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O Porta-voz da Frelimo, Pedro Guiliche, confirmou ao nesta sexta-feira a renúncia da Governadora da província de Gaza, Margarida Mapandzene, ao cargo, mas afasta as especulações de que o acto estaria relacionada a pressões internas. 

Guiliche esclarece que o acto é normal, previsto na legislação moçambicana, e que se enquadra na necessidade da Frelimo de garantir a implementação do manifesto eleitoral do partido, traduzido em acções concretas destinadas a melhorar as condições de vida da população.

Questionado sobre a associação da renúncia ao desvio de donativos destinados às vítimas das cheias, o porta-voz do partido disse não haver relação entre os casos. 

 Afirmo, no entanto, que o compromisso da Frelimo é com a integridade, o combate à corrupção e a concretização das promessas eleitorais, acrescentando que quaisquer suspeitas devem ser provadas pelas instituições competentes.

Para Guiliche, nesta fase, a atenção deve centrar-se na renúncia da governadora e no regular funcionamento das instituições, remetendo eventuais esclarecimentos adicionais para o momento oportuno e para as entidades responsáveis pela investigação de quaisquer alegações.

O que se segue, segundo o porta-voz, é o cumprimento da Lei, seguindo o processo de substituição, sendo que os Governadores provinciais são eleitos no âmbito de listas partidárias e que cabe agora à Assembleia Provincial desencadear os procedimentos necessários para a sua substituição.

O partido sublinha que o foco do Executivo deve manter-se na expansão dos serviços de saúde, da educação, da electrificação, das infra-estruturas rodoviárias e na promoção do desenvolvimento local, através de iniciativas como o Fundo de Desenvolvimento Local (FIDEL), vocacionado para apoiar projectos com potencial de gerar oportunidades de negócio e rendimento.

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O Governo entende que a continuidade das manifestações pode levar o país a um declínio e pede ao sector privado que mantenha as actividades comerciais em funcionamento. Em uma reunião havida esta quarta-feira, o governo garante disponibilidade de combustíveis e produtos de primeira necessidade.

O Executivo e o sector privado sentaram-se à mesma mesa para encontrar soluções para mitigar o impacto económico e social das manifestações que têm sido desencadeadas em contestação dos resultados eleitorais.

A paralisação de actividades e diversos sectores já gerou perdas económicas estimadas em mais de 1,4 mil milhões meticais, um cenário que assusta o governo.

O Ministro da Indústria e Comércio, Silvino Moreno, alerta que o país é pobre e a vandalização de bens públicos e privados pode agravar a situação de precariedade.

A vandalização de bens gerou perdas em cerca de 33 estabelecimentos comerciais, o que significa mais de três mil milhões de meticais perdidos e 1.200 postos de emprego prejudicados. Por isso, fez saber o Presidente da CTA, Agostinho Vuma, o quadro não é favorável para os os empresários.

O Governo garante que vai criar condições de segurança de pessoas e bens enquanto a ameaça à ordem pública persistir, bem como a disponibilidade de combustíveis e produtos de primeira necessidade.

A Embaixada da Itália em Maputo e o Ntsindya – Centro Cultural Municipal, em colaboração com o Centro Cultural Franco-Moçambicano (CCFM), vão apresentar, pela primeira vez em Moçambique, o deslumbrante espectáculo de circo contemporâneo “Love”.

O espectáculo “Love” é da companhia ítalo-francesa Circo Zoé, e a apresentação terá início às 20 horas desta sexta-feira, na Sala Grande do Centro Cultural Franco-Moçambicano.

Segundo um comunicado de imprensa, “Love” convida o público a embarcar numa viagem visual e emocional, onde um grupo de viajantes explora as profundezas da conexão humana e o verdadeiro significado das suas vidas.

Com uma fusão hipnotizante de dança, acrobacias e movimentos aéreos, os artistas expressam sentimentos de solidão e a alegria dos reencontros.

O espectáculo é enriquecido por um repertório de músicas antigas, que dá vida a histórias carregadas de drama e humor.

 

Oito horas e 15 minutos, já atrasado, o barco “KaNyaca” partiu da ponte cais, na cidade de Maputo, rumo à Ilha de Inhaca, a 32 quilómetros do centro da capital.

A bordo da embarcação, pelo menos 100 passageiros seguiam viagem, entre eles turistas, pessoas que seguiam para um funeral, mas grande parte eram residentes da ilha. 

Viagem tranquila, tempo bom e o céu azul  a casar com o verde esmeralda do mar. A conversa fluía e, duas horas depois, cerca das 10h30, “KaNyaca” atracava nas águas que circundam a ilha, mas no meio do mar. 

Segundos depois, duas embarcações, mas pequenas aproximam, em simultâneo, os passageiros tiram os sapatos, dobram as calças e algumas mulheres substituem as que traziam e amarram a cintura  capulana. 

Numa escada ajeitada, um a um desce, mas com cuidado para não cair, entram nos “barquinhos” que três minutos depois chegam à praia. Ali, as pessoas descem, mas porque a maré não está alta, as mesmas caminham por mais uns 20 metros dentro da água até chegar a terra firme.

Tudo isto acontece porque, em Inhaca, não há uma ponte cais que facilite o embarque e desembarque de pessoas e bens, ou seja, entrar e sair da Ilha  tem sido um martírio nos últimos anos. 

Em conversa com Maria Chalala, uma idosa residente na ilha, a mesma  contou ao “O País” que tem sido um sofrimento. Segundo a fonte,  as pequenas embarcações custam 25 meticais por viagem, e para o seu caso, que mal consegue se sustentar, esse dinheiro é muito, pois, depois, tem ainda que comprar o bilhete de 280 para a viagem no ferryboat. 

Se Maria Chalala reclama dos 25 meticais, André Sebastião, nem tem forças para o fazer, é que ele tem uma mercearia, adquire seus produtos na Cidade de Maputo para revender lá. 

“Por exemplo, a minha carga geralmente ocupa todo barco, às vezes pago 600, mas quando é muita e dependendo das voltas que fazemos, chegamos a pagar três ou quatro mil meticais”, explicou André, residente em Inhaca.

Outra preocupação é o tempo que se leva para desembarcar. O barco, que chegou  às 10h30,  duas horas e meia depois,  ainda continuava o processo de descarregamento. Os últimos a sair eram os passageiros que tinham carga, tal como  Henriques Ricardo. 

“Hoje fui o último a descer. São 13h03 e  só agora consegui. Noutros dias, levo uma hora e meia e outros duas”, contou. 

A falta da ponte-cais afecta também o turismo. Alí Zito, que é guia turístico, lamenta o facto de muitos turistas, já não irem a Inhaca, pela dificuldade para desembarcar e embarcar. 

Zito disse ao “O País” que, com a antiga ponte, o movimento de turistas na ilha era “muito bom”. 

Na Ilha, existia uma ponte que foi construída no ano 2000, e reabilitada em 2007. Mas a infraestrutura  não funcionou por muito tempo, tendo ficado destruída, uma vez que uma parte caiu no mar e o ferro corroeu.  Os únicos que se beneficiam dela são as aves que tem, ali, um lugar para pousar. 

Segundo o administrador do distrito, Benedito Domingos, uma nova ponte faria toda diferença e ajudaria no desenvolvimento de KaNyaca.

O economista Egas Daniel diz que as manifestações afectam mais a economia informal e os grupos vulneráveis. Já o cientista político, Jaime Macuane, entende que as pessoas podem estar a aderir a este movimento por conta do problema estrutural de funcionamento do país. Os dois comentadores defenderam esses posicionamentos no programa Noite Informativa da STV Notícias. 

Afinal, quanto custa a paralisação do país por sete dias? Este era o tema de fundo do programa Noite Informativa, desta quarta-feira. 

O economista Egas Daniel diz que nisto tudo, quem sofre são os que dependem de ir à rua para sobreviver. 

“Numa economia em desenvolvimento, onde tens grande parte do sector informal, quando temos paralisação acaba afectando o grupo mais vulnerável que, talvez, nem é o alvo directo destas manifestações, mas acabam sentindo por causa da natureza informal das suas actividades”, referiu o economista Egas Daniel. 

O economista acrescenta que: “a economia não se compadece com as causas, a sua legitimidade. Ela vai registar números negativos, redução das transacções, redução da actividade económica e que, quando prolongada, temos que multiplicar proporcionalmente, aos dias que tal restrição irá decorrer”. 

Ainda que sintam o impacto directo das manifestações, Jaime Macuane entende que as pessoas preferem consentir o sacrifício porque querem mudanças. 

“A razão que faz com que as pessoas adiram às manifestações não deve ser descurada porque ela, também, é um elemento que decorre do impacto humano e social que estas pessoas têm a partir de um sistema, seja económico e social, que não funciona eficientemente. Sendo mais explícito, o nosso país tem instituições que funcionam de forma ineficiente. Não nos deve surpreender que as pessoas, entre o impacto de curto prazo que vão ter se houver manifestações e o impacto que, de forma estrutural e sistemática vão sentir por um país que tem problemas de funcionamento. Eventualmente, uma grande parte dessas pessoas não resiste ou não vêem mal em aderir às manifestações”, observou Jaime Macuane, cientista político.  

E para não sufocar a economia com a paralisação do país, Egas Daniel defende que uma das saídas é credibilizar o processo eleitoral em Moçambique e as suas instituições. 

“Por exemplo, quando eu multiplico 1.5 biliões de Meticais pela percentagem média do que se perde por dia, tirando aqueles sectores que continuam a funcionar, dá uma estimativa de 25 a 50 milhões de dólares e, mais ou menos, em torno de 1.5 ou três mil milhões de Meticais. E este valor, não vai ser deduzido dos que estão bem e têm bons salários, mas sim dos que vivem do dia-a-dia. Então, se houver uma alternativa e, neste caso, uma das questões que está a ser colocada, é a credibilidade das instituições. É o não reconhecimento dos resultados eleitorais. Para minimizar esse custo económico, se se disponibilizar e seguir os processos, até mesmo que se crie uma comissão composta por diferentes partes, incluindo todos os partidos da oposição, sociedade civil que é para se fazer uma recontagem dos votos que seja aberta e credível para que no final nos conformemos com o resultado que advirá desse processo e minimizem o custo social e económico imediato, mas também do médio e longo prazo que resulte das manifestações”, recomendou Egas Daniel. 

Jaime Macuane aponta outras saídas para a resolução de conflitos pós-eleitorais. “Eu acho que se quisermos sair dessa crise temos que sinalizar que há-de haver uma resposta credível às reclamações feitas sobre o processo não tido como transparente. Que haja uma sinalização clara que vai haver uma mudança profunda nas nossas instituições. Eu veria essas como as alternativas mais viáveis para nós evitarmos uma crise maior. Se nós continuarmos a sinalizar que o assunto vai ser tratado da mesma forma, não há como nós esperarmos que os cidadãos, partidos esperem que saiam resultados diferentes”, acrescentou o cientista político. 

Os comentadores afirmam que a credibilização dos processos eleitorais deve ser permanente e não para resolver uma crise pontual.

A Confederação Africana de Futebol (CAF) vai anunciar o melhor jogador africano no dia 16 de Dezembro. O evento terá lugar em Marrakech, Marrocos. Entre os concorrentes para esta categoria, o destaque vai para  o marroquino, Achraf Hakimi, jogador do PSG.

Marrakech foi a cidade escolhida para ser o ponto de convergência da elite do futebol africano. A CAF vai anunciar o melhor jogador africano, evento marcado para 16 de Dezembro. Dez jogadores concorrem para esta categoria, com destaque para o marroquino Achraf Hakimi, jogador que evolui no PSG. O nigeriano Victor  Osimhen foi o melhor jogador no ano passado. 

Segundo o organismo que gere o futebol africano, a cerimónia vai contar, além dos nomeados em diversas categorias, com a presença de figuras ligadas à modalidade a nível mundial, tal é o caso do presidente da FIFA, Gianni Infantino. 

Já na categoria do melhor guarda-redes estão na corrida 10 jogadores. O destaque vai, sem dúvida, para Andre Onana, do Manchester United. Ao todo, são sete categorias alinhadas pela CAF. 

Recorde-se que o seleccionador nacional dos Mambas, Chiquinho Conde, concorre na categoria de melhor treinador de África.   Além de Conde, Moçambique é um dos países nomeados para a categorias de melhor selecção, facto que acontece pela segunda vez consecutiva. 

A Polícia da República de Moçambique (PRM) apela aos cidadãos a não se envolverem em actos que interferem na ordem pública. O apelo da PRM consta de mensagens (SMS) enviadas, durante a madrugada desta quinta-feira, aos cidadãos moçambicanos. 

“A vandalização e sabotagem de infraestruturas e de bens públicos e privados, a obstrução de vias de acesso, a queima de pneus nas rodovias são actos que interferem negativamente na ordem pública do país. Abstenha-se destas práticas criminosas. Colabore com a PRM”, lê-se na mensagem. 

Este apelo é feito no primeiro dia das manifestações gerais de sete dias convocadas pelo candidato presidencial Venâncio Mondlane.

Esaú Cossa e Custódio Duma dizem que a Comissão Nacional de Eleições foi negligente ao transferir a sua responsabilidade de esclarecer as irregularidades do processo eleitoral ao Conselho Constitucional.
O analista político Esaú Cossa diz que houve desorganização por parte da Comissão Nacional de Eleições, para que, 15 dias depois da votação, o organismo não tivesse acesso a informações sobre as irregularidades ocorridas.

Para Custódio Duma, o órgão eleitoral foi negligente, até porque teve muito tempo para se preparar.

E agora, o que esperar do Conselho constitucional? Segundo Esaú Cossa, o Conselho Constitucional deveria devolver o processo à Comissão Nacional de Eleições, para que a instituição cumpra na íntegra o seu papel.

Os analistas falavam esta terça-feira, durante o programa “Noite Informativa”, da STV Notícias.

Há produtos alimentares a apodrecerem no Mercado Grossista do Zimpeto, na Cidade de Maputo, em resultado da paralisação nacional de três dias, convocada pelo candidato presidencial Venâncio Mondlane.

O país esteve paralisado durante três dias, devido às manifestações convocadas por Venâncio Mondlane, candidato presidencial. Durante os três dias de greve, quase ninguém saiu à rua, nem para vender, nem para comprar, e o resultado foram prejuízos, segundo adiantou Custódio Tchavo, chefe da Comissão de Vendedores/Mercado de Zimpeto.

Sem gravar entrevista, um dos proprietários da batata vendida do Mercado do Zimpeto disse que, mais do que a falta de clientes, a chuva e a falta de cobertura no mercado é que aceleraram o apodrecimento do produto.

As frutas, pela sua sensibilidade, também não escaparam da falta de clientes.

Quem depende do negócio para ter o alimento diário fala de dias para esquecer.

Na baixa da cidade também se fala de prejuízos, mas as opiniões divergem em relação às manifestações ocorridas.

O poeta Álvaro Fausto Taruma é um dos 10 finalistas do Oceanos – Prémio de Literatura em Língua Portuguesa.  O autor destaca-se na edição 2024 da iniciativa brasileira com o seu mais recente livro de poesia, Criação do fogo, editado pela Alcance Editores.

 

A notícia chegou-lhe de forma inesperada. Já tarde, a dormir, Álvaro Fausto Taruma  recebeu ligações de amigos. Quando viu que as ligações eram provenientes de pessoas do meio literário, intuiu imediatamente que se tratava de algo relacionado ao Prémio Oceanos. Até  porque o poeta sabia que a lista dos finalistas seria publicada em Outubro.

A intuição, de facto, comprovou-se. Na curta lista de 10 finalistas do Prémio Oceanos, um dos mais importantes em língua portuguesa, Criação do fogo, de Álvaro Fausto Taruma, é um dos livros cuja qualidade é reconhecida pelos membros do júri. Por isso mesmo, o poeta recebeu a notícia com muito agrado, mas sem euforia desmedida. “Acho que, depois de uma caminhada literária que já se faz longa, uma nomeação assim é, claro, algo gratificante, mas tento manter a serenidade e as expectativas equilibradas. Para mim, o mais importante é ver que o livro está a seguir o seu próprio curso, a encontrar o seu público e a realizar a sua própria viagem. Essa independência da obra é fundamental para mim, enquanto autor, e receber esta nomeação só reforça essa sensação”.

Desde que o livro foi incluído na lista dos 60 semi-finalistas do Oceanos, em Agosto, houve um momento em que Taruma pensou que poderia chegar ao fundo do oceano, quer dizer, à final do prémio. Mas esclarece: “Não é uma questão de falsa modéstia – eu confio na qualidade do livro e acredito no conceito e na mensagem que carrega. No entanto, decidi deixar que tudo seguisse o seu próprio fluxo. Curiosamente, o livro passou quase despercebido em Moçambique, até diria mal recebido, uma vez que aparentemente ninguém quer falar dele, o que poderia até desmotivar-me, mas, para mim, isso não define o seu valor”.

Na percepção de Álvaro Fausto Taruma, estar na final é, acima de tudo, uma confirmação de que vale a pena acreditar no próprio trabalho, na dose de criatividade e imaginação que deposita, mesmo que leve tempo até ser plenamente compreendido. E acrescenta: “Sinto que esta nomeação transcende o meu nome; ela representa um movimento, uma geração de escritores que está a emergir com força em Moçambique, como a malta do Kuphaluxa, que, através da dedicação e criatividade, prova que a literatura não tem idade. Esta é uma conquista para todos os que acreditam no poder da palavra e no trabalho persistente, assim como para quem tem na poesia o seu lugar de fala e de participação cívica”.

Taruma acredita, com efeito, que qualquer autor gostaria de ganhar o prémio, e, claro, essa possibilidade traz uma satisfação especial. Entretanto, mais do que o prémio em si, o autor de Criação do fogo pensa que a nomeação simboliza algo maior para a literatura moçambicana e para os leitores. “Este tipo de reconhecimento serve como um farol que nos encoraja a acreditar no nosso potencial. Estar nesta lista é, para mim, uma maneira de inspirar e de criar essa ligação com o público. Além disso, esta nomeação chega num momento especial, pois tenho um livro a ser publicado em breve, no Brasil, e, quem sabe, o facto de estar entre os finalistas ajude a abrir portas e a dar visibilidade ao meu trabalho. Sinto que, de uma forma ou de outra, esta nomeação já trouxe ganhos importantes para mim e para a literatura que represento”.
Nesta edição do Oceanos, há três africanos na final. Além de Taruma (único autor moçambicano), há um romancista, Germano Almeida (Cabo Verde) e mais um poeta, José Luiz Tavares (Cabo Verde). Rodeado de bons nomes da arte africana e da CPLP, Taruma sente orgulhoso pelo caminho que percorreu até aqui.

Nesta edição, o Prémio Oceanos recebeu 2619 livros de autores residentes em 28 países. Desse universo, 1204 são poesias, 836 são romances, 389 são contos, 156 são crónicas e 34 são dramaturgias. Os livros foram publicados por 459 editoras de seis países: Angola, Brasil, Cabo Verde, Itália, Moçambique e Portugal.

Apurados os finalistas, o júri vai eleger dois vencedores, um de poesia e outro de prosa, que serão anunciados em Dezembro, em cerimónia realizada no Itaú Cultural. A premiação é de 150 mil reais (cerca de 1 650 000 meticais) para cada um dos laureados.

O Oceanos – Prémio de Literatura em Língua Portuguesa foi criado no Brasil, em 2003, inicialmente com o nome de Prémio Portugal Telecom de Literatura Brasileira.

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