Transformar o Conselho Constitucional em Tribunal Constitucional, criar um Tribunal de Contas, garantir autonomia financeira ao poder judicial e reforçar a justiça eleitoral, bem como o combate à corrupção, são algumas das principais propostas constantes no Pacto pela Justiça e Estado de Direito Democrático.
O documento foi apresentado durante o Congresso da Justiça, realizado recentemente na cidade de Maputo, tendo o seu texto final sido tornado público esta sexta-feira pela Procuradoria-Geral da República.
Para responder aos desafios enfrentados pelo sector, o Segundo Fórum da Justiça, realizado há uma semana na capital do País, recomendou um conjunto de reformas estruturais consideradas essenciais para o fortalecimento do sistema judicial.
Entre as principais propostas destacam-se a transformação do Conselho Constitucional em Tribunal Constitucional, a conversão do Tribunal Administrativo em Supremo Tribunal Administrativo e a criação de um Tribunal de Contas.
Para além destas alterações institucionais, o documento de 18 páginas defende igualmente o reforço da independência dos tribunais, com enfoque na autonomia administrativa e financeira do poder judicial.
O pacto propõe ainda a constitucionalização da fixação de uma percentagem do Orçamento do Estado destinada ao sector da Justiça, de forma a garantir uma autonomia financeira efectiva e progressiva.
No capítulo eleitoral, o documento sublinha que a credibilidade dos resultados constitui uma condição essencial para a paz e estabilidade no País, alertando que Moçambique não deve continuar a enfrentar crises pós-eleitorais evitáveis através da implementação de reformas estruturais.
“O País não pode continuar a assistir a crises pós-eleitorais evitáveis, quando existem reformas que estão ao alcance do Estado”, refere o documento.
O Pacto pela Justiça dedica igualmente atenção ao combate à corrupção no sistema judicial, classificando o fenómeno como uma das mais graves ameaças ao Estado de Direito.
“A corrupção no sistema de justiça é a mais grave das traições ao Estado de Direito, porque subverte o único árbitro que os cidadãos têm para defender os seus direitos”, lê-se no documento.
Para enfrentar este problema, são propostas medidas como a criação de canais confidenciais de denúncia, o reforço da fiscalização das declarações patrimoniais dos magistrados e uma maior cooperação entre as instituições de justiça e a sociedade civil.
O Conselho de Ministros aprovou a extinção da Escola Nacional de Aeronáutica, no âmbito do processo de reestruturação institucional do sector da aviação civil em Moçambique.
A decisão, que revoga o Decreto n.º 37/2006, de 27 de Setembro, visa garantir maior eficiência, eficácia, sustentabilidade e melhoria da qualidade dos serviços prestados no sector aeronáutico nacional.
Para substituir a instituição extinta, o Governo aprovou igualmente a criação da Academia Nacional de Ciências Aeronáuticas, entidade que passa a assumir a responsabilidade pela formação de profissionais da aviação civil no país.
Segundo o Executivo, a nova academia surge para responder aos desafios impostos pelo desenvolvimento do sector da aviação a nível nacional, regional e internacional, bem como para assegurar o cumprimento das normas da Organização Internacional da Aviação Civil.
Entre as principais inovações, a Academia Nacional de Ciências Aeronáuticas vai permitir a reintrodução da formação de pilotos de aeronaves de asa fixa, nomeadamente aviões, o regresso do curso de assistentes de bordo e a introdução da formação de pilotos de aeronaves de asa rotativa, como helicópteros.
O Governo considera que a nova academia contribuirá para reduzir os custos associados à formação de profissionais no estrangeiro, reforçar a eficiência operacional e a segurança da aviação civil moçambicana, além de fortalecer a soberania nacional nesta área estratégica.
As autoridades defendem ainda que a formação de profissionais especializados e devidamente certificados, aliada ao investimento em infra-estruturas e equipamentos modernos, é fundamental para acompanhar a evolução do sector e responder às exigências internacionais da aviação civil.
O vice-presidente dos Estados Unidos da América (EUA), JD Vance, afirmou, esta segunda-feira, que as negociações mantidas com responsáveis iranianos, na Suíça, estabeleceram uma base sólida para a concretização de um acordo de paz definitivo, apesar das tensões em torno do Estreito de Ormuz e da situação no Líbano.
Vance e outros responsáveis norte-americanos referiram que foram registados progressos em várias frentes, incluindo a criação de mecanismos destinados a garantir que o Estreito de Ormuz, uma via marítima estratégica para o transporte mundial de energia, permaneça aberto, bem como a travar os confrontos entre Israel e os militantes do Hezbollah, apoiados pelo Irão, no sul do Líbano, onde o cessar-fogo aparentava manter-se.
O acordo provisório para pôr termo aos combates no Irão, assinado na semana passada pelos Presidentes dos EUA e do Irão, estabelece um prazo de 60 dias para a negociação de questões fundamentais, incluindo o futuro do programa nuclear de Teerão. Persistem receios de que o país pretenda utilizar o programa para fins militares, alegação que as autoridades iranianas rejeitam.
As partes chegaram igualmente a um entendimento sobre um mecanismo destinado a pôr fim aos confrontos no Líbano entre Israel, aliado dos EUA, e o Hezbollah. Foi ainda criada uma linha de comunicação para ajudar a garantir a passagem segura de navios comerciais pelo Estreito de Ormuz, uma rota vital para o abastecimento mundial de petróleo.
JD Vance procurou minimizar as tensões geradas pela ameaça feita, no domingo, pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, de retomar a guerra caso o Irão voltasse a encerrar o Estreito de Ormuz, alegando o fracasso de Washington em travar os combates no Líbano.
A Argentina alcançou a segunda vitória no Mundial, ao derrotar a Áustria por duas bolas sem resposta. Lionel Messi voltou a ser determinante, ao apontar os dois golos. Com cinco golos, Messi é, até aqui, o melhor marcador da prova.
Na outra partida de destaque, Mbappe voltou, também, a ser fundamental, ajudando a França a vencer o Iraque por 3-0. O avançado do Real Madrid marcou dois dos três golos da selecção francesa.
A Noruega, com pé quente de Halland, venceu o Senegal por três bolas a duas, com dois tentos do avançado do Manchester City. Já a Argélia derrotou a Jordânia por 2-0 e pode sonhar com a segunda fase da prova.
O antigo internacional inglês Rio Ferdinand saiu esta segunda-feira em defesa de Cristiano Ronaldo, após a onda de críticas dirigida ao capitão da selecção portuguesa na sequência da sua exibição no empate (1-1) diante da República Democrática do Congo, na estreia de Portugal no Campeonato do Mundo de 2026.
Falando no seu canal de YouTube, “Rio Ferdinand Presents”, o antigo defesa do Manchester United considerou natural que Ronaldo esteja constantemente sob escrutínio devido à dimensão da sua carreira e ao estatuto que construiu ao longo dos anos.
“Não esperaria que Cristiano Ronaldo jogasse bem, mal ou indiferente e não recebesse enormes manchetes. Ele sabe o quão grande é e aceita que será sempre alvo de atenção quando as coisas não correm como esperado”, afirmou Ferdinand.
O ex-jogador recordou ainda o papel decisivo do avançado português na qualificação para o Mundial, rejeitando as opiniões que defendem a sua saída do onze inicial.
“Está toda a gente a dizer que ele não deve jogar e que está a prejudicar a equipa. Mas eu diria que, sem os golos dele durante a fase de qualificação, Portugal provavelmente nem estaria no Mundial”, sustentou.
Ferdinand mostrou-se igualmente convicto de que o seleccionador Roberto Martínez continuará a apostar em Ronaldo nas próximas partidas.
“Se um jogador teve um papel tão importante no apuramento para um torneio, é difícil imaginar que, quando a competição começa, passe subitamente a não ser necessário”, acrescentou.
Para Ferdinand, a personalidade competitiva do capitão português continua a ser uma das suas maiores características, mesmo aos 41 anos, e não deve ser encarada como algo negativo.
A Associação Black Bulls oficializou a saída do guarda-redes moçambicano Ernan Siluane, que vai prosseguir a sua carreira no futebol ruandês, colocando fim a uma passagem marcada por conquistas e afirmação no clube de Tchumene.
O anúncio foi feito através das plataformas digitais dos “touros”, que dedicaram uma mensagem de agradecimento ao internacional moçambicano pelos serviços prestados ao longo das últimas temporadas.
Na publicação, o clube destacou o profissionalismo, a dedicação e o compromisso demonstrados pelo guardião durante o período em que vestiu as cores da Black Bulls.
“Chegou o momento de agradecer a um jogador que honrou, com dedicação, compromisso e profissionalismo, o símbolo dos Touros. Ao longo da sua passagem pelos Black Bulls, conquistou títulos, viveu momentos marcantes e deixou a sua marca na história deste clube”, escreveu a direcção do clube.
A mensagem prossegue enaltecendo as qualidades humanas e desportivas de Siluane, desejando-lhe sucesso na nova etapa da sua carreira.
“Mais do que as vitórias, fica o exemplo de entrega, respeito e ambição demonstrados em cada treino e em cada jogo. Desejamos-te as maiores felicidades nesta nova caminhada. Esta será sempre a tua casa”, refere o comunicado.
Aos 27 anos, o guarda-redes da selecção nacional prepara-se para abraçar a primeira experiência internacional da carreira ao serviço do APR FC, uma das equipas mais tituladas e competitivas do Ruanda.
A mudança representa um passo importante na trajectória do atleta, que se destacou nos últimos anos como uma das principais referências da baliza da Black Bulls e uma presença regular nas convocatórias dos Mambas.
O APR FC tem mantido uma relação próxima com o futebol moçambicano nos últimos anos, tendo integrado vários jogadores nacionais nos seus quadros. A chegada de Ernan Siluane reforça essa ligação e surge como uma oportunidade para o guarda-redes ganhar experiência internacional e disputar competições de maior dimensão no continente africano.
Com a saída do internacional moçambicano, a Black Bulls perde uma das figuras mais influentes do seu plantel, mas deixa aberta uma nova página na carreira de um jogador que ajudou a construir alguns dos momentos mais importantes da história recente do clube.
O Ministério da Educação e Cultura admite que pode haver livro de distribuição gratuita à venda nas livrarias e papelarias por eventuais erros das editoras de livros. Sobre a falta de manuais escolares para a nona classe, o ministério diz que já disponibilizou conteúdo em formato digital.
Através deste despacho de sete de Maio de 2026, o Ministério da Educação e Cultura orientou as direcções provinciais de educação e as respectivas representações nos distritos, a recolher imediatamente todos os livros de distribuição gratuita encontrados em estabelecimentos de ensino particular.
O despacho cujo conteúdo não é novo, agitou pais e encarregados de educação com filhos no ensino particular, e pelo menos na cidade de Maputo, muitos acorrem às livrarias para a substituição dos livros.
“Nas províncias nós sabemos que há muitos desafios. Nas livrarias, compram não sei de onde, mas nós compramos também livros que vêm escritos de distribuição gratuita”, denunciou Constantino Jr, encarregado de Educação que tem um filho a frequentar ensino primário em uma escola particular na cidade de Chimoio.
O Ministério da Educação reagiu à denúncia em uma entrevista, admite que pode haver livro de distribuição gratuita à venda nas livrarias, mas tal eventualidade resulta de erros das editoras.
“Penso na eventualidade de distração por parte das reprografias dessas livrarias, que imprimiram o livro com a etiqueta de venda proibida e distribuição gratuita. Pode ser que tenha havido este lapso de imprimirem a capa com esta etiqueta”, argumentou Silvestre Dava, porta-voz do MEC.
Entretanto, nas escolas privadas, a recolha dos manuais de distribuição gratuita já começou como forma de desincentivar a circulação do livro gratuito nos mercados paralelos, justificou o ministério.
Enquanto decorre a recolha dos manuais, há outro problema que preocupa gestores escolares, encarregados de educação e livrarias. A meio do ano lectivo, as escolas, públicas e privadas continuam sem o manual físico no ensino secundário, particularmente da sétima classe.
“Em termos de material didático, recebemos o mínimo possível para iniciar o arranque. Livro disponível ainda não há, mas sempre a Direcção Distrital nos disponibilizou de forma digital os manuais que nós devemos utilizar no ensino secundário. Só que não temos manuais para os alunos utilizarem, mas temos manuais para o professor utilizar neste momento ainda não há venda para o aluno”, explicou Hortência Cossa, Directora do Instituto Fundhane.
A situação está a obrigar professores e alunos a recorrerem a apontamentos, fotocópias e conteúdos improvisados para manter as aulas. Gestores escolares temem que os arranjos impactem os resultado.
“Essa questão do manual escolar da sétima classe, principalmente no início do ano lectivo, foi um dilema, mas tem sido nesses últimos anos também, porque faz falta aos alunos terem o manual disponível, aquele manual tradicional que podem encontrar em qualquer papelaria. Encontrou-se uma solução, tem as tais fichas que são impressas, encadernadas, que funcionam como manual, mas é completamente diferente”, lamentou Isara Mussagi, do Lápis Mágico
Nas papelarias, a preocupação também é a mesma: o livro esperado desde 2023, nunca chegou.
“Nós aqui nas livrarias nunca vendemos o livro, o que apareceu foram fichas que lá tratam como brochuras. Mas de lá para cá, isso foi há dois anos atrás, nunca mais tivemos acesso, porque o ministério proibiu”, revelou uma uma fonte ligada à Papelaria Maputo.
Sem reconhecer a falta, o porta-voz do Ministério da Educação e Cultura disse ter dado orientação às escolas sobre o procedimento com a sétima classe.
“As escolas foram orientadas a ceder ou a instruírem os alunos a ceder os materiais pedagógicos no site do IEDA, o nosso Instituto de Educação Aberta e à Distância. Temos lá todos os materiais para todas as classes, para que os alunos e professores possam utilizar”, concluiu Silvestre Dava.
Entre livros retirados e livros que nunca chegaram ao mercado, o segundo trimestre segue para o fim e pais, alunos e escolas aguardam pela disponibilização dos manuais.
O Presidente da República, Daniel Chapo, endereçou uma mensagem de felicitações a todos os Funcionários e Agentes do Estado por ocasião do Dia Internacional da Função Pública, assinalado nesta terça-feira, 23 de Junho, destacando o seu papel fundamental na construção, consolidação e desenvolvimento do País.
Na mensagem, o Chefe do Estado reconhece o contributo diário dos servidores públicos, sublinhando o seu compromisso, dedicação e espírito de missão na prestação de serviços aos cidadãos em todo o território nacional.
A celebração deste ano decorre sob o lema “Transformar as Instituições Públicas: Promovendo a Inovação, a Participação e a Inclusão”, que reflete os desafios actuais da Administração Pública e a necessidade de aprofundar a sua modernização.
O Presidente da República reafirma o compromisso do Governo com a construção de um Estado moderno, eficiente, transparente e orientado para resultados, sublinhando a importância de tornar as instituições públicas mais capazes de responder às expectativas dos cidadãos.
Nesse contexto, o Chefe do Estado destaca a necessidade de simplificar procedimentos, eliminar burocracias desnecessárias, acelerar a digitalização dos serviços e reforçar a transparência e a prestação de contas na Administração Pública.
O Presidente da República sublinha igualmente que nenhuma reforma será bem-sucedida sem servidores públicos qualificados, motivados e comprometidos com os valores da função pública.
O documento destaca ainda a aposta do Governo na formação e capacitação dos quadros do Estado, com especial enfoque para a criação da Escola de Governação, vista como um instrumento estratégico para a profissionalização da Administração Pública.
A mensagem presidencial reforça igualmente a importância da participação e inclusão, defendendo uma Administração Pública aberta ao diálogo com os cidadãos e orientada para a melhoria contínua dos serviços.
O Presidente da República termina a sua mensagem felicitando todos os Funcionários e Agentes do Estado, apelando à continuidade do seu trabalho com dedicação, disciplina, humildade e elevado sentido de responsabilidade, em prol do desenvolvimento de Moçambique.
O sistema informático do Instituto Nacional de Segurança Social (INSS) já está operacional, com o restabelecimento do funcionamento de todos os serviços, este domingo.
Um comunicado da instituição, a que a STV teve acesso, indica que o INSS retomou com o pagamento de benefícios diversos, assim como os contribuintes e trabalhadores por conta própria podem declarar as suas contribuições no Sistema de Informação de Segurança Social e efetuar o pagamento das suas guias através de diversas formas disponíveis nos bancos comerciais.
Através de vias alternativas, o INSS já pagou a todos os 146.128 pensionistas, refere o documento.
A oscilação do sistema informático, recorde-se, registou-se desde o passado dia 15 de Junho, afectando o processo normal do funcionamento dos serviços, culminando, a título de exemplo, com um ligeiro atraso no pagamento das pensões do mês corrente.
O político moçambicano Venâncio Mondlane foi eleito presidente da Aliança Nacional por um Moçambique Livre e Autónomo, ANAMOLA, e tomou posse no cargo ainda esta segunda-feira, durante a primeira Convenção Nacional da formação política, realizada na cidade de Nampula.
Mondlane foi eleito com cerca de 94,04% dos votos, segundo avançou Abdul Nariz, assessor de imprensa do partido. O político era o único candidato à presidência da organização, que fundou em Agosto e liderava interinamente desde a sua criação.
De acordo com a fonte, todos os delegados presentes com direito a voto aprovaram a eleição de Venâncio Mondlane para a liderança máxima da ANAMOLA.
Após a proclamação dos resultados, o novo presidente do partido prestou juramento e assumiu formalmente as funções, numa cerimónia que marcou a consolidação da estrutura de liderança da nova formação política.
A primeira Convenção Nacional da ANAMOLA reuniu cerca de 400 delegados e dezenas de convidados nacionais e estrangeiros, tendo como principais objectivos definir orientações estratégicas, aprovar linhas de actuação política e eleger os órgãos internos da organização, incluindo o Conselho Nacional e a Comissão Executiva.
Os trabalhos decorreram durante três dias, iniciando com um programa aberto ao público, que incluiu uma marcha, e prosseguindo com sessões de debate e deliberação interna até ao encerramento em formato restrito.
A eleição e tomada de posse de Venâncio Mondlane acontecem numa fase de organização interna da ANAMOLA, que procura preparar-se para os próximos ciclos eleitorais, nomeadamente as eleições autárquicas previstas para 2028 e as eleições gerais de 2029.
O novo presidente do partido já admitiu a possibilidade de voltar a candidatar-se à Presidência da República, uma decisão que dependerá das estratégias e deliberações internas da formação política.
A liderança da ANAMOLA deverá apresentar, no encerramento da Convenção Nacional, as principais resoluções aprovadas e o roteiro político do partido para os próximos anos.

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