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A população reclusória da Cadeia Central da Beira  considera a liberdade provisória após o cumprimento de três quartos da pena, uma medida excessiva e  pedem ajuda às autoridades judiciais para acelerar processos que estão parados há anos.  

Os condenados e detidos que estão na cadeia central da Beira mostraram-se preocupados  nesta terça-feira,  às autoridades judiciais, em relação à entrada em vigor do instrumento relativo a benefícios de liberdade provisória após o cumprimento de três quartos da pena.

Para eles, a medida é pesada e deveria ser aplicada em casos específicos. Os detidos e condenados que se  dirigiam ao Procurador-geral da República, durante uma visita a estas instalações, no âmbito da visita de monitoria que efectua em Sofala, pediram por outro lado ajuda para as autoridades judiciais acelerarem os processos de liberdade provisória. 

O procurador-geral prometeu analisar as preocupações apresentadas, começando por fazer o levantamento de todos os processos aparentemente duvidosos.  

Os reclusos  esperam agora por respostas que possam aliviar a sua situação processual. A cadeia central da Beira tem capacidade para 190 pessoas, mas neste momento estão aqui 650 pessoas, entre elas 360 condenados e 290 detidas.

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O secretário-geral da ONU, António Guterres, telefonou para o Vaticano para desejar uma rápida recuperação ao Papa Francisco, internado desde sexta-feira passada, no hospital Gemelli, em Roma, por problemas respiratórios causados por bronquite, complicada por pneumonia.

Guterres, católico praticante, conversou com o cardeal Petro Parolin, secretário de Estado da Santa Sé, para transmitir a sua mensagem, lembrando-lhe “quão importante é o papa, não só para a Igreja, mas para o mundo inteiro”.

O médico Sergio Alfieri, chefe de cirurgia do hospital Gemelli de Roma e que operou Francisco em ocasiões anteriores, sublinhou esta sexta-feira que a vida do pontífice “não está em perigo” e que “está muito melhor do que como chegou”, mas acrescentou que “a sua situação é grave”.

A selecção nacional de futebol já conhece as datas dos dois jogos que vai disputar em Março, referentes à qualificação ao Mundial de 2026, nomeadamente diante do Uganda e Argélia. O seleccionador nacional poderá anunciar a pré-convocatória na próxima semana.

Datas definitivamente marcadas para os jogos dos Mambas. Para a fase de qualificação ao Mundial-2026, o combinado nacional vai defrontar o Uganda a 20 de Março, em partida a contar para a quinta jornada do grupo G da fase de qualificação.

O jogo está, inicialmente, agendado para o Estádio Nacional do Zimpeto, quando forem 18h00.

Cinco dias depois, ou seja, a 25 do mesmo mês, os Mambas deslocam-se a Argel, onde vão medir forças com a Argélia, no Estádio Hoche Alt Ahmed Tizl Ouzou, a partir das 21h00, para a sexta jornada.

Para esta dupla jornada, Chiquinho Conde deverá divulgar a pré-convocatória na próxima semana, não fugindo à base de dados dos jogadores habituais na selecção.

A pré-convocatória poderá contar com jogadores recentemente naturalizados, com destaque para os que actuam na Black Bulls e nos Estados Unidos da América.

Recorde-se que os Mambas co-lideram o grupo G, juntamente com Argélia, com nove pontos em quatro jogos.

Geny Catamo pode regressar aos campos no domingo, quando o Sporting jogar com o Desportivo das Aves, em jogo da 23.ª jornada da Liga Portuguesa.  

O internacional moçambicano falhou, devido a lesão, as partidas com o Porto e Arouca, inseridas na Liga Portuguesa. Catamo não foi opção, tambem, no jogo com o Borussia de Dortmund, a contar para  o “play-off” de acesso aos oitavos-de-final da Liga dos Campeões.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, decidiu, esta quinta-feira, encerrar o Status de Proteção Temporária de haitianos até o dia 3 de agosto de 2025, seis meses antes do prazo previsto. A medida anunciada pelo Departamento de Segurança Interna já enfrenta desafios na Justiça. O fim desta protecção pode levar à deportação de mais de 520 mil haitianos, que vivem e trabalham na américa desde o terremoto de 2010.

Durante a sua campanha, Donald Trump prometeu acabar com o Status de Proteção Temporária para mais de 1 milhão de pessoas de 17 países, incluindo Moçambique. O republicano já havia tentado revogar a proteção dos haitianos em 2019, mas foi barrado pela Justiça. O governo Biden renovou o benefício até 2026, mas agora o Departamento de Segurança Interna alega que o programa foi abusado e explorado e precisa ser reestruturado. 

Defensores dos migrantes denunciam a decisão e prometem contestar na Justiça, afirmando que esse prazo iminente pode forçar milhares de cidadãos haitianos a deixar um país onde construíram suas vidas durante anos.

O Haiti, devastado pela violência de gangues e uma crise política, continua a ser um país perigoso, com mais de 5600 mortes até 2024, segundo a Organização das Nações Unidas.

Refira-se que constam, também, da lista publicada em Novembro de 2024, pelo Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos catorze moçambicanos que podem estar em risco de serem deportados. 

A medicina Israelitas comprovou que um dos corpos entregues pelo Hamas, esta quinta-feira, no cumprimento do acordo de cessar-fogo não é da jovem Shiri Bibas, raptada juntamente com os seus dois filhos de dois e cinco de idade em Outubro de 2023. 

A troca de reféns entre Israel e Hamas no quadro do acordo de cessar-fogo em vigor desde 19 de Janeiro conheceu uma nova página, esta quinta-feira. 

É que dos quatro corpos entregues pelo grupo palestino, um não condiz com as características da cidadã israelita, Shiri Biba, mãe de duas crianças também raptadas e mortas, no dia 7 de Outubro de 2023.

A informação foi tornada pública pelas autoridades israelitas após exames forenses que revelarem que um dos corpos de reféns israelenses devolvidos não era o esperado. 

Em comunicado à imprensa, esta sexta-feira, Israel acusou o Hamas de ter assassinado as crianças.

“Ao contrário das mentiras do Hamas, Ariel e Kfir não foram mortos num ataque aéreo. Ariel e Kfir Bibas foram assassinados por terroristas a sangue frio. Os terroristas não dispararam sobre os dois rapazes. Mataram-nos com as próprias mãos. Depois, cometeram actos horríveis para encobrir essas atrocidades. Esta avaliação baseia-se em descobertas forenses do processo de identificação e em informações que suportam as descobertas”, lê-se no comunicado.

Para além da Shiri Bibas, de 32 anos, seus filhos Ariel e Kfir, de cinco e dois anos, foi entregue o corpo do ativista pacifista Oded Lifshitz, de 84 anos de idade. O acto público de entrega dos reféns protagonizado pelo grupo palestiano, foi caracterizado como provocação e desprezo a vida humana.

A Cidade da Beira é palco, desde esta sexta-feira, 21 de Fevereiro, de um encontro que reúne especialistas do sector da saúde em África, tendo como pano de fundo uma reflexão sobre as lições tiradas durante o estudo sobre vacinas contra a COVID-19, denominada ECOVA. O encontro visa, essencialmente, colher sensibilidades para se encontrar soluções para enfrentar futuras pandemias. 

Moçambique e Madagáscar foram dois dos países que acolheram, em 2020, os ensaios clínicos de combinação de vacinas para o combate à COVID-19. Os resultados destes ensaios, segundo o Instituto Nacional de Saúde, foram positivos. 

Os dados, ao nível internacional, revelam que, anualmente, há o registo de um ou dois novos micro-organismos que passam a barreira animal para a humanos.

 “São estes micro-organismos que passam da barreira animal para humana que são causadores das grandes pandemias. O que aprendemos da pandemia, ao nível global, é que a resposta  foi baixa”, disse Ilesh Jani, investigador no Instituto Nacional de Saúde. 

O sector de  saúde indica que, uma das ilações  tiradas pelo mundo durante a pandemia é que a mesma pode ser vencida com aplicação de conhecimento. 

“É este conhecimento que nós temos que gerar para estarmos em condições de enfrentar melhor as pandemias”, frisou.

As primeiras vacinas contra a COVID-19 só ficaram disponíveis um ano após a eclosão da pandemia.

 “Embora estes dias sejam, relativamente, de grande avanço, porque, em ocasiões anteriores, o desenvolvimento da vacina levou dez ou mais anos, estes trezentos dias  foram um grande  avanço. Mesmo assim, nós consideramos que é grande este período de trezentos dias. Portanto, há um acordo global de que o ideal seria que as vacinas estivessem disponíveis cem dias a partir do aparecimento da pandemia. O que estamos a discutir é como é que Moçambique e Madagáscar podem contribuir para este propósito global de como gerar conhecimento antes do aparecimento da pandemia, por um lado, e por outro de como ter este mesmo conhecimento rápido após o surgimento da pandemia”.

No rol de temas desta reunião, constam o investimento no conhecimento sobre epidemiologia em África, criação de condições e capacidades para condução de estudos clínicos no continente. Por outro lado, pretende-se abordar a necessidade dos países africanos criarem condições para trabalhar em rede no combate no combate à pandemias.

O Governador da Província de Inhambane, Francisco Pagula, lançou um apelo veemente à juventude local para que se envolva activamente no desenvolvimento do país. Durante um encontro com jovens da província, realizado no âmbito da sua visita à Direcção Provincial da Juventude, Emprego e Desporto, Pagula enfatizou a importância do empenho juvenil na busca de soluções para os desafios nacionais, independentemente de filiações partidárias ou convicções políticas.

O Governador destacou o associativismo e o cooperativismo como ferramentas essenciais para a mobilização e organização dos jovens, em prol do desenvolvimento comunitário e nacional. Sublinhou que, através da união e colaboração, a juventude pode criar oportunidades económicas, promover a inclusão social e contribuir significativamente para o progresso de Moçambique.

Francisco Pagula alertou também para os perigos das manifestações violentas, afirmando que estas não só atrasam o desenvolvimento como também causam prejuízos económicos incalculáveis e encorajou aos jovens a optarem por formas pacíficas e construtivas de expressão e participação cívica, reforçando que o diálogo e a cooperação são caminhos mais eficazes para alcançar mudanças positivas.

A província de Inhambane, localizada no sul de Moçambique, é conhecida pelas suas paisagens deslumbrantes e riqueza cultural. No entanto, a juventude local enfrenta uma série de desafios que dificultam o seu pleno desenvolvimento e contribuição para a sociedade.

Um dos principais obstáculos é o elevado índice de desemprego juvenil. A falta de oportunidades de emprego formal leva muitos jovens a enveredarem pelo sector informal, onde as condições de trabalho são frequentemente precárias e os rendimentos instáveis. Esta situação é agravada pela limitada oferta de formação profissional e técnica, que restringe as competências dos jovens e a sua capacidade de competir no mercado de trabalho.

Os jovens entendem que para enfrentar estes desafios, é imperativo que sejam implementadas políticas públicas inclusivas que promovam a capacitação e o empoderamento da juventude. Investir na educação de qualidade, expandir a formação profissional e técnica, e criar programas de incentivo ao empreendedorismo são passos cruciais para melhorar as perspetivas de emprego e desenvolvimento económico dos jovens.

Os jovens reconhecem que a promoção do associativismo e do cooperativismo, conforme destacado pelo Governador Pagula, pode servir como uma plataforma para que os jovens se organizem, partilhem recursos e desenvolvam iniciativas comunitárias sustentáveis. Estas formas de organização coletiva não só fortalecem a coesão social como também potenciam o desenvolvimento económico local.

O apelo de Francisco Pagula à juventude de Inhambane para dinamizar o desenvolvimento do país ressalta a importância do papel dos jovens na construção de um futuro próspero e sustentável para Moçambique. Ao enfrentar os desafios com determinação e através de ações coletivas, a juventude pode transformar obstáculos em oportunidades, contribuindo de forma significativa para o progresso da província e da nação.

A responsabilidade recai não só sobre os jovens, mas também sobre as autoridades governamentais, organizações da sociedade civil e o setor privado, que devem colaborar para criar um ambiente propício ao desenvolvimento e à realização do potencial da juventude moçambicana.

Na quinta-feira, os Estados Unidos sancionaram um ministro do Governo ruandês, por seu suposto papel no conflito na República Democrático do Congo (RDC), onde o grupo rebelde M23 luta contra o exército congolês e captura mais territórios, incluindo duas cidades importantes.

Junto com o ministro ruandês para integração regional, James Kabarebe, os EUA também sancionaram um porta-voz dos M23, Lawrence Kanyuka Kingston. Duas empresas ligadas a Kanyuka e registadas na Grã-Bretanha e na França também foram sancionadas.

Os rebeldes do M23 são os mais proeminentes dos mais de 100 grupos armados que disputam o controle dos trilhões de dólares em riquezas minerais do leste do Congo.

A expansão sem precedentes dos rebeldes ocorreu após anos de combates, quando o grupo M23 assumiu o controle, em uma ofensiva relâmpago de três semanas, da principal cidade do leste do Congo, Goma, e tomou a segunda maior cidade, Bukavu, no domingo.

Os EUA instaram “os líderes de Ruanda a encerrarem seu apoio ao M23” e retirarem todas as tropas ruandesas do Congo. Especialistas da ONU dizem que há cerca de 4 mil tropas do Ruanda no Congo.

A porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Tammy Bruce, disse em uma declaração à imprensa, segundo escreveu o African News, que os EUA também pedem aos governos do Congo e de Ruanda “que responsabilizem os responsáveis ​​por violações e abusos dos direitos humanos”.

O anúncio dos EUA disse que Kabarebe, o ministro ruandês que também é um oficial militar aposentado, tem mantido contato com os rebeldes do M23 e administrado a receita e a exportação de minerais que os rebeldes apoiados por Ruanda adquiriram no leste do Congo.

“A ação de hoje ressalta nossa intenção de responsabilizar autoridades e líderes importantes como Kabarebe e Kanyuka”, disse Bradley T. Smith, subsecretário interino do Tesouro.

Desde o início da ofensiva rebelde em Goma, em 26 de Janeiro, mais de 700 pessoas foram mortas e quase 3 mil ficaram feridas na cidade e arredores, dizem autoridades.

A recente redução do preço dos produtos petrolíferos no país desde ontem, quinta-feira, é vista com bons olhos pelo sector privado, que afirma que é um passo assertivo rumo à redução do custo de vida para os cidadãos nacionais. Segundo o presidente da CTA, Agostinho Vuma, as ligeiras baixas  nos combustíveis vão reflectir-se no desempenho da indústria de processamento.

Eu compreendo que o anseio da maioria também era a gasolina. Sendo, portanto, um subsídio da parte do Governo, penso que elegeu a parte que representa a maioria de nós, tanto o cidadão, mas também o sector produtivo. Portanto, penso que foi um passo assertivo. É preciso um pouco mais, entendo, mas também é preciso olhar para a estrutura de custos, sendo Moçambique um país que importa o preço, uma vez que nós não produzimos combustíveis”, reagiu Vuma.

Vuma entende que é necessário mais, a avaliar pelo alto custo de vida no país, provocado pelas manifestações e ocorrência de desastres naturais. Para o empresário “O Governo está a tentar buscar de onde não tem nada. Então, há um esforço que está a ser feito, e eu felicito pelo facto de ter sido eleito o gasóleo como o que recebeu uma cifra maior na sua redução. Olhando-se para os factores que referi, portanto, o sector produtivo, a maioria das máquinas usam gasóleo, transporte público, para a questão dos nossos chapas, portanto isso pode reduzir, pode impactar directamente o cidadão, nomeadamente no preço do transporte público, que já era uma aflição para os meus colegas que investem na área do transporte público.”

Este pode ser um dos vários passos que o Executivo poderá dar nos próximos dias,  no que toca ao exercício de redução de combustíveis, mas alerta: “O Governo também tem de olhar para a estrutura do custo para não tentar habituar-nos àquilo que não podemos. Então, tem de ficar um sinal que indique que o nosso país importa o preço do combustível, ou seja, não sendo produtor, nós temos de pagar todo o resto do serviço até chegar ao combustível. Por um lado, e depois olhando para as questões de divisas, eu considero ser um esforço que foi feito, significativo, por ter eleito o gasóleo. Na gasolina, apesar de ser numericamente insignificante a redução, mas ele tem o pendor de sinalizar aquilo que foi a acção do mercado internacional – reduziu, e também temos de o fazer”.

O Governo decidiu reduzir os preços de produtos petrolíferos, com destaque para o da gasolina, que saiu dos actuais 86,25 Meticais para 85,82. Por sua vez, o gasóleo,  comercializado por 91,23 Meticais por litro, passa a custar 86,79, uma redução de 4,44 Meticais por litro. Houve ligeiras mexidas no preço do gás veicular e do petróleo de iluminação. Já o preço do gás de cozinha mantém-se.

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