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Um automobilista morreu carbonizado na madrugada deste sábado, na sequência de uma colisão entre uma viatura ligeira e um camião, na Estrada Nacional Número Um (EN1), no Distrito Municipal da Katembe, Cidade de Maputo. O acidente provocou ainda dois feridos.

O sinistro ocorreu nas primeiras horas da manhã e destruiu completamente a viatura ligeira, que se incendiou após o embate, impossibilitando o condutor de escapar às chamas.

No camião seguiam duas pessoas. Uma sofreu ferimentos graves e a outra contraiu ferimentos ligeiros. Ambas foram socorridas e transportadas para uma unidade hospitalar, onde recebem assistência médica.

O proprietário do camião afirmou que, de acordo com as informações que lhe foram transmitidas, o veículo seguia normalmente no seu percurso quando ocorreu a colisão.

As circunstâncias em que o acidente se deu continuam por esclarecer. Contudo, a Polícia de Trânsito admite, como hipótese preliminar, que o sinistro tenha resultado de uma alegada circulação em contramão por parte do condutor da viatura ligeira. As investigações prosseguem para o apuramento das causas do acidente.

Até ao fecho desta edição, as viaturas sinistradas permaneciam no local do embate, enquanto decorriam os trabalhos das autoridades competentes.

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A organização Defesa Civil da Faixa de Gaza anunciou, hoje, a morte de 19 pessoas em ataques israelitas no enclave palestiniano, entre a noite de segunda-feira e a madrugada de hoje. Nove pessoas, incluindo cinco crianças, foram mortas na noite de segunda-feira, num ataque a uma casa em Deir el-Balah (centro).

Na madrugada desta terça-feira, segundo Lusa, dez pessoas foram mortas em dois ataques, um na cidade de Gaza e outro em Beit Lahia (norte), disse à agência France-Presse o porta-voz desta organização de primeiros socorros Mahmoud Bassal.

Líderes de seis agências da ONU apelaram, na segunda-feira, aos governantes mundiais para “agirem com firmeza, urgência e de forma decisiva” perante o “total desrespeito pela vida humana”, observado na guerra em curso na Faixa de Gaza.

Numa declaração conjunta, os líderes das seis agências, incluindo a Organização Mundial de Saúde (OMS), Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e Agência de Assistência aos Refugiados da Palestina (UNRWA), sublinharam que há mais de um mês que nenhum abastecimento comercial ou humanitário entra no enclave palestiniano.

Em consequência, declararam, mais de 2,1 milhões de pessoas estão encurraladas, enquanto estão a ser bombardeadas e sujeitas novamente à fome.

As autoridades de Gaza elevaram para mais de 50 700 o número de pessoas mortas na guerra que Israel trava no enclave palestiniano contra o Hamas, iniciada horas depois do ataque de dimensões sem precedentes cometido pelo grupo extremista palestiniano em território israelita a 07 de Outubro de 2023, que fez cerca de 1 200 mortos, na maioria civis, e 251 sequestrados.

Cerca de 1 400 mortes ocorreram desde 18 de Março, quando o exército israelita quebrou o cessar-fogo assinado em Janeiro com o Hamas e retomou os bombardeamentos e a ofensiva terrestre.

Pelo menos 33 pessoas morreram devido a inundações provocadas por chuvas torrenciais, que atingiram Kinshasa, capital da República Democrática do Congo (RDC), no fim de semana, segundo um novo balanço divulgado na tarde de ontem pelo Governo congolês.

A notícia publicada pelo Notícias ao Minuto dá conta de que, através de um comunicado, o Ministério do Interior informou que 46 pessoas foram hospitalizadas na sequência da tempestade, que ocorreu na noite de sexta-feira para sábado e afectou diferentes zonas da capital, causando “danos materiais significativos”.

Já o Ministério da Saúde activou um destacamento médico de emergência para prestar assistência e conter outros potenciais efeitos das inundações.

O Ministro da Saúde da RDC, Samuel Roger Kamb, deslocou-se a algumas das zonas mais afectadas, incluindo as margens do rio Ndjili.

O governador de Kinshasa, Daniel Bumba, exortou a população a deixar de construir casas em zonas restritas e propensas a inundações.

A maioria das mortes foi causada pelo desabamento de muros e estruturas, que levou as autoridades a questionarem a má qualidade das construções, que são incapazes de resistir a uma tempestade desta dimensão.

As inundações cortaram o acesso ao principal aeroporto do pais, danificando a estrada principal, mas já foi reaberta ao tráfego ligeiro, prevendo-se que nas próximas horas seja aberta a todo o tráfego, referiu Daniel Bumba.

A estrada liga também Kinshasa a várias regiões do país e as autoridades estão preocupadas com o impacto na circulação e abastecimentos de outras localidades.

Em 2022, pelo menos cem pessoas morreram durante uma inundação semelhante em Kinshasa.

Está condicionada a mobilidade de pessoas e bens em alguns bairros da cidade de Tete, devido a degradação e desabamento de pontecas. Os utentes das vias afectadas pedem a pronta intervenção das autoridades municipais.

Ao todo são três bairros com mobilidade condicionada, nomeadamente Francisco Manyanga, Mateus Sansão, Muthemba e Matundo. A circulação de viaturas e motorizadas nas referidas pontecas, cuja a estrutura apresenta- se com armaduras expostas e tabuleiros corroídos, está a decorrer com restrições e obriga os automobilistas a usar meios alternativos.

Um dos pontos, tido como mais crítico é a estrada que dá acesso ao maior mercado informal, o Kwachena.  A infra-estrutura chegou a desabar em finais de Janeiro deste ano. 

O edil de Tete, Cesar de Carvalho, explica que o problema de degradação das pontecas está associado com a queda das chuvas e promete reabilitar todas infra-estruturas danificadas até meados deste ano.

De Carvalho falava nesta segunda-feira, depois da cerimónia alusiva ao Dia da Mulher Moçambicana. Participaram das festividades membros do Governo provincial, da OMM, sociedade civil, religiosos entre outros

A Rússia acusa os Estados Unidos da América de estarem a tornar a economia global extremamente instável. A colocação é do porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, que voltou a condenar as tarifas aplicadas por Donald Trump aos países do mundo. 

Os Estados Unidos decidiram aplicar tarifas nas importações de produtos para quase todos os países do mundo, e o facto já começa a sufocar o mercado internacional. Esta segunda-feira, a Rússia, através do seu porta-voz, acusou Washington de estar a tornar a economia global instável. 

“Estamos a monitorizar de perto a situação, que é actualmente extremamente instável, tensa e emocionalmente carregada, após a decisão dos EUA de impor tarifas à maioria dos países”, disse.

O Kremlim admite estar a sofrer os efeitos das medidas da administração  Trump e promete acções para minimizar os efeitos. “A situação actual não está apenas bastante tensa, mas também ficou refém de expectativas negativas que as autoridades russas estão a fazer e farão tudo o que for necessário para minimizar as consequências desta tempestade económica internacional”.

Apesar destes pronunciamentos, a Rússia e os Estados Unidos continuam próximos desde que Trump chegou à Casa Branca.  Pela primeira vez desde 2022, uma alta autoridade russa deslocou-se a Washington para reforçar o diálogo directo bilateral.

No Grupo Soico, o Dia da Mulher Moçambicana também não passou despercebido. Vestidas a rigor, as mulheres da estação televisiva Stv e do jornal O País celebraram o seu dia num ambiente de festa e com mensagens para enaltecer o grupo. 

Num dia em que o país celebra o 7 de Abril, as jornalistas, apresentadoras de televisão e produtores de conteúdos uniram-se para cantar a mulher nas suas mais variadas possibilidades. 

No Distrito Municipal da Katembe, na Cidade de Maputo, as profissionais da comunicação celebraram o Dia 7 de Abril num ambiente de festa, com música, dança e, claro, um brinde à felicidade das mulheres. 

Vestidas com a capulana que as caracteriza, as profissionais da SOICO esmeraram-se, e deram mais vida ao 7 de Abril. 

Igual a elas mesmas, mais do que fazer fotos, conversar, mostrar o seu gingar e desfrutar o momento, recordaram a sua essência, como verdadeiras construtoras das famílias e da sociedade moçambicana. E porque as lutas são diárias, não deixaram de lado os seus desejos, de um país melhor. Um objectivo que só pode ser alcançado com a união delas.

Num dia cheio de surpresas, as flores receberam também flores e o momento ímpar serviu, também, para algumas se revelarem, de jornalistas a declamadoras.

Entre Outubro do ano passado e  Março deste ano, a aquisição de produtos de diferente natureza pelos vendedores dos mercados da cidade da Beira, era feita de forma deficiente,  devido às manifestações no sul do país. As manifestações condicionaram a circulação de viaturas e,  consequentemente, de cargas e produtos.

Com este cenário, os produtos chegavam cada vez mais tarde aos seus destinos, condicionando, desta forma, os consumidores. A solução encontrada pelos vendedores, na Beira,  foi recorrer ao mercado do vizinho Zimbabwe, quando a situação estava calma, uma vez  que naquele país eram  registadas manifestações lideradas pelos veteranos de luta armada, num movimento que visa  pressionar o actual presidente a não estender o seu mandato. Este facto condicionou a movimentação de pessoas e bens e instalou-se uma nova crise no mercado dos produtos importados. 

“O nosso produto é adquirido no Zimbabwe. Então, praticamente, essa semana também lá  estão a  fazer manifestação. Assim, o produto tende a subir. Uma caixa de tomate, contendo 30 quilos, oriundo do Zimbabwe, era vendida, antes das manifestações naquele país, a 1200 meticais”, disse uma das vendedeiras.

Adiante, a fonte acrescentou que, “durante essa semana,  com as manifestações  no Zimbabwe, os preços  dispararam.”

A cebola é outro produto que, igualmente, subiu de preço nos mercados da cidade da Beira. Antes das agitações que caracterizaram o país, nos últimos cinco meses, este produto era vendido 100 Meticais mais barato.

“A cebola custava 350 Meticais o saco, no Maputo.  Agora está entre 420 a 450 Meticais.Neste momento, o país está relativamente mais calmo. O produto não é difícil de adquirir mas os preços estão mais altos.”

Os elevados preços estão a sufocar os bolsos dos consumidores. “Não está nada fácil. Os preços não estão a favorecer.Está tudo difícil, uma vez que aumentaram os preços de tudo.”

Mais de 200 vendedores estão agastados com a falta de água potável e sanitários no mercado Joaquim Chissano, em Xai-Xai. Há também focos de imundície devido à fraca recolha de resíduos sólidos. 

O Mercado Joaquim Chissano, na zona alta de Xai-Xai funciona em condições de higiene precárias, devido à falta de água e sanitários. O problema, que se arrasta desde 2020, inquieta os vendedores.

“É culpa do Município, afinal as taxas que pagamos que efeito têm? Cobram o nosso dinheiro em vão, queremos água no mercado, essa é primeira exigência, não temos sanitários e acabamos nos esbarrando com os homem”, lamentou uma vendedeira.

Para garantir um mínimo de higiene, mais de 200 vendedores são forçados a levar água de casa em pequenos recipientes ou despender 10 meticais por dia na compra de 25 litros nas proximidades, mas, em muitos caso, a água não chega, principalmente aos que vendem produtos frescos que exigem higienização.

Já no bairro 11, ao longo da EN1, mais um contentor com lixo a transbordar e espalhado no chão. Sacos plásticos, caixas diversas e outros resíduos. A edilidade de Xai-Xai prometeu reagir ao assunto esta terça-feira

Já a edilidade de Chókwè reconhece que a demora na recolha do lixo terá provocado a situação. Sílvio Tivane revelou ainda que há camiões a trabalhar na remoção do lixo, um pouco por todo o Município.

As autoridades garantem que, até ao fim desta ou no princípio da próxima semana, todo o lixo que causa embaraço na zona comercial de chokwe será removido.

Moradores do quarteirão 18 do bairro Intaka no município da Matola, dizem viver dias difíceis por conta da poluição sonora provocada por estabelecimentos comerciais de venda de bebidas alcoólicas. Para além de enchentes, os referidos estabelecimentos comerciais propiciam prática de assaltos e prostituição. O conselho municipal da Matola pondera encerrar alguns Bottler Stores, associados à poluição sonora nos bairros, e com funcionamento desregrado.

O que se vive na zona da primeira rotunda, no bairro do Intaka, na circular de Maputo, é de preocupar. Os moradores do quarteirão 18 do bairro Intaka, no Município da Matola, reclamam da poluição sonora provocada por estabelecimentos comerciais de venda de bebidas alcoólicas.
Segundo contam os moradores, para além de enchentes, os referidos estabelecimentos comerciais propiciam a prática de assaltos e prostituição.
Por conta desta situação, este grupo de moradores decidiu há dois anos procurar ajuda que nunca mais chegou. O consumo de bebidas alcoólicas é o pano de fundo, o cenário mais grave é o envolvimento de menores no consumo de drogas e prostituição.
Vezes sem conta, os moradores afirmam ter recorrido ao diálogo com os respectivos donos dos estabelecimentos, inclusive envolvimento das estruturas municipais, mas sem sucesso.
O chefe de quarteirão 18 tem conhecimento da situação e diz ter encaminhado o caso à secretaria dos bairros e ao Comando Municipal da Matola.
O nosso jornal tentou ouvir o Município da Matola e os respectivos proprietários dos estabelecimentos comerciais, mas sem sucesso.

Município da Matola de olhos abertos contra infractores
O funcionamento desregrado de alguns estabelecimentos comerciais no município da Matola, está a tirar sono aos citadinos e o caso é de conhecimento do conselho municipal.
De acordo com o Presidente do Conselho Municipal da Matola, Júlio Parruque, a Polícia Municipal está implacável neste sentido. “A Vereação da Cultura e Turismo está no terreno, por isso queremos, a partir daqui, apelar para que os gestores das casas de pastos, incluindo os proprietários, se preparem, porque o município vai intensificar a fiscalização para a imposição da norma, porque queremos uma cidade cultural, uma cidade turística sim, mas não queremos uma cidade sem ordem”, disse Parruque.
Sobre a reclamação dos munícipes do bairro Intaka em relação a poluição sonora e funcionamento de alguns Bottler Stores sem observância das normas estabelecidas, Júlio Parruque admite que pode ser obrigado a encerrar os locais caso a situação prevaleça.
“Nós aplicamos multas, nós responsabilizamos os infractores na dimensão do pecado, portanto, para cada caso, temos uma medida correspondente. Os casos de renitência e abuso de forma expressiva, nós não temos outra alternativa senão encerrar até que se conformem com a postura municipal, porque o direito à tranquilidade, o direito à área residencial, é um direito consagrado e sagrado. Então devemos respeitar isso”, realçou o presidente do Município da Matola.
Devido ao volume de reclamações que dão entrada na linha verde do município, a edilidade decidiu constituir uma brigada de fiscalização.

 

 

250 mulheres juntaram-se na noite de domingo no Município da Matola para uma gala de festejo do Dia da Mulher. O grupo que há três anos reúne-se em acções sociais junta mulheres de todas as classes sociais residentes no município da Matola, num ambiente de festa.
Sorriso espalhado, comunhão e festa, descreviam a harmonia e equilíbrio entre as “marinheiras de moz”.
Tânia Comé diz mesmo que é uma data muito importante “porque eleva aquilo que é a importância da mulher moçambicana na sociedade e não só”, destacando ainda que o 7 de Abril é dia de festa para as mulheres, “mas também dia de guerra e determinação”.
Tânia Comé diz acreditar que as mulheres mais velhas, que são a base da família, “podem contribuir muito para o desenvolvimento da Matola e do país”.
Ester Bucuana também destacou a importância da data para as mulheres, mesmo porque “sabemos que esta data foi estipulada por causa da nossa mãe, Josina, que foi uma mulher guerreira, batalhadora, lutadora, que tanto fez para que o nosso país também fosse independente”.
As marinheiras comemoram a independência feminina e o alcance da equidade do género com determinação que espalha-se até ao ambiente familiar.
É assim como destaca Alzira Cossa, que frisa o papel da mulher, “que tem de ser humilde, em primeiro lugar, e temer a Deus. porque a mulher é o espelho da sociedade moçambicana”.
As divas acompanham as dinâmicas do país por isso é que se colocam à disposição, até porque se dizem capazes de ajudar no desenvolvimento, tal como disse Áquila Serenatas, residente na Matola.
“Para começar, as mulheres têm o DNA de inteligência, elas são líderes natas. Então, eu acho que é necessário termos um espaço e oportunidade para mostrarmos as reais capacidades que nós temos”, disse.
O evento era só de mulheres, mas decidiram abrir espaço para receber um convidado especial, o presidente do Município da Matola.
Julio Parruque gostou do que ouviu e viu a cerca do movimento das Divas e acredita que elas podem ser úteis para a requalificação pós-manifestações.
“A celebração nesta noite, que antecede o dia 7 de Abril, Dia da Mulher Moçambicana, simboliza a retoma, o reerguer e o transpor daquele período difícil que cruzamos recentemente, de manifestações violentas, prolongadas, que comprometeram bastante a economia local e a economia nacional. Por isso, quando as mulheres se unem dessa forma, é sinal de que agora devemos olhar para a frente e, sobretudo, olhar para os aspectos que nos unem e contribuem para o desenvolvimento”, disse Parruque esperançado.
Das três edições até aqui realizadas, duas tiveram lugar no espaço folha verde e a abertura das portas, para Esperança Mangaze, proprietária do local, tem explicação. “Nós somos um grupo que abraçamos causas solidárias, agora temos mais projectos, vamos abraçar uma causa relacionada com a jovem que vai sofrer uma cirurgia, então é a nossa próxima acção e estamos atentos a qualquer tipo de situação que for acontecer, que as marinheiras juntam-se e ficam sensibilizadas e nós vamos abraçar essa causa”, destacou Esperança Mangaze.
Nesta terceira edição, a gala juntou 250 mulheres cujas acções não param por aqui. Na ocasião não faltaram momentos especiais, a entrega de flores e abraços tornou a comemoração em dia especial.

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