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O Porta-voz da Frelimo, Pedro Guiliche, confirmou ao nesta sexta-feira a renúncia da Governadora da província de Gaza, Margarida Mapandzene, ao cargo, mas afasta as especulações de que o acto estaria relacionada a pressões internas. 

Guiliche esclarece que o acto é normal, previsto na legislação moçambicana, e que se enquadra na necessidade da Frelimo de garantir a implementação do manifesto eleitoral do partido, traduzido em acções concretas destinadas a melhorar as condições de vida da população.

Questionado sobre a associação da renúncia ao desvio de donativos destinados às vítimas das cheias, o porta-voz do partido disse não haver relação entre os casos. 

 Afirmo, no entanto, que o compromisso da Frelimo é com a integridade, o combate à corrupção e a concretização das promessas eleitorais, acrescentando que quaisquer suspeitas devem ser provadas pelas instituições competentes.

Para Guiliche, nesta fase, a atenção deve centrar-se na renúncia da governadora e no regular funcionamento das instituições, remetendo eventuais esclarecimentos adicionais para o momento oportuno e para as entidades responsáveis pela investigação de quaisquer alegações.

O que se segue, segundo o porta-voz, é o cumprimento da Lei, seguindo o processo de substituição, sendo que os Governadores provinciais são eleitos no âmbito de listas partidárias e que cabe agora à Assembleia Provincial desencadear os procedimentos necessários para a sua substituição.

O partido sublinha que o foco do Executivo deve manter-se na expansão dos serviços de saúde, da educação, da electrificação, das infra-estruturas rodoviárias e na promoção do desenvolvimento local, através de iniciativas como o Fundo de Desenvolvimento Local (FIDEL), vocacionado para apoiar projectos com potencial de gerar oportunidades de negócio e rendimento.

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No âmbito das celebrações do quinto Centenário do Nascimento de Camões, os Centros de Língua Portuguesa – Camões, instalados na Universidade Pedagógica de Maputo e na Universidade Eduardo Mondlane realizam, sábado, entre as 9h00 e as 10h30, as Olimpíadas Camonianas.

A actividade consiste na realização de uma prova online composta por questões que testam o conhecimento dos concorrentes sobre a vida e a obra de Luís de Camões.

Através da realização das Olimpíadas Camonianas, pretende-se incentivar o conhecimento sobre a vida de Luís de Camões, promover uma postura reflexiva sobre a obra e o legado literário do escritor e desenvolver o gosto pela literatura e pelos estudos literários.

A participação nas Olimpíadas Camonianas está aberta aos estudantes moçambicanos de todos os níveis de ensino, através de uma ligação de acesso à prova disponibilizada pela organização.

Os vencedores receberão prémios monetários e em material bibliográfico num valor total de 18.000,00 meticais, distribuídos pelos primeiros três classificados.

Cultura e Cidadania é a desiganção de uma iniciativa da Fundação MUSIARTE – Conservatório de Música e Arte Dramática, em parceria com Município de Maputo.

Com o patrocínio da Embaixada da Itália em Moçambique, a organização vai inaugurar um mural urbano, na Travessa Tenente Valadim, esta quarta-feira, na capital do país, pintado pelos Orticanoodles, de Milão, e Sebastião Coana, de Maputo.

A inauguração está inserida na celebração da vigésima quarta Semana da Língua Italiana no Mundo. À Embaixada da Itália junta-se a Embaixada da Suíça, nestas celebrações com o Concerto.Li.
O evento coincidirá, igualmente, com a inauguração das novas instalações da MUSIARTE, sita na Travessa Tenente Valadim.

O concerto clássico e moderno contará com a participação de artistas de renome nacionais e estrangeiros, a destacar: Stella Mendonça, Sónia Mocumbi, Amável Pinto, Argentina Luís, Stefano Pagliari, Luis Lanzarini , Jeanette Micklem, Jessica Urte, e Niamh C.O’Neil.

Cultura e Cidadania é uma iniciativa criada em 2023. O objectivo é promover a utilização das artes como veículo para o desenvolvimento social, através da melhoria dos patrimónios culturais e históricos da capital e da organização de eventos culturais que enriqueçam a qualidade de vida dos munícipes.

A iniciativa será implementada em duas fases, nas quais a primeira fase abrange a requalificação da Travessa Tenente Valadim e da Rua da Catembe, e a segunda fase inclui a Rua do Bagamoio e a Rua Ngungunhane, todas na baixa da cidade de Maputo.

A primeira acção de requalificação foi feita na Travessa, Tenente Valadim, que constitui uma das mais antigas vias da então cidade de Lourenço Marques.

Eduardo António Prieto Valadim (Lisboa, 1865 – Niassa, 1890), mais conhecido por Tenente Valadim, que dá nome à travessa, foi um herói das companhias de conquista e pacificação que Portugal desenvolveu nas suas colónias em finais do século XIX.

A travessa contempla até aos dias actuais, edifícios típicos da arquitectura da era colonial, com destaque para a construção clássica colonial datada do ano 1932, onde mais recentemente funcionou como biblioteca do Banco de Moçambique. Através da parceria entre a Fundação MUSIARTE – Conservatório de Música e Arte Dramática e o Banco de Moçambique, este edifício tornou-se, em 2024, as novas instalações do Conservatório MUSIARTE, como parte do seu projecto de expansão.

O mural urbano da Travessa Tenente Valadim, pintado no contexto desta iniciativa, retrata a diversidade artística musical e vem revitalizar uma das mais pitoresca Travessa no coração da cidade de Maputo. Estiveram também envolvidos nesta acção os jovens moradores de rua que vivem na ruína da esquina entre a Rua da Catembe e a Rua Consiglieri Pedroso.

A pintura também contou com o patrocínio da SwissSolar, a Sika, a Tintas CIN e o o Engenheiro Xavier Nhaca.

A Iniciativa Cultura e Cidadania pretende continuar a juntar esforços com todas as entidades situadas na baixa da cidade, quer sejam culturais, económicas, estatais, turísticas, entre outras, para a melhoria das condições das infra-estruturas, do saneamento do meio, segurança e do aspecto visual desta parte da cidade.

Dezenas de partidos políticos foram dissolvidos pela junta militar que governa Guiné-Conacri desde o golpe de Estado de 2022. Outrossim, a junta decidiu supervisionar outros 54 partidos. 

Para organizar o sistema político da Guiné-Conacri, a junta militar que governa o país da África Ocidental, há dois anos, decidiu eliminar, na segunda-feira, quase metade dos partidos políticos.

Com a decisão, 53 partidos foram dissolvidos e outros 54 encontram-se sob vigilância do Governo por três meses, segundo o Ministério da Administração Territorial e Descentralização local.

As medidas foram tomadas com base numa avaliação dos partidos, iniciada em Junho. Os que estão em observação continuam a operar normalmente, porém devem resolver algumas irregularidades.

Entre as irregularidades cometidas pelos partidos em observação consta a não realização do congresso partidário dentro do prazo; o não fornecimento de extractos bancários, entre outras.

Fazem parte dos partidos em observação o Reunião do Povo Guineense, do antigo presidente Alpha Condé, deposto pelos militares e União das Forças Democráticas da Guiné, da oposição.

O ex-coronel Mamadi Doumbouya foi empossado como presidente e promovido ao posto de general e já tem apoio de algumas personalidades locais para as próximas eleições presidenciais.

Refira-se que a junta militar comprometeu-se inicialmente a entregar o poder a civis eleitos até ao final de 2024, mas já deixou claro que não cumprirá esse compromisso.

O Ministério da Saúde Sul africano confirmou, esta segunda-feira, que as seis crianças que perderam a vida no início do mês de Outubro em Soweto após consumirem lanche foram envenenadas.

É o culminar de um trabalho de investigação que durou quase três semanas, e que concluiu que as vítimas foram envenenadas, de acordo com o ministério da saúde local.

Segundo o ministro da Saúde, os alimentos consumidos pelas crianças, continham um grupo de substâncias usadas na agricultura ou em pesticidas, segundo revelaram os exames laboratoriais após o trágico incidente.

“Todas as seis crianças morreram por ingestão de tuberculose. Nas últimas semanas, vários produtos químicos foram apontados como possíveis causas da morte. Alguns foram mesmo encontrados em alguns retalhistas.” Motsoaledi, Ministro da Saúde da África do Sul

Neste momento decorrem trabalhos de investigação dos responsáveis pelo crime que matou seis crianças, após comerem lanche comprado numa loja informal nas proximidades de Johanesburgo

Segundo o ministro, “a venda destas subistâncias ao público continua a ser ilegal, porque também é uma substância perigosa. Neste momento, as amostras que foram recolhidas através de zaragatoas em várias lojas do Soweto foram enviadas para os Serviços do Laboratório Nacional de Saúde e ainda estamos à espera dos resultados”.

Face ao acontecimento, o ministério da saúde sul africana garante que vai endurecer medidas de fiscalização de alimentos  nos mercados formais e informais.

 

A Ordem dos Advogados diz ser grave que a Comissão Nacional de Eleições ignore problemas sérios e determinantes no processo eleitoral, alegando falta de tempo para investigação. Os advogados dizem que a lei abre espaço para a extensão dos prazos de divulgação dos resultados pela CNE.

Num documento a que o jornal O País teve acesso, a Ordem dos Advogados de Moçambique manifesta o seu posicionamento face à divulgação dos resultados eleitorais pela Comissão Nacional de Eleições.

Os advogados criticam a CNE por ter feito o que chamam de “fuga para frente” na divulgação dos resultados das eleições, mesmo reconhecendo que houve incongruências.
“O prazo para a divulgação dos resultados não pode justificar o escamotear da verdade eleitoral. A Comissão Nacional de Eleições não estava, como não está, legalmente obrigada a divulgar resultados, mesmo que estes não sejam credíveis. Nenhum interesse deve prevalecer que não seja a verdade eleitoral, ou seja, a vontade suprema dos eleitores”, diz a Ordem, justificando.

“A ‘fuga para frente’ por parte da Comissão Nacional de Eleições, com fundamento no facto de que o prazo legal de 15 dias vencia a 24 de Outubro de 2024, não procede, uma vez a lei permite a extensão dos prazos procedimentais, caso seja necessário realizar diligências essenciais para sanar e/ou resolver o fundo da questão (irregularidades), como é o caso.”

Por tudo isto, a Ordem dos Advogados entende que não há outro caminho ao Conselho Constitucional que não seja:

Devolver a Acta de Centralização Nacional e do Apuramento Geral dos Resultados à Comissão Nacional de Eleições, instruindo-a a investigar e esclarecer, dentro de um certo período, os problemas de fundo que ela própria reconhece existirem, com destaque para a discrepância de números;

Uma vez recebido, da Comissão Nacional de Eleições, o relatório da investigação a que fazemos menção acima, o Conselho Constitucional deve iniciar o processo de análise e discussão global do processo, desta vez em sessão pública, que possa contar, pelo menos, com a presença dos mandatários dos candidatos presidenciais e dos partidos políticos, além da comunicação social e de observadores nacionais e internacionais;

Concomitantemente, mandar publicar todos os editais produzidos em todas as mesas de votação ao nível nacional;

A Ordem acrescenta que, não sendo possível seguir por este caminho, o Conselho Constitucional deve mandar proceder à recontagem dos votos ao nível nacional e afixarem-se os respectivos editais.

De contrário, alerta a Ordem dos Advogados, “devem assumir todas as responsabilidades que decorrerem da instabilidade social, derivada deste processo eleitoral. A responsabilidade do Conselho Constitucional nunca se fez tão pesada como é hoje”.

Por tudo isto, a Ordem dos Advogados de Moçambique entende que não há outro caminho ao Conselho Constitucional que não seja:“Devolver a Acta de Centralização Nacional e do Apuramento Geral dos Resultados à Comissão Nacional de Eleições, instruindo-a a investigar e esclarecer, dentro de um certo período, os problemas de fundo que ela própria reconhece existirem, com destaque para a discrepância de números”.

“Uma vez recebido, da Comissão Nacional de Eleições, continua o documento, o relatório da investigação a que fazemos menção acima, o Conselho Constitucional deve iniciar o processo de análise e discussão global do processo, desta vez em sessão pública, que possa contar, pelo menos, com a presença dos mandatários dos candidatos presidenciais e dos partidos políticos, além da comunicação social e de observadores nacionais e internacionais;Concomitantemente, mandar publicar todos os editais produzidos em todas as mesas de votação ao nível nacional”, lê-se. 

A Ordem acrescenta que não sendo possível seguir por este caminho, o Conselho Constitucional deve mandar proceder à recontagem dos votos ao nível nacional e afixarem-se os respectivos editais.

Do contrário, alerta que “devem assumir todas as responsabilidades que decorrerem da instabilidade social, derivada deste processo eleitoral. A responsabilidade do Conselho Constitucional nunca se fez tão pesada como é  hoje”.

Mais de 330 mil pessoas poderão sofrer efeitos combinados de eventos climáticos extremos nos próximos meses, na província de Gaza. Para a época chuvosa em curso, prevê-se a ocorrência de três cenários, caracterizados por cheias, inundações, ciclones e seca, que podem fustigar os distritos costeiros do interior e atravessados pela bacia do Limpopo.

“Há previsão de ocorrência de chuvas com tendência para acima do normal em toda a província, de Outubro de 2024 a Março de 2025”, explicou o porta-voz do Instituto Nacional de Gestão e Redução de Risco de Desastres em Gaza.

Prevê-se que cerca de 330 mil pessoas sejam afectadas em toda a Província “representando cerca de 22%, de um total de 1 445 896 habitantes, de acordo com projecção de 2020 (INE), contra 21 % da época Chuvosa 2023-2024”, disse Bonifácio Cardoso.

Caso se concretize a previsão climática para época chuvosa 2024-2025, intempéries poderão destruir 425 escolas, 17 unidades sanitárias e 10 vias de acesso, em Massangena, Chigubo, Chókwe, Chicualacuala, Mabalane, Mapai, Chibuto, Mandlakazi, Massingir, Bilene, Chongoene e Xai-Xai.

O INGD necessita de 34 milhões para acções de emergências, derivadas de desastres projectadas para os três cenários.“A província necessita de um total de 9 436 toneladas de produtos diversos para assistir 136 747 pessoas”, disse o responsável. 

O Secretário de Estado em Gaza quer acções sectoriais coordenadas face ao iminente risco de inundações e cheias, de modo, a evitar a perda de vidas humanas e, a destruição de infraestruturas socioeconómicas.

“Temos que evitar o sectorismo, porque no fim de todos nossos trabalhos quem se beneficia é a nossa população. Devemos nos unir, de modo, a que nossas acções tenham impacto positivo nas pessoas que servimos”, disse Lourenço Lindonde.

 Em Gaza, estão em prontidão 280 comités de gestão e redução do risco de desastres.

A União Desportiva de Songo chegou à liderança do Moçambola 2024, pela primeira vez, graças à vitória diante do Ferroviário de Maputo por uma bola sem resposta. Os “hidroeléctricos” destronam o Costa do Sol, que foi líder nas duas jornadas anteriores, e a Black Bulls, que tinha reassumido a liderança por apenas 24 horas.

Moçambola ao rubro na ponta final da competição, com uma jornada inteira em que teve três líderes, com a União Desportiva de Songo a ser o último deles. Os “hidroeléctricos” chegam ao topo do campeonato nacional de futebol pela primeira vez em 2024, graças à vitória tangencial diante do Ferroviário de Maputo, no encerramento da 20ª jornada.

O único golo da partida foi apontado por Lau King, no final da primeira parte, aos 45+1, numa jogada de combinação dos “hidroeléctricos”, com John Banda a assistir para uma recepção perfeita e remate rasteiro, sem hipóteses para Guirrugo.

Lau King voltou a marcar no Moçambola quase seis meses depois (concretamente cinco meses e 18 dias), depois de ter abanado as redes pela última vez a 10 de Maio, na vitória dos “hidroeléctricos” diante do Baía de Pemba por 2-0. O avançado de Songo apontou o seu terceiro golo na época depois de ter marcado, também, no empate a dois golos diante do Costa do Sol, em Maputo.

A União Desportiva de Songo foi a equipa que mais vezes procurou o golo, encontrando a boa oposição de José Guirrugo, guarda-redes “locomotiva”, que evitou de todas as formas que o resultado fosse ainda mais dilatado.

Ficaram os três pontos em Songo, com a turma local a assumir a liderança do Moçambola pela primeira vez nesta temporada, com 43 pontos.

 

Black Bulls ficou líder por 24 horas

A Black Bulls, por seu turno, chegou a reassumir a liderança do Moçambola, quando foi a Nacala derrotar o Desportivo local por 0-3, no domingo. Foi um reassumir provisório, depois de ter ficado no topo por muitas jornadas, nomeadamente desde a segunda jornada até à 17ª, quando o Costa do Sol “assaltou”, beneficiando dos jogos em atraso que os “touros” tinham na prova.

Dois golos de Kadre, um deles de grande penalidade, e outro de Ejaita, deram a vitória dos “touros” num terreno sempre difícil, a alimentar as possibilidades de conquista do título por parte da turma de Tchumene.

Aliás, para além da vitória e dos três golos, a Black Bulls viu Kadre assumir a lista dos melhores marcadores do Moçambola, com os mesmos 12 pontos de Elias Macamo, curiosamente do Desportivo de Nacala, que não defrontou os “touros” devido a castigo de acumulação de amarelos.

No domingo, a Black Bulls tinha aproveitado o empate do Costa do Sol, na sexta-feira, diante do Ferroviário de Nampula, para chegar à liderança da prova, que acabou por perder para a União Desportiva de Songo, esta segunda-feira.

O Costa do Sol acaba por ser o maior perdedor da jornada, uma vez que o nulo caseiro diante dos “locomotivas” de Nampula pode ter comprometido as aspirações da conquista do título, uma vez que agora está a dois pontos do líder, União Desportiva de Songo, quando faltam duas jornadas para o fim.

Ainda assim, a luta pelo título continua fechada às três equipas que estão no topo, com a União Desportiva de Songo a somar 43 pontos, mais um que a Black Bulls, que tem 42 e menos um jogo por disputar esta quarta-feira, em Pemba, diante do Baía, e o Costa do Sol, terceiro classificado, com 41 pontos.

 

Ferroviário de Maputo perdeu, mas manteve o quarto lugar

Na luta pelo “top 5” do Moçambola, o Ferroviário de Maputo continua firme na quarta posição, apesar da derrota em Songo. Os “locomotivas” de Maputo continuam com 26 pontos e aproveitaram-se dos maus resultados dos seus directos perseguidores.

O Ferroviário da Beira, que estava na quinta posição, perdeu na deslocação a Lichinga, diante do seu homónimo local, por 3-0, e caiu uma posição, passando para a sexta, com os mesmos 24 pontos, tendo-se deixado ultrapassar pelo Ferroviário de Nampula, que veio a Maputo “roubar” um ponto ao Costa do Sol.

A Associação Desportiva de Vilankulo, que também podia ultrapassar o Ferroviário de Maputo, foi a Soalpo empatar sem abertura de contagem diante do Textáfrica do Chimoio, e o Desportivo de Nacala perdeu em casa ante a Black Bulls.

Quem conseguiu aproximar-se do grupo mediano e que luta para terminar na quarta e quinta posições, para fechar o “top 5”, é o Ferroviário de Lichinga, que, depois de vencer o homónimo da Beira, chegou aos 23 pontos, na nona posição. Aliás, os “locomotivas” de Lichinga fecham o grupo de equipas que garantiram a manutenção no Moçambola.

 

Luta pela manutenção será quente até ao fim

No que à manutenção diz respeito, destaque para três equipas que ainda sonham com a participação no Moçambola 2025. O Baía de Pemba é, das três, a que mais possibilidades tem de se manter, uma vez que, com a vitória diante do Brera Tchumene FC, por duas bolas sem resposta, passou a somar 21 pontos, a um empate da manutenção.

Os “baianos” têm ainda um jogo por disputar, em atraso, esta quarta-feira, diante da Black Bulls, em Pemba.

Já o Textáfrica de Chimoio acordou do pesadelo e agora tem um sonho de esperança, depois de empatar com Associação Desportiva de Vilankulo, sem abertura de contagem, a aproveitar ainda a derrota do Brera para alcançar a equipa de Tchumene na pontuação.

Assim, Brera Tchumene e Textáfrica de Chimoio estão empatados na cauda com 15 pontos, a duas jornadas do fim da competição, numa ponta final frenética para se saber quem vai manter-se na prova e quem vai descer para a “segundona”.

RESULTADOS DA 20ª JORNADA DO MOÇAMBOLA 2024
Costa do Sol 0-0 Ferroviário de Nampula
Textáfrica Chimoio 0-0 Ass. Desportiva de Vilankulo
Ferroviário Lichinga 3-0 Ferroviário da Beira
Desportivo de Nacala 0-3 Ass. Black Bulls
Baia de Pemba FC 2-0 Brera Tchumene
UD de Songo — Ferroviário Maputo

CLASSIFICAÇÃO DO MOÇAMBOLA 2024
EQUIPA J V E D GM:GS P
1. Uniao Desportiva Songo 20 12 7 1 28:12 43
2. Black Bulls 19 12 6 1 41:21 42
3. Costa do Sol 20 12 5 3 32:17 41
4. Ferroviário Maputo 20 7 5 8 16:16 26
5. Ferroviário de Nampula 20 6 6 8 19:20 24
6. Ferroviário da Beira 20 6 6 8 14:17 24
7. Ass. Desportiva Vilankulo 20 6 6 8 18:24 24
8. Desportivo de Nacala 20 6 6 8 25:32 24
9. Ferroviário de Lichinga 20 5 8 7 22:24 23
10. Baia de Pemba FC 19 5 6 8 13:21 21
11. Brera Tchumene 20 3 6 11 18:24 15
12. Textáfrica Chimoio 20 4 3 13 19:37 15

Uma vez mais, o piloto internacional moçambicano, Rodrigo Almeida, voltou a deixar a sua marca em evento de automobilismo de referência mundial. Almeida fechou, com efeito, a sua participação na edição 2024 do Porsche Carrera Cup Asia na posição cinco com um total de 188 pontos ao cabo de sete rondas, num certame que foi dominado por Alessandro Ghiretti, da França, com 308.

Na 14ª e 15ª rondas, realizadas entre 25 e 27 de Outubro, no “Shanghai International Circuit”, na China, Almeida terminou na posição 6 na corrida 2. Nas qualificações, no sábado, conseguiu colocar-se, igualmente, na mesma sexta posição.

Na sua estreia na prova, em Abril, Almeida, ao volante do Porsche 911 GT3 CUP, fez duas grandes corridas em Shangai, na China, alcançando um 5º lugar honroso conquistado na geral com 26 pontos.

Destaque, ainda, ao longo da sua prestação, para o facto de o internacional piloto do país ter terminado na 5.ª posição a sua participação na segunda corrida realizada no Buriram International Circuit, na Tailândia.

Mesmo diante de temperaturas elevadas e um nível de humidade alto, Rodrigo Almeida começou a sua participação na prova com dois treinos livres, em que teve o privilégio de entrar no “pace” do top 5.

Na corrida 1, Almeida até iniciou muito bem, ao arrancar em 7.° lugar, e conseguiu acabar em 6.° com um “flat spot” provocado por um erro no pneu direito da frente, tendo sido forçado a gerir a situação até ao fim da corrida.

Já a “Q2” (segunda qualificação) correu de feição com o talentoso piloto que arrancou em 5.° lugar, mas, durante a volta 1, sofreu um toque que o fez perder três posições. Durante a corrida, e com boa resposta, Rodrigo Almeida recuperou o 5.° lugar e acabou assim a mesma.

No global, o piloto moçambicano amealhou pontos para o campeonato que o fizeram subir uma posição, sendo que, neste momento, se encontra em 4.° lugar. Porém, o melhor ainda estava por vir. À passagem da ronda 9 da Porsche Carrera Cup Asia, veio a confirmação do potencial de Rodrigo Almeida com a consumação do seu primeiro pódio na prestigiada prova de “endurance” chancelada pela Federação Internacional de Automobilismo (FIA). Num dia de grande inspiração e aceleração ao volante do Porsche 911 GT3 CUP, no Circuito Internacional de Sepang, Almeida terminou a prova em terceiro lugar pela Team Porsche New Zealand e R&B Racing.

A PRM abriu um processo-crime contra Venâncio Mondlane e o PODEMOS, acusados de incitar à violência que culminou com o saque e incêndio ao posto policial de Chalaua, em Nampula.

A informação foi revelada, esta segunda-feira, pelo porta-voz do Comando-Geral da PRM, Orlando Mudumane, que afirma que as acções de Mondlane e PODEMOS mudaram, de certa maneira, a tranquilidade no país.

Aliado a isto, o Comando-Geral da PRM exige que o candidato presidencial e o seu partido devolvam a arma do tipo AK-47, supostamente arrancada das mãos de agentes no distrito de Chalauala na tarde de domingo.

Durante a incursão, um agente perdeu a vida e 21 agentes ficaram feridos.

O Comando-Geral da PRM diz estar preocupado com a onda de perseguição contra agentes da polícia por parte da comunidade.

 

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