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A Federação Moçambicana das Associações dos Transportadores Rodoviários (FEMATRO) assegura que não existe exclusão no pagamento das compensações destinadas aos operadores do transporte urbano na zona metropolitana e nas capitais provinciais abrangidas pelo sistema.

Segundo a organização, todos os transportadores devidamente licenciados e com a documentação regularizada têm direito a beneficiar das compensações atribuídas pelo Governo.

A FEMATRO reconhece que o processo de pagamento decorre de forma gradual, mas afirma que o Executivo continua a efectuar desembolsos. De acordo com a federação, entre ontem e hoje foi paga uma parte significativa dos operadores que aguardavam pelas compensações, o que poderá responder às reclamações apresentadas nos últimos dias.

A organização esclarece, contudo, que ainda não dispõe de dados actualizados sobre o número de transportadores contemplados, uma vez que o processo de pagamento continua em curso. A informação oficial deverá ser disponibilizada pelo Governo no final do dia, indicando o número de operadores e de viaturas já compensados.

Relativamente aos transportadores que ainda não receberam os valores, a FEMATRO explica que continua a receber diariamente novas listas de operadores elegíveis, o que obriga à sua consolidação antes do envio à Agência Metropolitana de Transportes para efeitos de processamento.

A federação garantiu que todas as listas que estavam na sua posse foram remetidas à Agência Metropolitana na segunda-feira, não existindo, neste momento, qualquer relação de beneficiários por encaminhar.

Quanto aos operadores que ainda aguardam pelo pagamento, a FEMATRO considera que a demora poderá estar relacionada com a entrega tardia da documentação necessária, sublinhando que os processos já submetidos foram enviados para o devido tratamento.

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O Presidente da República, Filipe Nyusi, pediu, hoje, a união de todos os moçambicanos para a conservação do meio ambiente e lamentou a morte de seis fiscais do Parque Nacional de Gorongosa, nos últimos anos. Nyusi falava em celebração do Dia Internacional do Fiscal, que se assinala esta quarta-feira.

Filipe Nyusi colocou, hoje, duas coleiras satélites num casal de leões, de modo a monitorizar a movimentação dos animais e mitigar ataques de animais a seres humanos. Na ocasião, o Chefe do Estado explicou que a biodiversidade é essencial para o sustento e progresso da sociedade, visto que “é responsável pela obtenção de bens e serviços de 80% da população”.

“O nosso compromisso para a protecção da biodiversidade continuará a merecer a nossa atenção, seja ela no mar, nas águas interiores e na terra”, disse.

Nyusi usou da ocasião para convidar as agências de desenvolvimento, o sector privado, a sociedade civil e os parceiros de cooperação para trabalharem com Moçambique nos programas de protecção da biodiversidade.

O Presidente da República, também, felicitou a todos os fiscais e profissionais da conservação pelo trabalho que têm feito.

 

Esta quinta-feira, às 17h30, a Editorial Fundza vai lançar o livro “Poemas do Breve”, da autoria de Lex Mucache. O evento terá lugar no Instituto Guimarães Rosa, na Cidade de Maputo.
A obra de Lex Mucache é um conjunto de 33 poemas, cuja produção foi inspirada num universo luminoso, que fascina o autor desde a tenra idade.

“Desde pequeno, fascinou-me tudo o que existe e nos rodeia, incluindo o próprio ser humano, que é, a meu ver, a razão de tudo o que existe — se não é para ser admirado pelo homem, por que razão então o universo está aqui?”, reforça o poeta, no comunicado de imprensa da Editorial Fundza.

“Poemas do breve” é a primeira incursão poética de Lex Mucache, depois de ter iniciado o seu percurso literário na prosa, com um livro de contos, seguido por um romance. Mas sempre, segundo o autor, se interessou pela escrita de versos e pela combinação rítmica e estética de palavras”.

Justificando a escolha do título para a sua obra, o autor esclarece que a escrita do livro “foi muito diferente do exercício árduo que muitos escritores referem, quando falam do labor de redigir textos”.

“Poemas do breve” é um dos livros seleccionados na terceira chamada literária da Editorial Fundza, uma iniciativa que tem vindo a revelar novas vozes na literatura moçambicana. Desde 2022, já foram publicados mais de 40 novos autores de todo o país.

Lex Mucache é pseudónimo de Heráclito Mucache, nascido na cidade de Maputo, a 9 de Novembro de 1980. É mestre em Ciências de Educação. É professor e desenvolve actividades de leitura e escrita nas escolas. Publicou, em 2020, o livro de contos “Asas decepadas”, obra finalista do prémio 10 de Novembro. Em 2022, publicou o romance “Encontro em Rosebank”, livro finalista na 1ª edição do Prémio Literário Mia Couto.

 

 

 

Os actos de violência praticados contra a escritora Paulina Chiziane, e sua equipa de trabalho, “são intoleráveis” para Mia Couto.

Reagindo à situação, esta terça-feira, o escritor disse, através de um vídeo partilhado com a redacção deste jornal, que actos de géneros não devem ser praticados em Moçambique, independentemente de quem for e quem seja.

Quem também reagiu ao caso de agressão, envolvendo a escritora que foi galardoada com o Prémio Camões (2021), e, no ano seguinte, com Honoris Casusa (2022), foi a Associação dos Escritores Moçambicanos, através de um comunicado divulgado esta terça-feira.

“A Associação dos Escritores Moçambicanos (AEMO) repudia veementemente a intolerância social demonstrada pela Igreja Divina Esperança, manifesta no dia 28 de Julho de 2024, contra a equipa de trabalho da escritora Paulina Chiziane, com o agravo de prática de actos de sévica e confisco criminoso de bens da escritora”, lê-se na nota de imprensa.

Para a associação, foi um acto que ameaça à liberdade de criação artística e o exercício dos direitos sociais e de cidadania.

“Entendemos, assim, que tais actos contraditórios a qualquer postura religisosa e cívica, constituem uma indadmissível ameaça à liberadade de criação artística e a ao exercício dos direitos sociais e de cidadania consagrados pela Constituição da República”.

Para obter esclarecimentos sobre os desenvolvimentos legais do caso, o jornal “O País” contactou a Polícia da República de Moçambique, através da sua porta-voz, Carlminha Leite, que confirmou a agressão e garantiu que o proceeso foi submetido ao ministério público.

O Ferroviário da Beira vai disputar as eliminatórias de acesso à fase de grupos da Liga dos Campeões Africanos no complexo de Tchumene, propriedade da Associação Black Bulls, recinto recentemente aprovado pela Confederação Africana de Futebol (CAF) para acolher jogos das afrotaças.

Essa decisão deriva do facto de o “caldeirão” do Chiveve, palco dos “locomotivas”, não reunir condições exigidas pelo organismo que gere o futebol africano para acolher jogos dessa magnitude. Nesse sentido, o Ferroviário da Biera vai receber o Mbabane Swallows de eSwathini no complexo de Tchumene.

A direcção dos “locomotivas”dirigida por Valdemar de Oliveira havia incialmente definido o Estádio Nacional do Zimpeto como o seu “quartel-general”, à semelhança do que aconteceu nos anos anteriores em que o seu campo não reunia condições.

Ora, os campeões nacionais chegaram a um acordo com a direcção da Associação Black Bulls liderada por Junaid Lalgy para usar seu campo. A primeira “mão” da primeira eliminatória de acesso à fase de grupos da prestigiosa prova continental a nível de clubes diante do Mbabane Swallows está agendada para 16 de Agosto no Estádio Lucas Moripe, em Pretória, África do Sul. Essa será a casa emprestada do campeão de Eswatini, em face de o seu campo ter sido reprovado pela CAF.

Já a segunda “mão” está marcada para 25 de Agosto, partida que vai ter lugar em Tchumene. O vencedor desta eliminatória vai enfrentar o campeão aul-africano Mamelodi Sundowns no “play-off” de acesso à fase de grupos.

O Ferroviário da Beira participa nas Afrotaças pela sétima vez, tendo alcançado a sua maior prestação em 2017 , em que chegou aos quartos-de-final da prova, sob comando técnico do actual secretário-geral do clube, Aleixo Fumo.

Na Cidade de Tete, centenas de famílias correm perigo de vida, ao fixarem suas residências nas rochas do monte Caloeira, no bairro Samora Machel, em Tete. Entretanto, os moradores recusam-se a abandonar o local, alegadamente por falta de novos espaços.

As casas começaram a ser construídas fora da zona de perigo. Mas, ao longo do tempo, foram-se multiplicando, até ocuparem as áreas consideradas impróprias para construção. As famílias que habitam na referida zona de risco, há mais dez anos, dizem que os espaços lhes foi concedido pelo pelouro de urbanização do antigo edil.

Apesar dos riscos que podem custar vidas humanas, os moradores recusam-se a abandonar a área e alegam que não têm para onde ir.

A edilidade diz que a construção é ilegal. Acrescenta que o caso já submetido à Procuradoria e aguarda pela decisão. No entanto, refere que as famílias que vivem na referida área de risco serão atribuídas novos talhões.

Apesar da população explicar que as áreas de risco onde vivem, actualmente, foram atribuídos pelo anterior mandato, parte das casas foram erguidas durante o mandato do actual edil, César de Carvalho.

Refira-se que, em 2015, uma mãe e o seu bebe morreram, quando estavam a dormir, depois que parte da rocha na monte caloeira desabou e atingiu a casa onde moravam.

A Ordem dos Advogados de Moçambique diz que o regime de apresentação de candidaturas às eleições não deve limitar o direito de eleger e o de ser eleito. De acordo com a classe, os obstáculos administrativos prejudicam a democracia.

Numa altura em que partidos políticos e organizações fazem a pré-campanha eleitoral para as eleições gerais, a Ordem dos Advogados de Moçambique realizou, esta terça-feira, um seminário internacional sobre o direito eleitoral. O regime de apresentação de candidaturas foi um dos temas escolhidos para o debate. É nele que a classe sugere mudanças.

“Como devem calcular, a apresentação de candidaturas não é outra coisa senão a expressão máxima da manifestação do direito de eleger e de ser eleito. O regime de candidaturas tem que ser o mais simples e célere possível, simples porque não pode limitar o distrito de eleger e de ser eleito. Significa que temos que ter um regime simplificado, então, qualquer obstáculo legal ou administrativo pode ser prejudicial a um direito constitucional máximo”, disse Arlindo Guilamba, vice-presidente da Ordem dos Advogados de Moçambique.

A Ordem dos Advogados de Moçambique entende ainda que o quadro jurídico do contencioso eleitoral deve ser menos complexo.

Mais de 80 por cento dos transportes semicolectivos de passageiros não possuem licenças para operar na Cidade de Maputo. Ao todo, circulam pelas artérias da capital do país 1632 carros, dos quais apenas 205 estão legalmente autorizados.

Prevalecem, na Cidade de Maputo, dificuldades para ter acesso ao transporte semicolectivo.

Na hora de transportar, os transportadores dos vulgo “chapas” continuam a seleccionar quem transportam, a encurtar as rotas e a desrespeitar os passageiros.

O Município de Maputo parece não ter o total controlo dos operadores existentes.

Dados revelados pela edilidade, esta terça-feira, revelam que apenas 205 transportadores possuem licenças para operar, de um total de 1632 existentes.

“Até ao presente momento, temos 1427 viaturas que não estão licenciadas. E claro que este é um dado que nós temos com o registo de levantamentos que nós efectuamos, mas provavelmente exista um número superior a este, e poderemos constatar quando estivermos nas fiscalizações, mas do registo que temos agora, no total, são 1632 operadores, dos quais 1427 não estão licenciados”, explicou Nelson Massango, director municipal de Mobilidade, Transporte e Trânsito.

E porque a edilidade diz que quer mudanças, mais uma vez, está em curso uma campanha de sensibilização para o licenciamento massivo dos transportes de passageiros.

“O licenciamento massivo inclui a redução dos requisitos. Nós temos uma relação para dar as licenças, mas, para este período, reduzimos para apenas quatro, nomeadamente, cópia do livrete, título de propriedade, seguro automóvel e a cópia do bilhete de identidade do proprietário da viatura”, disse Massango.

Por saber que tem havido violação dos limites de lotação, a edilidade exorta os infractores, igualmente, ao cumprimento, sob pena de serem penalizados.

“Existe uma sanção que pode ser aplicada aos operadores, mas, neste período de sensibilização, nós estamos a orientar todos os operadores para que fixem a lotação de cada viatura. Viatura de 15 lugares é para 15 passageiros. É obrigatório todos colocarem as vinhetas com essa informação. A lotação não é só para os semicolectivos, os autocarros convencionais também têm limites. Temos autocarros de 70 lugares ou mais, mas é importante especificar quantos devem ficar sentados e quantos devem ficar parados.”

Com a nova abordagem, o Município de Maputo diz pretender ensinar as boas práticas, mas alerta que não vai medir esforços quando for para sancionar.

A polícia francesa abriu uma investigação sobre as ameaças de morte recebidas por três atletas israelitas durante os Jogos Olímpicos de Paris, bem como sobre possíveis crimes de ódio antissemita durante um jogo de futebol, informou o Ministério Público de Paris.

As ameaças de morte foram comunicadas pelo ministro do Interior, Gérald Darmanin, e a investigação será conduzida pelo organismo nacional de combate ao ódio na internet. Na semana passada, o ministro dos Negócios Estrangeiros de Israel avisou o seu homólogo francês de um alegado plano apoiado pelo Irão para atingir atletas e turistas israelitas durante os Jogos Olímpicos de Paris.

Os atletas israelitas presentes nos jogos estão a ser escoltados de e para os eventos por unidades tácticas de elite e recebem protecção 24 horas por dia durante os Jogos Olímpicos, de acordo com as autoridades.

O serviço de segurança interna de Israel, Shin Bet, está a ajudar na segurança. Por outro lado, os procuradores disseram que estavam a investigar possíveis crimes de ódio antissemita durante um jogo de futebol entre Israel e Paraguai, no sábado, em Paris, que contou com cânticos e cartazes considerados ofensivos.

 

PROVAS DE TRIATLO ADIADAS

A organização dos Jogos Olímpicos de Paris 20204 anunciou, esta terça-feira, que a prova individual masculina de triatlo foi adiada para amanhã, devido à má qualidade da água do rio Sena.

A prova estava inicialmente agendada para esta terça-feira, mas, depois de terem sido cancelados dois treinos, a organização e a World Triathlon decidiram alterar a data da prova, na qual participam os portugueses Vasco Vilaça e Ricardo Batista, para amanhã, às 10h45 (09h45 em Lisboa).

“Paris 2024 e a World Triathlon reiteram que a sua prioridade é a saúde dos atletas. As análises feitas hoje no Sena revelaram que os níveis da qualidade da água não dão suficientes garantias para permitir que o evento se realize”, pode ler-se no comunicado oficial.
A competição estava marcada para esta terça-feira, às 8h, mas fica recalendarizada para depois da prova feminina, marcada para as 8h locais de amanhã.

“Infelizmente, eventos meteorológicos fora do nosso controlo, como a chuva que caiu em Paris em 26 e 27 de Julho, podem alterar a qualidade da água e levar-nos a reagendar o evento por motivos sanitários. Apesar da melhoria dos níveis da qualidade da água nas últimas horas, as análises indicam que em alguns pontos do percurso de natação os valores ainda estão acima dos limites aceitáveis.”

De referir que, se as condições não melhorarem, a prova pode passar de triatlo para duatlo.

 

CANADÁ RECORRE DA DEDUÇÃO DE SEIS PONTOS

O Comité Olímpico Canadiano e a Federação Canadiana de Futebol recorreram para o Tribunal Arbitral do Desporto (TAS) da dedução de seis pontos no torneio feminino Paris 2024, por utilizar drones para espiar as adversárias.

A decisão final deverá ser conhecida amanhã, quando o Canadá defrontar a Colômbia, na última jornada do Grupo A.

“O recurso baseia-se na desproporcionalidade da sanção, que acreditamos punir injustamente as atletas por acções nas quais elas não participaram e vai muito além de restaurar a equidade na partida contra a Nova Zelândia”, refere a nota dos organismos canadianos.

Recorde-se que, além do castigo aplicado à selecção feminina, a treinadora Bev Priestman foi suspensa por um ano pela FIFA, por utilizar, juntamente com outros elementos do staff, drones para espiar um treino da Nova Zelândia.

A selecção feminina do Canadá, campeã olímpica em título, tem zero pontos nesta altura, devido à penalização, mas venceu os dois jogos já disputados, diante da Nova Zelândia (2-1) e da França (2-1).

A Colômbia lidera o Grupo A, com três pontos, os mesmos da França, enquanto a Nova Zelândia está a zero, à semelhança do Canadá. As campeãs olímpicas ainda podem, contudo, chegar aos quartos de final.

Às 14h30 desta quarta-feira, na Biblioteca Ponto de Encontro-Sagrada Família, em Quelimane, a Editorial Fundza vai lançar a obra “Tocar o Ser”, livro de estreia da poetisa Sánia Iacuti.

Com 51 páginas, é um conjunto de 38 poemas introspectivos que versam, entre outros temas, sobre o amor, a dor, o prazer e o sonho.

Numa nota publicada na contracapa do livro, afirma-se que o seu “conteúdo é tecido a partir do mesmo material, do mesmo fio, da emblemática frase de Browning (o alcance de um homem vai além do que se pode agarrar), aprofundando, assim, o amor, a dor, a vida e o sentimento, tendo em conta, unicamente, um ser humano que pretende tocar-se a si mesmo do interior para o exterior e vice-versa”, lê-se na nota de imprensa da Editorial Fundza.

Em Quelimane, o livro será apresentado pelo pesquisador e docente universitário Pedro Napido. O Clube de Leitura de Quelimane, que co-organiza o evento, fará uma animação de leitura.

“Tocar o Ser” é uma das obras seleccionadas na terceira chamada literária da Editorial Fundza, uma iniciativa que tem vindo a revelar novas vozes na literatura moçambicana. Desde 2022, já foram publicados mais de 40 novos autores de todo o país.

Sánia Iacuti nasceu em Nampula (Eráti), a 11de Junho de 1993. É licenciada em Ensino de Química, com habilitações em Ensino de Biologia, pela Universidade Pedagógica. Foi mencionada no XXXV Prémio Internacional de Poesia Nósside, 2020.

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