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O Porta-voz da Frelimo, Pedro Guiliche, confirmou ao OPAÍS a renúncia da Governadora da província de Gaza, Margarida Mapandzene, ao cargo, mas afasta as especulações de que o acto estaria relacionada a pressões internas. 

Guiliche esclarece que o acto é normal, previsto na legislação moçambicana, e que se enquadra na necessidade da Frelimo de garantir a implementação do manifesto eleitoral do partido, traduzido em acções concretas destinadas a melhorar as condições de vida da população.

Questionado sobre a associação da renúncia ao desvio de donativos destinados às vítimas das cheias, o porta-voz do partido disse não haver relação entre os casos. 

 Afirmo, no entanto, que o compromisso da Frelimo é com a integridade, o combate à corrupção e a concretização das promessas eleitorais, acrescentando que quaisquer suspeitas devem ser provadas pelas instituições competentes.

Para Guiliche, nesta fase, a atenção deve centrar-se na renúncia da governadora e no regular funcionamento das instituições, remetendo eventuais esclarecimentos adicionais para o momento oportuno e para as entidades responsáveis pela investigação de quaisquer alegações.

O que se segue, segundo o porta-voz, é o cumprimento da Lei, seguindo o processo de substituição, sendo que os Governadores provinciais são eleitos no âmbito de listas partidárias e que cabe agora à Assembleia Provincial desencadear os procedimentos necessários para a sua substituição.

O partido sublinha que o foco do Executivo deve manter-se na expansão dos serviços de saúde, da educação, da electrificação, das infra-estruturas rodoviárias e na promoção do desenvolvimento local, através de iniciativas como o Fundo de Desenvolvimento Local (FIDEL), vocacionado para apoiar projectos com potencial de gerar oportunidades de negócio e rendimento.

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As manifestações que têm sido convocadas pelo candidato presidencial do PODEMOS, Venâncio Mondlane estão a impactar de forma negativa na fluidez da logística no Porto da Beira, pois os maiores utilizadores do mesmo, os países do Interland, estão muito cautelosos com vista a evitarem danos.

De acordo com a Cornelder de Moçambique, operadora do Terminal do Porto da Beira, em média são movimentados 700 camiões por dia. Contudo, quando há manifestações o movimento baixa para menos da metade.

“Muitas empresas estão cautelosas por isso ontem circulou um número reduzido e durante os dias das manifestações o fluxo rodoviário reduziu muito, depois, quando se sentaram seguros temos 2000 camiões a quererem entrar no porto ao mesmo tempo e em dias recebemos 80 camiões por hora”, revelou Jean de Vries, administrador delegado da Cornelder de Moçambique.

O Porto da Beira é a principal porta de entrada para toda a carga que se desloca de e para Moçambique, assim como dos países do Interland. A redução na fluidez do tráfego, preocupa a Cornelder.
“Está difícil dizer os prejuízos mas os navios estão mais lentos por causa do congestionamento dos camiões. Os navios que dependem desse transporte ficam parados e isso provoca bastantes problemas na fluidez da logistica”, referiu.

As manifestações estão a impactar igualmente nas medidas tomadas para pôr fim ao congestionamento de camiões na entrada para o Porto da Beira.

“Por exemplo, a estrada de sentido único como essas manifestações está difícil de medir o impacto real porque temos dias muito calmos. Você tinha de carregar hoje mas se houve manifestações ou ameaças de manifestações as medidas de exigir documentação as medidas ficam mais difíceis de implementar”, acrescentou.

O conselho Islâmico de Angola condena a onda de violência contra os manifestantes em Moçambique, e pede ao governo local que encontre melhor forma de ultrapassar o momento que descreve como de grande preocupação.

As manifestações pós-eleitorais que têm lugar em Moçambique, constituem motivos de preocupação na região Austral e não só.

O conselho Islâmico de Angola que participa da primeira Conferência Internacional Islâmica dos países da CPLP em Maputo, condena o uso da força por parte da polícia.

Os cidadãos têm esse direito de poder ter essa forma de alternância de poder através das eleições, hoje não se justifica alternância por via da força, cabe o voto popular decidir num candidato que lhes convém. A violencia nao ae a via mais viavel, via mais viavel, mas como se dentro das liberdades e garantias as manifestacoes sao um direto”, defendeu o Secretario-Geral da instituição, David Já.

A reunião da comunidade Islâmica ao nível da CPLP que tem lugar em Maputo, vai discutir a persistencia do Terrorismo e solucocoes para o seu combate.

“Vamos enfatizar este tema do terrosimo, que atingiu a província de Cabo Delgado, temos aqui líderes religiosos, políticos e acadêmicos, juntos vamos refletir sobre este mal que afecta Moçambique e o mundo”, referiu Mussa Suede, porta-Voz do Conselho Islâmico de Moçambique.

A reunião tem duração de dois dias e termina este sábado.

Moçambique falhou o acesso à final da Taça COSAFA em futebol feminino. A selecção nacional perdeu, ontem, diante da África do Sul por 1-4 na lotaria das grandes penalidades depois do empate a uma bola no tempo regulamentar.

Não foi desta! Até estava tudo bem encaminhado. Percurso tranquilo na fase de grupos da prova, em que Moçambique venceu o Zimbabwe no jogo inaugural por uma bola sem resposta, empatando depois com o Lesotho a uma bola. 

Esses resultados colocaram a selecção nacional nas meias-finais da prova. As portas estavam quase abertas para a final, mas esse desejo passava por ultrapassar a África do Sul. Moçambique entrou melhor no jogo, encostando o adversário à sua zona recuada. 

Célia Miguel apareceu melhor a concluir com êxito um lance de bola parada, aproveitando-se da desatenção da defensiva. Estava tudo controlado, até que surgiu uma grande penalidade a favor da selecção sul-africana, bem cobrada por Motlogelwa. 

As duas selecção foram ao intervalo empatadas a uma bola. Na segunda metade, Moçambique entrou melhor, controlando a partida e as investidas das sul-africanas. As duas equipas criaram oportunidades de golo, mas nenhuma delas conseguiu concretizar. 

A África do Sul acabou sendo feliz na lotaria das grandes penalidades, vencendo o jogo por 4-1. Moçambique falha o acesso à final pelo segundo ano consecutivo, depois de na edição passada ter sido eliminado pelo Malawi nas meias-finais. 

 

Um incêndio de grandes proporções deflagrou numa residência e causou a morte de quatro crianças, sendo 3 da mesma família em Chicumbane, na província de Gaza. O Serviço Nacional de Salvação Pública (SENSAP) aponta para curto-circuito causa de incidente, no entanto, residentes locais acreditam que seja fogo posto. 

Duas famílias que compartilham a intensa dor da perda. Os menores, com idades entre 6 e 17 anos, morreram carbonizados, na sequência de um incêndio que deflagrou no interior de uma residência em Chicumbane, no distrito de Limpopo. 

Os pais das vítimas que se encontravam na África do Sul e distrito de Bilene,referem que a morte prematura dos seus petizes interrompeu diversos sonhos.

“Eu estava a ver que crianças, talvez, vão fazer-me ser pessoa, quando crescer e andar na escola”, disse o pai de uma das vítimas. 

“Uma das crianças frequentava a sétima classe. Outra andava na quinta classe e a última na terceira classe. Perder três filhos, ter a casa toda incendiada e ficar sem nada, dói e corrói-me”, disse o pai das três meninas que também tiveram as suas vidas ceifadas na sequência do incêndio.  

No interior da comunidade Vladimir Lenine, cerca de 12 quilómetros da sede do distrito do Limpopo, paira um clima de desconfiança, devido ao mistério em volta do incêndio mortal.

“É uma informação chocante, porque é pela primeira vez na minha vida a ver uma coisa como esta e isso chocou-me”, disse Domingos Nhambe, residente de Chicumbane. 

Entretanto, o SENSAP em Gaza, por sua vez, apontou para curto-circuito como a causa do incêndio. “Criou-se uma equipe multisectorial, que inclui a PRM, para averiguar ao fundo, qual foi a causa do incêndio”, disse Abel Simango, porta-voz do SENSAP  em Gaza. 

O administrador do Limpopo, Virgílio Muchanga, garante assistência às famílias enlutadas. “Já iniciamos a mobilização de algum esforço para reerguer a residência”, disse. 

Residentes de Chicumbane exigem o esclarecimento do caso.

Os manifestantes bloquearam, hoje, a Estrada Nacional Número 4, que liga as cidades de Maputo e Matola. A Polícia recomendou aos cidadãos a usarem caminhos alternativos e criou filas de escolta. Já na Avenida Vladimir Lenine, Cidade de Maputo, viveu-se um ambiente de convivência entre a Polícia e os manifestantes.

Na Avenida Vladimir Lenine, Cidade de Maputo, viu veículos de guerra mobilizados pelas Forças de Defesa e Segurança, que marcharam com a população.

Algum tempo depois, chegou um contingente policial que impediu os manifestantes de avançar em direcção à Praça da OMM. Essa foi uma missão fácil para os agentes, até porque os manifestantes obedeceram.
No meio da manifestação, chegou um grupo, o que chamou a atenção de todos, mas não alteraram a ordem do momento. E porque o ambiente era inofensivo, os agentes decidiram retirar-se, feito o acordo de que os manifestantes não sairiam de onde estavam.

Sucedeu que os manifestantes começaram a seguir à Polícia. Nesse momento, os agentes tentaram retomar ao acordo que tinha feito, sem sucesso. De seguida, por um lado, viu-se tiros de gás lacrimogéneo. Por outro, houve lançamento de algumas pedras, o que não durou muito tempo porque os populares repreenderam os que estavam a arremessar as pedras contra a Polícia.

O ambiente de convivência pacífica não se viu na EN4, onde a via esteve bloqueada.

No ar, a Polícia sobrevoava o local com um helicóptero, e, na terra, os seus agentes procuravam formas de assegurar a passagem dos automobilistas em segurança. Mas, nem sempre foi possível passar, e aí recurar e encontrar outras vias foi a solução.

 

 

Houve tumultos em Tete. Um jovem de 19 anos de idade ficou gravemente ferido, após ter sido atingido na cabeça por uma bala durante as manifestações. A vítima, encontra-se internada no Hospital Provincial de Tete e está fora do perigo.

Tudo comecou quando um grupo de manifestantes, empunhando cartazes com palavras como “povo no poder”, pretendia marchar pela avenida 25 de Junho e foi impedida pela polícia.

A situação criou descontemento nos manifestantes e houve desentendimento entre as partes. A polícia não gostou e lancou gás lacrimogénio, tendo, igualmente, disparado vários tiros para repelir os manifestantes. Um dos tiros acertou a cabeça de um jovem de 19 anos de idade.

A população ficou enfurecida e começou a colocar barricadas na via pública, incediou pneus e aremeçou pedras contra os agentes da PRM.

Os manifestantes acusam a policia de estar agir de forma arbitrária.

O Hospital Provincial de Tete diz que a vítima foi atingida por uma bala verdadeira, mas assegura que o estado clínico do paciente é estavel.

Ainda na sequência das manifestações, duas viaturas pertencentes a uma empresa de telefonia móvel foi vandalizada e reduzida a cinza, quando estava parqueada na avenida da liberdade, ao longo da Estrada Nacional Numero 7. O Comando Provincial da PRM, em Tete, já reagiu em torno da manifestação. Nega ter usado armas de fogo para dispersar os manifestantes e alega que a marcha era ilegal .

Na cidade da Beira está tudo calmo, mas existem inúmeros munícipes que não saíram das suas casas, entre eles funcionários públicos, privados e comerciantes. Eles não saíram das suas casas para garantirem a sua própria segurança.

Ernesto Bernardo, trabalhador numa loja que comercializa diversos bens, disse a este jornal que encontrou o aconchego familiar e a sua residência como melhor protecção.

“Veja que na greve registada na segunda-feira da semana passada, inalei muito fumo de gás lacrimogénio, quando me dirigia a casa, a pé, porque os chapas não estavam a operar normalmente. Na segunda greve, a da quinta-feira, regressei igualmente a pé. Percorri cerca de cinco quilómetros até a minha casa. Hoje decidi não sair de casa”.

Makida Hibraimo, proprietário de uma loja que comercializa vestuário, disse que estava com receio das manifestações. “Contudo a presença policial, nas redondezas, deu-me alguma segurança. Por isso decidi abrir a loja, pois, se não vendo, não terei como suportar várias despesas. As greves estão a prejudicar-nos bastante e rogo para que o governo encontre solução para este problema”.

No bairro do Maquinino, o epicentro das actividades económicas formais e informais e de ligações rodoviárias para dentro e fora da urbe, o ambiente estava igualmente calmo, e as actividades decorriam com algum receio de manifestações violentas que poderiam destruir bens.

O sector dos transportes foi o mais afectado. Vários transportes semi-colectivos estavam parados por falta de passageiros.

“Não houve nenhuma orientação da nossa parte para os transportadores não operarem. Aliás estão praticamente todos aqui na praça mas o movimento de passageiros não é o habitual. Há poucos passageiros”, explicou João Mussanhamba, representante da Associação dos transportadores da Beira.

E a SE da província de Sofala Cecília Chamutota repudiou a realização de manifestações indicando que as mesmas estão a condicionar a vida dos moçambicanos retraindo investimentos nos sectores públicos e privados.

“Queremos aproveitar esta ocasião para lamentar o envolvimento e instrumentalização de crianças e jovens inocentes nas manifestações para a defesa de interesses desconhecidos e obscuros com desrespeito as instituições. Por este e vários outros impactos negativos que estamos a ter apelamos a todos para não aderência dos residentes da província de Sofala, nas manifestações ilegais e violentas e a não partilha de mensagens e ou informações que incitem à violência”, exortou Cecília Chamutota.

265 pessoas foram detidas devido aos ilícitos eleitorais. Dos 305 contenciosos e ilícitos eleitorais que deram entrada nos tribunais judiciais provinciais, nove foram julgados procedentes e o Tribunal Supremo credita que podem ter influência nos resultados

Os dados foram apresentados esta quinta-feira, pelo Tribunal Supremo, que aponta que 305 casos de contenciosos e ilícitos eleitorais deram entrada nos tribunais do país. Dos casos, 179 são ligados ao contencioso eleitoral, dos quais nove transitaram em total procedentes.

“Do total de 142, 9 processos foram julgados parcial ou totalmente procedentes, o que corresponde a cinco por cento. As províncias de Nampula, Sofala e Zambézia são as que apresentam maiores números”, declarou em conferência de imprensa, Pedro Nhatitima, Porta-voz do Tribunal Supremo.

Segundo a fonte, o partido PODEMOS vigora na lista dos partidos mais queixosos, com 70 casos eleitorais interpostos, que corresponde a 49,3% dos 142. 51 foram interpostos pela Renamo, que corresponde a 35,9%, e 15 pelo MDM, que corresponde a 10,6%..”

Destes processos, 256 pessoas foram detidas relacionadas com ilícitos eleitorais, dos quais 78 já foram condenados e 104 aguardam por julgamento.

“Eu acredito que o Conselho Constitucional vai ter em conta estes elementos que foram apurados em sede das decisões, que foram tomadas pelos tribunais judiciais de distrito. O Conselho Constitucional saberá aferir se estas irregularidades afectam o processo no seu todo ou não. Há outros recursos que foram interpostos por via da CNE até o Conselho Constitucional, portanto, é todo esse manancial de informação que o Conselho Constitucional terá que ter em conta”, concretizou.

O Tribunal Supremo diz que os casos julgados parcialmente procedentes podem ter alguma influência na mudança do cenário dos resultados já publicados pela CNE, uma vez que se aguarda a validação por parte da Comissão Nacional de Eleições.

 

 

 

Foram concluídas as obras de reabilitação de 22 km de diques de protecção da bacia do Limpopo, que sofreram rombos na época chuvosa 2022-2023.

O Ministro das Obras Públicas, Carlos Mesquita, diz que a intervenção vai garantir a segurança para 1,4 milhões pessoas em cenários de cheias e inundações em na Província de Gaza.

Gaza sofre ciclicamente os feitos combinados de eventos climáticos extremos. Com a conclusão das obras de reabilitação do sistema de diques da bacia do Limpopo, amplia-se a capacidade de defesa em cenários de cheias e inundações ao longo dos distritos costeiros daquela província.

“O sistema de diques do Limpopo confere protecção de cerca de 1,4 milhões de pessoas, 103 000 de hectares de áreas agrícolas, principalmente do regadio de Chókwè, com 33 000 hectares”, informou o Ministro das Obras Públicas, Carlos Mesquita.

As intervenções, que consistiram em elevações dos diques, ocorreram em cinco perímetros críticos.

A secção do dique de Xai-Xai – Centro de Saúde foi executado cerca de 550 m de cumprimento, para Chilaulene foi executado o novo traçado de dique com cerca de 1 km de aterros, com um afastamento de cerca de 50 m da banqueta do rio.

Em Chókwè, “foram intervencionadas as secções de diques de Chókwè – Chissime e Machua, Matuba e Chilembene”, concluiu Mesquita.

Carlos Mesquita falava esta quinta-feira, em Gaza, à margem da visita de monitoria das obras de reabilitação do sistema de diques do Limpopo.

 

 

 

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