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As comunidades reassentadas devido à exploração mineira acusam a empresa Dinsheng de incumprir as promessas feitas aquando da sua instalação, exigindo a conclusão do processo de reassentamento e o regresso às suas terras de origem.

Segundo os residentes, a empresa comprometeu-se a criar postos de trabalho, construir infra-estruturas sociais, como escolas e estradas, e melhorar as condições de vida das populações. Contudo, afirmam que nenhuma destas promessas foi concretizada.

Os moradores denunciam ainda as precárias condições das habitações construídas para o reassentamento, alegando que as casas apresentam graves problemas estruturais e não oferecem protecção durante a época chuvosa.

Além das dificuldades habitacionais, as comunidades queixam-se da perda das suas machambas e dos meios de subsistência, situação que, segundo afirmam, agravou as condições de vida de centenas de famílias. Entre as principais preocupações destacam-se a falta de alimentos, o desemprego e as dificuldades enfrentadas por idosos e crianças.

Em resposta às reivindicações, o administrador distrital explicou que o Governo está a trabalhar em conjunto com a empresa Dinsheng e com os representantes das comunidades para concluir o processo de reassentamento e de compensações.

Segundo a mesma fonte, parte das indemnizações acordadas já foi paga, embora persistam divergências que continuam a atrasar a conclusão do processo. O dirigente revelou que decorrem negociações entre o Governo e a empresa para responder às exigências da população e garantir a defesa dos seus interesses.

Por seu turno, o Governador da Província de Zambézia defendeu que a exploração dos recursos minerais não deve prejudicar as populações afectadas, sublinhando que estas têm direito a uma compensação justa pelas terras e árvores de que foram privadas para dar lugar à actividade mineira.

O governante explicou que, após analisar o contrato mineiro celebrado entre o Estado e a empresa, constatou que a Dinsheng está obrigada a investir cerca de 15 milhões de dólares norte-americanos, ao longo de dez anos, em projectos de desenvolvimento comunitário.

Face ao incumprimento desta cláusula, o Governo provincial afirma ter trabalhado com a empresa na definição de um plano de desenvolvimento destinado a promover a criação de emprego, reforçar os meios de subsistência das comunidades e financiar projectos de capacitação local.

Segundo o Governador, apesar de alguns constrangimentos registados durante o processo, as iniciativas deverão arrancar brevemente, uma vez que a empresa manifestou disponibilidade para cumprir os compromissos assumidos.

As autoridades acreditam que a implementação destes projectos poderá contribuir para reduzir o clima de tensão que se verifica entre a empresa mineira e as comunidades afectadas pelo reassentamento.

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Fabuloso. Impecável. Espectacular. Assim foi a prestação do piloto moçambicano Rodrigo Dias Almeida  na abertura da temporada 2025 da  Porsche Carrera Cup Asia. No circuito internacional de Xangai, na China,  Rodrigo Almeida conseguiu um lugar de pódio (segundo lugar) na segunda corrida da competição que envolve os mais talentosos pilotos do planeta.

Em acção, representando a “Team Jebsen”,  Almeida ficou na segunda posição atrás de Dylan Pereira, piloto do Luxemburgo que representa a Team Shangai Yonda BWT.  

Seguiu-se, em terceiro lugar, Brock Gilchrist da Nova Zelândia que compete pela “Team Porshe New Zeland”.

Na primeira corrida, realizada no dia 22 de Março, Rodrigo Almeida conseguiu arrecadar 12 pontos.

Em função das duas corridas realizadas fim-de-semana,  Rodrigo Almeida ocupa o terceiro lugar com um total de 32 pontos, sendo que Dylan Pereira lidera com 42.

Brock Gilchrist aparece na segunda posição com 37 pontos. A Porsche Carrera Cup Asia retorna à acção  no mês que vem, visitando um circuito totalmente novo para a série no Mobility Resort Motegi de 18 a 20 de Abril. Depois, será a vez de Sepang, na Malásia, testemunhar as fortes emoções deste evento entre os dias 6, 7 e 8 de Junho.

A ronda 8 e 9 realizar-se-á no dia 5 de Julho, em Bangsaen, na Tailândia. Nos dias 23, 24 e 25 de Agosto, Mandalika, na Indonésia, irá testemunhar as grandes emoções do prestigiado certame.

A prova fecha entre os dias 4 e 5 de Outubro, em Marina Bay, Singapura, com a realização das rondas 13 e 14.

A Porsche Carrera Cup Asia deu início à nova campanha de apoio do Grande Prémio  da China pelo segundo ano consecutivo em Xangai neste fim de semana, sendo que 24 pilotos competiram em quatro classes diferentes.

Com enorme talento, o piloto moçambicano já conquistou dois pódios no Campeonato Português de GT em 2021 ao comando de um Porsche 911 .

O Governo norte-americano, liderado por Donald Trump, pediu, hoje, ao Supremo Tribunal, que suspendesse a decisão que determina a readmissão de milhares de funcionários federais, dispensados em despedimentos em massa, com o objetivo de reduzir drasticamente a despesa. O recurso de emergência defende que o juiz não pode obrigar o poder executivo a recontratar mais de 16 mil funcionários em período probatório.

O juiz da Califórnia concluiu que as demissões não seguiram a lei federal, e ordenou que as ofertas de reintegração fossem enviadas enquanto o processo se desenrola.

O apelo pede ainda que a mais alta instância judicial nos Estados Unidos, de maioria conservadora, controle o número crescente de juízes federais que têm vindo a atrasar a agenda abrangente do presidente Donald Trump.

“Só este Tribunal pode pôr fim à usurpação de poder entre os ramos”, pode ler-se no recurso, citado pela agência Associated Press (AP).

O sistema judicial federal do país tornou-se o ponto zero da resistência a Trump, com o Congresso liderado pelos republicanos a apoiar ou amplamente silenciado. Os juízes decidiram contra a administração Trump mais de três dezenas de vezes, depois de terem encontrado violações da lei federal.

As decisões abrangem desde mudanças na cidadania por direito de nascença até despesas federais e direitos transgénero.

O juiz distrital dos EUA, William Alsup, em São Francisco, decidiu que os despedimentos foram indevidamente orientados pelo Gabinete de Gestão de Pessoal e pelo seu diretor interino.

A decisão do juiz surgiu após uma ação judicial interposta por uma coligação de sindicatos e organizações sem fins lucrativos que argumentaram que seriam afetados pela redução de mão-de-obra.

Alsup, que foi nomeado pelo presidente democrata Bill Clinton, expressou frustração com o que chamou de tentativa do governo de contornar as leis e regulamentos, despedindo trabalhadores em período probatório com menos proteções legais.

O advogado Norm Eisen, um dos advogados que representa os queixosos, prometeu defender a decisão do juiz. “A nossa coligação continua empenhada em garantir que a justiça prevaleça para todos os trabalhadores em período probatório afetados”.

O governo federal, por outro lado, disse que a ordem abrangente que exige que os funcionários sejam recontratados vai além da autoridade legal do juiz.

O Presidente da República, Daniel Chapo, endereçou condolências às famílias das vítimas do acidente, que resultou na morte de 20 pessoas e deixou outras seis feridas, ocorrido na tarde de segunda-feira, em Gondola. Chapo desejou ainda rápidas melhoras aos feridos. 

Através de um comunicado, o Chefe do Estado lamentou o acidente que ceifou 20 vidas humanas e deixou seis pessoas feridas. Daniel Chapo disse que é “com profunda dor e consternação”, que recebeu a notícia do trágico acidente de viação, no posto administrativo de Cafumpe, distrito de Gondola, província de Manica. 

“O Chefe do Estado endereça, em seu nome, do Governo e em nome do povo moçambicano, as mais sentidas condolências às famílias enlutadas, e deseja igualmente rápidas melhoras aos cidadãos feridos neste incidente”, lê-se no comunicado do Presidente da República. 

Chapo apela a todos os automobilistas e demais utentes das vias públicas “a observarem com rigor as normas de segurança rodoviária de modo a preservar a vida humana, um bem precioso e insubstituível”, disse o presidente, acrescentando que é de todos a responsabilidade de preservar a vida, através de uma condução prudente, responsável e respeitadora das regras de trânsito.

A selecção nacional defronta a Argélia esta terça-feira, a partir das 23 horas de Moçambique, em partida da sexta jornada da fase de qualificação ao Mundial-2026. É o arranque da segunda volta da competição, com os Mambas à busca de um resultado que garanta a liderança isolada e, consequentemente, o consolidar de um sonho do Mundial, que Chiquinho Conde incute nos jogadores e em todos moçambicanos.

Naquele que será o quinto jogo entre as duas selecções na história, os Mambas procuram, diante da Argélia, a segunda vitória, depois de ter vencido no longínquo ano 1996, num amigável de preparação para o CAN do mesmo ano, que teve lugar na África do Sul.

É um jogo de extrema importância para os dois conjuntos, sabendo que uma vitória, para além de significar liderança isolada, é um passo gigantesco na luta pelo apuramento à fase final do Campeonato do Mundo.

Na primeira volta desta fase de qualificação, em Maputo, a Argélia venceu por duas bolas sem resposta e desta vez os Mambas querem dar o troco, também vencendo em terreno alheio.

Foi, do resto, a única derrota sofrida pelos Mambas nesta caminhada, onde despontam selecções derrotadas pelo combinado nacional, nomeadamente Somália, Guiné Conacri, Botswana e Uganda, esta última derrotada no último jogo.

Os Mambas defrontaram Argélia pela primeira vez em 1986, num amigável que serviu de preparação para o CAN do mesmo ano, no Egipto, e foram goleados por 4-1, antes de vencerem o único jogo diante do argelinos, em 1996.

Os dois últimos jogos entre ambos foram vencidos pela Argélia, nomeadamente por 0-1 nos quartos-de-final da fase final do CHAN-2023, e depois em Novembro de 2023, em Maputo, por 0-2, na segunda jornada desta fase de qualificação ao Mundial.

Mas os bons resultados, os últimos, principalmente, em que venceram a Guiné, em Conacri, por uma bola sem resposta, a Somália, em casa, por 2-1, e recentemente a Uganda, em espaço neutro, por 3-1, juntando-se à qualificação para o CAN desta ano no Marrocos, dão confiança nos jogadores que é possível continuar a trilhar bons resultados fora de portas.

Mas há mais factores que podem ajudar os Mambas neste jogo: é que a selecção nacional chegou mais cedo a Argel em relação a Argélia, para preparar o embate desta terça-feira. Os Mambas chegaram no sábado, depois do jogo da quinta-feira, enquanto a Argélia só aterrou no domingo, ido do Botswana.

Mambas descartam reconhecimento do campo

O combinado nacional está em Argel desde sábado e já efectuou três unidades de treinos com todos jogadores disponíveis para o embate diante da Argélia. Esta segunda-feira devia ter realizado o treino de adaptação ao Estádio Hocine Ait Ahmed, em Tizi Ouzou, mas devido à distância entre as cidades optou por declinar esse reconhecimento.

Assim, a selecção vai viajar na manhã desta terça-feira de Argel para Tizi, numa distância de pouco mais de 120 quilómetros, onde deverá almoçar, descansar e esperar pela hora do jogo, num hotel próximo ao estádio.

Ou seja, os Mambas vão às cegas para o estádio que vai acolher o jogo, não conhecendo o palco, tal como aconteceu no Egipto, em que não chegou a treinar no Estádio Internacional do Cairo, palco que recebeu Uganda.

Em equipa que ganha não se mexe

Para o jogo desta terça-feira, o seleccionador nacional poderá entrar com a mesma equipa inicial que defrontou Uganda, podendo, possivelmente, fazer uma ou duas alterações, em função do adversário.

Claro está que no sector defensivo não haverá alteração, com Ernan a ser o confiado para a defender as redes nacionais, atrás do quarteto defensivo composto por Infren, Chamboco, Reinildo e Bruno Langa. No intermediário podem haver dúvidas em relação à dupla de pivôs, onde Alfonso Amade pode jogar ao lado de Nené, relegando Guima ou Pepo para o banco, tal como Gildo Vilankulo, que pode ficar no banco e para o seu lugar ser chamado Witi ou Clésio para a ala esquerda.

Geny Catamo e Stanley Ratifo vão continuar a merecer a confiança do seleccionador nacional.

O seleccionador nacional está confiante que os Mambas vão fazer uma excelente partida de futebol e que é possível sair da Argélia com um resultado positivo. Chiquinho Conde diz que a preparação para o embate desta terça-feira decorreu da melhor forma e que os jogadores aplicaram-se ao seu máximo nível.

Ainda assim, Conde reconhece a grandeza da Argélia. “Sabemos perfeitamente das dificuldades que nós iremos encontrar, porque a Argélia é uma grande selecção, é a selecção candidata ao primeiro lugar deste grupo, desde o início eu disse isso, mas a qualificação só termina no fim e hoje, felizmente, as camisolas não ganham jogos, é preciso que esta superioridade da Argélia seja transparecida dentro das quatro linhas”, disse o seleccionador nacional.

Apesar da grandeza do adversário, Chiquinho Conde diz que é preciso saber aproveitar os pontos fracos para alcançar um bom resultado. “Todas as equipas têm sempre partes fortes e as partes fracas, nós vamos analisar com muito cuidado para que possamos também ferir esta selecção”, frisou, realçando que todos jogadores estão aptos para o jogo. 

Para Chiquinho Conde o embate desta terça-feira não deve condicionar a forma como a selecção tem se apresentado nos jogos, até porque “é um jogo, somente um jogo” que não dita a qualificação. “Temos ainda um longo percurso a correr, mas sem sombra de dúvida que este é um dos mais importantes momentos das nossas carreiras”, destacou, fazendo antevisão ao jogo.

O seleccionador nacional diz ainda que o combinado nacional deve aproveitar o embate diante da Argélia para demonstrar as suas valências, até porque “queremos continuar com o sonho de conseguirmos essa vantagem no grupo para podermos dar uma alegria ao nosso povo”. 

Não é a primeira vez que os Mambas vão defrontar Argélia e Chiquinho Conde revela ter algum conhecimento do adversário, que o vê como “uma selecção fortíssima, com belíssimos jogadores, muito experientes, são muito mais pressionantes”, assegurando que a selecção vai trabalhar com tranquilidade para poder fazer um bom jogo, “e depois no fim vamos ver quem é que ganha e o resultado que nós pretendemos é pontuar, para que continuemos a sonhar com o nosso principal objectivo”. 

Reconhecendo essa grandeza da Argélia, Conde diz que há que ter muitas cautelas, até porque “caldos e galinhas não fazem mal a ninguém”, revelando que a selecção vai jogar num bloco inicialmente médio, para depois ver o que o jogo irá ditar. 

CLÉSIO BAÚQUE – Jogador dos Mambas

Hoje é o último dia de treino, o grupo está confiante, não será um jogo fácil, será um jogo difícil, mas a gente está aqui para fazer o nosso futebol e sair daqui com os três pontos. Hoje em dia não são as camisolas que jogam, mas sim, lá dentro do campo vamos jogar porque são 11 contra 11. No futebol já não existe a selecção grande, somos todos iguais, somos homens, eles também são homens. E vamos dentro do campo demonstrar o nosso futebol e jogar de pé para pé. Como eu tenho dito, o ambiente é sempre positivo, é um grupo alegre, confiante. Quando temos que trabalhar, trabalhamos. Quando temos que brincar, brincamos. Vamos levar a brincadeira com seriedade para dentro do campo amanhã. Esta é uma selecção forte, eles são fortes, mas hoje em dia não é o nome que joga, mas sim, são os homens, e vamos para lá para jogar de igual para igual. Não vamos defender, não vamos baixar as linhas, se for para pressionar, vamos pressionar, se for para baixar, vamos baixar, se for para gerir, vamos gerir, se for para sair para cima deles, a gente vai para cima deles.

EDUARDO NAMBURETE – Embaixador de Moçambique na Argélia

A expectativa é bastante grande e muito positiva. Por aquilo que temos visto o espírito dos jogadores está muito alto, e todos eles demonstram caras bastante alegres, muito relaxados, e é este espírito que eles devem levar para o campo. Estamos aqui para mais uma vez continuarmos a dar o nosso conforto, a nossa presença aqui é a presença dos moçambicanos que vem apoiar a nossa selecção e mostrarmos que estamos com eles, como prometemos desde o começo, que estaremos com a selecção desde a sua chegada até a sua partida. Os moçambicanos que estão aqui virão de várias províncias, estão espalhadas, mas alguns vão vir de distâncias de 600 km ou um pouco mais, mas todos eles estão bastante motivados a fazer estas distâncias para ir assistir o jogo, e temos também a comunidade dos africanos da região da SADC, que agora também manifestaram interesse em se juntar à comitiva moçambicana para apoiar os Mambas, e a expectativa é que de facto tenhamos um número elevado de moçambicanos e outros africanos de fora da Argélia a apoiar a selecção nacional. Neste momento estamos a trabalhar no sentido de mobilizar estes jovens, garantindo-lhes o transporte. São estudantes, alguns deles não têm recursos próprios para poderem ter acesso ao estádio, então nós como representação de Moçambique aqui vamos dar o apoio que for necessário para eles poderem estar conosco durante o dia de amanhã. Os nossos amigos argelinos obviamente puxam para o seu lado, mas alguns reconhecem que de facto vai ser um jogo bastante renhido, que eles reconhecem a qualidade do futebol praticado por Moçambique, já viram noutras paragens por onde Moçambique passou e os resultados que conseguiu, e neste momento Moçambique também está numa posição cimeira a estas alturas, portanto não vai ser um jogo fácil, mas para nós sempre dizemos que o jogo de futebol é mais um momento de amizade, de solidariedade

PAÍTO MUCUANE – Vice-presidente da FMF para selecções

É sabido que a selecção nacional vai realizar o jogo amanhã, sendo distante daqui onde nós estamos, temos cerca de cento e tal quilómetros até o local do jogo, e aquilo que a equipa técnica apresentou como proposta é que nós amanhã, depois do pequeno almoço, vamos seguir a viagem para ficar num hotel perto do local do jogo, e que vai permitir que os jogadores possam descansar, almoçar, depois descansar até a hora do jogo, e esse é o programa que o mister apresentou, e nós hoje vamos ter uma equipa que vai avançar já para o local, de modo que possa preparar toda a logística para que os jogadores, amanhã, quando chegarem ao local do jogo, nesse caso vai estar perto do estádio, esteja tudo já resolvido. E aproveitar essa oportunidade também para agradecer a presença aqui do nosso embaixador, que tem sido fundamental naquilo que é a nossa organização, tem nos ajudado bastante, e isso nos deixa de facto bastante orgulhosos e felizes, e saber que nós não estamos sozinhos. Estamos fora de Moçambique, mas temos pessoas do governo que estão aqui conosco, o nosso Secretário Permanente também está, veio exatamente para assistir este jogo, trazer aquele que é o calor do povo moçambicano, para que na terça-feira de facto possamos ter um bom resultado, que passa por pontuar aqui e vamos continuar a acreditar naquilo que é o sonho de todos os moçambicanos, que é participar no Campeonato do Mundo. Nós já estamos a entrar em contacto com a Federação Argelina, já solicitamos esses bilhetes, a Federação da Argelina tem sido flexível nesse tipo de situação, já acreditamos que vai poder nos ajudar para que estes moçambicanos possam ser o 12º jogador para poder apoiar a selecção nacional.

JÚLIO MENDES – Secretário Permanente do MJD

É um momento importante para nós como moçambicanos e estamos aqui para dar a nossa força para que eles continuem a fazer esta caminhada muito triunfal que está a acontecer. Estamos convictos que eles irão dar tudo para que tenham um bom resultado, e nós todos como moçambicanos estamos com esta esperança de que eles façam um bom trabalho. O povo moçambicano está com eles todos, o povo moçambicano está com a nossa selecção. É esta mensagem que o nosso Governo quer transmitir e é essa a razão da nossa presença aqui, para que eles sintam-se confortados, que estão todos com eles, e nós também estamos a torcer para que as condições de trabalho, tudo aquilo que essa selecção precisa, esteja em condições para que nós possamos continuar a caminhar como tem estado até agora. 

O advogado apontado por um dos antigos administradores da insolvência da Cimentos da Beira, como a pessoa que teria ficado na posse de mais de sete milhões de meticais, que seriam para pagar salários, assume que recebeu parte do valor e que o mesmo destinava-se a pagar honorários. 

Há cerca de um mês, o terceiro administrador da Cimentos da Beira, indicado pelo Tribunal da província de Sofala,  foi detido indiciado de ter desviado mais de sete milhões de meticais proveniente da venda de cimentos e que eram destinados ao pagamento de salários dos meses de Janeiro e Fevereiro

O administrador disse aos órgão de justiça que entregara o valor a um indivíduo idóneo para guardá-lo, que, depois, veio a saber-se que se trata do advogado Ivan Ponta-Vida. Ouvido em providência cautelar, disse que recebeu, sim, cerca de quatro milhões de meticais por prestação de serviço que não especificou.  

O antigo administrador que tinha sido detido, indiciado também de exercer funções ilegais e uso de documentos falsos, já foi solto.

Os cerca de 100 trabalhadores da Cimentos da Beira voltaram a amotinar-se nas instalações do Tribunal para lembrar ao órgão que o processo de insolvência tinha noventa dias e que expiraram em meados de Janeiro passado.

Lembre-se que a insolvência especial da Cimentos da Beira foi decretada em Outubro do ano passado, e que tinha um prazo de três meses, mas cinco meses depois continua sem desfecho.  

Vinte pessoas morreram num acidente de viação no distrito de Gondola, província de Manica. O sinistro, que também provocou seis feridos, entre ligeiros e graves, ocorreu quando um transporte semi-colectivo de passageiros embateu contra um camião que seguia no seu sentido contrário.

O mini-bus seguia de Chimoio a Gondola, com 25 passageiros contra a sua lotação normal de 15 ocupantes. Chegado à zona de Cafumpe, sofreu corte de prioridade feito por uma motorizada e na tentativa de esquivar, embateu-se com o camião. No local, 19 pessoas morreram, segundo confirmou a Polícia.

“Deste acidente de viação do tipo choque entre carros, tivemos como registo preliminar de 19 óbitos, cinco feridos graves, dois ligeiros e dois danos materiais avultados”, avançou Mouzinho Manasse, responsável do Departamento das Relações Públicas no Comando Provincial da PRM em Manica.

A outra vítima veio a perder a vida no Hospital Provincial de Chimoio, totalizando 20 mortos. O Porta-voz da PRM avança as possíveis causas do acidente. “Aqui houve excesso de velocidade e trânsito fora da mão”, disse Manasse.

A governadora de Manica, Francisca Tomás, esteve no local do acidente e apelou para a necessidade de observância das normas elementares de condução.

A Comunidade Mahometana manifestou o seu apreço pelo encontro realizado, domingo, entre o Presidente da República, Daniel Chapo, e Venâncio Mondlane.

“Consideramos que este diálogo representa um avanço significativo para o fortalecimento da unidade, inclusão e progresso de Moçambique. A construção de pontes entre diferentes sectores da sociedade é essencial para a promoção da harmonia, da justiça e do bem-estar colectivo”.

Segundo a Comunidade Mahometana, como parte da diversidade cultural e religiosa do país, reconhece o encontro como um reflexo do compromisso com a paz e o desenvolvimento equitativo. O respeito mútuo e a busca pelo entendimento são valores fundamentais para uma sociedade mais justa e próspera.

“Reafirmamos, assim, o nosso apoio a todas as iniciativas que promovam a unidade nacional, o respeito pela diversidade e o crescimento sustentável. Que este momento sirva de inspiração para futuras acções que contribuam para um Moçambique mais unido e harmonioso”, considera a Comunidade Mahometana, num documento assinado pelo seu presidente, Salim Omar.

Um grito de revolta poético e empenhado para construir pontes entre culturas e acabar com os medos instrumentalizados que impedem o mundo de dar a volta. É esse o mote do espectáculo que, segundo uma nota de imprensa, resulta da colaboração entre Mia Couto e a companhia multicultural Théâtre Spirale, dirigida por Patrick Mohr. 

“Murar o medo” ou “Murer la peur”, na forma como está a rodar em França e na Suíça, neste mês, aborda a questão dos medos que inibem os seres humanos, mas que fazem o negócio daqueles que têm interesse em mantê-los vivos. 

O medo do desconhecido, o medo dos outros, o medo de perder o emprego ou de não o encontrar, adianta a nota de imprensa, todos estes medos são como muros construídos no nosso caminho. Mas, e se os fechássemos e avançássemos juntos?

“Há, na obra, citações de palavras poderosas de Mandela, Gandhi, Sankara e outros, bem como a música do estilo jazz, o slam e melodias africanas. Murer la peur é um verdadeiro manifesto optimista, cheio de vitalidade e humor, que denuncia os fracassos do nosso mundo e imagina alternativas poéticas e dissidentes”, adianta a nota de imprensa.

Combinando teatro, música e dança, o espectáculo reúne oito actrizes e cinco músicos de uma vasta gama de origens culturais, maioritariamente do Senegal. 

O elenco é enriquecido pela participação de artistas suíços, franceses, italianos, cubanos, burquinenses, sul-africanos e malineses. 

Desde a sua criação, o Théâtre Spirale estabeleceu vínculos valiosos e duradouros com artistas de todas as esferas da vida, especialmente da África. Esta nova criação é uma oportunidade de fortalecer esses laços unindo forças.

Entre actrizes, músicos e dançarinos estão Ami Badji, Mame Diarra, Cathy Sarr, Aissatou Syla, Maimouna Doumbia e Amanda Cepero. E ainda a participação de Khalifa Mbaye, Papis Diabaté, Adama Diop, Fallou Diop, na composição e música. A coreografia é montada por Diwele Lubi e Aïssatou Syla.

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