O Porta-voz da Frelimo, Pedro Guiliche, confirmou ao nesta sexta-feira a renúncia da Governadora da província de Gaza, Margarida Mapandzene, ao cargo, mas afasta as especulações de que o acto estaria relacionada a pressões internas.
Guiliche esclarece que o acto é normal, previsto na legislação moçambicana, e que se enquadra na necessidade da Frelimo de garantir a implementação do manifesto eleitoral do partido, traduzido em acções concretas destinadas a melhorar as condições de vida da população.
Questionado sobre a associação da renúncia ao desvio de donativos destinados às vítimas das cheias, o porta-voz do partido disse não haver relação entre os casos.
Afirmo, no entanto, que o compromisso da Frelimo é com a integridade, o combate à corrupção e a concretização das promessas eleitorais, acrescentando que quaisquer suspeitas devem ser provadas pelas instituições competentes.
Para Guiliche, nesta fase, a atenção deve centrar-se na renúncia da governadora e no regular funcionamento das instituições, remetendo eventuais esclarecimentos adicionais para o momento oportuno e para as entidades responsáveis pela investigação de quaisquer alegações.
O que se segue, segundo o porta-voz, é o cumprimento da Lei, seguindo o processo de substituição, sendo que os Governadores provinciais são eleitos no âmbito de listas partidárias e que cabe agora à Assembleia Provincial desencadear os procedimentos necessários para a sua substituição.
O partido sublinha que o foco do Executivo deve manter-se na expansão dos serviços de saúde, da educação, da electrificação, das infra-estruturas rodoviárias e na promoção do desenvolvimento local, através de iniciativas como o Fundo de Desenvolvimento Local (FIDEL), vocacionado para apoiar projectos com potencial de gerar oportunidades de negócio e rendimento.
A artista plástica moçambicana, Fauziya Fliege, actualmente a residir em Gana, participa na terceira edição da exposição “Women in Art”, cujo tema é “Encontre sua voz”.
O evento, que ocorre desde quinta-feira (24) e prolonga-se até 1 de Dezembro, reúne 20 artistas femininas e representa um importante espaço para a expressão e a celebração da diversidade de vozes femininas na arte.
O tema “Encontre sua voz” é um chamado para que as mulheres artistas reivindiquem o seu espaço em um campo historicamente dominado por homens. A exposição, por outro lado, encoraja os participantes a libertarem-se de estereótipos e limitações, promovendo a auto-expressão e a autenticidade em suas obras.
Fauziya Fliege, com as suas três obras – “As palhotas”, “Green maze” (labirinto verde) e “Hold together” (mantenham-se juntos) – exemplifica essa busca por voz e identidade. Utilizando a técnica acrílica e aquarela, as suas criações reflectem não apenas a sua herança moçambicana, mas também as suas experiências e perspectivas únicas como mulher artista.
Em Gana, o Centro de Mulheres nas Artes desempenha um papel crucial na promoção da equidade de género na comunidade artística. O centro oferece plataformas para que artistas femininas se conectem, colaborem e compartilhem as suas obras. Essa abordagem, não apenas empodera os artistas, mas também educa o público sobre a importância da diversidade de género nas artes. Ao criar um espaço seguro e acolhedor, o centro ajuda a cultivar um ambiente onde as vozes femininas podem ser ouvidas e valorizadas.
De acordo com a artista, exposições como “Women in Art” podem inspirar futuras gerações de artistas femininas ao proporcionar modelos de sucesso e visibilidade para o trabalho de mulheres artistas. Essas exposições celebram a diversidade de talentos e estilos, mostrando que há espaço para a criatividade feminina em todas as suas formas. Além disso, ao destacar as histórias e desafios enfrentados por essas artistas, as exposições podem motivar jovens mulheres a perseguirem suas paixões artísticas e a expressarem-se de maneira autêntica”.
Os Estados Unidos da América vão às eleições daqui a menos de uma semana, já na terça-feira. Em mais uma actividade de campanha, a candidata democrata, Kamala Harris, disse ser este o tempo de uma nova geração liderar os EUA. Já o republicano Donald Trump diz estar focado na salvação do país face à campanha de ódio e destruição dos democratas.
Há uma semana das eleições presidenciais nos Estados Unidos da América, continuam sonantes os discursos dos dois candidatos que disputam a Casa Branca.
A candidata democrata, Kamala Harris, diz que se aproxima a oportunidade dos americanos tomarem uma decisão que vai impactar directamente nas suas vidas.
“Daqui há uma semana, vocês terão a chance de tomar uma decisão que vai impactar directamente as vossas vidas, a vida das vossas famílias e o futuro deste país que amamos”, disse Kamala Harris.
Num discurso realizado em Washington, a também vice-presidente dos EUA acusou o candidato republicano, Donald Trump, de ter a pretensão de usar as forças de defesa norte-americanas contra os próprios cidadãos e destacou ser o tempo de uma nova geração de liderança.
“Donald Trump pretende usar os militares dos EUA contra os cidadãos americanos que simplesmente discordam dele. Americanos, este não é o candidato à presidência que pensa em melhorar as vossas vidas. É alguém que é instável e obcecado pela vingança. Não é o que somos, é o tempo de uma nova geração de liderança na América”, continuou.
Já o candidato republicano, Donald Trump, que fez o seu discurso de campanha em Mar-a-Lago, na Flórida, disse estar a trabalhar em um plano para a salvação do país.
“Estou a seguir um plano para salvar a América e estarei a salvar (o país) da incrível destruição que tem sido causada por Joe Biden e Kamala”.
Trump acusou ainda a sua concorrente, Kamala Harris, de seguir uma campanha de imoralização no que chamou de verdadeiro tipo de campanha de destruição.
“Ela segue uma campanha de imoralização e, na verdade, uma campanha de destruição. Mas, na verdade, talvez mais do que qualquer coisa, é uma campanha de ódio. É uma campanha de ódio absoluto”, disse.
Esses fazem parte dos últimos argumentos dos concorrentes para ocupar a posição de 47º presidente dos Estados Unidos da América.
As Nações Unidas denunciam violações sexuais colectivas no Sudão, na sequência da guerra civil que se vive no país. Um relatório da Organização diz que a violência tem sido usada como um meio de aterrorizar e punir civis.
O presidente de uma missão de investigação das Nações Unidas, Mohamed Chande Othman, revelou, esta terça-feira, que a escalada de violência sexual cometida no Sudão é assombrosa, num contexto em que o país se encontra em guerra, desde Abril de 2023, entre o exército sudanês (SAF), sob o comando do governante de facto do país, Abdel Fattah al-Burhan, e as Forças de Apoio Rápido (RSF) paramilitares, lideradas por seu ex vice-presidente Mohamed Hamdan Daglo.
Mohamed Chande acusa especialmente os paramilitares de cometer tais actos. Além de violações sexuais, há também relatos de sequestros, sobretudo de mulheres. A guerra no Sudão tem dificultado o acesso à ajuda humanitária.
A guerra no Sudão desencadeou uma das piores crises humanitárias do mundo. Mais de 25 milhões de pessoas estão a enfrentar a fome aguda. O exército sudanes e as Forças de Apoio Rápido cometeram violações em larga escala dos direitos humanos e do direito internacional humanitário, muitas das quais podem constituir crimes de guerra e/ou crimes contra a humanidade, concluiu a missão.
A Federação Moçambicana de Voleibol (FMV) cancelou a realização do campeonato nacional da modalidade, prova que estava agendada para a cidade da Beira, entre os dias 3 e 9 do próximo mês.
A província de Sofala voltaria a acolher nacionais de voleibol 12 anos depois. A prova contaria com a presença de 23 equipas, ds quais 12 masculinas e 10 em femininos.
A FMV decidiu cancelar a realização da competição. Esse facto, deve-se ao anúncio de manifestações para os próximos dias. Segundo o secretário-geral do organismo que gere o voleibol moçambicano, Pelágio Pascoal, não há condições para a deslocação das esquipas para o local da competição.
O anúncio do cancelamento acontece numa altura em que já estavam criadas todas as condições para o arranque da prova. Assim, a FMV equaciona a possibilidade de realizar a competição em Janeiro do próximo ano.
Entretanto, três equipas com destaque para a Académica, campeã africana em título, preparam-se para representar o país na taça do clubes, prova que irá decorrer em Dezembro, no Botswana.
O Ministro do Interior diz estar preocupado com o ressurgimento dos raptos no país. Pascoal Ronda garante que os autores deste tipo de crime serão encontrados e responsabilizados.
Houve mais um rapto no centro da Cidade de Maputo. A vítima é o empresário Ernesto Amaral Fonseca, sócio administrador da Tecno Control, Lda, uma empresa do ramo de informática e eletricidade. A polícia confirmou o crime e disse estar a trabalhar para esclarecer o crime.
Em uma conferência de imprensa convocada pelo Ministério do Interior, na terça-feira, com o objectivo de dar o ponto de situação sobre alguns assuntos abordados na sessão do Conselho de Ministros, o Ministro do Interior, Pascoal Ronda, disse que já há muito tempo que o país não apresentava casos de rapto e garantiu que os autores destes crimes serão responsabilizados.
Pascoal Ronda fez menção ao caso de sequestro que ocorreu alguns minutos antes da conferência de imprensa, avançando que já há mandantes dos raptos e que já estão a ser responsabilizados.
“É preocupante e já tínhamos estado a respirar um ar puro, já vão bons dias em que não havia raptos, e vem acontecer este. Assim que soubemos do rapto foram acionados os serviços de investigação criminal, para podermos esclarecer este caso e encontrar os responsáveis por este crime hediondo”, disse Ronda.
“Normalmente, nos últimos tempos, como repararam, muitos casos foram esclarecidos. Investimos bastante na entrega dos nossos agentes no trabalho de investigação, que foram buscar aqueles que eram mandantes e que são os autores morais e os agentes, que são autores materiais. Para este caso tudo está sendo feito para o seu esclarecimento. É esta a aposta do SERNIC e da PRM e outras instituições relevantes”, acrescentou.
Quanto às manifestações que ocorreram ou que ocorrem no país, o ministro do interior apontou o candidato presidencial Venâncio Mondlane como o autor moral das mesmas.
“Venâncio Mondlane é o autor moral das manifestações, ele é que move com isto, ele não está aqui agora, está na África do sul, mas comanda, usa as redes sociais em que nós como usuários dessas redes sociais não devíamos permitir isso, porque manipula a opinião pública e causa destruições. Há muita família que está a chorar pelos danos que são causados, pessoas são arrastadas a participar disso, mas depois mais tarde é que se arrependem disso, isto não pode”.
O ministro do Interior disse que o governo desencoraja a participação em manifestações e manifestou solidariedade para com as vítimas das manifestações populares que ocorreram um pouco por todo país.
No distrito de Jangamo, província de Inhambane, seis pessoas perderam a vida e outras ficaram feridas em consequência de três acidentes de viação. Todos os sinistros envolviam viaturas de transporte de passageiros.
O primeiro acidente ocorreu na tarde de segunda-feira, envolvendo uma viatura de transporte de passageiros, e morreram duas pessoas.
Na madrugada desta terça-feira, uma viatura, também de transporte de passageiros, estava estacionada, quando foi colhida por um camião, e morreram três pessoas.
Três horas depois, registou-se o terceiro acidente, que tirou a vida de uma pessoa.
As vítimas foram todas levadas ao Hospital Distrital de Jangamo, que confirma a morte de um total de seis pessoas.
A distância entre os locais em que ocorreram os acidentes é de apenas um quilómetro.
O Conselho Anglicano de Moçambique condena o assassinato de Elvino Dias e Paulo Guambe. Sobre as manifestações decorrentes das contestações dos resultados eleitorais, os anglicanos apelam para o diálogo por parte dos líderes políticos.
O assassinato de Elvino Dias e Paulo Guambe continua a levantar vozes de repúdio e condenação. Através de um comunicado, a Comunidade dos Bispos do Conselho Anglicano de Moçambique também expressou a sua preocupação.
“O Conselho Anglicano de Moçambique tem estado a acompanhar com muita apreensão e oração os acontecimentos recentes do nosso país. O mais triste é que não são aqueles que nos colonizaram que matam os moçambicanos, hoje, mas matamo-nos entre irmãos, entre compatriotas, entre moçambicanos, só por causa das opiniões diferentes. Tudo isto acontece quando ainda choramos pelas vidas dos nossos irmãos e irmãs que morreram em Cabo Deldago, por causa do terrorismo. Queremos lembrar-vos de que a dor pela perda dessas almas inocentes ainda não se curou”, diz o Conselho Anglicano de Moçambique que pediu ainda um basta a este tipo de problemas.
“Choca-nos e preocupa-nos o contínuo derramamento de sangue desde o barbárico assassinato de Elvino Dias e Paulo Guambe e outros assassinatos subsequentes e ferimentos causados por balas e outros instrumentos. A este cenário chocante dizemos, basta agora mesmo.”
Os bispos do Conselho Anglicano de Moçambique estão, também, preocupados com as manifestações registadas após o processo eleitoral, por isso apelam: “para que se desenvolva um diálogo sincero e honesto envolvendo os líderes políticos para resolver os diferendos para uma transição pacífica do ciclo de governação; as instituições de Justiça e de gestão eleitoral para escutarem as preocupações dos que reclamam; não haja uso da violência seja em palavras ou armas de fogo para a resolução de diferendos políticos”.
Um jovem de 23 anos foi morto a tiro pela polícia, na noite da última sexta-feira, no calor das manifestações, no bairro T3, município da Matola.
Segundo testemunhas, Sílvio José, também conhecido por Bacanias, estava a confraternizar com amigos, numa barraca, quando, no meio da perseguição com manifestantes, três dos quatro agentes não fardados, que lá estavam, dispararam para o alto.
Os três passaram e continuaram a correr, mas o quarto, que tinha “arma nas costas e não estava a disparar”, de repente disparou a uma distância de 20 metros e atingiu a cabeça de Bacanias.
“Quando isso aconteceu, não imaginámos que fosse algo grave, pensámos que fossem aqueles tiros dados para o alto, mas depois vimos que não, ele estava no chão. Fugi porque estava traumatizado, mas, quando voltei, vi o agente aproximar, chutou, percebeu que não se mexia e disse “matámos uma pessoa aqui”, depois entrou no carro e foi embora”, contou um amigo, na condição de anonimato.
Depois disso, com partes da cabeça espalhadas pelo chão, o corpo de Bacanias foi levado ao hospital.
Para seu primo, Armando Chichava, que segurava o atestado de óbito, a acção da polícia foi propositada.
“Aquilo foi queima-roupa, não foi bala perdida. A nossa questão é porque é que isso aconteceu, o que ele fez de tão grave para merecer isso? Será que tirarem a vida dele justifica essa atitude!?”, questinou Armando.
Depois do sucedido, familiares e testemunhas foram à esquadra, apresentaram o caso e a foto do polícia acusado de ter feito o disparo e lá tiveram a confirmação de que, de facto, se tratava de um agente afecto àquela unidade, mas que nada podia ser feito.
De lá a esta parte, o primo, Armando Chichava, explica que ninguém se aproximou para prestar algum apoio ou para explicar que “crime” Bacanias cometeu, e por isso a família exige justiça.
O funeral foi realizado esta terça-feira, num cemitério no Município da Matola, que esteve cheio. Além de hinos fúnebres, cantava-se pelo pedido de justiça e clamava-se pela democracia no país.
Além de Bacanias, naquela sexta-feira, no bairro T3, a polícia fez outras vítimas, como é o caso de um jovem, amigo do malogrado, atingido nas costas por gás lacrimogéneo.
A Inspecção Nacional de Actividades Económicas (INAE) desmantelou, esta terça-feira, em Chicumbane, distrito de Limpopo, província de Gaza, uma fábrica clandestina que se dedicava ao processamento de alumínio, cujos proprietários são cidadãos de origem chinesa.
Há dois anos que a fábrica de capitais chineses operava de forma clandestina a escassos metros da Estrada Nacional Número 1, em Chicumbane, no distrito de Limpopo.
A fábrica não tinha nenhuma documentação e funcionava num local discreto.
À volta do mesmo estabelecimento, constam diversas infracções.
Houve uma tentativa frustrada de inviabilizar o encerramento do estabelecimento.
Entretanto, a empresa não reconhece as irregularidades imputadas e diz que vai recorrer às instâncias superiores.
Foram contabilizados, no local, diversas máquinas de ponta de processamento de alumínio. A questão que prevalece é: quem teria, então, autorizado a empresa a operar em Chicumbane?