O País – A verdade como notícia


ÚLTIMAS

Destaques

NOTÍCIAS

A Ministra da Educação, Samaria Tovela, apelou à paciência dos professores que reclamam o pagamento de horas extraordinárias em atraso, reconhecendo a legitimidade das suas reivindicações, mas sublinhando que o Estado não dispõe de capacidade financeira para liquidar toda a dívida de uma só vez.

A governante reagia à nova onda de paralisação das aulas protagonizada por docentes que exigem a regularização dos valores em dívida. Apesar de reconhecer o direito dos professores a reclamarem os seus créditos, Samaria Tovela considera que a interrupção das actividades lectivas não constitui a melhor forma de protesto, por prejudicar milhares de alunos.

A ministra alertou ainda que os docentes que aderirem à paralisação poderão enfrentar implicações e procedimentos administrativos previstos na lei.

Recorde-se que o Governo anunciou ter regularizado integralmente o pagamento das horas extraordinárias referentes ao ano de 2022 e parte de 2023. Contudo, continua por liquidar o remanescente desse ano, bem como a totalidade dos valores correspondentes a 2024.

Vídeos

NOTÍCIAS

Avançado do Real Madrid falou da luta contra o racismo após um episódio marcante que envolveu Lamine Yamal. Vinícius Júnior foi questionado sobre os cânticos de adeptos espanhóis no jogo de Espanha com o Egipto

“Quem não salta é muçulmano”, cantaram milhares de pessoas, num jogo em que Lamine Yamal, que segue a religião muçulmana, estava em campo. O avançado do Real Madrid apelou a que todos se juntem na luta contra o racismo.

“É sempre um tema complicado de abordar. Seguimos nesta luta, é importante que Lamine também fale, de modo a ajudar todos porque nós somos famosos, temos dinheiro, mas os pobres, os negros que estão por todo o lado, têm uma vida mais difícil, e nós, jogadores, podemos fazer muito. Não digo que Espanha, Alemanha ou Portugal sejam países racistas, mas há racistas nesses países, no Brasil também, é assim mesmo. Se continuarmos essa luta juntos no futuro, os novos jogadores poderão evitar estas situações e sobretudo todas as pessoas também”, disse esta segunda-feira, em conferência de imprensa.

Entre os muitos temas abordados um dia antes do duelo com o Bayern na 1.º mão dos quartos-de-final da Liga dos Campeões, Vini, que tem contrato com o Real até 2027, expressou o desejo de renovar o vínculo.

“Espero poder ficar muitos anos. Sabemos o que todos queremos e, no momento certo, faremos a renovação. Estou feliz aqui e quero ficar aqui muitos anos”, atirou.

Vinícius Júnior ainda foi interpelado a abordar as diferentes relações que estabeleceu com Xabi Alonso e com Arbeloa, depois de o antigo treinador do Bayer Leverkusen ter sido despedido em Janeiro.

Dois quadros seniores do Instituto Nacional de Segurança Social (INSS), um técnico da UGEA e um empresário foram detidos, nesta segunda-feira, por alegada prática de crimes de corrupção.

Os quadros seniores implicados no caso são o Director-Geral do INSS e o Director da DAF, na mesma instituição.  

Segundo apurou o “O País”, os visados são acusados de “instrumentalização de concursos”, com o propósito de “desvio de fundos” no INSS.

Os quatro detidos serão submetidos ao primeiro interrogatório na Secção de Instrução Criminal do Tribunal da Cidade de Maputo, ainda nesta segunda-feira.

Os EUA vão deportar migrantes de terceiros países da administração Trump para o Congo, assolado por conflitos ao abrigo do novo acordo,  numa altura em que esta nação africana enfrenta violência do M23.

A República Democrática do Congo vai tornar-se a mais recente nação africana a receber migrantes deportados dos EUA.

Os Estados Unidos chegaram a um acordo controverso com a República Democrática do Congo para deportar imigrantes de terceiros países para a nação africana assolada por conflitos.

Os deportados começarão a chegar ao Congo este mês, segundo o Ministério da Comunicação congolês citada pela africa News, sem ter avançado mais detalhes sobre a data ou o número de deportados esperados.

O ministério descreveu o acordo como temporário e que reflete o compromisso do Congo com a dignidade humana e a solidariedade internacional. 

Anunciado em abril de 2026, os EUA pagarão pela transferência e acomodação temporária de migrantes não americanos nem congoleses, enviando-os para um país com uma das piores crises humanitárias do mundo. Este é o mais recente de uma série de acordos semelhantes da administração Trump com nações africanas.

A República Democrática do Congo enfrenta conflitos há décadas, com violência particularmente no leste.

O valor da exportação de tabaco por Moçambique cresceu 16% em 2025, para 258,3 milhões de dólares, segundo dados do banco central do país.

Segundo a notícia publicada por Lusa, o tabaco é considerado umas das culturas de rendimento em Moçambique, que previa uma produção total de 72 380 toneladas em 2025, contra 92 343 toneladas em 2024, resultante de uma área total de 71 mil hectares de cultivo.

Num segundo relatório, este do Governo, sobre a execução orçamental de 2025, é referido que a divisão do tabaco em Moçambique atingiu os 7 255 milhões de meticais em termos do valor de produção, menos 4,1% face aos 7 567 milhões de meticais em 2024, sendo composta por duas empresas, a Mozambique Leaf Tobacco e Sociedade Agrícola de Tabaco.

O Governo moçambicano alertou anteriormente para o impacto nas receitas com impostos pela “redução da produção nacional do tabaco com a saída da empresa BAT para a África do Sul”.

No ano agrícola de 2022-2023, Moçambique contava com uma área de cultivo de tabaco de 76 850 hectares, tendo produzido 65 856 toneladas, o que representou então uma queda de 15% face ao período homólogo anterior.

Um relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS), divulgado em 2023, referia que Moçambique contava com a oitava maior área de cultivo de tabaco do mundo.

Com uma área disponível e cultivada com tabaco estimada pela OMS em 91 469 hectares, Moçambique era então o terceiro produtor na região africana, a seguir ao Zimbabué (112.770 hectares) e ao Malawi (100.962).

O Brasil, com a terceira maior área de cultivo, de 357 230 hectares, e Moçambique são as únicas nações da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) referenciados no relatório da OMS.

O documento identificava os 50 países com maior área de cultivo da planta, outrora classificada como medicinal e actualmente alvo de críticas e medidas políticas contra o uso massificado.

O Presidente da República, Daniel Chapo,  dirige hoje, no  distrito de Guijá, província de Gaza, a cerimónia central de  entrega de insumos agrários e pesqueiros aos produtores  afectados pelas cheias e inundações que assolaram as regiões  Sul e Centro do País. 

Segundo o comunicado da Presidência da República, a iniciativa insere-se no quadro das acções do Governo para  fazer face à situação de emergência, visando igualmente  dinamizar a segunda época da Campanha Agrária 2025/2026, através da recuperação das áreas afectadas e da promoção da  produção nacional, com o objectivo de reforçar a segurança  alimentar e nutricional. 

A cerimónia contará com réplicas nas províncias igualmente  afectadas pela calamidade, nomeadamente Maputo,  Inhambane, Manica, Sofala, Tete e Zambézia, sendo estas  dirigidas pelos respectivos Governadores. 

Ainda nesta segunda-feira, o Chefe do Estado desloca-se à  cidade de Nampula, onde vai proceder à entrega de 100  autocarros a serem distribuídos por 15 municípios das zonas  Centro e Norte do País.

Duas pessoas morreram após deslizamento de terra na Mina de Seis Carros, no distrito de Vandúzi, na província de Manica. Segundo as autoridades de Saúde, quatro pessoas deram entrada no Hospital Provincial de Manica após serem achadas nos escombros da mina onde estavam soterradas.

Deste número, duas pessoas acabaram por perder a vida sendo que os restantes dois continuam em observação na ortopedia da maior unidade sanitária da província de Manica.

Além das vítimas de soterramento, deram entrada no Hospital Provincial de Manica dois casos por agressão física, supostamente praticada pelos famosos homens-catana, tendo uma das vítimas ter pedido a vida. Esta não é a primeira vez que há registo de mortes na mina de “Seis Carros”.

Em Janeiro deste ano, três mineradores artesanais, incluindo um cidadão sul-africano e dois moçambicanos, perderam a vida por asfixia na mina de “Seis Carros”. As vítimas, com idades compreendidas entre os 25 e os 55 anos, terão morrido por inalação de monóxido de carbono enquanto dormiam no interior de uma cabana improvisada, onde se encontravam um fogão aceso e um gerador de energia em funcionamento.

Segundo as autoridades, na altura, o fogo foi aceso para combater o frio durante a noite chuvosa. “Eles acenderam fogo durante a noite e acabaram por adormecer. A cabana é feita de plástico, e acreditamos que tenham inalado monóxido de carbono, o que provocou a morte”, explicou Rezik Aly Setimane.

De acordo com a mesma fonte, no total, encontravam-se quatro pessoas no interior da cabana. “Eram quatro pessoas. Uma foi socorrida e levada para o Hospital Distrital de Vandúzi. Duas das vítimas mortais são naturais da província da Zambézia e a outra é um cidadão sul-africano, residente na Cidade de Maputo”, disse.

Rezik Setimane acrescentou que, durante a noite, o grupo ligou um gerador para produzir energia eléctrica, utilizada para bombear água acumulada no interior da mina. Na mina de Seis Carros, operam milhares de pessoas, na sua maioria jovens de várias nacionalidades, envolvidas na exploração ilegal de ouro.

O Município de Nampula necessita de mais de cinquenta autocarros para garantir a mobilidade dos munícipes. O edil local, Luís Giquira, afirma que os transportes actualmente existentes já não conseguem responder ao crescimento populacional.

Com o aumento da população e a expansão da cidade de Nampula, cresce o número de pessoas que dependem do transporte público. Os autocarros disponíveis já não conseguem cobrir todos os bairros, sobretudo os de expansão, onde milhares de famílias passaram a residir nos últimos anos.

Perante este cenário, o presidente do Conselho Municipal de Nampula reconhece que a cidade enfrenta um défice de transporte urbano. O Governo vai proceder, nesta segunda-feira, à entrega de 100 autocarros destinados às autarquias das regiões Norte e Centro do País.

A iniciativa enquadra-se no projecto de melhoria do sistema de transporte urbano, que prevê reforçar a circulação de passageiros e reduzir problemas de mobilidade nas cidades. Segundo as autoridades, com este investimento, espera-se transportar cerca de um milhão e quatrocentos mil passageiros por mês.

Entre as cidades que deverão beneficiar da iniciativa está Lichinga, onde a escassez de transporte urbano tem afectado diariamente milhares de munícipes.  A cerimónia de entrega dos cem autocarros será dirigida, nesta segunda-feira, pelo Presidente da República, Daniel Chapo.

Um mês depois das chuvas intensas, há ainda casas submersas na cidade de Inhambane, com famílias que continuam a viver o drama das cheias sem uma solução definitiva. Entretanto, as autoridades municipais falam da criação de um espaço para reassentar até 80 famílias, um número que expõe a dimensão de um problema que ainda está longe de ser resolvido.

Mais de um mês depois das chuvas intensas que atingiram a cidade de Inhambane, há bairros que continuam debaixo de água, num cenário que teima em prolongar o sofrimento de dezenas de famílias. Desde Março, muitas vivem uma nova realidade, feita de incerteza, perdas e adaptação forçada, sem sinais claros de regresso à normalidade.

A permanência das águas levanta, agora, um novo alerta, pois as famílias temem o surgimento de doenças de origem hídrica, num contexto em que as condições de salubridade se degradam a cada dia.

Em vários pontos da cidade, moradores apontam causas que vão além da chuva. Denunciam que o bloqueio dos canais de drenagem, hoje ocupados por construções, está a agravar o escoamento das águas e a transformar bairros em zonas de retenção.

No bairro Marrambone, nos arredores da cidade, o cenário é de recomeço forçado, com algumas famílias a tentar reconstruir a vida depois de terem sido obrigadas a abandonar as suas casas.

Até agora, cinco famílias vivem em tendas desde Janeiro, aguardando as casas prometidas pela edilidade. Segundo as autoridades locais, o espaço deverá acolher até 80 famílias afectadas pelas inundações, um número que mostra a dimensão do problema ainda por resolver.

Recorde-se que, só na cidade de Inhambane, mais de 500 famílias foram afectadas pelas cheias deste ano. Em algumas zonas, as águas já recuaram, mas noutras, a crise continua.

O antigo judoca moçambicano, Nilton Mujovo, 6 Dan, foi reeleito vice-presidente da Confederação Austral de Judô (SAJC), para um mandato do quadriénio 2026-2030. A eleição aconteceu na Assembleia Geral do Órgão, realizada em Lusaka, Zâmbia, esta sexta-feira. 

A reeleição de Nilton Munjovo simboliza a confiança por parte dos membros da Confederação Austral de Judô, pelo trabalho desenvolvido ao longo do último mandato a dirigir os destinos da modalidade ao nível da região.

Para além de ser vice-presidente da Confederação Austral de Judô, Nilton Mujovo exerce também o cargo de membro executivo da Associação de Judô dos Países da Commonwealth (CJA), com foco na organização dos Jogos da Commonwealth de Glasgow, prova a decorrer no Reino Unido, em Julho do presente ano. 

Ex-vice-presidente da Federação Moçambicana de Judô, actualmente Mujovo ocupa o papel de Vogal da Direcção.

A Confederação Austral de Judô (SAJC) tem a missão de coordenar os Jogos da AUSC-R5, que terão lugar em Maputo, em Dezembro deste ano.

 

+ LIDAS

Siga nos

Galeria