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O Porta-voz da Frelimo, Pedro Guiliche, confirmou ao OPAÍS a renúncia da Governadora da província de Gaza, Margarida Mapandzene, ao cargo, mas afasta as especulações de que o acto estaria relacionada a pressões internas. 

Guiliche esclarece que o acto é normal, previsto na legislação moçambicana, e que se enquadra na necessidade da Frelimo de garantir a implementação do manifesto eleitoral do partido, traduzido em acções concretas destinadas a melhorar as condições de vida da população.

Questionado sobre a associação da renúncia ao desvio de donativos destinados às vítimas das cheias, o porta-voz do partido disse não haver relação entre os casos. 

 Afirmo, no entanto, que o compromisso da Frelimo é com a integridade, o combate à corrupção e a concretização das promessas eleitorais, acrescentando que quaisquer suspeitas devem ser provadas pelas instituições competentes.

Para Guiliche, nesta fase, a atenção deve centrar-se na renúncia da governadora e no regular funcionamento das instituições, remetendo eventuais esclarecimentos adicionais para o momento oportuno e para as entidades responsáveis pela investigação de quaisquer alegações.

O que se segue, segundo o porta-voz, é o cumprimento da Lei, seguindo o processo de substituição, sendo que os Governadores provinciais são eleitos no âmbito de listas partidárias e que cabe agora à Assembleia Provincial desencadear os procedimentos necessários para a sua substituição.

O partido sublinha que o foco do Executivo deve manter-se na expansão dos serviços de saúde, da educação, da electrificação, das infra-estruturas rodoviárias e na promoção do desenvolvimento local, através de iniciativas como o Fundo de Desenvolvimento Local (FIDEL), vocacionado para apoiar projectos com potencial de gerar oportunidades de negócio e rendimento.

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Na província de Nampula, um jovem universitário está a fazer a diferença. Reuniu um grupo de meninos de rua e começou a ensinar a Língua Portuguesa e a Matemática. Da rua, os meninos ganharam um abrigo temporário e uma formação técnico-profissional.

Tudo começou com uma iniciativa de liretacia e numeracia a um grupo de crianças de rua. As aulas aconteciam no passeio central da avenida 25 de Setembro, na cidade de Nampula. O mentor é Alimo Manuel Mussa, jovem universitário de 23 anos. Para além de ensinar a ler, a escrever e contar, distribuia o carinho que tanto faltava para os adolescentes e jovens.

O projecto começou exactamente em 2022. Alimo esteve nos Estados Unidos da América a fazer um curso de desenvolvimento comunitário e engajamento cívico e, ao regressar, entendeu que era possível mudar a vida dos meninos de rua.

Com a confiança conquistada, Alimo precisava de mobilizar apoios para continuar com o seu projecto. Das instituições públicas e privadas que contactou, o jovem professor deparava-se com uma exigência: o apoio só podia ser canalizado se estivessem num local certo e é daí que este ano, os caminhos de Alimo e Guimarães, proprietário do Ruby Guest House, cruzaram-se.

O grupo ganhou um local com mais dignidade, onde passa as noites, toma as refeições e tem aulas com o professor Alimo e outros voluntários.

Faizal é um dos integrantes do grupo. O jovem de 18 anos nasceu com deficiência. Devido à condição, foi rejeitado pelo pai e a relação com a mãe parece não andar muito bem.
A única pessoa que dá a cara como familiar é a tia Elisabete Xai-Xai, que confessa que sofria bastante por ver o sobrinho na condição e a viver na rua.

A concentração é máxima. E não é para menos. Para muitos destes adolescentes e jovens, esta é a primeira vez que estão numa sala de aulas.

E para capitalizar mais a atenção da rapaziada, a aula é interactiva. Todos participam e Faizal destaca-se.

Ao todo, são nove rapazes com idades que variam de 14 a 18 anos. O abrigo no local é temporário, por isso o mentor da iniciativa pede ajuda de pessoas de boa-vontade.
E por mais difícil que tenha sido o passado, o presente, para eles, dá-lhes motivos para sorrir!

Mais de duzentas pessoas morreram após inundações que assolaram a Espanha. Os trabalhos de busca de desaparecidos e de recuperação de eventuais cadáveres vão continuar nos próximos dias.
Os alertas mantêm-se em várias regiões de Espanha, que foram vítimas do fenómeno meteorológico DANA.

As equipas das forças armadas e de segurança do Estado já encontraram 211 cadáveres nos locais em que actuaram no terreno, concretamente milhares de garagens, casas e estradas inundadas.
Os trabalhos de busca de desaparecidos e de recuperação de eventuais cadáveres vai continuar nos próximos dias.

Mais de cinco mil elementos das forças de segurança espanhola foram enviados para o terreno, para dar resposta a uma situação trágica com problemas e carências severas.

O Governo espanhol diz que dezenas de pessoas continuam a procurar familiares e amigos desaparecidos.

O vice-ministro dos Transportes e Comunicações diz que o funcionamento normal dos serviços de internet só será retomado quando as condições estiverem criadas. Entretanto, Amilton Alissone não deu detalhes sobre tais condições.

Há dias que usar aplicações como Whatsapp, Facebook e Youtube não tem sido fácil. É que os utilizadores desses serviços não conseguem aceder aos mesmos. O que está a acontecer, de facto, até aqui ninguém explicou, nem o INCM, nem as operadoras de telefonia móvel. Por isso, decidimos questionar o Ministério dos Transportes e Comunicações.

“Não sei. Não tenho os dados exactos, mas sei que, em função da utilização que tem sido feita desses aplicativos, algumas decisões têm sido tomadas, mas penso que o regulador já deve ter emitido alguma informação”, disse Amilton Alissone, vice-ministro dos Transportes e Comunicações.

O regulador até emitiu um comunicado, mas refere apenas que tem acompanhado, com preocupação, o uso das redes de telecomunicações no país para a publicação de vídeos e mensagens que promovem e estimulam manifestações violentas e outros actos de desobediência e desestabilização social e exorta ao uso correcto e responsável desses serviços.

“Talvez tenha a ver (com as manifestações), mas acima de tudo, tendo em conta aquilo que é considerado o tráfego fraudulento na rede.

Porém, a dúvida continua. Até quando a situação vai prevalecer? “Penso que há condições que devem ser alcançadas para que a situação volte ao normal”, disse, sem se referir a essas condições.

Alissone foi questionado, também, sobre a suspensão da LAM da IATA, ao que respondeu: “Não tenho informação, uma vez que tem um PCA que tem estado a gerir a empresa”.

Esta é a segunda vez, este ano, que a LAM é suspensa da IATA. A primeira vez foi em Julho e agora, desde 17 de Outubro, está nesta situação, porque não tem pagado as suas obrigações de filiação junto à entidade.

As eleições legislativas antecipadas da Guiné-Bissau já não terão lugar no próximo dia 24 de Novembro. Segundo o Governo e o Presidente guineense, “não há condições”.

O Presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, anunciou, ontem, que vai decretar, na próxima semana, por sugestão do Governo, o adiamento das eleições legislativas antecipadas que estavam marcadas para 24 deste mês.

Embaló afirmou que o decreto é apenas uma forma de anunciar, mas as eleições foram adiadas, justificando que o Governo propõe ao Presidente e o Presidente não organizar as eleições.

Alguns membros do Governo garantiram que não existem condições para a realização de eleições legislativas no próximo dia 24.

Mais da metade dos sudaneses (25.6 milhões), estão a passar fome aguda, das quais, 755 mil em “condições catastróficas”, causada pela guerra que eclodiu em abril de 2023, os preços elevados e crescentes e a devastação causada pelas fortes chuvas e inundações. A informação foi divulgada, hoje, pelo Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA).

Segundo o relatório denominado “Actualização Humanitária do Sudão”, mais de metade da população do Sudão (25,6 milhões de pessoas) enfrenta actualmente a fome aguda, incluindo mulheres grávidas e crianças, com “consequências fatais ou para toda a vida”.

De acordo com as Nações Unidas, as causas são as crescentes hostilidades político-militares que eclodiram em abril de 2023, os preços elevados e crescentes e a devastação causada pelas fortes chuvas e inundações.

Nesse universo, o OCHA alertou para a situação em que estão cerca de cinco mil crianças no campo de refugiados de Zamzam, que desde outubro passado não recebem tratamento médico porque tanto as milícias paramilitares Forças de Apoio Rápido (FAR) como o exército bloquearam a chegada de alimentos, medicamentos e “outros bens essenciais”.

Segundo o relatório da ONU, o país africano “continua a entrar numa espiral de caos” e a falência do sistema de saúde deteriorou ainda mais a situação.

O OCHA advertiu também que “o risco de surtos de doenças evitáveis por vacinação é o mais elevado desde o início do conflito, em meados de abril”, devido ao fragilizado sistema de saúde.
“O programa de vacinação infantil está a deteriorar-se e as doenças infecciosas estão a espalhar-se por todo o país”, referiu.

O OCHA lembrou que cerca de 11,2 milhões de pessoas foram deslocadas dentro e fora do Sudão desde abril de 2023, quando a guerra começou.

No Sudão, a escassez de alimentos melhora após a estação chuvosa, que começa depois do mês de setembro.

Em Tete, utentes queixam-se de más condições da estrada que dá acesso ao mercado kwachena, tido como o maior mercado informal da cidade. Automobilistas dizem que o estado da estrada danifica suas viaturas e pedem intervenção  urgente da edilidade.

A estrada que dá acesso ao maior mercado informal da cidade de Tete é de terra batida e tem cerca de 2 km. Apresenta -se intransitável, devido ao avançado estado de degradação. Os utentes que usam regularmente a  via queixam -se de excesso de buracos,  que caracterizam o troço.

Automobilistas ouvidos pela nossa equipe de reportagem, alegam que a situação danifica suas viaturas. 

Os passageiros também  lamentam a situação, por considerarem o problema  antigo e pedem a edilidade para procurar soluções.

A edilidade reconhece o problema  e promete intervencionar o referido troço, até meados de Novembro próximo. Refira-se que ainda estão em curso trabalhos de manutenção de estradas ao longo das principais ruas e avenidas da baixa da cidade.

Fim da linha para Dário Monteiro no comando técnico do Brera Tchumene FC. O técnico moçambicano não aguentou aos maus resultados e caiu antes mesmo do fim do Moçambola-2024, quando faltam duas jornadas por disputar.

Dário Monteiro chegou ao Brera Tchumene no início de Junho para substituir Hassane Jr. que acabava de ganhar uma bolsa para realizar um estágio em Portugal. Foi à quarta jornada que o treinador estreou no comando técnico do Brera, na altura a equipa na nona posição com quatro pontos.

À sua chegada ao clube de Tchumene, o técnico moçambicano tinha como missão principal garantir uma manutenção tranquila no Moçambola-2024, através de bons resultados. Na altura o técnico mostrava-se optimista num bom desempenho da equipa.

Durante a sua vigência no Brera Tchumene FC, Dário Monteiro somou 11 pontos em 16 jogos, alcançados graças a duas vitórias, frente ao Baía de Pemba (3-0) e Associação Desportiva de Vilankulo (3-1) e cinco empates, nomeadamente diante do Ferroviário de Nampula (1-1), Costa do Sol (1-1), Ferroviário de Maputo (0-0), Desportivo de Nacala (1-1) e Ferroviário de Lichinga (1-1).

Ao todo, e sob comando de Dário Monteiro, o Brera marcou 15 golos e sofreu 21. Dário Monteiro a equipa a duas jornadas do fim do Moçambola-2024, na penúltima posição com os mesmos 15 pontos do Textáfrica do Chimoio, equipa com a qual vai lutar pela manutenção até ao último minuto da prova.

Para substituir o lugar de Dário Monteiro, a direcção do Brera promoveu Amisse Barros, que era treinador adjunto.

 

Hassane Jr. pode regressar ao comando do Brera

Responsável por levar o Brera Tchumene ao Moçambola, Hassane Jr. deixou o cargo da equipa da Matola no começo da época e partiu para Portugal para aperfeiçoar o seu talento no sub-23 do Sporting Clube Braga e na equipa principal do Feirense.

Com o estágio terminado nas terras lusas, o técnico disse, numa entrevista às plataformas digitais do clube, ter sido uma experiência diferente. “Foi diferente. Interessante perceber até que ponto eles são ‘obcecados’ pelo detalhe e na busca pela perfeição, minimalistas no processo de pré, durante e pós treino. Muita ênfase aos vídeo-analistas, ao scouting, todos remando para o mesmo objectivo”, disse.

Hassane Jr falou do que aprendeu nos dois clubes portugueses. “No Feirense, diferente do Braga, tive a oportunidade de lidar com uma equipa sénior. Aprendi muito com o Mister Vitor Martins, treinador principal do Feirense, que foi adjunto no Porto B, fez parte da equipa técnica do Lopetegui e também foi adjunto de Luís Castro. Mister Vitor é um excelente ser humano e serei eternamente grato. Muito rico em conhecimento e com excelente equipa técnica. Certamente essas foram duas ótimas  experiências que me tornaram melhor treinador”, comentou.

Hassane também foi perguntado sobre a situação actual do Brera Tchumene no campeonato nacional e se disse confiante na manutenção no Moçambola. “Acompanhei os jogos do Brera no Moçambola. Equipa soube impor-se em vários jogos, mas manteve-se a infelicidade nos momentos de finalizar as jogadas. A manutenção depende 100% de nós e temos competência para conquistá-la”, finalizou o técnico.

Com mais esta experiência adquirida, Hassane Jr. pode voltar a comandar a equipa na próxima temporada, quer seja no Moçambola ou na segunda divisão, em função da classificação final.

 

As manifestações que têm sido convocadas pelo candidato presidencial do PODEMOS, Venâncio Mondlane estão a impactar de forma negativa na fluidez da logística no Porto da Beira, pois os maiores utilizadores do mesmo, os países do Interland, estão muito cautelosos com vista a evitarem danos.

De acordo com a Cornelder de Moçambique, operadora do Terminal do Porto da Beira, em média são movimentados 700 camiões por dia. Contudo, quando há manifestações o movimento baixa para menos da metade.

“Muitas empresas estão cautelosas por isso ontem circulou um número reduzido e durante os dias das manifestações o fluxo rodoviário reduziu muito, depois, quando se sentaram seguros temos 2000 camiões a quererem entrar no porto ao mesmo tempo e em dias recebemos 80 camiões por hora”, revelou Jean de Vries, administrador delegado da Cornelder de Moçambique.

O Porto da Beira é a principal porta de entrada para toda a carga que se desloca de e para Moçambique, assim como dos países do Interland. A redução na fluidez do tráfego, preocupa a Cornelder.
“Está difícil dizer os prejuízos mas os navios estão mais lentos por causa do congestionamento dos camiões. Os navios que dependem desse transporte ficam parados e isso provoca bastantes problemas na fluidez da logistica”, referiu.

As manifestações estão a impactar igualmente nas medidas tomadas para pôr fim ao congestionamento de camiões na entrada para o Porto da Beira.

“Por exemplo, a estrada de sentido único como essas manifestações está difícil de medir o impacto real porque temos dias muito calmos. Você tinha de carregar hoje mas se houve manifestações ou ameaças de manifestações as medidas de exigir documentação as medidas ficam mais difíceis de implementar”, acrescentou.

O conselho Islâmico de Angola condena a onda de violência contra os manifestantes em Moçambique, e pede ao governo local que encontre melhor forma de ultrapassar o momento que descreve como de grande preocupação.

As manifestações pós-eleitorais que têm lugar em Moçambique, constituem motivos de preocupação na região Austral e não só.

O conselho Islâmico de Angola que participa da primeira Conferência Internacional Islâmica dos países da CPLP em Maputo, condena o uso da força por parte da polícia.

Os cidadãos têm esse direito de poder ter essa forma de alternância de poder através das eleições, hoje não se justifica alternância por via da força, cabe o voto popular decidir num candidato que lhes convém. A violencia nao ae a via mais viavel, via mais viavel, mas como se dentro das liberdades e garantias as manifestacoes sao um direto”, defendeu o Secretario-Geral da instituição, David Já.

A reunião da comunidade Islâmica ao nível da CPLP que tem lugar em Maputo, vai discutir a persistencia do Terrorismo e solucocoes para o seu combate.

“Vamos enfatizar este tema do terrosimo, que atingiu a província de Cabo Delgado, temos aqui líderes religiosos, políticos e acadêmicos, juntos vamos refletir sobre este mal que afecta Moçambique e o mundo”, referiu Mussa Suede, porta-Voz do Conselho Islâmico de Moçambique.

A reunião tem duração de dois dias e termina este sábado.

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