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Os Governos de Moçambique e dos Estados Unidos da América realizaram, esta quinta-feira, em Maputo, uma formação em inteligência artificial e computação em nuvem, em parceria com a empresa tecnológica Google, dirigida a funcionários públicos moçambicanos.

A formação, denominada “Google Super Intelligence (SI) & Cloud Computing”, teve a duração de um dia e abordou as possibilidades de aplicação da inteligência artificial na Administração Pública, a gestão de dados e a utilização de infra-estruturas de computação em nuvem.

A iniciativa contou com a participação de funcionários de vários sectores do Estado, incluindo os Ministérios da Justiça; da Agricultura, Ambiente e Pescas; e das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos.

Orientada por Joylynn Kirui, especialista em inteligência artificial da UpSkill Universe, a formação incidiu sobre quatro áreas: oportunidades da inteligência artificial em África, infra-estruturas de computação em nuvem, políticas de dados e de inteligência artificial, e aplicação destas tecnologias nos serviços públicos.

Durante as sessões, os participantes analisaram possíveis aplicações destas ferramentas nas respectivas instituições, através de estudos de caso, debates e exercícios práticos. O programa incluiu ainda questões relacionadas com a protecção de dados, a privacidade e as medidas necessárias para garantir uma utilização segura e responsável das novas tecnologias.

A iniciativa foi promovida no âmbito da cooperação entre os Governos de Moçambique e dos Estados Unidos, com a participação da Google. Segundo a informação divulgada, a actividade dá continuidade a uma formação virtual destinada a 100 empreendedores moçambicanos e constitui a segunda acção formativa da empresa no país durante o mês de Outubro.

A formação enquadra-se nos esforços de transformação digital da Administração Pública moçambicana e na cooperação económica e comercial entre Moçambique e os Estados Unidos, com envolvimento do sector privado norte-americano.

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A cantora já não vai celebrar os 50 anos de carreira em concerto, este ano. Ao contrário do previsto, Elvira Viegas teve de adiar para o primeiro semestre de 2025 o concerto anteriormente agendado para o dia 21 de Novembro corrente, no Centro Cultural Moçambique-China.

Segundo a organização, a alterção deve-se a sequência de manifestações que estão a decorrer no país, por isso, a cantora, junto da equipa de organização, optou por adiar o concerto para primeiro semestre do proximo ano, com o intuito de melhor celebrar o quinquagésimo aniversario de carreira em verdadeiro ambiente de festa.

“A manunteção da data de celebração não traria melhor sentido de festa, visto que, o país não se encontra em momento oportuno de celebração. Até porque, perspectiva-se que seja uma verdadeira festa que fará uma viagem musical que vai narrar a rica história da carreira de Elvira Viegas, destacando as suas influências e contribuições significativas para a cultura artística do país”, lê-se na nota de imprensa.

A cantora recomenda aos “fãs, admiradores e seguidores que já adiquiriram bilhetes, em diferentes plataformas digitais, estimados em cerca de 400, para conservar muito bem, para aposterior uso na data que será realizada a festa dos 50 anos de carreira.

No concerto não será apenas celebrado o talento inegável de Elvira Viegas, mas também reconhecer a sua dedicação e o impacto duradouro que a cantora teve no panorama musical de Moçambique.
A celebração perspectiva-se que seja única, onde a artista promete proporcionar os expectadores uma noite repleta de emoção e recordações, dos grandes êxitos que perfazem os seis álbuns lançados, intitulados “Ndzi Xikala Vitu”, “Tlanga U Pimela”, “Kusuhi na Mine”, “The Best of Elvira Viegas”, “Tsendeleka” e o ultimo “Ora Chegou”.

O portfólio artístico da Elvira Viegas é composto por mais de 100 músicas registradas. 99% dessas músicas provêm dos poemas escritos em português, que foram posteriormente traduzidos e moldados para composição musical num exercício exclusivamente realizado pela artista.

 

Num contexto em que o país enfrenta uma situação política e social complexa, o artista moçambicano Bruno Akani irá lançar o seu novo single, esta sexta-feira. Intitulado “Give Me The Chance” , a música, que conta com a participação especial do icónico guitarrista Jimmy Dludlu, que também a co-produziu, traz uma mensagem de renovação e esperança, destinada a inspirar pessoas a acreditarem em segundas oportunidades e recomeços.

Escrita há cinco anos, “Give Me The Chance”, em português “Dá-me uma nova chance”, tem um significado especial para Bruno Akani, segundo avança uma nota de imprensa: “Sempre senti que esta música veio até mim por uma razão. É uma música sobre humildade, sobre levantar-se após tempos difíceis e encontrar forças para seguir em frente. A música fala a diferentes pessoas de maneiras únicas: para alguns, trata-se de um novo começo, e para outros, uma chance de se reconectar com seus sonhos e esperanças”.

Além disso, a música também reflecte a visão de Akani sobre a importância de acreditar em dias melhores, particularmente em um contexto em que muitos enfrentam desafios pessoais e colectivos. O cantor enfatiza que “Give Me The Chance” não é uma canção de confronto, mas sim uma celebração da resiliência humana e da capacidade de superar dificuldades com o apoio de outros. Lê-se ainda na nota de imprensa: “Hoje é um momento para olharmos para frente, acreditarmos em nós mesmos e nos apoiarmos mutuamente. Esta música destina-se a todos que precisam de uma palavra de encorajamento, seja a nível pessoal ou no âmbito das suas vidas profissionais e comunitárias”.

A mensagem de “Give Me The Chance” é igualmente relevante no cenário global, num momento em que muitas pessoas continuam a lidar com os efeitos da pandemia, os desafios económicos e a crise financeira mundial.

“Give Me The Chance” será lançada oficialmente pela Bhavani Entertainment and Investments (África do Sul) e estará disponível em todas as plataformas digitais. O single também será transmitido nas principais estações de rádio de Moçambique e da África do Sul.

O lançamento também marca o início da jornada para o tão esperado primeiro álbum de Bruno Akani, que está previsto para ser lançado próximo ano.
 

Um adolescente de 16 anos foi baleado mortalmente pela polícia, na zona do mercado Brandão, esta quarta-feira, no decurso da manifestação. Consta que o finado estava apenas a fazer o seu negócio de venda de roupa, quando foi baleado. Já em Inhassunge, foi assassinado, hoje, o primeiro vice-presidente da comissão distrital de eleições e destruídas infraestruturas públicas. 

O jovem ora baleado pela polícia residia no bairro Manhaua, arredores da cidade de  Quelimane. Os familiares dizem que o mesmo estava no mercado Brandão onde comprava roupa para revender, mas foi atingido mortalmente por bala disparada pela polícia. Familiares e vizinhos trabalhavam na produção de caixão para o funeral. 

A polícia diz que, esta quarta-feira, baleou 3 pessoas, dentre os quais um mortalmente e deteve 18 pessoas. 

Manuel De Araújo marchou, na manhã desta quinta-feira, com alguns membros desde o mercado central até ao conselho municipal e disse que vai continuar a repudiar os resultados eleitorais através da marcha e vai responsabilizar, na justiça, o comandante provincial  pela morte do adolescente de 16 anos. 

Sobre o distrito de Inhassunge a polícia explicou que, na manhã desta quinta-feira, foi assassinado o primeiro vice-presidente da comissão distrital de eleições e foram destruídas infraestruturas públicas e privadas. Não se conhece ainda a origem dos malfeitores que protagonizaram os acto. 

Pelo menos 120 civis foram mortos nos últimos dois dias no Estado de Al-Jazira, onde os combates se desenrolam desde o mês passado. O Ministério dos Negócios Estrangeiros sudanês acusa as forças paramilitares pelo sucedido.

A milícia Janjaweed cometeu um novo massacre na cidade de Hilaliya, no estado de Al-Jazira, nos últimos dois dias, resultando em 120 mortes até agora. As vítimas foram mortas a tiros ou devido a envenenamento alimentar e falta de cuidados médicos, que afectaram centenas de civis, segundo o Ministério dos Negócios Estrangeiros.

O governo apoiado pelo exército refere-se regularmente às Forças de Apoio Rápido (RSF) paramilitares que tem vindo a combater desde Abril de 2023 como Janjaweed, uma milícia recrutada pelo então governo de Cartum para suprimir uma rebelião de minorias étnicas na região ocidental de Darfur há duas décadas.

O Sindicato dos Médicos do Sudão afirmou que depois de saquear e roubar todos os bens dos residentes em Hilaliya, a milícia deteve as pessoas dentro das mesquitas, só permitindo que saíssem depois de pagarem somas avultadas, impossíveis de pagar após o extenso saque e roubo. 

A Força de Apoio Rápido (RSF), intensificou recentemente os ataques contra civis no estado de Al-Jazira, depois de um dos seus principais comandantes ter desertado para o exército regular. 

No mês passado, pelo menos 200 pessoas foram mortas no estado de Al-Jazira, que está sob controlo do exército. As Nações Unidas afirmam que 135 mil civis foram deslocados.

Muitas escolas estiveram a leccionar, nesta quarta-feira, apesar da convocação de manifestações. Os gestores garantem continuar a trabalhar até o fecho do ano lectivo, que será no dia 15 de Novembro, enquanto houver segurança.

Um dos principais sectores que é fortemente afectado, sempre que há manifestação ou paralisação de actividades é o da Educação, que se vê obrigado a alterar o calendário Escolar.

No entanto, nesta quarta-feira (13) o cenário foi diferente. Muitas escolas, primárias e secundárias, estiveram abertas para lecionar, na cidade de Maputo.
A Escola Primária Completa de Polana caniço A, por exemplo, localizada no coração do bairro com mesmo nome, que tem sido um dos principais focos de manifestações violentas, ignorou o receio e recebeu alunos que pretendiam realizar provas finais atrasadas.

“A gente estava aqui às 7 horas, os alunos estavam aqui, quase todos, para fazer as avaliações. Todos os professores estavam aqui, quase todos os professores, só havia três professores que não apareceram, mas porque vivem longe da escola. Os alunos, quase todos eles estavam aqui para fazer as últimas avaliações. Estamos a falar, no ensino secundário, de cerca de 420 alunos, aproximadamente, que estiveram aqui, submetidos às provas”, garantiu Absalao Munguambe, Director Pedagógico da Escola Primária Completa Polana Canico A.

A Direcção da escola reconhece o receio dos professores em ir à escola, face aos últimos acontecimentos, porém garante que não vai fechar as portas do estabelecimento.

“Amanhã estaremos aqui, toda semana estaremos aqui, para acompanhar essa situação. Todos os alunos serão avaliados, não haverá nenhum aluno que não será avaliado. Levando em consideração que o último dia de aula é dia 15, sexta-feira é nosso último dia, e nós estaremos aqui”, referiu o gestor, mas fez questão de recordar que tal só será possível caso haja condições.

“A menos que saibamos que aqui, em Polana Caniço, há uma situação que possa nos levar a não estar aqui. Mas, em condições normais, nós estaremos aqui”.

No ensino secundário também assistiu-se ao mesmo cenário, outra chance de avaliação para os alunos que faltaram na semana passada.

A nossa redacção passou pelas escolas secundárias de Laulane, Força do Povo e Eduardo Mondlane. Em todas elas o cenário era igual: salas ocupadas por alunos que pretendiam fazer as últimas avaliações.

Azarias Mangave é gestor pedagógico da Escola Secundária Eduardo Mondlane. diz que a avaliação decorreu até à última segunda-feira. Grande parte dos alunos foram avaliados.

“Numa disciplina podem ter faltado 50 alunos, num universo de 1.050 alunos. Então, praticamente, tivemos uma adesão total semana passada. Em uma ou outra disciplina, tivemos falta de 50 ou 30 alunos. Então, consideramos isso uma situação normal.”

 

Maputo e Matola estiveram calmas na manhã de quarta-feira

O que também foi normal, para um dia de paralisação, foi a circulação de pessoas e bens, nas cidades de Maputo e Matola.

Apesar de alguns comerciantes terem preferido manter as portas fechadas, outros tantos saíram à rua, para comprar, vender, sobretudo os do sector informal, um grupo bastante lesado sempre que há paralisações.

Mas houve quem não se alegrava com tanta circulação…

No período da manhã, os manifestantes, no bairro Malhazine, ao longo da avenida Lurdes Mutola, bloquearam a passagem de transporte de passageiros e mandaram descer as pessoas, e explicam a razão.

“Temos que parar um pouco, porque a manifestação é para todos, não é para um grupo pequeno, é para todos nós, moçambicanos. E quando circulam é como se não tivessem nada a ver com o que está acontecendo no país. Como somos todos moçambicanos, temos que nos manifestar de forma pacífica, certo? Mas quando os outros vão trabalhar é como se estivessem se dividindo.”

Questionamos aos manifestantes se é pacificidade obrigar pessoas a desembarcar antes do seu destino. A resposta foi peremptória.

“Quando mandamos eles descerem, eles estão desobedecendo a ordem. Temos que demonstrar. Por exemplo, eu venho do Benfica e quero ir ao Monumento de Malhazine. Vou a pé. Há chapas, mas como estou a manifestar, vou a pé. Eles também podem andar, não tem problema.”

Não há problema para eles, porque a polícia, que esteve no terreno, entendeu que tinha que intervir e evitar que munícipes fossem impedidos de viajar.
Porém, nem todos tiveram a mesma sorte. E só restou isso. carregar a sua trouxa.

Diante da realidade, os transportadores preferem parquear os carros.

“Foram quatro ou cinco pessoas que mandaram descarregar o carro em Malhazine. Preferi não colocar o carro lá, só porque tinha mandado os outros colegas descarregarem. Seria arriscado eu entrar. Assim é difícil para o patrão pagar o salário. O patrão também não paga o salário porque não conseguimos fechar a receita”, desabafou Lucas, motorista de transporte que faz a rota Museu-Malhazine.

O resultado foi a falta de transporte, obrigando os cidadãos a regressarem a casa a pé.

E foi assim com muitos outros munícipes de Maputo e Matola.

O presidente da Associação Sul-africana de Futebol (SAFA), Danny Jordaan, foi detido esta-quarta feira, por alegado desvio de 1,3 milhões de rands dos fundos da agremiação, para fins pessoais.

O considerado chefe do futebol sul-africano é conhecido por ter ajudado a levar para África do Sul, o primeiro campeonato do mundo da FIFA ao continente africano em 2010.

A detenção do presidente da Associação de Futebol da África do Sul resulta de um processo de investigações levadas a cabo pela Unidade Especial de Investigação do país, no escritórios da agremiação, no mês de março.

Com o valor de 1,3 milhões de rands correspondentes a 4,5 milhões de meticais, Jordan teria segundo as autoridades sul-africanas, contratado uma empresa de relações públicas e uma empresa de segurança privada a seu favor.

Esta quarta-feira, o presidente da SAFA, compareceu ao Tribunal de Palm Rigdge, em Joanesburgo, uma instância judicial especializada em crimes comerciais.

Em termos de datas, os crimes de corrupção no seio da agremiação que dirige há mais de 10 anos, contando apartir de 28 de setembro de 2013 quando foi eleito presidente, teriam acontecido entre os anos 2014 e 2018, de acordo com o porta-voz da polícia sul-africana, Katlego Mogale.

O Presidente da República e Comandante-Chefe das Forças de Defesa e Segurança, Filipe  Nyusi, dirigiu, hoje, a Reunião Extraordinária do Conselho Nacional de Defesa e Segurança. No encontro, o CNDS condenou  o envolvimento de crianças nas manifestações, vandalização de bens públicos e privados, e limitação de circulação de pessoas e bens.

No comunicado enviado ao “O País”,  Conselho Nacional de Defesa e Segurança diz ter notado com “satisfação a evolução do combate ao terrorismo no Teatro Operacional Norte, facto que contribui para a consolidação da segurança e progressiva retoma da vida das populações.”

Sobre as manifestações, o órgão reconhece o direito consagrado na Constituição da República e nos demais instrumentos legais. 

Contudo, “deplora nos termos mais veementes o envolvimento de crianças e a tentativa velada de subversão da ordem democrática legitimamente instituída e de colocar entraves ao funcionamento das instituições, à livre circulação de pessoas e bens, com consequências desastrosas sobre a economia nacional.”

O órgão, lê-se no documento, “endereçou sentidas condolências às famílias que perderam os seus ente queridos, como resultado das manifestações e solidariza-se com os empresários cujos empreendimentos foram vandalizados e/ou saqueados. Neste contexto, as autoridades competentes foram instadas a identificar os responsáveis pelos actos em alusão para a devida responsabilização.”

O CNDS apreciou, ainda,  o relatório da Comissão de Inquérito que investigou o acidente de viação que vitimou  Bernardo Constantino Lidimba, Director-geral do Serviço de Informações e Segurança do Estado (SISE), ocorrido a 2 de Novembro de 2024, no distrito de Mapai, Província de Gaza e “lamentou a perda de um alto dirigente do Estado cuja vida foi dedicada ao serviço dos interesses supremos do povo moçambicano. Nestes termos, foram apresentadas condolências à família do malogrado e aos colegas da instituição que serviu com muito zelo e dedicação.”    

O CNDS saudou, ainda, as Forças de Defesa e Segurança pela postura e sentido de Estado demonstrados durante as manifestações, facto que concorreu para o restabelecimento de segurança e tranquilidade públicas. No entanto, apelou para que as Forças de Defesa e Segurança continuem a privilegiar o diálogo com a população e que a sua actuação priorize a protecção da vida e dos bens dos moçambicanos.

A província da Zambézia, no centro do país, registou onze óbitos por naufrágios nos meses de Setembro e Outubro. Dos casos registados, cinco pessoas perderam a vida na praia de Zalala, sendo que as restantes mortes foram nos distritos de Chinde, Luabo e Pebane. 

Os dados foram divulgados numa altura em que  Zambézia estava a registar redução de casos de naufrágios. No entanto, com a entrada da época quente e chuvosa, os números tendem a subir  e preocupam as autoridades. 

No distrito de Luabo, por exemplo, uma jovem de 19 anos foi atacada brutalmente por um crocodilo, no dia passado dia 4 de Novembro.

Já em Pebane e Chinde, foram registados cinco casos de  pescadores que  morreram por naufrágio. 

Uso de colete salva vidas e necessidade de cautela por parte da  população sempre que for ao rio para lavar e buscar água são, dentre vários,  os apelos que as autoridades têm estado a passar para as comunidades locais.

Na província de Nampula,  trabalhadores de algumas empresas estão a responder a processos disciplinares devido à ausência nos respectivos postos de trabalho, alegadamente por temer violência no âmbito das manifestações das últimas semanas.

É uma informação confirmada à Rádio Moçambique pelo secretário provincial interino da Organização dos Trabalhadores OTM-Central Sindical, em Nampula, Rodrigues Júnior, a propósito do anúncio para mais uma onda de manifestações, esta quarta-feira, pelo candidato presidencial, Venâncio Mondlane, supostamente em protesto contra os resultados eleitorais de Outubro passado.

Rodrigues Júnior diz que as manifestações no país são ilegais, daí que a ausência dos trabalhadores nas unidades de produção, está a afectar sobremaneira o ritmo produtivo das empresas e, consequentemente, retrai a economia do país.

Segundo o Secretário provincial interino da Organização dos Trabalhadores OTM-Central Sindical, em Nampula, os trabalhadores alegam que não vão aos postos de trabalho, porque as ruas ficam ameaçadas e ocupadas pelos manifestantes.

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