O Governador da Província defendeu o aproveitamento da terra ociosa como uma das principais estratégias para responder à crescente procura de parcelas para habitação, agricultura e investimento, considerando que a existência de extensas áreas ocupadas, mas sem qualquer exploração, representa uma oportunidade para acelerar o desenvolvimento económico e social.
Durante a sua intervenção, o governante afirmou que o aumento da procura de terra contrasta com a existência de vastas áreas improdutivas, situação que, segundo disse, deve ser encarada como uma oportunidade para a criação de novos assentamentos humanos devidamente planificados, para o desenvolvimento de uma agricultura moderna e para a atracção de investimentos de grande escala.
Acrescentou que o aproveitamento dessas áreas permitirá aumentar a produção e a produtividade, criar postos de trabalho, sobretudo para os jovens, e gerar rendimentos para as famílias, contribuindo para o crescimento sustentável da província.
O Governador sublinhou que a concretização destes objectivos depende de uma actuação organizada da administração pública, baseada numa planificação rigorosa, acompanhamento permanente e maior presença das autoridades no terreno.
Referindo-se ao crescimento urbano, manifestou preocupação com a ocupação desordenada de terrenos, particularmente na cidade da Matola, onde, segundo afirmou, continuam a surgir bairros sem qualquer ordenamento territorial. Defendeu, por isso, uma mudança de abordagem, de forma a garantir um crescimento urbano mais organizado e sustentável.
Outro aspecto apontado como preocupação prende-se com a demora na emissão dos títulos de uso e aproveitamento da terra (DUAT). O Governador considerou inaceitável que cidadãos permaneçam um, dois ou mais anos à espera da documentação necessária para implementar projectos de investimento ou construir as suas habitações.
Na sua perspectiva, a morosidade nos processos administrativos favorece as ocupações ilegais de terra, alimenta conflitos fundiários, gera instabilidade socioeconómica e compromete o ritmo de desenvolvimento da província.
Perante este cenário, apelou aos serviços competentes para imprimirem maior celeridade na tramitação dos processos, assegurando que o acesso legal à terra decorra de forma mais eficiente e contribua para a promoção do desenvolvimento sustentável.
Há três anos que mais de 50 mil idosos aguardam pelo subsídio social na província de Gaza. Além da fome, muitos queixam-se de problemas de saúde.
O governo alega défice orçamental para o pagamento integral dos 6 mil milhões em dívida.
“É triste o que vivo, estou há seis dias sem comer. Para poder comer dependo da caridade dos vizinhos. Todos os dias tenho que pedir esmola, por exemplo, hoje as panelas estão assim vazias”, lamentou José Manuel, beneficiário do programa Subsídio Social Básico.
E, nas comunidades, encontramos histórias de pessoas que atravessam dias difíceis, na sequência da deficiente canalização do subsídio na província. A idosa Catarina Samuel, de 86 anos de idade, revela estar a passar por adversidades e dificuldades alimentares até porque “ desde que prometeram pagar nunca mais ouvimos nada”
Fazem parte do programa subsídio social básico (PSSB) idosos com mais 60 anos de idade, pessoas com deficiência permanente. E, a fixação do valor ajusta-se ao número do agregado familiar: Uma Pessoa recebe 540 meticais, para duas pessoas chega a 640 meticais, 740 meticais para três pessoas, 840 meticais para quatro, e mil meticais para um agregado de cinco pessoas.
De acordo com os critérios de fixação de valores por agregados familiares, Joana Nhampossa, com seis dependentes devia receber mil meticais, por mas até os 415 meticais que recebia, diz que foram cortados há três anos.
“Cortaram o valor. Recebia 415 meticais e meu esposo perdeu a vida em 2006. Depois disso fiquei a minha sorte. Tenho seis filhos” , disse uma beneficiária.
E, porque não tem quem garanta o sustento da sua família,Joana Nhampossa acorda cedo todos dias. Superando a sua condição física, marca passos lentos, mas firmes. Debaixo do sol ardente, moscas à mistura de cheiro insuportável, é lá está a mulher vasculhando o lixo para escapar da fome. “-Não tens medo de ficar doente?-Às vezes fico doente, mas a vida está difícil”, respondeu.
É uma jornada diária de mais de 10 horas. Mas reservou parte do seu tempo para a falar ao “País”.
“Sim, todos dias trabalho com fome.Consigo algum valor, com qual compro dois ou três quilogramas de arroz para alimentar os meus filhos
José Manuel, com lágrimas nos olhos, conta a sua história. Não bastasse o cansaço físico, acumulado após anos de trabalho pesado, o idoso de 89 anos enfrenta dias de intensa solidão e incerteza resultante do abandono da sua esposa e filhos.
“Prefiro a morte que viver assim. Sofri um acidente de trabalho e fui hospitalizado por alguns meses, quando voltei para casa a minha mulher levou meu filhos e foi embora”, lamentou.
O facto sucedeu há 3 anos, após contrair uma lesão grave nos membros inferiores fruto de um acidente de trabalho Uma situação que requer cuidados de saúde, entretanto, a sua condição financeira não permite.
“Estou há três anos sem receber o valor do subsídio social básico, por conta disso, tenho dificuldades para cuidar da minha saúde. Estou a sofrer, talvez se pagassem um ou três meses compraria pelo menos um saco de farinha” , referiu.
Pascoal Nhalivilo, de 77 anos de idade, outro beneficiário do subsídio social básico que se diz privado de acesso a medicamentos, incluindo pagamento de despesas básicas. “Sinto dores nas costas devido a tensão, e a culpa disso não é minha. Estou a sofrer a minha casa, também, está destruída.”
É porque o subsídio governamental garante a compra de produtos básicos para alimentação, o idoso diz estar a passar fome.
“Não tenho alimentos,por isso, tenho passado mal, e não tenho sequer um grão de comida. Pelo menos se pagassem os meses referentes aos três anos isso poderia ajudar-me.”
A directora do serviço provincial de assuntos sociais, Siana Daúde esclareceu que, devido à conjuntura económica do país, não há disponibilidade financeira para pagamento integral dos subsídios.
“Mas já começámos a fazer alguns pagamentos em Chibuto, Mandlakazi e Bilene, mas estamos a aferir noutros distritos. Mas para o caso dos outros meses a situação tem que ver com a crise que estamos a viver. E, o governo central vai saber como fazer a distribuição, mas que ficou em conta por se pagar acreditamos que sim”, admitiu.
O programa subsídio social Básico abrange quase 60 mil agregados familiares na província de Gaza
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, repetiu as exigências por garantias de segurança, poucas horas depois de uma discussão pública com seu homólogo americano, Donald Trump.
“Apenas um cessar-fogo sem garantias de segurança, isso é tão sensível para o nosso povo. Estou a falar como o presidente de um povo que está nessa luta há três anos e eles só querem ouvir que a América está do nosso lado e que a América ficará conosco, não com os russos. Conosco”, disse Zelenskyy.
O líder ucraniano tentou corrigir a narrativa depois que Trump afirmou que Kiev não leva a sério a garantia da paz.
“Ninguém quer terminar (a guerra) mais do que nós, porque nós, na Ucrânia, estamos nessa guerra. Estamos nessa batalha, uma batalha pela liberdade total, por nossas vidas. Então, estou apenas dizendo que acho que temos que estar do mesmo lado. E espero que o presidente esteja do nosso lado. E isso é muito importante para parar Putin”, acrescentou
Zelenskyy também observou que o acordo sobre minerais, que estava na pauta da reunião de sexta-feira antes do caos começar, será o primeiro passo em direção à paz.
Uma fonte do Vaticano revelou que o Papa mantém o uso de uma máscara de ventilação não invasiva e que, ao acordar, bebeu café.
Após uma crise respiratória, na sexta-feira, o Papa Francisco não está fora de perigo e continua com prognóstico reservado, avançou uma fonte do Vaticano, citada pela Sky News.
Apesar do quadro clínico, a fonte refere que Francisco tomou café esta manhã de sábado e que consegue comer comida sólida.
“O Papa não teve mais nenhuma crise depois do ataque isolado de broncoespasmo sofrido ontem [sexta-feira]. Esta manhã tomou o pequeno-almoço, apreciou um café e leu os jornais”, informou o Vatican News, o órgão de comunicação oficial do Vaticano.
A Sala de Imprensa da Santa Sé divulgou, esta manhã, que “após uma noite tranquila, o Papa está a descansar”, num indicador de melhorias no estado de saúde de Francisco.
O Santo Padre mantém o uso de uma máscara de ventilação não invasiva, tendo os níveis de oxigénio regressado a níveis semelhantes aos registados antes desta crise.
Porém, os médicos necessitam de 24 a 48 horas para avaliar o impacto desta crise no cenário clínico geral.
Vários líderes mundiais demonstraram apoio incondiconal a Ucrânia e ao seu presidente Volodymyr Zelenskyy, após o tenso encontro com Trump e JD Vance, na Casa Branca. A Europa promete uma reação firme e imediata.
A Ucrânia tem apoio de várias nações, muitas das quais querem rapidamente ver o país fora do conflito com a Rússia. Por isso, não faltou apoio a Zelensky, após ter sido humilhado em directo na Sala Oval, no encontro com Trump e JD Vance.
A Austrália faz parte dos primeiros que deram voz à Ucrânia. Em uma mensagem escrita na sua rede social X, a presidente da comissão europeia Ursula Von Der Leyen, prestou apoio à Ucrânia.
“Sua dignidade honra a bravura do povo ucrniano. Seja forte, seja corajoso, seja destemido. Você nunca está sozinho, caro presidente Zelenskyy. Continuaremos trabalhando ao seu lado, por uma paz justa e duradoura”, escreveu.
O primeiro-ministro polaco, Donald Tusk, tambem usou a rede social para abraçar zelenlesky. “Querido, Zelensky, queridos amigos ucranianos, vocês não estão sozinhos”.
Dos países lusófonos, a mensagem de Portugal veio do primeiro ministro. Luís Montenegro diz que a Ucrânia sempre contará com Portugal.
É um flagelo que está a destruir o futuro dos jovens dos 15 aos 35 anos. No ano passado, mais de 23 mil pessoas foram atendidas no país, com perturbações mentais e comportamentais resultantes do consumo de drogas. 77% são homens.
O ambiente calmo que se nota no pátio contrasta com a turbulência do fenómeno social que está a transformar-se num flagelo!
O Hospital Psiquiátrico de Nampula é de carácter regional, cobrindo Nampula, Zambézia, Niassa e Cabo Delgado. O número de casos que são atendidos naquele hospital reflecte a gravidade do problema. Só no ano passado foram mais de dois mil internados.
A nível nacional, foram atendidos em 2024, 23 412 pacientes, com perturbações mentais e de comportamento, decorrente do consumo de substâncias psicoactivas, ou simplesmente, drogas, e 77% foram do sexo masculino.
“Agora é que estamos bem, porque há muito tempo dormíamos mal. Então, assim já recuperamos. Estamos a viver em casa com as nossas famílias”, disse um paciente da clínica.
O entrevistado faz parte de um grupo de 29 pacientes, que já está a beneficiar dos serviços da clínica, com serviços especializados para o tratamento integrado de toxicodependentes. A unidade hospitalar foi inaugurada esta sexta-feira, em Nampula, e faz parte de um total de quatro, duas em Maputo, uma na Beira e esta, financiadas pela Fundação para o Desenvolvimento da Comunidade.
As autoridades moçambicanas começaram, hoje, o repatriamento de milhares de refugiados, que estavam no Malawi, devido às manifestações pós-eleitorais em Moçambique.
Finalmente, o processo de repatriamento de moçambicanos, que escalaram o Malawi, por conta dos protestos eleitorais foi iniciado neste sábado. O caudal do rio Chile baixou de forma considerável e já há condições de serem feitas viagens para Moçambique,
Até a manhã de hoje, três viaturas já estavam posicionadas para levar a equipa técnica, que deverá verificar as condições de transitabilidade. César Tembe, director das operações de prevenção do INGD, partilhou que era necessário fazer um reconhecimento a nível técnico.
“Vamos fazer movimentar parte da nossa delegação, delegação do Malawi e também vamos levar os nossos líderes comunitários, que é para poderem ver o projecto que se vai levar, a partir desta margem do lado do Malawi, até outra margem de Morrumbala. Este é um pequeno exercício que vamos fazer agora e depois começamos com o repatriamento”, explicou.
Um novo levantamento feito pelas autoridades malawianas constatou que há pelo menos 7 900 moçambicanos que se refugiaram naquele país vizinho, contra os 13 mil que tinham sido anunciados anteriormente, embora admitam que o processo de contagem continuam, explicou César Tembe.
“Estamos a trabalhar para emissão de cartões para assistência humanitária”.
O repatriamento das pessoas, que estavam em seis centros de acolhimento no Malawi, devia ter iniciado, na quinta-feira, mas as condições de navegação no rio Chiro, que separa Moçambique e Malawi, não eram boas, mas “agora as condições estão criadas”.
As autoridades, que esclareceram que o repatriamento não é obrigatório, mobilizaram quatro embarcações e igual número de camiões para transportar os refugiados, além de assistência alimentar por pelo menos três meses.
Foi relançada, esta sexta-feira, a obra do falecido reverendo da igreja Anglicana, João Guilherme Sululo, intitulada “Na seara do senhor e outros contos sobre o Niassa”. O livro constitui uma parte do legado do autor e retrata o desenvolvimento da província do Niassa.
Lançado a título póstumo, no ano passado, em Nampula, a obra “Na seara do senhor e outros contos sobre o Niassa” volta às prateleiras da Igreja Anglicana.
Na qualidade de prefaciador da obra e último bispo que trabalhou lado a lado com o autor, Dom Dinis Sengulane falou do percurso de João Guilherme Sululo.
“Nós podemos chamar ao padre João Sululo de bom semeador, aquele que acreditava que a semente que ele lançava estava em boa terra. Este livro, do padre Sululo, é um convite a todos nós para registarmos aquilo que Deus nos deu o previlégio de passar, porque assim fazendo, leva outros a viverem a mesma experiência” disse Dom Dinis Sengulane, bispo da igreja Anglicana.
Coube ao editor da obra, Nicolau Sululo, que é também filho do autor, fazer a apresentação do livro.
“Constitui uma parte do legado que o reverendo padre Sululo nos deixou e que, conforme disse aqui o vovó bispo, é importante deixarmos o nosso legado, que se abrange as gerações vindouras”, afirmou Nicolau Sululo.
O autor da obra “Na seara do senhor e outros contos sobre o Niassa” perdeu a vida em Dezembro de 1999.
Em apenas duas semanas, mais de 60 mil cidadãos congoleses deslocaram-se para o Burundi, fugindo da violência mortal na República Democrática do Congo (RDC). Muitas dessas famílias já tinham sido deslocadas dentro do seu país e, agora, buscam refúgio no Burundi. A maioria dos que chegam são mulheres e crianças, que conseguiram escapar do conflito no Congo.
A medida que a luta se aproxima da cidade de Uvira, perto da passagem oficial da fronteira, espera-se que o número de deslocados aumente. O ACNUR, a Agência da ONU para Refugiados, elogia a decisão do Burundi de conceder aos refugiados status prima facie, garantindo que eles recebam proteção imediata e ajuda humanitária crítica.
Esses recém-chegados são, principalmente, cidadãos congoleses, que já tinham sido deslocados por conflitos passados, e agora são forçados a fugir mais uma vez, devido a novos confrontos.
Brigitte Mukanga-Eno, a Representante do ACNUR no Burundi, visitou recentemente os refugiados em Kaburantwa, onde ouviu as suas preocupações e avaliou as suas necessidades. Os que chegam estão a ser transferidos para o local de refugiados de Musenyi, que pode acomodar 10 mil pessoas. A equipe do ACNUR está auxiliando com o registro e o transporte, garantindo que os refugiados sejam realocados com segurança.
O Governo do Burundi também planeja alocar terras adicionais, para expandir os locais de refugiados, fornecendo abrigo e apoio necessário.
Numa discussão, em direto na televisão, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse ao seu homólogo ucraniano que este devia “estar agradecido”, acusando Volodymyr Zelenskyy de ser “desrespeitoso” e de “jogar com a Terceira Guerra Mundial”.
Após semanas de intensas negociações e declarações entre Washington e Kiev, as expectativas eram grandes para o primeiro encontro entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o líder da Ucrânia, Volodymyr Zelenskyy.
No entanto, o encontro transformou-se numa acesa discussão, em directo, na televisão. E Trump diz que o acordo de minerais com a Ucrânia, que levou Zelenskyy à Casa Branca, sexta-feira, foi cancelado.
“Eu conclui que o presidente Zelenskyy não está pronto para a paz, se a América estiver envolvida, porque ele sente que o nosso envolvimento lhe dá uma grande vantagem nas negociações”, escreveu Trump na rede social Truth Social, esta sexta-feira, cita Euronews.
Trump acrescentou ainda que não quer nenhuma vantagem do acordo com a Ucrânia. “Eu não quero vantagens, quero paz. Ele desrespeitou os Estados Unidos da América na Sala Oval. Pode voltar quando estiver pronto para a paz”.
A reunião desta sexta-feira não pareceu tensa no início, mas mudou de tom e tornou-se menos diplomática quando o vice-presidente dos EUA, JD Vance, disse a Zelenskyy que a Ucrânia não tinha gente suficiente para continuar a lutar.
O presidente ucraniano respondeu que JD Vance não tinha estado na Ucrânia para poder dizer isso, e acrescentou: “venha ver”.
A partir desse momento, o debate tornou-se cada vez mais aceso. Zelenskyy sublinhou a necessidade de garantias de segurança, nas quais Kiev tem insistido repetidamente. Trump interrompeu Zelenskyy e disse-lhe para “estar grato” pelo que os EUA já tinham feito para ajudar a Ucrânia.
“É preciso estar mais agradecido. Não têm as cartas. Connosco, têm as cartas. Mas sem nós, não têm cartas nenhumas”, disse Trump.