A população reclusória da Cadeia Central da Beira considera a liberdade provisória após o cumprimento de três quartos da pena, uma medida excessiva e pedem ajuda às autoridades judiciais para acelerar processos que estão parados há anos.
Os condenados e detidos que estão na cadeia central da Beira mostraram-se preocupados nesta terça-feira, às autoridades judiciais, em relação à entrada em vigor do instrumento relativo a benefícios de liberdade provisória após o cumprimento de três quartos da pena.
Para eles, a medida é pesada e deveria ser aplicada em casos específicos. Os detidos e condenados que se dirigiam ao Procurador-geral da República, durante uma visita a estas instalações, no âmbito da visita de monitoria que efectua em Sofala, pediram por outro lado ajuda para as autoridades judiciais acelerarem os processos de liberdade provisória.
O procurador-geral prometeu analisar as preocupações apresentadas, começando por fazer o levantamento de todos os processos aparentemente duvidosos.
Os reclusos esperam agora por respostas que possam aliviar a sua situação processual. A cadeia central da Beira tem capacidade para 190 pessoas, mas neste momento estão aqui 650 pessoas, entre elas 360 condenados e 290 detidas.
Na próxima sexta-feira, o músico Cheny wa Gune vai apresentar o concerto M’Saho, a partir das 20 horas, na Sala Grande do Centro Cultural Franco-Moçambicano (CCFM), na Cidade de Maputo.
O espectáculo musical, de acordo com o comunicado de imprensa do Centro Cultural Franco-Moçambicano, vai oferecer uma viagem imersiva pelas tradições do povo chope, em que a timbila, em fusão com instrumentos modernos, cria uma experiência única de celebração da cultura moçambicana.
Membro fundador da banda Timbila Muzimba e líder do Cheny Wa Gune Quarteto, Cheny é conhecido pela sua abordagem inovadora da música tradicional.
O concerto musical promete ser uma performance poética e dançante, com o público convidado a participar de forma espontânea, criando um ambiente único e imersivo.
Para tornar a noite ainda mais especial, o concerto contará com convidados surpresa, prometendo momentos emocionantes e inesperados, adianta a organização.
O escritor Aurélio Furdela vai apresentar, próxima sexta-feira, às 18 horas, o seu mais recente livro, “Zero sobre Zero, o espião que veio de Kigali’’, no África Tropical, na província de Inhambane.
O romance policial de Aurélio Furdela se estrutura em quatro capítulos e um epílogo.
O primeiro capítulo, (Período Tarde), apresenta os personagens e o cenário onde decorrerá a investigação. No segundo capítulo, (Período Noite), a trama começa a ser construída. No terceiro capítulo (Período Manhã), a investigação ganha momentum. No capítulo IV (Período Tarde), os fios de meada entrelaçam-se, por fim, deixando vislumbrar o perfil do indivíduo por detrás de todos os crimes em investigação. O epílogo é a parte final do romance.
Para Gabriel Muthisse, prefaciador da obra, Moçambique não tem tradição no policial. “Aurélio Furdela é um pioneiro desta forma de prosear, o que é mais interessante ainda se consideramos que a prosa literária, no geral, também está na sua infância’’, pode’se ler ainda no comunicado de imprensa: “…o espião ruandês, neste livro, não é neutralizado. Aliás, tudo indica que ele logra levar a cabo outra acção malévola…’’.
Aurélio Furdela é autor das seguintes obras literárias: “De medo morreu o susto’’; “O golo que meteu o árbitro’’; “As hienas também sorriem’’; “Saga d’Ouro”.
O escritor está representado nas antologias “Lusofônica la nuova narrativa in língua portoghese” (2005), com o conto “Da mocidade à velhice de lacrina”, traduzido para italiano e “A minha Maputo” (2012), com o conto “Um homem com 33 andares na cabeça”, também inserido na revista brasileira Macondo. Como dramaturgo escreveu e publicou várias peças originais para o programa de teatro radiofónico “Cena Aberta”, da Rádio Moçambique, nas quais destaca-se “Gatsi Lucere”, publicada posteriormente em livro pela AMOLP, 2005. Autor de duas radionovelas, no âmbito do programa N’weti.
Como letrista, salienta-se da sua lavra a autoria da canção oficial da X Edição do Festival Nacional da Cultura -2018.
Mais de 40 pessoas, a maioria mulheres, foram mortas depois que uma mina de ouro ilegal desabou no Mali, no sábado. O incidente ocorreu perto de Kéniéba, na região de Kayes, rica em ouro, no oeste do Mali.
As vítimas subiram em áreas a céu aberto, deixadas por mineradores industriais, para procurar restos de ouro quando a terra ao redor delas cedeu, segundo avançou um líder sindical de mineradores de ouro à Reuters.
Este é o segundo acidente mortal em uma mina no Mali, em três semanas , depois que pelo menos 10 pessoas morreram quando um túnel de mineração inundou no final de Janeiro. Há relatos conflitantes sobre o número de pessoas que morreram no acidente de sábado.
Uma fonte policial local disse à agência de notícias AFP que 48 pessoas morreram no desabamento, enquanto o chefe de um sindicato da indústria disse à Reuters que houve 43 vítimas.
Equipes de resgate conseguiram recuperar os corpos, disseram fontes locais à BBC.
Refira-se que o Mali é um dos maiores produtores de ouro do mundo e acidentes em minas de ouro são comuns no país, pois muitas atividades de mineração não são regulamentadas e os mineradores usam métodos inseguros para extrair ouro.
António Guterres diz que deve ser evitada, a todo custo, uma escalada regional do conflito na República Democrática do Congo (RDC). O Secretário-Geral das Nações Unidas, falava, sábado, na cúpula da União Africana (UA).
Os 55 membros da UA reúnem-se, enquanto os combatentes do M23 continuam seu avanço no leste da RDC, alegando na sexta-feira ter entrado na segunda maior cidade da região, Bukavu.
“Os combates que ocorrem no Kivu do Sul, como resultado da continuação da ofensiva do M23, ameaçam empurrar toda a região para o precipício”, disse Guterres aos líderes na cúpula, acrescentando que “O impasse deve terminar, o diálogo deve começar, e a soberania e a integridade territorial da RDC devem ser respeitadas”.
Nas últimas semanas, os rebeldes do M23 capturaram áreas da região oriental da RDC, rica em minerais, incluindo a importante cidade de Goma, capital da província de Kivu do Norte.
Com a pressão internacional aumentando sobre Ruanda para conter os combates no leste da RDC, o conflito estava pronto para dominar a cúpula na sede da UA, na capital etíope, Adis Abeba.
O presidente da RDC, Félix Tshisekedi, continua a apelar à comunidade internacional para intervir, de forma a conter os rebeldes e colocar o Ruanda na lista negra por os apoiar.
Ruanda não admitiu apoiar o M23, mas acusou grupos extremistas hutus no leste da RDC de ameaçarem sua segurança.
A desnutrição em Cabo Delgado está longe do fim e o Governo da província diz não conseguir resolver o problema devido aos hábitos alimentares.
Cabo Delgado tem terras férteis para agricultura e a população produz quase tudo, especialmente comida, mas a maior parte das pessoas não se alimentam bem por razões socioculturais.
Há vários anos que o Governo vem mobilizando a população para o aumento da produção agrícola e a mudança de alguns hábitos alimentares e já realizou várias demonstrações de comida considerada saudável, feita com base em produtos locais, mas mesmo assim, o problema de desnutrição na a província continua grave.
Para mudar a situação, a partir deste ano, o Governo com apoio da UNICEF, Fundo das Nações Unidas de Apoio à Infância vai tentar uma outra abordagem. Começou com a criação de Comitês Distritais de Segurança Alimentar. Numa primeira fase, o projecto vai ser testado em Balama, Namuno, Chiúre e Ancuabe, os quatro distritos considerados celeiros de Cabo Delgado.
Segundo o dados do inquérito Demográfico e de Saúde de 2022 2023, quase a metade dos cerca de dois milhões e seiscentos mil habitantes de Cabo Delgado sofrem de desnutrição, um problema que afecta mais as crianças, algumas das quais chegam a perder a vida por falta de uma alimentação adequada.
Com o objectivo de impulsionar a industrialização da Província de Inhambane, o Governador, Francisco Pagula, realizou uma visita ao Parque Industrial de Beluluane – Zona Franca. A visita teve como propósito compreender o modelo de gestão de um dos maiores pólos industriais de Moçambique, que alberga actualmente mais de 60 empresas de 18 países, com um investimento superior a dois mil milhões de dólares e a geração de 10 mil postos de trabalho para trabalhadores moçambicanos.
Pagula ficou impressionado com a gestão integrada do parque, que inclui projectos de referência como a Mozal, e manifestou o desejo de replicar esta experiência em Inhambane.
“Pretendemos criar um Parque Industrial na nossa província, capaz de integrar pequenas e médias empresas que possam prestar serviços às multinacionais. Esta iniciativa permitirá a criação de empregos para os jovens e contribuirá significativamente para o desenvolvimento económico e social local”, afirmou o governador.
O Parque Industrial de Beluluane destaca-se como um exemplo de sucesso, oferecendo condições favoráveis para o crescimento empresarial, como infra-estruturas modernas, incentivos fiscais e aduaneiros, e uma localização estratégica próxima ao Porto de Maputo. Estas práticas têm potencial para serem adaptadas à realidade de Inhambane, uma província rica em recursos naturais e oportunidades no sector extractivo, incluindo gás natural, minerais e pesca.
Pagula disse que a criação de um parque industrial em Inhambane poderá impulsionar a cadeia de valor da indústria extractiva, promovendo o crescimento de pequenas e médias empresas locais. Além disso, terá um impacto positivo na geração de emprego e no desenvolvimento das comunidades, através da promoção de boas práticas de responsabilidade social, formação profissional e melhoria da qualidade de vida das populações locais.
Esta visão estratégica reforça o compromisso do governo provincial com o progresso sustentável e inclusivo, colocando Inhambane no caminho certo para se tornar um pólo industrial dinâmico e competitivo.
Mais uma vez, as chuvas que caem na província de Inhambane estão a provocar erosão dos solos na cidade da Maxixe. Os moradores dizem que vivem dias difíceis e a edilidade diz que precisa de 80 milhões de meticais para intervir nos Pontos mais críticos.
Nos últimos dias, tem estado a chover um pouco pela província de Inhambane. São chuvas consideradas normais, mas que nos bairro Eduardo Mondlane, na cidade da Maxixe já estão a fazer estragos.
Há ruas que estão interditadas há uma semana desde que as chuvas iniciaram. Os moradores contam que vivem dias difíceis sempre que a chuva cai.
Alguns com receio que o pior aconteça, quando chove preferem deixar a viatura num lugar seguro, mas longe de casa.
Desesperados com a situação, os moradores tentam com recursos próprios conter as águas das águas das chuvas, mas, sem sucesso.
O edil da Maxixe reconhece o problema, mas diz ter em manga um projecto de vias de acesso e canais de escoamento de água, mas falta dinheiro para a execução.
Por agora, Issufo Francisco diz que a edilidade está a fazer intervenções nos bairros possíveis de intervir com os recursos disponíveis.
Neste momento, a edilidade diz ter pouco mais de 30 milhões de meticais para construir 2 quilómetros de estradas que inclui canais de drenagem no Bairro Chambone.
Moçambique alcançou um perdão em 80% do total da sua dívida junto à República do Iraque. Os restantes 20% foram reprogramados por 15 anos antecedidos por um período de graça de quatro anos, isto é, de 2029 a 2043.
De acordo com o Ministério das Finanças, a dívida foi contraída no quadro da longa e histórica cooperação mútua nos anos 1979 e 1980 no valor de cerca de 60 milhões de dólares, visando o fornecimento de petróleo.
Entretanto, tendo em conta as dificuldades que o país tem enfrentado, que condicionam o cumprimento das suas obrigações de lá para cá, a dívida junto a este credor situa-se em cerca de 320,16 milhões de dólares.
Com este acordo, significa que Moçambique fica perdoado em cerca de 256,13 milhões de dólares.
A Primeira-Dama de Moçambique, Gueta Chapo, reafirmou, hoje, o compromisso do país com a promoção da igualdade de género e anunciou medidas concretas para fortalecer os direitos das mulheres e raparigas. Durante a sua intervenção na 37ª Sessão Ordinária da Organização das Primeiras-Damas para o Desenvolvimento (OPDAD), realizada em Adis Abeba, capital da Etiópia, destacou avanços e desafios, sublinhando a necessidade de intensificar esforços para combater desigualdades e violência de género.
A esposa do Presidente da República destacou os esforços de Moçambique na implementação de políticas e programas que combatem estereótipos de género, promovem a educação inclusiva e sensibilizam sobre a igualdade de género. Segundo ela, tais iniciativas representam avanços tangíveis rumo a uma sociedade mais equitativa.
“Moçambique tem uma das maiores participações femininas na força de trabalho, atingindo aproximadamente 80 por cento”, afirmou, citando dados do Instituto Nacional de Estatística (INE). No entanto, destacou que a taxa de emprego no sector informal ainda é elevada entre as mulheres, atingindo 52 por cento.
No que concerne à saúde materna, a Primeira-Dama revelou avanços significativos na massificação dos partos institucionais, que alcançaram uma cobertura de 92 por cento. Essa medida tem contribuído para a redução da mortalidade materna, cujos números passaram de 450 mortes por mil nados vivos em 2018 para cerca de 400 por mil em 2023.
No combate à violência baseada no género, Gueta Chapo informou que, em 2022, foram registados 21.240 casos de violência, sendo a maioria das vítimas mulheres. “Estamos cientes dos desafios que Moçambique enfrenta na promoção da igualdade de género. Por isso, assumimos o compromisso de redobrar os esforços para melhorar a vida das mulheres e das raparigas”, garantiu.
Entre as novas iniciativas anunciadas para este ano, a Primeira-Dama destacou a defesa da criação de uma lei contra o feminicídio, a construção de centros de acolhimento para mulheres vítimas de violência, e programas de empoderamento económico. Além disso, revelou a intenção de implementar um projecto inspirado numa iniciativa da Etiópia: “Hoje pude captar uma iniciativa muito importante que vou levar para o meu país, Moçambique, para as mulheres e raparigas, que é um projecto de construção de fábrica de pães”.
A Primeira-Dama reforçou ainda a necessidade de maior cooperação entre os países africanos para a promoção de políticas públicas eficazes na defesa dos direitos das mulheres. Defendeu a criação de redes de apoio regionais para fortalecer iniciativas voltadas ao empoderamento feminino e instou as lideranças presentes a assumirem compromissos concretos para a transformação social.

| Cookie | Duração | Descrição |
|---|---|---|
| cookielawinfo-checbox-analytics | 11 months | This cookie is set by GDPR Cookie Consent plugin. The cookie is used to store the user consent for the cookies in the category "Analytics". |
| cookielawinfo-checbox-functional | 11 months | The cookie is set by GDPR cookie consent to record the user consent for the cookies in the category "Functional". |
| cookielawinfo-checbox-others | 11 months | This cookie is set by GDPR Cookie Consent plugin. The cookie is used to store the user consent for the cookies in the category "Other. |
| cookielawinfo-checkbox-necessary | 11 months | This cookie is set by GDPR Cookie Consent plugin. The cookies is used to store the user consent for the cookies in the category "Necessary". |
| cookielawinfo-checkbox-performance | 11 months | This cookie is set by GDPR Cookie Consent plugin. The cookie is used to store the user consent for the cookies in the category "Performance". |
| viewed_cookie_policy | 11 months | The cookie is set by the GDPR Cookie Consent plugin and is used to store whether or not user has consented to the use of cookies. It does not store any personal data. |