Skip to main content

O País – A verdade como notícia


ÚLTIMAS

Destaques

NOTÍCIAS

O partido PODEMOS pretende reforçar a sua implantação em todo o território nacional até 2027, com a criação e consolidação de estruturas em todos os distritos, postos administrativos e bairros do País. O objectivo foi reiterado durante uma sessão do Conselho Político, considerada pela direcção como decisiva para a definição das prioridades do partido para os próximos seis meses.

Na abertura dos trabalhos, a liderança do PODEMOS defendeu que o fortalecimento da organização interna constitui um requisito essencial para que o partido possa responder às expectativas dos moçambicanos e concretizar os objectivos políticos a que se propõe.

Segundo o dirigente, a sessão irá aprovar o plano de actividades para o segundo semestre do ano, definindo as linhas de actuação dos órgãos centrais, provinciais e distritais, bem como os mecanismos de coordenação e monitoria das acções do partido.

A direcção explicou que a planificação semestral permite avaliar a execução das actividades, corrigir eventuais falhas e ajustar as estratégias em função dos resultados alcançados. Neste contexto, considerou positiva a avaliação do plano anterior e defendeu a necessidade de aprofundar o processo de capacitação das estruturas distritais para assegurar uma maior presença do partido junto das comunidades.

O PODEMOS reafirmou igualmente a intenção de consolidar a sua organização de base, sustentando que a implementação das orientações políticas depende da existência de estruturas activas em todos os níveis da administração territorial.

Durante a intervenção, a liderança saudou o desempenho da bancada parlamentar, destacando o trabalho de fiscalização desenvolvido na Assembleia da República, e enalteceu igualmente o papel das estruturas distritais na interpretação e resposta aos desafios políticos.

Reconhecendo tratar-se de um partido ainda jovem, a direcção admitiu a existência de dificuldades próprias do processo de crescimento, mas defendeu que os desafios enfrentados devem servir de aprendizagem e contribuir para o amadurecimento da organização.

A liderança manifestou confiança de que o PODEMOS continuará a consolidar-se como uma das principais forças políticas do País, apelando aos membros para manterem o espírito de unidade, reforçarem os mecanismos internos de trabalho e prosseguirem o processo de implantação das estruturas em todo o território nacional.

Vídeos

NOTÍCIAS

O presidente do Quénia e presidente da Comunidade da África Oriental, William Ruto, convocou, esta segunda-feira, uma cimeira extraordinária, para abordar a crescente crise de segurança no leste da República Democrática do Congo (RDC). Isso depois que os rebeldes do M23 tomaram o controle de Goma, a capital da província de Kivu do Norte. 

Mais de um milhão de pessoas já se deslocaram, no leste da República Democrática do Congo, das quais 400 mil na cidade de Goma, após a invasão, no domingo passado, pelo grupo dos rebeldes 23, apoiados pelos soldados ruandeses.

O avanço das tropas, que, pela segunda vez, tomaram o controlo da cidade, depois do episódio de 2012, está a provocar agitação, com Kinshasa a acusar o Ruanda de estar a declarar uma guerra. 17 pessoas já perderam a vida na região.

Com objectivo de evitar o alastramento das hostilidades, o Presidente do Quénia, William Ruto, convocou uma reunião de emergência da Comunidade dos Estados da áfrica de Leste, para as próximas 24 horas.

“Como actual presidente da Comunidade da África Oriental, o Quénia está ciente da responsabilidade crítica da região em reduzir a violência e facilitar o diálogo entre as partes envolvidas. Confirmamos e acreditamos firmemente que uma solução sustentável só pode ser alcançada por meio do engajamento, do diálogo construtivo e de um verdadeiro compromisso com a paz”, disse Ruto.

Os Presidentes Félix Tshisekedi, da República Democrática do Congo, e Paul Kagame, do Ruanda, são intimados para o referido encontro. 

O posicionamento do estadista queniano, acontece dias depois da confirmação da falha de um cessar-fogo mediada por Angola. 13 soldados da Missão das Nações Unidas na República Democrática do Congo, a Monusco, já terão perdido a vida nos últimos dias em Goma.

O governo da Guiné-Bissau vai propor ao Presidente Umaro Sissoco Embaló a realização de eleições gerais e legislativas entre 23 de Outubro e 25 de Novembro.

De acordo com a DW, o anúncio foi feito pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Carlos Pinto Pereira, num encontro com o corpo diplomático creditado na Guiné-Bissau.

O encontro, no Ministério dos Negócios Estrangeiros, em Bissau, serviu para transmitir a posição do Governo sobre as eleições presidenciais, numa altura em que está a terminar o mandato do Presidente, e das legislativas convocadas e adiadas depois da dissolução da assembleia em dezembro de 2023.

As legislativas antecipadas estavam marcadas para 24 de Novembro de 2024, mas foram adiadas porque o Governo concluiu não haver condições, depois de ouvidos os partidos e a sociedade civil.

Mais de quatro mil trabalhadores do sector do turismo, em Vilankulo, foram afectados pela crise pós eleitoral que se vive em Moçambique. Muitos dos empregadores reduziram os salários em até 50% e outros foram forçados a aplicar férias colectivas até que a situação melhore.

Os meses de Outubro, Novembro e Dezembro de 2024 e Janeiro de 2025 deveriam ser os meses de pico para o turismo em Vilankulo, com a previsão de chegada de milhares de turistas. Mas, devido a crise pós-eleitoral, que o país vive, esse acabou sendo o pior período para os operadores turísticos, uma situação que afectou directamente a mais de 4 mil trabalhadores só no distrito de Vilankulo.

Sem clientes e sem dinheiro a entrar para  os cofres, os gestores hoteleiros foram obrigados a tomar medidas para reduzir custos operacionais, enquanto a crise prevalece.

Com as férias de Janeiro, em época normais as estâncias hoteleiras em Vilankulo registam uma taxa de ocupação acima de 60%, mas neste momento, há hoteis com mais de 20 quartos, dos quais apenas dois estão ocupados.

Os ministros já foram empossados. Mas afinal quem são e de onde vêm? Conheça, a seguir, os seus perfis. Entre eles, há políticos e técnicos e há quem já tenha experiência na gestão de ministérios.

NYELETI MONDLANE –  MINISTRA DOS COMBATENTES

Tem 63 anos. É mestre em Antropologia pela Universidade Manchester, na Inglaterra. 

Foi deputada da Assembleia República pelo Círculo Eleitoral da Zambézia, entre 2009 e 2015, quando passou a ocupar o cargo de vice-ministra dos Negócios Estrangeiros. 

Em 2017 foi nomeada Ministra da Juventude e Desportos, cargo que ocupou até 2020 quando tornou-se ministra do Género, da Criança e da Assistência Social, cargo que ocupou até Janeiro em curso.

2009 – 2015 – Deputada da Assembleia República pelo Círculo Eleitoral da Zambézia.

SAMARIA DOS ANJOS FILEMON TOVELA – Ministra da Educação e Cultura 

É Doutorada em Linguística pela Universidade Eduardo Mondlane, foi Reitora do ISTEG, actualmente, Universidade Wutivi – Unitiva. 

Trabalhou no  Instituto Nacional de Desenvolvimento de Educação (INDE), onde, entre outras, desempenhou as funções de técnica pedagógica, instrutora e coordenadora do currículo local no âmbito da implementação do ensino básico.

IVETE ANGELA DOS ANJOS FERRÃO ALANE – Ministra do trabalho  Género e Acção Social 

De 48 anos, é pós-graduada em Administração Pública pelo Instituto Superior de Administração Pública.

Em 2008 foi indicada  Secretária Permanente do Governo da Província de Niassa, cargo que exerceu até 2010, quando passou para  o Ministério da Mulher e Acção Social, onde também trabalhou como Secretária Permanente, até 2015. 

De 2015 a 2020 foi secretária permanente do Ministério da Juventude  e Desporto e nos últimos anos, de 2020  até à data da sua nomeação, desempenhou a função de Secretária Permanente da Secretaria de Estado, Juventude e Emprego. 

FERNANDO RAFAEL – Ministro das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos

Tem 43 anos. É Mestrado em Contabilidade, Fiscalidade e Finanças Empresariais pela Universidade Politécnica. 

É contabilista de profissão. 

Nos últimos 15 anos, exerceu a função de director Financeiro da Companhia Industrial da Matola. Foi Controlador Financeiro da Colgate Palmolive Moçambique, onde liderou processos de gestão financeira e optimização de custos operacionais. 

Desempenhou as funções de Director Financeiro e Administrativo, da Rede Viária de Moçambique.  

RICARDO SENGOMinistro na Presidência para os Assuntos da Casa Civil

Tem 55 anos. Mestrado em Economia Agrícola e Finanças para o Desenvolvimento

Ricardo tem dois mestrados em Economia Agrícola pela Queensland University da Austrália e em Finanças para o Desenvolvimento Stellenbosch University da África do Sul.

É co-fundador e Presidente executivo da Mozambique Electronic Tracking Services (MECTS). Trabalhou no Banc ABC Moçambique como director da Banca Corporativa e de Investimentos.

Foi director da Banca de Negócios para o Standard Bank Angola, director do Agronegócio para as operações do Standard Bank em África, Standard Bank- África do Sul. 

Trabalhou na KPMG – África do Sul onde ocupou as funções de Gerente Conselheiro em Moçambique e Director Adjunto, Serviços de Aconselhamento e Desenvolvimento.

CAIFADINE MANASSE- Ministro da Juventude e Desportos 

Já passou pela Assembleia da República como deputado. Passou pelo Secretariado do Comité Central da Frelimo, onde desempenhou as funções de Secretário para Mobilização, Organização e Propaganda do partido Manasse foi também porta voz da Frelimo.

A equipa da Daniel Chapo já está quase completa, faltando agora saber quem será o ministro da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos. 

Na Ilha de Moçambique e em Mossuril, há mais de 80 mil famílias afectadas pelo ciclone Dijeledi que precisam de ajuda para recomeçarem a vida. O governador de Nampula lidera um movimento de angariação de bens para apoiar essas famílias e os primeiros mantimentos seguiram esta terça-feira.

Mossuril e Ilha de Moçambique são os pontos mais afectados pelo ciclone Dikeledi e há mais de 80 mil famílias a necessitarem de ajuda humanitária. Os camiões seguiram esta terça-feira e prevê-se que a partir da quarta-feira o INGD inicie a distribuição dos produtos até aqui conseguidos.

O levantamento exaustivo dos danos ainda está em curso em todos os distritos afectados pelo ciclone do dia 13 de Janeiro em curso.

O extinto Ministério da Cultura e Turismo, através do Instituto Nacional das Indústrias Culturais e Criativas, lançou, em Outubro do ano passado, a segunda edição do Fundo de Financiamento à Actividade Audiovisual e Cinematográfica – CONFIAAC.  O prazo para submissão de candidaturas está marcado para 30 de Janeiro corrente, quinta-feira. 

O fundo, que se enquadra no âmbito da Lei n. 1/2017 Lei do Audiovisual e Cinema, bem como na Política das Indústrias Culturais e Criativas, entre outros instrumentos normativos, visa incentivar o desenvolvimento do talento e da criatividade audiovisual e cinematográfica nacional, sector que tem atraído bastante mão-de-obra juvenil, principalmente nos principais centros urbanos, transformando-se deste modo, numa potência para a geração de emprego e de renda. 

Ao fundo são elegíveis a concorrerem ao financiamento todos os jovens cineastas, realizadores e produtores. 

O Coordenador do CONFIAAC, Plácido Mereque, insta a toda classe da sétima arte a submeter os seus projectos e considera que esta é uma oportunidade ímpar e necessária para dinamizar a área do audiovisual e cinema.

“Pensamos que os produtores e realizadores precisam de um incentivo directo para materializar os seus projectos e este concurso surge para apoiar e permitir que a classe seja mais actuante através deste financiamento. Esta é a intervenção do INICC para a melhoria do cenário actual do cinema nacional”. 

Para a segunda edição, estão disponíveis seis milhões e quinhentos mil Meticais (6.500.000,00mt), valor que abrange todo país. 

O concurso pretende apoiar e financiar a produção cinematográfica com enfoque nos novos talentos e primeiras obras, produção de videoclipes musicais, distribuição e exibição de obras audiovisuais e cinematográficas. 

O financiamento da produção de videoclipes, a distribuição e a exibição constituem categorias de inovação nesta segunda edição, já que a primeira edição esteve essencialmente focada na produção. 

Para o presente concurso, serão apoiadas as seguintes modalidades: Produção: 4 (Quatro) projectos de ficção de curta-metragem, que tenham no mínimo 5 minutos e máximo 12 minutos, sendo cada um no valor de até 600.000,00 Mts (Seiscentos Mil Meticais); 2 (Dois) projectos de documentário que tenham no mínimo 15 minutos e máximo 30 minutos, sendo cada um no valor de até 650 000 Mts (Seiscentos e Cinquenta Mil Meticais); 4 (quatro) projectos de produção de videoclipes, sendo cada um no valor de até 200.000.00 Mts (Duzentos Mil Meticais). Distribuição: 2 (dois) projectos de distribuição de obras audiovisuais e cinematográficas, sendo cada um no valor de até 500.000,00Mts (Quinhentos Mil Meticais) por cada projecto. Exibição: 2 (dois) projectos de apetrechamento, reabilitação e adaptação de edifícios para exibição de obras audiovisuais e cinematográficas, sendo cada um no valor de até 500.000,00 Mt (Quinhentos Mil Meticais). 

Nas modalidades a financiamento para esta edição, destaca-se com particular enfoque a distribuição, a qual representa o elemento-chave a criação de mercados para a produção audiovisual e cinematográfica nacional. 

Com esta modalidade, espera-se receber e financiar projectos que possam garantir que a activação desta etapa importante da cadeia de valor da indústria audiovisual e cinematográfica, garantindo que as obras possam circular e serem acedidas pelo público nacional e internacional, quer em forma de exibição em salas de cinema, ou ainda pela televisão, ou ainda em casa por meio de plataformas de streamings. 

O financiamento é iniciativa do Ministério da Educação e Cultura gerido pelo Instituto Nacional das Indústrias Culturais e Criativas (INICC).

 

Várias embaixadas, incluindo a do Ruanda, foram atacadas em Kinshasa, capital da República Democrática do Congo, num momento em que a ONU alerta para o risco de mortes por fome em Goma, palco de violentos confrontos.

Segundo escreve a DW, os ataques às embaixadas do Ruanda, França, Bélgica, Estados Unidos, Uganda e Quénia foram realizados por manifestantes, quando os rebeldes avançam no leste do país, segundo fontes diplomáticas.

O ministro dos Negócios Estrangeiros francês, Jean-Noël Barrot, qualificou de “inaceitáveis”. O chefe da diplomacia francesa escreveu na rede social X que tudo está a ser feito para assegurar a segurança do pessoal. 

Por sua vez, a ONU alertou, através do Programa Alimentar Mundial, para a falta de alimentos na cidade de Goma, precisamente onde se verificam, há seis dias, violentos combates em áreas residenciais entre o grupo rebelde M23 e as forças armadas congolesas.

A situação só pode piorar nas próximas horas com o encerramento do aeroporto de Goma e o bloqueio das principais vias de acesso, afirmou a porta-voz da agência, Shelley Thakral, a partir de Kinshasa, escreve a DW.

Estima-se que pelo menos uma em cada quatro pessoas em Goma corre o risco evidente de morrer de fome se a situação não for desbloqueada.

A CTA diz que a redução, pelo Banco de Moçambique, da taxa MIMO e de reservas obrigatórias dos bancos comerciais vão facilitar o acesso a empréstimos pelo empresariado. Os patrões dizem, entretanto, que o Banco Central deveria obrigar a banca a estender o prazo para cobrar juros de mora devido ao contexto de crise pós-eleitoral.

A decisão do Banco de Moçambique em reduzir a taxa de reservas obrigatórias em 10 por cento para a moeda nacional e 10,5 em moeda estrangeira faz parte das exigências feitas pelo sector privado durante o último trimestre do ano passado. A medida é acertada, diz a Confederação das Associações Económicas de Moçambique, CTA, porém afirma que tal devia ser acompanhado por outras medidas.

“Apesar de se tratar de uma medida positiva, que vem trazer algum alívio ao mercado e recuperar, paulatinamente, a confiança, ela peca por ser bastante conservadora, diferentemente da postura assumida no momento da subida da mesma, onde duplicou. E, atendendo ao fundamento do Banco de Moçambique para manter as taxas directoras altas, segundo o qual existe um elevado nível de liquidez no mercado”,  disse Paulo Oliveira, pelouro da informação na CTA.

O sector privado, que afirma que esta foi a única medida por enquanto atendida no universo do quadro proposto ao Governo em Novembro passado, acusa o banco central de nada ter feito para melhorar a economia. Segundo o sector privado, “ o Banco de Moçambique sugou moeda externa do mercado através das Reservas Obrigatórias estimadas em 1,8 milhões de dólares. Adicionalmente, o Banco Central sugou cerca de 286 milhões de dólares através de compras diversas de divisas no mercado.”

De acordo com a CTA, o Banco Central em coordenação com o governo deve de forma urgente arranjar mecanismos de facilitação de pagamentos das dívidas que muitas empresas têm para com os bancos centrais, à margem da queda do ambiente normal dos negócios no país.

“Actualmente no mercado, temos muitas empresas com facturas de importação não pagas há mais de 9 meses e com os respectivos termos de compromissos em aberto. Estes constrangimentos de liquidez em moeda estrangeira poderão afectar o processo de importação de equipamentos e acessórios das empresas afectadas pelas manifestações pós-eleitorais, atrasando, assim, a retoma das actividades produtivas pelas mesmas”, explicou Oliveira. 

Sobre a suspensão de projectos financiados pelos Estados Unidos da América, a CTA afirma categoricamente que a medida vai penalizar o ambiente de negócios durante o primeiro trimestre do presente ano. 

Sem dúvidas as actuais medidas decretadas pelos EUA vão afectar a entrada de divisas via porojectos paralisados que estavam em curso e que tinham financiamento directo dos pais hoje liderado Donald Trump. Reconhecemos que estes projectos também faziam parte da fonte de entrada de divisas e que alimentam as reservas nacionais”, lamentou Eduardo Sengo, Director Executivo da CTA.   

Tal como o Banco de Moçambique, a CTA tem dificuldades em fazer projeções do crescimento económico a curto e longo prazo devido às incertezas face à onda de protestos no país.

Ainda há incertezas sobre a participação da selecção sénior feminina de basquetebol na janela de qualificação para o Afrobasket 2025, prova que vai decorrer de 2 a 10 de Fevereiro, em Angola. A Federação Moçambicana de Basquetebol necessita de cinco milhões para custear as despesas de viagem e hospedagem, valor do qual não dispõe até agora.

A selecção nacional de basquetebol sénior feminina continua a afinar a máquina com vista a sua participação na janela de qualificação para o Afrobasket da Costa do Marfim. Ainda que sem certezas em relação ao futuro, Nilton Manheira e as suas pupilas vão dando o litro para limar todas as arestas necessárias para uma participação desportivamente condigna em Angola.

Aliás, a motivação continua a ser a nota nos trabalhos que decorrem na capital do país, com o seleccionador nacional a destacar a confiança do grupo. “A preparação está a decorrer da melhor forma possível. O grupo está empenhado e dedicado, e, neste momento, temos de pensar em nós e temos de colocar o nosso trabalho em prática dentro do campo. Conseguindo fazer isso, com ou sem dificuldades, vamos conseguir ultrapassar a selecção da Angola”, disse Nilton Manheira.

Anabela Cossa, jogadora da selecção nacional e uma das melhores, senão mesmo a melhor, triplista do basquetebol moçambicano, afirma que o conjunto está cada vez mais unido e com foco no apuramento para a fase final do Afrobasket.

“Estamos a trabalhar afincadamente e concentradas no nosso foco, que é qualificar Moçambique para o Afrobasket. Vamos encarar o adversário de frente, como tem sido nos outros anos, vamos entrar concentradas do primeiro ao último minuto para ganhar o jogo”, assumiu a jogadora que volta a vestir as cores da selecção nacional, depois de ter estado ausente nos últimos compromissos.

Porém, se no capítulo desportivo há muita motivação, no administrativo há muitas incertezas em relação a esta participação de Moçambique. É que a Federação Moçambicana de Basquetebol ainda não dispõe de fundos suficientes para levar a selecção nacional a Angola.

São necessários cerca de cinco milhões de Meticais, valor que não está disponível nos cofres da FMB, segundo o presidente do organismo que gere a modalidade da bola-ao-cesto no país.

“Estamos com problemas sérios financeiros para podermos deslocar para Angola, porém, temos promessas de apoio para permitir a viagem a selecção. Continuamos a trabalhar, continuamos a pedir, continuamos a bater às portas para ver se conseguimos resolver este problema”, revelou Paulo Mazivila.

Com apenas promessas verbais, Mazivila não dá garantias finais da deslocação da selecção a Angola.

“Neste preciso momento, ainda não temos certeza de nada. Continuamos à espera daquilo que são os apoios, e só nos resta aguardar. Se os apoios não acontecem, Moçambique fica em terra, mas quero acreditar que vamos viajar”, disse o presidente da FMB.

Moçambique e Angola são os únicos países que vão disputar o acesso à prova ao nível da região. 

+ LIDAS

Siga nos

Galeria