A população reclusória da Cadeia Central da Beira considera a liberdade provisória após o cumprimento de três quartos da pena, uma medida excessiva e pedem ajuda às autoridades judiciais para acelerar processos que estão parados há anos.
Os condenados e detidos que estão na cadeia central da Beira mostraram-se preocupados nesta terça-feira, às autoridades judiciais, em relação à entrada em vigor do instrumento relativo a benefícios de liberdade provisória após o cumprimento de três quartos da pena.
Para eles, a medida é pesada e deveria ser aplicada em casos específicos. Os detidos e condenados que se dirigiam ao Procurador-geral da República, durante uma visita a estas instalações, no âmbito da visita de monitoria que efectua em Sofala, pediram por outro lado ajuda para as autoridades judiciais acelerarem os processos de liberdade provisória.
O procurador-geral prometeu analisar as preocupações apresentadas, começando por fazer o levantamento de todos os processos aparentemente duvidosos.
Os reclusos esperam agora por respostas que possam aliviar a sua situação processual. A cadeia central da Beira tem capacidade para 190 pessoas, mas neste momento estão aqui 650 pessoas, entre elas 360 condenados e 290 detidas.
É um flagelo que está a destruir o futuro dos jovens dos 15 aos 35 anos. No ano passado, mais de 23 mil pessoas foram atendidas no país, com perturbações mentais e comportamentais resultantes do consumo de drogas. 77% são homens.
O ambiente calmo que se nota no pátio contrasta com a turbulência do fenómeno social que está a transformar-se num flagelo!
O Hospital Psiquiátrico de Nampula é de carácter regional, cobrindo Nampula, Zambézia, Niassa e Cabo Delgado. O número de casos que são atendidos naquele hospital reflecte a gravidade do problema. Só no ano passado foram mais de dois mil internados.
A nível nacional, foram atendidos em 2024, 23 412 pacientes, com perturbações mentais e de comportamento, decorrente do consumo de substâncias psicoactivas, ou simplesmente, drogas, e 77% foram do sexo masculino.
“Agora é que estamos bem, porque há muito tempo dormíamos mal. Então, assim já recuperamos. Estamos a viver em casa com as nossas famílias”, disse um paciente da clínica.
O entrevistado faz parte de um grupo de 29 pacientes, que já está a beneficiar dos serviços da clínica, com serviços especializados para o tratamento integrado de toxicodependentes. A unidade hospitalar foi inaugurada esta sexta-feira, em Nampula, e faz parte de um total de quatro, duas em Maputo, uma na Beira e esta, financiadas pela Fundação para o Desenvolvimento da Comunidade.
As autoridades moçambicanas começaram, hoje, o repatriamento de milhares de refugiados, que estavam no Malawi, devido às manifestações pós-eleitorais em Moçambique.
Finalmente, o processo de repatriamento de moçambicanos, que escalaram o Malawi, por conta dos protestos eleitorais foi iniciado neste sábado. O caudal do rio Chile baixou de forma considerável e já há condições de serem feitas viagens para Moçambique,
Até a manhã de hoje, três viaturas já estavam posicionadas para levar a equipa técnica, que deverá verificar as condições de transitabilidade. César Tembe, director das operações de prevenção do INGD, partilhou que era necessário fazer um reconhecimento a nível técnico.
“Vamos fazer movimentar parte da nossa delegação, delegação do Malawi e também vamos levar os nossos líderes comunitários, que é para poderem ver o projecto que se vai levar, a partir desta margem do lado do Malawi, até outra margem de Morrumbala. Este é um pequeno exercício que vamos fazer agora e depois começamos com o repatriamento”, explicou.
Um novo levantamento feito pelas autoridades malawianas constatou que há pelo menos 7 900 moçambicanos que se refugiaram naquele país vizinho, contra os 13 mil que tinham sido anunciados anteriormente, embora admitam que o processo de contagem continuam, explicou César Tembe.
“Estamos a trabalhar para emissão de cartões para assistência humanitária”.
O repatriamento das pessoas, que estavam em seis centros de acolhimento no Malawi, devia ter iniciado, na quinta-feira, mas as condições de navegação no rio Chiro, que separa Moçambique e Malawi, não eram boas, mas “agora as condições estão criadas”.
As autoridades, que esclareceram que o repatriamento não é obrigatório, mobilizaram quatro embarcações e igual número de camiões para transportar os refugiados, além de assistência alimentar por pelo menos três meses.
Foi relançada, esta sexta-feira, a obra do falecido reverendo da igreja Anglicana, João Guilherme Sululo, intitulada “Na seara do senhor e outros contos sobre o Niassa”. O livro constitui uma parte do legado do autor e retrata o desenvolvimento da província do Niassa.
Lançado a título póstumo, no ano passado, em Nampula, a obra “Na seara do senhor e outros contos sobre o Niassa” volta às prateleiras da Igreja Anglicana.
Na qualidade de prefaciador da obra e último bispo que trabalhou lado a lado com o autor, Dom Dinis Sengulane falou do percurso de João Guilherme Sululo.
“Nós podemos chamar ao padre João Sululo de bom semeador, aquele que acreditava que a semente que ele lançava estava em boa terra. Este livro, do padre Sululo, é um convite a todos nós para registarmos aquilo que Deus nos deu o previlégio de passar, porque assim fazendo, leva outros a viverem a mesma experiência” disse Dom Dinis Sengulane, bispo da igreja Anglicana.
Coube ao editor da obra, Nicolau Sululo, que é também filho do autor, fazer a apresentação do livro.
“Constitui uma parte do legado que o reverendo padre Sululo nos deixou e que, conforme disse aqui o vovó bispo, é importante deixarmos o nosso legado, que se abrange as gerações vindouras”, afirmou Nicolau Sululo.
O autor da obra “Na seara do senhor e outros contos sobre o Niassa” perdeu a vida em Dezembro de 1999.
Em apenas duas semanas, mais de 60 mil cidadãos congoleses deslocaram-se para o Burundi, fugindo da violência mortal na República Democrática do Congo (RDC). Muitas dessas famílias já tinham sido deslocadas dentro do seu país e, agora, buscam refúgio no Burundi. A maioria dos que chegam são mulheres e crianças, que conseguiram escapar do conflito no Congo.
A medida que a luta se aproxima da cidade de Uvira, perto da passagem oficial da fronteira, espera-se que o número de deslocados aumente. O ACNUR, a Agência da ONU para Refugiados, elogia a decisão do Burundi de conceder aos refugiados status prima facie, garantindo que eles recebam proteção imediata e ajuda humanitária crítica.
Esses recém-chegados são, principalmente, cidadãos congoleses, que já tinham sido deslocados por conflitos passados, e agora são forçados a fugir mais uma vez, devido a novos confrontos.
Brigitte Mukanga-Eno, a Representante do ACNUR no Burundi, visitou recentemente os refugiados em Kaburantwa, onde ouviu as suas preocupações e avaliou as suas necessidades. Os que chegam estão a ser transferidos para o local de refugiados de Musenyi, que pode acomodar 10 mil pessoas. A equipe do ACNUR está auxiliando com o registro e o transporte, garantindo que os refugiados sejam realocados com segurança.
O Governo do Burundi também planeja alocar terras adicionais, para expandir os locais de refugiados, fornecendo abrigo e apoio necessário.
Numa discussão, em direto na televisão, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse ao seu homólogo ucraniano que este devia “estar agradecido”, acusando Volodymyr Zelenskyy de ser “desrespeitoso” e de “jogar com a Terceira Guerra Mundial”.
Após semanas de intensas negociações e declarações entre Washington e Kiev, as expectativas eram grandes para o primeiro encontro entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o líder da Ucrânia, Volodymyr Zelenskyy.
No entanto, o encontro transformou-se numa acesa discussão, em directo, na televisão. E Trump diz que o acordo de minerais com a Ucrânia, que levou Zelenskyy à Casa Branca, sexta-feira, foi cancelado.
“Eu conclui que o presidente Zelenskyy não está pronto para a paz, se a América estiver envolvida, porque ele sente que o nosso envolvimento lhe dá uma grande vantagem nas negociações”, escreveu Trump na rede social Truth Social, esta sexta-feira, cita Euronews.
Trump acrescentou ainda que não quer nenhuma vantagem do acordo com a Ucrânia. “Eu não quero vantagens, quero paz. Ele desrespeitou os Estados Unidos da América na Sala Oval. Pode voltar quando estiver pronto para a paz”.
A reunião desta sexta-feira não pareceu tensa no início, mas mudou de tom e tornou-se menos diplomática quando o vice-presidente dos EUA, JD Vance, disse a Zelenskyy que a Ucrânia não tinha gente suficiente para continuar a lutar.
O presidente ucraniano respondeu que JD Vance não tinha estado na Ucrânia para poder dizer isso, e acrescentou: “venha ver”.
A partir desse momento, o debate tornou-se cada vez mais aceso. Zelenskyy sublinhou a necessidade de garantias de segurança, nas quais Kiev tem insistido repetidamente. Trump interrompeu Zelenskyy e disse-lhe para “estar grato” pelo que os EUA já tinham feito para ajudar a Ucrânia.
“É preciso estar mais agradecido. Não têm as cartas. Connosco, têm as cartas. Mas sem nós, não têm cartas nenhumas”, disse Trump.
A primeira secretária da Frelimo em Inhambane diz que a arrogância e nepotismo por parte dos gestores públicos pode afastar a Frelimo do povo. Adélia Macucule defende também que todas acções dos governos municipais devem ser apenas voltadas para resolver os problemas da população
A primeira secretária da Frelimo em Inhambane dirigiu uma mensagem clara e incisiva aos gestores públicos da província. Num encontro com presidentes de municípios e membros das assembleias municipais, Macucule apelou ao afastamento de comportamentos de arrogância e nepotismo que, segundo ela, podem criar um fosso entre o partido e a população.
A reunião decorreu num contexto sensível, marcado por protestos que resultaram na vandalização de 16 sedes de comités de círculo e distritais da Frelimo.
Falando aos jornalistas, no final do encontro, Adélia Macucule condenou os actos de vandalismo e garantiu que o partido mantém-se resiliente e empenhado em continuar a trabalhar junto das comunidades.
Apesar dos desafios, a Frelimo reforça o compromisso de trabalhar de forma transparente e próxima das comunidades, numa altura em que os olhos da população estão atentos à resposta dos seus líderes.
Sete estradas estão intransitáveis devido ao transbordo do rio Limpopo, na província de Gaza, causado por águas provenientes dos países a montante.
Trata-se das estradas Nhacanine-Nalaze, Mohambe-Maqueze, Chicualacuala-Pafúri, Alto Changane-Maqueze, Mapai-Pafúri, Caniçado-Chibvongoene e Caniçado-Chinhacanine, que para além do transbordo do rio, ficaram intransitáveis por conta da chuva intensa que se regista em alguns distritos da província.
A informação foi dada a conhecer, esta quinta-feira, pelo Chefe do Departamento de Planificação na Administração Nacional de Estradas (ANE), em Gaza, citado pela Rádio Moçambique.
Houve tumultos na tarde desta quinta-feira, em Moatize, província de Tete. A população amotinou em frente ao Comando Distrital da PRM para protestar contra o assassinato de um jovem de 17 anos, alegadamente pela polícia, no dia 25 deste mês.
O clima tenso entre a população e os agentes da Polícia, começou quando familiares da vítima decidiram levar o corpo até ao comando distrital da PRM, para realizar a cerimómiade corpo presente e protestar o assassinato. A Polícia não cedeu o espaço e a população que acompanhava a urna ficou enfurecida e começou a arremessar pedras contra os agentes e colocou barricadas na via pública.
A Polícia viu-se obrigada a disparar vários tiros para o ar e gás lacrimogêneo para amainar os ânimos. Foram necessárias cerca de duas negociações para que a viatura que transportava a urna seguisse ao cemitério local, localizado no bairro 5.
Durante o percurso para cemitério, a população decidiu carregar a urna com as próprias mãos e, em seguida, incendiou a viatura dos serviços funerários do Conselho Municipal de Moatize.
Após a realização da cerimómia fúnebre, populares seguiram em direcção à residência do edil de Moatize. Entretanto, a Polícia, mais uma vez, conseguiu impedir a acção, mas o ambiente tenso fez com que a Estrada Nacional número 7 estivesse momentaneamente bloqueada e chegou a forçar o edil Carlos Portimão a abandonar a sua residência.
A Hidroeléctrica de Cahora Bassa vai desembolsar 3.2 milhões de meticais para premiar jornalistas nacionais, nas categorias de imprensa escrita, televisão, rádio e fotojornalismo, como forma de comemorar os seus 50 anos de formação.
No ano que conta 50 anos após a sua formação, a empresa hidroeléctrica de Cahora Bassa decide homenagear e premiar os que no dia-a-dia dedicam-se à acção de coletar e difundir informação.
A empresa pretende reconhecer o trabalho jornalístico de 12 profissionais que irão publicar os seus ofícios de 3 de março a 5 de junho do ano em curso. O projecto também visa homenagear profissionais da área que em anos dedicaram a sua vida à profissão.
Albino Magaia, Emílio Manhique, Simão Panguane, Ricardo Rangel, são os jornalistas homenageados e que dão nomes às categorias da premiação. Para as famílias, o gesto é mais do que um reconhecimento.
À margem do evento, o Presidente do Conselho de Administração da HCB partilhou os actuais projectos e investimentos da empresa aos cofres do Estado. A premiação dos vencedores do prémio Jornalismo HCB 50 anos, será no dia 23 de junho na vila do songo.

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