A população reclusória da Cadeia Central da Beira considera a liberdade provisória após o cumprimento de três quartos da pena, uma medida excessiva e pedem ajuda às autoridades judiciais para acelerar processos que estão parados há anos.
Os condenados e detidos que estão na cadeia central da Beira mostraram-se preocupados nesta terça-feira, às autoridades judiciais, em relação à entrada em vigor do instrumento relativo a benefícios de liberdade provisória após o cumprimento de três quartos da pena.
Para eles, a medida é pesada e deveria ser aplicada em casos específicos. Os detidos e condenados que se dirigiam ao Procurador-geral da República, durante uma visita a estas instalações, no âmbito da visita de monitoria que efectua em Sofala, pediram por outro lado ajuda para as autoridades judiciais acelerarem os processos de liberdade provisória.
O procurador-geral prometeu analisar as preocupações apresentadas, começando por fazer o levantamento de todos os processos aparentemente duvidosos.
Os reclusos esperam agora por respostas que possam aliviar a sua situação processual. A cadeia central da Beira tem capacidade para 190 pessoas, mas neste momento estão aqui 650 pessoas, entre elas 360 condenados e 290 detidas.
O custo da reconstrução do Líbano após a guerra de 14 meses entre Israel e o Hezbollah está estimado em 11 mil milhões de dólares, afirmou o Banco Mundial num relatório publicado ontem à noite.
O relatório da Avaliação Rápida de Danos e Necessidades do Líbano do Banco Mundial cobriu danos e perdas em 10 setores em todo o país entre 8 de outubro de 2023 e 20 de dezembro de 2024.
O documento concluiu que o conflito resultou numa contração do produto interno bruto real do Líbano de 7,1% em 2024, um retrocesso significativo em comparação com um crescimento projetado de 0,9% se a guerra não tivesse ocorrido.
A maior parte dos rios estão a secar na província de Manica. A situação está a criar problemas no fornecimento de água e energia, sobretudo no sector da agricultura. O garimpo e o desflorestamento para a prática de agricultura são apontados como principais factores que levam ao assoreamento dos rios.
Afinal a crise de água deve-se ao facto de a albufeira de onde é captada a água ter níveis muito baixos, devido ao assoreamento dos rios que a alimentam, segundo avança a Administração Nacional das Águas do Centro, ARA Centro.
Além de provocar restrições no abastecimento de água para o consumo, o assoreamento de rios está a afectar igualmente a produção de energia e a prática da agricultura. Por isso, o projecto Sustain está em Manica a implementar um programa de reflorestamento para permitir que os rios não registem escassez de água.
“A Águas da Região Centro adoptou mecanismos por forma a contornar, que é a implantação de uma plataforma flutuante na Albufeira, no sentido de, uma vez que o poço de captação ainda carece de água e adoptou-se-e um sistema para captar mais além da margem da água e assim está sendo feito”, disse Salvador Mamela, da ARA-Centro.
A selecção masculina de boxe vai representar, em Maio, o país no campeonato mundial da modalidade num local ainda por indicar. Tiago Muxanga, Armando Sigaúque e Yassin Nordine estão entre os atletas que poderão marcar presença na prova, a Federação Moçambicana de Boxe.
Após a conquista do Campeonato Africano de Boxe ao nível da Zona IV, Moçambique prepara-se para mais uma empreitada, através da selecção sénior masculina. O próximo compromisso do país é a participação no campeonato do mundo da modalidade, agendado para Maio num local ainda por indicar.
Nesse sentido e de acordo com o plano de trabalho da equipa técnica liderada por Lucas Sinoi, a selecção sénior masculina já arrancou com o processo de preparação tendo em vista essa prova.
Numa primeira fase, o conjunto moçambicano irá preparar-se internamente, podendo observar um estágio fora de portas em função do plano traçado pela equipa técnica.
Tiago Muxanga e os actuais campeões africanos da Zona IV, Armando Sigaúque e Yassin Nordine estão entre os prováveis atletas que irão representar o país nessa competição mundial.
A Federação Moçambicana de Boxe aguarda pela divulgação do ranking dos atletas pela Federação Internacional da modalidade, que deverá ser feita nos próximos dias. Moçambique vai procurar conquistar a sua primeira medalha na competição.
Este sábado, em Maputo, será realizada a Corrida Laranja, uma acção simbólica para celebrar o Dia Internacional da Mulher, no contexto do mês da mulher. O tema do ano 2025 para o Dia Internacional da Mulher é “Para TODAS as mulheres e raparigas: direitos, igualdade e empoderamento”.
De acordo com uma nota de imprensa da Embaixada da Suécia em Moçambique, com o tema visa-se sensibilizar a sociedade em geral para a eliminação da violência
baseada no género, reforçar a luta pelos direitos das mulheres e promover um futuro mais igualitário e sem violência para todas as mulheres e raparigas.
Com distâncias de 5 km, 10 km e 15 km, a corrida terá início às 5h30 da manhã e partirá e terminará no Centro de Manutenção Física António Repinga, onde todos os participantes serão acolhidos e premiados com certificados e medalhas.
A corrida, adianta a fonte, será uma verdadeira celebração da força, resiliência e determinação das mulheres, reflectindo o compromisso geral da sociedade de correr rumo à igualdade.
é organizado por uma aliança de Embaixadas, Agências de Cooperação e Organizações da Sociedade Civil, incluindo a Embaixada da Bélgica, o Governo de Flandres, a Embaixada da Suécia, o Alto-Comissariado do Reino Unido, a Embaixada da República Federal da Alemanha, a Embaixada do Reino dos Países Baixos, a Embaixada da Irlanda, o Alto-Comissariado do Canadá, a Agência Italiana de Cooperação para o Desenvolvimento e o Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil.
A Corrida Laranja é um evento inclusivo, aberto a todos, independentemente de género, raça, classe social e condição física, com o objectivo de unir a comunidade em prol da erradicação de todas formas de violência contra as mulheres e na promoção de igualdade de género.
A Corrida Laranja integra as celebrações do Mês da Mulher em Moçambique, que teve início no dia 28 de Fevereiro e culminará no dia 7 de Abril, com a comemoração do Dia da Mulher Moçambicana.
A Corrida Laranja, além de promover saúde e bem-estar, também serve como uma plataforma de reflexão sobre os desafios diários enfrentados pelas mulheres e uma demonstração do compromisso colectivo em criar um futuro mais justo, seguro e igualitário.
Nesta segunda-feira, 10, pelas 13h, no anfiteatro da Universidade Íris, na cidade de Pemba, será lançado o livro “Minha Capulana, Meu Alicerce — Símbolo de Identidade, Tradição e Cultura Moçambicana”, de Sofia Ahamad de Jany Vasco.
A ser apresentada por Severino Ngoenha, “Minha Capulana, Meu Alicerce”, que resulta da tese de doutoramento da autora, tem 186 páginas e está dividido em duas partes e nove capítulos.
Na primeira parte, a obra apresenta, entre vários assuntos, a evolução histórica da capulana, o seu significado e simbolismo e os desafios e a preservação da tradição.
A segunda parte do livro aborda, de forma abrangente, o “Projecto Ikuru”, uma iniciativa que une arte, cultura e transformação de vida por meio da capulana.
Para a autora, citada na nota de imprensa da Gala Gala, o livro é “uma homenagem às nossas raízes, à riqueza da nossa cultura e ao poder que a capulana tem de contar histórias, unir gerações e fortalecer a nossa identidade”.
De acordo com Ibraimo Hassane Mussagy, Vice-reitor da Universidade Rovuma, que assina o prefácio, “as palavras Minha Capulana, Meu Alicerce, logo no título da obra, são reveladoras da apropriação, de pertença da mulher, deste pano de quem o lê. À partida, a autora visa revelar a importância, a força vincada e a interferência cultural e identitária diária que este pano possui nas mulheres moçambicanas”.
No mesmo diapasão, escreve a professora Alice Albertina Nhamposse, da Universidade Católica, “a obra nos convoca a uma reflexão crítica sobre o papel que a cultura desempenha na formação da identidade colectiva, através da capulana, enquanto veículo de honra”.
“Na ocasião de lançamento, Edna Tuabo, a Primeira-Dama Provincial de Cabo Delgado, Iolanda de Almeida, Directora Provincial de Cultura e Turismo e a Professora Tanira Suandique comporão uma mesa-redonda para comentar sobre a obra. O evento é aberto ao público”, le-se na nota de imprensa da editora.
“Minha Capulana, Meu Alicerce” sai sob a chancela da Gala-Gala Edições e integra a colectânea Nossa Gente, Nossas Línguas.
SOBRE A AUTORA
Sofia Ahamad de Jany Vasco é doutora em Ciências da Comunicação, com especialização em Comunicação e Marketing. Possui mais de oito publicações científicas em revistas indexadas, nacional e internacionalmente. Constou, por dois anos consecutivos (2023 e 2024), no rank dos cem (100) cientistas moçambicanos, estando entre os cinco destacados para a Universidade Católica de Moçambique pela AD Scientific Index. É empreendedora e membro da Ordem dos Contabilistas e Auditores de Moçambique. Desde 2022, é avaliadora externa de cursos e Programas do Conselho Nacional de Avaliação de Qualidade (CNAQ).
Actualmente é Vice-Reitora para a área de Gestão Académica na Universidade Íris.
Mais de 200 ex-guerrilheiros da Renamo na Zambézia decidiram encerrar, esta sexta-feira, a delegação política da Renamo, por entender que está a haver uma gestão danosa ao nível do partido.
O encerramento foi feito por volta das 12 horas e tudo porque acusam o líder do partido, Ossufo Momade, de má gestão e de ter desviado fundos. Dizem que não querem ver Momade à Frente do partido.
Os homens dizem que vão continuar a remover os símbolos que estiverem ligados à sua imagem.
O Presidente da República, Daniel Chapo, determinou, através de Despacho Presidencial, a promoção à patente de Comissário-Chefe da Migração, no escalão de Oficiais Comissários, do Comissário da Migração, Zaidine João Danane.
A informação foi tornada pública esta sexta-feira, através de um comunicado da Presidência da República.
O Presidente da República da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, marcou hoje para 23 de Novembro eleições gerais, presidenciais e legislativas.
O Presidente da República da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, marcou hoje para 23 de novembro eleições gerais, presidenciais e legislativas.
A Liga Moçambicana de Futebol (LMF) adiou o arranque do Moçambola 2025. Iniacialmente agendado para dia 29 deste mês, o arranque da maior prova futebolística nacional está previsto para Abril.
A LMF ainda não tem todas as condições criadas para a disputa da prova, estando, neste momento, à procura de dinheiro para custear as despesas de transporte e admistrativas. O organismo necessita de cerca de 100 milhões de meticais para a viabilização da competição, valor de que não dispõe neste momento.
O Moçambola 2025 vai contar com a participação de 14 equipas e destas apenas 13 estão confirmadas, em face da desistencia do Brera Tchumene FC. A Federação Moçambicana de Futebol continua à procura da décima quarta equipa.

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