A 61.ª edição da Feira Agro-Comercial e Industrial de Moçambique (FACIM), que encerra já este domingo, tem na exposição da pecuária um dos seus pontos de maior destaque. O certame serviu de palco para o anúncio, por parte do Ministro da Agricultura, Ambiente e Pescas, da importação de 800 touros com o objectivo de melhorar a raça de gado bovino no país.
O certame, que decorre desde segunda-feira, permitiu aos criadores exibir exemplares de genética melhorada, animais de crescimento precoce e elevada qualidade de carne. Este esforço colectivo tem como meta estratégica reduzir a dependência das importações e fortalecer a soberania alimentar.
O Governo reiterou, na ocasião, que acompanha de perto o movimento, garantindo que esta iniciativa será acompanhada pela transferência de tecnologia e pela implementação de boas práticas junto dos produtores.
Para os pecuaristas, que aproveitaram o leilão realizado no sábado para transaccionar os seus melhores animais, começa a consolidar-se uma mudança de paradigma. A consciência de criar gado de corte, vocacionado para o mercado, ganha terreno face ao modelo tradicional de acumulação de cabeças de gado por longos períodos.
O apelo aos investidores nacionais é claro: existe um vasto mercado por explorar, uma vez que a oferta interna se revela ainda deficitária face às necessidades de consumo.
A modernização estende-se, igualmente, a outros sectores. Além dos bovinos, a feira exibiu aves de elevada produtividade, demonstrando que a procura pela qualidade se alastra a toda a produção pecuária.
Moçambique enfrenta agora o desafio de fazer crescer os efectivos exponencialmente, aproveitando as oportunidades de negócio que a FACIM, uma vez mais, evidenciou como motores para o desenvolvimento económico do país.
Há escassez de água em três postos administrativos do distrito de Limpopo. O problema existe há anos e afecta mais de 50 mil pessoas. As autoridades locais reconhecem o problema e prometem soluções ainda este ano.
Os residentes dos bairros 2, incluindo 3 e 4 dizem que o problema é antigo, mas agravou-se há 7 anos. Referem que os 6 furos de água que abasteciam as áreas mais críticas da comunidade avariaram. E de lá até aqui o cenário que se vive é de crise.
“Há seis furos estragados há vários anos. Estão sempre prometem reabilitar, mas nada acontece, aqui não jorra água. Sofremos demais por causa da crise de água aqui em Muawasse”, disse Angélica Salatiel, uma residente.
Escasseiam as saídas, a solução é mesmo descer até um poço, de onde homens e mulheres conseguem água para quase tudo, enquanto a solução não chega.
“Passam-se sete anos e tiramos água lá na baixa. Sucede que mensalmente cobram 50 meticais. Contribuímos o valor mas não há nada”, lamentou Margarida Samuel, uma outra residente.
O Centro Cultural Moçambicano-Alemão (CCMA), inaugura, esta quarta-feira, a exposição fotográfica “Pieces of Me” , da artista afro-americana Nafeesah Allen.
Esta é a primeira exposição individual da artista, que oferece uma experiência visual e auditiva imersiva, criada para nos conectar a um nível mais profundo, um nível que transcende o físico e nos aproxima do “eu” mais elevado da pessoa captada na fotografia.
Para aprofundar ainda mais a conexão entre os retratos e os espectadores, uma lista de reprodução acompanha a exposição, criando uma trilha sonora para que possamos nos conectar de forma mais intensa e significativa com cada imagem.
Nafeesah Allen tenta justamente capturar e visualizar a essência da alma humana. Ao fazer isso, convida-nos a questionar o valor da vida humana e a profunda e inata conexão com a divindade.
O título desta exposição, “Pieces of Me”, é inspirado na icónica canção de DC Go Go “Pieces of Me” de Rare Essence com Ms Kim, que simboliza essa ideia de fragmentos de nós mesmos, de nossas experiências, sentimentos e essências sendo apresentados ao mundo.
O trabalho de Nafeesah Allen explora a intersecção da herança pessoal e da experiência global, através da fotografia de meios mistos, reinterpretando culturas visuais, para elevar o retrato na vida quotidiana do Sul Global. Allen inspira-se em artistas do passado e do presente, incluindo Ricardo Rangel, Gordon Parks, Carrie Mae Weems e Naita Ussene, cujo trabalho capta a complexidade da vida quotidiana nos seus próprios contextos nacionais.
Através deste trabalho, Nafeesah Allen convida-nos a olhar para além da superfície e a reconhecer que, em cada ser humano, existe uma história, uma alma e uma conexão divina que é única e inesgotável. É uma jornada introspectiva e transcendental que, certamente, vai tocar a todos que tiverem a oportunidade de contemplá-la. A exposição estará patente na Galeria do CCMA até 08 de Maio de 2025.
QUEM É NAFEESAH ALLEN?
Nafeesah possui um doutoramento em Migração Forçada pela Universidade de Witwatersrand (Wits) em Joanesburgo, África do Sul. É pós-graduada em Folclore e Estudos Culturais pela Indira Gandhi National Open University (IGNOU) em Nova Deli, Índia. É também mestre em Assuntos Internacionais pela Universidade de Columbia e licenciada pelo Barnard College da Universidade de Columbia
Allen é fotógrafa investigadora-etnográfica, ao longo de sua carreira, percorreu diferentes terras e culturas, capturando momentos únicos entre 2005 e 2024. Suas lentes levaram-na a lugares como Angola, Etiópia, Cabo Verde, Moçambique, Porto Rico e Suriname, onde as histórias de cada um dos sujeitos foram eternizadas. Essas imagens, ricas em emoção e profundidade, não são meros retratos. Elas são representações da alma, daquilo que é invisível, mas que define o ser humano.
Inspirada pela experiência da “Grande Migração” dos seus antepassados, a artista honra a tradição afro-americana de contar histórias visuais, ao mesmo tempo que cria novas narrativas, que atravessam gerações e geografias. Sendo fotógrafa de terceira geração, Allen segue os passos do seu avô, Louis Allen Sr, um fotógrafo no exército e na marinha dos EUA. A paixão do avô pela captura de momentos efêmeros influencia profundamente esta exposição.
Uma mulher foi assassinada, na Beira, província de Sofala, depois de ter sido abusada. O (s) autor (es) do crime esfaquearam os seus órgãos genitais e atiraram o corpo numa machamba.
De acordo com o Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC), a vítima respondia pelo nome de Maria Precede Manuel, tinha 20 anos de idade e cursava Enfermaria Geral, no distrito de Nhamatanda, em Sofala.
No dia 3 deste mês, a vítima e o seu namorado, com quem estava em desavenças, seguiram para a cidade da Beira a fim de tratar assuntos de interesse pessoal, e Maria Precede Manuel nunca mais foi vista.
Esta segunda-feira, o corpo foi encontrado numa machamba, próximo a linha férrea e com sinais de abuso sexual. A vítima tinha também uma faca espectada nas suas partes íntimas.
Os moradores das proximidades do local onde foi encontrado o corpo lamentam e condenam a situação
Com este crime sobe para seis o número de mulheres assassinadas este ano, na cidade da Beira.
Em Manica, 11 pessoas morreram nos primeiros três meses do ano vítimas de ataques de crocodilos e cobras. O sector de ambiente na província equaciona recolher ovos de crocodilos nas margens dos rios como forma de evitar danos maiores.
Dércio Gaspar, de 11 anos de idade, está internado no Hospital Provincial de Chimoio, devido a um ataque de crocodilo, no rio Tembwe, na região de Gobogobo, distrito de Vanduzi.
As irmãs do menor, de 15 e 17 anos, respectivamente, tentaram o socorrer, mas também foram atacadas. As duas últimas vítimas já tiveram alta hospitalar, mas Dercio continua acamado, pois perdeu parte dos seus órgãos, segundo explicou o pai.
O ataque por crocodilos já começa a tirar o sono do sector da terra e ambiente em Manica. Machaze, Mossruze, Macossa, Barue, Tambara e Gondola são distritos onde mais casos de conflito homem-fauna bravia ocorrem.
A Argélia proibiu voos de e para Mali, após repetidas violações de seu espaço aéreo, de acordo com a televisão estatal do país. A medida ocorre em meio a tensões crescentes entre os dois países.
A decisão, anunciada no domingo, segue uma série de incidentes em que a aeronave do Mali supostamente violou o espaço aéreo da Argélia. Em resposta, o Governo tomou medidas para garantir sua soberania e segurança na região, segundo escreveu o portal de notícias African News.
Mali, que tem enfrentado desafios de segurança contínuos nos últimos anos, ainda não respondeu formalmente à última acção da Argélia.
À medida que a situação se desenrola, analistas sugerem que a proibição do espaço aéreo pode impactar as viagens e o comércio regionais. As duas nações são actores-chave na África Ocidental, e suas tensões serão observadas de perto por outros governos da região.
A organização Defesa Civil da Faixa de Gaza anunciou, hoje, a morte de 19 pessoas em ataques israelitas no enclave palestiniano, entre a noite de segunda-feira e a madrugada de hoje. Nove pessoas, incluindo cinco crianças, foram mortas na noite de segunda-feira, num ataque a uma casa em Deir el-Balah (centro).
Na madrugada desta terça-feira, segundo Lusa, dez pessoas foram mortas em dois ataques, um na cidade de Gaza e outro em Beit Lahia (norte), disse à agência France-Presse o porta-voz desta organização de primeiros socorros Mahmoud Bassal.
Líderes de seis agências da ONU apelaram, na segunda-feira, aos governantes mundiais para “agirem com firmeza, urgência e de forma decisiva” perante o “total desrespeito pela vida humana”, observado na guerra em curso na Faixa de Gaza.
Numa declaração conjunta, os líderes das seis agências, incluindo a Organização Mundial de Saúde (OMS), Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e Agência de Assistência aos Refugiados da Palestina (UNRWA), sublinharam que há mais de um mês que nenhum abastecimento comercial ou humanitário entra no enclave palestiniano.
Em consequência, declararam, mais de 2,1 milhões de pessoas estão encurraladas, enquanto estão a ser bombardeadas e sujeitas novamente à fome.
As autoridades de Gaza elevaram para mais de 50 700 o número de pessoas mortas na guerra que Israel trava no enclave palestiniano contra o Hamas, iniciada horas depois do ataque de dimensões sem precedentes cometido pelo grupo extremista palestiniano em território israelita a 07 de Outubro de 2023, que fez cerca de 1 200 mortos, na maioria civis, e 251 sequestrados.
Cerca de 1 400 mortes ocorreram desde 18 de Março, quando o exército israelita quebrou o cessar-fogo assinado em Janeiro com o Hamas e retomou os bombardeamentos e a ofensiva terrestre.
Pelo menos 33 pessoas morreram devido a inundações provocadas por chuvas torrenciais, que atingiram Kinshasa, capital da República Democrática do Congo (RDC), no fim de semana, segundo um novo balanço divulgado na tarde de ontem pelo Governo congolês.
A notícia publicada pelo Notícias ao Minuto dá conta de que, através de um comunicado, o Ministério do Interior informou que 46 pessoas foram hospitalizadas na sequência da tempestade, que ocorreu na noite de sexta-feira para sábado e afectou diferentes zonas da capital, causando “danos materiais significativos”.
Já o Ministério da Saúde activou um destacamento médico de emergência para prestar assistência e conter outros potenciais efeitos das inundações.
O Ministro da Saúde da RDC, Samuel Roger Kamb, deslocou-se a algumas das zonas mais afectadas, incluindo as margens do rio Ndjili.
O governador de Kinshasa, Daniel Bumba, exortou a população a deixar de construir casas em zonas restritas e propensas a inundações.
A maioria das mortes foi causada pelo desabamento de muros e estruturas, que levou as autoridades a questionarem a má qualidade das construções, que são incapazes de resistir a uma tempestade desta dimensão.
As inundações cortaram o acesso ao principal aeroporto do pais, danificando a estrada principal, mas já foi reaberta ao tráfego ligeiro, prevendo-se que nas próximas horas seja aberta a todo o tráfego, referiu Daniel Bumba.
A estrada liga também Kinshasa a várias regiões do país e as autoridades estão preocupadas com o impacto na circulação e abastecimentos de outras localidades.
Em 2022, pelo menos cem pessoas morreram durante uma inundação semelhante em Kinshasa.
Está condicionada a mobilidade de pessoas e bens em alguns bairros da cidade de Tete, devido a degradação e desabamento de pontecas. Os utentes das vias afectadas pedem a pronta intervenção das autoridades municipais.
Ao todo são três bairros com mobilidade condicionada, nomeadamente Francisco Manyanga, Mateus Sansão, Muthemba e Matundo. A circulação de viaturas e motorizadas nas referidas pontecas, cuja a estrutura apresenta- se com armaduras expostas e tabuleiros corroídos, está a decorrer com restrições e obriga os automobilistas a usar meios alternativos.
Um dos pontos, tido como mais crítico é a estrada que dá acesso ao maior mercado informal, o Kwachena. A infra-estrutura chegou a desabar em finais de Janeiro deste ano.
O edil de Tete, Cesar de Carvalho, explica que o problema de degradação das pontecas está associado com a queda das chuvas e promete reabilitar todas infra-estruturas danificadas até meados deste ano.
De Carvalho falava nesta segunda-feira, depois da cerimónia alusiva ao Dia da Mulher Moçambicana. Participaram das festividades membros do Governo provincial, da OMM, sociedade civil, religiosos entre outros
A Rússia acusa os Estados Unidos da América de estarem a tornar a economia global extremamente instável. A colocação é do porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, que voltou a condenar as tarifas aplicadas por Donald Trump aos países do mundo.
Os Estados Unidos decidiram aplicar tarifas nas importações de produtos para quase todos os países do mundo, e o facto já começa a sufocar o mercado internacional. Esta segunda-feira, a Rússia, através do seu porta-voz, acusou Washington de estar a tornar a economia global instável.
“Estamos a monitorizar de perto a situação, que é actualmente extremamente instável, tensa e emocionalmente carregada, após a decisão dos EUA de impor tarifas à maioria dos países”, disse.
O Kremlim admite estar a sofrer os efeitos das medidas da administração Trump e promete acções para minimizar os efeitos. “A situação actual não está apenas bastante tensa, mas também ficou refém de expectativas negativas que as autoridades russas estão a fazer e farão tudo o que for necessário para minimizar as consequências desta tempestade económica internacional”.
Apesar destes pronunciamentos, a Rússia e os Estados Unidos continuam próximos desde que Trump chegou à Casa Branca. Pela primeira vez desde 2022, uma alta autoridade russa deslocou-se a Washington para reforçar o diálogo directo bilateral.