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A população reclusória da Cadeia Central da Beira  considera a liberdade provisória após o cumprimento de três quartos da pena, uma medida excessiva e  pedem ajuda às autoridades judiciais para acelerar processos que estão parados há anos.  

Os condenados e detidos que estão na cadeia central da Beira mostraram-se preocupados  nesta terça-feira,  às autoridades judiciais, em relação à entrada em vigor do instrumento relativo a benefícios de liberdade provisória após o cumprimento de três quartos da pena.

Para eles, a medida é pesada e deveria ser aplicada em casos específicos. Os detidos e condenados que se  dirigiam ao Procurador-geral da República, durante uma visita a estas instalações, no âmbito da visita de monitoria que efectua em Sofala, pediram por outro lado ajuda para as autoridades judiciais acelerarem os processos de liberdade provisória. 

O procurador-geral prometeu analisar as preocupações apresentadas, começando por fazer o levantamento de todos os processos aparentemente duvidosos.  

Os reclusos  esperam agora por respostas que possam aliviar a sua situação processual. A cadeia central da Beira tem capacidade para 190 pessoas, mas neste momento estão aqui 650 pessoas, entre elas 360 condenados e 290 detidas.

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As vendedeiras do Mercado de Frango e Magumba, ao longo da Baía de Maputo, ponderam abandonar o local devido à falta de clientes, associado ao surgimento de novos focos de venda informal junto da praia da Costa do Sol. 

Em funcionamento desde o final de 2021, o mercado Frango e Magumba foi concebido no âmbito do plano de desenvolvimento municipal 2019-2023, e custou cerca de 70 milhões de meticais. Dois anos depois, eis que nasce um novo paradigma.

Os vendedores que outrora foram transferidos para este local, retirados das proximidades da praia da Costa do Sol, reclamam da falta de clientes, motivado pela aparição de informais que estão a desenvolver o mesmo comércio junto da praia da Costa do Sol.

A dinâmica do negócio que sustenta mais de 2000 famílias de homens e mulheres ocupantes dos 100 quiosques erguidos no local, começa a ser abalado e o futuro menos risonho.

Segundo a Direcção da Associação das Vendedeiras do Frango e Magumba, a situação pode ser provocada pela falta de fiscalização para evitar que novos focos de venda informal reacendam na Costa do Sol.

As ocupantes do mercado pagam uma taxa mensal de mil meticais ao Município e várias não conseguem honrar com os compromissos, estando neste momento em situações de dívidas. A direção da AFRAMA não descarta a possibilidade de abandonar o local.

Esta terça-feira, às 17 horas, no Business Lounge do Nedbank, na Cidade de Maputo, será lançada a antologia de contos “Novas Vozes Novas Estórias” e anunciado o Prémio Literário Carlos Morgado (PLCM), edição de 2025.

A antologia publica as novas dez vozes da literatura moçambicana, cujos contos se destacaram como os melhores entre os 170 candidatos ao PLCM, na edição de 2024.

A criatividade, originalidade e a força da escrita descrevem os dez autores oriundos das províncias de Maputo, Nampula, Sofala e Zambézia.

“Através deste livro, pode-se entrar no universo misto e diversificado das sociedades moçambicanas, encontrando-se personagens, enredos e temáticas que reflectem o Moçambique contemporâneo aos olhos de jovens amantes da ficção narrativa. É esse, aliás, o objectivo dos organizadores, ao instituir o prémio, reforçar o seu compromisso em apoiar a literatura e os jovens escritores, incentivando a criação e valorização da cultura literária em todo o país”, lê-se na nota de imprensa.

Foram membros de júri da edição 2024 do PLCM, os escritores Dany Wambire, Hélder Faife, Virgília Ferrão, Rogério Manjate, a professora Marieta Namakoma e Marina Morgado.

Na mesma cerimónia do dia 11 de Março no Business Lounge de Nedbank, serão apresentadas as linhas que orientação a edição de 2025 do PLCM, cujas inscrições estarão
abertas de 13 de Março a 13 de Maio de 2025, para cidadãos de nacionalidade moçambicana (residentes ou não no país), com talento para a escrita de ficção no género “conto”, com idade não superior aos 35 anos.

“O prémio já se consolidou como um importante marco na cena literária nacional, é instituído pela Fundação Carlos Morgado e organizado pela Catalogus, com o patrocínio da MGC – Matola Gas Company, na edição 2025, tem como objetivo promover a produção literária nacional, dar visibilidade aos novos talentos e fomentar a troca cultural entre escritores e leitores, bem como celebrar Carlos Morgado enquanto cidadão moçambicano e defensor de causas nobres”, avança a nota de imprensa.

Continua a crise de água na cidade de Xai-Xai, província de Gaza. A situação afecta cerca de 6 mil famílias no maior posto administrativo de Xai-Xai, Patrice Lumumba. A empresa Águas da Região Sul diz estar ciente do problema e diz que estão em curso obras de construção de uma nova fonte de captação de água, que vai solucionar o problema em breve.

Um dano de vulto registado no subsistema de Patrice Lumumba, no ano passado, afectou a capacidade diária de abastecimento, passando das anteriores 16 horas, para menos de oito horas por dia.  

A situação mexe com a vida de 6 mil pessoas de 6 bairros do maior posto administrativo de Xai-Xai, em Gaza.  Fernando Afonso, 39 anos de idade, é residente do bairro 24 há mais 15 anos e queixa-se de cortes frequentes, que resultam da falta do líquido.A situação repete-se no bairro 6. Marcos Matias refere que a interrupção no fornecimento de água chega a perfazer mais de 15 horas, forçando os residentes a recorrerem a alternativas.

A crise de água, no entanto, não se faz sentir com intensidade nos bairros 13 e Tsandzantine, segundo moradores, mas a inquietação prevalece por conta da facturação.

Confrontado sobre o assunto, Rodolfo Daniel, director da ADRS, garantiu que a crise de água, que assola Xai-Xai, capital da província de Gaza, poderá ser reduzida em breve. 

A conclusão do empreendimento vai aumentar de seis para 16 horas diárias o fornecimento de água em todos bairros de Patrice Lumumba, bem como, para novas ligações.

A nova fonte de captação de tratamento de água, com capacidade de produção de 5000 metros cúbicos, está avaliada em mais de quatro milhões de Meticais. 

A selecção nacional de futebol vai jogar em Cairo, Egipto, depois da reprovação do Estádio Nacional do Zimpeto pela CAF. Só de logística, prevê-se que a Federação Moçambicana de Futebol gaste mais de 100 mil dólares. O Governo poderá ajudar com algumas despesas. Os adeptos descrevem a situação como vergonhosa e os comentadores desportivos apontam modelos para gestão do Estádio Nacional do Zimpeto.

O Estádio Nacional do Zimpeto foi inaugurado a 23 de Abril de 2011 e foi construído no âmbito dos Jogos Africanos. As obras custaram cerca de 53 milhões de dólares. Mais de 10 anos depois, a imagem aérea da maior e única imponente infra-estrutura do país é bonita, atractiva e de encher os olhos, mas de perto tudo isto não é o que parece.

É que o Estádio Nacional do Zimpeto tem sido, recorrentemente, reprovado pela Confederação Africana de Futebol para jogos internacionais, e isto força os Mambas a jogarem num campo emprestado, fora do país. A última reprovação foi neste mês. No dia 20 de Março, Moçambique vai jogar com Uganda no Cairo, Egipto, e isto tem custos para a Federação Moçambicana de Futebol.

A Federação Moçambicana de Futebol não revelou quanto poderá gastar com o aluguer do Estádio Internacional de Cairo, no Egipto, mas o jornal O País sabe que, só com despesas de passagens aéreas, acomodação e ajudas de custo para toda a delegação, poderá estar acima de 100 mil dólares, o correspondente a mais de seis milhões de Meticais.

A nossa equipa de reportagem soube de uma fonte do Ministério da Juventude e Desportos que o Governo vai apoiar os Mambas nesta deslocação para Cairo e, na terça-feira, poderá reunir-se com a Federação Moçambicana de Futebol para saber das suas necessidades.

JOGAR FORA PODE AFECTAR DESEMPENHO DOS MAMBAS, DIZEM COMENTADORES

Para os amantes do desporto-rei e adeptos dos Mambas, isto é um soco no estômago. Eles não poderão exercer o papel de décimo segundo jogador.

“É inadmissível um país que está no CAN pela segunda vez consecutiva, está no apuramento do mundial, está quase na mesma posição com a Argélia e estão a disputar o primeiro lugar, possivelmente podemos sonhar com mundial, mas como é que nestas condições não tem um estádio aprovado para jogos internacionais? Para mim, o Governo está a falhar bastante. Como é que vamos apoiar a nossa selecção no Egipto? Isso é ridículo, não faz sentido”, disse Eugênio Nhanombe, adepto dos Mambas, com um tom revoltado.

Já os analistas deportivos afirmam que jogar em casa alheia pode afectar o desempenho da selecção nacional de futebol.

“Se nós não conseguirmos a qualificação, se não conseguirmos resultados positivos nesses dois jogos que vamos fazer, sobretudo neste frente a Uganda, naturalmente, a culpa vai recair sobre quem não criou condições para Moçambique não jogar no Estádio Nacional do Zimpeto, porque nós vamos dizer que, se tivéssemos jogado no Zimpeto, de certeza poderíamos ter feito um resultado melhor do que um resultado que poderá acontecer, agora, fora do país”, observou Victor Miguel, dirigente desportivo.

Henrique Aly afirma que isto “pode implicar que haja jogos menos conseguidos. Os jogadores saem, à partida, prejudicados por não terem o apoio do público e, sob o ponto de vista psicológico, isso pode concorrer para que haja uma exibição menos conseguida”.

A Federação Moçambicana de Futebol pode ter escolhido o Estado Internacional de Cairo, Egipto, pela facilidade que os Mambas terão de se deslocar para Argélia, onde se vai defrontar com a selecção nacional daquele país.

JÁ VÃO QUATRO REPROVAÇÕES AO ENZ

E esta não é a primeira vez que o Estádio Nacional do Zimpeto é reprovado e os Mambas jogam fora do país.

De 2021 a esta parte, o Estádio Nacional do Zimpeto já foi reprovado quatro vezes pela CAF, e os motivos são os mesmos: mau estado da relva; más condições dos balneários e não funcionamento de torniquetes.

Por incumprimento desses requisitos, em 2023, os Mambas jogaram contra o Ruanda num campo emprestado na vizinha África do Sul.

Para esse embate, a Federação Moçambicana de Futebol gastou mais de dois milhões de Meticais com o aluguer do FNB Stadium.

 

QUE TIPO DE GESTÃO PARA O ENZ?

As recorrentes reprovações do Estádio Nacional do Zimpeto reacendem o debate sobre o modelo de gestão ideal para esta infra-estrutura do Estado. Neste momento, o Fundo de Promoção Desportiva é a entidade que gere o complexo desportivo e recebe um orçamento para o efeito. Mas é deste tipo de gestão que Zimpeto?

Só para se ter uma ideia, a manutenção do complexo desportivo do Zimpeto custa mais de dois milhões de Meticais por mês, dos quais 250 mil são para cuidar do campo.

Este dinheiro é do Orçamento do Estado e é gerido pelo Fundo de Promoção Desportiva, responsável por garantir a manutenção do Zimpeto.

José Pereira, antigo gestor do Estádio Nacional do Desportivo, revelou ao “O País” que, desde o início, este modelo de gestão seria um fracasso.

“Era um modelo de risco porque, por um lado, na altura não tinha técnicos habilitados para fazer uma gestão de uma infra-estrutura nova em Moçambique daquela dimensão. Não havia experiência sobre a matéria. Por outro lado, envolvia recursos financeiros que o Estado e o Fundo de Promoção Desportiva, por si só, talvez não estariam em condições e era necessário uma parceria. Portanto, o modelo adequado, em vez de ser o Fundo ou o Estado a chamar a si, era o de parceria público-privada. Então, o modelo que ficou foi o misto. Isto passa por buscar parcerias, por via de concurso ou outra via”, revelou José Pereira, antigo gestor do Estádio Nacional do Zimpeto.

E a outra via seria alugar o estádio para eventos não desportivos e os compartimentos à sua volta.

“Não se pode pensar que a rentabilidade do Estádio Nacional do Zimpeto se vai resumir na receita da bilheteira, que não é nada, não resolve nada. É bom que se diga. E, para além dos burlistas, convidados e outros tantos, é igual a zero. Portanto, não é por aí. A rentabilidade de outros espaços, está claro que tem de ser feita. Precisamos de espectáculos musicais robustos em termos financeiros, que na caixa deixem algum valor substancial que possa cobrir investimentos substantivos. Portanto, não estou a falar daqueles espectaculuzinhos que acontecem muitas vezes, de 30 mil Meticais ou 80 Mil Meticais. Isso não é nada, é uma contribuição residual. É preciso que se fale em grandes eventos, grandes espectáculos. Se fizermos uma vez por ano, um grande espectáculo de craveira internacional, não digo que podia resolver a totalidade dos problemas do Estádio, mas podia minimizar”, avançou José Pereira.

Pereira entende que, com um bom modelo de gestão, o Estádio Nacional do Zimpeto poderá ultrapassar os problemas que fazem com que seja recorrentemente reprovado pela CAF.

“É preciso que a reabilitação do Estádio Nacional do Zimpeto para responder aos requisitos da CAF, em paralelo, tenha, logo em seguida, um modelo de gestão que garanta que a degradação não entre na velocidade igual àquela a que nós assistimos desde 2011 até hoje. Não temos um campo de treino e, quando não temos um campo de treino, significa que há uma sobrecarga do campo principal, e, quando isto acontece, é óbvio que tanto o solo como a relva não aguentam. Dispensa comentários”, explicou o antigo gestor do Estádio Nacional do Zimpeto.

Já o jornalista desportivo, Henrique Aly, é da opinião de que a gestão do Estádio Nacional do Zimpeto deve ser totalmente privada.

“A receita é simples: deixar que essa gestão e todos os encargos financeiros estejam a cargo de uma entidade terceira, não se proibindo o Estado de continuar a ser titular daquela infra-estrutura e podendo utilizá-la quando assim o entende, obviamente, dando prioridade aos jogos das suas selecções e a outros eventos que queira fazer acontecer naquele recinto. Este, para mim, é o caminho que deve ser seguido pelo Estado moçambicano antes de criar direcções, comissões e seja lá o que for, porque, nesse exercício, o que vamos conseguir é continuar a colocar um peso desnecessário nas costas de um Estado, que já tem mil e um preocupações”, sugeriu Henrique Aly, jornalista desportivo.

O dirigente desportivo, Victor Miguel, defende que Moçambique deve copiar o modelo de gestão de estádios de outros países ou deixar que o Zimpeto seja gerido por alguns clubes.

“Era importante, aqui, que o Governo encontrasse um parceiro a nível interno. Quer dizer, os próprios clubes podem fazer isso. Há vários clubes, a nível da Cidade de Maputo, que não têm campo. Se à própria federação não pode ser entregue a gestão, mas pode ser feita com os próprios clubes para fazerem a sua manutenção e, depois, negocia-se os custos para o clube e benefícios para o Governo. Só não podemos deixar o Estádio que está ao deus dará”, avançou Victor Miguel, dirigente desportivo.

Mais do que criar uma direcção específica para gerir o Estádio Nacional do Zimpeto, Victor Miguel diz que é preciso colocar nela pessoas competentes. 

“É preciso colocar pessoas formadas nessas áreas, e nós temos neste país. Devemos colocar quadros que têm competências para isso, do que estarmos a gastar rios de dinheiro e depois as coisas não estarem a ser feitas como deve ser ou o que se recomenda e terminamos nessa vergonhosa reprovação constante”, referiu Victor Miguel.

O ministro da Juventude e Desportos, Caifadine Manasse, equacionou, na semana passada, a possibilidade de se criar uma direcção específica para a gestão do Estádio Nacional do Zimpeto, a qual será responsabilizada por qualquer acto que não der certo.

Devido ao descarrilamento de grande magnitude de um comboio, que transportava 43 vagões de carvão de Moatize ao porto da Beira, foi suspensa a circulação de comboios de passageiros de Beira à Moatize e vice-versa.

A informação consta de um comunicado dos Caminhos de Ferro de Moçambique, enviado, nesta segunda-feira, ao “O País”, que explica que a suspensão é para dar lugar a reparação da linha, em cerca de 100 metros.

O documento refere ainda que não houve vítimas humanas, resultantes do descarrilamento e que a equipa de manutenção já está no terreno

Os profissionais de saúde anunciaram, para 31 de Março, uma nova greve no sector, caso o Governo não atenda às suas exigências até ao dia 30 deste mês. Segundo o presidente da  Associação dos profissionais da saúde e Solidariedade de Moçambique (APSUM), a decisão deve-se ao facto de os profissionais de saúde se sentirem ignorados no programa dos primeiros 100 dias de governação. 

É mais um capítulo que se abre na relação entre os profissionais de saúde e o Governo. Depois de a  29 de Maio do ano passado os profissionais de saúde terem suspendido a greve de 30 dias, por se ter chegado a um consenso com o Governo, eis que esta segunda-feira,é feito um  novo anúncio. 

“Caso o próximo salário do mês de Março de 2025 venha sem concretização dos acordos e sem clareza naquilo que é o pagamento das horas extraordinárias, turnos, exclusividade, enquadramento definitivo e observância da nossa carta reivindicativa, nós iremos paralisar”, afirmou Anselmo Muchave, presidente da APSUM. 

Sendo assim, o Governo tem até dia 30 de Março para resolver todas as preocupações da classe e caso não aconteça, no dia seguinte,  31 de Março, a greve  dos profissionais vai retomar, tudo isso, porque sentiram-se ignorados  no pacote de governação dos primeiros 100 dias. 

“O Governo tão pouco se preocupa com a sua força motriz. Aquando do diálogo entre a APSUM e o Governo foram alcançados consensos, mas não vimos no plano de 100 dias do novo Governo o pacote profissional de saúde (…) Não se verificou a intenção de melhorar a estrutura dos blocos operatórios, muito menos a disponibilização de material cirúrgico”, acrescentou. 

Os profissionais de saúde apontam também para a falta de condições para o tratamento dos doentes como um grave problema. 

“Os pacientes continuam sacrificando os seus valores recorrendo às farmácias. Laboratórios não têm reagentes, raio X sem chapa para a impressão e a comida é uma vergonha. 99% continuam a adquirir as suas refeições, pior para os profissionais de saúde que passam 24 horas nas unidades sanitárias sem nenhuma alimentação e sem as suas horas extraordinárias”. 

Recorde-se que em Maio do ano passado, a associação anunciou que nos primeiros 2 dias de greve da classe, cerca de mil pacientes morreram por falta de cuidados de saúde. 

 

Está adiada, para amanhã às 09 horas, a audição de Venâncio Mondlane. O pedido foi feito pelo próprio ex-candidato a Presidente da República, através de um ofício, submetido à Procuradoria Geral da República, pelo seu mandatário. 

A Procuradoria Geral da República tinha intimado Mondlane para o ouvir, hoje, no âmbito do processo 773/11/P/2024, no qual é acusado de incitamento à desobediência colectiva, no quadro das manifestações pós-eleitorais, que culminaram com a destruição de várias infra-estruturas públicas e privadas. 

Venâncio Mondlane saiu do país, na quinta-feira da semana passada, com destino a Gaberone, Botswana. No entanto, nas suas redes sociais, Mondlane confirma que estará presente na audiência de amanhã  

O Papa continua a descansar. Durante a noite, voltou à ventilação mecânica não invasiva. O sumo pontífice passou uma noite “tranquila” e está a descansar, segundo informações do Vaticano, nesta segunda-feira.

O Papa Francisco está internado já há 25 dias, no hospital Gemelli, em Roma, devido a problemas respiratórios. “O Papa teve uma noite tranquila, está a descansar”, indica a atualização da sala de imprensa da Santa Sé.

Ontem, ao final da tarde, o Vaticano havia indicado que o estado de saúde do sumo pontífice “permanece estável com uma melhoria ligeira e gradual”, mas continua com “prognóstico reservado”. 

Durante a noite, o Papa voltou à “ventilação mecânica não invasiva” depois de ter estado a receber oxigenação de alto fluxo com o uso de cânulas nasais no domingo. 

 

O mau tempo está a fazer-se sentir em vários pontos da província de Nampula. Desde às 8h00 da manhã de ontem, a cidade de Nacala regista chuva, que foi ganhando intensidade. O volume de águas pluviais está a criar danos na zona baixa da cidade, onde vai confluir toda água da parte alta. 

Como consequência, na zona do jardim municipal, ao lado de uma agência do BCI, a água criou uma cratera que coloca em risco a segurança dos prédios ao redor, dada a sua profundidade. Pelo menos em Nacala, o vento ciclónico começou a fazer-se sentir à 01h30 da madrugada desta segunda-feira.  Até à hora de publicação desta reportagem, Nampula estava sem energia eléctrica.

“Estamos diante do mau tempo o que condiciona o fornecimento de energia em certas áreas da cidade e distritos de Nampula. Informamos que assim que o tempo melhorar vamos avançar com os trabalhos de reposição. Agradecemos pela compreensão de todos, mas infelizmente são fenómenos fora do nosso controle” disse Cristiano Neves, responsável da EDM na área operacional de Nampula.

O INGD distribuiu várias equipas para as zonas, onde já se esperava que fossem afectadas pelo ciclone JUDE, sendo que a nossa equipa de reportagem vai trazer as incidências do impacto do fenómeno. 

AULAS SUSPENSAS

A direcção provincial da Educação, sob orientação do governador, cancelou as aulas, esta segunda-feira, nos distritos de Nacala, Monapo, Muecate, Nacarôa, Eráti, Meconta, Mogincual, Mossuril, Ilha de Moçambique, cidade de Nampula, Memba, Mecuburri, Rapale, Liúpo, Angoche, Murrupula, Mogovolas, Larde, Moma, Lalaua e Malema.

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