O Presidente da República, Daniel Chapo, felicitou o pugilista moçambicano Tiago Muxanga pela conquista do título africano da International Boxing Organization (IBO), alcançado em Essex, Inglaterra, considerando o feito um motivo de orgulho nacional e uma demonstração do talento moçambicano no panorama desportivo internacional.
Numa mensagem de felicitação, o Chefe do Estado endereçou, em nome do Governo, do povo moçambicano e em nome pessoal, as suas felicitações ao atleta, enaltecendo o mérito, a dedicação e o brilhantismo demonstrados ao longo da sua carreira.
Segundo Daniel Chapo, a vitória de Tiago Muxanga demonstra que a disciplina, o trabalho e a determinação são factores essenciais para alcançar grandes conquistas, acrescentando que o pugilista honra a Bandeira Nacional e contribui para o reforço do prestígio de Moçambique no desporto africano e internacional.
O Presidente da República considera igualmente que o atleta constitui uma referência para a juventude moçambicana, por inspirar os jovens a acreditarem que é possível transformar sonhos em realidade através do empenho e da perseverança.
Na mensagem, Daniel Chapo renovou os parabéns ao pugilista e formulou votos de contínuos sucessos ao serviço do desporto nacional, incentivando-o a prosseguir na conquista de novos títulos que dignifiquem Moçambique.
O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que vai falar com o seu homólogo russo, Vladimir Putin, na terça-feira, para tentar pôr um fim à guerra na Ucrânia.
“veremos se temos algo a anunciar, talvez até terça-feira. Falarei com o Presidente Putin na terça-feira”, disse Trump aos jornalistas no avião presidencial, no domingo à noite, segundo escreveu a agência de comunicação Lusa.
“Foi feito muito trabalho no fim de semana. Queremos ver se conseguimos pôr fim a esta guerra”, acrescentou o chefe de Estado.
Embora a Rússia tenha falhado o objectivo inicial da invasão, lançada em Fevereiro de 2022, de derrubar o Governo da Ucrânia e controlar o país, ainda controla grandes áreas do Estado vizinho.
Trump disse que as regiões ocupadas pela Rússia, no leste da Ucrânia, e as centrais elétricas serão parte das negociações.
“Falaremos sobre as terras. Falaremos sobre centrais elétricas”, disse o republicano.
Trump descreveu as negociações como sendo sobre “a divisão de certos activos”.
Horas antes, o enviado norte-americano à Rússia disse que Trump vai reunir-se, esta semana, com Putin, para discutir a situação da Ucrânia, avançou a agência de notícias France-Presse.
“Ainda há muito para discutir, mas penso que os dois presidentes vão ter uma discussão muito boa e positiva esta semana”, afirmou Steve Witkoff, em declarações à CNN, acrescentando que Moscovo, Kiev e Washington “querem que tudo isto acabe”.
Na Zambézia, perspectiva-se uma boa campanha agrária no distrito de Nicoadala, com destaque para o arroz, cultura de bandeira. Nicoadala tem uma área de 40 mil hectares lavrada de um total de perto de 42 mil. Espera-se produzir mais de 145 mil toneladas da cultura de arroz.
A chuva que para uns foi prejudicial para outros foi feliz.
Nicoadala tem uma população camponesa estimada em perto de 42 mil, e pratica-se a actividade em três regadios: Mucelo, Ilalane e Muziva – todos em regime de sequeiro. De Mucelo e Ilalane não estão operacionais há bastante tempo. Aliás, os regadios não têm estação de bombagem nem canais de irrigação, enquanto o regadio de Muziva, que já tinha sido reabilitado e entregue provisoriamente, o ciclone freddy veio deitar a baixo todo o investimento do Banco Mundial em mais de um milhão de dólares .
Ainda assim, os camponeses estão ávidos e esperam uma boa colheita. O sorriso da Mina Damião denuncia este facto. “Tenho prova de que vou produzir neste ano, mas nem sei quantas toneladas”, disse, realçando que, ao nível dos campos de produção, tudo tem corrido bem.
“Antes, nós sofríamos um pouco de sol. Quando lançávamos sementes, não saía, não germinava, agora está tudo bem. Eu tenho aqui um hectare”, continuou Mina Damião.
De Mucelo homens e mulheres chegam e saem em carros de caixa aberta, também conhecidas por “my love”. Na hora em que foi produzida a reportagem havia um casal de funcionário públicos, que se deslocou para a “machamba” para aproveitar o facto de ter chovido para transplantar o arroz.
“Viemos aqui no fim-de-semana, porque somos funcionários públicos. Não tínhamos muito espaço para vir para aqui. Às vezes vimos só aos sábados e domingos”, disse Jonas Elias, que acrescentou que, apesar de ter chovido, no princípio a água estava em quantidade elevada, mas baixou nos últimos tempos.
“Para aquele que tem tempo para essa actividade, vai ter de ter resultado mesmo”, frisou.
Já Maria da Conceição, também camponesa, espera ter uma produção de cerca de uma tonelada de arroz na sua “machamba”, em cada hectare.
“Para quem consegue acompanhar bem a época, sai uma tonelada sem problemas. Basta ter chuva, mais nada. Mas aquela chuva que é da produção, não essas últimas chuvas de ciclone”, disse.
A directora distrital das actividades económicas de Nicoadala, Zélia Sabão, diz que, depois de um período de escassez de água, choveu e perspectiva-se boa colheita do arroz.
“Os produtores foram semeando, tiveram queda por causa do intenso sol, voltaram a fazer a sementeira e depois tivemos um cumulativo de precipitação de 450 ml. Isto veio a alavancar os produtores de arroz, assim como de milho, mas tivemos ainda mais essa intensa chuva”, disse Zélia Sabão.
Aliás, a directora distrital das actividades económicas de Nicoadala assegura que em cada hectare se produzem 1,9 toneladas em rendimento.
“Para a área de arroz, nós temos 40 732 hectares, e estamos à espera de uma produção de 145 632 toneladas. Mas também, no global, temos uma área lavrada de 874 mil hectares, e esperamos ter uma produção global do distrito de 366 832 toneladas”, esclareceu Zélia Sabão.
Se por um lado a chuva complicou a vida de algumas comunidades com a passagem da depressão tropical Jude, no regadio de Mucelo, em Nicoadala, as famílias camponesas estão felizes com a chuva, sendo que esperam boa produção.
O Papa Francisco, que continua hospitalizado, afirmou, este domingo, estar a “atravessar um momento de provação”, no Angelus transmitido em texto.
“Partilho convosco estes pensamentos, porque estou a atravessar um momento de provação, e junto-me a tantos irmãos e irmãs doentes: frágeis, neste momento, como eu. Os nossos corpos são fracos mas, mesmo assim, nada nos impede de amar, de rezar, de nos entregarmos, de sermos uns para os outros, na fé, sinais luminosos de esperança”, disse o sumo pontífice, segundo revelou o Vaticano.
No texto, o líder da Igreja Católica reconheceu o trabalho de quem presta assistência aos doentes e aproveitou para agradecer a todos os profissionais de saúde, àqueles que o ajudam “com tanta dedicação”, mas também por todas as “orações”.
“Quanta luz brilha, neste sentido, nos hospitais e nos lugares de assistência! Quanto carinho ilumina os quartos, os corredores, as clínicas, os lugares onde se realizam os serviços mais humildes! Por isso, gostaria de vos convidar, hoje, a juntarem-se a mim para louvar o Senhor, que nunca nos abandona e que, nos momentos de dor, coloca ao nosso lado pessoas que refletem um raio do seu amor”, frisou.
“Agradeço a todos as vossas orações e agradeço àqueles que me ajudam com tanta dedicação. Sei que muitas crianças estão a rezar por mim; algumas delas vieram hoje aqui ao Gemelli como sinal de proximidade. Obrigado, queridos filhos! O Papa ama-vos e está sempre à espera de vos encontrar”, completou.
Hoje, cerca de 300 crianças, de escolas, associações e várias instituições concentraram-se à porta do hospital, em frente à estátua de João Paulo II, com balões, desenhos e cartas para entregar a Francisco, e gritavam pelo seu nome. A iniciativa foi do Comité Pontifício para Jornada Mundial da Criança, criado em novembro por Francisco.
De realçar que, segundo a última atualização, partilhada pelo Vaticano no sábado, Francisco mantém-se estável e está a melhorar gradualmente, mas ainda terá de permanecer no hospital por um período indeterminado.
Na última sexta-feira, a cidade de Inhambane foi o epicentro de uma importante iniciativa de apoio ao sector privado: o lançamento oficial da IV Edição do Fundo Catalítico para Inovação e Demonstração. Este mecanismo de financiamento, que integra o Projecto Mais Oportunidades, disponibiliza 17 milhões de dólares para Pequenas, Médias e Grandes Empresas (PME) das províncias de Manica, Sofala, Gaza e Inhambane, com foco nos sectores de agronegócio, turismo e construção civil.
A cerimónia, que contou com a presença de altas figuras do Governo, representantes do sector privado e empresários locais, marca um novo capítulo no apoio ao desenvolvimento económico sustentável em Moçambique.
Nelson Rodrigues, Director de Assistência Técnica e Financeira da Agência de Desenvolvimento do Vale do Zambeze, sublinhou a relevância deste lançamento, que pela primeira vez estende o Fundo Catalítico às províncias de Gaza e Inhambane. “Este alargamento confere uma dimensão nacional ao fundo, reforçando o compromisso do Governo e dos seus parceiros no apoio às empresas, independentemente da sua localização geográfica”, explicou.
Com o apoio do Banco Mundial, o fundo tem como objectivo melhorar o acesso ao mercado das PME através de subvenções comparticipadas, permitindo aos empresários investir em projectos inovadores e geradores de impacto social e económico. Segundo Rodrigues, o processo de candidatura será regido por critérios rigorosos e transparentes, sendo supervisionado por um Comité de Investimento independente, constituído maioritariamente por membros do sector privado.
A Ministra das Finanças, Carla Louveira, destacou o simbolismo do evento num contexto marcado por desafios económicos severos. “Este fundo surge num momento crucial, quando o sector privado enfrenta os impactos das manifestações violentas e de uma economia em recuperação. Estamos a oferecer um instrumento poderoso para revitalizar as empresas e, consequentemente, a economia nacional”, afirmou.
A governante referiu ainda que esta iniciativa se junta a outras medidas do Governo, como a recente criação de uma linha de crédito bonificada no valor de 10 mil milhões de meticais, destinada a apoiar a tesouraria e o investimento das empresas. “Acreditamos que, com o Fundo Catalítico e outras iniciativas, será possível criar condições para que o sector privado continue a desempenhar o seu papel como motor do crescimento económico”, concluiu Louveira.
Francisco Pagula, Governador de Inhambane, enalteceu a escolha da província para acolher o evento, considerando-o um reconhecimento do seu potencial económico. “Inhambane é uma terra de oportunidades, rica em recursos energéticos e minerais, mas também com desafios consideráveis no emprego e na qualidade de vida das suas comunidades. Este fundo é uma oportunidade de ouro para transformar o nosso potencial em realidade económica”, afirmou.
O governante apelou aos empresários da província para que aproveitem esta oportunidade única, apresentando projectos que impactem positivamente as suas comunidades e promovam o desenvolvimento inclusivo.
Bruno Comini, Presidente da Câmara de Comércio de Moçambique em Inhambane, acolheu o fundo com otimismo, mas apontou desafios para a sua implementação. “Este é um sinal claro de que o Governo está empenhado em apoiar o sector privado. No entanto, será necessário que as empresas estejam bem organizadas e cumpram os requisitos legais para acederem a este financiamento”, disse.
Comini acredita que o fundo representa uma oportunidade para dinamizar os negócios na província, particularmente no turismo, um sector duramente afetado nos últimos anos. “É uma lufada de ar fresco num período difícil para o empresariado”, acrescentou.
Armindo Hamene, operador turístico, partilhou um sentimento semelhante. “O fundo é exactamente o que precisamos. Embora saibamos que será um processo competitivo e exigente, estamos confiantes de que muitas empresas poderão beneficiar deste apoio”, afirmou.
O Fundo Catalítico não é apenas um mecanismo financeiro, mas também uma ferramenta de transformação económica. Segundo os dados apresentados, o programa visa financiar cerca de 100 empresas nas quatro províncias abrangidas, com o potencial de gerar milhares de empregos diretos e indiretos.
Os intervenientes concordaram que o sucesso do fundo dependerá da capacidade dos empresários em apresentar propostas viáveis e de impacto, bem como da agilidade e transparência no processo de seleção.
Para Nelson Rodrigues, a experiência acumulada pela Agência do Zambeze na implementação de edições anteriores do fundo é um trunfo que garante a sua eficácia e credibilidade. “Estamos determinados em continuar a promover o crescimento económico sustentável através do apoio ao sector privado”, assegurou.
A cerimónia terminou com um apelo coletivo às empresas para submeterem candidaturas e abraçarem esta oportunidade histórica. “O Fundo Catalítico não é apenas um financiamento; é um compromisso do Governo com o sector privado e o futuro económico de Moçambique”, concluiu a Ministra das Finanças.
Este lançamento consolida o Fundo Catalítico como um instrumento estratégico para revitalizar o sector privado e impulsionar o desenvolvimento económico nas regiões abrangidas. Com critérios rigorosos, mas com o potencial de transformar empresas e comunidades, esta iniciativa reforça a aposta no crescimento inclusivo e sustentável do país.
O presidente angolano, João Lourenço, actualmente presidente da União Africana, apelou a um cessar-fogo imediato no leste da República Democrática do Congo (RDC).
Lourenço pediu que todas as partes interrompam as hostilidades a partir da meia-noite, horário local, no domingo, em um esforço para criar uma atmosfera pacífica para as próximas negociações de paz.
De acordo com uma declaração da presidência angolana, o cessar-fogo deve incluir todas as acções hostis contra civis e interromper quaisquer tentativas de ganhar novas posições na zona de conflito. As negociações estão programadas para ocorrer em Luanda, Angola, em 18 de março, onde o governo da RDC e os rebeldes do M23 se vão encontrar pela primeira vez em três anos.
O Governo da RDC ainda não confirmou oficialmente sua participação. O M23, no entanto, expressou apoio à iniciativa de paz de Angola, pedindo ao presidente Felix Tshisekedi que se comprometa publicamente com negociações directas.
O conflito aumentou recentemente. Os rebeldes do M23 capturaram cidades-chave nas províncias de Kivu do Norte e do Sul, causando a deslocação de milhares de pessoas e piorando a crise humanitária. Apesar dos esforços diplomáticos, a violência entre a RDC e o M23 continua.
Geny Catamo marcou o golo decisivo na vitória do Sporting, na Liga Portuguesa. No jogo de ontem, o internacional moçambicano entrou a substituir, e soma agora quatro golos no campeonato de futebol.
Num jogo em que o Sporting precisava de ganhar, para pressionar o rival Benfica, Geny Catamo até começou o jogo no banco, de onde viu Fresneda marcar o primeiro tento da partida logo no minuto inaugural.
Sem muitas margens para erros, ainda na primeira parte, o Famalicão igualou a partida, ao marcar de grande penalidade.
Já na segunda parte, o Sporting também se beneficiou de uma grande penalidade. O avançado sueco, Gyokeres, não desperdiçou e pôs os leões na frente do marcador.
Mesmo reduzido a 10 jogadores, com a expulsão de Maxi Araújo, o Sporting voltou a marcar. Assistência de Viktor Gyokeres para finalização certeira de Geny Catamo. O internacional moçambicano soma assim quatro golos, na presente edição da Liga Portuguesa de Futebol.
Oito trabalhadores humanitários, incluindo voluntários e jornalistas, morreram, este sábado, durante um ataque israelita no norte da Faixa de Gaza. A informação foi avançada, hoje, pela Fundação al-Khair, registada no Reino Unido.
Segundo os serviços de emergência palestinianos, a equipa de jornalistas que foi vítima do ataque era composta por, pelo menos, três fotógrafos, um deles especializado em fotografia com ‘drones’, e um motorista.
Em declarações à BBC, Qasim Ahmad, fundador e presidente da instituição de solidariedade, garantiu que a equipa estava na área para montar tendas e documentá-las para os esforços de promoção da própria instituição.
O responsável explicou que os seus cinegrafistas voltaram para o carro e foram atingidos, enquanto outros membros da equipa que correram para o local foram atingidos por um ‘drone’ israelita que os seguiu quando foram para o segundo carro da instituição de caridade.
Por sua vez, o Sindicato dos Jornalistas Palestinos acusou Israel de realizar “ataques sistemáticos a jornalistas palestinos, que arriscam suas vidas para relatar a verdade e expor os crimes israelitas ao mundo”.
De acordo com uma contagem de fevereiro do Comité para a Proteção dos Jornalistas (CPJ), pelo menos 83 jornalistas palestinianos foram mortos em Gaza em 2024 pelos militares israelitas.
A selecção nacional de futebol, os Mambas, parte, este domingo, para Cairo, no Egipto, onde vai iniciar a preparação para o embate da próxima quinta-feira diante do Uganda, em partida da quinta jornada do grupo G de qualificação ao Mundial-2026.
De Maputo partem os jogadores que actuam internamente e parte da equipa técnica e os chefes da delegação, que se vão juntar, a partir de amanhã, segunda-feira, aos restantes jogadores que jogam fora de portas.
Dos convocados de Chiquinho Conde, a baixa vai para o capitão Dominguês, que devido a questões burocráticas relacionadas com o visto, já não viaja para o Cairo, juntando-se assim a Mexer Sitoe, que não constou da convocatória, alegadamente devido a lesão. Para o lugar de Domingues foi chamado o avançado da União Desportiva de Songo, Melque.
Os Mambas iniciam, na segunda-feira, a preparação para os dois jogos, sendo o primeiro na quinta-feira, diante do Uganda, e o segundo a 25 deste mês, em Argel, diante da Argélia.
Os ataques norte-americanos contra os Huthis no Iémen fizeram 31 mortos e 101 feridos, segundo anunciou, este domingo, o Ministério da Saúde dos rebeldes Al-Massirah. Os ataques tiveram como alvo a capital Saná, as províncias de Saada (noroeste) e Al-Bayda (centro), além da cidade de Radaa (centro), escreveu o porta-voz do ministério Anis Al-Asbahi, na rede social X, referindo a existência de crianças entre as vítimas mortais.
A estação de televisão dos rebeldes Al-Massirah anunciou, no sábado à noite, que um “ataque americano-britânico” atingiu a área de Shououb, no norte da capital Saná, bem como Saada, um reduto rebelde no norte do Iémen. Londres não anunciou qualquer ataque.
Já o Presidente dos Estados Unidos anunciou uma “acção militar decisiva e poderosa” contra os Huthis, no Iémen.
Estes são os primeiros ataques dos Estados Unidos contra os Huthis, desde que Donald Trump tomou posse, a 20 de Janeiro.
Os Huthis já reagiram, avisando que a “agressão não vai ficar sem resposta”.
“As nossas forças armadas estão prontas para responder à escalada com escalada”, reagiu o gabinete político dos rebeldes, numa declaração transmitida pela Al-Massirah, citada pela Agência de Comunicação Lusa.
A agressão surge depois de os Huthis terem anunciado, a 11 de Março, a intenção de retomar os ataques que têm vindo a realizar há mais de um ano, ao largo da costa do Iémen, contra navios mercantes, que acreditam estar ligados a Israel.
Os rebeldes, que apoiam o movimento islamita palestiniano Hamas em Gaza, sublinharam que a decisão foi tomada depois de Israel ter recusado a entrega de ajuda humanitária à Faixa de Gaza, devastada por 15 meses de guerra.
O Presidente norte-americano também deixou uma mensagem ao Irão: “Não ameacem o povo norte-americano, o seu Presidente (…) ou as rotas marítimas do mundo. E se o fizerem, tenham cuidado, porque a América vai atribuir-vos toda a responsabilidade e não vos faremos nenhum favor”, cita Lusa.
Os Huthis fazem parte do que o Irão chama de “eixo de resistência” a Israel, que inclui ainda o movimento islamita palestiniano Hamas e o Hezbollah libanês.
Saudando “o apoio” dado pelos Huthis ao povo palestiniano na Faixa de Gaza, o Hamas emitiu uma declaração, no sábado, a condenar a “agressão aérea americano-britânica” e descrevendo-a como uma “violação flagrante do direito internacional”.
Refira-se que os Huthis levaram a cabo, desde Novembro de 2023, ataques ao largo da costa do Iémen contra navios, que acreditam estar ligados a Israel, mas também aos Estados Unidos e ao Reino Unido.
No início de Março, os Estados Unidos classificaram os Huthis como uma “organização terrorista estrangeira”, depois de Donald Trump ter assinado uma ordem executiva nesse sentido.

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