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Um automobilista morreu carbonizado na madrugada deste sábado, na sequência de uma colisão entre uma viatura ligeira e um camião, na Estrada Nacional Número Um (EN1), no Distrito Municipal da Katembe, Cidade de Maputo. O acidente provocou ainda dois feridos.

O sinistro ocorreu nas primeiras horas da manhã e destruiu completamente a viatura ligeira, que se incendiou após o embate, impossibilitando o condutor de escapar às chamas.

No camião seguiam duas pessoas. Uma sofreu ferimentos graves e a outra contraiu ferimentos ligeiros. Ambas foram socorridas e transportadas para uma unidade hospitalar, onde recebem assistência médica.

O proprietário do camião afirmou que, de acordo com as informações que lhe foram transmitidas, o veículo seguia normalmente no seu percurso quando ocorreu a colisão.

As circunstâncias em que o acidente se deu continuam por esclarecer. Contudo, a Polícia de Trânsito admite, como hipótese preliminar, que o sinistro tenha resultado de uma alegada circulação em contramão por parte do condutor da viatura ligeira. As investigações prosseguem para o apuramento das causas do acidente.

Até ao fecho desta edição, as viaturas sinistradas permaneciam no local do embate, enquanto decorriam os trabalhos das autoridades competentes.

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A Associação dos Combatentes da Luta de Libertação Nacional, ACLLN, está, neste momento, reunida, na escola Central da Frelimo, na Matola, na I Sessão Extraordinária do Comité Nacional da agremiação, para entre várias decisões , eleger o secretário-geral da ACLLN, em substituição de Fernando Faustino, que perdeu a vida em Novembro de 2024. 

Três nomes concorrem ao cargo, nomeadamente: Raimundo Diomba, Ágata Tadeu, actual Secretária-geral interina, e Carlos Siliya. 

Ainda nesta Sessão, dirigida pelo presidente do partido, Daniel Chapo, o presidente honorário da Frelimo, Joaquim Chissano, vai declarar Daniel Chapo Presidente da ACLLN, em substituição de Filipe Nyusi, antigo Presidente do Partido.

Em Junho do ano passado, uma auditoria realizada às contas do Instituto Nacional de Acção Social (INAS) trouxe à tona um dos maiores escândalos financeiros da província de Inhambane. O caso envolve 16 funcionários desta instituição, suspeitos de desvio de fundos destinados ao Programa de Subsídio Social Básico (PSSB) e aos subsídios de emergência para as populações vulneráveis durante a pandemia da COVID-19. Os valores em questão ultrapassam os 12 milhões de meticais, levantando sérias questões sobre a gestão de recursos públicos em tempos de crise.

De acordo com o Gabinete Provincial de Combate à Corrupção, os crimes apurados incluem peculato, abuso de cargo e falsificação de documentos. A porta-voz do Gabinete, Kátia Mussá, limitou-se a confirmar o envolvimento dos funcionários e a gravidade das irregularidades identificadas. “Não vamos categorizar agora, dizer que é um diretor ou gestor que está envolvido, mas o que podemos afirmar é que servidores públicos do INAS se envolveram em condutas que configuram crimes de corrupção e conexos”, explicou. Mussá acrescentou que as investigações apuraram desvios relacionados ao subsídio social básico e à COVID-19, envolvendo uma quantia estimada em 12.965.250 meticais.

Apesar da gravidade das acusações, a porta-voz evitou fornecer detalhes sobre as categorias dos funcionários implicados ou os métodos usados para o desvio de fundos. “O que alcançámos até agora são indícios sólidos, mas a lei não nos permite divulgar mais informações enquanto o caso estiver em segredo de justiça”, afirmou, deixando muitas perguntas no ar.

Diante destas acusações, o O País contactou o delegado do INAS em Inhambane, António Machava, que apresentou uma versão diferente dos factos. Segundo ele, não houve desvio de fundos, mas sim irregularidades administrativas no processo de pagamento dos subsídios. “Diz-se que houve um desvio de 12 milhões de meticais, no mesmo dia e pagou-se às mesmas pessoas, ou seja, pagou-se o Subsídio Social Básico, 12 milhões, e pagou-se o subsídio da COVID, 12 milhões. As mesmas contas, os mesmos fundos, não há como haver desvio”, afirmou. Machava garantiu que o INAS tem colaborado com as autoridades, fornecendo documentos bancários, extratos e outros dados relevantes para esclarecer o caso.

António Machava explicou ainda que os problemas administrativos surgiram devido ao uso incorreto de documentos durante os pagamentos. “Administrativamente, temos documentos que devem ser preenchidos depois do processo de pagamento. Os funcionários levantam o dinheiro e, depois de fazer o pagamento, devem preencher as folhas de caixa e outros formulários. O que aconteceu foi que se trocaram folhas de caixa do PSSB pelo preenchimento do processo de COVID, e não devia ser este modelo usado”, esclareceu. Ele enfatizou que o erro foi corrigido ao regularizar os documentos e integrar os dois processos, visando uma prestação de contas mais clara.

O delegado destacou ainda que todas as pessoas ouvidas pela justiça são aquelas que participaram diretamente no processo de pagamento dos subsídios nos cinco distritos sob sua jurisdição. “Desde o início, estamos a colaborar com a justiça. Todos os documentos necessários foram entregues, e aguardamos que o Gabinete Provincial de Combate a Corrupção esclareça a situação. Sentimos que fomos apanhados de surpresa, mas confiamos que a verdade prevalecerá”, concluiu.

Na cidade de Inhambane, conhecida como a Terra de Boa Gente, celebrou-se no passado dia 11 de Abril um marco histórico: o 47.º aniversário do Sindicato Nacional de Jornalistas (SNJ). Coincidindo com o Dia do Jornalista Moçambicano, a efeméride não foi apenas uma ocasião festiva, mas um momento de reflexão profunda sobre o estado da classe jornalística no país.

Com um discurso contundente, Faruco Sadique, Secretário-Geral do SNJ, destacou o lema deste ano: “SNJ: 47 anos celebrando a coragem, compromisso e profissionalismo dos jornalistas”.

Estas palavras ecoaram como um hino à resiliência de uma profissão que, mesmo sob adversidades, se mantém como pilar fundamental da democracia moçambicana.Sadique não poupou palavras ao descrever as condições precárias que muitos jornalistas enfrentam.

“Nos últimos tempos, o exercício da profissão jornalística no país tem constituído um compromisso muitas vezes penoso”, afirmou.

Contratos irregulares, ausência de salários dignos, falta de acesso à segurança social e inexistência de seguros de trabalho foram alguns dos pontos destacados. Esta realidade é agravada pela carência de meios técnicos e financeiros, essenciais para a produção de conteúdos de qualidade.

Nos últimos meses, os desafios tornaram-se ainda mais acentuados com a escalada de tensões políticas. Jornalistas tornaram-se alvos de agressões físicas, destruição de equipamentos e ameaças verbais, algumas delas disseminadas pelas redes sociais.

Sadique foi enfático ao denunciar que, “a agravar a situação, nos últimos meses, os jornalistas tornaram-se também vítimas do clima de tensão política que se vive no país”.

Apesar deste cenário alarmante, a classe permanece firme, honrando os seus princípios e contribuindo para uma sociedade mais informada e consciente.

“O jornalismo é a alma de qualquer democracia”, afirmou Faruco Sadique, numa declaração que evidenciou a centralidade desta profissão no desenvolvimento de uma sociedade livre e informada.

Ele destacou que a comunicação social não é apenas um veículo de informação, mas também um instrumento essencial para o fortalecimento da cidadania e para a construção de consensos em torno dos desafios nacionais.

Sadique apelou a uma reflexão conjunta sobre a situação dos jornalistas em Moçambique, especialmente num contexto onde os avanços democráticos podem ser ameaçados por atitudes que buscam cortar a liberdade de imprensa.

Ele sublinhou que essas práticas não apenas prejudicam os profissionais, mas também minam a confiança pública nos princípios democráticos que sustentam o país.

“Sem liberdade de imprensa, não há democracias fortes”, declarou o Secretário-Geral, enfatizando que a pluralidade de vozes na comunicação social é vital para garantir que todos os sectores da sociedade sejam ouvidos.

Ao mesmo tempo, ele reconheceu que os jornalistas enfrentam pressões constantes de grupos de interesse, que procuram influenciar ou distorcer a informação em benefício próprio.

“A credibilidade do jornalismo depende de uma atuação ética e responsável”, frisou Sadique, apontando que cabe aos profissionais resistirem a essas pressões e cumprirem o seu dever de informar com imparcialidade e verdade.

Ele acrescentou que os estatutos editoriais dos órgãos de comunicação devem ser sempre respeitados, pois constituem a base para um jornalismo transparente e comprometido com os valores democráticos.

No seu discurso, Sadique também manifestou o seu repúdio às tentativas de algumas entidades, tanto públicas quanto privadas, de limitar o livre exercício da profissão. Ele alertou que essas iniciativas em nada contribuem para a consolidação das liberdades que Moçambique tem alcançado desde a sua transição democrática.

“Essas ações comprometem não apenas o jornalismo, mas também o direito do cidadão de ser informado de forma independente e transparente”, enfatizou.

Para Sadique, o futuro do jornalismo moçambicano está intrinsecamente ligado à capacidade da classe de se unir e resistir a todas as formas de opressão, garantindo que a profissão continue a ser um pilar indispensável da democracia em Moçambique.

Outro ponto alto do discurso foi o apelo à união e ao fortalecimento da classe jornalística, uma necessidade que Faruco Sadique destacou como fundamental para enfrentar os desafios estruturais e conjunturais que afetam a profissão. Ele enfatizou que a representação sindical não é apenas um direito, mas também um instrumento de defesa coletiva capaz de garantir condições de trabalho dignas e segurança profissional.

Sadique dirigiu-se especialmente aos jovens profissionais, convidando-os a filiarem-se ao SNJ. Ele destacou que a adesão de novas gerações é vital para renovar e fortalecer o sindicato, promovendo não apenas a proteção dos direitos laborais, mas também a criação de estruturas locais que assegurem uma presença sindical mais abrangente em todas as regiões do país.

“Os comités locais são a espinha dorsal do nosso sindicato. São eles que garantem a proximidade com os jornalistas e a resolução mais rápida dos problemas do dia a dia”, explicou.

O Secretário-Geral também apelou aos veteranos da profissão, reconhecendo o papel crucial que a experiência acumulada pode desempenhar no fortalecimento da organização sindical.

“Vocês, que ajudaram a construir o SNJ nos seus primórdios, ainda têm muito a oferecer. A vossa sabedoria é uma ferramenta indispensável para orientar os mais jovens e ajudar a classe a superar os desafios atuais”, destacou Sadique, num tom que combinava gratidão e determinação.

Com uma postura confiante, Sadique reiterou que “só um sindicato forte e atuante pode enfrentar os desafios que afligem os jornalistas”.

Ele sublinhou que a união da classe não é apenas uma necessidade interna, mas também uma mensagem de força para as entidades empregadoras e para o próprio governo, reforçando o papel do SNJ como um interlocutor capaz de defender a liberdade de imprensa e os interesses dos seus membros.

“O nosso SNJ precisa de todos e de cada um de nós”, afirmou Sadique com convicção, reforçando que a unidade e o comprometimento coletivo são os alicerces para transformar a profissão jornalística num exemplo de dignidade e resiliência em Moçambique.

Ele concluiu com uma mensagem de motivação, incentivando cada jornalista a ver no sindicato não apenas uma organização, mas uma verdadeira família, pronta a lutar pelos direitos e aspirações de todos.

Num tom profundamente emotivo, Faruco Sadique descreveu os jornalistas moçambicanos como verdadeiros heróis anónimos, uma classe que muitas vezes é invisível aos olhos da sociedade, mas cujo impacto é incomensurável.

Ele exaltou o papel desses profissionais que, sob condições adversas, enfrentam chuvas torrenciais, o calor abrasador e os desafios das zonas mais remotas do país para garantir que a população esteja sempre informada.

“São esses profissionais que, mesmo diante de limitações, asseguram a unidade e o progresso de Moçambique”, destacou com gratidão.

Sadique ressaltou que, além de informar, os jornalistas desempenham um papel fundamental na construção de uma consciência coletiva, agindo como pontes entre os diferentes setores da sociedade.

“A informação não é apenas um direito, mas também um bem público que cabe aos jornalistas proteger e disseminar”, acrescentou.  Ele reconheceu que essa missão é realizada, muitas vezes, com recursos limitados e sem o devido reconhecimento, mas enfatizou que o compromisso da classe com a verdade e a ética profissional é inabalável.

O Secretário-Geral também destacou os esforços do Sindicato Nacional de Jornalistas para apoiar os seus membros, mesmo enfrentando desafios internos e externos. Ele sublinhou que o SNJ tem sido um baluarte na defesa dos direitos dos jornalistas, trabalhando incansavelmente para melhorar as condições laborais e fortalecer a proteção sindical.

“Sabemos que ainda há muito por fazer, mas cada passo que damos em direção à dignidade profissional é uma vitória para todos nós”, afirmou.

Sadique expressou a esperança de que, com um maior número de adesões ao sindicato, seja possível ampliar o alcance das iniciativas de apoio à classe, criando uma rede mais robusta de proteção para os profissionais de comunicação social. Ele reiterou que o SNJ precisa de todos os jornalistas, independentemente da sua experiência ou posição, para se consolidar como uma organização verdadeiramente representativa.

“Num período difícil como este que estamos a passar, cabe aos profissionais de comunicação social saberem posicionar-se em prol da verdade”, reforçou Sadique, apelando a que a classe mantenha o foco nos princípios que norteiam a profissão, mesmo diante das adversidades.

Ele concluiu com um apelo à solidariedade entre os colegas, sublinhando que “a força do jornalismo está na sua capacidade de unir e inspirar mudanças positivas na sociedade”.

Encerrando o discurso, Faruco Sadique deixou uma mensagem de gratidão e esperança. Ele desejou um feliz 11 de Abril a todos os jornalistas e destacou a importância de continuar a luta pela liberdade de imprensa e pela dignidade profissional.As comemorações em Inhambane, além do discurso, incluíram atividades como intercâmbios desportivos entre jornalistas das províncias e encontros que reforçaram o espírito de camaradagem da classe.

O 47.º aniversário do SNJ foi mais do que uma celebração. Foi um chamado à unidade, à reflexão e à resistência. Em Inhambane, os jornalistas reafirmaram o seu compromisso com a verdade e o progresso, sob o signo da coragem que define a profissão.

A mulher continua a ser vista como o lado mais fraco no sector da Justiça. Outro desafio tem que ver com o assédio. Estas constatações foram feitas na Cidade de Chimoio, durante um seminário sobre desafios da mulher na administração da justiça

Apesar do aumento visível da presença feminina em cargos de destaque, muitas mulheres continuam a ver as suas decisões profissionais questionadas ou desvalorizadas, reflexo de uma cultura institucional ainda marcada por preconceitos de género.

A Comandante Provincial da PRM de Manica, Lurdes Mabunda, falou também do assédio no trabalho, mas ressalva que há também mulheres que provocam, através da sua forma de se vestir.

Já a Procuradora Shakila Alves diz que o assédio no local de trabalho não pode ser tolerado e encoraja  as vítimas a denunciarem na justiça.

O seminário da mulher na justiça juntou na mesma sala magistradas, polícias e agentes do SERNAP, com o objetivo de debater os principais obstáculos enfrentados pelas mulheres na administração da justiça.

 

Cerca de 100 pessoas foram burladas com promessas de admissão para o Instituto de Formação de professores de Chongoene e para as Forças Armadas de Defesa de Moçambique. As burlas incluem promessas relacionadas aos empregos no aparelho do Estado e soltura de detidos nas esquadras de Gaza. As vítimas pagaram entre 5 e 50 mil meticais. Em conexão com o caso, está detido um ex-funcionário do SERNAP.

O indiciado de 45 anos de idade escondia-se por detrás de vários perfis profissionais, e conforme as preocupações das suas vítimas, colocava as cartas na mesa mediante o pagamento de elevadas somas em dinheiro.

No esquema de burlas supostamente realizadas pelo ex-funcionário do serviço nacional penitenciário, caíram mais 100  pessoas, na sua maioria jovens recém formados residentes em Xai-Xai. 

Entre as vítimas, há duas jovens de 20 e 21 anos de idade, que viram o sonho de admitir ao Instituto de Formação de Professores de Chongoene transformar-se num pesadelo.

Outra vítima diz ter sido contactada pelo burlador que apresentava facilidade para ingressar às fileiras das Forças Armadas de Defesa de Moçambique.

Por sua vez, o indiciado alega ser um “biscateiro” e refuta autoria das burlas  que ocorreram entre Fevereiro e Abril corrente.

A Polícia da República de Moçambique, entretanto, diz que evidências apontam para o seu envolvimento nas burlas, e que segue investigações para se apurar de que forma o indiciado teve acesso a informação sigilosa das suas vítimas.

Na posse do indiciado, foi encontrado um telemóvel cujo banco de informação  aponta para mais de 100 transferência de valores estimados em quase 500 mil meticais. 

 

O Comando-Geral da Polícia mandou deter imediatamente e instruir processos disciplinares e criminais contra todos os agentes de intervenção rápida que consomem bebidas alcoólicas em serviço e dispararam de forma indiscriminada, ferindo colegas. O novo Chefe de Estado Maior das Forças Armadas diz que também estará atento a essas situações.

O comportamento tem sido registado nas posições Teatro Operacional Norte e nas Subunidades de Intervenção Rápida e o Ministério do Interior classifica, nesta instrução, de casos gritantes de consumo de bebidas alcoólicas.

De acordo com Ministério do Interior: “estas situações, levam membros ao ponto de recorrerem ao uso de armas de fogo e realizar disparos descontrolados, pondo em risco a ordem, segurança e o bom cumprimento da missão”.

De acordo com o documento, por se tratar de infracções criminais e disciplinares, o pelouro instruiu o Estado Maior da Unidade de Intervenção a tomar as seguintes medidas: Detenção imediata de membros que, deliberadamente, disparam nas posições ou aleijam colegas; Abertura de processo criminal e disciplinar; Retirada do fardamento e equipamento militar.

Segundo o documento, em crises extremas que ultrapassam competências provinciais, os agentes devem ser enviados a Maputo para que sejam submetidos ao tratamento no Hospital Psiquiátrico de Infulene.

Confrontado com o assunto, o novo Chefe de Estado Maior das Forças Armadas, Júlio Jane, disse que também estará atento à situação nas forças armadas.

 

O Centro Cultural Franco-Moçambicano apresenta, este sábado, a partir das 17h, a sétima edição do Festival Jazz no Franco.

O Dia Internacional do Jazz, celebrado a 30 de Abril, é uma ocasião especial para reconhecer a importância do género musical. Instituído pela Organização das Nações Unidas, em 2011, a data destaca o papel diplomático do jazz, ao unir pessoas de todas as partes do mundo através da sua paixão pela música.

A primeira edição do Jazz no Franco realizou-se em 2018 e, desde então, tem sido um ponto de encontro anual para os amantes do jazz em Moçambique. Inspirado pelos valores do Dia Internacional do Jazz, o festival procura sempre apresentar uma programação diversificada, reunindo artistas nacionais e internacionais.

Para esta sétima edição, o evento conta com a participação de:  Bokani Dyer Trio (África do Sul), 18h0, na Sala Grande; João Cabral (Moçambique), 19h30, Jardim; Hugo Corbin Quartet (França), 20h30, Sala Grande; Stélio Mondlane’s Project Evolution (Moçambique), 22h, Jardim.

O festival contará com The Vinyl Experience, um DJ set com Dub Rui, que fará uma selecção especial antes e depois dos concertos, às 17h e às 23h, no palco do Restaurante Palato.

SOBRE OS ARTISTAS

Bokani Dyer Trio é liderado pelo pianista e compositor Bokani Dyer, um dos principais nomes do jazz contemporâneo sul-africano. Natural de Botswana e criado em Joanesburgo, Dyer formou-se com distinção na University of Cape Town. O trio mistura influências do jazz tradicional com uma abordagem moderna, reflectindo a visão inovadora de Dyer. Com actuações em festivais internacionais, o trio lançou o aclamado álbum Neo Native (2019), que conquistou o prémio de Melhor Álbum de Jazz nos South African Music Awards (SAMA).

João Cabral é um músico moçambicano que combina a guitarra e a voz para criar uma sonoridade envolvente, misturando ritmos africanos e influências do jazz. Compositor, arranjista e produtor, já se apresentou em vários concertos e festivais nacionais e internacionais. Licenciado e Mestre em Jazz Performance pela University of Cape Town, celebra o Dia Internacional do Jazz interpretando tanto standards do género como temas dos seus álbuns River of Dreams (2009) e Walks of Life (2023), destacando o poder do jazz em unir culturas.

Hugo Corbin é um guitarrista e compositor Francês. Desde o seu primeiro álbum, Inner Roads (2019), a sua música é uma viagem sonora, inspirada no cinema e na literatura. No seu mais recente trabalho, Room To Dream, lançado em Março de 2025 pelo selo Quai Son Record, a sua guitarra ganha ainda mais vida ao lado do baixo de Marc Buronfosse e da bateria de Guillaume Dommartin. Desta vez, a voz também tem um papel de destaque, com Monika Kabasele a trazer a sua interpretação única, depois da parceria com Corbin no álbum Grécofuturisme. Com influências de cineastas como David Lynch e Kim Jee-Woon, Corbin cria músicas que nos fazem sonhar e aproveitar o momento.

Stélio Mondlane é um baterista, produtor e compositor moçambicano, com uma carreira sólida e diversas participações em festivais renomados, como o Festival Azgo, More Jazz Series, Bushfire, MASA Festival, entre outros, tanto em Moçambique como no exterior. Ao longo de sua trajectória, Stélio tem colaborado com artistas nacionais e internacionais, além de estar envolvido em projectos sociais relacionados ao autismo. Actualmente, lidera o Stélio Mondlane’s Project e participa de outros projectos musicais. Vencedor de dois prémios Ngoma Moçambique, já lançou um CD e um DVD e está a preparar o lançamento do seu segundo álbum, com o objectivo de continuar a enriquecer a cena musical moçambicana e além-fronteiras.

 

A X-Hub – Incubadora de Negócios Culturais e Criativos, acolhe nas suas instalações, na Cidade de Maputo, a segunda edição do projecto “Mulher Tem Power”, no próximo dia 19, a partir das 11h – a iniciativa é promovida pelo Movimento Supa Woman, liderado pela cantora Kátia Vanessa.

Com entrada gratuita e aberto ao público, a iniciativa celebra a força, criatividade e resiliência da mulher moçambicana, no contexto das comemorações do Dia Internacional da Mulher (8 de Março) e do Dia da Mulher Moçambicana (7 de Abril).

A segunda edição do “Mulher Tem Power” terá uma programação dinâmica e composta por momentos de debate, feira mista, exposição de arte e entretenimento diversificado com destaque para Música – que contará com actuações de Kátia Vanessa, Xixel Langa, Tawida Aly, Guitess Bambo, Ducha Lichucha e Mano Tsotsi, Dança – Grupo Infinity, Poesia e Teatro – Companhia de Teatro Mbeu (monólogo), Humor (stand-up comedy) – Rico Bioss e sessão de desfile de moda com o estilista Omar Adelino.

A Roda de Conversa subordinado ao tema “Direitos da Mulher vs. Violência Doméstica – um olhar sobre o nosso Amor Próprio”, juntará diversas mulheres empoderadas quem além de discutir sobre a temática proposta partilharão as suas trajectórias, desafios e conquistas, num painel composto por Eunice Andrade, Dora Chipande, Mirza Jamal, Murgue Jamú e Raquel Vedor.

De acordo com a X-Hub, o evento será composto por um espaço de bem-estar e atendimento reservado a consultas individuais e dinâmicas em grupo, com terapeutas holísticas e coaches, além das sessões de yoga e rodas de conversa de apoio emocional.

 

SOBRE O MOVIMENTO 

Idealizado pela artista e activista Kátia Vanessa, o Supa Woman é um movimento dedicado ao empoderamento feminino. Através de acções de impacto social e cultural, a iniciativa promove o fortalecimento pessoal, social e profissional das mulheres, incentivando o autoconhecimento, a valorização pessoal e a criação de redes de apoio e empreendedorismo. O movimento visa inspirar e capacitar mulheres, raparigas e aliados para concretizar projectos transformadores, promovendo uma sociedade mais justa e inclusiva.

 

O escritor moçambicano, Mia Couto, foi um dos galardoados com o prémio literário de dimensão internacional também conhecido como o “Oscar dos livros”, da PEN/AMERICA, na sua  edição de 2025. O galardão é atribuído ao conjunto da obra do escritor. 

Em comunicado oficial da PEN AMERICA, divulgado hoje, o júri do prémio justifica que a escolha se deveu ao facto da escrita de Mia Couto “sondar a história conturbada da sua terra natal,  bem como os  enigmas essenciais de identidade e existência humanas”. 

Segundo o mesmo júri, Mia Couto ocupou “um lugar singular na paisagem da literatura africana e mundial”. 

Couto é o primeiro escritor de língua portuguesa a receber este galardão. A cerimónia de entrega vai acontecer no dia 8 de Maio em Nova Iorque, numa das mais prestigiadas salas de teatro de Manhattan. 

Ao escritor juntam-se mais duas figuras, a dramaturga libanesa-americana Mona Mansour, que será homenageada com o Prémio PEN/Laura Pels da Fundação Internacional para o Teatro, e Charles H. Rowell, fundador da Callaloo, uma publicação que celebra escritores e artistas visuais de ascendência africana em todo o mundo.

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