O Ministério da Educação e Cultura (MEC) está a trabalhar com o Ministério das Finanças para regularizar dívidas aos professores e mobilizar recursos para a impressão e distribuição do livro escolar para o ano lectivo de 2027.
Segundo uma actualização divulgada esta segunda-feira, está em curso a validação de dívidas relacionadas com horas extraordinárias, segunda turma, salários, progressões e actos administrativos.
O MEC informa ainda que o pagamento das horas extraordinárias referentes a 2023 está a ser feito de forma faseada, mediante disponibilidade financeira, enquanto prossegue a validação das dívidas relativas ao período de 2024 a 2026.
Os dois ministérios comprometeram-se a manter encontros mensais para acompanhar e avaliar o andamento do processo.
A chuva que se tem registado nos últimos dias deixou o Centro de Saúde da Matola Santos inundado, forçando a paralisação de todas as actividades, naquela unidade hospitalar. O centro de saúde, que assistia a mais de 65 mil pacientes, tem enfrentado o problema de inundações desde a sua inauguração.
Sem médicos e sem pacientes. Essa imagem que se assiste no Centro de Saúde da Matola Santos, devido às inundações provocadas pelas últimas chuvas. O PCA da empresa de saneamento na Matola, Bernardo Dramos, explica que, desde a sua inauguração o problema de inundações tem sido recorrente naquela unidade hospitalar.
“Tem enfrentado desafios cada vez que a chuva tem estado acima do normal, esta situação é vivida nesses termos. É de reconhecer que este facto ocorre devido a sua localização, em primeiro plano, que esta localização não é das melhores, porque aqui é uma zona que sempre foi uma bacia”, esclareceu.
O município diz que para fazer frente a este problema foi reaproveitado um emissário. “Fizemos uma conexão, no caso uma valeta, que liga a parte central da bacia a este emissário. É verdade que o emissário funciona, mas não foi desenhado para esta capacidade. E, neste caso em particular, os munícipes têm tido o desafio de, quando não está a chover, não cuidar devidamente do emissário e das caixas”.
Bernardo Dramos disse não poder afirmar se há dinheiro ou não para as obras necessárias, devido a situação que o país vive, mas garante que existe um projecto na perspectiva de trabalhar com os munícipes, para permitir que cedam espaço para a ampliação do colector. “O que está a acontecer, hoje em dia, é que temos algumas das caixas de visita de limpeza, que estão dentro do quintal das pessoas. As pessoas vieram construir e engoliram essas caixas”.
Um empresário de 60 anos, supostamente de origem asiática, foi raptado, na tarde deste sábado, na avenida Albert Lithule, na cidade de Maputo, por indivíduos desconhecidos. De acordo com testemunhas no local, o rapto aconteceu no momento em que a vítima tentava entrar na sua casa.
Câmaras de vigilância mostram o momento exacto em que a vítima foi abordada por um jovem que o arrastou até o carro, enquanto o outro indivíduo empunhava uma pistola.
O porta-voz da Polícia da República de Moçambique (PRM) a nível da cidade, Leonel Muchina, garantiu pronunciar-se sobre o caso nas próximas horas.
Seis pessoas morreram a tiros, na madrugada deste sábado, numa tasca em Mpumalanga, na África do Sul. Em conexão com o crime, duas pessoas foram detidas para interrogatório.
O porta-voz da polícia de Mpumalanga, brigadeiro Donald Mdhluli, disse que um número não confirmado de vítimas feridas foi levada ao hospital. O motivo do tiroteio está ainda sob investigação.
O sector de Segurança, Protecção e Ligação da Comunidade de Mpumalanga disse que o incidente é chocante e considerou que uma vida perdida é demais.
As autoridades pediram às testemunhas que alertassem a polícia sobre o paradeiro dos atiradores.
Um grupo de 17 pessoas em Nampula diz-se burlado por um cidadão paquistanês que adquiriu 510 toneladas de milho e passou um cheque sem cobertura, no valor de mais de 6 milhões de meticais. O caso já está na Justiça.
São parte de um grupo de 17 pessoas que se sentem burladas por um cidadão paquistanês que se dedica à compra e venda de milho, na província de Nampula. Do grupo constam agricultores de Nampula e Niassa e alguns intermediários na cadeia do agronegócio.
“Solicitou-nos e disse que precisava de uma quantidade de milho de quase mil toneladas. Numa primeira fase, nós fornecemos 245 toneladas, e deste número, ele passou-nos um cheque no valor combinado. E depois disso, seguiu-se para a segunda fase que era de mais ou menos duzentas e tal toneladas, quase trezentos e acabamos fornecendo. Mas o que acontece é que o cheque que fomos passados, que era para poder levantar no dia 16, ele ligou para mim e disse que não podíamos ter o cheque e que devíamos esperar para o dia seguinte, porque não tinha fundo nenhum na conta”, narrou Marcelino Alberto, um dos lesados.
O milho foi descarregado em dois armazéns na cidade de Nampula. Além da falta de cobertura do cheque passado, o mesmo milho foi vendido pelo cidadão paquistanês a uma fábrica de produção de farinha de milho, antes do pagamento aos donos do produto.
“Um dos nossos colegas, que estava a descarregar o milho, que era também amigo daquele senhor que nós fornecemos, ligou para ele para pedir reforços de mais camiões, que era para poder transportar o mesmo milho que nós estávamos a descarregar para uma fábrica de farinha, que segundo ele (o cidadão paquistanês) era para fazer farinha, porque tinha contrato com outras empresas”, continuou a explicar.
Com a burla consumada, os lesados levaram o caso ao SERNIC e por decisão do tribunal provincial de Nampula, o milho foi apreendido e foi constituído o dono de um dos armazéns como fiel depositário. Para a estranheza dos lesados, o milho continuou a ser retirado do armazém.
“A juíza, a Dra Esmeralda, indeferiu o nosso requerimento de pedido de devolução do produto e, pronto, nós ficamos já sem saber o que estava a acontecer. Então, enquanto estávamos no tribunal, acabamos recebendo ligações de que diziam que o milho que descarregamos está a ser novamente levado para aquele ponto de venda”.
A empresa que recebeu parte das 510 toneladas de milho é esta, pertencente a empresários chineses. Tentamos contacto com os donos da mesma para sabermos dos contornos do negócio, mas sem sucesso.
O Costa do Sol vai ter um novo presidente a partir de 8 de Fevereiro, dia em que está marcada a assembleia-geral do clube para a eleição de novos corpos gerentes. Até aqui ainda não há candidatos assumidos para o escrutínio.
O Costa do Sol poderá conhecer uma nova era a partir do próximo mês. Através de um comunicado, tornado público este sábado, o clube anunciou a realização da assembleia-geral no dia 8 de Fevereiro, com três pontos de agenda.
O momento mais alto da assembleia será a eleição dos novos corpos gerentes do Costa do Sol para os próximos quatro anos. Faltando um mês para a realização do escrutínio, ainda não há candidatos assumidos na corrida à presidência da colectividade.
O “O PAÍS” sabe, através de uma fonte do clube, que o actual presidente dos “canarinhos”, Alberto Banze, não se vai recandidatar ao cargo, que assumiu em Maio de 2023m, cujo término seria em 2027.
Os próximos dias serão determinantes, tendo em conta que algumas figuras deverão anunciar as suas candidaturas à presidência do emblema canarinho.
O novo presidente da colectividade a ser eleito em Fevereiro terá o desafio de devolver o clube às conquistas, sobretudo na equipa sénior de futebol e de basquetebol, depois do fracasso no ano passado nessas modalidades.
A companhia sul-africana Airlink está a ser processada por uma família de moçambicanos que diz ter sido maltratada ao embarcar num voo daquela companhia em Dezembro último. O tribunal de Nampula decretou uma providência cautelar de arresto dos aviões da Airlink que forem a aterrar em Nampula.
Tudo começou com uma viagem que devia ter acontecido no dia 7 de Dezembro findo, de Joanesburgo, África do Sul, para Nampula, num voo operado pela companhia aérea sul-africana Airlink.
No voo em causa viajaria o empresário moçambicano Aquil Rajahussen e mais nove membros da sua família, incluíndo o pai que é doente e cadeirante.
Em entrevista exclusiva, o empresário denunciou maus tratos que o pai sofreu por parte de uma assistente de bordo quando tentava embarcar.
Já dentro do avião, mas ainda em terra, terá havido outros episódios de maus tratos praticados pela mesma assistente de bordo, o que gerou uma confusão. Por decisão do comandante do voo, os 10 passageiros da mesma famílias foram retirados do avião.
E para viagem de Joanesburgo para Nampula, o empresário diz que fretou um avião. Uma vez em Nampula, o pai teve um agravamento da sua saúde e foi necessário alugar-se um avião-ambulância para levá-lo para a África do Sul, onde se encontra internado.
Perante a situação, a família recorreu ao Tribunal Judicial da Província de Nampula e pediu que decretasse uma providência cautelar de arresto dos aviões da Airlink que aterrassem em Nampula, como forma de garantir a cobertura da indemnização que a família pede na acção principal, cujo valor não nos foi revelado. A provídência cautelar foi decretada pela juíza Melú Inácio.
Sobre o processo judicial, a Airlink emitiu um comunicado, no qual, dentre vários aspectos, questiona a competência do tribunal de Moçambique para dirrimir factos ocorridos na África do Sul.
“Por compromisso solene do Estado de Moçambique com diversas convenções internacionais, os tribunais moçambicanos não têm jurisdição para apreender ou prender aeronaves registadas no estrangeiro como garantia de reclamações cíveis”
A ordem judicial foi obtida sem que tenha sido entregue uma declaração de reivindicação à Airlink ou que a Airlink, enquanto demandada, tivesse tido a oportunidade de ser ouvida.
Os tribunais de Moçambique não têm competência para apreciar a reclamação, uma vez que o incidente ocorreu na África do Sul e os termos e condições de transporte da Airlink, que é um contrato aceite por todos os clientes como pré-requisito para a compra, foram celebrados na África do Sul e são regidos pela lei sul-africana.
Uma posição que é rebatida por Aquil Rajahussen.
Com a providência cautelar decretada, a Ailink suspendeu voos para Nampula desde o dia 7 e só voltou a voar esta quinta-feira, mediante um acordo entre as partes, mas o processo de pedido de indemnização está em curso.
Grupo de pescadores artesanais destruiu, na manhã de quinta-feira, uma embarcação de fiscalização marítima e vandalizou armazém de equipamentos de trabalho. Os prejuízos estão avaliados em 5 milhões de meticais.
Tudo começou quando a equipa de fiscalização marítima se fez ao mar e aborda dois grupos de pescadores que, em pleno período de veda, faziam pesca com rede de arrasto. Foram informados para se retirarem das águas, mas estes recusaram. Os fiscais puxaram as redes de arrasto para a margem como forma de remover a rede mosquiteira.
Insatisfeitos com a medida, os pescadores accionaram os seus colegas, que partiram para o Porto de Pescas, onde retiraram a embarcação de fiscalização, vandalizaram e, de seguida, queimaram. Igualmente, partiram para o armazém onde vandalizaram e saquearam bens.
O responsável máximo do INAMAR fala de prejuízos a volta de 5 milhões de meticais.
As autoridades estão a trabalhar no sentido de responsabilizar os pescadores que destruíram a embarcação e vandalizaram.
Os moradores dos bairros das Mahotas e de Magoanine A, na cidade de Maputo, usam canoas improvisadas para se locomover no interior do bairro, devido às inundações. Os mesmos dizem-se agastados e pedem que as águas da chuva sejam removidas com urgência.
A canoa é um dos meios improvisados para se fazer às ruas, no bairro das Mahota, na Cidade de Maputo. Trata-se de uma realidade que perdura há muito tempo, no quarteirão 16, e que é revivida sempre que chove.
Se, por um lado, as casas foram quase engolidas pelas águas da chuva, por outro, as ruas que dão acesso às residências estão também inundadas.
Entre pequenas pontes de chapas de zinco e até de troncos de árvores, sacos de areia nas entradas das casas, é tudo improvisado na tentativa de permitir que os moradores do bairro façam a rua.
A água é tanta que os quintais das residências transformaram-se em locais propícios à pesca.
Mas, a preocupação mesmo é que há uma ameaça contra à saúde e à vida dos moradores do bairro.
Já no bairro de Magoanine “A”, o exercício é feito quase todos os dias, por Agostinho Vilanculos, para avaliar se o nível das águas já o permite regressar à sua casa, abandonada depois das inundações, em 2023.
Algo que o deixa sem esperança, pois o resultado é sempre negativo.
Enquanto a água da chuva não seca, dezenas de famílias vêem-se obrigadas a arrendar.
Sobre o assunto, o município de Maputo prometeu pronunciar-se oportunamente.
Os bairros de Magoanine, Mahotas e Hulene são os mais vulneráveis às inundações urbanas na capital do país.
Os moradores dos bairros Francisco Manyanga, Samora Machel e Mateus Sansão Muthemba, no município de Tete, vivem dias difíceis devido ao fraco escoamento das águas da chuva desta segunda semana de Janeiro. Os munícipes, alegam que a situação dificulta a mobilidade de pessoas e bens e acusam a edilidade de inoperante .
Actualmente, é muito difícil circular pelas vias que dão acesso às zonas urbanas e suburbanas na capital da província de Tete. Ruas alagadas, muita lama e erosão dos solos são problemas que caracterizam os bairros Francisco Manyanga, Samora Machel e Mateus Sansão Muthemba, no município de Tete. A situação, dificulta a transitabilidade de pessoas e bens.
Os residentes afectados contam que o problema é antigo e alegam que, devido ao drama, não se pode sair à vontade à rua, muito menos receber visitas. Aliás, também explicam que a maior parte dos moradores não podem trazer os seus veículos por conta das más condições das vias.
Os munícipes acusam a edilidade de nada fazer para melhorar a transitabilidade nas principais ruas. Explicam que sempre que chove, o drama das inundações agrava-se devido ao fraco sistema de escoamento.
A edilidade considera legítima a reclamação dos moradores, e promete melhorar a transitabilidade nos bairros afectados.
Matundo, Samora Machel, Franscisco Manyanga e Mateus Sansão Mutemba são bairros tidos, pela edilidade, como críticos na cidade de Tete.