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A 61.ª edição da Feira Agro-Comercial e Industrial de Moçambique (FACIM), que encerra já este domingo, tem na exposição da pecuária um dos seus pontos de maior destaque. O certame serviu de palco para o anúncio, por parte do Ministro da Agricultura, Ambiente e Pescas, da importação de 800 touros com o objectivo de melhorar a raça de gado bovino no país.

O certame, que decorre desde segunda-feira, permitiu aos criadores exibir exemplares de genética melhorada, animais de crescimento precoce e elevada qualidade de carne. Este esforço colectivo tem como meta estratégica reduzir a dependência das importações e fortalecer a soberania alimentar. 

O Governo reiterou, na ocasião, que acompanha de perto o movimento, garantindo que esta iniciativa será acompanhada pela transferência de tecnologia e pela implementação de boas práticas junto dos produtores.

Para os pecuaristas, que aproveitaram o leilão realizado no sábado para transaccionar os seus melhores animais, começa a consolidar-se uma mudança de paradigma. A consciência de criar gado de corte, vocacionado para o mercado, ganha terreno face ao modelo tradicional de acumulação de cabeças de gado por longos períodos. 

O apelo aos investidores nacionais é claro: existe um vasto mercado por explorar, uma vez que a oferta interna se revela ainda deficitária face às necessidades de consumo.

A modernização estende-se, igualmente, a outros sectores. Além dos bovinos, a feira exibiu aves de elevada produtividade, demonstrando que a procura pela qualidade se alastra a toda a produção pecuária. 

Moçambique enfrenta agora o desafio de fazer crescer os efectivos exponencialmente, aproveitando as oportunidades de negócio que a FACIM, uma vez mais, evidenciou como motores para o desenvolvimento económico do país. 

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O governo da África do Sul anunciou que não pretende retaliar, por agora, as tarifas impostas recentemente pelos Estados Unidos. Em vez disso, o país aposta no diálogo para tentar negociar isenções e acordos de quotas com a administração norte-americana.

A medida surge após o Presidente dos EUA, Donald Trump, anunciar uma tarifa básica de 10% sobre todas as importações e uma tarifa específica de 31% sobre os produtos sul-africanos, na última quarta-feira.

 Os EUA são o segundo maior parceiro comercial bilateral da África do Sul, atrás apenas da China.

Durante uma conferência de imprensa, o ministro do Comércio sul-africano, Parks Tau, afirmou que uma resposta imediata com tarifas recíprocas seria imprudente, defendendo a necessidade de compreender as razões por trás da decisão norte-americana. Tau lembrou ainda que a tarifa média aplicada pela África do Sul às importações é de 7,6%.

Apesar de já ter manifestado interesse em estabelecer um acordo comercial bilateral com os EUA, o governo sul-africano reconhece que o caminho pode ser difícil, principalmente diante das críticas constantes de Trump ao país, desde que retornou à presidência em Janeiro.

Entre 8 e 11 deste mês, a Cidade de Maputo recebe o prestigiado Festival Internacional de Curtas-Metragens de Clermont-Ferrand, um dos mais importantes eventos mundiais dedicados ao cinema de curta-metragem. A iniciativa representa um marco para a promoção da sétima arte em Moçambique e para o fortalecimento das ligações com o circuito cinematográfico internacional.

Integrado no projecto Films on Campus – Moçambique, organizado pelo Centro Cultural Franco-Moçambicano (CCFM) com o apoio do Institut Français d’Afrique du Sud (IFAS), o evento contará com uma programação diversificada. Estão previstas exibições de curtas-metragens, oficinas formativas, debates e encontros profissionais, com a presença de Grégoire Rouchit, programador do Festival de Clermont-Ferrand.

O evento vai iniciar às 18 horas de terça-feira, com uma sessão especial no Auditório do CCFM, aberta ao público. Trata-se de uma mostra de Curtas Lusófonas do Festival de Clermont-Ferrand.

Na quarta-feira, o evento terá Oficinas Profissionais, bem como apresentação do Festival de Clermont-Ferrand, com Introdução à história e actividades do festival, abordando ferramentas como Shortfilmdepot e Shortfilmwire, e ainda o mercado do curta- metragem. A sessão explicará os mecanismos de distribuição e programação, destacando as oportunidades de integração em redes internacionais.

Entre 14h30 e 17h30, o público poderá acompanhar a Oficina de Programação de Curtas-Metragens, na qual os participantes aprenderão a construir programas adaptados a diferentes públicos e estruturas. A oficina abordará o desenvolvimento de competências em curadoria, o uso das ferramentas do festival e promoverá o intercâmbio entre agentes locais e Grégoire Rouchit. O público-alvo são profissionais do cinema (programadores, realizadores, produtores, instituições culturais e associações locais).

No dia 11 de Abril, 9h30 – 12h30, o Museu Mafalala recebe a Oficina sobre Educação para a Imagem Apresentação da metodologia e ferramentas do Festival de Clermont-Ferrand para a educação à imagem, com foco na adaptação desses recursos à realidade educativa moçambicana. Os participantes experimentarão exercícios práticos para fomentar a análise crítica dos filmes. O público-alvo são estudantes do Instituto Superior de Artes e Cultura (ISArC), equipa do KUGOMA, professores e mediadores.

Das 14h00 às 17h00, havera uma Jornada de Trabalho sobre Agência do Curta-Metragem e Valorização Patrimonial, sessão focada na experiência do Festival de Clermont-Ferrand na gestão de um centro de documentação/cinemateca, na actuação da Agência Francesa do Curta-Metragem na preservação e difusão do património audiovisual, e na apresentação do projecto “Cité du Court”. O encontro permitirá refinar as necessidades do projecto moçambicano, em colaboração com Diana Manhiça, Presidente da AAMCM 

A programação também inclui sessões itinerantes, entre 15 e 19 de Abril. O festival vai expandir-se para vários pontos da cidade, promovendo o acesso à cultura cinematográfica e incentivando o envolvimento das comunidades locais. O Bairro da Polana Caniço, a Casa de Vidro (Macaneta) também serão escalados.

O Festival Internacional de Curtas-Metragens de Clermont-Ferrand é uma referência mundial para o cinema independente, revelando novos talentos e promovendo um olhar crítico sobre a sociedade através da arte cinematográfica. A sua vinda a Moçambique é uma oportunidade para cineastas e o público em geral descobrirem obras inovadoras e fortalecerem laços com o cenário internacional do cinema.

 

Na verdade, “Todas as Coisas Visíveis – Antologia de Mulheres em Prosa” é o título do livro de contos de autoria de 14 escritoras moçambicanas, editado pela Catalogus, com apoio da Embaixada da Espanha em Moçambique.

A obra literária será lançada no dia 10 deste mês às 17h30, no Centro Cultural Moçambicano-Alemão, na Cidade de Maputo.

“Em cada um dos 14 contos que compõem esta colectânea, é possível sentir a voz singular das personagens, a sensibilidade e a força das autoras, que, por meio da palavra, deixam uma marca indelével na literatura moçambicana. As autoras não se limitam a narrar histórias, revelam, com destreza e coragem, a resiliência, a luta e o poder da escrita para fazer um retrato da sociedade, os dramas existenciais e as aflições do quotidiano”, adianta a nota de imprensa da organização.

A Catalogus, ao reunir escritoras, na sua maioria ainda sem livro publicado, pretende contribuir para que as mulheres possam ocupar o espaço cultural, constituído com o melhor do seu talento. “A palavra torna-se, então, o fio condutor que transforma o ideal, o caótico, o bruto e o suave em uma realidade tangível e imortal. Cada página de “Todas as Coisas Visíveis” ressoa como um manifesto, uma declaração de resistência, e uma celebração das mulheres que, com suas narrativas, constroem um mundo novo e vibrante”.

“Todas as Coisas Visíveis – Antologia de Mulheres em Prosa” é um complemento da oficina de escrita criativa “A vez das mulheres”, realizada pela Catalogus, em conjunto com a Embaixada da Espanha, tendo contado com a orientação da editora e escritora Teresa Noronha, do escritor Lucílio Manjate e do poeta Álvaro Taruma, em Setembro de 2024.

As autoras que fazem parte de “Todas as Coisas Visíveis” sao: Anastácia Sigodo, Anchura Mires, Carina Mulieca, Deizy Joane, Edna Tuaira Aníbal, Edna Matavel, Felismina Guetsa, Jade Ferreira, Julieta Panguene, Happy Taimo, Fernanda da Lena Hermano, Iraneta Campos, Natércia Chicane e Sonisa Bavá.

O escritor e docente universitário, Lucílio Manjate, vai apresentar a obra, numa noite que será também feita de conversa com as autoras, com mediação da actriz e apresentadora Anabela Adrianopoulos.

 

 

A Comissão Política da Frelimo deverá manter-se inalterada depois da presente sessão do Comité Central, segundo deu a conhecer o Secretário-Geral do partido, Chakil Aboobacar. Aboobacar promete aos moçambicanos decisões que gerem impacto na governação e na melhoria das condições de vida dos moçambicanos.

O segundo dia dos trabalhos da quarta sessão do Comité Central foi marcado por sessões plenárias, que ocorreram longe dos olhares da imprensa. No entanto, sabe-se que houve alguma contestação à actual Comissão Política. Apesar disso, o Secretário-Geral da Frelimo garante que a mesma deverá manter-se “de pedra e cal”, contrariando os rumores. Disse ainda que nem mesmo há perspectivas de substituição de membros do órgão que perderam a vida. 

O ambiente de camaradagem está a dominar o decurso da reunião segundo Chakil Aboobacar, apesar de não faltarem críticas. A situação social, política e económica do país está a ser analisada com alguma profundidade.

O conflito em curso entre grupos armados locais e rebeldes do M23, na República Democrática do Congo (RDC) continua a resultar em perdas de vidas, ferimentos e deslocamento entre a população local. Enquanto isso, a província de Tanganica está a lidar com um surto de cólera em rápida expansão. 

O Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) emitiu um alerta sobre a violência persistente em Kivu do Norte e do Sul, na República Democrática do Congo (RDC), que continua resultando em mortes, ferimentos e deslocamentos de civis.

Conflitos intensos entre grupos armados locais e rebeldes do M23 foram relatados, na quinta-feira, na cidade de Masisi Centre, em Kivu do Norte.

Contudo, na província de Tanganica, até quarta-feira, nove das onze zonas de saúde da foram afectadas por um surto de cólera,  com mais de 1 450 casos confirmados e 27 mortes relatadas desde Janeiro, um aumento de seis vezes, em comparação ao mesmo período do ano passado.

Os parceiros de saúde da ONU enfatizam a necessidade urgente de acesso à água potável, observando que menos de 20% das áreas afectadas têm cobertura adequada. 

O terceiro inquérito nacional de prevalência de factores de riscos para doenças não transmissíveis em Moçambique revela que as doenças crónicas não transmissíveis são a causa de muitas mortes e de procura dos serviços de saúde.

Um estudo paralelo sobre a procura dos serviços de urgência nas cidades de Maputo, Beira e Nampula mostrou que as crianças são as que mais solicitaram os serviços, contrariamente aos adultos.

Eduardo Samo Gudo diz que para a concretização deste inquérito foi utilizado um padrão internacional da Organização Mundial da Saúde para garantir a fiabilidade internacional dos seus resultados.

Para o representante da OMS em Moçambique, o acesso à informação oportuna e de qualidade é um principal requisito para facilitar o desenvolvimento contínuo do país.

O  inquérito nacional de prevalência de factores de riscos para doenças não transmissíveis em Moçambique, InCrónica, foi realizado entre Julho e Setembro de 2024 com objectivo de determinar a prevalência e factores de risco na população com idade entre 18 e 69 anos.

Os empresários e economistas congratulam o Banco Central por ter decidido que as receitas em moeda estrangeira devem ser convertidas pelo menos em 50%. Esta é uma medida que vai garantir que haja mais moeda estrangeira no mercado. 

Segundo dados da Confederação das Associações Económicas de Moçambique, mais de 60 empresas nacionais aguardam pela liberação de divisas em moeda estrangeira há mais de três  meses. Por isso, os empresários pensam que a mais recente medida vai ser um alívio. A medida só peca por ser de execução a curto prazo.

Sobre a conversão de receitas de reexportação, visando que os bancos passem a converter integralmente as receitas de reexportação de produtos petrolíferos, Vuma entende a medida como partilha das responsabilidades.

Na visão do economista Hélio Cissa, as referidas medidas do Banco de Moçambique podem reforçar a presença de divisas no país bem como devolver o poder de compra às famílias. Entretanto, o economista Clésio Foia tem uma visão mais acentuada sobre a vantagem destas medidas. Para o economista, o actual cenário irá obrigar as grandes empresas a reterem parte dos seus ganhos no sistema financeiro nacional.

Em suma, a medida é vista como uma cedência às reclamações do sector privado por parte do Banco de Moçambique.

A Confederação das Associações Económicas de Moçambique acusa o candidato presidencial, Álvaro Massinga, de manipular o processo eleitoral, através de um esquema de regularização massiva de quotas a mais de 30 associações com fundos de origem obscura. 

Faltando pouco mais de um mês para a realização das eleições, a Confederação das Associações Económicas de Moçambique, instituição dirigida por Agostinho Vuma, instaurou um processo disciplinar contra Álvaro Massinga, um dos candidatos às eleições na CTA.

Foi através de uma investigação conduzida pelo Conselho Directivo, desde Novembro do ano passado, que a CTA diz ter constatado pagamentos a várias associações sob orientação directa de Álvaro Massinga, com o propósito de assegurar o apoio eleitoral das referidas associações à sua candidatura à presidência da CTA.

De acordo com a CTA, os pagamentos em causa foram realizados no mesmo dia e pelo mesmo indivíduo, sem vínculo funcional com as associações. Tal como mostram recibos de depósitos a que o nosso jornal teve acesso, com valores que variam de 24 a 50 mil Meticais.  

O Conselho Directivo entende ainda que os actos praticados pelo visado configuram infracções graves aos deveres estatutários, nomeadamente: 

dever de respeitar e obedecer aos estatutos e regulamentos da CTA e dever de contribuir, em geral, para o bom funcionamento da agremiação.

A nota de acusação sublinha ainda que a empresa Sotux, Lda, representada por Álvaro Massinga no Conselho Empresarial Nacional, esteve em situação de incumprimento das quotas durante quatro anos consecutivos, só tendo regularizado a sua situação na véspera do início do processo eleitoral. 

A Confederação das Associações Económicas de Moçambique vai ainda mais longe ao acusar o visado de descredibilizar a sua instituição.    

“Verificou-se também que, durante o seu mandato à frente da Câmara de Comércio de Moçambique, o ora arguido tem adoptado uma postura sistemática de descredibilização da CTA, criando divisões institucionais e promovendo a sobreposição da sua entidade à CTA em matérias que não lhe são atribuídas”.

O “O País” confrontou o presidente da CTA, Agostinho Vuma, sobre as acusações, ao que preferiu não dar muitos detalhes, mas garante que há necessidade de ir ao processo eleitoral com tudo esclarecido. No entanto, Agostinho Vuma garante que o calendário eleitoral não será afectado.

E para reagir ao assunto CTA, concedeu ao membro um prazo de 10 dias,  contados da data da notificação, para apresentar a sua defesa por escrito ao Conselho Directivo da CTA.

Há uma luz no fundo do túnel para a retoma no funcionamento do Porto de Quelimane. É que uma empresa de capitais chinês que explora magnetite no distrito de Milange,vai iniciar exportação a partir daquele Porto para China. 

A empresa Indo África Minerals está a carregar 35 camiões cavalo por dia de Milange ao Porto de Quelimane e, até ao dia 22 de Maio, espera movimentar uma média de 50 mil toneladas de minério para o porto. 

O acto de exportação será feito em duas fases 25 mil fases. O delegado da Autoridade Tributária de Moçambique diz que o impacto será positivo para o Estado colectar divisas. 

No entanto, as manifestações pós-eleitorais, impactaram negativamente na colecta de receitas. O distrito de Gurué foi um dos mais prejudicados, de acordo com a nossa fonte. 

Com a entrada em funcionamento do Porto na recepção de navios, e outras colectas, Zambézia espera bons resultados a favor do Estado. 

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