A 61.ª edição da Feira Agro-Comercial e Industrial de Moçambique (FACIM), que encerra já este domingo, tem na exposição da pecuária um dos seus pontos de maior destaque. O certame serviu de palco para o anúncio, por parte do Ministro da Agricultura, Ambiente e Pescas, da importação de 800 touros com o objectivo de melhorar a raça de gado bovino no país.
O certame, que decorre desde segunda-feira, permitiu aos criadores exibir exemplares de genética melhorada, animais de crescimento precoce e elevada qualidade de carne. Este esforço colectivo tem como meta estratégica reduzir a dependência das importações e fortalecer a soberania alimentar.
O Governo reiterou, na ocasião, que acompanha de perto o movimento, garantindo que esta iniciativa será acompanhada pela transferência de tecnologia e pela implementação de boas práticas junto dos produtores.
Para os pecuaristas, que aproveitaram o leilão realizado no sábado para transaccionar os seus melhores animais, começa a consolidar-se uma mudança de paradigma. A consciência de criar gado de corte, vocacionado para o mercado, ganha terreno face ao modelo tradicional de acumulação de cabeças de gado por longos períodos.
O apelo aos investidores nacionais é claro: existe um vasto mercado por explorar, uma vez que a oferta interna se revela ainda deficitária face às necessidades de consumo.
A modernização estende-se, igualmente, a outros sectores. Além dos bovinos, a feira exibiu aves de elevada produtividade, demonstrando que a procura pela qualidade se alastra a toda a produção pecuária.
Moçambique enfrenta agora o desafio de fazer crescer os efectivos exponencialmente, aproveitando as oportunidades de negócio que a FACIM, uma vez mais, evidenciou como motores para o desenvolvimento económico do país.
O Alto Comissariado do Ruanda em Moçambique junta-se ao mundo em recordação e respeito às vítimas e sobreviventes do Genocídio de 1994 contra os Tutsi no Ruanda. Mais de um milhão de Tutsis morreram e o país foi reduzindo a níveis mínimos em todos os aspectos.
Segundo um comunicado do Alto Comissariado do Ruanda em Moçambique, 2025 marca a passagem de 31 anos do Genocídio que ocorreu durante cerca de 100 dias provocou a morte brutal de mais de um milhão de Tutsis, incluindo crianças, mulheres grávidas
A data é celebrada em referência à decisão da Assembleia Geral das Nações Unidas (nº 72/550 de 26/01/2018) que designa o dia 07 de Abril como o Dia Internacional de Reflexão sobre o Genocídio de 1994 contra os Tutsi no Ruanda.
Kwibuka é um momento para reflectir sobre a jornada de reconstrução, resiliência e unidade do Ruanda, honrando e mantendo a memória daqueles que morreram durante cem dias de Genocídio Sendo um dia de reflexão, somos recordados sobre os factores que levaram a tais atrocidades em massa, para que renovemos os esforços colectivos para evitar que tal evento aconteça novamente, especialmente neste período, onde vemos crescentes expressões de extremismo e ódio em várias regiões de países vizinhos e além fronteiras.
A recordação é um gesto que diz ao mundo para se unir e dizer “Nunca Mais”, buscar justiça aos perpetradores do Genocídio de 1994 contra os Tutsi e apoiar os sobreviventes desta catástrofe. Este deve ser um momento importante para rejeitar a negação, o revisionismo e a negação do Genocídio do Ruanda, seja por meio de legislação ou por meio de resoluções da Assembléia Parlamentar, porque os perpetradores do Genocídio de 1994 contra os Tutsi continuam soltos ao redor do mundo.
É digno que o Governo da República de Moçambique ractificou e assinou os instrumentos legais do Tratado de Extradição e do Acordo de Assistência Jurídica Mútua em Matéria Penal com o Ruanda, o que evidencia um esforço nobre por parte do Governo, que ajudará a levar à justiça os responsáveis pelas atrocidades, bem como erradicar a cultura de impunidade.
Durante a semana de luto que inicia a 7 de Abril corrente, e termina no dia 13 do mesmo mês, o Alto Comissariado do Ruanda terá a sua bandeira Nacional hasteada a meio mastro, sendo que no período da tarde, terá lugar na Chancelaria, uma exposição fotográfica e filme – documentários sobre o Genocídio de 1994 contra os Tutsi no Ruanda, explicando as causas e consequências do Genocídio, bem como partilhando a história de reconciliação e construção da Nação Ruandesa, cujos esforços tremendos ergueram o país das cinzas sob a liderança visionária do Presidente Paul Kagame.
No próximo domingo, dia 13 de abril, haverá uma caminhada de recordação, num percurso será de 1,5 quilómetros.
O papa Francisco, ainda convalescente de seus problemas de saúde, reapareceu neste domingo diante dos fiéis na Praça de São Pedro, no Vaticano, ao final da missa do Jubileu dedicada aos doentes.
Francisco foi levado em uma cadeira de rodas desde o interior da Basílica de São Pedro até o altar na praça para missas públicas e falou brevemente, com alguma dificuldade devido às cânulas nasais que usa para receber oxigênio.
“Bom domingo a todos, muito obrigado”, disse Francisco aos fiéis, antes de percorrer parte da praça, distribuindo bênçãos.
Os fiéis o saudaram com emoção, aplausos e gritos de “Viva o papa!”
Uma mulher leu uma mensagem em seu nome, na qual saudou “com carinho” todos os que participaram da missa do Jubileu dos Enfermos e agradeceu “do fundo do coração” pelas orações por sua saúde.
As últimas informações médicas fornecidas pela Santa Sé indicam que sua saúde está a melhorar, à medida que continua sua terapia medicamentosa e fisioterapia motora e respiratória.
Há crianças exploradas sexualmente, além jovens em idades escolar que trabalham como “escravos” em troca de 25 mil meticais anuais nos corredores da “indústria furtiva” na província de Gaza. A informação foi avançada pelo administrador do parque nacional de Banhine. Instaurados no pais mais 800 processos dos quais 150 por crimes de caca furtiva e exploração ilegal.
Há exploração sexual infantil nos esquemas de caça furtiva na província de Gaza, sul de Moçambique. No ano passado foram resgatadas 5 raparigas, no interior do parque nacional de Banhine, mais a norte da província.
“Menores de 15 anos. Exatamente, na exploração infantil. Portanto, o crime de caça furtiva e o crime de exploração florestal ilegal, tem vários crimes conexos. Este ano ainda não desativamos. No ano passado tivemos mais de 5 ou 6 desses casos que libertamos lá, encontramos lá crianças menores a trabalhar”, avançou, Abel Nhabanga, Administrador do parque nacional de Banhine.
De acordo, com Abel Nhanbanga, o chamado “império furtivo” recruta, também, jovens para exploração florestal ilegal por um ordenado anual de 20 mil meticais.
“os trabalhos que eles fazem, é análogo à escravatura. E são só alimentados com farinha e feijão nhamba. Eles só conhecem a pessoa imediata. Muitas vezes, aqueles que levam lá os alimentos. Um ano, seis meses nos acampamentos de trabalho, sem nenhum salário. Só se recebe salário no final do ano” concluiu.
Ao longo do tracado do parque nacional de Banhine nos distritosde Mapai Chigubo, Mabalane a “mafia furtiva” que envolve atores internacionais, agentes do estado é alimentada e executada por nativos das 17 comunidades. Facto que coloca Banhine no ranking de quatro parques nacionais com mais casos registados, informou o Directorgeral da Administração Nacional das áreas de conservação ( ANAC.
“Gaza não é um dos cenários em que a gente pode dizer que é o mais crítico, mas é preciso perceber que temos a zona de fronteira com a África do Sul, e a África do Sul é um dos locais preferenciais por conta do crime que envolve a caça ilegal do rinoceronte”
Por sua vez, Abel Nhabanga fez que saber que no “Ano passado, tivemos cerca de 44 processos e 20 julgados e sentenciados, para penas que variam de 3 meses a 18 anos de prisão maior. E quem pratica isso, São pessoas que vêm de fora, que vêm se juntar às pessoas locais, aliciadas pelos estrangeiros”
Para sua linha de ataque a furtivos o “paraíso das avestruzes” aumentou de 30 para 71 fiscais, meios aéreos integrados a tecnologia de ponta, bem como, investimentos direcionados a projetos estruturantes na ordem de 300 milhões de meticais até 2027.
Com o aperto do cerco reduziu-se de mil para cem animais abatidos anualmente, nos últimos 10 anos, entretanto, as autoridades de tutela reconhecem que há ainda um longo percurso por percorrer para vencer a batalha,
Bartolomeu Soto, Director Regional Sul da Peace Park Foundation anunciou uma operação anual de 14 milhões de dólares que inclui formação, infraestrutura e repovoamento dos parques nacionais.
“E vamos trazer os animais que estão em excesso em Maputo e trazer aqui para o Parque Nacional do Banhine.Só podemos trazer duzentos, pois no ano seguinte vamos trazer o que pudermos até chegarmos a cerca de dois mil”
Ainda há movimentação de terroristas na estrada N380, entre Macomia e Mocímboa da Praia, em Cabo Delgado. A informação foi confirmada pelo governador da província, que fala da instalação, pelo grupo, de postos de extorsão aos automobilistas e saque de alguns produtos da população.
Cerca de três meses depois de uma trégua, os terroristas voltam a intensificar a sua movimentação na Estrada Nacional Número 380, entre Macomia e Mocímboa da Praia, província de Cabo Delgado.
“No entanto, nestes momentos, estamos a sentir algumas bolsinhas em algumas zonas onde o movimento se faz sentir. Então, ainda não foi chamada a segurança militar para fazer a escolta, continua a se passar porque não é um movimento estável. É um movimento que eles fazem quando estão a ser perseguidos”, revelou Valige Tauabo, governador da província de Cabo Delgado.
E deste movimento ao longo da EN380, segundo o governador da província de Cabo Delgado, os terroristas montam postos de extorsão aos automobilistas e saques.
“Isto é uma acção de terror. É uma acção que eles usam forçosamente para fazer as cobranças. Não é portagem nenhuma. Por outro lado, neste percurso de Macomia, há transitabilidade, mas quando eles têm brechas por causa da fome, eles mandam parar as viaturas, fazem cobranças e levam todos os produtos que encontram”, referiu Valige Tauabo.
Além da estrada, este grupo movimenta-se para as aldeias, onde, também, cria pânico e terror.
“O trabalho dos que fazem perseguição dos que fazem mal à população continua e, por causa disso, então, em algum momento, eles andam à solta e quando atravessam em algumas aldeias criam agitação e essa agitação, naturalmente, o que não é bom para a população e é um despertar de que este movimento continua”, concluiu o Tauabo.
Questionado se os ataques terroristas cessaram entre Macomia e Mocímboa da Praia, Valige Tauabo foi cauteloso na resposta.
“Nós não podemos dizer que os ataques tenham cessado. O que temos que dizer, neste momento, é que o trabalho de se aferir a segurança ainda está em curso. Isto quer dizer que os terroristas ainda existem em algumas zonas até que se afira da melhor forma, no sentido de que em nenhum sítio deve haver esse movimento. Então, nessa altura diremos que a província está estável”, rematou, o governador da província de Cabo Delgado.
Refira-se que a escolta militar que tinha sido introduzida nesta zona está suspensa e, de acordo com Tauabo, isto é sinal de melhoria na segurança.
Pelo menos 313 doentes foram operados, nos últimos 10 dias, no hospital Central da Beira, no âmbito de uma campanha massiva de cirurgias, numa meta de 100 doentes. Os doentes operados foram de fórum ortopédico e de cirurgia geral. Parte dos doentes estavam à espera de intervenção médica há mais de um ano.
Há uma longa lista de doentes à espera, para serem operados no Hospital Central da Beira, mas razões de várias ordens, como a falta de especialistas à altura para fazer face à procura dos serviços de saúde, dado o aumento constante da população, condicionam a intervenção imediata dos serviços de saúde.
O caso tornou-se ainda mais complicado entre Outubro a princípios de Março, devido às manifestações pós-eleitorais, facto que condicionou a movimentação de medicamentos para outros pontos do país.
Para fazer face a estas longas filas, o Governo exortou a todos os hospitais centrais a, no âmbito dos primeiros 100 dias do novo ciclo de governação, efectuar cirurgias massivas. Assim, no HCB a meta era de 100 doentes a serem operados em 10 dias. Contudo, uma equipa composta por 97 profissionais de saúde operaram 313 doentes. A nível do fórum ortopédico foram operados 52 doentes.
“Os doentes que foram operados tinham maioritariamente patologias relacionadas a fraturas dos membros inferiores, onde foram feitas (…) colocação de ferro nos ossos para estabilizar as fracturas e fazer com que elas consolidem mais rápido. Portanto, essas foram a maior parte das patologias do forum de ortopedia que foram operados”, disse Nelson Mucopo, director do HCB.
Na cirurgia geral foram operados 261 doentes. “Da parte da cirurgia geral, nós operamos mais doentes com hérnias inguinais, doentes com hidrocelo, que é o acúmulo de água a nível do escroto, doentes com patologias anorretais, como maior ênfase para hemorróidas e fístulas perianais, doentes com bócio e doentes com outras tumorações e das mamas”, acrescentou.
Um dos pacientes beneficiários da cirurgia estava à espera de uma intervenção médica há dois anos. “Estou com hérnia, marcaram cirurgia para hoje. Já passam dois anos”, contou o paciente.
Outra paciente sofreu um acidente em Junho do ano passado, mas só esta semana é que foi operada no âmbito da campanha massiva de cirurgias.
No hospital central da Beira foram registadas, no ano passado, mais de 300 queixas por supostos maus atendimentos e seis por cobranças ilícitas ligadas a cirurgias.
O HCB voltou a mostrar preocupação, tal como fez em Dezembro do ano passado, em relação a acidentes de viação envolvendo moto-táxis. O director do hospital terminou exortando maior empenho das autoridades na fiscalização rodoviária.
O Presidente do Senegal, Bassirou Diomaye Faye, garantiu ter feito “tudo” para trazer de volta à CEDEAO o Mali, Burkina Faso e Níger, considerando contudo que estes países são “livres de fazer as suas próprias escolhas”, segundo escreveu o Notícias ao Minuto.
“Pedi que as pessoas se sentassem à volta de uma mesa e conversassem para preservar as hipóteses de manter uma organização sub-regional forte”, referiu Faye, durante uma entrevista de quatro horas em wolof (língua local), esta sexta-feira, citada pela AFP.
Faye afirmou ainda sentir que ao fazer isso tinha cumprido o seu dever, sublinhando, contudo, que “estes países, como outros, são soberanos, são livres de fazer as suas próprias escolhas e são eles que decidem o que querem fazer e para onde querem ir”.
“Tudo o que devemos é respeitar a sua vontade, sabendo que fizemos tudo o que estava ao nosso alcance para os reintegrar”, acrescentou.
Em Janeiro, os três países do Sahel abandonaram a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), que consideraram ser subserviente a França, e fundaram a Aliança dos Estados do Sahel (AES).
No início de Julho do ano de 2024, o Presidente Faye foi nomeado pela CEDEAO como mediador para estes três Estados liderados por militares.
Na entrevista, Faye sublinhou que o Mali, tal como o Burkina Faso e o Níger “continuam a ser parceiros privilegiados de longa data”.
Questionado sobre as novas relações entre o Senegal e a França, Faye afirmou que este país “continua a ser um parceiro importante para o Senegal a todos os níveis”.
No entanto, acrescentou, “por vezes, num determinado momento da sua história, um país decide reorientar a sua trajetória. Foi o que aconteceu com a presença militar francesa no país”.
Em Novembro do ano passado, Faye anunciou o fim de toda a presença militar francesa a estrangeira em solo nacional, até ao final de 2025.
As obras de reposição da Estrada Nacional Número Um em Anchilo, Nampula, estão a noventa por cento de execução e prevê-se que em duas semanas a via seja aberta à circulação de viaturas. A garantia foi dada pelo ministro dos Transportes e Logística, que revelou estar em curso a aquisição de pontes metálicas para futuras situações.
Já passam mais de três semanas que a Estrada Nacional Número Um, no Posto de Controlo de Anchilo, província de Nampula, está cortada, na sequência do ciclone Jude.
Devido a esta situação, a ligação entre as províncias de Nampula, Niassa e Cabo Delgado pela EN1 está condicionada.
No terreno, os trabalhos já estão em curso há quase um mês e o ministro dos Transportes e Logística explica as razões para tanta demora da reposição daquele troço da EN1.
“A única secção que nós tínhamos problemas para fazer a intervenção tinha a ver com o nível das águas. Era preciso deixar a água baixar para poder avaliar o nível de intervenção que podia ser feita. Já começamos a trabalhar e estamos a fazer todo o esforço com o empreiteiro, para ver se nas próximas duas semanas conseguimos repor a via. Portanto, é um trabalho contínuo, e esperamos que a chuva não continue a cair”, assegurou o ministro dos Transportes e Logística, João Matlombe.
Enquanto isso, João Matlombe diz que há um esforço que está a ser feito para que as províncias de Niassa e Cabo Delgado não se ressintam da falta de produtos básicos. “Neste momento, o acesso à Niassa e Cabo Delgado através da EN1 é bastante condicionado e estamos cientes disso. É por isso que uma parte dos serviços está a ser feito via cabotagem que é para assegurar que, pelo menos, não haja falta de combustível na província de Cabo Delgado e, também, que os produtos de primeira necessidade estejam disponíveis naquele ponto do país”, referiu João Matlombe.
O governante revelou ao “O País” que está em curso o processo de aquisição de pontes metálicas para intervenções de emergência em situações de cortes de estradas.
“Nós estamos num processo de aquisição de pontes metálicas, que é para permitir intervenções sempre nos períodos chuvosos. Como deve imaginar, nós tivemos este ano três ciclones, o que demonstra a nossa vulnerabilidade aos eventos climáticos. O que temos que fazer, uma vez que são infraestruturas algumas já com alguns anos e não nada com a qualidade, mas sim com os eventos extremos, é criar uma capacidade para agir sempre do ponto de vista de reposição sempre que há emergências. Portanto, acreditamos que para a próxima época chuvosa, com a aquisição das pontes metálicas, teremos capacidade maior para intervir quer a nível da zona centro, quer a nível da zona norte”, avançou o governante.
Porque o desabamento de pontes e cortes de estradas tem sido recorrente a cada época chuvosa, Matlombe afirma que o Executivo está a repensar no tipo de infra-estruturas, considerando a vulnerabilidade do país aos eventos climáticos extremos.
Já são conhecidos os quatro nomes que se candidatam a membro do secretariado do Comité Central da Frelimo. São eles Gonçalves João Gemusse, actualmente Primeiro-Secretário da Frelimo em Tete; Pedro Madeira Guiliche, Vice-Reitor da Universidade Púngue; Celmira Frederico Pena da Silva, antiga Governadora de Cabo Delgado; Vice-Ministra da Terra, Ambiente e Desenvolvimento Rural; e Nelson Muianga, Empresário.
Os candidatos concorrem a três vagas, das quais uma disponível depois da nomeação do membro para Secretário do Estado, dois na sequência da criação de duas novas áreas: Economia e Projectos e Formação de quadros.
A edição dos membros do secretariado do Comité Central terá lugar este sábado, na Escola Central do Partido, durante a IV Sessão Ordinária do órgão.
Morgan Ortagus, enviada especial-adjunta dos Estados Unidos para o Médio Oriente, discutiu, este sábado, com as autoridades libanesas a retirada das tropas israelitas do Líbano e a implementação do cessar-fogo entre Israel e o grupo xiita libanês Hezbollah.
De acordo com o comunicado oficial, segundo se pode ler na página do Notícias ao Minuto, na reunião com o primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, foram analisadas “as medidas tomadas pelo Exército libanês para implementar a Resolução 1701 do Conselho de Segurança da ONU”, que pôs fim à guerra entre as partes, em 2006, e ao texto que serve de base ao actual acordo de cessar-fogo.
O acordo de cessar-fogo alcançado em Novembro, após um ano de combates, previa que as forças do Hezbollah deviam retirar-se para norte do rio Litani, as tropas israelitas saíssem do sul do Líbano e que o Exército libanês se desloque para essa região para monitorizar a área e manter a segurança.
Embora o Exército libanês se tenha movimentado para o sul do Líbano, Israel não cumpriu a sua parte do acordo, mantendo a sua presença em cinco locais do país vizinho.
Ainda no Notícias ao Minuto, avança-se que, relativamente a essa presença israelita, o comunicado adiantou que Salam e Ortagus discutiram a “conclusão da retirada israelita do território libanês” durante a reunião, que durou mais de uma hora e “foi caracterizada por uma atmosfera positiva”.
A enviada dos Estados Unidos discutiu anteriormente as mesmas questões com o Presidente libanês, Joseph Aoun, e deverá fazer o mesmo com o presidente do parlamento, Nabih Berri, que é também o principal negociador no cessar das hostilidades com Israel.
A sua visita acontece numa altura que se regista um aumento dos ataques do Estado judaico, que na semana passada lançou dois ataques aéreos contra os arredores de Beirute pela primeira vez desde que o cessar-fogo entrou em vigor há quatro meses.