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A população reclusória da Cadeia Central da Beira  considera a liberdade provisória após o cumprimento de três quartos da pena, uma medida excessiva e  pedem ajuda às autoridades judiciais para acelerar processos que estão parados há anos.  

Os condenados e detidos que estão na cadeia central da Beira mostraram-se preocupados  nesta terça-feira,  às autoridades judiciais, em relação à entrada em vigor do instrumento relativo a benefícios de liberdade provisória após o cumprimento de três quartos da pena.

Para eles, a medida é pesada e deveria ser aplicada em casos específicos. Os detidos e condenados que se  dirigiam ao Procurador-geral da República, durante uma visita a estas instalações, no âmbito da visita de monitoria que efectua em Sofala, pediram por outro lado ajuda para as autoridades judiciais acelerarem os processos de liberdade provisória. 

O procurador-geral prometeu analisar as preocupações apresentadas, começando por fazer o levantamento de todos os processos aparentemente duvidosos.  

Os reclusos  esperam agora por respostas que possam aliviar a sua situação processual. A cadeia central da Beira tem capacidade para 190 pessoas, mas neste momento estão aqui 650 pessoas, entre elas 360 condenados e 290 detidas.

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O mau tempo está a condicionar o processo de travessia e pesca na província da Zambézia. A administração Marítima e o Itransmar estão no terreno a observar o cumprimento das medidas que visam salvaguardar vidas humanas.
Os efeitos da depressão tropical Jude, na província da Zambézia, ainda estão patentes, com chuvas e ventos fortes a se fazer sentir.
Todas as travessias e o processo de pesca foram paralisados para salvaguardar vidas humanas. Augusto Dongo é administrador marítimo e diz que neste momento não há registo de danos.
Já o Delegado da autoridade reguladora dos transportes marítimos Itransmar, que esteve a trabalhar na travessia Quelimane-Imhassunge, fez saber que enquanto continuar o mau tempo não se vai fazer travessia.
Entretanto, do lado da entrada da travessia, grupo de cidadãos residentes em Inhassunge, reclamavam a interdição mesmo com perigo à vista.
O Hospital Provincial de Pemba não está a transferir doentes graves para Nampula, devido a intransitabilidade na estrada N1, via interrompida há quase dois dias na sequência do ciclone JUDE. Alguns doentes estão numa situação crítica e podem correr o risco de vida caso não recebam tratamento especializado urgente.

Um membro da Organização da Juventude Moçambicana, Organização da Juventude Moçambicana (OJM) foi, espancado por manifestantes quando este pretendiam impedir a destruição da sede da Frelimo, em Inharrime, na Província de Inhambane. O Secretário-geral da Frelimo, Shakil Aboobakar, condena o acto e diz que há necessidade de se reforçar a vigilância nas comunidades para evitar que não haja assassinatos, roubos e vandalizações em nome de manifestações.

Emerson Edgar, um jovem da Organização da Juventude Moçambicana, na tentativa de repelir os enfurecidos, acabou sendo atacado, segundo avançou Shakil Boobakar, secretario-geral da Frelimo.

Shakil Abubacar diz que não haver algum motivo para a onda de manifestações que ocorre um pouco por todo o país.

Shakil Aboobakar trabalha na Província de Manica, desde esta quinta-feira até Sábado, onde, além de orientar sessões dos camaradas, tem na agenda visita aos distritos de Chimoio, Gondola e Barue onde irá manter encontros com líderes religiosos e diversos extractos sociais.

O ministro dos Transportes e Logística, João Matlombe, reconhece que os serviços oferecidos para o tratamento da carta de condução não são dos melhores, e o preço pago pelos mesmos é alto e será revisto. E sobre a interdição da Estrada Nacional Número Um, EN1,  o governante diz que há um trabalho no terreno para garantir a reposição até ao fim-de-semana.

Emitir pedido de carta de condução custa 2500 meticais e não só. É necessário esperar mais de um mês para ter acesso ao documento de habilitação. O governo sabe das dificuldades e reconhece que a qualidade dos serviços oferecidos não é das melhores, reconheceu o ministro dos Transportes e Logística, João Matlombe. Por isso, a situação terá de mudar.

As mudanças estendem-se também para os preços praticados. João Matlombe diz que são bastante altos.

Sobre a interrupção da circulação ao longo da Estrada Nacional Número Um, devastada pelo ciclone Jude, o governante diz que há um trabalho no terreno para garantir a reposição até ao fim-de-semana.

O governo está no processo de contratação de empreiteiro para o arranque do projecto de requalificação da Estrada Nacional Número Um, mas sem descartar a ideia de construção de uma estrada alternativa.

João Matlombe falava esta quinta-feira à margem do conselho técnico do Instituto Nacional dos Transportes Rodoviários que teve lugar na cidade de Maputo e que contou com a presença dos os actores do sector.

Uma criança morreu eletrocutada por uma cerca ilegal instalada buna casa e nas árvores de frutas do quintal. O menor morreu, quando tentava arrancar um limão.  

O proprietário de uma residência, com recurso a arame queimado, instalou ilegalmente uma cerca elétrica ao redor da sua casa, principalmente nas portas e janelas. A instalação da cerca foi prolongada  até as plantas que estavam no seu quintal e para uma vedação feita de chapas de zinco.

Um menor de 14 anos, na companhia dos seus amigos, tentou arrancar um limão, mas foi eletrocutado e caiu numa poça de água.

“Encontro o miúdo caído na vala, sem vida, Tentei pegar o coração e sentir se ainda estava a respirar, mas nada”, contou António Tomo, pai da vítima. 

Uma vizinha também partilhou o que viu. “São nossas crianças. A criança sempre brinca assim. Foi tirar limão e depois apanhou esticão e caiu na vala. Esta aqui é a terceira criança, mas só despertamos agora com a morte desta criança. Duas crianças sofreram, mas nós não prestamos atenção, mas esta última sofreu por causa da chuva, por isso perdeu a vida”.  

Luís António era o nome da vítima. Ele frequentava a 9ª classe na Escola Básica Julius Nyerere e era o melhor da escola. Os colegas e a directora da escola foram se  solidarizar com a família.   

“Perdi um dos alunos que eu tanto confiava, não só eu perdi, mas posso dizer que todo Moçambique perdeu um futuro engenheiro, um futuro professor”, lamentou a professora do menor.   

O proprietário da residência foi detido.

Texto de apresentação do livro “Zero sobre Zero: O espião que veio de Kigali”, de Aurélio Furdela, pela Dra. Aspácia Madeira, que modestamente considerou, no acto, o convite do autor um desafio demasiado ousado para as suas capacidades intelectuais:  Por que eu? – perguntei-lhe –  E ele (Furdela) respondeu-me de forma evasiva: Eu sei que tu és capaz!

Pois então veremos:

Começando pela informação bibliográfica geral do livro, a obra intitulada “Zero sobre Zero: O espião que veio de Kigali”,  escrita por Aurélio Furdela, teve  o primeiro lançamento em Maputo, pela Alcance Editores, seguido deste acto, na Cidade de Inhambane, hoje 21 Fevereiro de 2025.

Pressupõe-se que o interesse do autor pelo lançamento da obra também na Província de Inhambane, prende-se ao facto de este possuir as suas raízes ancestrais nesta parcela do País, facto que vem assinalado na obra através de momentos históricos dolorosamente marcados pelas guerras, com uma subtil referência à Localidade de Mucodoene (Morrumbene).

Zero sobre Zero: O espião que veio de Kigali” e uma obra policial com um enredo rico pela quantidade de informações expostas e pela profundeza objetiva dos factos narrados ao longo do romance, facto que torna o livro agradável de se ler, permitindo ao leitor explorar outros mundos inerentes ao ser humano, sejam estes sociológicos, psicológicos e espirituais (obscurantismo e superstição). Propriamente, o enredo rola em volta de uma investigação policial que, como refere Gabriel Muthisse no prefácio do livro, Moçambique não tem tradição neste género literário, mas não implica que não tenhamos vivências com este tipo de literatura, principalmente para os que pertencem a era do livro e não do telemóvel…!

Uma das grandes particularidades desta obra reside no facto do autor ter escolhido um local geográfico por muitos conhecido, a Cidade de Maputo, com as suas avenidas e esquinas na obra mencionadas, o que com alguma facilidade coloca o leitor no centro do cenário com autonomia de julgar e criar sentimentos de aversão ou simpatia pelas personagens que compõem o enredo.

Voltando à objetividade da obra, destaca-se nela a forma destemida como o autor, em que provavelmente terá aqui vingado a sua formação em História, escolheu dois assuntos actuais envolvendo por um lado, a espionagem entre nações africanas usando como motivação, acontecimentos reais ocorridos em Maputo e reportados pela imprensa local, citando:

Empresário ruandês da área de comércio, Revocat Karemangingo, a residir em Moçambique desde 1996 – onde se refugiou após o genocídio no Ruanda em 1994 -, foi morto a tiro perto de casa quando voltava de carro, sozinho, de um dos seus armazéns de venda de refrigerantes e cerveja.”

Por outro lado, o autor narra cenários comoventes do sofrimento humano ao descrever a experiência vivida por emigrantes africanos ao longo da travessia marítima para a terra prometida, que os transforma em eternos escravos de seus “benfeitores”:

  Os herdeiros do Reverendo Candanga poderão cobrar a dívida ao filho de Joseph! ─ explicou Vinheta ─ É um sistema em que se herda a dívida dos pais… a criança será raptada e escravizada, ou morta!

Com uma habilidosa e atrevida criatividade-imaginária,  o autor interliga ambos os assuntos (reais e fictícios)  e novas ideias se formam, novos desfechos nascem, levando o leitor, que por inerência dos factos se torna também num investigador, a surpresas típicas de um romance de investigação policial concebido com muito esmero, mostrando aqui a maturidade profissional do autor ao basear-se em acções reais e as transformando em algo fictício, cujo desfecho parcial se torna receptível ao leitor-investigador.

Tratando-se de uma história com enredo em África, Furdela não descura a abordagem do submundo espiritual retratando-o em diferentes contextos em forma de obscurantismo, superstição e religião.

Porém, alguns enigmas ficam por ser desvendados, sugerindo à continuidade, mais criações com ou sem desfechos, mas com a mesma degustação com que Furdela nos brinda neste romance. Um segundo volume se espera e, decerto, continuará a estimular a nossa imaginação.

Bem-haja Aurélio Furdela! O leitor-investigador aguarda por pistas!

Recomenda-se!

Inhambane, 21 de Fevereiro de 2025

 

A partir das 20 horas de hoje, a banda 340ml, na Sala Grande do Centro Cultural Franco-Moçambicano (CCFM), na Cidade de Maputo, sobe ao palco para o primeiro de dois concertos naquele local. 

O concerto extra é descrito como uma oportunidade imperdível para quem não conseguiu garantir entrada para a primeira data anunciada. No caso, 14 de Março. 

A banda, que regressa aos palcos após uma longa pausa, promete um espectáculo memorável, trazendo de volta os temas que marcaram uma geração, como o icónico “Midnight”, e muitos outros clássicos que consolidaram a sua influência na cena musical africana.

Após os concertos em Maputo, 340ml segue em mini-tour pela África do Sul, com actuações em Joanesburgo e Cidade do Cabo, dando continuidade ao seu regresso muito aguardado.

340ml é uma banda moçambicana formada em 2000, conhecida pela sua mistura de Reggae, Dub, Jazz, Afrobeat e outras influências globais.  Criada em Joanesburgo,na África do Sul, por quatro amigos moçambicanos – Pedro da Silva Pinto (voz), Tiago Correia-Paulo (guitarra), Paulo Chibanga (bateria) e Rui Soeiro (baixo) –, a banda construiu um som próprio, inspirado tanto pelas suas raízes moçambicanas como pelo ambiente multicultural em que viveram. 

O álbum Moving (2003) trouxe-lhes reconhecimento, com Midnight a tornar-se um hino para muitos fãs. Em 2008, Sorry for the Delay venceu dois South African Music Awards, incluindo Melhor Álbum Alternativo e Melhor Engenharia de Som.

A 340ml já passou por grandes palcos em África e Europa, levando o seu som a novos públicos. Mesmo depois de se separarem em 2012, continuam a inspirar músicos e a marcar a história da música africana.

PSG-Aston Vila, Arsenal-Real Madrid, Barcelona-Borussia Dortmund e Bayern de Munique-Inter de Milão, são os cruzamentos dos quartos-de-final da Liga dos Campeões Europeus. A primeira mão desta fase está agendada para os dias 8 e 9 de Abril e a segunda entre os dias 15 e 16. 

A Liga dos Campeões Europeus caminha para o fim, mas ainda permanece a incógnita sobre quem será o vencedor da prova. Os quartos-de-final marcam mais uma etapa da liga milionária, com jogos aliciantes. 

O PSG, que tirou do caminho o Liverpool na fase anterior, vai defrontar os ingleses do Aston Vila. A também formação inglesa Arsenal vai enfrentar o campeão em título Real Madrid, num jogo de difícil desfecho. 

Já o Barcelona, equipa sensação desta prova, terá pela frente o Borussia de Dortmund. O Bayern de Munique vai medir forças com o Inter de Milão. Espanha e Inglaterra são os únicos países com dois representantes nesta fase da Liga dos Campeões. 

A primeira mão dos quartos-de-final está agendada para os dias 8 e 9 de Abril, sendo que a segunda será disputada entre os dias 15 e 16 do mesmo mes. 

Os vencedores destas partidas transitam para as meias-finais, fase que também será em duas mãos onde se irão apurar as equipas que vão às meias-finais e depois para a final.  

 

Um grupo privado moçambicano prevê investir 110  milhões de dólares, para a instalação de uma central solar na província de Gaza, segundo escreveu a agência de Informação Lusa.

De acordo com o estudo de impacto ambiental  da central solar de Chibuto, o projecto terá uma capacidade instalada de 95 MW, resultando da parceria entre os privados da Sal Energia e a estatal Elétrica de Moçambique (EDM), para “reforço da capacidade da rede pública”.

“Onde a Sal Energia irá desenvolver, financiar e construir a central e infraestrutura associada de ligação à rede elétrica”, lê-se no documento, acrescentando que o projeto será implantado numa área de 211 hectares, no posto administrativo de Chibuto Sede.

Envolve ainda a construção de uma linha de transmissão de 275 KV, de cerca de 10 quilómetros, entre a central solar e a subestação de Chibuto.

A artista plástica moçambicana Fauziya Fliege inaugura, decidiu levar a exposição intitulada ‘Woman Rising: A Celebration of Power and Progress’ (Mulher em Ascensão: Uma Celebração de Poder e Progresso, em inglês).

Com inauguração esta quinta-feira, na Galeria de Arte África em Osu, a mostra apresenta explorações artísticas do empoderamento feminino, do progresso e da resiliência.

A exposição que cruza 15 obras de arte que foram criadas entre Costa Rica e Gana, onde a artista reside actualmente.

Conhecida por destacar a força e determinação da mulher, em especial a mulher africana, Fauziya optou por expor estas obras poucos dias depois da celebração do Dia Internacional da Mulher.

“Aliás, o próprio título – “Mulher em Ascensão” – convida-nos à celebração das realizações femininas, e, também, uma forma de inspirar e gerar discussões sobre igualdade de género e empoderamento. Para além disso, esta exposição que pretende decorrer por uma semana sugere uma representação dinâmica das mulheres que não estão apenas avançando, mas prosperando, apesar dos desafios sociais diversos, tal como os desafios enfrentados pela autora destas obras enquanto artista africana na América Central, onde viveu por quatro anos”, pode-se ler na nota de imprensa.

Para além do crescimento e trajectória ascendente, enfatizando o empoderamento e

a resiliência, a mostra ‘Mulher em Ascensão’ honra o progresso, enquanto um esforço contínuo, mas também traz elementos que sublinham a força, influência e o impulso para a frente, instigando a reflexão sobre as conquistas passadas e futuras das mulheres.

A exposição serve como um grito de união, encapsulando o espírito e a intenção das obras em exibição, com a expectativa de atrair o público a engajar-se com as narrativas da força feminina e com a busca incessante pela igualdade.

Importa realçar que esta é a primeira exposição individual da artista moçambicana em Ghana, mas não a sua primeira acção criativa.

Recorde-se que, em Outubro do ano passado, a artista foi a única estrangeira a participar da  exposição ‘Women in Art’, cujo tema era ‘Encontre a sua voz’. A mostra de artes plásticas reunia 20 artistas femininas para a expressão e a celebração da diversidade de vozes femininas na arte.

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