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A telenovela indico antes exibida na Stv Play, prepara-se para ganhar uma nova montra. O produto cinematográfico 100% nacional passa a ser exibido no ecrã da STV a partir de 1 de Novembro. A novidade foi anunciada esta quinta-feira.

Não havia tapete vermelho, nem uma cerimónia aberta ao público. O momento foi sobretudo de comunicação interna.

A direcção da “Índico”, uma telenovela genuinamente moçambicana, reuniu actores e equipa técnica para partilhar oficialmente uma novidade, a passagem da telenovela para o sinal aberto da Stv.

A telenovela que até aqui está disponível na STV Play, passa a ocupar também um espaço no sinal aberto a partir deste domingo.

Para Joanett Rombe, que concebeu o projecto, a “oportunidade que a Stv oferece, é uma vitória,” que valorizam os cinco anos de produção e gravação.

Mais do que a mudança de plataforma, a chegada à STV é encarada como ponto mais alto para o alcance dos objectivos da equipa da produção: quebra de paradigmas históricos.

“Concebemos este projecto para quebrar a ideia de que novela para ser atraente deve ser de fora. Nós temos capacidade para fazer isto e mais,” expressou a atriz com mais de 30 anos de carreira.

“Não faz sentido nos 30 anos de representação nos limitarmos a conteúdos de fora.”

E para quem esteve envolvido na produção, o momento representa também uma espécie de recompensa pelo trabalho realizado longe dos grandes holofotes.

Beatriz Rombe, fez parte da equipe de produção, conta que o maior desafio foi mobilizar financiamento para a concretização do projecto. Havia pouco empresariado acreditando.

“Diziam que só vão apoiar quando a novela começar a passar na Stv, ninguém esperava isso. Hoje estamos gratos, fomos honrados.”

Para os actores, a notícia de exibição do produto audiovisual na Stv foi recebida com entusiasmo.

Tânica Mabica e Cília Chirinda expressaram ao O País a sua emoção, com expectativa de, o projecto, atrair atenção de mais pessoas.

A decisão da Stv, segundo Isabel Manhiça, diretora do canal, está alinhada com a sua aposta em conteúdos nacionais e apoio às artes e cultura.

“Queremos trazer conteúdo diferente e que seja nosso, para o verão e a quadra festiva. Esperamos que este produto, que é nacional, seja marcante para os moçambicanos”

A telenovela passa a ser exibida ao domingo, a partir de 1 de Novembro, antecedendo o jornal da noite.

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A Argélia instruiu 12 autoridades francesas a deixarem o país em 48 horas, conforme declarado pelo ministro das Relações Exteriores francês na segunda-feira. Esta acção está supostamente relacionada à prisão de três cidadãos argelinos na França.

“Peço às autoridades argelinas que abandonem essas medidas de expulsão. Se a decisão de enviar de volta nossos funcionários for mantida, não teremos outra escolha a não ser responder imediatamente”, disse o ministro das Relações Exteriores, Jean-Noel Barrot.

Uma fonte diplomática, citada pela Africannews, revelou que entre os que foram convidados a sair estão membros do Ministério do Interior francês.

Este incidente ocorre após a acusação de três argelinos, incluindo um funcionário consular, por promotores franceses na sexta-feira, suspeitos de participar do sequestro do influenciador argelino Amir Boukhors em um subúrbio de Paris em abril de 2024.

Conhecido como “Amir DZ”, Boukhors é um opositor ferrenho do governo argelino, acumulou mais de um milhão de seguidores no TikTok e recebeu asilo político em 2023.

O governo argelino está pedindo seu retorno para enfrentar processos judiciais, tendo emitido nove mandados de prisão internacionais contra ele por suposta fraude e terrorismo.

Essa situação coloca pressão adicional sobre um relacionamento já deteriorado. Durante décadas, os laços entre Paris e Argel foram complexos, apesar dos esforços contínuos para fortalecer o relacionamento.

A Primeira-Dama da República, Gueta Chapo, exige das autoridades e parceiros adopção de  estratégias e medidas arrojadas para combate às uniões prematuras no país. 

Gueta Chapo está em Tete desde esta segunda-feira, numa visita de trabalho de três dias e visitou o distrito de Changara, onde manteve encontros com  associação de produtores locais, pessoas idosas e vulneráveis. No seu discurso pela ocasião, Gueta Chapo declarou tolerância à violação  dos direitos humanos.

Gueta Chapo, diz ser urgente a adopção de acções contra casamentos prematuros, que segundo ela, matam sonhos de muitas crianças.

Ainda no âmbito da visita, a Primeira-Dama procedeu à entrega de produtos alimentares  a mulheres idosas carenciadas, meios de compensação, tratores e insumos agrícolas à associação de produtores.  Na mesma senda,  visitou três mulheres idosas e chefes de famílias vulneráveis e prometeu apoiar as famílias.

Morreu, este domingo, o antigo presidente do Clube Ferroviário de Maputo, Sancho Quipisso Jr., vítima de doença.

Figura de referência no desporto moçambicano, Sancho Quipiço Júnior desempenhou, ao longo da sua trajectória, funções de grande responsabilidade no Clube Ferroviário de Maputo, instituição que presidiu entre 2015 e 2019, deixando um legado de dedicação e compromisso.

Sancho Quipisso foi responsável pelo conquista do último título nacional dos “locomotivas” de Maputo, em 2016, para além de ter levado a equipa masculina de basquetebol a uma presença inédita na Liga Africana de Basquetebol, em 2019.

Durante a sua vigência na presidência do Ferroviário de Maputo, Sancho Quipisso conquistou sete títulos nacionais nas várias modalidades em que o clube participa.

O funeral de Sancho Quipisso Jr. está marcado para esta quarta-feira.

Joel Amaral, vulgarmente conhecido por Mc Trufa-fa, está fora de perigo e a receber cuidados no Hospital Central de Quelimane.

Um crime que está a preocupar diversos actores na cidade de Quelimane e não só. Joel Amaral, músico da banda Tudulos Mia, conhecido por MC trufafa, sofreu  uma tentativa de assassinato a tiro na tarde de Domingo, no bairro Benedito, por pessoas até aqui desconhecidas. Minutos depois foi socorrido ao Hospital central de Quelimane 

Médicos confirmam a entrada do paciente que Chegou com uma ferida localizada na região frontal esquerda da cabeça e com sangramento intenso. Foi observado através de imagem de TAC e constatou-se que as estruturas internas da cabeça não foram atingidas.

A Polícia da República de Moçambique reagiu a este caso preocupação  e diz que vai trabalhar para esclarecer. O Governador da Zambézia, Pio Matos, também mostrou preocupação com o baleamento de Joel Amaral. 

O ex-candidato presidencial para eleições de 2024, Venâncio Mondlane, chegou a Quelimane e visitou Joel Amaral. 

Por conta da situação, o edil de Quelimane reagiu através de um comunicado onde refere que nos próximos três dias haverá marcha pacífica na cidade em repúdio da ocorrência. 

Um navio carregado de carvão mineral pegou fogo após desancorar no Porto de Nacala-a-Velha, onde esteve a carregar o minério, segundo informação da Delegação da Autoridade Reguladora do Transporte Marítimo em Nacala, na província de Nampula.

O navio tinha como destino a Polónia e o incêndio foi registado na casa das máquinas, causado por uma explosão ainda por apurar a origem. Não há registo de perdas humanas, apenas há a assinalar quatro feridos ligeiros entre os tripulantes.

Quatro rebocadores da CFM-Logistic e do Corredor Logístico Norte, com sistema de extinção de incêndio, foram mobilizados para o local, contudo o fogo já havia sido debelado pela tripulação do navio.

A bancada parlamentar do MDM propõe a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para averiguar os detalhes por detrás dos contratos assinados entre o Governo e as empresas Fly Modern Ark e a EuroAtlantic para a gestão da LAM, por entender haver ruído na informação avançada pelo Executivo

Os deputados do Movimento Democrativo de Moçambique, na Assembleia da República, não ficaram satisfeitos com as informações, prestadas pelo governo em sede do parlamento, sobre a gestão da empresa Linhas Aéreas de Moçambique.

Para o MDM o governo não foi explícito sobre os detalhes do contrato de gestão que havia sido estabelecido com a Fly Modern Ark bem e a  EuroAtlantic, por isso é que exige a criação de uma comissão de inquérito para o esclarecimento do assunto.

“Acabamos de depositar o projeto de resolução para a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito. Aqui queremos desafiar as bancadas parlamentares a viabilizarem a criação da Comissão Parlamentar de Inquérito. Desta forma, a Assembleia da República estará a posicionar-se enquanto fiscalizadora dessa situação governativa e estará a posicionar-se na luta contra a corrupção. Portanto, nós estamos interessados em aferir a legalidade dos contratos com a Fly Moden Ark e com a Euroatlantic”, disse Fernando Bismaques, chefe da Bancada.

O objectivo do MDM passa por esclarecer a oscilação dos valores de indemnização que o Estado deve pagar a estas empresas, ao mesmo tempo evitar que o projecto de revitalização daquela empresa de bandeira aconteça em meio a riscos.

“Por isso, nós, enquanto bancada, não podemos ficar alheios. Estamos comprometidos em tudo fazer para contribuir na luta contra a corrupção no nosso país. E também é uma forma de proteger as três empresas que entram agora na estrutura acionista da LAM. Refiro-me à HCB, aos Caminhos de Ferro de Moçambique e à Emose. Porque se nós não criarmos as condições necessárias para viabilizar o melhor funcionamento das linhas aéreas de Moçambique, colocaremos em risco o financiamento ou o investimento de cerca de 130 milhões de dólares a ser feito por estas três empresas públicas”, explica.

Ademais, o MDM desconfia que haja corrupção em meio ao processo. “O combate à corrupção não se faz com discursos, faz-se com ações. E a Comissão Parlamentar vai permitir que a Procuradoria Geral da República e outras entidades possam fazer uma auditoria forense aos negócios das linhas aéreas de Moçambique nos últimos 20 anos”, lamenta.

O MDM na Assembleia da República, diz estar preocupada com o facto “através da imprensa, através da Justiça, que as linhas aéreas de Moçambique têm estado a ter uma gestão errática, uma gestão danosa. Por isso é de nosso interesse, até para recuperar a imagem das linhas aéreas de Moçambique, porque têm estado a adiar, a cancelar voos, a incumprir os horários, a incumprir o plano regular dos voos.”

A transportadora portuguesa EuroAtlantic, que era responsável pela viabilização da rota Maputo-Lisboa,  exige que o governo de Moçambique pague cerca de 21 milhões de dólares de rescisão do contrato, entretanto o executivo disse na semana passada haver análises nos contratos que possam trazer mudanças.

Pelo menos 34 alunos que estudavam ao relento na Escola do Primeiro Grau de Mahuvane, distrito de Moamba, província de Maputo, passam a beneficiar-se de salas de aula e carteiras. A escola foi inaugurada, esta segunda-feira, depois de ser requalificada. 

“Estou feliz por terem reabilitado a nossa escola. Estudávamos debaixo das árvores, nos dias de chuva não vínhamos à escola. Não tinha chapas e os quadros já estavam estragados”. É o relato de um aluno da quinta classe, que estudou em condições precárias, depois de a sua escola ter ficado destruída, com a passagem de um vendaval, em 2024. 

Agora, com quadros novos, carteiras novas e teto nas salas de aula, os alunos de ensino bilíngue passam a estudar em condições condignas. 

A Escola do Primeiro Grau de Mahuvane  foi inaugurada esta segunda-feira, pela administradora do distrito de Moamba, Teresa Mauaie. A infraestrutura vai ajudar a reduzir o número de turmas ao relento, numa altura em que só neste ponto do país, há pelo menos 121. Por isso, a administradora pede rigor na preservação e na manutenção dos bens da escola. 

Os fundos para a reabilitação desta unidade de ensino são da JJR Construções, no âmbito da sua responsabilidade social. 

Com os trabalhos, a escola passa também a beneficiar de água e iluminação.

As obras de reabilitação estão avaliadas em cerca de dois milhões de meticais. Os alunos desta escola irão também se beneficiar de uniforme escolar gratuito e calçados.

A STV vai transmitir, a partir do dia 3 de Maio, um concerto de canto coral que junta vozes de Moçambique e da África do Sul. A iniciativa denominada MOSA Internacional Coral vai levar ao palco cerca de 80 pessoas

Trata-se de uma iniciativa que vai unir a cultura de Moçambique e da África do Sul, num só palco. O projecto cultural MOSA pretende ser um evento que vai juntar os dois povos num único objectivo: promover a cultura. Tudo isso vai acontecer na Arena 3D, na Katembe, e daqui para o mundo, através da Stv.

Do lado moçambicano, as vozes  já estão a ser afinadas e o eco não deixa dúvidas. Nos ensaios, os participantes primam pela qualidade para proporcionar ao público um espectáculo esplêndido. O MOSA Internacional Coral vai levar a palco vários ritmos, desde o gospel até à música contemporânea.

O cruzamento cultural entre Moçambique e África do Sul, através do canto coral, tem, do lado de Moçambique, nomes como Feliciano de Castro e Helena Rosa na qualidade de maestros. 

E o trabalho preparatório acontece dos dois lados. Há ensaios em Moçambique, local que vai acolher esta primeira edição do concerto MOSA, mas também na África do Sul, onde já está em curso a longa marcha dos participantes rumo ao concerto internacional do canto coral.  

Tudo está a ser feito ao mínimo detalhe para que o evento seja memorável. A céu aberto vê-se mais do que uma vegetação, há aqui pessoas posicionadas para cantar e fazem-no com minúcia.

“Durante meus treinamentos, às vezes eu coloco o coral dentro do salão, mas, por causa do eco, não é possível ouvir a música com clareza. Mas quando você está do lado de fora e consegue colocar os coristas em áreas diferentes, quando eles cantam, eles conseguem ouvir as suas vozes. Eles conseguem controlar as suas vozes. Na maioria das vezes, quando você leva o coral para fora, eu costumo espalhar o coral de forma que eles fiquem a pelo menos dois a três metros de distância”, explicou Peter Mageza, maestro sul-africano. 

Afinam-se as vozes para a primeira vez que a associação dos grupos corais vai promover os talentos dos dois países africanos. 

Henrique Cossa é fundador e presidente do projecto e garante que o objectivo é atravessar fronteiras.

Os preparativos para o arranque do concerto já são visíveis, tanto que começaram a chegar, no país, alguns participantes sul-africanos, para verem de perto o local onde vão desfilar a classe.  “Tive a oportunidade de vir e conhecer o estúdio e o local. Da minha parte, estou muito feliz e animado por poder contemplar este espaço maravilhoso e lindo. O salão, os estúdios, não tenho palavras para dizer, excepto que quem receber este convite deve vir e conhecer”, elogiou Peter Mageza.

Recebidos pelo Presidente do Conselho de Administração do Grupo Soico, Daniel David, na mesma mesa foram acertados alguns aspectos técnicos da imagem que se pretende. Tanto Moçambique como África do Sul empenham-se para materializar, a partir do dia 03 de Maio, o MOSA  International Coral.

O Presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, nomeou, hoje, um ex-vice-ministro das Finanças como enviado especial aos Estados Unidos, após a expulsão do seu embaixador, no mês passado, pelo governo Trump.

Ramaphosa disse que a nomeação de Mcebisi Jonas vai ajudar a África do Sul a reconstruir a sua relação com os Estados Unidos da América (EUA), que se deteriorou rapidamente desde que Donald Trump assumiu o cargo de Presidente desse país, segundo escreve Notícias ao Minuto.

Trump acusou o Governo sul-africano de maltratar a minoria branca no seu país e criticou a sua política externa como antiamericana. Em Fevereiro, assinou um decreto executivo que cortou o financiamento dos EUA à África do Sul devido a essas questões.

O Presidente norte-americano continuou as suas críticas, através de publicações numa rede social este fim de semana, quando disse que os EUA não queriam participar na cimeira do G20 este ano se esta se realizasse na África do Sul, como previsto. 

Refira-se que a África do Sul detém a presidência rotativa do grupo G20 de países desenvolvidos e em desenvolvimento e deverá receber os líderes mundiais e os principais diplomatas numa cimeira em Joanesburgo, em novembro.

Nessa publicação, Trump insistiu que a África do Sul está a permitir a apreensão de terras a agricultores brancos “e depois a matá-los e às suas famílias”, acusações repetidamente negadas pela África do Sul, que diz serem alegações baseadas em desinformação.

A África do Sul aprovou uma lei de expropriação de terras, que permite que estas sejam tomadas pelo Governo sem indemnização se for do interesse público, criticada por alguns grupos minoritários brancos, embora ainda não tenham sido tomadas terras ao abrigo da nova lei.

A ordem executiva de Trump também criticou a África do Sul por apresentar no Tribunal Internacional de Justiça a acusação contra Israel, aliado dos EUA, de genocídio contra os palestinianos em Gaza.

O embaixador da África do Sul nos Estados Unidos, Ebrahim Rasool, foi expulso em março por causa de uma palestra onde criticou as novas dinâmicas políticas nos EUA, dizendo que Trump estava a lançar “um ataque à incumbência – aqueles que estão no poder” e que o movimento ‘Make America Great Again’ era em parte resultado de um “instinto supremacista”.

O Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, disse que Rasool era um “político que se aproveita da raça” e que odeia Trump, declarou-o ‘persona non grata’ e ordenou-lhe que deixasse os EUA.

A África do Sul ainda não nomeou um novo embaixador.

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