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O Ministério da Educação e Cultura (MEC) está a trabalhar com o Ministério das Finanças para regularizar dívidas aos professores e mobilizar recursos para a impressão e distribuição do livro escolar para o ano lectivo de 2027.

Segundo uma actualização divulgada esta segunda-feira, está em curso a validação de dívidas relacionadas com horas extraordinárias, segunda turma, salários, progressões e actos administrativos.

O MEC informa ainda que o pagamento das horas extraordinárias referentes a 2023 está a ser feito de forma faseada, mediante disponibilidade financeira, enquanto prossegue a validação das dívidas relativas ao período de 2024 a 2026.

Os dois ministérios comprometeram-se a manter encontros mensais para acompanhar e avaliar o andamento do processo.

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A maior parte das pessoas sem electricidade, no mundo, estão em África.  De um total de 685 milhões sem luz, a nível mundial, 590 milhões de pessoas encontram-se no continente africano, segundo um relatório da Câmara de Energia Africana

O “acesso à electricidade no continente africano continua a ser uma meta distante, particularmente nas áreas rurais, onde a conectividade é limitada ou não existe”, avanca o relatório sobre ‘O Estado da Energia Africana em 2025’, citado pelo Notícias ao Minuto, que acrescenta: “A electrificação do continente africano, essencial para a industrialização e o desenvolvimento económico, ‘tem sido adiada pelos elevados custos de ligação à rede, baixo nível de rendimento, fracas infra-estruturas de distribuição local e por uma procura intermitente de eletricidade’”.

Os custos económicos de ter uma ligação à electricidade constitui uma dificuldade, já que os utilizadores não garantem uma utilização constante, “podendo reduzir a utilização para baixar os seus custos”, o que torna o processo de electrificação pouco atraente para as grandes empresas energéticas.

A disparidade, salienta-se ainda no documento, “demonstra a necessidade de investimentos e do desenvolvimento de uma infra-estrutura que consiga colmatar a diferença e melhore as condições de vida no continente”.

Segundo o Noticias ao Minuto, o relatório destaca o papel estratégico de África na transição energética global, em especial nos sectores do petróleo, do gás e das energias renováveis, mas aponta o imenso potencial para as energias renováveis.

O cartoonista Sérgio Zimba vai lançar, nos próximos dias, o seu mais recente livro. Intitulado “Dzimbadas”, o projecto editado pela TPC reúne cartoons produzidos entre 2020 e 2022

No seu novo projecto, Sérgio Zimba reúne em livro um conjunto de cartoons diversificados. Partindo de um contexto afectado pela pandemia da COVID-19, Zimba retrata, vivamente, a vida social dos moçambicanos. Por isso mesmo, garante, os leitores “Vão encontrar no meu livro coisas sérias retratadas de forma hilariante, do nosso dia-dia”.

A ideia do livro “Dzimbadas” tem motivação “documental” e “memorialista”. Ao produzi-lo, o autor quis prender parte das situações que, em 2020, alteraram as rotinas dos moçambicanos e de vários cidadãos do mundo, numa crise sanitária com efeitos económicos muito graves. Assim, em “Dzimbadas” há peripécias que lembram o poder dos mahindras (viaturas usadas pela polícia em Moçambique) na fiscalização dos que, nas barracas, teimaram em gozar o proibido prazer da convivência, num contexto em que as palavras de ordem eram “ficar em casa”.

Com o seu livro, Sérgio Zimba espera, portanto, manter a memória colectiva activa, de modo que os leitores saibam sempre como lidar com as pandemias ou com as crises que, ciclicamente, afectam os países. “Apesar de a COVID ter passado, as narrativas do livro continuam actuais. Porque há mensagens intemporais. Até porque a COVID não é a primeira pandemia do mundo e pode ser que apareçam mais coisas. Esse aspecto da prevenção, por exemplo, é uma lição a manter”, sublinhou.

Em parte, “Dzimbadas” é uma homenagem aos Dzimba, ou seja, Zimba. O autor decidiu atribuir esse título para relacionar a sua obra e a sua pertença familiar.

“Dzimbadas” ainda não se encontra disponível nas livrarias e ainda não tem data de lançamento. Entretanto, quando for lançado, Sérgio Zimba espera que os seus admiradores e os leitores em geral adquiram o livro porque “Moçambique passa por um momento sombrio. Nós precisamos de sorrir, de estar bem disposto. Este livro traz todo esse condimento de humor. Se vocês realmente estão comigo, comprem o livro. A tipografia está disposta a fazer quantas tiragens forem necessárias, desde que o livro esgote. Como autor, isso daria-me grande satisfação. Comprando o livro, os leitores tiram-me da pobreza absoluta”, gracejou o autor entre risos.

A escrita de “Dzimbadas” foi uma autêntica odisseia, para Sérgio Zimba, uma caminhada aos solavancos como se, compara o autor, estivesse a percorrer alguns troços da Estrada Nacional Número Um.

 

 

 

Uma nova actividade de taxi está a ganhar vigor na Cidade de Quelimane, Província da Zambézia, depois dos vulgo táxis de bicicletas, a urbe tem acompanhado a evolução da actividade. Os operadores dizem que há muitos desafios desde escassez de combustíveis, preços de transportes, entre outros. 

Depois dos táxis de bicicleta, as motorizados começam a ganhar terreno na cidade de Quelimane e fazem rotas mais longas, como Quelimane Namuinho e Zalala. Percurso de 10 a 30 quilómetros. 

Marcelo é jovem taxista de motorizada, diz que a actividade depera-se com grandes desafios: fraco movimento e escassez de combustível por conta das manifestações. Incrementar o preço de 25 para 35 meticais por pessoa é uma das intenções dos taxistas e explica-se. 

Associação dos motociclos da Zambézia diz que reconhece as preocupações dos operadores.  

A associação dos motociclos da Zambézia está a massificar o processo de entrada de membros na agremiação, para que haja controlo dos taxistas e assim evitar cenários de criminalidade na urbe. 

 

Cerca de 6 mil prisioneiros, dos quais 180 são estrangeiros, foram amnistiados, este sábado, pela junta militar de Myanmar, uma medida anual por ocasião do Dia da Independência.

De acordo com um comunicado da junta militar de Myanmar, antiga Birmânia, citado pela imprensa internacional, foram no total 5.864 prisioneiros que receberam o perdão colectivo pelos seus crimes.

A lista inclui 180 estrangeiros, cujas nacionalidades e razões das detenções não foram divulgadas, porém, sabe-se que serão logo de seguida deportados.
O exército explicou, no comunicado, que tomou a decisão por razões humanitárias e por compaixão, tendo anunciado ainda a comutação da pena de 144 condenados à prisão perpétua para 15 anos de prisão.

A junta concede regularmente amnistias a milhares de prisioneiros durante comemorações ou festividades budistas.

Em 2024, por ocasião do Dia da Independência, foram libertados mais de 9.000 prisioneiros.

Myanmar tem estado em turbulência desde a tomada do poder pelo exército em 2021, o que levou a protestos pacíficos em todo o país que a junta militar reprimiu com recurso à violência, desencadeando uma resistência armada generalizada que alguns responsáveis das Nações Unidas caracterizaram como guerra civil.

Já arrancaram as obras de reabilitação da via que liga a Estrada Nacional Número Um (EN1) e a Cidade de Vilankulo, na Província de Inhambane. Os automobilistas mostram-se preocupados com a qualidade da obra, uma vez que está a ser feito o tapamento de buracos, numa estrada bastante esburacada

Uma placa colocada ao longo da EN240 indica que há obras em curso. Trata-se, na verdade, das obras de reabilitação da via que liga a EN1 e a Cidade de Vilankulo, que há muito está degradada. Entretanto, o processo de tapamento de buracos que está em curso, neste momento, preocupa os automobilistas.

O responsável da obra esclareceu que esta é apenas a primeira fase da obra e explicou o que está a ser feito, ou seja, ainda este mês, as obras vão ganhar mais forma, com a finalização dos desvios que serão usados pelos automobilistas, enquanto as obras correm ao longo da estrada.

Recorde-se que a reabilitação da EN240 vai custar mais de 200 milhões de meticais e as obras deverão ocorrer em nove meses.

 

O Governo da Venezuela distribuiu 1200 militares em todo o país, para “garantir a paz” antes e durante a tomada de posse de Nicolás Maduro para um novo mandato presidencial, na próxima sexta-feira.

A operação foi anunciada, segundo o Notícias ao Minuto, pelo Comando Estratégico Operacional das Forças Armadas Bolivarianas, num vídeo divulgado nas redes sociais, onde se vê militares em várias ruas do centro e em estações de metro de Caracas, a capital venezuelana.

“Iniciámos um destacamento pela segurança e a paz do nosso povo. Somos 1.200 homens e mulheres uniformizados da gloriosa Força Armada Nacional Bolivariana (…) Vamos garantir a paz do país, vamos dar segurança ao povo, vamos garantir que no dia 10 de Janeiro o presidente tomará posse. No dia 10 tomamos posse com ele”, disse o coronel Alexander Granko Arteaga, da Direcção de Contrainteligência Militar (serviços de informações militares), num vídeo divulgado no Instagram.

De acordo com o Notícias ao Minuto, o coronel Alexander Granko Arteaga afirmou ainda que a revolução e a Venezuela estão sob ameaça e que têm sido realizadas operações contra mercenários, com resultados frutíferos.

A Venezuela realizou eleições presidenciais em 28 de Julho, após as quais o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) atribuiu a vitória ao actual Presidente Nicolás Maduro, com pouco mais de 51% dos votos.

A oposição afirma que o seu candidato, Edmundo González Urrutia (actualmente exilado em Espanha), obteve quase 70% dos votos. Além da oposição venezuelana, vários países denunciaram fraude eleitoral e têm exigido que o CNE apresente as actas de votação para uma verificação independente.

Na quinta-feira, as autoridades venezuelanas ofereceram uma recompensa de 100 mil dólares norte-americanos (97,4 mil euros) por informações sobre o paradeiro de Urrutia.

Os resultados eleitorais foram contestados nas ruas, com manifestações reprimidas pelas forças de segurança, com o registo, segundo as autoridades, de mais de 2400 detenções, 27 mortos e 192 feridos.

O Alto-Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Türk, saudou  hoje a abolição da pena de morte no Zimbabwe, mas apelou para a supressão da disposição que permite o levantamento da abolição em caso de estado de emergência.

Zimbabwe aboliu oficialmente a pena de morte na terça-feira, depois de o Presidente Emmerson Mnangagwa ter assinado um projecto de lei que comuta as penas de cerca de 60 pessoas no corredor da morte por penas de prisão.

“Congratulo-me com a assinatura pelo Presidente do Zimbabué de uma lei que abole oficialmente a pena de morte no país”, mas “apelo ao Governo do Zimbabué para que dê mais um passo neste caminho louvável, eliminando a disposição que autoriza o restabelecimento da pena em caso de estado de emergência”, declarou Volker Türk através de um comunicado de imprensa, citado pela Lusa.

A lei sobre a abolição da pena de morte, publicada na terça-feira no Diário da República, estipula que os tribunais deixam de poder aplicar a pena de morte a qualquer crime e que qualquer condenação à morte existente é comutada por uma pena de prisão.

No entanto, uma disposição determina que esta abolição pode ser levantada em caso de estado de emergência.

Há trabalhadores que vivem na incerteza em relação aos seus empregos, depois da vandalização e saque em muitos armazéns, fábricas e lojas, na Cidade da Matola, Província de Maputo. A destruição de infra-estruturas está, também, a afectar o abastecimento de pequenos comerciantes em produtos. Os empresários ainda não sabem por onde recomeçar. Para já, decorre a limpeza dos estabelecimentos. 

A capital industrial do país encontra-se em  ruínas… Quase todas as lojas, armazéns e estabelecimentos comerciais da Cidade da Matola foram vandalizados, queimados ou saqueados. Nos locais, os malfeitores só deixaram o que para eles não tinha valor e os vestígios de que estiveram por perto são indisfarçáveis. Ninguém os pôde parar…

Os proprietários dos estabelecimentos comerciais estão de rastos e  desolados. Do lado exterior dos estabelecimentos vandalizados estão os pequenos comerciantes que dependiam deles para abastecer as suas bancas.

Porque por perto já não há onde comprar os produtos a grosso, eles fazem-no num local distante e a preços que os consideram exorbitantes. 

Os estabelecimentos destruídos não eram úteis só para os comerciantes. Aos moradores e vendedores ambulantes também beneficiam. Mas há muito mais. Além da vandalização, houve muitas mortes. Algumas pessoas morreram quando tentavam saquear os produtos nos armazéns. 

Os que escaparam à morte, agora, enfrentam dias difíceis. E uma dessas pessoas é Armindo Ngulele, fiel do armazém do supermercado Cogef. Não há mais sorriso que torne os seus dias especiais. Os dias deixaram de ser os mesmos. No lugar de esperança, agora, reina a incerteza.

Armindo Ngulele é quem recebia os produtos do supermercado e era ele que os entregava para a venda. O saque e incêndio colocou em causa a única fonte de renda para a sua família composta por seis membros. Embaixo vê os escombros e de cima busca respostas para as várias perguntas que tem na mente. É que, apesar de o patronato ter garantido que não vai despedir ninguém, Armindo Ngulele vive muita incerteza.

No local visitado esta sexta-feira, onde se encontra muito lixo, costumava estar cheio de mercadorias. Mercadorias que eram depois levadas para a loja. Quem colocava nas prateleiras da loja era Irene Mateus, a organizador de prateleiras

Actualmente, Irene junta-se à equipa que faz as limpezas do estabelecimento. O patronato até garantiu que ninguém será despedido. Ainda assim, os seus dias continuam escuros, ela e os seus colegas procuram uma luz que ilumine o seu futuro.

Numa outra abordagem, vimos uma espécie de um lar que ficou amargo, onde se tinha tudo que dá conforto a uma casa. Porém, no contexto dos protestos, foram abertos vários furos nas paredes para retirar bens; além daqueles que saíram pela porta grande. Saíram os bens da loja, e entrou a depressão na vida de Yuran Tembe, que era gerente da Home Store, na Matola. Os seus patrões, donos do centro comercial, que são chineses, regressaram ao seu país logo depois do ocorrido. Aliás, alguns ficaram por falta de dinheiro de passagens. Até porque acabavam de fazer um investimento grande na loja. 

E tudo virou nada. O que resta ao Yuran e aos seus colegas que, apesar das incertezas, é todos os dias ir ao local que já foi de trabalho. Sem nada a fazer, alimentam-se das memórias.

Yuran Tembe lembra-se muito bem de como era a organização do seu escritório.

Na Construa da Machava Socimol, os funcionários e clientes, nos corredores foram substituídos por estilhaços e lixo da destruição.

 

A ronda pelos postos de abastecimento de combustível começou pela Avenida Acordos de Lusaka, na capital do país. O posto de combustível da Total Energies era, antes dos protestos pós-eleitorais, a segunda bomba nessa avenida a funcionar, mas agora está fechada.

O encerramento não é por falta de combustível para vender. O facto é que o equipamento que permite o abastecimento às viaturas foi vandalizado e a loja também. 

Da Avenida Acordos de Lusaka não é preciso ir longe. Na Julius Nyerere, avenida que liga uma das zonas mais nobre de Maputo e o subúrbio, encontram-se bombas, também da Total Energies. A imagem diz tudo e desperta indignação.  

Este jornal entrou em contacto com o director dos Recursos Humanos de uma das bombas destruídas,  na Cidade de  Maputo, e revelou que não há condições para manter a actividade. Explicou Rui Macarala.

A bomba de combustível em causa é da Total. De acordo com o director Rui Macarala, apenas tinham um contrato de exploração.  

A loja de conveniência das bombas em causa foi saqueada e vandalizada nos últimos dias dos protestos pós-eleitorais. No mesmo perímetro, ao longo da Avenida Julius Nyerere, a bomba de combustível da Engen está deserta.     

Na Avenida de Moçambique, encontramos uma bomba da Galp. Ali, além de vandalizar a bomba de combustível e todo o sistema eléctrico, roubaram dinheiro do caixa e do cofre do estabelecimento. Confirmou um dos trabalhadores sem gravar a entrevista.  

É esta a realidade em muitos postos de abastecimento de combustível ao longo da capital do país. 

 

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