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O governador do Banco de Moçambique afirmou que a estrutura salarial da instituição não sofreu quaisquer alterações durante o seu mandato, rejeitando as críticas que, nas últimas semanas, têm surgido em torno dos níveis de remuneração dos funcionários e dirigentes.

Segundo o responsável, o modelo salarial actualmente em vigor existe há vários anos, tendo sido herdado de administrações anteriores. “Desde que assumi funções, não alterei a estrutura salarial”, afirmou, acrescentando que as contas do banco são publicadas anualmente e sempre reflectiram a mesma política remuneratória.

O governador considerou estranho que o tema tenha ganhado destaque apenas no final do seu mandato, defendendo que a discussão está a ser alimentada pelo contexto da transição de liderança. “Parece que, agora que estou de saída, transformou-se num problema”, declarou.

Relativamente às críticas segundo as quais os salários seriam financiados com recursos do Estado, esclareceu que o orçamento do Banco de Moçambique é autónomo em relação ao Orçamento do Estado. Segundo explicou, as despesas da instituição são suportadas pelo próprio banco e não constituem encargos directos para os cofres públicos.

O responsável sublinhou ainda que os reajustamentos salariais obedecem a um Acordo Colectivo de Trabalho, negociado entre a Associação Moçambicana de Bancos, o Sindicato Nacional dos Trabalhadores do Sistema Financeiro e as instituições bancárias, incluindo o Banco de Moçambique. De acordo com o governador, os aumentos são definidos anualmente no âmbito desse acordo e não resultam de decisões unilaterais da administração.

No que respeita aos valores que têm circulado nas redes sociais e nalguns espaços públicos, o governador classificou-os como «absurdos» e afirmou que muitos resultam de interpretações incorrectas das demonstrações financeiras. Explicou que a rubrica relativa a salários inclui igualmente provisões para responsabilidades actuariais, designadamente benefícios futuros dos trabalhadores no activo e dos reformados, conforme exigem as normas contabilísticas e os auditores.

O governador concluiu afirmando que as acusações de irregularidades não correspondem à realidade e defendeu que a gestão salarial do Banco de Moçambique sempre respeitou os procedimentos legais e institucionais em vigor.

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A Feira do Livro de Maputo, que se realiza no Jardim Tunduru e no Paços do Município, a partir do dia 24 do corrente mês, traz vários convidados estrangeiros, nomeadamente, o especialista em indústrias culturais e criativas francês,  Naïl Muniglia, a escritora e jornalista portuguesa, Ana Bárbara Pedrosa e a brasileira Jessika Oliveira

Para a edição deste ano, em homenagem aos escritores e jornalistas moçambicanos, João Albasini e Nelson Saúte, que acontece de 24 a 26 de Outubro, em Maputo, está confirmada a presença de 50 convidados, entre escritores, pesquisadores, artistas plásticos, jornalistas, actores, cineastas, músico e editores de quatro países que vão, novamente, poder partilhar os seus livros, leituras, experiências e ideias com o público, que também regressa ao Jardim Tunduru, palco central do certame desde primeira edição.

Entre os convidados estão autores nacionais e estrangeiros, como Eduardo Quive, Énia Lipanga,  Naïl Muniglia, Mélio Tinga, Elcídio Bila, Ana Bárbara Pedrosa, Lucílio Manjate, Maya Ângela Macuácua, José dos Remédios, Adijane Ribeiro, Ananda Santana, Cissa Dias,  Eliane Oliveira, Sara Jona Laisse, Álvaro Carmo Vaz,  Fátima Santana, Helena Nascimento, Ivanildes Moura, Jessika Oliveira, Katarine Maria, Katiane Gomes, Ladjane Alves, Lucrécia Paco, Laiana Alves, Guilherme Mussane, Laurita de Sousa, Lorena Ribeiro, Luma Flores, Luzitânia Silva, Manoela Barbosa, Marcos Cajé, Mileide Souza, Nathalia Ribeiro, Rafael Rocha, Félix Mambucho, Juci Reis e Angelina Chavango, vindos de países como Moçambique, Portugal, Brasil e França.

A sessão de abertura, que acontecerá no dia 24 de Outubro, tem como convidado central o Embaixador do Brasil em Moçambique, Ademar Seabra da Cruz Júnior, enquanto a professora e pesquisadora, Sara Jona Laisse, fará uma palestra subordinada ao tema  Nelson Saúte e a literatura contemporânea moçambicana e o escritor Juvenal Bucuane prestará atenção especial ao patrono do evento, com uma comunicação intitulada A retórica de João Albasini. Serão também conhecidos os vencedores dos Concursos Literários de Conto e Poesia nas escolas secundárias 

Além do livro e da leitura, como focos centrais da Feira do Livro de Maputo, o certame contempla, também, várias iniciativas culturais, dedicadas ao teatro, cinema, dança,  música e pintura, nomeadamente uma apresentação da banda da Escola Nacional de Música, do compositor D’Manhiça e sua banda, bem como oficinas de pintura.

A edição deste ano conta com o patrocínio do BCI, Águas da Namaacha, Fundo de Cultura, Governo do Estado da Bahia, EDM, Embaixada da Espanha em Moçambique, Instituto Guimarães Rosa e Flotar-Harmonipan.

Um vídeo amador posto a circular nas redes sociais agitou a  província de Gaza. Da sala de aula da Escola Secundária Maguiguana, em Chibuto, as câmeras flagraram um professor que agredia fisicamente  um aluno de 16 anos de idade, entretanto, ao todo, quatro alunos foram agredidos.

“Ele  [professor] agrediu-nos em número de quatro colegas. Segurou-me  e jogou-me no chão”, disse um dos alunos agredidos.

A mãe da vítima lamenta o sucedido e exige justiça. “Angustiou-me bastante ver as imagens  que retratam a agressão do professor para com o meu filho”, disse. 

O Sector da educação em Gaza reconhece os actos praticados pelo professor e avança algumas medidas, que serão tomadas. 

 “Houve a decisão de dispensar o professor daquelas turmas, enquanto responde os dois processos”, disse Ferrão Bambo.

Devido a recorrência deste tipo de  casos na sociedade, a comunidade de Maguiguana mostra a sua indignação.“Se cometeu alguma irregularidade, aquele deve ir à cadeia “, finalizou o encarregado de educação.

Refira-se que a província de Gaza tem uma rede de 885 escolas, assistidas por 1200 professores.

 

Falta do livro escolar, turmas numerosas, dívidas de horas extras e baixos salários, estão entre as principais reclamações dos professores, neste dia em que a classe celebra o 12 de Outubro.

As lamentações da classe foram feitas na Praça dos Herois em Maputo, após a deposição de coroa de flores.

Segundo os professores, a classe até passa por uma boa formação, mas faltam condições para melhor transmitir conhecimento e isso vai afectar negativamente a qualidade de ensino.

“Hoje, por exemplo, estamos quase no fim do ano e estamos a trabalhar sem o livro escolar, sem esses materiais é difícil ter os resultados desejados. Eu dou a terceira-classe na Escola Primária do Alto-maé e não temos livros ainda, só estamos a trabalhar, só”, lamentou, a professora Ester José.

A preocupação é multiplicada por tantos outros professores, mas há outras preocupações, que afectam também, que lecciona no ensino secundário. A falta de laboratórios equipados e bibliotecas.

O Secretário-Geral da Organização Nacional dos Professores (ONP) Teodoro Muidumbe, disse que a classe, sonha com dias em que as suas condições de trabalho serão melhoradas, que os professores terão melhor integração nas carreiras profissionais e melhores salários.

“Esta profissionalização que a política do professor apregoa deve ser implementada, mas também já estão a passar cinco anos desde que a ONP se transformou de Organização para Sindicato mas o governo ainda não reconheceu esse sindicalização embora exista a lei e ainda não temos nenhuma explicação, mesmo com o diálogo permanente que temos tido”, lamentou.

Outra reclamação, tem que ver com as horas extras, que levou centenas de professores a entrarem em greve, por conta das dívidas que o governo tem para com eles. Muidumbe disse que o governo não se abre para fornecer os dados e dar informações em torno do assunto.

O governo que lá esteve, representado pelo Vice-ministro da Educação e Desenvolvimento Humano, Manuel Bazo, reconheceu que parte dos problemas, como as horas extras, só pode ser resolvida com a redução do rácio aluno-professor, que, neste momento, a média é de 65 alunos por professor.
“Esta situação resolve-se gradual e progressivamente, isto implica a construção de mais salas de aulas, formação e admissão de mais professores e o incremento da quantidade de material escolar”.

O vice – ministro garante que o pagamento das horas extras em dívida ainda está em curso e garante que todas as dívidas serão pagas.

Mesmo com dificuldades a classe garante de tudo fazer para ensinar seus alunos e é gratificante ser professor e não há dinheiro que pague, por isso, pedem que sejam reconhecidos.

Os Mambas defrontam, hoje, (segunda-feira), a congénere da Eswatini em jogo da quarta jornada do Grupo I da fase de qualificação para o Campeonato Africano de Futebol (CAN 2025).

A partida entre as duas selecções terá lugar em Nelspruit, tendo em conta que a Eswatini não dispõe de um estádio em condições de acolher jogos sob égide da Confederação Africana de Futebol (CAF).

O combinado nacional precisa vencer a partida, de modo a ganhar fôlego na tabela classificativa. À entrada da quarta jornada os Mambas ocupam a segunda posição com cinco pontos.

O empate dos Mambas diante do Satini por uma bola foi penalizador, pois uma eventual vitória faria com que Moçambique continuasse na liderança do grupo, tal como era o desejo da equipa técnica da selecção nacional.

O Mali é o novo líder do grupo com sete pontos, na medida em que venceu a Guiné Bissau por uma bola sem resposta. Apesar do empate contra os “swatis”, nada ainda está perdido para o combinado nacional.

Para continuar a sonhar com a liderança do Grupo I, os Mambas devem “despachar” a Eswatini e esperar por um empate entre Guiné Bissau e Mali sem abertura de contagem.

Caso isso aconteça, Moçambique e Mali passarão a somar oito pontos, devendo o número de golos marcados e sofridos fazer a diferença. Os Mambas tem quatro golos marcados e três sofridos. Já o Mali tem três golos marcados e um sofrido.

Os malianos sofreram o único golo diante do combinado nacional no empate a uma bola, na abertura da jornada do Grupo I. Nas últimas duas jornadas da fase de qualificação, Moçambique vai defrontar a Guiné Bissau fora e Mali, em casa.

 

ERNANI APTO E MALEMBANE “OUT”

Os Mambas deverão contar na partida de hoje, contra o Sestini, com os préstimos de Ernani, jogador que ficou de fora no jogo de Maputo por estar castigado por ter acumulado cartões amarelos nos embates frente ao Mali e Guiné Bissau.

O guardião poderá ser a primeira opção para Chiquinho Conde, que deverá substituir Ivan Urrubal. Ernani sofreu dois dos três golos que os Mambas sofreram nos três jogos até agora realizados.

Os Mambas partem para o jogo desta segunda-feira com uma contrariedade. O combinado nacional não poderá contar com Malembane, atleta que nem sequer esteve no banco no jogo do Estádio Nacional do Zimpeto, apesar de ter integrado o grupo durante a preparação para o embate.

Segundo Chiquinho Conde, que falava à imprensa no rescaldo do empate a uma bola, a ausência do central que actua na Alemanha deveu-se aos problemas administrativos sem, no entanto, avançar concretamente quais.

Ao que “O País” apurou, o atleta já regressou à Alemanha onde vai juntar-se à sua equipa. Em relação a Witi, que saiu lesionado no Estádio Nacional do Zimpeto ainda não se sabe ao certo sobre o seu estdo clínico.

Tirando a situação do Witi, Chiquinho Conde vai contar com todos os jogadores por si convocados para esta dupla jornada. Macandza, Jonathan Muiomo, Ali Abudo, Chamboco, Martinho, João Bonde e Fazito são os únicos jogadores que não alinharam para a partida da terceira jornada.

Mais de 550 pessoas morreram e 1.9 milhão foram afectadas pelas inundações no Chade. A informação foi divulgada este sábado.

Todas as 23 províncias do Chade foram atingidas por chuvas muito fortes que provocaram inundações. As autoridades locais falam de 550 mortos e 1.9 milhões de afectados e 210 mil casas destruídas .

Dos cerca de 1,9 milhões de pessoas afetadas no país, o Fundo de População das Nações Unidas afirma que 85 mil são mulheres grávidas.

As famílias estão agora abrigadas em locais e escolas improvisadas, sem acesso a serviços de saúde, água potável, saneamento e higiene, uma vez que as doenças como diarreia, malária, infecções respiratórias e cutâneas podem aumentar.

Os riscos de protecção também aumentaram para mulheres e raparigas em locais temporários, onde têm pouca ou nenhuma privacidade, e quando se aventuram no exterior em busca de comida e lenha num ambiente desconhecido.

Os estragos ocorreram numa altura em que o país declarou uma emergência de segurança alimentar e nutricional em Fevereiro.

As inundações generalizadas na região da África Ocidental e Central desencadearam crises em cerca de dois milhões de pessoas, com consequências devastadoras.

Aumentaram para 16 as mortes causadas pelo furacão Milton, no Estado da Flórida, que ainda ameaça o sudeste dos Estados Unidos da América. As buscas por mais vítimas continuam.

Segundo as autoridades, as pessoas morreram depois de vários tornados desencadeados pelo furacão Milton terem afectado a região, na tarde de quarta-feira, e terem atingido um centro de idosos de Spanish Lakes Country Village, situado no norte de Fort Pierce.

As equipas de busca e salvamento estão no processo de localizar mais vítimas, uma vez que estes tornados deixaram centenas de casas danificadas ou totalmente destruídas em todo o condado, que é uma divisão administrativa dos Estados Unidos da América.

O furacão deu-se na quarta-feira à noite em Siesta Key, perto da cidade de Sarasota, com ventos máximos de 205 quilómetros por hora, o que corresponde à categoria 3.

Milton é o segundo furacão a atingir a Flórida em quase duas semanas, após o impacto do poderoso furacão Helene, a 26 de Setembro, que entrou pelo noroeste do Estado com categoria 4, deixando mais de 250 mortos e um rasto de devastação em seis Estados do sudeste dos Estados Unidos da América.

Os pedidos de indemnização por danos materiais na sequência da passagem do furacão poderão ter um impacto nas seguradoras de entre 50 mil milhões e 60 mil milhões de dólares, de acordo com o sector, que diz estar preparado para dar resposta.

Antes do fenómeno atingir o país, o Presidente Joe Biden juntou-se ao governador da Flórida e pediu que os moradores das zonas de risco saíssem o mais rápido possível.

Uma chuva excepcional formou lagoas entre as palmeiras e as dunas do deserto do Saara, levando à umidade numa das regiões mais áridas do planeta. Meteorologistas alertam que estas chuvas podem afectar o tempo nos próximos meses.

São chuvas raras e que não se viam há décadas. A precipitação deixou parte do deserto de Saara inundado, concretamente no sudeste do Marrocos. Algumas regiões secas estão agora com mais água do que se viu alguma vez.

Nesta semana, o governo marroquino informou que dois dias de precipitação, no final de Setembro, superaram as médias anuais em diversas áreas que recebem menos de 250 milímetros de chuva por ano, incluindo Tata, uma das regiões mais afectadas, no sul do país.

Estas chuvas, que os meteorologistas designam por tempestade extratropical, podem alterar o curso do tempo na região nos próximos meses e anos, uma vez que o ar retém mais umidade, provocando uma maior evaporação e mais tempestades.

Seis anos consecutivos de seca colocaram desafios a grande parte de Marrocos, obrigando os agricultores a deixar os campos e as cidades e aldeias a racionalizar a água.

De acordo com a Associated Press, a abundância de precipitação vai provavelmente ajudar a encher os grandes aquíferos subterrâneos sob o deserto, que são rochas capazes de armazenar água, utilizadas para fornecer o líquido às comunidades do deserto.

O deserto de Saara, a sudeste do Marrocos, está entre os locais mais secos do mundo e raramente recebe chuvas nestas épocas.

A Puma Energy e a distribuidora de combustível Engen avançaram a possibilidade de reduzir o fornecimento de produtos combustíveis, devido às dificuldades que estão a enfrentar para importar combustível. As empresas queixam-se de escassez de moeda estrangeira (divisa) nos bancos comerciais.

Há crise no fornecimento de combustível em algumas bombas de combustíveis do país. Através de um comunicado a que o jornal “O País Económico” teve acesso, a empresa Puma Energy diz estar a enfrentar dificuldades na importação de produtos combustíveis, o que pode resultar na escassez do produto e provável agravamento do preço no mercado.

“(…) como consequências, as nossas importações foram impactadas, e este cenário pode, eventualmente, resultar em ajustes temporários no fornecimento aos nossos clientes. Caso não haja um avanço significativo nos próximos três dias úteis, será inevitável uma reavaliação das nossas operações, incluindo o volume de vendas”, lê-se no comunicado.

No documento, a distribuidora de combustíveis diz que a escassez do produto é motivada por um problema sobejamente antigo e conhecido, denunciado várias vezes pelo sector privado, que é a escassez de moeda estrangeira nos bancos comerciais nacionais.

“Há uma grave escassez de moeda estrangeira disponível nos bancos comerciais. A obtenção de garantias necessárias para assegurar as nossas aquisições de combustível tem-se revelado bastante desafiadora”, extraiu-se do documento assinado pela direcção da Puma Energy, datado de 7 de Outubro, dirigido aos Dealers (revendedores) e principais clientes, com conhecimento da ARENE (Autoridade Reguladora de Energia), Direcção Nacional de Hidrocarbonetos e combustíveis.

Apesar disso, a distribuidora refere que esforços estão em curso para minimizar o impacto da situação, mantendo contactos com as partes relevantes no processo, incluindo o Governo e os bancos.

Quem também está a somar prejuízos é a Engem, que inclusive deixou de fornecer combustível aos clientes, violando, assim, alguns contratos.

No referido documento, direccionado a um parceiro, com o assunto: Comunicação de redução temporária de capacidade de abastecimento de produtos petrolíferos, a Vivo Energy Moçambique, refere que, “em virtude de constrangimentos circunstanciais fora do seu controlo, encontra-se, neste momento, com défice de stock e impossibilitada de fornecer combustível. Assim, por este meio, anuímos que, nos termos legais, V. Excia. adquira combustível de outros distribuidores, enquanto perdurar a situação acima descrita”.

Ora, este problema não é novo. Já há cerca de dois anos que o sector privado nacional reclama de dificuldades que enfrenta para obter as principais moedas de transacção comercial a nível internacional, com destaque para o dólar. É uma situação que, de acordo com o governador do Banco de Moçambique, pode ser facilmente ultrapassada.

Enquanto isso não acontece, a situação pode alastrar-se a outros operadores no sector. Importa lembrar que, há dois anos, o Banco de Moçambique deixou de comparticipar na importação de combustíveis líquidos. A comparticipação do banco traduzia-se na disponibilização de 50% das divisas necessárias para a importação do combustível.

Contactamos a Autoridade Reguladora de Energia, entidade responsável pela regulação e supervisão do sector, para reacção. A instituição referiu ter recebido apenas o comunicado da Puma e ainda não tem opinião formada, uma vez que ainda precisa de avaliar o impacto da escassez.

Contudo, garantiu que, até à semana passada, a situação de disponibilidade de combustível no país era estável e não mostrava tendências de alguma alteração.

Moçambique vai defrontar a Zâmbia na segunda e última eliminatória da fase de qualificação para o CHAN-2025, cuja fase final será co-organizada pelo Quénia, Uganda e Tanzania, de 1 a 28 de Fevereiro do próximo ano.

O primeiro jogo contra a Zâmbia será disputado de 20 a 22 de Dezembro, no Estádio Nacional do Zimpeto, e a partida da segunda mão será entre 27 e 29 do mesmo mês, no território zambiano.

Recorde-se que Moçambique foi isento da pré-eliminatória devido ao seu bom posicionamente no Ranking da CAF. A selecção nacional vai procurar garantir a sua terceira presença numa fase final do CHAN, prova destinada aos jogadores que actuam nos campeonatos internos.

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