O País – A verdade como notícia


ÚLTIMAS

Destaques

NOTÍCIAS

A Ministra da Educação, Samaria Tovela, apelou à paciência dos professores que reclamam o pagamento de horas extraordinárias em atraso, reconhecendo a legitimidade das suas reivindicações, mas sublinhando que o Estado não dispõe de capacidade financeira para liquidar toda a dívida de uma só vez.

A governante reagia à nova onda de paralisação das aulas protagonizada por docentes que exigem a regularização dos valores em dívida. Apesar de reconhecer o direito dos professores a reclamarem os seus créditos, Samaria Tovela considera que a interrupção das actividades lectivas não constitui a melhor forma de protesto, por prejudicar milhares de alunos.

A ministra alertou ainda que os docentes que aderirem à paralisação poderão enfrentar implicações e procedimentos administrativos previstos na lei.

Recorde-se que o Governo anunciou ter regularizado integralmente o pagamento das horas extraordinárias referentes ao ano de 2022 e parte de 2023. Contudo, continua por liquidar o remanescente desse ano, bem como a totalidade dos valores correspondentes a 2024.

Vídeos

NOTÍCIAS

Quase 700 civis foram mortos em ataques com drones no Sudão desde janeiro. A informação foi partilhada pela Organização das Nações Unidas ressaltando o  crescente número de vítimas de uma guerra civil que já dura quatro anos.

De acordo com o chefe humanitário da ONU, a maioria das mortes ocorreu nos primeiros três meses de 2026, com relatos de ataques com drones quase diários em todas as zonas de conflito.

Os ataques afectaram particularmente regiões como Kordofan e Darfur, onde os combates permanecem intensos.

A agência da ONU para a infância alertou que os drones são responsáveis ​​por grande parte das vítimas infantis, com ataques atingindo casas, mercados e escolas.

A guerra entre o exército sudanês e as Forças de Apoio Rápido , um grupo paramilitar, iniciada em 2023, matou dezenas de milhares de pessoas e deslocou mais de 11 milhões.

Segundo a ONU, mais de 21 milhões de pessoas enfrentam insegurança alimentar aguda, e dois terços da população necessitam de assistência urgente, enquanto os combates se intensificam em Kordofan (no centro do Sudão) e no estado do Nilo Azul (no sudeste).

A Fidelidade Ímpar Moçambique distinguiu, hoje, os vencedores da 1ª edição do Prémio Fidelidade Ímpar Comunidade, em Maputo. O evento reuniu organizações da sociedade civil, parceiros e órgãos de comunicação social.

Nesta primeira edição, foram distinguidas iniciativas nas áreas de Inclusão Social de Pessoas com Deficiência ou Incapacidade e de Prevenção em Saúde, com um apoio total de Um milhão e quinhentos meticais e  750 mil por organização vencedora.

Segundo o comunicado da organização, foram recebidas um total de mais de 216 candidaturas. As propostas foram avaliadas por um júri independente, composto por Jorge Ferrão, Terezinha da Silva, Mércia Viriato, Stewart Sukuma e Vitor Bandeira – PCE da Fidelidade Ímpar Moçambique. 

Os projectos vencedores são: NutiFamily+ (Programa Comunitário de Nutrição, Inclusão Produtiva e Resiliência Alimentar), desenvolvido pela Associação Nutrição em Desenvolvimento (ANDMoz); Prevenção em Saúde Projecto: Empoderamento das Raparigas em Situação de Vulnerabilidade por meio da Promoção e Acesso à Higiene e Saúde Menstrual da Associação Missão Moçambique (MiMo) em parceria com a Be Girl.

Para Víctor Bandeira, PCE da Fidelidade Ímpar Moçambique, o Prémio Fidelidade Ímpar Comunidade é a forma de tornar concreto o compromisso da organização com o país.

Fidelidade Moçambique é a seguradora de referência em Moçambique, oferecendo uma vasta gama de produtos nos ramos Vida e Não Vida. Guiada por valores como a Experiência, a Inovação, a Superação e o Valor Humano, a Fidelidade Moçambique disponibiliza soluções ajustadas às diferentes necessidades das famílias e das empresas moçambicanas.

A Fidelidade Moçambique é a única seguradora moçambicana com uma classificação internacional de robustez financeira (Financial Strength Ra/ng – FSR) elevada, atribuída pela agência de notação AM Best, que conferiu à seguradora a classificação ‘B’ em 2022 e 2024.

A asseguradora integra o Grupo Fidelidade, cuja história começou em 1808, em Portugal, onde é líder de mercado com 2,3 milhões de clientes. A nível global, o Grupo Fidelidade está presente em 13 países.

Enquanto se espera pelo regresso às negociações, os Estados Unidos garantem que já interromperam o comércio marítimo do Irão. Donald Trump garantiu em entrevistas a jornalistas que a guerra no Irão está perto do fim e que as negociações podem regressar esta semana.

Segundo escreve a RTP, o presidente dos EUA, Donald Trump, ao falar sobre a possibilidade de novas negociações entre os EUA e o Irão, disse que “algo poderia acontecer” em Islamabad nos “próximos dois dias”.

Os comentários foram feitos horas depois de uma fonte diplomática ter dito à agência de notícias estatal iraniana IRNA que “não havia informações” sobre novas negociações.

Segundo a IRNA, foram trocadas mensagens entre Teerão e o Paquistão, que tem funcionado como mediador, mas nada foi confirmado.

A fonte disse que o Paquistão “continua empenhado nos seus esforços de mediação” depois de as negociações anteriores entre os EUA e o Irão em Islamabad terem terminado sem acordo.

Sete em cada 10 pessoas vivem na pobreza no Sudão, devido ao conflito armado entre exército e forças paramilitares, quase o dobro de antes da guerra, disse à agência noticiosa francesa AFP fonte da ONU.

Segundo o director do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) na região, Luca Renda, “provavelmente, cerca de 38% da população vivia na pobreza”, antes de Abril de 2023, “e, agora, estima-se que o número seja à volta de 70%”, tendo como critério quatro dólares por dia (3,40 euros).

Mas, pelo menos, um quarto da população sudanesa vive com menos de dois dólares por dia (1,70 euros), sublinhou o mesmo responsável da ONU, apontando como áreas mais complicadas Kordofan do Sul, agora o principal campo de batalha, e Darfur do Norte.

A guerra entre o exército e as Forças de Apoio Rápido (RSF, na sigla inglesa) já matou dezenas de milhares de pessoas, deslocou mais de 11 milhões e mergulhou diversas regiões na fome e na miséria.

Segundo um relatório publicado na terça-feira pelo PNUD e pelo Instituto de Estudos de Segurança (ISS, na sigla inglesa), quase sete milhões de pessoas caíram na extrema pobreza só em 2023, e os rendimentos médios baixaram para níveis de 1992.

“Estes números não são abstratos, reflectem famílias desfeitas, crianças fora da escola, meios de subsistência destruídos e uma geração cujas perspectivas estão a diminuir inexoravelmente”, continuou Luca Renda.

De acordo com a ONU, mais de 21 milhões de pessoas enfrentam insegurança alimentar aguda e dois terços da população precisam urgentemente de assistência, à medida que os combates se vão intensificando em Kordofan (Sudão central) e junto ao Nilo Azul (sudeste).

Ao longo de três anos de guerra, cerca de 14 milhões de pessoas foram forçadas a fugir e nove milhões permanecem deslocadas internamente, além dos 4,4 milhões de refugiados em países vizinhos, segundo dados avançados pela ONU a 10 de Abril.

A polícia nigeriana deteve 33 suspeitos de integrarem um gangue que raptou 38 fieis em Novembro numa igreja católica no estado de Kwara (oeste da Nigéria), confirmaram, nesta terça-feira, as forças de segurança.

“A polícia nigeriana anunciou um progresso significativo na sua campanha contínua contra crimes de grande impacto, resultando na detenção de 50 suspeitos ligados a terrorismo, sequestro e roubo à mão armada”, declarou a polícia nigeriana na sua conta na rede social X.

“Entre as conquistas mais notáveis está o desmantelamento de um gangue de 33 membros responsável por atos de terrorismo, roubo de gado e o ataque violento à Igreja Apostólica de Cristo no estado de Kwara”, acrescentaram.

O ataque a esta igreja na cidade de Eruku ocorreu a 18 de Novembro, no decorrer de uma missa. Durante a celebração, indivíduos armados invadiram o local, abriram fogo e mataram pelo menos duas pessoas, antes de raptarem os sobreviventes, incluindo o padre.

Após cinco dias em cativeiro, os fieis foram libertados graças aos esforços das forças de segurança e dos representantes do Governo, segundo as autoridades de Kwara.

Alguns estados da Nigéria, particularmente nas regiões central e noroeste do país, sofrem ataques constantes de “bandidos”, termo utilizado para descrever os gangues criminosos que cometem agressões e raptos em massa para obter resgate e que as autoridades classificam por vezes como “terroristas”.

O presidente do partido ANAMOLA, Venâncio Mondlane, afirmou esta terça-feira que considera inconstitucionais as regalias atribuídas aos antigos Presidentes da República, defendendo que o tema deve ser reavaliado pelas instituições competentes. O político afirmou ainda que a recente liquidação da dívida de Moçambique ao Fundo Monetário Internacional (FMI) não é motivo para festejos, criticando o silêncio do Parlamento por não debater a matéria.

Falando em conferência de imprensa com jornalistas, em Maputo, esta terça-feira, Venâncio Mondlane revelou que o seu partido submeteu ofícios à Procuradoria-Geral da República e ao gabinete do Provedor de Justiça, solicitando esclarecimentos e intervenção sobre o regime actual das regalias.

Segundo Mondlane, há incoerências na gestão das prioridades do Estado, questionando o aumento de benefícios concedidos a antigos chefes de Estado enquanto outros sectores da função pública enfrentam dificuldades.

O líder partidário sustenta ainda que a situação pode configurar violação da Lei de Probidade Pública, defendendo maior fiscalização sobre a aplicação de fundos públicos e benefícios estatais.

No mesmo encontro com a imprensa, Venâncio Mondlane criticou o nível de pobreza no País, argumentando que Moçambique se encontra entre os países mais pobres do mundo, com base em dados oficiais que, segundo disse, reflectem fragilidades estruturais sobretudo nos sectores da educação e saúde.

O político acrescentou ainda que o Governo deveria rever prioridades fiscais, questionando a decisão de acelerar o pagamento da dívida com o Fundo Monetário Internacional, quando existem outras necessidades mais urgentes no país.
“Não é assim tão positivo, um assunto para tocar trombetas, pelo contrário, devíamos começar a chorar por esse efeito, porque está aqui uma dívida oculta que só daqui a um tempo vamos saber a gravidade”, disse Venâncio Mondlane.

Mondlane defendeu igualmente que a Assembleia da República de Moçambique deveria convocar uma sessão extraordinária para debater o impacto do pagamento da dívida ao FMI na estabilidade fiscal do País.

“A Assembleia da República teve este conhecimento? Avaliou isto? Admira-me que não esteja a criar nenhuma situação. Acho que era motivo para se solicitar uma sessão extraordinária de matéria urgente, segundo o regimento, exatamente para se debater a questão da dívida do FMI”, disse o ex-candidato presidencial.

Para Venâncio Mondlane, não era “urgente” pagar a dívida ao FMI por ser uma das que tem a menor taxa de juros, referindo que o país tem dívidas bilaterais elevadas cujo peso era necessário reduzir.

“Estamos sempre a falar da dívida externa, mas a pior dívida que o Governo tem é a dívida interna, a dívida que tem com as empresas que é grandíssima, a dívida do reembolso do IVA, com os fornecedores e empresas nacionais, com os bancos que já atingiu limite com a emissão de bilhetes e obrigações do tesouro”, disse ainda Mondlane.

Para o político, era altura de o Governo aliviar o endividamento junto dos bancos, para que estas instituições possam avançar com financiamentos a projetos de empreendedorismo juvenil.

As declarações surgem num momento de intensificação do debate político em torno da gestão das finanças públicas e da distribuição de recursos estatais.

A Cornelder de Moçambique, gestora dos terminais de contentores e carga geral do Porto da Beira, procedeu, recentemente, à entrega de kits escolares a 300 crianças da Escola Básica Heróis Moçambicanos, naquela cidade, capital da província de Sofala, numa iniciativa que visa contribuir para a melhoria das condições de aprendizagem e promover a inclusão escolar.

A acção enquadra-se no programa de responsabilidade social da Cornelder de Moçambique, que tem como objectivo apoiar o desenvolvimento das comunidades onde a empresa opera, com especial enfoque na educação.

Os beneficiários foram identificados pela direcção da escola como sendo crianças pertencentes a famílias de baixa renda, provenientes dos bairros Praia Nova, Goto e CFM.

“A educação constitui um pilar essencial para o desenvolvimento das comunidades. Na Cornelder de Moçambique, acreditamos que apoiar as crianças e investir em melhores condições de aprendizagem é investir no futuro da cidade da Beira. Por isso, continuaremos empenhados em contribuir para o fortalecimento da educação e do desenvolvimento das crianças”, afirmou Chabelli Gonçalves, do Departamento de Marketing e Comunicação da Cornelder de Moçambique.

Por seu turno, o director pedagógico da Escola Básica Heróis Moçambicanos, Josefa Elias, enalteceu o gesto, destacando o impacto positivo da iniciativa no percurso escolar das crianças.

Na ocasião, Josefa Elias manifestou a expectativa de que acções desta natureza possam inspirar outras organizações e indivíduos a apoiar a educação em Moçambique, em geral, e na cidade da Beira, em particular.

A Escola Básica Heróis Moçambicanos integra o conjunto de instituições de ensino apoiadas pela Cornelder de Moçambique, que tem vindo a implementar diversas iniciativas de carácter social na cidade da Beira.

Oito estudantes ficaram feridos esta terça-feira, um dos quais em estado grave, na sequência da explosão de uma granada numa escola do posto administrativo de Maluana, na Manhiça, província de Maputo, avançou a polícia.

Segundo o chefe das operações no comando distrital da Polícia da República de Moçambique da Manhiça, Deoclésio Maiela, o incidente ocorreu durante a tarde, quando um grupo de estudantes entrou em disputa, no recinto escolar, por uma granada na posse de outro aluno.

Um dos alunos terá arrancado a granada das “mãos dos colegas” e lançado contra as pessoas que se encontravam nas proximidades daquele recinto da Escola Secundária Filipe Jacinto Nyusi.

“Um deles arrancou nas mãos do outro e lançou onde havia outros alunos no recinto escolar e aquilo explodiu. E outros alunos que estavam lá no local ficaram feridos”, disse Deoclésio Maiela.

Sem avançar mais detalhes, o chefe das operações garantiu que as oito vítimas, uma das quais em estado grave, foram encaminhadas para o centro de saúde distrital, onde se encontram a receber cuidados médicos.

O Mercado do Maquinino, o principal mercado da cidade da Beira, voltou a registar focos de lixo em várias áreas, com maior incidência nos espaços onde são confeccionados e vendidos alimentos, levantando preocupações sobre riscos à saúde pública.

A situação repete-se após um período de aparente melhoria, com vendedores a denunciarem falhas na recolha de resíduos sólidos e o agravamento das condições de higiene. Em alguns pontos, o lixo permanece acumulado durante dias, sobretudo em zonas de maior movimento.

Segundo comerciantes, a recolha não tem sido regular, o que contribui para a degradação do ambiente de trabalho.

“A recolha de lixo não tem sido frequente. Chegamos cedo, cozinhamos, mas o lixo só é retirado muitas horas depois”, afirmou Ana Maria.

Outras vendedoras relatam que a situação se prolonga por longos períodos sem intervenção das equipas de limpeza.

“Às vezes passam uma ou duas semanas sem recolha. Não é fácil trabalhar assim”, disse Luísa Tomé.

Além da acumulação de resíduos, há relatos de uso indevido dos espaços do mercado como sanitários improvisados, agravando ainda mais as condições de salubridade.

“As pessoas bebem aqui e usam o espaço como casa de banho. O lixo fica dias sem ser removido”, denunciou Marta Zacarias.

Os vendedores também criticam a cobrança diária de taxas, que, segundo dizem, seriam destinadas à gestão e tratamento do lixo.

“Pagamos 26 meticais por dia. Mesmo assim, o lixo não é tratado como devia”, afirmou Albertina Ursul.

Entre os utentes, cresce a insatisfação com as condições do mercado, considerado um dos mais importantes centros de abastecimento da cidade.

“É uma situação muito difícil, há falta de organização”, lamentou Gabriel João.

A gestão do mercado reconhece a existência do problema, mas aponta dificuldades em impor mudanças de comportamento entre os vendedores. O responsável do espaço, Albano Chone, atribui parte da responsabilidade aos comerciantes, defendendo que têm sido feitas campanhas de sensibilização.

“Temos feito sensibilização, mas nem sempre há colaboração. Cada um deve cumprir as recomendações”, afirmou.

Apesar das críticas, existem algumas áreas do mercado onde a situação é considerada controlada, devido à organização interna dos próprios vendedores, que conseguem manter melhores níveis de limpeza.

O cenário reacende o debate sobre a gestão de resíduos urbanos e as condições de higiene nos mercados municipais, considerados pontos críticos para a saúde pública na cidade da Beira.

+ LIDAS

Siga nos

Galeria