O País – A verdade como notícia


ÚLTIMAS

Destaques

NOTÍCIAS

Um automobilista morreu carbonizado na madrugada deste sábado, na sequência de uma colisão entre uma viatura ligeira e um camião, na Estrada Nacional Número Um (EN1), no Distrito Municipal da Katembe, Cidade de Maputo. O acidente provocou ainda dois feridos.

O sinistro ocorreu nas primeiras horas da manhã e destruiu completamente a viatura ligeira, que se incendiou após o embate, impossibilitando o condutor de escapar às chamas.

No camião seguiam duas pessoas. Uma sofreu ferimentos graves e a outra contraiu ferimentos ligeiros. Ambas foram socorridas e transportadas para uma unidade hospitalar, onde recebem assistência médica.

O proprietário do camião afirmou que, de acordo com as informações que lhe foram transmitidas, o veículo seguia normalmente no seu percurso quando ocorreu a colisão.

As circunstâncias em que o acidente se deu continuam por esclarecer. Contudo, a Polícia de Trânsito admite, como hipótese preliminar, que o sinistro tenha resultado de uma alegada circulação em contramão por parte do condutor da viatura ligeira. As investigações prosseguem para o apuramento das causas do acidente.

Até ao fecho desta edição, as viaturas sinistradas permaneciam no local do embate, enquanto decorriam os trabalhos das autoridades competentes.

Vídeos

NOTÍCIAS

O Presidente do Senegal, Bassirou Diomaye Faye, garantiu ter feito “tudo” para trazer de volta à CEDEAO o Mali, Burkina Faso e Níger, considerando contudo que estes países são “livres de fazer as suas próprias escolhas”, segundo escreveu o Notícias ao Minuto.

“Pedi que as pessoas se sentassem à volta de uma mesa e conversassem para preservar as hipóteses de manter uma organização sub-regional forte”, referiu Faye, durante uma entrevista de quatro horas em wolof (língua local), esta sexta-feira, citada pela AFP.

Faye afirmou ainda sentir que ao fazer isso tinha cumprido o seu dever, sublinhando, contudo, que “estes países, como outros, são soberanos, são livres de fazer as suas próprias escolhas e são eles que decidem o que querem fazer e para onde querem ir”.

“Tudo o que devemos é respeitar a sua vontade, sabendo que fizemos tudo o que estava ao nosso alcance para os reintegrar”, acrescentou.

Em Janeiro, os três países do Sahel abandonaram a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), que consideraram ser subserviente a França, e fundaram a Aliança dos Estados do Sahel (AES).

No início de Julho do ano de 2024, o Presidente Faye foi nomeado pela CEDEAO como mediador para estes três Estados liderados por militares.

Na entrevista, Faye sublinhou que o Mali, tal como o Burkina Faso e o Níger “continuam a ser parceiros privilegiados de longa data”.

Questionado sobre as novas relações entre o Senegal e a França, Faye afirmou que este país “continua a ser um parceiro importante para o Senegal a todos os níveis”.

No entanto, acrescentou, “por vezes, num determinado momento da sua história, um país decide reorientar a sua trajetória. Foi o que aconteceu com a presença militar francesa no país”.

Em Novembro do ano passado, Faye anunciou o fim de toda a presença militar francesa a estrangeira em solo nacional, até ao final de 2025.

As obras de reposição da Estrada Nacional Número Um em Anchilo, Nampula, estão a noventa por cento de execução e prevê-se que em duas semanas a via seja aberta à circulação de viaturas. A garantia foi dada pelo ministro dos Transportes e Logística, que revelou estar em curso a aquisição de pontes metálicas para futuras situações.

Já passam mais de três semanas que a Estrada Nacional Número Um, no Posto de Controlo de Anchilo, província de Nampula, está cortada, na sequência do ciclone Jude.

Devido a esta situação, a ligação entre as províncias de Nampula, Niassa e Cabo Delgado pela EN1 está condicionada. 

No terreno, os trabalhos já estão em curso há quase um mês e o ministro dos Transportes e Logística explica as razões para tanta demora da reposição daquele troço da EN1. 

“A única secção que nós tínhamos problemas para fazer a intervenção tinha a ver com o nível das águas. Era preciso deixar a água baixar para poder avaliar o nível de intervenção que podia ser feita. Já começamos a trabalhar e estamos a fazer todo o esforço com o empreiteiro, para ver se nas próximas duas semanas conseguimos repor a via. Portanto, é um trabalho contínuo, e esperamos que a chuva não continue a cair”, assegurou o ministro dos Transportes e Logística, João Matlombe.  

Enquanto isso, João Matlombe diz que há um esforço que está a ser feito para que as províncias de Niassa e Cabo Delgado não se ressintam da falta de produtos básicos.  “Neste momento, o acesso à Niassa e Cabo Delgado através da EN1 é bastante condicionado e estamos cientes disso. É por isso que uma parte dos serviços está a ser feito via cabotagem que é para assegurar que, pelo menos, não haja falta de combustível na província de Cabo Delgado e, também, que os produtos de primeira necessidade estejam disponíveis naquele ponto do país”, referiu João Matlombe. 

O governante revelou ao “O País” que está em curso o processo de aquisição de pontes metálicas para intervenções de emergência em situações de cortes de estradas. 

“Nós estamos num processo de aquisição de pontes metálicas, que é para permitir intervenções sempre nos períodos chuvosos. Como deve imaginar, nós tivemos este ano três ciclones, o que demonstra a nossa vulnerabilidade aos eventos climáticos. O que temos que fazer, uma vez que são infraestruturas algumas já com alguns anos e não nada com a qualidade, mas sim com os eventos extremos, é criar uma capacidade para agir sempre do ponto de vista de reposição sempre que há emergências. Portanto, acreditamos que para a próxima época chuvosa, com a aquisição das pontes metálicas, teremos capacidade maior para intervir quer a nível da zona centro, quer a nível da zona norte”, avançou o governante. 

Porque o desabamento de pontes e cortes de estradas tem sido recorrente a cada época chuvosa, Matlombe afirma que o Executivo está a repensar no tipo de infra-estruturas, considerando a vulnerabilidade do país aos eventos climáticos extremos.

Já são conhecidos os quatro nomes que se candidatam a membro do secretariado do Comité Central da Frelimo. São eles Gonçalves João Gemusse, actualmente Primeiro-Secretário da Frelimo em Tete; Pedro Madeira Guiliche, Vice-Reitor da Universidade Púngue; Celmira Frederico Pena da Silva, antiga Governadora de Cabo Delgado; Vice-Ministra da Terra, Ambiente e Desenvolvimento Rural; e Nelson Muianga, Empresário. 

Os candidatos concorrem a três vagas, das quais uma disponível depois da nomeação do membro para Secretário do Estado, dois na sequência da criação de duas novas áreas: Economia e Projectos e Formação de quadros. 

A edição dos membros do secretariado do Comité Central terá lugar este sábado, na Escola Central do Partido, durante a IV Sessão Ordinária do órgão.

Morgan Ortagus, enviada especial-adjunta dos Estados Unidos para o Médio Oriente, discutiu, este sábado, com as autoridades libanesas a retirada das tropas israelitas do Líbano e a implementação do cessar-fogo entre Israel e o grupo xiita libanês Hezbollah.

De acordo com o comunicado oficial, segundo se pode ler na página do Notícias ao Minuto, na reunião com o primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, foram analisadas “as medidas tomadas pelo Exército libanês para implementar a Resolução 1701 do Conselho de Segurança da ONU”, que pôs fim à guerra entre as partes, em 2006, e ao texto que serve de base ao actual acordo de cessar-fogo.

O acordo de cessar-fogo alcançado em Novembro, após um ano de combates, previa que as forças do Hezbollah deviam retirar-se para norte do rio Litani, as tropas israelitas saíssem do sul do Líbano e que o Exército libanês se desloque para essa região para monitorizar a área e manter a segurança.

Embora o Exército libanês se tenha movimentado para o sul do Líbano, Israel não cumpriu a sua parte do acordo, mantendo a sua presença em cinco locais do país vizinho.

Ainda no Notícias ao Minuto, avança-se que, relativamente a essa presença israelita, o comunicado adiantou que Salam e Ortagus discutiram a “conclusão da retirada israelita do território libanês” durante a reunião, que durou mais de uma hora e “foi caracterizada por uma atmosfera positiva”.

A enviada dos Estados Unidos discutiu anteriormente as mesmas questões com o Presidente libanês, Joseph Aoun, e deverá fazer o mesmo com o presidente do parlamento, Nabih Berri, que é também o principal negociador no cessar das hostilidades com Israel.

A sua visita acontece numa altura que se regista um aumento dos ataques do Estado judaico, que na semana passada lançou dois ataques aéreos contra os arredores de Beirute pela primeira vez desde que o cessar-fogo entrou em vigor há quatro meses.

 

O governo da África do Sul anunciou que não pretende retaliar, por agora, as tarifas impostas recentemente pelos Estados Unidos. Em vez disso, o país aposta no diálogo para tentar negociar isenções e acordos de quotas com a administração norte-americana.

A medida surge após o Presidente dos EUA, Donald Trump, anunciar uma tarifa básica de 10% sobre todas as importações e uma tarifa específica de 31% sobre os produtos sul-africanos, na última quarta-feira.

 Os EUA são o segundo maior parceiro comercial bilateral da África do Sul, atrás apenas da China.

Durante uma conferência de imprensa, o ministro do Comércio sul-africano, Parks Tau, afirmou que uma resposta imediata com tarifas recíprocas seria imprudente, defendendo a necessidade de compreender as razões por trás da decisão norte-americana. Tau lembrou ainda que a tarifa média aplicada pela África do Sul às importações é de 7,6%.

Apesar de já ter manifestado interesse em estabelecer um acordo comercial bilateral com os EUA, o governo sul-africano reconhece que o caminho pode ser difícil, principalmente diante das críticas constantes de Trump ao país, desde que retornou à presidência em Janeiro.

Entre 8 e 11 deste mês, a Cidade de Maputo recebe o prestigiado Festival Internacional de Curtas-Metragens de Clermont-Ferrand, um dos mais importantes eventos mundiais dedicados ao cinema de curta-metragem. A iniciativa representa um marco para a promoção da sétima arte em Moçambique e para o fortalecimento das ligações com o circuito cinematográfico internacional.

Integrado no projecto Films on Campus – Moçambique, organizado pelo Centro Cultural Franco-Moçambicano (CCFM) com o apoio do Institut Français d’Afrique du Sud (IFAS), o evento contará com uma programação diversificada. Estão previstas exibições de curtas-metragens, oficinas formativas, debates e encontros profissionais, com a presença de Grégoire Rouchit, programador do Festival de Clermont-Ferrand.

O evento vai iniciar às 18 horas de terça-feira, com uma sessão especial no Auditório do CCFM, aberta ao público. Trata-se de uma mostra de Curtas Lusófonas do Festival de Clermont-Ferrand.

Na quarta-feira, o evento terá Oficinas Profissionais, bem como apresentação do Festival de Clermont-Ferrand, com Introdução à história e actividades do festival, abordando ferramentas como Shortfilmdepot e Shortfilmwire, e ainda o mercado do curta- metragem. A sessão explicará os mecanismos de distribuição e programação, destacando as oportunidades de integração em redes internacionais.

Entre 14h30 e 17h30, o público poderá acompanhar a Oficina de Programação de Curtas-Metragens, na qual os participantes aprenderão a construir programas adaptados a diferentes públicos e estruturas. A oficina abordará o desenvolvimento de competências em curadoria, o uso das ferramentas do festival e promoverá o intercâmbio entre agentes locais e Grégoire Rouchit. O público-alvo são profissionais do cinema (programadores, realizadores, produtores, instituições culturais e associações locais).

No dia 11 de Abril, 9h30 – 12h30, o Museu Mafalala recebe a Oficina sobre Educação para a Imagem Apresentação da metodologia e ferramentas do Festival de Clermont-Ferrand para a educação à imagem, com foco na adaptação desses recursos à realidade educativa moçambicana. Os participantes experimentarão exercícios práticos para fomentar a análise crítica dos filmes. O público-alvo são estudantes do Instituto Superior de Artes e Cultura (ISArC), equipa do KUGOMA, professores e mediadores.

Das 14h00 às 17h00, havera uma Jornada de Trabalho sobre Agência do Curta-Metragem e Valorização Patrimonial, sessão focada na experiência do Festival de Clermont-Ferrand na gestão de um centro de documentação/cinemateca, na actuação da Agência Francesa do Curta-Metragem na preservação e difusão do património audiovisual, e na apresentação do projecto “Cité du Court”. O encontro permitirá refinar as necessidades do projecto moçambicano, em colaboração com Diana Manhiça, Presidente da AAMCM 

A programação também inclui sessões itinerantes, entre 15 e 19 de Abril. O festival vai expandir-se para vários pontos da cidade, promovendo o acesso à cultura cinematográfica e incentivando o envolvimento das comunidades locais. O Bairro da Polana Caniço, a Casa de Vidro (Macaneta) também serão escalados.

O Festival Internacional de Curtas-Metragens de Clermont-Ferrand é uma referência mundial para o cinema independente, revelando novos talentos e promovendo um olhar crítico sobre a sociedade através da arte cinematográfica. A sua vinda a Moçambique é uma oportunidade para cineastas e o público em geral descobrirem obras inovadoras e fortalecerem laços com o cenário internacional do cinema.

 

Na verdade, “Todas as Coisas Visíveis – Antologia de Mulheres em Prosa” é o título do livro de contos de autoria de 14 escritoras moçambicanas, editado pela Catalogus, com apoio da Embaixada da Espanha em Moçambique.

A obra literária será lançada no dia 10 deste mês às 17h30, no Centro Cultural Moçambicano-Alemão, na Cidade de Maputo.

“Em cada um dos 14 contos que compõem esta colectânea, é possível sentir a voz singular das personagens, a sensibilidade e a força das autoras, que, por meio da palavra, deixam uma marca indelével na literatura moçambicana. As autoras não se limitam a narrar histórias, revelam, com destreza e coragem, a resiliência, a luta e o poder da escrita para fazer um retrato da sociedade, os dramas existenciais e as aflições do quotidiano”, adianta a nota de imprensa da organização.

A Catalogus, ao reunir escritoras, na sua maioria ainda sem livro publicado, pretende contribuir para que as mulheres possam ocupar o espaço cultural, constituído com o melhor do seu talento. “A palavra torna-se, então, o fio condutor que transforma o ideal, o caótico, o bruto e o suave em uma realidade tangível e imortal. Cada página de “Todas as Coisas Visíveis” ressoa como um manifesto, uma declaração de resistência, e uma celebração das mulheres que, com suas narrativas, constroem um mundo novo e vibrante”.

“Todas as Coisas Visíveis – Antologia de Mulheres em Prosa” é um complemento da oficina de escrita criativa “A vez das mulheres”, realizada pela Catalogus, em conjunto com a Embaixada da Espanha, tendo contado com a orientação da editora e escritora Teresa Noronha, do escritor Lucílio Manjate e do poeta Álvaro Taruma, em Setembro de 2024.

As autoras que fazem parte de “Todas as Coisas Visíveis” sao: Anastácia Sigodo, Anchura Mires, Carina Mulieca, Deizy Joane, Edna Tuaira Aníbal, Edna Matavel, Felismina Guetsa, Jade Ferreira, Julieta Panguene, Happy Taimo, Fernanda da Lena Hermano, Iraneta Campos, Natércia Chicane e Sonisa Bavá.

O escritor e docente universitário, Lucílio Manjate, vai apresentar a obra, numa noite que será também feita de conversa com as autoras, com mediação da actriz e apresentadora Anabela Adrianopoulos.

 

 

A Comissão Política da Frelimo deverá manter-se inalterada depois da presente sessão do Comité Central, segundo deu a conhecer o Secretário-Geral do partido, Chakil Aboobacar. Aboobacar promete aos moçambicanos decisões que gerem impacto na governação e na melhoria das condições de vida dos moçambicanos.

O segundo dia dos trabalhos da quarta sessão do Comité Central foi marcado por sessões plenárias, que ocorreram longe dos olhares da imprensa. No entanto, sabe-se que houve alguma contestação à actual Comissão Política. Apesar disso, o Secretário-Geral da Frelimo garante que a mesma deverá manter-se “de pedra e cal”, contrariando os rumores. Disse ainda que nem mesmo há perspectivas de substituição de membros do órgão que perderam a vida. 

O ambiente de camaradagem está a dominar o decurso da reunião segundo Chakil Aboobacar, apesar de não faltarem críticas. A situação social, política e económica do país está a ser analisada com alguma profundidade.

O conflito em curso entre grupos armados locais e rebeldes do M23, na República Democrática do Congo (RDC) continua a resultar em perdas de vidas, ferimentos e deslocamento entre a população local. Enquanto isso, a província de Tanganica está a lidar com um surto de cólera em rápida expansão. 

O Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) emitiu um alerta sobre a violência persistente em Kivu do Norte e do Sul, na República Democrática do Congo (RDC), que continua resultando em mortes, ferimentos e deslocamentos de civis.

Conflitos intensos entre grupos armados locais e rebeldes do M23 foram relatados, na quinta-feira, na cidade de Masisi Centre, em Kivu do Norte.

Contudo, na província de Tanganica, até quarta-feira, nove das onze zonas de saúde da foram afectadas por um surto de cólera,  com mais de 1 450 casos confirmados e 27 mortes relatadas desde Janeiro, um aumento de seis vezes, em comparação ao mesmo período do ano passado.

Os parceiros de saúde da ONU enfatizam a necessidade urgente de acesso à água potável, observando que menos de 20% das áreas afectadas têm cobertura adequada. 

+ LIDAS

Siga nos

Galeria