A população reclusória da Cadeia Central da Beira considera a liberdade provisória após o cumprimento de três quartos da pena, uma medida excessiva e pedem ajuda às autoridades judiciais para acelerar processos que estão parados há anos.
Os condenados e detidos que estão na cadeia central da Beira mostraram-se preocupados nesta terça-feira, às autoridades judiciais, em relação à entrada em vigor do instrumento relativo a benefícios de liberdade provisória após o cumprimento de três quartos da pena.
Para eles, a medida é pesada e deveria ser aplicada em casos específicos. Os detidos e condenados que se dirigiam ao Procurador-geral da República, durante uma visita a estas instalações, no âmbito da visita de monitoria que efectua em Sofala, pediram por outro lado ajuda para as autoridades judiciais acelerarem os processos de liberdade provisória.
O procurador-geral prometeu analisar as preocupações apresentadas, começando por fazer o levantamento de todos os processos aparentemente duvidosos.
Os reclusos esperam agora por respostas que possam aliviar a sua situação processual. A cadeia central da Beira tem capacidade para 190 pessoas, mas neste momento estão aqui 650 pessoas, entre elas 360 condenados e 290 detidas.
O Bispo Emérito de Pemba, Januário Nhangumbe, celebra 50 anos de episcopado. A Arquidiocese de Maputo realizou, neste domingo, uma missa de acção de graça para celebrar o momento. O ministro da Justiça Assuntos Constitucionais e Relegiosos, Mateus Saize, diz que Dom Junário é um testemunho de fidelidade e dedicação à causa da igreja.
Bispos, crentes e alguns membros do Governo da Igreja Católica juntaram-se, neste domingo, na Sé Catedral de Maputo, para celebrar mais uma etapa episcopal do Bispo Emérito de Pemba, Dom Januário Nhangumbe, ao serviço da Igreja Católica. São 50 anos, durante os quais moldou gerações e contribuiu para o crescimento da igreja.
A Igreja Católica considera que, face à crise política que o país atravessa, Dom Januário Nhangumbe seria uma das pessoas indicadas para servir como conselheiro na busca de soluções para a paz.
Dom Januário Nhangumbe foi nomeado Bispo de Pemba em 1975.
No sábado à noite, as autoridades espanholas resgataram duas embarcações que transportavam 142 migrantes originários da África subsaariana, nas águas próximas às ilhas de Gran Canaria e El Hierro. O primeiro alerta ocorreu às 18h20 (hora local).
A embarcação foi rapidamente abordada pelo salva-vidas “Adhara”, que a escoltou até o porto, onde 86 pessoas desembarcaram em segurança. Pouco depois, outra embarcação foi localizada a 10 milhas de Arguineguín, em Gran Canaria. A embarcação foi acompanhada pelo salva-vidas até o porto, com 56 migrantes a bordo.
Este resgate soma-se a outros quatro realizados no mesmo dia, com mais embarcações encontradas nas proximidades de Gran Canaria e El Hierro. Essas operações refletem o fluxo contínuo de migrantes que tentam chegar às Ilhas Canárias, enfrentando sérios riscos no percurso.
Sete escolas têm as aulas suspensas, no distrito de Limpopo, na sequência da segunda vaga de inundações, na província de Gaza. A situação forçou o sector da educação a transferir mais de 500 alunos para outras instituições de ensino, mas há casos de alunos que continuam sem aulas nas zonas sitiadas.
A Educação é um dos sectores afectados na sequência da segunda vaga de inundações, que fustiga a província de Gaza, sul de Moçambique. A situação ditou a suspensão de aulas em algumas escolas no distrito do Limpopo.
“Temos o distrito de Limpopo com cerca de sete escolas, que estão sitiadas, devido às inundações, o que dificulta o acesso das crianças das comunidades à escola”, disse Raquelija Jorge, Porta-voz da direcção provincial de Educação e Desenvolvimento Humano em Gaza.
As chuvas fortes isolaram quatro comunidades, dificultando a travessia dos seus residentes, professores e alunos. Anabela cossa, Presidente do conselho de escola, referiu que “começaram as aulas, mas devido às inundações tiveram de paralisar tudo. Os professores têm medo de subir barcos para atravessar”.
A escola primária de Makandeni é uma das afectadas. País e encarregados, bem como alunos, naquela comunidade, revelam o impacto das intempéries no processo de ensino-aprendizagem.
“A escola está encerrada devido a inundações, por isso, os nossos filhos não têm aulas. Pedimos que transfiram os nossos filhos para outras escolas”, clamou Maria Cossa, encarregada de educação.
Gineta Cossa e Ivone David, duas alunas daquela escola, que frequentam a primeira e a quinta classe, pedem uma rápida resposta para recuperação das aulas perdidas, devido ao mau tempo.
Para já, o sector da educação em Gaza alega ter transferido mais de 500 alunos para 10 instituições de ensino, “sendo seis no distrito de Limpopo e quatro no distrito de Xai-Xai”.
A situação, entretanto, divide opiniões entre pais e encarregados, que se queixam de falta de condições financeiras para garantir 20 meticais para a travessia diária dos seus filhos.“Estão a perder aulas, mas, o que dificulta é a travessia, porque temos que pagar para o feito” lamentam, pais e encarregados de educação
Ao todo são 27 escolas em zonas sitiadas em Chicualacuala, Chibuto e Limpopo na sequência das inundações em Gaza.
José Caldeira diz que a deficiência na formação de advogados, que se refletem na sua actuação, é influenciada pela baixa qualidade de ensino no país, desde as classes iniciais. Caldeira revela a existência de casos em que advogados-estagiários apresentam dificuldades até de escrita.
Em Abril do ano passado, houve reprovações em massa no exame escrito para o acesso à Ordem dos Advogados de Moçambique. Dos cerca de 500 candidatos, apenas 130 foram aprovados. As deficiências na formação, nas universidades, foi apontado como uma das causas do descalabro, mas o advogado José Caldeira entende que o problema é mais profundo.
“Há problemas desde o ensino primário, as pessoas não escrevem bem, depois vai-se para o secundário e, naturalmente aqui, a parte final, que é dos advogados, reflete-se nisso. Eu, particularmente, fiz o papel de examinador, e notava muita deficiência, não só de língua portuguesa, como também de conhecimentos básicos da área de Direito. Isto tem que começar de baixo, mas, em cada uma das etapas, é preciso que as instituições e as pessoas tenham acesso a muito melhor formação. A formação não é só académica, mas depois a formação no trabalho, a formação e participação em seminários e colóquios, mas também formação no sentidos dos jovens terem a possibilidade de trabalhar com pessoas que têm mais conhecimento”, explicou José Caldeira.
Para controlar o ensino, Caldeira chama a responsabilidade o Governo. “Temos muitas universidades e algumas delas não têm qualidade mínima e, portanto, há países que mesmo para seleccionar profissionais se diz determinada universidade não tem capacidade de produzir, por exemplo, advogados. Portanto, aqui, nós também temos que selecionar as universidades e garantir que o corpo docente das universidades também tem capacidade e, muitas vezes, não é isso que acontece”, continuou o psicólogo.
Falando, neste sábado, à margem do programa de mentoria chamado futuro jurídico, José Caldeira chamou, também, atenção sobre os perigos da revisão constante das leis.
“O que tem que ser feito é que as revisões tem que ser coerentes e consistentes. Tem que haver harmonização das revisões, para que essa legislação seja o reflexo daquilo que são os interesses da sociedade (…) Uma das questões que falha muito é a consulta, a consulta aos cidadãos, as empresas e a sociedade civil quando há qualquer revisão. E a consulta não é simplesmente aparecer e dizer que foi consultar este ou aquele livro, mas deve ser feita dentro de um quadro devidamente estruturado”.
O programa “futuro jurídico” visa apoiar os formandos em Direito a ter competências técnicas e profissionais, segundo explicou Lúcia Macuácua, mentora do programa. “Através do nosso sistema, sentimos alguma deficiência, que acaba trazendo algumas dificuldades naquilo que é a formação da própria pessoa. Então, com esta mentoria, nós queremos capacitá-los para ingressarem no mercado Jurídico de emprego, ou seja, eles vão conhecer todas saídas profissionais (…) Nós buscamos capacitar, para que eles estejam mais preparados para o mercado jurídico de emprego”.
Mas há mais que deve ser lecionado. “É preciso saber ser e estar, saber ser honesto e fazer crescimento gradual. Então, os juristas, hoje em dia, são aparentemente muitos, há muitas faculdades de direito em Moçambique, mas devem persistir nos candidatos”, disse Manuel Malungo, conservador
O programa visa estudantes de Direito finalistas e recém-graduados.
Cerca de 400 trabalhadores de postos de abastecimento de combustível vandalizados tiveram seus contratos suspensos. Até ao momento, 10 postos se encontram inoperacionais, devido aos danos causados. A Associação dos Revendedores de Combustíveis de Moçambique diz que a reconstrução depende da melhoria do ambiente político no país.
Cacos de vidro espalhados pelo chão e equipamento destruído… Nem as lojas de conveniência escaparam da destruição, e todos os produtos foram saqueados. O rasto da vandalização, que ocorreu durante os protestos pós-eleitorais, continua visível em alguns postos de abastecimento de combustível. As instalações encontram-se completamente encerradas.
“A fotografia de facto mostra postos que foram totalmente vandalizados, alguns que foram vandalizados parcialmente. E esta situação, para aqueles que foram vandalizados de forma total não têm como voltar às operações”, explicou Nelson Mavimbe, presidente da Associação dos Revendedores de Combustível de Moçambique (ARCOMOC).
Durante os protestos violentos, pelo menos 30 postos de abastecimento de combustível foram total ou parcialmente destruídos, dez dos quais não mais voltaram a operar.
“O processo de recuperação é muito complexo e, neste momento, fica difícil garantir a reposição dos danos, que foram criados a nível dos postos, porque nós temos estado a assistir a repercussão das manifestações, que acontecem a cada dia que passa”, acrescentou.
Devido ao encerramento das bombas, houve suspensão de contratos com os trabalhadores, segundo explicou Nelson Mavimbe. “Em média, um posto de abastecimento de combustível tem cerca de 40 trabalhadores, portanto, se assumirmos que cerca de 10 postos foram completamente vandalizados, estamos a dizer que pelo menos 400 funcionários tiveram os seus contratos suspensos”
Para já, não há previsões de retoma de actividades, nem de reconstrução nos postos totalmente destruídos. “Há um risco aqui de se fazer a reposição dos danos e, no dia seguinte, os manifestantes voltarem para os mesmos postos e voltarem a vandalizar. É preciso que a estabilidade seja reposta, para permitir que se possa fazer a reposição dos danos”.
Para se reerguer, a Associação dos Revendedores de Combustíveis diz não ver vantagens na linha de crédito de 10 mil milhões de meticais anunciada recentemente pelo Governo. “Nós não achamos que essas linhas de financiamento sejam sustentáveis para quem perdeu tudo. Aliás, nem é começar do zero, porque o investimento que está neste momento a correr foi alvo de uma de solicitação de um financiamento bancária”, concluiu Mavimbe.
Enquanto não houver estabilidade social e política, os gestores dos postos de combustíveis totalmente vandalizados continuam na incerteza. Quando voltarem a operar, só o tempo dirá.
A Alemanha, França, Reino Unido e Itália “saudaram” o plano árabe para reconstruir Gaza, por considerarem que apresenta uma via realista para melhorar as condições de vida dos palestinianos neste território.
A declaração dos quatro países europeus surge após a adopção formal de um plano árabe pela Organização de Cooperação Islâmica, que pretende ser uma alternativa ao plano do Presidente dos EUA, Donald Trump, de assumir o controlo do território palestiniano e expulsar os mais de dois milhões de habitantes palestinos do enclave para transformá-lo na “Riviera do Médio Oriente”.
A Organização de Cooperação Islâmica, que representa o mundo muçulmano, apelou à comunidade internacional e às instituições financeiras internacionais e regionais para que prestem rapidamente o apoio necessário a este plano.
Elaborado pelo Egipto, o plano prevê a reconstrução da Faixa de Gaza, destruída por 15 meses de guerra entre Israel e o Hamas, sem deslocar os seus 2,4 milhões de habitantes.
O plano marginaliza efectivamente o Hamas e prevê o regresso da Autoridade Palestiniana, expulsa do território em 2007 pelo movimento islamita palestiniano.
No entanto, foi rejeitado por Israel e criticado pelos Estados Unidos.
Os Estados Unidos da América, México e Canadá vão receber o campeonato do mundo em 2026. Entretanto, neste momento, vivem períodos de tensão, uma vez que Donald Trump quer impor tarifas nas importações de viaturas e outros produtos aos dois países vizinhos. Ainda assim, Trump considera que a tensão vai tornar a preparação e a prova emocionantes.
O presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump, revelou que criou uma equipa de trabalho para a preparação do Mundial de 2026.
A equipa, que será liderada pelo próprio Presidente norte-americano, vai coordenar a segurança e o planeamento do governo federal para o torneio de futebol, que deverá atrair milhares de turistas para os três países anfitriões.
Vamos estabelecer uma task force muito importante, na Casa Branca, e no campeonato do Mundo de FIFA de 2026, que, como vocês sabem, é um grande evento. Eu vou ser presidente durante o Campeonato do Mundo e durante os Jogos Olímpicos, que nós fizemos muito esforço para conseguir. E, claro, teremos também o nosso 250º aniversário.
Os preparativos para receber o Campeonato do Mundo já começaram. No entanto, as relações entre EUA, México e Canadá continuam tensas, uma vez que Trump tem vindo, repetidamente, a ameaçar impor tarifas a estes dois países.
Ainda assim, até ao momento, as taxas em referência não foram implementadas, porque, apesar da ameaça, o presidente dos Estados Unidos recuou da decisão, por enquanto. E explicou que a tensão torna a preparação das principais competições futebolísticas mais emocionante.
Eu acho que vai tornar isto mais emocionante. As tensões são boas, é uma coisa boa. Eu acho que torna isso muito mais emocionante.
Por sua vez, o presidente da FIFA, Gianni Infantino, notou que a criação da equipa referida por Trump vai garantir que os visitantes de várias partes do mundo se sintam seguros nos Estados Unidos.
“Obrigado, senhor presidente, por estabelecer esta task force, porque é importante que todos que venham para a América se sintam seguros. Sintam-se bem-vindos. E é por isso que é importante que o governo coloque esta Task Force na Casa Branca, gerida pelo presidente, que mostra a importância dos campeonatos mundiais”
Esta é a primeira vez que o mundial de futebol é dividido por três países.
O Papa Francisco advertiu hoje, numa mensagem preparada no hospital Gemelli, em Roma, que “uma sociedade justa não se constrói eliminando os nascituros indesejados” ou os idosos e doentes dependentes.
Ainda internado, devido a problemas pulmonares, o sumo pontífice escreveu uma mensagem dirigida ao Movimento pela Vida, uma organização de “defesa da vida humana desde a concepção até à morte natural”-
O texto, datado de 05 de Março, foi lido, este sábado, pelo cardeal Pietro Parolin, secretário de Estado do Vaticano, durante uma missa na Basílica de São Pedro, perante membros do movimento.
“Lamentamos que não possam encontrar-se com o Santo Padre como previsto, mas estamos profundamente ligados a ele e rezamos pela sua saúde. O Papa escreveu, no entanto, uma mensagem para esta ocasião, que tenho a honra de ler”, começou por dizer o cardeal perante os fieis, cita a agência de notícias Lusa.
Francisco, na sua mensagem, agradece o trabalho da associação Movimento pela Vida, junto das “mães com gravidezes difíceis ou inesperadas”, sobretudo, quando nas últimas décadas, ” se difundiu, infelizmente, a cultura do descarte” das pessoas mais vulneráveis da sociedade.
“É por isso que as pessoas de todas as idades são, mais do que nunca, necessárias para fazer um esforço concreto ao serviço da vida humana, especialmente quando ela é mais frágil e vulnerável, porque é sagrada, criada por Deus, para um destino grande e belo”, escreve o pontífice.
O Papa sublinha, ainda, que “uma sociedade justa não se constrói eliminando os nascituros não desejados, os idosos não autónomos ou os doentes incuráveis”.
Por isso, o pontífice argentino agradeceu aos membros do movimento por terem “renovado o seu ‘sim’ à civilização do amor”, frisando que “libertar a mulher das condições que a impelem a não dar à luz o seu próprio filho é um princípio de renovação da sociedade civil”.
“Hoje é claro para todos que a sociedade está estruturada nas categorias de possuir, fazer, produzir ou dar. O vosso compromisso, em sintonia com o de toda a Igreja, indica um projeto diferente que coloca a dignidade da pessoa no centro e dá prioridade aos mais frágeis”, sublinhou.
No seu texto, Francisco apelou ao Movimento pela Vida para que “continue a apoiar as mulheres, a sua capacidade de acolhimento, generosidade e coragem”, porque elas “devem poder contar com o apoio de toda a comunidade civil e eclesiástica”.
Entretanto, e apesar de estar a cumprir o seu 23.º dia de hospitalização, o Papa Francisco preparou a homilia da missa de domingo, por ocasião do Jubileu dos Voluntários, que será lida, em seu nome, pelo cardeal canadiano Michael Czern.
O Sporting, equipa onde actua o moçambicano Geny Catamo, joga amanhã com o Casa Pia, em jogo da vigésima quinta jornada da Liga Portuguesa de futebol. Os leões lideram a prova com 56 pontos. Já o Benfica, segundo classificado com 53, defronta, este sábado, o Nacional da Madeira.
Na Espanha, o Atlético de Madrid, formação de Reinildo Mandava, defronta domingo o Maiorca. O Atlético Madrid é segundo classificado com 56 pontos.

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