio. Aliás, Lalas começou por agradecer a confiança e o convite da direcção do Maxaquene e prometeu “muito trabalho jogo-a-jogo, é um objectivo que assumimos que não será fácil, vamos trabalhar para superar todas as adversidades que teremos pelo caminho, queremos unir a família ‘Maxaca’ para que apoiem a equipa em todos os momentos, bons e maus, o que irá facilitar o nosso trabalho”.

E os desafios são enormes, mas Lalas diz que encara o desafio com naturalidade. “Quando se trata de trabalho, não podemos olhar a dimensão do clube, mas sim temos de assumir a responsabilidade, pelo que prometo ajudar o clube a atingir de forma rápida os objectivos que deseja. No 1º de Maio, consegui levar o clube ao segundo lugar como fruto do trabalho que vínhamos desenvolvendo e estamos preparados para fazer o mesmo no Maxaquene”, garantiu Lalas.

O Maxaquene já conquistou o campeonato nacional de futebol por cinco ocasiões e venceu a Taça de Moçambique por oito vezes.

Milagre Macome continua como seleccionador nacional de basquetebol sénior masculina. A direcção da Federação Moçambicana de Basquetebol (FMB), agora liderada por Paulo Mazivila, optou por manter o técnico que está no camando técnico desde Janeiro deste ano.

O ciclo continua. Milagre Macome, exímio conhecedor do basquetebol moçambicano, com ligação à selecção masculina há mais de uma década, volta a ser a aposta para liderar a selecção, num contexto em que tem muitas batalhas por enfrentar. 

“Coach Mila” reassume o comando técnico da selecção, tendo como um dos primeiros desafios as eliminatórias de qualificação para o Afrobasket de 2025, devendo, primeiro, disputar o apuramento da Zona VI. Na sua primeira intervenção após assumir o novo ciclo para esta empreitada, Macome reconheceu que há muito trabalho por fazer.

“Faremos de tudo para dignificar o país. Sabemos que é uma missão complicada e espinhosa, mas estamos todos dispostos a trabalhar”, disse o treianador.

Em relação às qualificações para o Afrobasket, o técnico garante que a selecção vai redobrar todos os esforços para marcar presença na competição.

“Há muito tempo que não vamos ao Afrobasket. Vamos trabalhar no máximo das nossas capacidades para tentarmos passar essa janela”, deseja Macome. O técnico explicou que a sua contração tem vista atacar a janela de qualificação para aquela que é uma das maiores montras do basquetebol africano. 

O presidente da Federação Moçambicana, Paulo Mazivila, de Basquetebol garante que estão criadas todas as condições de trabalho que a equipa técnica pediu.

“A vontade do treinador é de começar a trabalhar no dia 05 de Janeiro. Estão todas as condições criadas para que tal aconteça”, garante o novo timoneiro da (FMB). Nos próximos dias, poderão ser anunciados os outros elementos que vão compor a equipa.

A selecção nacional de futebol, os Mambas, já se encontra na vizinha África do Sul, onde vai cumprir um estágio pré-competitivo rumo à sua quinta participação numa fase final do Campeonato Africano das Nações, na Costa do Marfim. O combinado nacional tem jogo marcado para o dia 06 de Janeiro, diante do Lesotho

Partiram esta quinta-feira com destino à vizinha África do Sul, onde vão cumprir a segunda fase do estágio de preparação com vista à participação no Campeonato Africano das Nações da Costa do Marfim, a partir de Janeiro próximo. Os Mambas vão seguiram com energias positivas depois de terem passado as festas de Natal e do Dia da Família com os seus familiares, o que eleva o grau de responsabilidade para a segunda fase de preparação e para a fase final da prova africana.

Chiquinho Conde e seu staff técnico levaram consigo, para África do Sul, os três guarda-redes convocados, nomeadamente Ernan, Fazito e Ivan, os defesas Mexer Macandza, Infren e Nené, os médios Amadou, João Bonde, Shaquile e Domingues, e os avançados Clésio e Lau King, que partiram de Maputo e que vão juntar-se aos restantes colegas no quartel general na terra do rand.

Aos que saíram de Maputo vão juntar-se na África do Sul os jogadores Edmilson Dove, Reinildo Mandava, Mexer Sitoe, David Malembane, Alfonso Amade, Gildo e Ratifo ainda este ano, enquanto os restantes quatro, nomeadamente Bruno Langa, Guima, Geny Catamo e Witti Quembo, só se juntam ao grupo de trabalho a 02 de Janeiro de 2024.

De acordo com o programa de trabalhos de preparação, os Mambas vão realizar treinos diários a partir desta sexta-feira, tendo já um jogo de controlo marcado com o Lesotho, na quarta-feira da próxima semana, dia 06 de Janeiro, diante do Lesotho.

Ainda há perspectiva de mais dois jogos com adversários não anunciados, ainda no estágio na África do Sul, onde também estará a selecção do Gana a estagiar, para além da própria África do Sul, outras duas selecções que se preparam para o CAN da Costa do Marfim.

Os Mambas deixam a vizinha África do Sul no dia 09 de Janeiro, devendo entrar no quartel general de Abidjan a 10 de Janeiro, três dias antes do arranque da prova, e quatro dias antes da sua estreia, diante do Egipto, a 14 de Janeiro, pelas 19h00.

Os Mambas defrontam, sucessivamente, Cabo Verde, a 19 de Janeiro pelas 16h00, terminando a primeira fase do grupo B da fase final, o Gana, a 22 de Janeiro, a partir das 22h00.

A empresa francesa de energia TotalEnergies planeia reiniciar o seu projecto de gás natural liquefeito (GNL) de Moçambique, há muito atrasado, de 20 mil milhões de dólares, no primeiro trimestre do próximo ano, garantiram duas fontes próximas à multinacional.

O trabalho no projecto foi interrompido em 2021, quando uma violenta insurgência liderada por militantes ligados ao Estado Islâmico ameaçou o local de Cabo Delgado, levando a TotalEnergies a declarar força maior e interromper a construção.

Em Setembro deste ano, o director-executivo, Patrick Pouyanne, referiu que a empresa planeava recomeçar antes do final deste ano, uma vez que a situação de segurança tinha melhorado com o apoio de uma força militar regional, incluindo o Ruanda.

“A TotalEnergies indicou que pretende reiniciar o seu projecto de (Gás Natural Liquefeito)  GNL em Moçambique em Janeiro de 2024”, disse uma fonte governamental próxima do processo, que pediu o anonimato devido à sensibilidade do assunto.

A violência em curso na província do norte de Moçambique causou milhares de mortes desde que eclodiu em 2017, interrompendo investimentos multimilionários, incluindo o projecto de GNL de 20 mil milhões de dólares, no qual a TotalEnergies tem uma participação de 26,5%.

“A TotalEnergies pediu aos financiadores para obterem aprovação para o reinício do projecto Mozambique LNG no primeiro trimestre de 2024”, disse uma segunda fonte de financiamento com conhecimento directo do projecto.

Esta empreitada, que ajudará a transformar a economia de Moçambique, tem sido alvo de críticas por parte de activistas ambientais que, no mês passado, instaram os financiadores a retirar o seu apoio financeiro.

 

FILIPE NYUSI JÁ TINHA FALADO DE RETORNO DA TOTAL NO PRIMEIRO TRIMESTRE DE 2024

Segundo Filipe Nyusi, a multinacional TotalEnergies, que lidera o projecto Mozambique LNG, instalado na península de Afungi, distrito de Palma, província de Cabo Delgado, poderá retomar a actividade dentro dos primeiros três meses de 2024. O Presidente da República falava durante a cerimónia de recepção da comunidade moçambicana na diáspora, por ocasião das festividades do fim do ano.

“Para o primeiro trimestre do próximo ano, espera-se a retoma dos projectos em terra, especialmente do projecto Mozambique LNG operado pela TotalEnergies”, afirmou o estadista. Tal deve-se ao “esforço empreendido pelas Forças de Defesa e Segurança de Moçambique (FDS) apoiadas por um contingente militar da Força de Defesa do Ruanda e pela Missão Militar da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral, o que influenciou na redução dos ataques terroristas”, acrescentou o chefe do Estado.

O projecto Mozambique LNG é um dos maiores em África, com um custo estimado de 20 mil milhões de dólares e uma capacidade de produção de 12,9 milhões de toneladas por ano. Envolve o desenvolvimento de campos de gás offshore na bacia do Rovuma e a construção de uma fábrica de GNL em terra e de um terminal de exportação na península de Afungi. Espera-se que gere receitas e benefícios significativos para a economia e o povo moçambicanos, e que contribua para a transição e segurança energética global.

A TotalEnergies é o operador e o maior accionista do projecto, com uma participação de 26,5%. Os outros parceiros incluem a empresa pública moçambicana ENH, a empresa japonesa Mitsui, a tailandesa PTTEP e as empresas indianas ONGC Videsh, Bharat Petroleum e Oil India. O projecto assegurou contratos de longo prazo com compradores da Ásia e da Europa, como a China National Offshore Oil Corporation, a Tokyo Gas, a Centrica e a Shell.

A província de Cabo Delgado tem vindo a ser afectada por um conflito desde 2017 que aterroriza as populações. Grupos de rebeldes armados têm pilhado e massacrado aldeias e vilas um pouco por toda a província e uma variedade de ataques foi reivindicada pelo ‘braço’ do autoproclamado Estado Islâmico naquela região. O conflito já provocou mais de 4000 mortes (dados do The Armed Conflict Location & Event Data Project) e pelo menos um milhão de deslocados, de acordo com um balanço feito pelas autoridades moçambicanas.

Pelo menos 10 pessoas morreram e 57 ficaram feridas hoje num acidente em cadeia que envolveu sete veículos numa autoestrada no noroeste da Turquia, disseram as autoridades turcas.

O acidente ocorreu quando uma densa neblina dificultava a visibilidade na autoestrada de Marmara, na província de Sakarya, a cerca de 150 quilómetros de Istambul, escreve o Notícias ao minuto.

As autoridades estão a investigar o acidente, mas o governador de Sakarya, Yasar Karadeniz, disse que este deverá ter ocorrido quando um veículo bateu num camião, provocando outras colisões na retaguarda.

Pelo menos três autocarros interurbanos estiveram envolvidos na colisão.

Sete dos feridos encontram-se em estado grave.

O antigo Presidente da África do Sul, Jacob Zuma, acusa o seu sucessor, Cyril Ramaphosa, de não cumprir a promessa de devolver a terra aos legítimos proprietários.

“Quando Ramaphosa foi eleito pela primeira vez, decidimos que a terra deveria voltar aos seus legítimos proprietários; dissemos que o Reserve Bank  deveria ser propriedade do Estado e muitas outras coisas, mas a liderança [do partido] não implementou o que decidimos”, afirmou o antigo chefe de Estado sul-africano.

Jacob Zuma, que foi destituído em 2018, indiciado de corrupção pelo seu partido, assumiu, publicamente o apoio a um novo partido radical, denominado Umkhonto We Sizwe, com objectivo de garantir que o partido no poder não obtenha a maioria de 51%, necessária para governar nas eleições gerais de 2024.

“Vamos libertar novamente a África do Sul para os negros porque não somos livres, as mesmas pessoas que elegemos são as que agora nos oprimem”, salientou Zuma num encontro com simpatizantes da nova formação política.

Zuma sublinhou à imprensa local que o novo partido Umkhonto We Sizwe vai remover Ramaphosa do poder, quer gostem ou não, considerando que o ANC não é propriedade de algumas pessoas, o ANC pertence ao povo da África do Sul.

O partido no poder receia que a saída à vista de Zuma do ANC possa causar tumultos violentos no país ou a divisão completa do ANC, segundo analistas locais.

+ LIDAS

Siga nos

Galeria