O Porta-voz da Frelimo, Pedro Guiliche, confirmou ao nesta sexta-feira a renúncia da Governadora da província de Gaza, Margarida Mapandzene, ao cargo, mas afasta as especulações de que o acto estaria relacionada a pressões internas.
Guiliche esclarece que o acto é normal, previsto na legislação moçambicana, e que se enquadra na necessidade da Frelimo de garantir a implementação do manifesto eleitoral do partido, traduzido em acções concretas destinadas a melhorar as condições de vida da população.
Questionado sobre a associação da renúncia ao desvio de donativos destinados às vítimas das cheias, o porta-voz do partido disse não haver relação entre os casos.
Afirmo, no entanto, que o compromisso da Frelimo é com a integridade, o combate à corrupção e a concretização das promessas eleitorais, acrescentando que quaisquer suspeitas devem ser provadas pelas instituições competentes.
Para Guiliche, nesta fase, a atenção deve centrar-se na renúncia da governadora e no regular funcionamento das instituições, remetendo eventuais esclarecimentos adicionais para o momento oportuno e para as entidades responsáveis pela investigação de quaisquer alegações.
O que se segue, segundo o porta-voz, é o cumprimento da Lei, seguindo o processo de substituição, sendo que os Governadores provinciais são eleitos no âmbito de listas partidárias e que cabe agora à Assembleia Provincial desencadear os procedimentos necessários para a sua substituição.
O partido sublinha que o foco do Executivo deve manter-se na expansão dos serviços de saúde, da educação, da electrificação, das infra-estruturas rodoviárias e na promoção do desenvolvimento local, através de iniciativas como o Fundo de Desenvolvimento Local (FIDEL), vocacionado para apoiar projectos com potencial de gerar oportunidades de negócio e rendimento.
Na próxima quinta-feira, às 18 horas, no Teatro Avenida, em Maputo, Ramadane Matusse vai estrear “Sobre toda escuridão”, adpatação do original de Mélio Tinga. O espectáculo teatral também será exibido, no mesmo espaço, nos dias 1, 2, 7, 8, 9, 14, 15 e 16 de Novembro.
Depois da morte inesperada da mulher, um homem imerge numa profunda depressão. Entre memórias e alucinações, a personagem tenta encontrar uma nova forma de vida. No entanto, à medida que as lembranças se intensificam, o protagonista vê-se diante de uma escolha difícil. Essencialmente, esta é a sinopse do espectáculo teatral “Sobre toda escuridão”, com direcção de Ramadane Matusse.
Com a participação de Maria Auzenda e Paulo Jamine (actores), Francisca Minine (dança), Gerson Mbalango (design de som) e Fernanda Muhambe (cenografia), o espectáculo surge como resultado de um desafio dado ao director. “Já existia a ideia de levar [o texto] para o teatro, e eu surgi como solução para a materialização do projecto. Depois de receber o livro e tê-lo lido, apaixonei-me pela escrita do autor, a forma como este trata as palavras e a maneira como descreve os vários episódios desta trama”. Assim, acrescenta Ramadane Matusse, a cada capítulo do livro foi vislumbrando as possíveis formas de adaptar o texto que tem um carácter intimista, com a depressão no centro dos eventos nucleares.
Ramadane Matusse começou a trabalhar no projecto em Junho, o que lhe permitiu, muitas vezes, pensar profundamente na seguinte questão existencial: “Para que é a vida?”
Sem respostas categóricas, Matusse compreendeu a necessidade que Homem deve ter de prestar e dar mais atenção às pessoas à sua volta, sem nunca corromper a verdade. Por via da instropecção, a preparação do espectáculo tornou-se um processo terapêutico, tanto para si, como para os actores.
Com efeito, a partir do enredo de “Sobre toda escuridão”, o director do espectáculo e os actores esperam levar os espectadores a uma imersão em outros planos emotivos, muitas vezes evitados. “Queremos partilhar, em uma hora [duração do espectáculo], um pouco da nossa sensibilidade, um pouco do resultado de dias, semanas e meses de trabalho, de partilha do nosso eu. Queremos que as pessoas reflictam em torno da saúde mental”, afirmou Ramadane Matusse.
Referindo-se, particularmente, à adaptação, Mélio Tinga referiu que a sua convicção é que o texto literário, em si, não termina. Pelo contrário, sempre precisa de um elemento que o amplie ou amplifique. Dependendo do contexto, pode ser o leitor, o músico ou o actor a fazê-lo. “Aprecio este diálogo e, no caso desta peça, o encenador mostrou-me que o texto nunca é completo, pleno, mostrou-me a face não visível na escrita, interpretando a partir, também, da sua visão do mundo e do problema global que é a depressão da perda”, disse o escritor.
Os ingressos para o espectáculo “Sobre toda escuridão” podem ser adquiridos na Catalogus, no Camões – Centro Cultural Português, na Sabura e no Teatro Avenida.
Manica é uma das províncias com condições para a produção agrícola, mas, mesmo assim, regista bolsas de fome nos últimos anos, que provocam a desnutrição crónica. O fenómeno El Niño é apontado como a principal causa do problema, daí que os produtores locais estão já a recorrer a técnicas inovadoras para o aumento da produção e produtividade.
Na presente campanha agrícola, os esforços dos camponeses, em Manica, foram deitados abaixo pelo “El Niño”. No entanto, na próxima safra agrícola já não será assim, graças ao treinamento do qual pouco mais de quatro mil produtores em Manica acabam de beneficiar.
O programa inclui a componente nutricional, em que os produtores são ensinados a confeccionar os produtos e a transformá-los em outros suplementos, como, por exemplo, geleia e sumo.
Foi abortada uma tentativa de rapto na cidade de Xai-Xai, província de Gaza, após perseguições entre a polícia e os raptores. O caso deu-se no fim-de-semana.
Em menos de três semanas, a cidade de Xai-Xai volta a ser palco de mais um rapto. Os supostos raptores, em número de três, invadiram uma residência, na noite de sexta-feira, tendo arrastado consigo o proprietário da mesma. Seguidamente, exigiram valores de resgate. A esposa da vítima narrou ao jornal O País episódios de terror protagonizados pelos criminosos.
A vítima percorreu cerca de 10 quilómetros no porta-malas da sua própria viatura, sem esperança de sobreviver por falta do valor exigido pelos raptores.
Vizinhos referem que os gritos de socorro da família são os que despertaram a população sobre a ocorrência do crime.
Houve perseguição entre os raptores e a polícia, o que levou ao resgate da vítima e à detenção de um dos suspeitos. O indiciado diz que a vítima seria levada para um cativeiro, no distrito de Mandlakazi.
A polícia esclarece que os criminosos abandonaram a viatura nas imediações da paragem Xiquelene, zona alta da cidade.
Na mesma madrugada de sexta-feira, uma viatura que se supõe que seja de raptores incendiou-se. A polícia não confirma que seja carro de raptores e diz que o carro se incendiou na sequência de um acidente de viação.
Samuel Simango defende que é preciso que sejam resolvidos os problemas eleitorais, antes de um diálogo entre os candidatos Venâncio Mondlane e Daniel Chapo. Simango explica que Daniel Chapo não pode assinar nenhum compromisso, visto que não é o Presidente da República.
“É necessário dar cada passo seguro. Uma contradição que vou trazer aqui é, como negociar com um candidato que ainda não tomou posse, porque se de facto, neste momento, este país tem um presidente, embora faltem poucos dias e poucos meses, o Presidente da República, que pode discutir as questões de Estado é o Presidente Nyusi e não o Chapo”, disse Samuel Simango, no programa Noite Informativa da STV.
Simango defende que é preciso resolver, primeiro, os problemas eleitorais, e que se a actuação da polícia trata-se de uma acção política.
“É necessário também que os manifestantes não usem métodos brutais com a polícia, porque aqui, quem de facto está a dispersar os manifestantes não é o polícia, mas a polícia. O polícia, muitas vezes, por ser a cara do Estado, acaba sendo tido como a pessoa que não está a cumprir ordens, mas está a fazer aquilo que ele acha que deve fazer”, explicou Simango.
Fernando Lima, por sua vez, diz que os resultados anunciados pela CNE não reflectem a vontade popular e pouco se espera do Conselho Constitucional.
“Há uma clara captura política do Conselho Constitucional, inclusive o presidente da CNE, de algum modo teve uma atitude muito de Ponsio Pilato, lavo daí as minhas mãos, nós cumprimos o prazo e não quisemos analizar as regularidades de que estamos conscientes que existem, isso fica para o Conselho Constitucional decidir. De facto, o Conselho Constitucional que também já nos habituou… não quer conhecer este processo, submetemos extracto para o ministério público, que tire as suas providencias”, disse Lima.
Os analistas falaram este domingo no Noite Informativa, onde a tônica do debate foi as saídas para o fim da tensão pós-eleitoral.
Pelo menos 40 jihadistas foram mortos nos últimos três dias de operações das forças de segurança na região de Ségou, no Mali, anunciou o exército maliano, este domingo.
A operação de combate que culminou com a morte de 40 de jihadistas aconteceu em duas fases e as forças armadas apreenderam material bélico e meios circulantes, munições e motociclos, segundo um comunicado do Estado-Maior do Exército maliano.
O Mali é, actualmente, governado por uma junta militar instalada após um golpes de Estado, em Agosto de 2020 e Maio de 2021.
Assimi Goita, actual Presidente de transição, tem vindo a aproximar-se da Rússia ao mesmo tempo que se distancia tanto da França, como dos governos ocidentais.
Aliás, Mali deixou de fazer parte da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO).
Mais de 200 mil pessoas podem ser afectadas por eventos climáticos nos próximos meses, na província de Inhambane. O governador daquela província diz que as autoridades devem evitar cenários de assistir as mesmas pessoas todos os anos.
Com a época chuvosa já em curso em Moçambique, as autoridades começam a preparar-se para enfrentar eventos extremos do clima que ciclicamente assolam o país.
Para já, prevê-se a ocorrência de chuvas e ciclones que podem afectar cerca de 200 mil pessoas.
Mas o governador de Inhambane chama atenção para o facto de que, ciclicamente, as autoridades estarem a assistir as mesmas pessoas.
Caso se concretize a previsão climática nos próximos meses, as chuvas podem destruir áreas de cultivo e diversas infra-estruturas.
O Ministério da Cultura e Turismo, através do Instituto Nacional do Turismo (INATUR), participou, de 23 a 25 de Outubro, na primeira fase do projecto TRILAND 2024-2025, uma iniciativa estratégica de promoção turística conjunta, envolvendo três países da África Austral: Moçambique, África do Sul (província de Mpumalanga) e Eswatini.
A colaboração visa criar um corredor turístico que integre os destinos naturais, culturais e históricos dos três países, promovendo o turismo transfronteiriço e fomentando o desenvolvimento sustentável da indústria turística.
A iniciativa pretende, igualmente, fortalecer a cooperação regional e consolidar a imagem da África Austral como um destino turístico diversificado e competitivo no cenário internacional.
Para esta edição do TRILAND, o plano de execução contempla três excursões, tendo sido Eswatini o primeiro país escalado.
O Reino de Eswatini recebeu as delegações de Moçambique e da província sul-africana de Mpumalanga, que exploraram os principais pontos turísticos do país, incluindo atrações culturais e naturais.
A excursão foi por alguns lugares de destaque, como o Summerfield Botanical Gardens, Mantenga Cultural Village, Swazi Candles, visita à cidade de Mbabane e à estátua do Rei Gwamile, visita ao Museu Old Stone Church em Manzini, visita ao Hlane Royal Nacional Par, com realização do intercâmbio de negócios entre os três países.
O Director-Geral do INATUR, Richard Baulene, que encabeçou a delegação de Moçambique, disse que o TRILAND tem sido uma plataforma que permite fortalecer o relacionamento amigável e profissional entre os três países participantes, e, sobretudo, porque o esforço conjunto encoraja os participantes a compartilhar esforços e sonhos.
“Queremos que, a partir destas acções, o número de turistas em Moçambique venha a crescer e que haja apetência pelo destino que cobre as três regiões”.
A Ministra de Turismo e Ambiente de Eswatini, Jane Mkhonta, disse que o Reino de Eswatini está preparado e comprometido para colaborar com Moçambique, bem como com a África do Sul, no fortalecimento dos sectores do turismo e da cultura, visando consolidar a imagem da África Austral.
“Vamos em conjunto garantir que este projecto seja activo. O que nos satisfaz é que o TRILAND já saiu do papel e o nosso compromisso é que se materialize em acções e actividades tangíveis, visíveis e sustentáveis”.
Após Eswatini, a próxima fase irá realizar-se em Moçambique, de 2 a 4 de Dezembro de 2024, e a Província de Maputo será a anfitriã das actividades, que incluirão visitas ao destino turístico de Macaneta e à Cidade da Matola, onde serão realizados encontros com operadores turísticos locais. Além disso, os participantes dos três países terão a oportunidade de participar em actividades recreativas nos destinos, como passeios de barco e visitas a resorts. Será organizado um jantar oficial com a participação de operadores turísticos, Governador da Província, Secretário de Estado da Província e a Ministra da Cultura e Turismo, Eldevina Materula.
A terceira fase será na África do Sul, concretamente na Província de Mpumalanga, em Fevereiro de 2025. Neste último destino da excursão, os participantes dos três países terão a oportunidade de avaliar o potencial turístico da região, tendo em conta que esta iniciativa tem como objectivo principal promover o desenvolvimento de um turismo sustentável e inclusivo entre Moçambique, África do Sul e Eswatini, através da criação de uma oferta turística integrada. Pretende-se, igualmente: Aumentar o número de turistas na região;
Fomentar a cooperação entre os três países; Diversificar e fortalecer os produtos turísticos de cada país; e Valorizar os patrimónios naturais e culturais da região.
Para além do INATUR, Moçambique esteve representado por operadores turísticos, agências de viagens e comunicação social.
Em 2022, o TRILAND cobriu numa única fase Moçambique, Eswatini e África do Sul explorando as potencialidades dos três países e envolvendo operadores de vários ramos do sector do turismo da região.
A Confederação Africana de Futebol atribuiu a derrota à Líbia por 3-0, após uma queixa da seleção nigeriana de “tratamento desumano”, antes de um encontro a contar para a quarta jornada na fase de grupos de qualificação para a Taça Africana das Nações.
O jogo entre a Nigéria e a Líbia na fase de qualificação para o CAN 2025 não se realizou, no dia 15 de Outubro, durante a última pausa internacional, porque os nigerianos ficaram retidos no aeroporto, em Al Abaq, durante 24 horas, sem comida ou água.
Fotos postadas pelos jogadores nigerianos mostraram alguns deles deitados em assentos de aeroporto, com suas bagagens ao lado e sem outros passageiros à vista. O atacante Victor Osimhen, do Galatasaray, que tinha sido convocado devido a uma lesão muscular, acusou a federação da Líbia, em uma postagem no Instagram, de uma “tática intencional para enfraquecer e arruinar o moral” dos nigerianos que começava a parecer mais uma situação com reféns
Entre os jogadores da seleção nigeriana estavam Ademola Lookman, que marcou três golos pela Atalanta na final da Liga Europa e concorre à Bola de Ouro, e Victor Boniface, atacante do Bayer Leverkusen
A seleção Líbia acusou a Nigéria de maus-tratos antes da partida, o que foi negado pela Federação Nigeriana
Feita a queixa formal por parte da federação nigeriana de futebol , a Confederação Africana de Futebol decidiu dar os três pontos à Nigéria , que desta forma chega aos dez , faltando apenas um para garantir o apuramento para a fase final da competição.
Nigéria fica assim no comando do Grupo D, Benim com seis é segundo ,Ruanda em terceiro com cinco, e a Líbia em último, com apenas um ponto .
Além da perda de pontos a Líbia foi condenada a pagar 50 mil dólares o equivalente a pouco mais de três milhões de meticais
O jogo Moçambique vs Mali está agendado para às 18 horas do dia 15 de Novembro, no Estádio Nacional do Zimpeto. O mesmo está inserido na quinta jornada do grupo I de qualificação para o Campeonato Africano das Nações 2025.
Contagem decrescente para o duelo Moçambique – Mali, jogo de extrema importância nas contas de qualificação de acesso ao CAN-2025, no Marrocos.
A Federação Moçambicana de Futebol confirmou que o jogo vai ter lugar no período da noite, tal como havia sugerido o seleccionador nacional, Chiquinho Conde. O duelo será dirigido por uma equipa de arbitragem do Quénia.
Para esta partida, Conde divulgou uma lista de 45 jogadores pré-convocados com destaque para a inclusão de Bruno Wilson, defesa, e os avançados Alcides e Kelvin Neves.
Depois de defrontar o Mali, no Estádio Nacional do Zimpeto, os Mambas terão pela frente a Guiné-Bissau, no dia 19 de Novembro, no Estádio 24 de Setembro, em Bissau.
À entrada da quinta jornada, a selecção nacional de futebol lidera o grupo I com oito pontos, sendo que uma vitória diante do Mali pode ditar a qualificação ao CAN-2025.
Para o confronto contra a Guiné-Bissau, a equipa de arbitragem virá da Nigéria, sendo chefiada por Joseph Ogabor e assistida por Samuel Pwadutam e Tejiri Digbori, com Abubakar Nurudeen no apoio.