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O Governo declara ter cumprido satisfatoriamente 80% dos 158 indicadores avaliados no âmbito do Plano Económico e Social e Orçamento do Estado (PESOE) de 2026, no balanço referente ao terceiro trimestre. O resultado representa um desempenho favorável na execução das metas planificadas, mas deixa também em evidência os desafios que persistem na implementação das acções públicas, sobretudo devido às limitações de financiamento. 

Dos 158 indicadores avaliados, cerca de oito em cada dez tiveram um desempenho considerado satisfatório pelo Executivo. Os restantes 20%, porém, continuam a enfrentar dificuldades, sobretudo devido a constrangimentos financeiros. O dado expõe uma das principais dificuldades da execução do plano: ter metas definidas não significa, necessariamente, dispor dos meios para as concretizar.

O resultado deixa uma questão no centro do debate sobre a gestão das contas públicas: até que ponto o Governo conseguirá cumprir os compromissos que ainda estão pendentes, tendo em conta os recursos disponíveis? O balanço apresentado não esclarece, por si só, quanto dinheiro falta para concluir as acções previstas nem quais os indicadores mais afectados pelas limitações financeiras.

Há também uma diferença importante entre cumprir uma meta no papel e produzir mudanças na vida das pessoas. A percentagem apresentada pelo Governo permite perceber o nível de cumprimento dos indicadores avaliados, mas não revela, isoladamente, a dimensão dos resultados alcançados, a qualidade dos serviços prestados ou o impacto das medidas sobre as famílias e as empresas.

É nessa passagem dos números para os resultados concretos que se mede, em última análise, o alcance de um plano económico e social.

ECONOMIA VOLTA A CRESCER, MAS A RECUPERAÇÃO EXIGE CAUTELA

No desempenho da economia, o balanço aponta para um crescimento de 1,7%, depois de uma contracção de 2,9% registada no período anterior, segundo os dados apresentados.

A passagem de uma variação negativa para uma positiva representa uma mudança de tendência. Ainda assim, o crescimento anunciado não permite concluir que a economia tenha recuperado plenamente das perdas anteriores, muito menos que a melhoria já esteja a ser sentida de forma generalizada pela população.

O que importa perceber é de onde vem esse crescimento e até que ponto está a criar novas oportunidades. A evolução da actividade económica ganha maior significado quando se traduz em mais negócios para as empresas, empregos, rendimentos para as famílias e maior capacidade de consumo.

Sem essa ligação, o crescimento corre o risco de permanecer sobretudo nos indicadores macroeconómicos, sem produzir melhorias proporcionais nas condições de vida dos cidadãos.

Por isso, a evolução de 1,7% constitui um sinal a acompanhar, mas não encerra a discussão sobre a recuperação económica. O desafio passa por consolidar a tendência e garantir que os seus efeitos cheguem à economia real.

RECEITAS DO ESTADO FICAM AQUÉM DO PREVISTO

Nas contas públicas, outro número merece atenção: a cobrança de receitas do Estado atingiu 71,1% do montante previsto para o período em análise.

O resultado mostra que a arrecadação ficou abaixo da previsão estabelecida para esse período. Contudo, sem conhecer o calendário de cobrança e a distribuição das receitas ao longo do ano, não é possível afirmar que a meta anual esteja definitivamente comprometida.

Ainda assim, a diferença entre o valor previsto e o arrecadado ajuda a perceber a pressão que pode existir sobre a execução do orçamento. É com as receitas públicas, complementadas por outras fontes de financiamento, que o Estado assegura o funcionamento das instituições, realiza investimentos e financia programas destinados à população.

Quando entram menos receitas do que o previsto para determinado período, a capacidade de financiar as despesas pode ficar condicionada. A dimensão desse efeito depende, porém, dos recursos disponíveis, do acesso a outras fontes de financiamento e das decisões tomadas na gestão das despesas.

É aqui que os dois dados do balanço se cruzam: enquanto o Governo reconhece dificuldades financeiras na execução de parte dos indicadores, a cobrança de receitas ainda não atingiu o montante previsto para o período. Os números não demonstram, por si só, uma relação directa de causa e efeito, mas colocam a mobilização de recursos no centro das questões sobre a execução do PESOE.

Falta, entretanto, informação para perceber quais as categorias de receitas que mais contribuíram para o resultado, qual foi o montante efectivamente arrecadado e em que medida a cobrança condicionou as despesas programadas.

O TESTE ESTÁ NO QUE AINDA FALTA FAZER

O balanço do terceiro trimestre apresenta dois sinais favoráveis: o Governo considera satisfatório o cumprimento da maioria dos indicadores avaliados e a economia voltou a registar crescimento positivo. Mas os constrangimentos financeiros e a cobrança de receitas abaixo do previsto mostram que continuam a existir desafios na execução do plano.

A questão já não é apenas saber quantas metas foram cumpridas. É perceber quais continuam por alcançar, o que impede a sua execução e que medidas o Executivo prevê adoptar para ultrapassar os obstáculos.

Essa informação é importante para avaliar se os indicadores ainda pendentes poderão ser concretizados dentro do calendário previsto e se os recursos disponíveis serão suficientes para sustentar as prioridades definidas.

O balanço deixa, assim, uma avaliação que vai além dos 80% anunciados. O desempenho do PESOE dependerá também da capacidade de financiar as acções em falta, consolidar a recuperação económica e converter os objectivos inscritos no plano em resultados que os cidadãos consigam sentir no seu quotidiano.

 

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A Província de Inhambane comercializou, nos últimos quatro anos, cerca de 70 mil toneladas de castanha de caju, grande parte no mercado nacional.
Os pequenos processadores da castanha de caju dizem que encontram dificuldades para certificar a castanha produzida naquela província.

Inhambane é o terceiro maior produtor de castanha de caju do país, mas, apesar disso, não tem nenhuma indústria de processamento. Por outro lado, existem pequenos processadores cuja capacidade de processamento está abaixo de mil toneladas por ano. Para estes, o grande problema tem que ver com a certificação da castanha produzida em Inhambane.

O preço de venda da castanha de caju no exterior é outro problema enfrentado pelos processadores que muitas vezes preferem vender no mercado local.

Os distritos produtores da castanha de caju dizem que deve haver incentivos para atrair investimentos para o processamento industrial da oleaginosa.

O governador de inhambane revela que, nos últimos cinco anos, foram implantados três milhões de mudas de cajueiro ao mesmo, que eram tratados 700 mil árvores por ano. Estes números permitiram um aumento da produção da castanha de caju.

Os intervenientes falavam em Inhambane durante o Fórum Provincial do caju, um evento que juntou, na mesma mesa, produtores, processadores, compradores e o regulador, para discutir as melhores estratégias de produção da oleaginosa.

 

Os vendedores do Mercado Kwachena, na cidade de Tete, queixam-se da falta de clientes devido às manifestações e alegam que a situação está a retrair potenciais compradores de produtos no local.

Desde que iniciaram as manifestações convocadas pelo candidato presidencial Venâncio Mondlane, os mercados informais da cidade de Tete tendem a registar fraco movimento de clientes. Entretanto, como saída, os vendedores são obrigados a baixar os preços de produtos, sobretudo a batata, tomate e cebola. Dizem estar a somar prejuízos relacionados com a falta de compradores e deterioração dos produtos.

Por outro lado, os compradores queixam-se do agravamento de preços dos produtos de primeira necessidade. O óleo, sabão e ovos, por exemplo, tiveram uma subida que varia entre 50 a 200 Meticais.
Os comerciantes dizem que tal facto está relacionado com as dificuldades para movimentar mercadorias dos países vizinhos para Moçambique e vice-versa.

Tomate, cebola e a batata produzida localmente estão em abundância nos principais mercados informais da cidade de Tete.

Duas das três equipas que vão ascender ao Mocambola-2025 serão conhecidas este domingo, quando se disputarem os jogos da segunda mão das finalíssimas das zonas Sul e norte do país. Ao nível da zona Centro joga-se a primeira mão da finalíssima, em Quelimane

 

Com a época futebolística nacional a caminhar para o seu final, às equipas que vão disputar o campeonato nacional do próximo ano também vão sendo conhecidas com a realização das finalíssimas regionais.
Sul e Norte encerram este domingo a disputa da finalíssima, enquanto no Centro arranca, este domingo, com a realização da primeira mão.
Canavial terá mais açúcar ou ficará preto e branco?

Na zona sul, a finalíssima é entre o Desportivo da Matola e o Incomati de Xinavane, ambas da província de Maputo e que deixaram para trás às equipas da cidade de Maputo, tidas como candidatas, nomeadamente Estrela Vermelha de Maputo e Maxaquene, para além das equipas de Inhambane e Gaza, esta última que não tem nenhum representante no Moçambola já lá vão três anos.

Depois da disputa da primeira mão, sábado passado, com o Desportivo da Matola a vencer em sua casa (casa emprestada da Liga Desportiva de Maputo), por 3-2, desta vez o jogo será no Canavial, em Xinavane.
Os “alvi-negros” da Matola querem segurar a vantagem mínima e regressar ao Moçambola quase 15 anos depois, e por isso terá que jogar todas energias para que esse objectivo se concretize.

O representante da cidade da Matola até recebeu apoio financeiro do respectivo presidente do Município da Matola, para que consiga está qualificação e coloque a segunda equipa da cidade no Moçambola.

Mas o resultado da primeira mão pode ser enganador para um possível fim da eliminatória, uma vez que ao Incomati basta uma vitória de uma bola sem resposta para se qualificar ao Moçambola, uma vez que em casa do adversário marcou dois golos. E vai, de certeza, usar essa arma para ir para cima do Desportivo da Matola.

Os “açucareiros” procuram o regresso dois anos depois da descida de divisão, num ano que estavam a atravessar uma crise financeira sem precedentes. Desta vez pode ser diferente e um regresso à prova máxima do futebol moçambicano é aposta da direcção.

Se para o campeonato provincial às duas equipas dividiram às vitórias, mas fora de portas, nomeadamente com o Incomati a vencer no campo do Desportivo da Matola por 3-1 e os “alvi-negros” a darem o troco no Canavial por uma bola sem resposta, desta vez, na finalíssima foi o contrário. A equipa da casa venceu na primeira mão.

Será que teremos vitória da equipa da casa? Ou os forasteiros vão contrariar a tendência?

“Leões” de Nampula procuram ressuscitar depois da trucidação da “locomotiva” de Nacala

Na zona norte parece não haver muito a se contar em relação a está finalíssima. É que o resultado da primeira mão pode ter definido a equipa que vai ascender ao Moçambola do próximo ano.

Em Nacala, a “locomotiva” local não teve meias medidas para trucidar um “leão” sem garras e sem forças para obter outro resultado. Foi uma vitória gorda, de 3-0 imposta pelo Ferroviário de Nacala ao Sporting de Nampula.

Este domingo, na capital de Nampula, o Sporting terá que fazer tudo e mais alguma coisa que não conseguiu fazer na primeira mão, para revirar a eliminatória e chegar ao Moçambola. Um Sporting de Nampula que não conseguiu se superiorizar diante do Ferroviário de Nacala dos dois jogos do campeonato da segunda divisão, uma vez que na primeira volta os nacalenses venceram por 3-1 e na segunda volta houve empate sem abertura de contagem.

Aliás, o Sporting de Nampula até terminou na terceira posição do campeonato provincial, mas beneficiou-se do facto de o Omhipiti Futebol Clube não ter terminado o processo de licenciamento de clubes para equipas da segunda divisão.

Mas o jogo da primeira mão demostrou claramente qual equipa está melhor estruturada e preparada para chegar ao Moçambola, daí que o Sporting de Nampula terá que contrariar está superioridade dos “locomotivas” de Nacala no jogo.

Zambézia e Tete lutam pelo Moçambola-2025

Por seu turno, ao nível da zona centro a disputa da finalíssima começa este fim-de-semana, com Matchedje de Mocuba e Chingale de Tete a procura do regresso ao Moçambola.

As duas equipas venceram os respectivos campeonatos provinciais com categoria, tiveram uma Poule de Apuramento, na fase regular, diferente uma da outra.

Por um lado o Chingale de Tete teve categoria para vencer a série A, numa disputa em que deixou para trás o FC da Beira, equipa que parecia que daria luta.

Já o Matchedje de Mocuba teve que usar, até, de estratégias extra-futebol, para conseguir o apuramento, numa luta com a Liga Desportiva de Sofala, tida como candidata ao apuramento. Teve que ser o jogo em repetição diante da turma de Sofala, para os “militares”assegurarem lugar na finalíssima.

Num frente a frente, “militares” de Mocuba e “canarinhos” de Tete procuram o regresso ao Moçambola.

O Chingale de Tete, despromovido do Moçambola em 2017, tentou por diversas vezes o regresso, mas sempre encontrou oposição de outras equipas da zona centro, que foram ascendendo, casos do Textáfrica do Chimoio, Ferroviário de Quelimane, Matchedje de Mocuba e Têxtil de Púnguè. Agora tenta o regresso numa disputa com o Matchedje de Mocuba, despromovido ano passado a segunda divisão.

Será uma eliminatória equilibrada, olhando para a grandeza das duas equipas e os objectivos de ambos na competição.

A primeira mão disputa-se este domingo, em Quelimane, sendo que a segunda mão será em Tete.

No próximo dia 2 de Dezembro, a partir das 15 horas, o escritor Adelino Timóteo irá lançar o seu mais recente livro na Livraria Castro e Silva, em Lisboa, Portugal.
Intitulado “Jorge Jardim – o ano do adeus ao ultramar”, o autor pretende fazer do livro um farol, com material inédito, buscando iluminar os acontecimentos do pós-25 de Abril de 1974, assim como o episódio trágico de 7 de Setembro, em Lourenço Marques, do mesmo ano.

Com enfoque no Engenheiro Jorge Jardim, trata-se, segundo uma nota de imprensa, de um ângulo inédito e distinto de contar também sobre os derradeiros momentos da luta armada de libertação e os demais acontecimentos que lhe sucederam, vinculando-o a uma tentativa humana e de redenção de se acercar à FRELIMO, através do «Programa de Lusaka», com que buscava evitar a debandada de 250 mil brancos de Moçambique.

Debaixo da lenda desta personalidade e com informação devidamente contextualizada, o autor esmiuça os factos, que marcaram o fim do Ultramar português e a emergência de um novo conflito, debaixo da consigna da guerra fria.

“Afamado como uma das mais ímpares e insignes personalidades da África Austral, purgado pela Junta de Salvação Nacional, dos capitães de Abril, Jorge Jardim, tratado como um monstro, esgrime os seus argumentos, mas não consegue impor o seu plano em cima da mesa, no tratado de Lusaka. Daí resvala-se para um plano secundário e assiste desencantado o processo dramático e trágico da descolonização desde a periferia.

Cinquenta anos depois, olhando para o pensamento de Jorge Jardim, é possível depreender que, mais do que votar-lhe ao ostracismo e ao tabu, Jorge Jardim foi um nacionalista, que pretendeu contribuir com o seu pensar particular, que mantivesse a dignidade da maioria e dos derrotados, numa harmonia comum, sem se ferirem uns aos outros”, lê-se na nota de imprensa.

No seu livro, ao desenterrar o perfil de um homem complexo, de acordo com a sinopse, pretensamente anti-racista, com as suas contradições e partes encantadoras, como todos os seres humanos comuns, o autor oferece a oportunidade de se esgravatar sobre a documentação e testemunhos interessantes de uma figura enigmática, esclarecendo sobre os momentos que mediaram a morte de Eduardo Mondlane, com isto demonstrando que a história é um processo dinâmico, em permanente construção.

“A relevância de documentar com intensidade esse período de ouro da história contemporânea é um serviço à Nação”, assume Adelino Timóteo.

Sobre o autor

Adelino Timóteo nasceu a 3 de Fevereiro de 1970, na Beira. É formado na área de docência em Língua Portuguesa, mas não exerceu a profissão. Ingressou no Jornalismo em 1994, na cidade da Beira, no Diário de Moçambique, e, mais tarde, tornou-se correspondente do semanário Savana, na mesma cidade. É licenciado em Direito e exerce a função de jornalista no semanário Canal de Moçambique. Além disso, é artista plástico e já realizou várias exposições individuais de artes, em Moçambique e no estrangeiro. Obras publicadas, entre poesia, romances e biografias: · Os segredos da arte de amar. Maputo: AEMO, 1998. · Viagem à Grécia através da Ilha de Moçambique. Maputo: Ndjira, 2002. · A fronteira do sublime. Maputo: AEMO, 2006. · Mulungu. Maputo: Texto, 2007. · A Virgem da Babilónia. Maputo: Texto, 2009. · Nação pária. Maputo: Alcance, 2010. · Na aldeia dos crocodilos. Maputo: Escola Portuguesa de Moçambique – Centro de Ensino e Língua Portuguesa; Barcelona: Fundació Privada Contes pel Món, 2011. · Dos frutos do amor e desamores até à partida. Maputo: Alcance, 2011. · Não chora Carmen. Maputo: Alcance, 2013. · Nós, os do Macurungo. Maputo: Alcance, 2013. · Livro Mulher. Maputo: Alcance, 2013. · Apocalipse dos predadores. Lisboa: Chiado, 2014. · Corpo de Cleópatra. Maputo: Alcance, 2016. · Os oito maridos de Dona Luíza Michaela da Cruz. Maputo: Alcance, 2017. · Os últimos dias de Uria Simango. Maputo, 2018. · Na aldeia dos crocodilos. Contos de Moçambique, v. 7. São Paulo: Kapulana, 2018. · Os últimos dias de Uria Simango. Maputo, 2018. · Volúpia da pedra. Maputo, 2018. · Afonso Dhlakama – a longa luta em defesa da democracia. 2019 . O Feiticeiro Branco, 2020 .

Há cidadãos Zimbabweanos que votaram em nome dos moçambicanos, no dia 9 de Outubro, em Zimbabwe. A denúncia é do partido PODEMOS que garante ter havido manipulação no número de votantes, por isso, pede anulação do processo. 

A constatação do partido PODEMOS surge pelo facto de terem sido contados naquela região 296 519 cidadãos inscritos como eleitores  moçambicanos, o que segundo o partido não corresponde à verdade.  

Por isso o PODEMOS submeteu, esta quarta-feira, ao Conselho Constitucional  uma invocação de nulidade da eleição presidencial, na circunscrição Zimbabwe. 

Através de um documento, o PODEMOS afirma que: “As razões para o efeito, é por esta circunscrição ter contado com 296 519 cidadãos Zimbabweanos, sem capacidade eleitoral activa, todavia inscritos como cidadãos moçambicanos eleitores”.

E justifica que “a invocação da nulidade teve como base o Relatório da Southern Africa Human Rights Lawyers High Comission Mozambique”.

O partido que apoia o candidato presidencial Venâncio Mondlane diz ainda que decorrem, até ao momento, os recursos submetidos ao Conselho Constitucional, através da Comissão Nacional de Eleições, para a solicitação da verdade eleitoral.

 

A Associação Black Bulls intensifica a preparação, tendo em vista o jogo da primeira jornada do Grupo “D” da fase de grupos da Taça CAF, frente ao Zamalek do Egipto. A partida entre as duas equipas será disputada dentro de uma semana, ou seja, na próxima quinta-feira. 

Os “touros” iniciaram os trabalhos, esta segunda-feira, depois de Hélder Duarte ter dado uma semana de descanso aos seus jogadores, após a conquista do Moçambola. 

A equipa ganhou reforço, com a integração dos cinco jogadores, que estiveram ao serviço da selecção, no caso Ernani, Nené, Chamboco, Martinho e Melque. A viagem do representante moçambicano para o Egipto está agendada para três dias antes do jogo. 

Recorde-se que esta é a primeira vez que a Black Bulls chega à fase de grupos das competições africanas. 

Os Mambas qualificaram-se pela segunda vez consecutiva para uma fase final de um CAN. Esta é a segunda vez que a selecção nacional se apura duas vezes seguidas para um Campeonato Africano das Nações, depois de 1996 e 1998. Para esta qualificação, os Mambas tiveram uma das melhores pontuações de sempre.
Moçambique está em festa com a qualificação dos Mambas para a sua sexta fase final de um Campeonato Africano das Nações, CAN. Uma história que está a ser feita de forma constante nos últimos anos, pelo menos desde que Chiquinho Conde assumiu as rédeas dos Mambas.
Aliás, Chiquinho Conde só sabe fazer história no comando da selecção nacional de futebol. Com a sua chegada aos Mambas, em 2021, Chiquinho só soma conquistas e, a cada competição, faz história para o país.
No seu primeiro objectivo, após a sua contratação, Conde qualifica os Mambas para a fase final do CHAN da Argélia, em 2022, oito anos depois, numa competição em que se apurou pela primeira vez para os quartos-de-final.
Ainda no mesmo período, o técnico consegue o seu segundo objectivo: devolver a selecção nacional à alta roda do futebol africano, nomeadamente a uma fase final de um CAN, nomeadamente ao CAN da Costa do Marfim, em 2023, 13 anos depois da última participação.
Mas não terminou por aí: depois da renovação de contrato, o Conde de Moçambique somou o terceiro grande objectivo: qualificar pela segunda vez consecutiva os Mambas para uma fase final do CAN, desta feita para Marrocos, em 2025.
Esta é a segunda vez que os Mambas conseguem dois apuramentos seguidos a um CAN, depois de o terem feito para os CAN de 1996 e 1998, respectivamente, na África do Sul e no Burkina Faso.
Chiquinho Conde consegue, assim, fazer o que nenhum outro seleccionador tinha conseguido com os Mambas em apenas três anos: duas qualificações para o CAN, uma qualificação para o CHAN, com uma passagem aos quartos-de-final, e uma caminhada a ser feita de forma tranquila na fase de apuramento ao Mundial de futebol.
Caminhada para Marrocos com apenas uma derrota
A qualificação para o CAN de Marrocos terá sido das mais tranquilas e menos penosas para os Mambas. Apesar de ter sido sorteada num grupo difícil, com Mali a ser cabeça-de-lista, Guiné-Bissau era tida como a selecção com a qual os Mambas iriam lutar pela segunda vaga. Havia contas a fazer com os Djurtus.
A caminhada começou em Setembro, com um empate fora de portas diante do Mali, a um golo, em Bamako, que abria muitas expectativas em relação à luta pelo apuramento. A Guiné-Bissau vencia Eswatini e era o primeiro líder do grupo.
Seguiu-se a vitória caseira diante da Guiné-Bissau por duas bolas a uma, que colocava os Mambas na liderança do grupo, com os mesmos quatro pontos do Mali, que também vencia Eswatini, mas à tangente.
Em Outubro foram dois jogos que podiam ter ditado a qualificação antecipada, sem depender de mais ninguém e sem passar por dúvidas. Afinal o adversário era a “frágil” selecção de Eswatini.
Porém, um empate caseiro a um golo deixou dúvidas em relação às expectativas de qualificação. No entanto, noutro jogo, Guiné-Bissau e Mali também empataram e deixaram tudo em aberto.
Na deslocação a Mbombela para defrontar Eswatini para a quarta jornada, os Mambas venceram por 3-0 e continuaram na liderança, ainda em igualdade pontual com Mali, que também vencera a Guiné-Bissau.
Em Novembro, os Mambas ainda estremeceram após derrota caseira diante do Mali, por uma bola sem resposta, mas foram agraciados pelo empate dos Djurtus diante de Eswatini, a um golo. Foi preciso esperar pelo último jogo, em Bissau, diante do directo adversário na luta pela qualificação, num jogo em que um empate servia para a qualificação para o CAN.
Chiquinho Conde não quis o empate e terminou com vitória por duas bolas a uma, fazendo a festa no mesmo palco onde há cinco houve tristeza, numa vingança servida fria.
Segunda melhor pontuação de sempre
Com a vitória na Guiné-Bissau os Mambas terminaram com 11 pontos, a segunda maior pontuação em fase de qualificação para o CAN, superada apenas pela qualificação de 1996, que terminou com 20 pontos. Na qualificação para o CAN 1998, os Mambas terminaram com 10 pontos, tal como no apuramento para o CAN 2023. Para o CAN de 2010, os Mambas somaram sete pontos e foram um dos quatro melhores terceiros de todos os grupos que garantiram a qualificação.
Ao todo, os Mambas marcaram nove golos e sofreram cinco, com Stanley Ratifo a ser o melhor marcador com três golos, marcados a Eswatini, na terceira e quarta jornadas, e Guiné-Bissau, na sexta jornada, seguido de Geny Catamo com dois golos apontados a Mali, na primeira jornada, e Eswatini, na quarta.
Ricardo Guima, Elias Macamo, ambos com golos apontados à Guiné-Bissau na segunda jornada, Dominguez, que marcou ao Eswatini na quarta jornada, e Bruno Langa, que marcou em Bissau, foram os outros marcadores dos Mambas.
RESULTADOS DOS MAMBAS NO GRUPO I
SETEMBRO
Mali 1-1 Moçambique
Moçambique 2-1 Guiné-Bissau
OUTUBRO
Moçambique 1-1 Eswatini
Eswatini 0-3 Moçambique
NOVEMBRO
Moçambique 0-1 Mali
Guiné-Bissau 1-2 Moçambique
CLASSIFICAÇÃO GRUPO I
JVEDGMGSP
1. Mali 6 4 2 0 10 1 14
2. Moçambique 6 3 2 1 9 5 11
3. Guiné-Bissau 6 1 2 3 4 6 5
4. Esswatini 6 0 2 4 2 13 2

O trânsito ficou paralisado, hoje, às 12h00, em algumas avenidas da Cidade de Maputo, em resultado dos protestos contra os resultados eleitorais. Vestidos de preto, os manifestantes tocaram buzinas, cantaram e exibiram cartazes. Tudo correu de forma pacífica.

Pontualmente às 12h00, o trânsito parou, literalmente, em algumas avenidas da Cidade de Maputo. Com o relógio numa mão e a outra ao volante, os condutores accionaram buzinas e o acto teve réplica. Era uma nova forma de os manifestantes se fazerem ouvir. Não foi só isso que aconteceu. Vestidos de preto, alguns manifestantes encheram as avenidas de Maputo, cantando e exibindo cartazes, até que os que estavam nos seus postos de trabalho se juntaram aos protestos.

As manifestações ocorreram em diversas artérias, com o objectivo de protestar contra os resultados eleitorais anunciados pela Comissão Nacional de Eleições, que consideram injustos e fraudulentos.

Os protestos aconteceram de forma pacífica. Entretanto, há quem não gostou da atitude de alguns manifestantes naqueles 15 minutos, considerando que a sua iniciativa consubstanciava em impedir que tomasse, de forma normal, a sua direcção para desenvolver as suas actividades.

Na Estrada Nacional Número Quatro (EN4), precisamente na zona da Maquinag, no bairro Luís Cabral, os manifestantes pararam no meio da via e interromperam o trânsito.

A manifestação não só foi captada pelas lentes de várias televisões, como também por câmaras amadoras.

Os que não estavam nas viaturas juntavam-se aos outros, formavam pequenos grupos e cantavam, exibindo cartazes. Todo o movimento durou, exactamente, 15 minutos.

Durante este período, nenhum polícia esteve na estrada para regular o trânsito e muito menos para dispersar os manifestantes. As avenidas que dão acesso a instituições sensíveis, como a Presidência da República, Ponta Vermelha, Ministérios da Defesa Nacional e do Interior, ficaram temporariamente fechadas. Depois de 15 minutos, tudo voltou ao normal e a Polícia esteve lá para orientar o trânsito.

Moçambique vai receber 20 milhões de Euros, mais de 1.3 mil mihões de Meticais para o reforço do apoio militar ruandês que opera na província de Cabo Delgado, devido ao terrorismo. O apoio foi aprovado há dias no âmbito do Mecanismo Europeu de Apoio à Paz.

“Este apoio permitirá a aquisição de equipamento pessoal e cobrirá os custos relacionados com o transporte aéreo estratégico necessário para apoiar a projecção ruandesa em Cabo Delgado”, refere a Agência de Informação de Moçambique, que cita um documento a que teve acesso.

Este destacamento teve início em Julho de 2021, a pedido das autoridades moçambicanas, para apoiar a luta contra o terrorismo em Cabo Delgado.

“A presença das tropas da Força de Defesa do Ruanda tem sido fundamental para fazer progressos e continua a ser fundamental, especialmente tendo em conta a recente retirada da Missão da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral em Moçambique (SAMIM). Esta medida de reforço é um testemunho do apoio da UE às “soluções africanas para os problemas africanos” e, como parte da luta global contra o terrorismo, servirá também os interesses da UE na região”, disse Josep Borrell, Alto Representante para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança, citado em comunicado.

O apoio adicional adoptado complementa a medida de assistência paralela, no valor de 89 milhões de euros, às Forças Armadas moçambicanas treinadas pela Missão de Formação da UE (EUTM) Moçambique.

Criado em Março de 2021, o Mecanismo Europeu de Apoio à Paz visa financiar acções externas da UE com implicações militares ou de defesa, com o objectivo de prevenir conflitos, preservar a paz e reforçar a segurança e a estabilidade internacionais.

Em particular, o EPF permite à UE financiar acções destinadas a reforçar as capacidades de Estados terceiros e organizações regionais e internacionais em matéria militar e de defesa.

Desde Outubro de 2017 que Moçambique, particularmente Cabo Delgado, é alvo de ataques terroristas que já resultaram na morte de mais de quatro mil pessoas e levaram mais de quatro mil a abandonar as suas residências na busca de locais mais seguros.

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