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O Presidente da República, Daniel Chapo, felicitou o pugilista moçambicano Tiago Muxanga pela conquista do título africano da International Boxing Organization (IBO), alcançado em Essex, Inglaterra, considerando o feito um motivo de orgulho nacional e uma demonstração do talento moçambicano no panorama desportivo internacional. 

Numa mensagem de felicitação, o Chefe do Estado endereçou, em nome do Governo, do povo moçambicano e em nome pessoal, as suas felicitações ao atleta, enaltecendo o mérito, a dedicação e o brilhantismo demonstrados ao longo da sua carreira.  

Segundo Daniel Chapo, a vitória de Tiago Muxanga demonstra que a disciplina, o trabalho e a determinação são factores essenciais para alcançar grandes conquistas, acrescentando que o pugilista honra a Bandeira Nacional e contribui para o reforço do prestígio de Moçambique no desporto africano e internacional. 

O Presidente da República considera igualmente que o atleta constitui uma referência para a juventude moçambicana, por inspirar os jovens a acreditarem que é possível transformar sonhos em realidade através do empenho e da perseverança.

Na mensagem, Daniel Chapo renovou os parabéns ao pugilista e formulou votos de contínuos sucessos ao serviço do desporto nacional, incentivando-o a prosseguir na conquista de novos títulos que dignifiquem Moçambique.

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O Arcebispo da Beira, Dom Cláudio Dalla Zuanna, aponta a perda da coesão social no meio das famílias moçambicanas como a causa dos diferentes tipos de violência e defende que todos devem cultivar o respeito pela vida para que o país possa resgatar o bem estar social. 

O Arcebispo da Beira voltou a mostrar preocupação em relação à tensão social que o país vive há  cerca de 4 meses, indicando que a mesma  nasce de origens diferentes que contribuem  para a coesão social perder muita força.

Dalla Zuanna falava no final de uma cerimónia de abertura do ano lectivo na UCM, onde é Magno Chanceler, uma cerimónia que marcou o arranque das festividades de 30 anos desta instituição de ensino superior.

O Ruanda decidiu, hoje, e com efeitos imediatos, romper as relações diplomáticas com a Bélgica. O país diz que a Bélgica tem sistematicamente minado o regime de Kigali, tanto antes, quanto durante o actual conflito na República Democrática do Congo (RDC), no qual, segundo o Ruanda, a Bélgica desempenha um papel histórico profundo e violento, especialmente ao agir contra Ruanda.

O Ruanda diz que a Bélgica tomou partido no conflito regional e utiliza mentiras e manipulação para construir uma opinião hostil injustificada contra o país. 

Fala ainda de um papel desempenhado pela Bélgica na promoção do extremismo étnico que resultou em discriminação e, por fim, no Genocídio de 1994. Os diplomatas belgas em Ruanda têm o prazo de 48 horas para deixar o país.

A Igreja Metodista Unida anunciou, através de um comunicado enviado à redacção do “O País”, a nomeação do Reverendo João Filimone Sambo como Bispo responsável pela supervisão episcopal de Moçambique, África do Sul, ESwatini e Madagáscar. A decisão entrará em vigor a 1 de Abril de 2025 e marca a ascensão de Sambo como o quinto bispo nativo da Igreja em Moçambique.  

De acordo com o comunicado, o Bispo João Filimone Sambo traz consigo uma vasta experiência ministerial e académica, consolidada ao longo de décadas de serviço à Igreja. Natural do distrito de Panda, na província de Inhambane, Sambo destacou-se pelo percurso académico e pela resiliência perante adversidades como a guerra civil que marcou a sua juventude.  

A formação do novo Bispo inclui um diploma em Mecânica Geral pelo Instituto Industrial do Maputo e uma licenciatura em Teologia pela Universidade de África, no Zimbabué. Sambo também é Mestre em Divindade, com especialização em Liderança de Igrejas e Comunidades, pela Candler School of Theology, nos Estados Unidos. Além disso, possui um certificado em Antigo Testamento pela Universidade Metodista de São Paulo, no Brasil.  

O seu percurso na Igreja Metodista Unida inclui funções como professor e capelão no Seminário Teológico de Cambine, Coordenador Episcopal para Socorro e Emergências, Secretário Episcopal desde 2016 e Assistente Administrativo da Bispa Joaquina Nhanala desde 2022. Desde 2018, exerce também o papel de correspondente de comunicações para os países africanos de língua portuguesa.  

O comunicado destaca ainda a relevância internacional da sua actuação, com participações em encontros da Igreja nos Estados Unidos, Nigéria, África do Sul e Madagáscar. A liderança de Sambo é vista como uma continuidade da visão pastoral de líderes históricos como o Bispo João Somane Machado, que foi um dos seus principais mentores.  

A nomeação do Bispo João Filimone Sambo insere-se na estratégia da Igreja Metodista Unida de promover lideranças locais capazes de enfrentar os desafios sociais e espirituais contemporâneos. Esta nova etapa é encarada como uma oportunidade para reforçar a missão da Igreja nos quatro países sob a sua supervisão episcopal.  

O comunicado enviado pela Igreja Metodista Unida sublinha o papel central do novo Bispo na consolidação das actividades da Igreja, tanto a nível comunitário como no fortalecimento dos laços entre as congregações da região.  

O número de mulheres assassinadas na província de  Sofala, pelos seus parceiros, é preocupante. Dados actualizados apontam para seis vítimas mortais só este ano. A última foi encontrada sem vida no sábado passado, depois de ter sido dada como desaparecida do convívio familiar há cerca de uma semana. 

De visita à  cidade da Beira, Chakil Aboobacar, secretário-geral da Frelimo, referiu que os casos de feminicídio derivam de conflitos passionais sem consenso, considerando que é urgente que os mesmos sejam imediatamente denunciados para que não cheguem ao extremo, com a morte de mulheres. 

“A pessoa que pratica feminicídio, neste caso, tem sido os homens, dão sinais, não acontece por acaso. É importante que as mulheres criem o hábito de denunciar. Por vezes, há uma forma de falar, há um gesto agressivo  e há sempre aquela expectativa de que não vai fazer mais, não vai acontecer mais. Acontece a primeira vez, acontece a segunda, acontece a terceira e a mulher não denuncia. De forma fatal, às vezes, temos acompanhado esses casos de que acabaram cometendo homicídio”, notou. “Então, o nosso apelo para a nossa mulher foi criado.  Há uma secretaria que atende a mulher especificamente para denunciar esses conflitos. Que a mulher denuncie. A questão da agressão à mulher é uma coisa que não deve ser permitida na sociedade actual. As pessoas têm que falar, têm que conversar”, apelou.

Aboobacar  falava durante a celebração do dia da OMM, apelando, na ocasião,  que as mulheres continuem a contribuir na construção de uma nação mais unida. E a mulher compreende a maioria do povo moçambicano.”Estamos convosco, contamos convosco”. 

População da zona de Ngonwanine, em Chongoene, na província de Gaza,  recupera cerca de três mil terrenos usurpados por munícipes de Xai-Xai. O Administrador de Chongoene, Artur Macamo,  condena a invasão e parcelamento ilegal e avança medidas para travar o fenóneno.

“Foi uma atitude não boa, porque deviam ter se dirigido ao Governo do distrito, para perguntar onde é que tem espaço. O facto de ver um terreno que ainda não  está a ser usado, não significa que não tenha ninguém, tem alguém lá”, condenou Artur Macamo, administrador de Chongoene, acrescentando que “Chongoene é uma vila e, por isso, não há espaços que não tenham dono”.  

Macamo explica ainda que foi a própria comunidade que se organizou para pedir satisfações para os invasores e houve conversações de forma a se chegar a um consenso. O administrador garantiu que o Governo está disponível para, aceitando os proprietários das terras, fazer o devido parcelamento. 

“Esta é uma zona urbana, é uma vila. Então, há normas  para o ordenamento e parcelamento (…) Essas pessoas que foram lá manifestar não se aproximaram ao Governo, porque se o tivessem feito, nós podíamos ter cedido áreas que não precisam negociar com ninguém”, disse. 

O Atlético de Madrid, de Reinildo Mandava, perdeu, neste domingo, diante do Barcelona por 2-4, em jogo da vigésima oitava jornada da Liga Espanhola. Com o internacional moçambicano a cumprir os 90 minutos e a alcançar o centésimo jogo pelo clube, o Atlético esteve a vencer por duas bolas até aos 70 minutos, altura em que o Barcelona virou o marcador. 

Assim, os “colchoneros” foram relegados para a terceira posição com 56 pontos, menos quatro que os líderes Barcelona e Real Madrid. Na próxima jornada, O Atlético de Madrid vai defrontar o Espanhol, enquanto o Barcelona medirá forças com o Girona.

Um incêndio de grandes proporções deflagrou, na madrugada de domingo, numa discoteca, na cidade de Kocani, no sul da Macedónia do Norte, causando a morte de 59 pessoas e deixando outras 150 feridas. Pelo menos 18 pessoas estão em estado crítico.

O incêndio começou por volta das 02h35 da manhã, durante um concerto de um grupo hip-pop local. Segundo explicou o ministro do Interior do país, Panche Toshkovski, os jovens frequentadores da discoteca usaram pirotecnia, que fez com que o telhado se incendiasse. 

Os familiares reuniram-se em frente aos hospitais e organismos municipais da cidade de Kocani, para pedir mais informações.

De acordo com Panche Toshkovski, a Polícia deteve um homem, mas não forneceu pormenores sobre o seu envolvimento. Foram emitidos mandados de captura para quatro pessoas, segundo informou no local o ministro do Interior.

O Governo da República Democrática do Congo (RDC) confirmou a sua participação nas negociações de paz com o grupo rebelde Movimento 23 de Março (M23), que deverão arrancar amanhã, em Angola.

“Recebemos o convite do mediador (o Presidente angolano João Lourenço) e vamos ouvi-lo. Uma delegação congolesa vai viajar para Luanda, na terça-feira, por iniciativa dos mediadores”, disse Tina Salama, porta-voz do Presidente da RDC, Félix Tshisekedi.

Salama confirmou a participação do seu país depois de João Lourenço ter apelado, no sábado, a um cessar-fogo entre as partes, para facilitar as negociações.

Através da rede social X, porém, o M23 acusou o Governo congolês de querer “sabotar” o diálogo, alegando que as forças governamentais bombardeiaram indiscriminadamente “zonas densamente povoadas” e atacaram posições rebeldes nos últimos dias.

O Presidente angolano anunciou, na passada quarta-feira, o início das negociações directas de paz entre o Governo da RDC e o M23, na terça-feira, na capital angolana.

Horas depois do anúncio, na noite de quarta para quinta-feira, o M23 assumiu o controlo da Ilha Idjwi, no Lago Kivu, e o grupo passou a controlar sete dos oito territórios que compõem a província oriental do Kivu do Sul.

O M23 controla as capitais das províncias do Kivu do Norte e do Sul, que fazem fronteira com o Ruanda e são ricas em minerais essenciais, para a indústria tecnológica e para o fabrico de telemóveis.

O número de casos de cólera em Angola continua a aumentar, totalizando 7 284, desde 07 de Janeiro, com mais 165 registos e 17 mortes, nas últimas 24 horas, o maior número desde o início do surto.

Segundo o mais recente boletim do Ministério da Saúde de Angola, datado de sábado e divulgado ontem, foram notificados mais 165 casos de cólera, em 24 horas, dos quais 60 na província do Cuanza Norte.

Os restantes distribuem-se por Luanda (50), Bengo (17), Benguela (16), Cabinda (5), Icolo e Bengo (4) e Malanje (3).

Foi também na província do Cuanza Norte que se registaram a maioria dos óbitos (13), seguindo-se Luanda (2), Benguela (1) e Zaire (1).

Desde o início do surto, foram reportados 7.284 casos, maioritariamente nas províncias de Luanda (3.788) e Bengo (2.303) e ocorreram 275 mortes, das quais 139 na província de Luanda e 89 na província do Bengo.

Actualmente, estão internadas 237 pessoas com cólera.

A cólera é uma doença aguda que pode ser fatal em horas, caso não seja tratada.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), “a maior parte das pessoas com cólera têm diarreia ligeira ou moderada e podem ser tratadas com soluções de reidratação oral”, mas a rápida progressão da doença significa que um tratamento imediato é fundamental para salvar vidas.

“É uma ameaça à saúde pública global e um indicador de desigualdade e de falta de desenvolvimento económico e social. O acesso à água segura, saneamento básico e higiene é essencial para prevenir cólera e outras doenças que se transmitem pela água”, acrescenta a OMS.

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