O Presidente da República, Daniel Chapo, felicitou o pugilista moçambicano Tiago Muxanga pela conquista do título africano da International Boxing Organization (IBO), alcançado em Essex, Inglaterra, considerando o feito um motivo de orgulho nacional e uma demonstração do talento moçambicano no panorama desportivo internacional.
Numa mensagem de felicitação, o Chefe do Estado endereçou, em nome do Governo, do povo moçambicano e em nome pessoal, as suas felicitações ao atleta, enaltecendo o mérito, a dedicação e o brilhantismo demonstrados ao longo da sua carreira.
Segundo Daniel Chapo, a vitória de Tiago Muxanga demonstra que a disciplina, o trabalho e a determinação são factores essenciais para alcançar grandes conquistas, acrescentando que o pugilista honra a Bandeira Nacional e contribui para o reforço do prestígio de Moçambique no desporto africano e internacional.
O Presidente da República considera igualmente que o atleta constitui uma referência para a juventude moçambicana, por inspirar os jovens a acreditarem que é possível transformar sonhos em realidade através do empenho e da perseverança.
Na mensagem, Daniel Chapo renovou os parabéns ao pugilista e formulou votos de contínuos sucessos ao serviço do desporto nacional, incentivando-o a prosseguir na conquista de novos títulos que dignifiquem Moçambique.
O Ferroviário de Maputo venceu, hoje, a Associação Black Bulls por 4-3 na lotaria das grandes penalidades após o empate a uma bola no tempo regulamentar e conquistou a Supertaça Mário Coluna.
Primeiro jogo oficial da época futebolística 2025 no país. O Ferroviário de Maputo começa o ano tal como terminou a época passada, conquistando mais um troféu para as suas vitrinas.
Boa entrada da Black Bulls na partida, que nos primeiros minutos mostrou sinais de querer repetir o êxito de 2024, em que conquistou a prova. Os “touros” criaram várias situações de perigo, porém sem sucesso.
O Ferroviário de Maputo não se deixou abalar, respondendo com lances de contra-ataque. Numa jogada de entendimento, Danilo surge em boa posição e coloca a sua equipa em vantagem. Complicado para os “locomotivas”, que não mais tiveram espaço para reagir.
Na segunda parte, o Ferroviário voltou transfigurado, encontrando o adversário à sua área. Já com novas unidades nas duas equipas, o jogo ganhou outra intensidade.
Em mais um contra-ataque, Celso obrigou Nené a marcar na sua própria baliza, empatando, dessa forma, a partida. O jogo estava relançado e as duas equipas procuravam conquistar o primeiro troféu do ano.
O marcador não mais se alterou até após o apito final. O Ferroviário foi superior na lotaria das grandes penalidades, vencendo por 4-3. Tununo acabou sendo o herói ao marcar o penálti decisivo.
Mais de 11 mil pacientes foram diagnosticados com glaucoma no país em 2024, uma doença que causa cegueira irreversível. O Hospital Central de Maputo diz que a maioria dos casos analisados encontram-se em estágio avançado.
Chama-se glaucoma, uma das maiores causas de cegueira irreversível. Trata-se de uma doença grave que surge na sequência do aumento da pressão intraocular, cuja perda de visão é consequência da destruição das células ganglionares, uma estrutura que liga o olho ao cérebro e responsável pela condução das imagens da retina até ao cérebro.
De 70 anos de idade, Simão Francisco tem esta bengala como o único auxílio desde que perdeu parte da sua visão, em 2023. De lá a esta parte, tudo mudou em sua vida. “Não consigo ver. Quando tento ver, só vejo nuvens. Este ano o problema agravou-se, pois não consigo andar. Não tem sido fácil”.
Uma reviravolta teve também Alfeu Alfredo. “A minha situação começou a piorar, no dia em que me apercebi que os outros estavam a ver bem e eu não. É como se visse cacimba”, explicou o paciente que actualmente tem dificuldades em reconhecer as pessoas, e até mesmo os seus familiares.
“Chegou numa fase em que comecei a não reconhecer as pessoas que convivem ao meu redor. As pessoas cumprimentam-se e respondo mesmo só por vergonha de dizer que não reconheço. Tenho netos, alguns deles também não os reconheço”.
Devido à doença, Alfredo perdeu parte da sua visão, e por isso, abandonou o seu negócio.
“Eu sou comerciante, com o passar do tempo comecei a ter dificuldades na troca das moedas, no sentido de não conseguir diferenciar, por exemplo, dois meticais de cinco meticais”.
As autoridades sanitárias explicam que o glaucoma é também conhecido como uma doença silenciosa, cujos sinais muitas vezes são sentidos tardiamente, tal como revelou o paciente Silvestre Mathe.
“Não sei dizer desde quando tenho o glaucoma, mas foi-me diagnosticado em 2023 e já estava num estágio avançado. Eu vinha me queixando de um puxão das veias no rosto até na nuca. Os médicos dizem que a doença é irreversível”
Mas afinal, quais são as causas desta doença, que provoca cegueira irreversível?
“Existem vários factores de risco que podem levar o paciente a ter glaucoma, principalmente os que se apresentam com pressão ocular elevada, mas também a raça negra está mais predisposta ao glaucoma. Pacientes que têm familiares com esta doença também estão susceptíveis, com diabetes e pressão arterial e a miopia alta”.
De acordo com a médica Mariamo Abdala, a cirurgia de pacientes com a doença reduz a tensão dos olhos e retarda a cegueira.
“Para fazer o diagnóstico do glaucoma é muito difícil, mas podemos suspeitar que a pessoa tem glaucoma se nós medirmos a pressão alta dentro dos olhos. A cirurgia é a última fase, pois o tratamento é feito com gotas que o doente deve aplicar para a vida inteira” .
Com vista a tentar reduzir os casos de cegueira, o Hospital Central de Maputo, levou a cabo uma campanha de cirurgias massivas, no âmbito da semana Mundial do Glaucoma.
Trata-se de uma campanha que abrangeu pacientes que, por muito tempo, aguardavam por uma intervenção médica.
“A cirurgia dura cerca de 40 minutos e usamos uma técnica que nos permite fazer a drenagem do líquido que está a mais ao nível do olho”.
Só no ano passado foram diagnosticados no país, mais de 11 mil pacientes com glaucoma. A cidade de Maputo e as províncias de Nampula e Sofala tiveram mais casos.
“Por se tratar de uma doença silenciosa, quando dá sintomas é porque já está numa fase avançada. No rastreio nós detectamos o nível de pressão u«intraocular que o paciente tem e de alteração do nervo óptico, através da fundoscopia”.
Para prevenir-se do glaucoma e da cegueira, os profissionais da oftalmologia recomendam a quem tiver sintomas a fazer consulta de rotina, pelo menos uma vez por ano.
A Associação Black Bulls, campeã em título do Moçambola, e o Ferroviário de Maputo, vencedor da Taça de Moçambique, disputam nesta tarde, no Estádio Nacional do Zimpeto, a Supertaça Mário Coluna. A partida marca a abertura oficial da época futebolística 2025 no país.
As duas equipas, por sinal representantes do país nas Afrotaças, vão procurar arrancar a época conquistando este troféu.
A Black Bulls é o vencedor da edição passada da competição, em que derrotou o Ferroviário da Beira por duas bolas sem resposta.
A Primeira-Dama da República, Gueta Chapo, recebeu, esta sexta-feira, no seu gabinete de trabalho, o Comité da Mulher Trabalhadora da Organização dos Trabalhadores Moçambicanos-Central Sindical (OTM-CS), que se apresentou e discutiu questões relevantes para as mulheres no país.
O encontro concentrou-se nos desafios que as mulheres enfrentam, incluindo a discriminação, a violência e as dificuldades no acesso a direitos laborais. O Comité, que congrega 15 sindicatos e uma associação do sector informal, demonstrou empenho em trabalhar ao lado do Gabinete da Primeira-Dama para promover a igualdade e a dignidade das mulheres. Tratou-se de um encontro que também visou a saudação à Primeira-Dama, abordando a necessidade de união entre as mulheres de todos os sectores da sociedade.
No final do encontro, em declarações à imprensa, Clara Munguambe, em representação do Comité, destacou que “nós viemos aqui hoje ao Gabinete de Sua Excelência Primeira-Dama da República de Moçambique para a nossa saudação a ela. Como é óbvio, nós recebemos uma Primeira-Dama a 15 de Janeiro, e, para nós como estrutura de mulheres, faz parte da nossa agenda saudar e também nos apresentarmos”.
Clara Munguambe frisou a importância da união entre as mulheres, ressaltando que “aqueles que são os interesses, aqueles que são os objectivos das mulheres, sempre são comuns, não há objectivos específicos para uma mulher, e objectivos para outra mulher’’.
A representante do Comité enfatizou a necessidade de uma acção conjunta para enfrentar desafios significativos, como a ratificação da Convenção 183 sobre a Maternidade, que continua a ser uma prioridade para a OTM.
Segundo Munguambe, “estamos com um desafio em frente, que é a questão da Convenção 183 sobre a Maternidade. Para nós falarmos de uma convenção, todo o conjunto de mulheres precisa estar unido. E nós sentimos que, com esta apresentação que fizemos hoje à nossa mamã da nação, faremos uma luta conjunta para que ela (a Convenção) seja ratificada”.
No encontro, também se abordaram questões relacionadas à discriminação no trabalho, afirmando que as mulheres querem ser “reconhecidas e valorizadas”.
A representante sindical expressou preocupação com a persistência de práticas prejudiciais à mulher no mercado de trabalho, como o assédio. “Nós queremos que o assédio, para que a mulher consiga ter o emprego, seja eliminado de uma vez por todas”, disse, acrescentando que “não é justo que uma mulher, para poder trabalhar, tenha que passar por várias consequências negativas. Se ela é capaz, ela é formada, ela é uma mulher que quer ter o seu emprego, tem que ser justo perante a Lei do Trabalho”.
Clara Munguambe também falou sobre a importância de garantir que as leis trabalhistas sejam aplicadas de forma justa e eficaz para as mulheres. “Existem, sim, as leis, mas sempre há manobras que não favorecem a nós as mulheres. Nós queremos, de uma única voz, dizer: não à discriminação, não à violência”, afirmou, enfatizando que as mulheres precisam estar unidas para alcançar seus objectivos, tanto no âmbito laboral quanto social.
A luta pela igualdade de direitos e a valorização das mulheres foi um ponto central na conversa. “Nós viemos aqui nos apresentar e falarmos de aspectos específicos que tocam a vida das mulheres no país”, disse Munguambe.
A representante do Comité reiterou que a causa das mulheres deve ser única, e que todas as mulheres de Moçambique, independentemente de sua origem, devem trabalhar em prol de um país melhor e mais justo.
Munguambe também destacou a importância de educar as futuras gerações, enfatizando que as mulheres, especialmente as moçambicanas, devem conhecer o seu papel e lugar na sociedade. E ressaltou que as mulheres precisam se educar mutuamente e educar seus filhos para contribuir para um Moçambique melhor. Além disso, sublinhou que a luta pela igualdade e pelos direitos das mulheres deve ser contínua e contar com o apoio de todas as esferas da sociedade.
Por fim, Clara Munguambe expressou confiança de que as questões levantadas serão bem atendidas nas políticas públicas. “Apresentámos as nossas preocupações e temos a certeza que, de viva voz, vão ser muito bem atendidas dentro das agendas e dos programas que cá existem”.
O Presidente da República, Daniel Chapo, recebeu em audiência, nesta quinta-feira, o Fórum das Associações Moçambicanas de Pessoas com Deficiência (FAMOD), que passou em revista as prioridades das pessoas com deficiência, incluindo a implementação da lei sobre a deficiência e a necessidade de melhorar a orçamentação para esta área nos diversos sectores do Governo.
No fim do encontro, e falando à imprensa, adianta a nota de imprensa sobre o evento, o director executivo do FAMOD, Clodoaldo Castiano, voltou a abordar a necessidade de melhorar a orçamentação na área da deficiência nos diversos sectores.
“Sabemos que é difícil incrementar o orçamento neste momento, mas o que nós pedimos era que pelo menos fosse mais visível o orçamento para a área da deficiência nos diversos sectores, que não se olhasse a deficiência como a questão só de protecção social, mas que os diversos sectores do governo tivessem alguma medida registada para tomarem na área da deficiência, porque só assim é possível melhorar os serviços”, disse.
Uma das principais demandas apresentadas foi a criação de uma entidade específica para coordenar as questões da deficiência e assegurar o seguimento eficaz das acções na área. “Ficamos muito felizes por Sua Excelência o Presidente da República ter acomodado este nosso pedido, e esperamos que em breve possamos discutir esta e outras questões”, afirmou Castiano.
O FAMOD é uma organização da sociedade civil que trabalha para apoiar, coordenar e promover os direitos humanos e o bem-estar das pessoas com deficiência em Moçambique. Com mais de 30 organizações filiadas, a instituição está representada em todas as províncias e em alguns distritos do país.
A audiência também contou com a participação de representantes de associações filiadas, como Márcia Massango, assistente voluntária na Associação de Pessoas com Deficiência Visual (ACAMO).
“Trabalhar na ACAMO é uma coisa maravilhosa, estar ali a assistir as pessoas com deficiência é algo que para mim é muito gratificante. Eu aconselho a todos os jovens que não estejam a fazer algo para que vão até a ACAMO e procurem trabalhar nisso porque é uma área muito boa”, disse Márcia.
Márcia Massango também expressou a esperança de que o governo cumpra os compromissos assumidos durante o encontro. “Espero que o governo ajude a todas as associações, tanto de pessoas com deficiência, como aquelas que não são de pessoas com deficiência. Que tudo aquilo que viemos falando no dia de hoje ele cumpra, que tenhamos a instituição que pedimos, que as pessoas com deficiência façam parte de algumas decisões políticas do nosso país”, concluiu.
A ACAMO, organização da sociedade civil sem fins lucrativos e de solidariedade social, tem como missão criar, fomentar e apoiar actividades que visam a saúde física, psíquica e moral das pessoas com deficiência visual.
O encontro entre o Presidente Daniel Chapo e o FAMOD marca um passo significativo para o fortalecimento da inclusão e garantia dos direitos das pessoas com deficiência em Moçambique, com a expectativa de avanços concretos na execução das políticas e na melhoria dos serviços públicos destinados a este grupo vulnerável.
O Comandante-Geral da PRM diz que a polícia deve adoptar uma postura equilibrada para o controlo dos ânimos e recorrer ao diálogo para a dispersão dos manifestantes. Joaquim Sive dirigiu, esta sexta-feira, a cerimónia de patenteamento dos finalistas do 20º curso de Licenciatura em Ciências Políticas.
Joaquim Sive dirigia-se aos finalistas do vigésimo curso de licenciatura em ciências policiais no ACIPOL, e não evitou comentar sobre a relação entre polícia e cidadão no actual contexto dos protestos no país. Sive acompanha com preocupação os confrontos entre as partes e adverte a adopção de medidas equilibradas por parte dos agentes da lei e ordem.
Actualmente, o país é marcado por manifestações que em muitos casos resultam em violência e destruição de património público e privado. É crucial que ao lhe darem com essas situações, adoptem uma postura equilibrada, buscando sempre que possível a mediação e o diálogo”, disse o Comandante da PRM.
Para o dirigente, é também dever da policia desenvolver acções de educação pública na comunidade. “Perante conflitos, os agentes devem agir como facilitadores de diálogo, como ponte para os cidadãos encontrem consenso. Para tal, devem trabalhar estreitamente com o povo, desenvolver acções de educação pública e, neste contexto, revitalizar os conselhos de segurança comunitária.”
O chefe da polícia moçambicana chama atenção para o respeito à vida e aos direitos humanos. Aos novos inspectores e oficiais, o dirigente desafia-os a serem exemplos de integridades por onde forem afectados.
“Cada um de vós deve ser exemplo de integridade, respeito e empatia, pois combater a criminalidade e garantir a segurança pública é uma tarefa árdua, mas gratificante. Lembrem-se de que cada cidadão tem o direito de viver em um ambiente seguro e, por essa via, tende a responsabilidade que esse direito seja respeitado “, frisou Sive.
Feito o patenteamento dos oficiais e inspectores da Polícia, a cerimónia de encerramento está agendada para a próxima semana e será presidida pelo Presidente da República.
Mais de 400 crianças no leste da República Democrática do Congo (RDC) foram recrutadas por grupos armados, em Janeiro e Fevereiro deste ano, algumas com apenas 14 anos de idade, segundo anunciou hoje a Save the Children.
Os parceiros locais da Save the Children, que trabalham na proteção de crianças no Kivu do Norte e do Sul documentaram mais de 400 casos de crianças associadas a grupos armados entre Janeiro e Fevereiro de 2025, quando a violência aumentou na região oriental do país”, declarou a organização em comunicado.
Segundo as informações recolhidas pelos parceiros locais, algumas das crianças terão sido recrutadas nas suas comunidades e levadas para o mato para serem treinadas a manusear armas contra a sua vontade ou, no caso das meninas, muitas vezes vítimas de violência sexual.
O recrutamento, utilização e rapto de crianças em conflitos armados é uma grave violação do direito humanitário internacional e pode constituir um crime de guerra, lembra a Save the Children.
“As crianças são frequentemente alvo de recrutamento porque são baratas, mais fáceis de controlar e manipular e porque esperam que os adultos as protejam”, lamentou.
A Organização Não-Governamental (ONG) frisou também que tem programas que apoiam crianças que foram resgatadas de grupos armados e que em 2024 prestou assistência a pelo menos 220 crianças libertadas “de grupos armados em Ituri, Kivu do Norte e Kivu do Sul”.
“Estas crianças [libertadas] recebem apoio psicossocial e económico para as ajudar a reintegrarem-se nas suas comunidades”, contextualizou.
Segundo a ONG, dependendo da idade, algumas crianças podem regressar à escola, enquanto outras podem receber formação profissional “em competências práticas como alfaiataria, carpintaria ou mecânica”.
Para a ONG, nos últimos anos, a RDC, país vizinho de Angola, fez progressos na abordagem da questão do recrutamento de crianças, incluindo a adoção de um plano de ação em 2012 e a criação de um grupo de trabalho técnico conjunto para coordenar a sua aplicação. No entanto, “há ainda muito trabalho a fazer para garantir a proteção das crianças contra todas as formas de violência”, indicou.
As chuvas intensas que caíram nos últimos três na cidade da Beira inundaram casas e cortaram a ligação rodoviária em três bairros suburbanos. O nível das está acima de um metro de altura há alunos que não vão à escola desde o início desta semana.
O Jornal “O País” esteve, nesta sexta-feira, nos bairros suburbanos de Ndunda 1 e 2 e Nharrime. Este foi o cenário registado pela nossa Camara. São inundações resultantes da passagem da tempestade tropical Jude, que trouxe intensas chuvas, que inundaram os bairros.
A inexistência de valas de drenagem a altura do elevado nível de precipitação das águas, contribuíram para dezenas de casas estarem neste momento alagadas.
“Está cheio de água. Não temos como aqui, em casa e fora, a água está na altura da cintura. Sempre que chove é isso que acontece. Pedimos a este nosso presidente, Albano Cariz, para nos ajudar, porque a situação não está fácil”, disse Paula Gabriel, residente de Ndunda 1.
Flora Tomé, residente no mesmo bairro, reclama que as crianças não têm como ir à escola. “Criança de 6 anos sair para atravessar toda essa água para escola, como mãe como é que eu fico. Meus filhos não vão à escola desde segunda-feira. Eu só saí porque sou mãe e tenho que procurar algo para os meus filhos comerem. Nosso pedido é só socorro, queremos as drenagens, já foram feitas, mas não estão a facilitar em nada”.
Há quatro dias que a estrada que garante a ligação entre o bairro Ndunda 1 e 2 com o resto da cidade apresenta vários cortes, condicionado a circulação de pessoas e bens.
“Quando começou a chover, a água começou a cortar esta estrada e está muito difícil de transitar. Há muitos cortes nestas estradas”, afirmou Lucas Domingos, residente em Nharrime.
Não chove na Beira há quase 24 horas, mas, apesar disso, as casas, os seus quintais e as estradas continuam alagadas. Este cenário poderá mudar nos próximos tempos, pois os bairros ora inundados serão abrangidos pela segunda fase de construção de valas de drenagem na Beira que culminará com mais uma bacia de retenção.
O presidente Portugues, Marcelo Rebelo de Sousa, marcou eleições legislativas para 18 de Maio e pediu um debate “digno e esclarecedor”. Será a terceira vez que os portugueses elegem novo parlamento em três anos.
Portugal vai a eleições legislativas, no dia 18 de Maio, para contornar uma crise política “inesperada”, que surgiu depois do Primeiro-Ministro ser acusado pela oposição de usar o cargo para beneficiar uma empresa de consultoria, fundada por ele e, agora, administrada pelos filhos.
Depois de dissolver o parlamento, que recusou um voto de confiança a Luís Montenegro, Marcelo Rebelo de Sousa disse que não há meio caminho, se não a marcação de eleições antecipadas, que terão lugar em dois meses.
Rebelo de Sousa pediu que nos próximos dois meses se faça um “debate eleitoral frontal, claro e esclarecedor, mas sereno, digno, elevado, tolerante, respeitador da diferença e do pluralismo”, que “fortaleça e não enfraqueça a democracia”.
Os portugueses vão às urnas pela terceira vez em pouco mais de três anos, devido a situações de instabilidade política do país.

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