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A população reclusória da Cadeia Central da Beira  considera a liberdade provisória após o cumprimento de três quartos da pena, uma medida excessiva e  pedem ajuda às autoridades judiciais para acelerar processos que estão parados há anos.  

Os condenados e detidos que estão na cadeia central da Beira mostraram-se preocupados  nesta terça-feira,  às autoridades judiciais, em relação à entrada em vigor do instrumento relativo a benefícios de liberdade provisória após o cumprimento de três quartos da pena.

Para eles, a medida é pesada e deveria ser aplicada em casos específicos. Os detidos e condenados que se  dirigiam ao Procurador-geral da República, durante uma visita a estas instalações, no âmbito da visita de monitoria que efectua em Sofala, pediram por outro lado ajuda para as autoridades judiciais acelerarem os processos de liberdade provisória. 

O procurador-geral prometeu analisar as preocupações apresentadas, começando por fazer o levantamento de todos os processos aparentemente duvidosos.  

Os reclusos  esperam agora por respostas que possam aliviar a sua situação processual. A cadeia central da Beira tem capacidade para 190 pessoas, mas neste momento estão aqui 650 pessoas, entre elas 360 condenados e 290 detidas.

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O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, manifestou disponibilidade para se reunir novamente com o seu homólogo norte-americano, Donald Trump, com vista a assinar o acordo sobre minerais, que ficou por rubricar depois da discussão da última sexta-feira, na Casa Branca

Em entrevista a vários jornalistas britânicos, antes de deixar o Reino Unido, onde participou numa cimeira com líderes internacionais, o presidente ucraniano considerou que o desentendimento com Donald Trump e com o vice-presidente, JD Vance, não trouxe nada de positivo para a paz.
Volodymyr Zelensky explicou que apenas queria que a posição da Ucrânia fosse ouvida, não queria que a sua posição fosse ambígua, escusando-se a responder sobre se considera ter sido “emboscado” pelos líderes dos Estados Unidos.

Zelensky insistiu que voltará a falar com o presidente dos EUA se for convidado a resolver os problemas reais e garante estar pronto para assinar o pacto mineral.

Acerca do plano de paz franco-britânico que o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, apresentou aos aliados europeus, Zelensky considerou que dará frutos nas próximas semanas.
Questionado sobre a trégua de um mês nas infra-estruturas aéreas, marítimas e energéticas da Ucrânia proposta pelo plano e anunciada pelo Presidente francês, Zelensky referiu apenas estar “ciente de tudo”.
Rejeitou ainda que em hipotéticas negociações de paz com a Rússia o seu país concordasse em desistir dos territórios ocupados pelos russos, uma vez que isso seria uma separação forçada e uma coerção, o que implicaria o risco de novas hostilidades no futuro.

 

O Município de Tete falhou o prazo de colocação de sinais de trânsito nas principais ruas e avenidas da cidade. As obras deveriam terminar em Junho do ano passado, mas até aqui nada de concreto está a ser feito. 

Em 2024, a edilidade, através do então vereador para área de Infraestruturas e Trânsito, prometeu sinalizar devidamente as ruas e avenidas do Município de Tete até ao mês de Junho. No entanto, volvidos cerca de cerca de oito meses, a edilidade  ainda não concluiu os trabalhos e parte das estradas já intervencionadas apresentam problemas nas pinturas das faixas laterais e centrais. 

A sinalização insuficiente ou inadequada das rodovias, aliada à ausência das autoridades reguladoras de trânsito, são apontadas como presumíveis causas de acidentes. Os munícipes, sobretudo crianças, arriscam suas vidas no meio de carros e motorizadas. 

Sobre o assunto, o edil de Tete diz que os trabalhos não foram concluídos no período previsto por causa da falta de meios, mas assegura que os trabalhos deverão retomar, assim que a chuva abrandar.

De acordo com as autoridades, pelo menos uma pessoa morreu, vítima de atropelamento a cada três meses na província de Tete. 

Quatro pessoas morreram em vários ataques israelitas na Faixa de Gaza, após ter expirado a primeira fase do acordo de cessar-fogo.

De acordo com o Notícias ao Minuto, duas pessoas morreram num ataque com drones à cidade de Beit Hanoun, no norte da Faixa de Gaza. Por outro lado, uma mulher foi morta num outro ataque em Khan Yunis (no sul) e um jovem foi atingido por um atirador israelita quando estava no telhado da sua casa, em Rafah, no extremo sul do enclave.

As autoridades de saúde contabilizam ainda 12 feridos na sequência dos ataques, que acontecem depois de ter terminado, este sábado, a primeira fase do cessar-fogo e de as negociações para a segunda fase não terem ainda começado.

Enquanto isso, o Hamas exigiu, hoje, a implementação da segunda fase do cessar-fogo na Faixa de Gaza, criticando a proposta norte-americana de uma trégua até meados de Abril, uma proposta que foi aceite por Israel.

Os operadores turísticos da Ponta D´Ouro queixam-se da falta de clientes, desde o início dos protestos no país, que também se fazem sentir naquele ponto turístico do país, com tumultos e bloqueios nas vias com o objectivo de obrigar a redução dos preços dos produtos.

Segundo a Presidente do Conselho Empresarial de Matutuine, Celma Issufo, nenhum estabelecimento foi vandalizado ou saqueado, mas a situação que se vive tem retraído a presença de visitantes naquele local. 

Não há clientes, nem das instituições que, para lá se deslocam para realizar as suas conferências e nem os que vão para fazer turismo, que geralmente, tem ido para lá aos fins de semana. 

“O cliente não vai se deslocar para uma instância sem saber se vai regressar para casa ou se terá algum bloqueio na rua, ou se seu carro será vandalizado e nesta situação entendemos que ninguém vai usar os seus fundos para ir fazer turismo, porque com tudo isto a acontecer não sabemos como será o dia de amanhã”, lamentou a Celma Issufo.  

Com as praias vazias, restaurantes sem clientes e hoteis sem hóspedes, nem o pequeno negócio flui, como a venda de artigos de artesanato e muito menos os grandes negócios, o que já se faz sentir nas contas dos operadores turísticos, que dizem já estar a ter dificuldades para pagar os salários dos seus funcionários, e outras despesas correntes.

“O que nos aflige mais é o salário. Estamos a fazer manobras para tirar dinheiro de onde não existe, porque não podemos nem recorrer a fundos  de curto prazo para pagar salários, porque não é sustentável. Agora o pagamento das nossas despesas básicas até tentamos ver como gerir e negociar com os nossos fornecedores, mas a situação não está boa”, disse.  

Por conta da situação, a presidente do Conselho Empresarial de Matutuine, revelou que alguns estabelecimentos têm optado em fechar as portas por um ou dois dias, por semana, como forma de conter os custos. 

Com a situação assim, a esperança, agora é que as coisas se tranquilizem, nos próximos dias para que na páscoa possam ter algum fluxo de clientes. 

O Egipto rejeitou as tentativas de formação de um governo paralelo no Sudão por parte do grupo paramilitar das Forças de Apoio Rápido (RSF), em conjunto com outros 23 grupos políticos e militares.

“A República Árabe do Egito exprime a sua rejeição de qualquer tentativa de ameaçar a unidade, a soberania e a paz nos territórios do irmão Sudão, incluindo a tentativa de formar um governo sudanês em paralelo”, afirmou o Ministério dos Negócios Estrangeiros do Egito em comunicado citado pela agência France-Presse (AFP).

No dia 22 de Fevereiro, os grupos políticos e militares sudaneses, sob uma Aliança Fundadora do Sudão, assinaram uma carta política na qual acordavam os princípios e as bases para a construção de “um novo Sudão” e que permitia a “autodeterminação” em áreas controladas pelas RSF.

No entender do ministério egípcio, este passo “complica o cenário no Sudão, dificulta os esforços em curso para unificar as visões entre as forças políticas sudanesas e agrava a situação humanitária”.

A tentativa de formar um governo paralelo surge num contexto em que as RSF têm perdido território para o Exército, especialmente nos estados de Cartum e Al Jazira, sendo que as Forças Armadas também têm conseguido penetrar no Cordofão do Norte e recuperado o controlo de localidades estratégicas.

Há três anos que mais de 50 mil idosos aguardam pelo subsídio social na província de Gaza. Além da  fome, muitos  queixam-se de  problemas de saúde. 

O governo alega défice orçamental para o pagamento integral dos 6 mil milhões em dívida.

“É triste o que vivo, estou há seis dias sem comer.  Para poder  comer dependo da caridade dos vizinhos. Todos os dias tenho que pedir esmola, por exemplo, hoje as panelas estão assim vazias”, lamentou  José Manuel, beneficiário do programa Subsídio Social Básico.

E, nas comunidades, encontramos   histórias de pessoas que atravessam dias difíceis, na sequência da deficiente canalização do subsídio na província. A idosa Catarina Samuel, de 86 anos de idade, revela estar a passar por adversidades e dificuldades alimentares até porque  “ desde que prometeram pagar nunca mais ouvimos nada”

Fazem parte do programa subsídio social básico (PSSB) idosos com mais 60 anos de idade, pessoas com deficiência permanente. E, a fixação do valor ajusta-se ao número do agregado familiar: Uma Pessoa recebe 540 meticais, para duas pessoas chega a 640 meticais, 740 meticais para três pessoas, 840 meticais para quatro, e mil meticais para  um agregado de cinco pessoas.

De acordo com os critérios de fixação de valores por agregados familiares,  Joana Nhampossa, com seis dependentes devia receber  mil  meticais, por  mas até os 415 meticais que recebia, diz que foram cortados há três anos.

“Cortaram o valor. Recebia 415 meticais e meu esposo perdeu a vida em 2006. Depois disso fiquei a minha sorte. Tenho seis  filhos” , disse uma  beneficiária.

E, porque não tem quem garanta o sustento da sua família,Joana Nhampossa acorda cedo todos dias. Superando a sua condição física, marca passos lentos, mas firmes. Debaixo do sol ardente, moscas à mistura de cheiro insuportável, é lá está a mulher vasculhando o lixo para escapar da  fome. “-Não tens medo de ficar doente?-Às vezes fico doente, mas a vida está difícil”, respondeu.

É uma jornada diária de mais de 10 horas. Mas reservou parte do seu tempo para a falar ao “País”.

“Sim, todos dias trabalho com fome.Consigo algum valor, com qual compro dois ou três quilogramas de arroz para alimentar os meus filhos

 José Manuel, com lágrimas nos olhos, conta a sua história. Não bastasse o cansaço físico, acumulado após anos de trabalho pesado, o idoso de 89 anos enfrenta dias de intensa solidão e incerteza resultante do abandono da sua esposa e filhos.

“Prefiro a morte que viver assim. Sofri um acidente de trabalho e fui hospitalizado por alguns meses, quando voltei para casa a minha mulher levou meu filhos e foi embora”, lamentou.

O facto sucedeu há 3 anos, após contrair uma lesão grave nos membros inferiores fruto de um acidente de trabalho  Uma situação que requer cuidados de saúde, entretanto, a sua condição financeira não permite. 

“Estou há três anos sem receber o valor do subsídio social básico, por conta disso, tenho dificuldades para cuidar da minha saúde. Estou a sofrer, talvez se pagassem um ou três meses compraria pelo menos um saco de farinha” , referiu.

Pascoal Nhalivilo,  de 77 anos de idade, outro beneficiário do subsídio social básico  que se diz privado de acesso a medicamentos, incluindo pagamento de despesas básicas. “Sinto dores nas costas devido a tensão, e a culpa disso não é minha. Estou a sofrer a minha casa, também, está destruída.”

É porque o subsídio governamental garante a compra de produtos básicos para alimentação, o idoso diz estar a passar  fome.

“Não tenho alimentos,por isso, tenho passado mal, e não tenho sequer um grão de comida. Pelo menos se pagassem os meses referentes aos três anos isso poderia ajudar-me.”

A directora do serviço provincial de assuntos sociais, Siana Daúde esclareceu que, devido à conjuntura económica do país, não há disponibilidade financeira para pagamento integral dos subsídios. 

“Mas já começámos a fazer alguns pagamentos em Chibuto, Mandlakazi e Bilene, mas estamos a aferir noutros distritos. Mas para o caso dos outros meses a situação tem que ver com a crise que estamos a viver. E, o governo  central vai saber como fazer a distribuição, mas que ficou em conta por se pagar acreditamos que sim”, admitiu.

O programa subsídio social Básico abrange quase  60 mil agregados familiares na  província de Gaza

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, repetiu as exigências por garantias de segurança, poucas horas depois de uma discussão pública com seu homólogo americano, Donald Trump.

“Apenas um cessar-fogo sem garantias de segurança, isso é tão sensível para o nosso povo. Estou a falar como o presidente de um povo que está nessa luta há três anos e eles só querem ouvir que a América está do nosso lado e que a América ficará conosco, não com os russos. Conosco”, disse Zelenskyy. 

O líder ucraniano tentou corrigir a narrativa depois que Trump afirmou que Kiev não leva a sério a garantia da paz.

“Ninguém quer terminar (a guerra) mais do que nós, porque nós, na Ucrânia, estamos nessa guerra. Estamos nessa batalha, uma batalha pela liberdade total, por nossas vidas. Então, estou apenas dizendo que acho que temos que estar do mesmo lado. E espero que o presidente esteja do nosso lado. E isso é muito importante para parar Putin”, acrescentou

Zelenskyy também observou que o acordo sobre minerais, que estava na pauta da reunião de sexta-feira antes do caos começar, será o primeiro passo em direção à paz.

 

Uma fonte do Vaticano revelou que o Papa mantém o uso de uma máscara de ventilação não invasiva e que, ao acordar, bebeu café.

Após uma crise respiratória, na sexta-feira, o Papa Francisco não está fora de perigo e continua com prognóstico reservado, avançou uma fonte do Vaticano, citada pela Sky News. 

Apesar do quadro clínico,  a fonte refere que Francisco tomou café esta manhã de sábado e que consegue comer comida sólida. 

“O Papa não teve mais nenhuma crise depois do ataque isolado de broncoespasmo sofrido ontem [sexta-feira]. Esta manhã tomou o pequeno-almoço, apreciou um café e leu os jornais”, informou o Vatican News, o órgão de comunicação oficial do Vaticano.

A Sala de Imprensa da Santa Sé divulgou, esta manhã, que “após uma noite tranquila, o Papa está a descansar”, num indicador de melhorias no estado de saúde de Francisco. 

O Santo Padre mantém o uso de uma máscara de ventilação não invasiva, tendo os níveis de oxigénio regressado a níveis semelhantes aos registados antes desta crise. 

Porém, os médicos necessitam de 24 a 48 horas para avaliar o impacto desta crise no cenário clínico geral.

Vários líderes mundiais demonstraram apoio incondiconal a Ucrânia e ao seu presidente Volodymyr Zelenskyy, após o tenso encontro com Trump e JD Vance, na Casa Branca. A Europa promete uma reação firme e imediata.

A Ucrânia tem apoio de várias nações, muitas das quais querem rapidamente ver o país fora do conflito com a Rússia. Por isso, não faltou apoio a Zelensky, após ter sido humilhado em directo na Sala Oval, no encontro com Trump e JD Vance.

A Austrália faz parte dos primeiros que deram voz à Ucrânia. Em uma mensagem escrita na sua rede social X, a presidente da comissão europeia Ursula Von Der Leyen, prestou apoio à Ucrânia.

“Sua dignidade honra a bravura do povo ucrniano. Seja forte, seja corajoso, seja destemido. Você nunca está sozinho, caro presidente Zelenskyy. Continuaremos  trabalhando ao seu lado, por uma paz justa e duradoura”, escreveu.

O primeiro-ministro polaco, Donald Tusk, tambem usou a rede social para abraçar zelenlesky. “Querido, Zelensky,  queridos amigos ucranianos, vocês não estão sozinhos”.

Dos países lusófonos, a mensagem de Portugal veio do primeiro ministro. Luís Montenegro diz que a Ucrânia sempre contará com Portugal.

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