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O partido PODEMOS pretende reforçar a sua implantação em todo o território nacional até 2027, com a criação e consolidação de estruturas em todos os distritos, postos administrativos e bairros do País. O objectivo foi reiterado durante uma sessão do Conselho Político, considerada pela direcção como decisiva para a definição das prioridades do partido para os próximos seis meses.

Na abertura dos trabalhos, a liderança do PODEMOS defendeu que o fortalecimento da organização interna constitui um requisito essencial para que o partido possa responder às expectativas dos moçambicanos e concretizar os objectivos políticos a que se propõe.

Segundo o dirigente, a sessão irá aprovar o plano de actividades para o segundo semestre do ano, definindo as linhas de actuação dos órgãos centrais, provinciais e distritais, bem como os mecanismos de coordenação e monitoria das acções do partido.

A direcção explicou que a planificação semestral permite avaliar a execução das actividades, corrigir eventuais falhas e ajustar as estratégias em função dos resultados alcançados. Neste contexto, considerou positiva a avaliação do plano anterior e defendeu a necessidade de aprofundar o processo de capacitação das estruturas distritais para assegurar uma maior presença do partido junto das comunidades.

O PODEMOS reafirmou igualmente a intenção de consolidar a sua organização de base, sustentando que a implementação das orientações políticas depende da existência de estruturas activas em todos os níveis da administração territorial.

Durante a intervenção, a liderança saudou o desempenho da bancada parlamentar, destacando o trabalho de fiscalização desenvolvido na Assembleia da República, e enalteceu igualmente o papel das estruturas distritais na interpretação e resposta aos desafios políticos.

Reconhecendo tratar-se de um partido ainda jovem, a direcção admitiu a existência de dificuldades próprias do processo de crescimento, mas defendeu que os desafios enfrentados devem servir de aprendizagem e contribuir para o amadurecimento da organização.

A liderança manifestou confiança de que o PODEMOS continuará a consolidar-se como uma das principais forças políticas do País, apelando aos membros para manterem o espírito de unidade, reforçarem os mecanismos internos de trabalho e prosseguirem o processo de implantação das estruturas em todo o território nacional.

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O Governo da Venezuela distribuiu 1200 militares em todo o país, para “garantir a paz” antes e durante a tomada de posse de Nicolás Maduro para um novo mandato presidencial, na próxima sexta-feira.

A operação foi anunciada, segundo o Notícias ao Minuto, pelo Comando Estratégico Operacional das Forças Armadas Bolivarianas, num vídeo divulgado nas redes sociais, onde se vê militares em várias ruas do centro e em estações de metro de Caracas, a capital venezuelana.

“Iniciámos um destacamento pela segurança e a paz do nosso povo. Somos 1.200 homens e mulheres uniformizados da gloriosa Força Armada Nacional Bolivariana (…) Vamos garantir a paz do país, vamos dar segurança ao povo, vamos garantir que no dia 10 de Janeiro o presidente tomará posse. No dia 10 tomamos posse com ele”, disse o coronel Alexander Granko Arteaga, da Direcção de Contrainteligência Militar (serviços de informações militares), num vídeo divulgado no Instagram.

De acordo com o Notícias ao Minuto, o coronel Alexander Granko Arteaga afirmou ainda que a revolução e a Venezuela estão sob ameaça e que têm sido realizadas operações contra mercenários, com resultados frutíferos.

A Venezuela realizou eleições presidenciais em 28 de Julho, após as quais o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) atribuiu a vitória ao actual Presidente Nicolás Maduro, com pouco mais de 51% dos votos.

A oposição afirma que o seu candidato, Edmundo González Urrutia (actualmente exilado em Espanha), obteve quase 70% dos votos. Além da oposição venezuelana, vários países denunciaram fraude eleitoral e têm exigido que o CNE apresente as actas de votação para uma verificação independente.

Na quinta-feira, as autoridades venezuelanas ofereceram uma recompensa de 100 mil dólares norte-americanos (97,4 mil euros) por informações sobre o paradeiro de Urrutia.

Os resultados eleitorais foram contestados nas ruas, com manifestações reprimidas pelas forças de segurança, com o registo, segundo as autoridades, de mais de 2400 detenções, 27 mortos e 192 feridos.

O Alto-Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Türk, saudou  hoje a abolição da pena de morte no Zimbabwe, mas apelou para a supressão da disposição que permite o levantamento da abolição em caso de estado de emergência.

Zimbabwe aboliu oficialmente a pena de morte na terça-feira, depois de o Presidente Emmerson Mnangagwa ter assinado um projecto de lei que comuta as penas de cerca de 60 pessoas no corredor da morte por penas de prisão.

“Congratulo-me com a assinatura pelo Presidente do Zimbabué de uma lei que abole oficialmente a pena de morte no país”, mas “apelo ao Governo do Zimbabué para que dê mais um passo neste caminho louvável, eliminando a disposição que autoriza o restabelecimento da pena em caso de estado de emergência”, declarou Volker Türk através de um comunicado de imprensa, citado pela Lusa.

A lei sobre a abolição da pena de morte, publicada na terça-feira no Diário da República, estipula que os tribunais deixam de poder aplicar a pena de morte a qualquer crime e que qualquer condenação à morte existente é comutada por uma pena de prisão.

No entanto, uma disposição determina que esta abolição pode ser levantada em caso de estado de emergência.

Há trabalhadores que vivem na incerteza em relação aos seus empregos, depois da vandalização e saque em muitos armazéns, fábricas e lojas, na Cidade da Matola, Província de Maputo. A destruição de infra-estruturas está, também, a afectar o abastecimento de pequenos comerciantes em produtos. Os empresários ainda não sabem por onde recomeçar. Para já, decorre a limpeza dos estabelecimentos. 

A capital industrial do país encontra-se em  ruínas… Quase todas as lojas, armazéns e estabelecimentos comerciais da Cidade da Matola foram vandalizados, queimados ou saqueados. Nos locais, os malfeitores só deixaram o que para eles não tinha valor e os vestígios de que estiveram por perto são indisfarçáveis. Ninguém os pôde parar…

Os proprietários dos estabelecimentos comerciais estão de rastos e  desolados. Do lado exterior dos estabelecimentos vandalizados estão os pequenos comerciantes que dependiam deles para abastecer as suas bancas.

Porque por perto já não há onde comprar os produtos a grosso, eles fazem-no num local distante e a preços que os consideram exorbitantes. 

Os estabelecimentos destruídos não eram úteis só para os comerciantes. Aos moradores e vendedores ambulantes também beneficiam. Mas há muito mais. Além da vandalização, houve muitas mortes. Algumas pessoas morreram quando tentavam saquear os produtos nos armazéns. 

Os que escaparam à morte, agora, enfrentam dias difíceis. E uma dessas pessoas é Armindo Ngulele, fiel do armazém do supermercado Cogef. Não há mais sorriso que torne os seus dias especiais. Os dias deixaram de ser os mesmos. No lugar de esperança, agora, reina a incerteza.

Armindo Ngulele é quem recebia os produtos do supermercado e era ele que os entregava para a venda. O saque e incêndio colocou em causa a única fonte de renda para a sua família composta por seis membros. Embaixo vê os escombros e de cima busca respostas para as várias perguntas que tem na mente. É que, apesar de o patronato ter garantido que não vai despedir ninguém, Armindo Ngulele vive muita incerteza.

No local visitado esta sexta-feira, onde se encontra muito lixo, costumava estar cheio de mercadorias. Mercadorias que eram depois levadas para a loja. Quem colocava nas prateleiras da loja era Irene Mateus, a organizador de prateleiras

Actualmente, Irene junta-se à equipa que faz as limpezas do estabelecimento. O patronato até garantiu que ninguém será despedido. Ainda assim, os seus dias continuam escuros, ela e os seus colegas procuram uma luz que ilumine o seu futuro.

Numa outra abordagem, vimos uma espécie de um lar que ficou amargo, onde se tinha tudo que dá conforto a uma casa. Porém, no contexto dos protestos, foram abertos vários furos nas paredes para retirar bens; além daqueles que saíram pela porta grande. Saíram os bens da loja, e entrou a depressão na vida de Yuran Tembe, que era gerente da Home Store, na Matola. Os seus patrões, donos do centro comercial, que são chineses, regressaram ao seu país logo depois do ocorrido. Aliás, alguns ficaram por falta de dinheiro de passagens. Até porque acabavam de fazer um investimento grande na loja. 

E tudo virou nada. O que resta ao Yuran e aos seus colegas que, apesar das incertezas, é todos os dias ir ao local que já foi de trabalho. Sem nada a fazer, alimentam-se das memórias.

Yuran Tembe lembra-se muito bem de como era a organização do seu escritório.

Na Construa da Machava Socimol, os funcionários e clientes, nos corredores foram substituídos por estilhaços e lixo da destruição.

 

A ronda pelos postos de abastecimento de combustível começou pela Avenida Acordos de Lusaka, na capital do país. O posto de combustível da Total Energies era, antes dos protestos pós-eleitorais, a segunda bomba nessa avenida a funcionar, mas agora está fechada.

O encerramento não é por falta de combustível para vender. O facto é que o equipamento que permite o abastecimento às viaturas foi vandalizado e a loja também. 

Da Avenida Acordos de Lusaka não é preciso ir longe. Na Julius Nyerere, avenida que liga uma das zonas mais nobre de Maputo e o subúrbio, encontram-se bombas, também da Total Energies. A imagem diz tudo e desperta indignação.  

Este jornal entrou em contacto com o director dos Recursos Humanos de uma das bombas destruídas,  na Cidade de  Maputo, e revelou que não há condições para manter a actividade. Explicou Rui Macarala.

A bomba de combustível em causa é da Total. De acordo com o director Rui Macarala, apenas tinham um contrato de exploração.  

A loja de conveniência das bombas em causa foi saqueada e vandalizada nos últimos dias dos protestos pós-eleitorais. No mesmo perímetro, ao longo da Avenida Julius Nyerere, a bomba de combustível da Engen está deserta.     

Na Avenida de Moçambique, encontramos uma bomba da Galp. Ali, além de vandalizar a bomba de combustível e todo o sistema eléctrico, roubaram dinheiro do caixa e do cofre do estabelecimento. Confirmou um dos trabalhadores sem gravar a entrevista.  

É esta a realidade em muitos postos de abastecimento de combustível ao longo da capital do país. 

 

Os membros das comissões provinciais e distritais de eleições reclamam o pagamento de subsídios atrasados ao Secretariado Técnico de Administração Eleitoral. Os membros dos órgãos eleitorais dizem-se ignorados pelo STAE.

Os membros dos órgãos eleitorais, na Cidade de Maputo, dirigiram-se, esta sexta-feira, ao Secretariado Técnico de Administração Eleitoral para exigir o pagamento de subsídios em atraso. 

Em causa está o décimo terceiro subsídio referente ao ano 2023, no âmbito das eleições autárquicas.

Nas eleições gerais, em 2024, o grupo reclama o pagamento dos meses de Outubro, Novembro e Dezembro.

No STAE, os membros dos órgãos eleitorais foram recebidos, mas não tiveram resposta satisfatória. 

O grupo diz que vai continuar a pressionar o STAE até que os seus subsídios sejam pagos. 

Contactada telefonicamente, a porta-voz do STAE remeteu-nos ao director da instituição na Cidade de Maputo. Este, por sua vez, não atendeu aos telefonemas.  

 

Professores ameaçaram boicotar os exames especiais agendados para alunos que não conseguiram realizar provas nacionais, em Dezembro, face às paralisações da classe e aos protestos pós-eleitorais. A classe diz que a condição é o Governo pagar horas extraordinárias em atraso.

“Primeiro que paguem todas as horas extras em atraso, depois vamos controlar os exames especiais, do contrário, vão dizer que estamos a boicotar os exames, enquanto estamos a exigir nossos direitos”, disse o porta-voz da Associação Nacional dos Professores (Anapro), Marcos Mulima, em declarações à Lusa.

Entre outros aspectos, os professores reclamam dos atrasos no pagamento de horas extraordinárias de dois meses e 18 dias de 2022, de todo o ano de 2023 e também de todo 2024, bem como “melhor enquadramento” na Tabela Salarial Única (TSU).

O porta-voz da Anapro disse que, além dos “exames especiais”, o arranque do ano letivo para o ensino geral e técnico e profissional está igualmente “comprometido”, ameaçando uma paralisação geral das atividades até o executivo saldar as dívidas.

O Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano (MINEDH) de vai submeter a exames especiais, em Janeiro, todos os estudantes da 10.ª e 12.ª classes que não conseguiram realizar os exames nacionais.

Perto de meia tonelada de cannabis sativa foi hoje incinerada pelas autoridades da justiça  na província de Tete. Parte da droga é de origem Suazi e tinha como destino o Malawi e Zimbabwe.

A droga incinerada é resultado de apreensões realizadas pelas autoridades entre 2021 e 2024. Parte da droga incinerada é de origem Suazi e foi apreendida no terminal de transporte rodoviário de Tete, prestes a ser exportada para os países vizinhos como o Malawi e Zimbabwe.

Ao todo, foram incinerados 492 quilogramas de cannabis sativa. Em conexão com o caso, quatro pessoas encontram-se detidas, duas das quais são funcionários das transportadoras Nagi Investimentos e Space lines, indiciados de envolvimento no tráfico de drogas.

Além de quantidade de cannabis sativa, também foram incineradas  diversas quantidades de fármacos, todos de origem estrangeira. Moatize, Angónia e Tsangano, são os distritos tidos maiores focos de produção da cannabis sativa na província de Tete.

Nove meses depois da tempestade tropical Filipo, a marginal de Vilankulo, na Província de Inhambane, continua degradada e sem nenhuma intervenção das autoridades. Os residentes daquela zona dizem que deve ser feita uma intervenção o mais rápido possível para evitar a perda de vidas humanas.

Aquele que era um dos principais cartões de visita de Vilankulo, na Província de Inhambane, está degradada há 9 meses.

Desde a passagem da tempestade tropical Filipo, a marginal de Vilankulo está abandonada, onde até os troncos das árvores que caíram em Março do ano passado continuam no mesmo lugar.

As árvores que aguentaram a força dos ventos fortes não resistiram ao tempo e morreram.

A via está tão mal que é um verdadeiro risco conduzir por aquela zona, conforme relatam vários munícipes que não têm vias alternativas.

Em nove meses, já houve viaturas que caíram no local, devido às condições da estrada.

E para evitar que o pior aconteça, os residentes dizem que é urgente uma intervenção, pela segurança das pessoas.

Com a marginal de Vilankulo no mau estado, as pessoas preferiram outros lugares para passar a festa de final de ano, contrariando a tradição dos residentes de Vilankulo que fazem a virada de ano à beira mar.

 

 

Desde esta quinta-feira, a fronteira de Ressano Garcia, na província de Maputo, está a registar o pico do movimento migratório, depois da quadra festiva, noticia a rádio pública.  

A fim de corresponder ao intenso movimento, segundo a Rádio Moçambique, foi reactivado, ainda esta quinta-feira, o posto de atendimento do Quilómetro 4, em Ressano Garcia, onde estão posicionadas equipas moçambicanas e sul-africanas.

“Entre os viajantes, estão mais quatro mil mineiros dos doze mil, que eram esperados em Moçambique, sendo que cinquenta por cento retornaram para o trabalho, logo depois da festa do Natal”, avança a fonte.

O delegado do Ministério do Trabalho na África do Sul, Boaventura Manhique, explicou que o sector adoptou estratégias para um atendimento especializado aos mineiros de modo a facilitar o seu regresso. “Temos em Ressano Garcia um balcão do mineiro, onde ele tem um tratamento diferenciado do restante público que usa a fronteira “, disse o delegado do Ministério do Trabalho na África do Sul, citado pela Rádio Moçambique. 

O delegado do Ministério do Trabalho na África do Sul aproveitou a ocasião para apelar os trabalhadores das minas da África do Sul, que ainda não retornaram, a adoptarem uma condução defensiva, de modo a evitar acidentes de viação, conclui a Rádio Moçambique. 

 

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