Cerca de 1,3 milhões de pessoas foram forçadas a abandonar as suas zonas de origem em Moçambique desde 2017, devido à violência armada no norte do país. Deste total, 661.532 continuam deslocadas internamente, enquanto 721.691 regressaram aos seus distritos de origem, segundo dados do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR).
No relatório operacional referente ao primeiro semestre de 2026, a agência indica que os ataques de grupos armados provocaram 26.184 novos deslocados entre Janeiro e Junho, em vários distritos da província de Cabo Delgado. Muitos dos afectados foram obrigados a deslocar-se mais de uma vez.
O ACNUR considera que a situação humanitária continua complexa, devido à persistência da violência em distritos como Ancuabe, Chiúre, Macomia, Mocímboa da Praia, Palma, Quissanga, Muidumbe e Nangade.
Para além dos ataques contra civis e infra-estruturas, a agência assinala que os grupos armados têm visado cada vez mais os meios de subsistência das populações, incluindo campos agrícolas, actividades pesqueiras e locais de exploração mineira, agravando a vulnerabilidade das comunidades.
O relatório indica ainda que Moçambique acolhe 24.217 refugiados e requerentes de asilo, provenientes sobretudo de países da África Central e Oriental.
Entre Janeiro e Junho deste ano, o ACNUR prestou assistência directa a 39.699 pessoas, incluindo deslocados internos, refugiados e famílias vulneráveis, através da distribuição de bens essenciais e apoio monetário. A agência apoiou igualmente 15.804 pessoas com assistência jurídica e 8.637 na obtenção de documentos de identificação.
No âmbito do reforço dos serviços de protecção, está em curso um projecto de 34 meses, lançado em Março, em parceria com os Governos de Moçambique e do Japão. A iniciativa prevê a construção ou reabilitação de 27 postos de atendimento em Cabo Delgado, com o objectivo de facilitar o acesso à documentação civil de mais de 100 mil pessoas e prestar assistência jurídica a outras 45 mil.
Para 2026, o ACNUR solicitou 61,3 milhões de dólares para financiar as suas operações em Moçambique e Angola. Contudo, até Junho, apenas 38% do montante tinha sido disponibilizado, deixando um défice de financiamento de 38,2 milhões de dólares.
O Costa do Sol, campeão nacional da Liga de Basquetebol sénior masculino, vai entrar em campo entre os dias 22 a 27 de Outubro corrente, para participar do Torneio de Qualificação à Liga Africana de Basquetebol de 2025, que vai decorrer em Harare, no Zimbabwe.
A equipa moçambicana está no Grupo “E” da Divisão Leste e vai lutar por uma vaga na quinta edição da BAL, com o Bravehearts Basketball do Malawi ,Matero Magic da Zâmbia e Basket Hounds do Zimbabwe
Os Bravehearts foram coroados campeões da categoria masculina da Central Zone Basketball League de 2023 pela sexta vez consecutiva, um detalhe a ter em conta pelos canarinhos
O ferroviário da Beira defrontou os Matero Magic da Zâmbia, em 2021 e 2022, o que faz com que não sejam desconhecidos do basquetebol moçambicano
A prova vai decorrer num modelo de todos contra todos, apurando-se as equipas classificadas em primeiro e segundo lugares de cada grupo. Algumas equipas poderão entrar na competição através dos resultados desportivos, assim como a equipa da NBA Academy e os clubes que participaram do último torneio BAL e são campeões nos seus respectivos países, totalizando, deste modo, 16 equipas classificadas para a segunda fase.
Recordar que o atual campeão da BAL é o Petro De Luanda
Seis pessoas morreram e outras cinco ficaram gravemente feridas num acidente de viação que ocorreu na noite de domingo, na cidade da Matola. Testemunhas apontam o consumo de álcool e o excesso de velocidade como as causas do sinistro.
A noite de domingo foi trágica na cidade da Matola. Um acidente de viação matou e feriu pessoas no bairro Matola “A”, na paragem conhecida como BIC.
O sinistro resultou do embate entre duas viaturas, que faziam o sentido Cidade de Maputo-Cidade da Matola, e uma delas despistou-se, tendo colhido de surpresa as pessoas que se encontravam a vender e à espera de transporte público.
Com um profundo suspiro, voz trémula e ainda em choque, Celeste António descreve o que viu no local do acidente.
“Eu estava sentada na minha banca a conversar com o meu filho mais velho e vimos dois carros a virem em alta velocidade e colidiram. Um deles perdeu a direcção e, na paragem, havia dois vendedores. As outras pessoas, que ficaram feridas, estavam a caminho da paragem e a acompanharem-se”, contou Celeste António, uma das vendedeiras que escapou do acidente.
Depois disso, ela só viu pessoas estateladas no chão, algumas mortas e outras feridas. Celeste escapou por um golpe de sorte. “Depois de verem o carro a seguir para a direcção de onde eu estava sentada, algumas pessoas tentaram fugir para salvarem as suas vidas, mas morreram. O facto mesmo é que o carro perdeu a direcção e, pelo que vi, eram 11 pessoas”, revelou Celeste António.
Quem também escapou por um golpe de sorte foi uma adolescente que fala na condição de anonimato. “De repente, ouvi barulho de carro quando quer travar e, quando olho para frente, só vejo pessoas a correrem. Eu levantei e comecei a correr, também, e caí no chão. Quando me levanto, vejo pessoas ao redor. Vi muitas pessoas caídas e feridas. Tentam levantar uma senhora e a perna dela caiu. Muita gente estava gravemente ferida”, narrou a adolescente.
Segundo testemunhas no local do acidente, houve mais mortes porque o socorro chegou tarde. “Nós tentamos ligar para as linhas de apoio, mas não houve sucesso. Quando pensamos em ligar para TRAC, atendeu a nossa ligação e trouxe-nos uma ambulância, mas era pequena para o número de feridos. Conseguiram levar os que estavam gravemente feridos. Depois, chegaram carros da polícia e levaram as outras pessoas, mas muita gente morreu porque não houve socorro”, observou Edilson, testemunha no local do acidente.
Presume-se que o consumo de álcool e excesso de velocidade estejam na origem do acidente.
“Houve um despiste, porque o carro estava em alta velocidade. Tudo dava a entender que os jovens estavam sob efeito de álcool. Tinham garrafas de cerveja no carro. A viatura tentou evitar o embate, mas falhou e deu umas reviradas e foi parar numa árvore”, referiu Arnaldo Mathe, também testemunha.
No local, há uma placa que proíbe a venda e nunca fez muito sentido como agora.
“Vamos tentar encaixar-nos noutro lado. O acidente que aconteceu foi muito grave. Nós perdemos os nossos produtos. Já não temos nada. Ainda não sabemos quando é que voltaremos”, avançou uma vendedeira.
As vítimas do acidente de viação deram entrada no Hospital Provincial da Matola.
“Foram, no total, 11 pacientes, dentre os quais, há seis óbitos. Três óbitos foram extra-hospitalares e três foram intra-hospitalares, pelo seu estado de gravidade. Foi feita a tentativa de reanimação e todas as medidas estavam ao nosso alcance, mas sem sucesso. Temos três internamentos no Hospital Provincial da Matola e duas transferências para o Hospital Central de Maputo”, revelou Vinício Muchave, médico do Hospital Provincial da Matola.
O jornal O País sabe que o condutor da viatura causadora do acidente é um jovem de 20 anos de idade, que fugiu, depois do ocorrido, sem prestar socorro às vítimas.
O combinado nacional de futebol, os Mambas, iniciou a sua preparação para o duplo confronto com Eswatini, marcado para os dias 11 e 14 deste mês de Outubro, em Maputo e Nelspriut (África do Sul), respectivamente. Chiquinho Conde e Elias Macamo estão convencidos de que serão dois jogos para vencer, mas é preciso ter respeito pelo adversário, que consideram que cresceu bastante nos últimos tempos.
Foram 13 jogadores que corporizaram o primeiro treino dos Mambas nesta segunda-feira, com destaque para oito jogadores que actuam intramuros, nomeadamente os três guarda-redes (Ernan, Ivan e Fazito), os quatro defesas (Mexer Macandza, Infren Matola, Martinho Thauzene, Nené), o médio Aly Abudo e os dois avançados (Elias Macamo e Domingues), para além dos “estrangeiros” já chegados e que se juntaram aos trabalhos, nomeadamente, Amadou, Malembane, Gildo, Geny Catamo e Bruno Langa.
Para a primeira sessão de treinos, esta segunda-feira, Chiquinho Conde reservou a tarde para a recuperação física dos jogadores, depois de um fim-de-semana de muita intensidade nos jogos que disputaram pelas suas equipas.
“Hoje vamos ter uma sessão de recuperação física, mas dentro daquilo que é nossa estrutura. Vamos incutir aqui um pouco da prevenção de lesão e mobilização geral, e, depois, dividimos em três equipas onde uns fazem futebol e outros fazem exercícios descontextualizados e vamos terminar com a organização ofensiva muito paulatino dentro da nossa estrutura de exercício padronizado”, disse o seleccionador nacional.
Com poucos jogadores ainda juntos, o técnico espera que os outros cheguem o mais rápido para que os trabalhos decorram sem sobressaltos.
Aliás, Conde destacou algumas ausências de última hora e as possíveis chegadas dos restantes jogadores.
“Neste momento, temos disponíveis 13 jogadores, e mais o Mexer que ainda não pode fazer o treino e tem de ser reavaliado, uma vez que teve um problema físico num jogo que fez no fim-de-semana. Em função disso, temos alguns que vão chegando a conta-gotas e estamos a aguardar o resto dos jogadores convocados”, disse.
Em termos de chegada dos jogadores, Chiquinho Conde deixou alguns cenários: “temos a situação do Shaquile, que por causa das ligações aéreas depois de ter jogado numa das províncias com problemas de ligações, só chega mais tarde. O Reinildo jogou domingo e embarca amanhã (hoje terça-feira), juntamente com o Pepo. O Alfonso chega ainda esta tarde (ontem)”.
“Caldos e galinhas não fazem mal a ninguém”
Eswatini é o adversário dos Mambas na próxima dupla jornada de qualificação para o CAN do Marrocos, em 2025. Chiquinho Conde não foge à sua mística e diz que é preciso haver respeito pelo adversário. “Teoricamente, Eswatini é das selecções mais acessíveis, mas isso só em teoria, e os nossos analistas verificaram o desenvolvimento do nosso adversário e temos a consciência de que Eswatini cresceu como selecção e como equipa”, disse.
Conde diz que, apesar de Eswatini ter perdido os dois jogos da fase de grupos, não deixa de ser um adversário a ter em conta, até porque “verificamos que houve um crescimento muito grande e não serão favas contadas. Nós temos de estar iguais a nós mesmos, entrarmos com muita humildade e não pensar que, de facto, serão favas contadas por ser uma Eswatini e que vamos ter os três pontos garantidos”, disse Conde.
E recorreu à sua velha máxima para dar ênfase as cautelas que o combinado nacional deve ter: “Caldos de galinhas nunca fizeram mal a ninguém”, até porque há contratempos que devem ser levados em conta. “Temos indisponibilidade do Ernan e do Guima pela suspensão, para o primeiro jogo, e, infelizmente, o Guima lesionou-se no seu jogo do fim-de-semana e está impossibilidade de fazer os dois jogos. Mas temos o regresso do Alfonso, que já começou a competir na Bulgária, embora sem o mesmo ritmo com os outros. Mas vamos aguardar para ver como ele estará e adaptarmos e ajustarmos aquilo que são as nossas potencialidades e condições que temos dentro do campo com jogadores versáteis”, frisou.
O respeito pelo adversário tem de estar sempre presente, segundo Conde, que refere que “o objetivo é sempre lutar para ganhar e diante do nosso público é ainda melhor porque temos o apoio do 12º jogador”.
Ou seja, “em casa teremos que jogar sempre a pressionar porque não há jogo de iguais e temos de aproveitar a força que temos do nosso público e fazer as coisas com muita serenidade, para que de facto possamos conseguir vencer a Eswatini”.
Elias pronto para marcar e dar alegrias aos moçambicanos
Quem falou em nome dos jogadores na primeira sessão de treinos, foi Elias Macamo, melhor marcador do Moçambola e que marcou no último jogo dos Mambas. Macamo promete “dar o meu máximo para marcar golos, mas sempre respeitando as orientações do mister”, disse.
O jogador diz mais: “Prometo trabalhar mais e dar alegrias aos moçambicanos”.
Para o jogador, o balneário está confortável e assegura que “está tudo a postos para começarmos a trabalhar, apesar de alguns jogadores ainda não terem chegado, mas esperamos por eles para podermos trabalhar juntos”.
Sobre os jogos com Eswatini, Elias Macamo diz que o grupo está a trabalhar para ganhar “mas sempre respeitando o nosso adversário”.
Para já, os internacionais moçambicanos Guima e Mexer são as grandes baixas para a dupla jornada da selecção nacional diante de Eswatini, partidas inseridas na terceira e quarta jornadas da fase de apuramento para o Campeonato Africano de Futebol, CAN 2025. Os dois jogadores encontram-se lesionados.
Para fechar o lugar de Guima, o seleccionador nacional, Chiquinho Conde, chamou o médio e capitão do Ferroviário da Beira, João Bonde. Em relação a Mexer, o técnico ainda não anunciou quem o irá substituir.
Recorde-se que, por mais que estivesse apto, Guima iria falhar o primeiro jogo contra os “swatis”, tendo em conta que, à semelhança de Ernani, estão castigados por acumulação de amarelos. Os Mambas têm mais três sessões de treinos antes do jogo da sexta-feira.
Os quenianos Wisley Kimeli e Rael Nguriatukel foram os vencedores da maratona de Lisboa. Na prova, que teve início na Avenida da República, em Cascais, e foi concluída na Praça do Comércio, em Lisboa, Wisley Kimeli efectuou o percurso em 2h08min33s, seguido pelos compatriotas Emanuel Kemboi (2h 09min 10s) e Edwin Tuitoek (2h09min48s).
Em femininos, Rael Nguriatukel levou a melhor em 2h27min11s, mais de três minutos abaixo da segunda classificada, Cynthia Kosgei (2h30min36s), com o pódio, mais uma vez 100 por cento, queniano a ser concluído por Sheila Chebet (2h33min48s).
Bruno Lourenço, do JFD Running, foi o primeiro português a concluir a maratona, com o 11.º tempo da geral masculina (2h26min44s) e Laura Grilo, a representar o Clube de Praças da Armada, a ser a melhor atleta feminina, no 8.º lugar, com 2h57min03s.
Na meia-maratona de Lisboa, com início na Ponte Vasco da Gama e final no mesmo sítio, o etíope Mosinet Geremew foi o primeiro em 1h03min09s, sendo acompanhado no pódio do queniano Peter Kipsirat (1h03min16s) e do ugandês Victor Kwemboi (1h03min23s).
Na vertente feminina, Faith Kiprotich, do Quénia, venceu com o tempo de 1h10min33s e a compatriota Faith Chepkoech ficou a apenas quatro segundos, em segundo, com a etíope Além Nigus a concluir no terceiro posto, em 1h10min46s.
Em relação aos portugueses, André Pereira (Benfica) foi quinto na tabela masculina, ao fechar o percurso em 1h05min51s, ao passo que Susana Godinho (RD Águeda) foi a sétima classificada na geral feminina da meia-maratona, em 1h13min24s.
As inscrições para a edição de 2024 da Maratona de Lisboa esgotaram a cerca de três meses da corrida, nos oito mil participantes, incluindo seis mil estrangeiros, de 90 nacionalidades diferentes, sendo dois mil portugueses, um recorde numa maratona.
Uma mulher está detida, acusada de tentar vender os próprios filhos, na cidade de Tete. As duas crianças seriam vendidas por um milhão de Meticais.
A acusada tem trinta e seis anos de idade e foi detida na semana passada, através de uma denúncia, quando, supostamente, pretendia negociar a venda dos menores. No entanto, a indiciada nega as acusações e alega que era apenas uma brincadeira.
O irmão da indiciada disse estar preocupado com a atitude da irmã e alega que a mesma nunca demonstrou comportamento desviante. “Esse tipo de negócio, ela nunca fez, mesmo lá na zona onde ela vivia. É uma senhora que está a sofrer e não tem nada, mas nunca fez isso”, afirmou.
O Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) em Tete diz não haver dúvidas de que a mãe pretendia vender as duas crianças.
“Segundo ela, estava a sofrer, por causa da extrema pobreza que a assola. Uma vez conseguido este negócio de vender os seus filhos, poderia melhorar as suas condições de vida. Depois desta informação, o SERNIC accionou as suas linhas operativas, o que culminou com esta detenção, em flagrante e delito”, disse Celina Roque, porta-voz do SERNIC em Tete.
Celina Roque acrescentou que o SERNIC está a trabalhar para localizar o suposto comprador e outros integrantes envolvidos na negociação.
Ainda nesta segunda-feira, o SERNIC apresentou agentes de uma empresa de segurança privada, acusados de roubar uma viatura da mineradora Vulcan. A viatura já foi localizada e entregue à empresa.
A Black Bulls está inserida no grupo G da fase de grupos da Taça CAF, juntamente com o Zamalek e o Al Masry, ambos do Egipto, e o Enyimba da Nigéria. A fase de grupos inicia-se em Novembro próximo.
Estava inserido no pote 4 do sorteio realizado na manhã desta segunda-feira, no Cairo, sede da Confederação Africana de Futebol. Estava avisado de que iria encontrar colossos do futebol africano e que estariam nos potes acima.
Pela mão de antigo internacional sul-africano Shabalala, a Black Bulls foi sorteada no grupo D da fase de grupos da Taça CAF.
Não tardou para que os grandes começassem a cair no grupo dos “touros”. Primeiro foi o Enyimba da Nigéria, nove vezes campeão nigeriano, duas vezes vencedor da Liga dos Campeões e outras duas vencedor da SuperTaça africana. Seguiu-se o Al Masry do Egipto, que tem uma taça egípcia e mais 20 troféus dos torneios de preparação no Egipto. Por fim, veio o Zamalek do Egipto, sempre candidato a conquistar a Taça CAF. 14 vezes vencedor da liga egípcia, 28 conquistas da Taça do Egipto e outros tantos títulos internos, o Zamalek é ainda detentor de cinco liga dos campeões, duas Taças CAF, cinco supertaças africanas e dois campeonatos afro-asiáticos de clubes. É, de longe, o principal candidato a chegar à fase do mata-mata.
Nos outros grupos, o Simba da Tanzânia é o cabeça-de-série do grupo A, onde estão ainda CS Sfaxien da Tunísia, CS Constantine da Argélia e Bravos de Maquis de Angola. O grupo B tem como cabeça-de-série o Berkane do Marrocos, integrando ainda o Stade Malien do Mali, Stellembosch da África do Sul e Clube Desportivo da Lunda Norte de Angola.
Já o grupo C é composto pelas equipas do USMA da Argélia, que é cabeça-de-série, Asec Mimosas da Costa do Marfim, ASC Jaraaf do Senegal e Orapa United do Botswana.
A fase de grupos das competições africanas arranca a 26 de Novembro, com a disputa da primeira jornada e termina a 18 de Janeiro, quando se jogar a última jornada. Os “touros” iniciam em Maputo a fase de grupos.
Sagrada Esperança, de Shaquile Nangy, no grupo D da Liga dos Campeões
No que à fase de grupos da Liga dos Campeões diz respeito, a equipa angolana em que actua o moçambicano Shaquile Nangy, o Sagrada Esperança, foi sorteado para o grupo D, juntamente com Esperance de Tunis da Tunísia, Pyramides do Egipto e Djoliba AC do Mali.
O Sagrada Esperança, única equipa dos PALOP na liga milionária africana, estava inserido no pote 3 do sorteio e na sorte calhou um grupo que é visto como acessível para as suas contas, tendo em conta que são adversários ao nível dos angolanos.
O grupo A da Liga dos Campeões é composto pelo TP Mazembe da República Democrática do Congo, cabeça-de-série, Young Africans da Tanzânia, Al Hilal do Sudão e MC Alger da Argélia.
O grupo B, por seu turno, tem no Mamelodi Sundowns, vencedor da Liga Africana de Futebol, no ano passado, e vencedor da Liga dos Campeões de 2026, o cabeça-de-série. A equipa 17 vezes campeã sul-africana vai ter como adversários o Raja Casablanca de Marrocos, adversário da final da Liga Africana de Futebol do ano passado, AS Far, também do Marrocos, e Maniema Union da República Democrática de Congo.
Já o grupo C tem no maior vencedor da Liga dos Campeões, o Al Ahly do Egipto, o cabeça-de-série, que vai defrontar o CR Belouzdad da Argélia, o Orlando Pirates da África do Sul e o Stade D’Abidjan da Costa do Marfim.
Um casal está detido pelo assassinato de uma menor de um ano e três meses, no distrito de Nhamatanda, em Sofala. Os acusados são a mãe e o padrasto da menor, que, com recurso a uma corda, teriam enforcado e extraído a pele e as unhas da criança.
“Com recurso a uma corda, estes dois senhores que estão aqui apresentados asfixiaram e, a posterior, começaram, com um objecto não identificado, a retirar parte do corpo desta menor. De forma detalhada, eles começaram a retirar as suas unhas e a retirar a sua pele”, disse o porta-voz da Polícia da República de Moçambique (PRM) em Sofala, Dércio Chacate.
Depois de cometer o crime, segundo a polícia, o casal que vive junto há apenas três meses tentou ocultar o cadáver da criança no meio do mato, entretanto a comunidade local descobriu e denunciou à polícia.
Dércio Chacate disse, ainda, que há indícios de se tratar de um caso de tráfico de órgãos humanos, e, no momento, está em andamento o processo de averiguação.
“Por esta altura, os nossos órgãos e oficiais desdobram-se para aferir para onde estas unhas e esta parte da pele deveria ser comercializada. Daquilo que foi a interacção preliminar que tivemos com estes dois indivíduos, observa-se de antemão que o móbil do crime haveria de ser o enriquecimento indevido”, explicou o porta-voz da Polícia.
A mãe da vítima acusou o marido, dizendo que foi ele quem planificou tudo e quem conhecia o comprador. “Eu não teria coragem para matar a minha filha. Foi o meu marido que a matou e depois tirou as unhas nas duas mãos e a pele da mão esquerda”, disse.
O marido, por sua vez, nega que tenha participado no crime, e diz que encontrou a rapariga já morta, quando regressou do serviço.
O Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) está em diligências para encontrar o presumível comprador dos órgãos humanos.
O candidato presidencial pela Frelimo encerrou, hoje, em Maputo, a sua “caça ao voto” rumo às presidenciais de Outubro corrente. Daniel Chapo prometeu de tudo fazer para devolver a paz em Cabo Delgado, contando, para o efeito, com todos os moçambicanos.
Matola, na Província de Maputo, foi o local escolhido pelo candidato da Frelimo para encerrar a campanha eleitoral, que durou 45 dias.
Perante o presidente da Frelimo, Filipe Nyusi, e outros membros e simpatizantes desta força política, Chapo reiterou seu compromisso de trabalhar para o desenvolvimento do país.
Pese embora confiante no seu projecto de governação, o candidato presidencial pelos camaradas confessou que para vencer os desafios que lhe esperam, caso vença o escrutínio, conta com a ajuda de todos os moçambicanos.
Daniel Chepo disse que o principal pilar do seu pojecto de governação é a paz, sem a qual, segundo disse, não se pode alcançar os outros objectivos.
Por ser a paz o seu principal pilar, Chapo prometeu tudo fazer para restabelecer a paz na província de Cabo Delgado.
“Atacar Cabo Delgado é como se alguém tivesse atacado a todos (…) como moçambicanos a dor sofrida em cabo delgado e sofrida por todos”, disse Chapo.
Trabalhar para acabar com a corrupção e aprofundar as relações internacionais são outros pilares que poderão orientar a governação de Chapo, caso vença as eleições.
No capítulo da corrupção, Chapo disse que, por exemplo, acabar com a cobrança de dinheiro no tratamento de documentos e na candidatura a vagas de emprego na função pública.
A corrupção, segundo o candidato, faz com que “enquanto um grupo de pessoas se enriquece, nos outros fiquemos ainda mais pobres”.
Com Geny Catamo a titular, o Sporting venceu, sábado, o Casa Pia por 2-0, em duelo da oitava jornada da Liga Portuguesa de futebol. Já são oito vitórias em igual número de jogos que mantêm os “leões” na liderança da prova.
Foi, neste duelo, um Casa Pia de ‘tração’ traseira aquele que se apresentou em Alvalade, assente numa linha de cinco defesas que, mais frequentemente, se transformava numa de seis, visto que Gaizka Larrazabal, aposta numa posição mais adiantada do campo, recuava para ajudar os companheiros, quando a equipa não tinha a bola.
Os gansos preocuparam-se em ‘trancar’ todos os caminhos possíveis dos leões para, aqui e ali, explorar uma transição rápida, e foi, precisamente, isso que sucedeu, logo ao segundo minuto, quando estes aproveitaram um erro de Eduardo Quaresma para partirem para o ataque, onde Max Svensson obrigou Franco Israel a uma bela defesa.
Daí em diante, o emblema verde e branco instalou-se no último terço do relvado, com domínio total no que à posse de bola diz respeito, de tal maneira que os primeiros sinais de perigo só surgiram com remates de meia distância, nomeadamente, de Maxi Araújo e Conrad Harder, que passaram a centímetros da baliza.
O guarda-redes dos visitantes, Patrick Sequeira não teve, na verdade, de intervir, no primeiro tempo… isto, a não ser para impedir o natural desenrolar do jogo, com constantes queixas físicas. Uma estratégia que, no entanto, caiu por terra, aos 39 minutos, quando Daniel Bragança marcou, após uma iniciativa individual de Francisco Trincão.
Gyokeres pode respirar de alívio
Rúben Amorim sabia que, para, pelo menos, segurar a vantagem, a única solução era ter bola no pé, pelo que, ao intervalo, surpreendeu, ao retirar Conrad Harder para lançar Hidemasa Morita. Aliás, apenas dez minutos depois de entrar, o internacional japonês teve tudo para marcar, mas, isolado, permitiu a defesa de Patrick Sequeira.
Aos 66 minutos, Francisco Trincão voltou a fazer das suas, desta feita, ao acertar em cheio na barra. O golo da tranquilidade tardava em surgir, e o Casa Pia foi acreditando que ainda era possível dar um ‘ar de sua graça’. No entanto, viu as esperanças caírem por terra, quando, aos 80 minutos, Viktor Gyokeres converteu uma grande penalidade que o próprio conquistou.