Um automobilista morreu carbonizado na madrugada deste sábado, na sequência de uma colisão entre uma viatura ligeira e um camião, na Estrada Nacional Número Um (EN1), no Distrito Municipal da Katembe, Cidade de Maputo. O acidente provocou ainda dois feridos.
O sinistro ocorreu nas primeiras horas da manhã e destruiu completamente a viatura ligeira, que se incendiou após o embate, impossibilitando o condutor de escapar às chamas.
No camião seguiam duas pessoas. Uma sofreu ferimentos graves e a outra contraiu ferimentos ligeiros. Ambas foram socorridas e transportadas para uma unidade hospitalar, onde recebem assistência médica.
O proprietário do camião afirmou que, de acordo com as informações que lhe foram transmitidas, o veículo seguia normalmente no seu percurso quando ocorreu a colisão.
As circunstâncias em que o acidente se deu continuam por esclarecer. Contudo, a Polícia de Trânsito admite, como hipótese preliminar, que o sinistro tenha resultado de uma alegada circulação em contramão por parte do condutor da viatura ligeira. As investigações prosseguem para o apuramento das causas do acidente.
Até ao fecho desta edição, as viaturas sinistradas permaneciam no local do embate, enquanto decorriam os trabalhos das autoridades competentes.
O Presidente da República, Daniel Chapo, no uso das competências que lhe são conferidas, nomeou Matilde Augusto Monjane Maltez de Almeida para o cargo de Vice-Presidente do Tribunal Supremo.
Matilde Maltez de Almeida é Juíza Conselheira do Tribunal Supremo desde Setembro de 2012 e foi nomeada no mesmo ano ao cargo de Presidente do Conselho Administrativo do Cofre dos Tribunais.
Mais recentemente, em Setembro de 2024, foi condecorada com a Medalha de Mérito do Trabalho, instituída pelo Estado Moçambicano com o objectivo de reconhecer e estimular no seio dos trabalhadores e dos cidadãos a prática de trabalho árduo, produtivo e criador, necessário à criação do bem-estar material, social e cultural de todo o povo.
A Faixa de Gaza está a passar pela sua crise humanitária mais grave desde o início da última ronda do conflito entre Israel e o Hamas, em Outubro de 2023. O alerta é das Nações Unidas.
Em conferência de imprensa, nesta segunda-feira, as Nações Unidas emitiram um alerta severo sobre a catástrofe humanitária em Gaza, afirmando que a situação atingiu o seu pior ponto desde o início das hostilidades, há 18 meses.
“O Escritório de Coordenação de Assuntos Humanitários alerta que a situação humanitária provavelmente será a pior dos últimos 18 meses desde o início das hostilidades. Já faz um mês e meio que nenhum suprimento foi autorizado a passar pelas fronteiras para Gaza, de longe a mais longa interrupção desse tipo até o momento. A ajuda humanitária deve estar acima de qualquer tipo de decisão política. E acredito que houve resoluções do Conselho de Segurança, e acho que fomos muito claros sobre o fato de que a ajuda humanitária deve ser livremente acessível a todos que precisam”, disse Stephane Dujarric, Porta-Voz Do Secretário-Geral da ONU.
O porta-voz do secretário geral da ONU vai mais longe ao chamar Israel à responsabilidade. “Israel tem responsabilidades, perante o direito internacional, como potência ocupante, de fornecer adequadamente serviços básicos e ajuda humanitária à população de Gaza. Isso não está a acontecer. Apontaremos as situações, as violações, em nossa opinião, do direito internacional”.
De acordo com funcionários da ONU, os ataques de Israel em Gaza intensificaram-se nos últimos dias, resultando em um grande número de vítimas civis e em maiores danos à já frágil infra-estrutura da Faixa de Gaza.
Mais de 70% do território foi designado como zona de evacuação ou zona de perigo, seguindo novas ordens israelitas.
Mesmo as instalações da ONU não foram poupadas pelos ataques de Israel. Os armazéns e centros de distribuição de alimentos da organização, na Cidade de Gaza, teriam sido atacados.
A Argélia instruiu 12 autoridades francesas a deixarem o país em 48 horas, conforme declarado pelo ministro das Relações Exteriores francês na segunda-feira. Esta acção está supostamente relacionada à prisão de três cidadãos argelinos na França.
“Peço às autoridades argelinas que abandonem essas medidas de expulsão. Se a decisão de enviar de volta nossos funcionários for mantida, não teremos outra escolha a não ser responder imediatamente”, disse o ministro das Relações Exteriores, Jean-Noel Barrot.
Uma fonte diplomática, citada pela Africannews, revelou que entre os que foram convidados a sair estão membros do Ministério do Interior francês.
Este incidente ocorre após a acusação de três argelinos, incluindo um funcionário consular, por promotores franceses na sexta-feira, suspeitos de participar do sequestro do influenciador argelino Amir Boukhors em um subúrbio de Paris em abril de 2024.
Conhecido como “Amir DZ”, Boukhors é um opositor ferrenho do governo argelino, acumulou mais de um milhão de seguidores no TikTok e recebeu asilo político em 2023.
O governo argelino está pedindo seu retorno para enfrentar processos judiciais, tendo emitido nove mandados de prisão internacionais contra ele por suposta fraude e terrorismo.
Essa situação coloca pressão adicional sobre um relacionamento já deteriorado. Durante décadas, os laços entre Paris e Argel foram complexos, apesar dos esforços contínuos para fortalecer o relacionamento.
A Primeira-Dama da República, Gueta Chapo, exige das autoridades e parceiros adopção de estratégias e medidas arrojadas para combate às uniões prematuras no país.
Gueta Chapo está em Tete desde esta segunda-feira, numa visita de trabalho de três dias e visitou o distrito de Changara, onde manteve encontros com associação de produtores locais, pessoas idosas e vulneráveis. No seu discurso pela ocasião, Gueta Chapo declarou tolerância à violação dos direitos humanos.
Gueta Chapo, diz ser urgente a adopção de acções contra casamentos prematuros, que segundo ela, matam sonhos de muitas crianças.
Ainda no âmbito da visita, a Primeira-Dama procedeu à entrega de produtos alimentares a mulheres idosas carenciadas, meios de compensação, tratores e insumos agrícolas à associação de produtores. Na mesma senda, visitou três mulheres idosas e chefes de famílias vulneráveis e prometeu apoiar as famílias.
Morreu, este domingo, o antigo presidente do Clube Ferroviário de Maputo, Sancho Quipisso Jr., vítima de doença.
Figura de referência no desporto moçambicano, Sancho Quipiço Júnior desempenhou, ao longo da sua trajectória, funções de grande responsabilidade no Clube Ferroviário de Maputo, instituição que presidiu entre 2015 e 2019, deixando um legado de dedicação e compromisso.
Sancho Quipisso foi responsável pelo conquista do último título nacional dos “locomotivas” de Maputo, em 2016, para além de ter levado a equipa masculina de basquetebol a uma presença inédita na Liga Africana de Basquetebol, em 2019.
Durante a sua vigência na presidência do Ferroviário de Maputo, Sancho Quipisso conquistou sete títulos nacionais nas várias modalidades em que o clube participa.
O funeral de Sancho Quipisso Jr. está marcado para esta quarta-feira.
Joel Amaral, vulgarmente conhecido por Mc Trufa-fa, está fora de perigo e a receber cuidados no Hospital Central de Quelimane.
Um crime que está a preocupar diversos actores na cidade de Quelimane e não só. Joel Amaral, músico da banda Tudulos Mia, conhecido por MC trufafa, sofreu uma tentativa de assassinato a tiro na tarde de Domingo, no bairro Benedito, por pessoas até aqui desconhecidas. Minutos depois foi socorrido ao Hospital central de Quelimane
Médicos confirmam a entrada do paciente que Chegou com uma ferida localizada na região frontal esquerda da cabeça e com sangramento intenso. Foi observado através de imagem de TAC e constatou-se que as estruturas internas da cabeça não foram atingidas.
A Polícia da República de Moçambique reagiu a este caso preocupação e diz que vai trabalhar para esclarecer. O Governador da Zambézia, Pio Matos, também mostrou preocupação com o baleamento de Joel Amaral.
O ex-candidato presidencial para eleições de 2024, Venâncio Mondlane, chegou a Quelimane e visitou Joel Amaral.
Por conta da situação, o edil de Quelimane reagiu através de um comunicado onde refere que nos próximos três dias haverá marcha pacífica na cidade em repúdio da ocorrência.
Um navio carregado de carvão mineral pegou fogo após desancorar no Porto de Nacala-a-Velha, onde esteve a carregar o minério, segundo informação da Delegação da Autoridade Reguladora do Transporte Marítimo em Nacala, na província de Nampula.
O navio tinha como destino a Polónia e o incêndio foi registado na casa das máquinas, causado por uma explosão ainda por apurar a origem. Não há registo de perdas humanas, apenas há a assinalar quatro feridos ligeiros entre os tripulantes.
Quatro rebocadores da CFM-Logistic e do Corredor Logístico Norte, com sistema de extinção de incêndio, foram mobilizados para o local, contudo o fogo já havia sido debelado pela tripulação do navio.
A bancada parlamentar do MDM propõe a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para averiguar os detalhes por detrás dos contratos assinados entre o Governo e as empresas Fly Modern Ark e a EuroAtlantic para a gestão da LAM, por entender haver ruído na informação avançada pelo Executivo
Os deputados do Movimento Democrativo de Moçambique, na Assembleia da República, não ficaram satisfeitos com as informações, prestadas pelo governo em sede do parlamento, sobre a gestão da empresa Linhas Aéreas de Moçambique.
Para o MDM o governo não foi explícito sobre os detalhes do contrato de gestão que havia sido estabelecido com a Fly Modern Ark bem e a EuroAtlantic, por isso é que exige a criação de uma comissão de inquérito para o esclarecimento do assunto.
“Acabamos de depositar o projeto de resolução para a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito. Aqui queremos desafiar as bancadas parlamentares a viabilizarem a criação da Comissão Parlamentar de Inquérito. Desta forma, a Assembleia da República estará a posicionar-se enquanto fiscalizadora dessa situação governativa e estará a posicionar-se na luta contra a corrupção. Portanto, nós estamos interessados em aferir a legalidade dos contratos com a Fly Moden Ark e com a Euroatlantic”, disse Fernando Bismaques, chefe da Bancada.
O objectivo do MDM passa por esclarecer a oscilação dos valores de indemnização que o Estado deve pagar a estas empresas, ao mesmo tempo evitar que o projecto de revitalização daquela empresa de bandeira aconteça em meio a riscos.
“Por isso, nós, enquanto bancada, não podemos ficar alheios. Estamos comprometidos em tudo fazer para contribuir na luta contra a corrupção no nosso país. E também é uma forma de proteger as três empresas que entram agora na estrutura acionista da LAM. Refiro-me à HCB, aos Caminhos de Ferro de Moçambique e à Emose. Porque se nós não criarmos as condições necessárias para viabilizar o melhor funcionamento das linhas aéreas de Moçambique, colocaremos em risco o financiamento ou o investimento de cerca de 130 milhões de dólares a ser feito por estas três empresas públicas”, explica.
Ademais, o MDM desconfia que haja corrupção em meio ao processo. “O combate à corrupção não se faz com discursos, faz-se com ações. E a Comissão Parlamentar vai permitir que a Procuradoria Geral da República e outras entidades possam fazer uma auditoria forense aos negócios das linhas aéreas de Moçambique nos últimos 20 anos”, lamenta.
O MDM na Assembleia da República, diz estar preocupada com o facto “através da imprensa, através da Justiça, que as linhas aéreas de Moçambique têm estado a ter uma gestão errática, uma gestão danosa. Por isso é de nosso interesse, até para recuperar a imagem das linhas aéreas de Moçambique, porque têm estado a adiar, a cancelar voos, a incumprir os horários, a incumprir o plano regular dos voos.”
A transportadora portuguesa EuroAtlantic, que era responsável pela viabilização da rota Maputo-Lisboa, exige que o governo de Moçambique pague cerca de 21 milhões de dólares de rescisão do contrato, entretanto o executivo disse na semana passada haver análises nos contratos que possam trazer mudanças.
Pelo menos 34 alunos que estudavam ao relento na Escola do Primeiro Grau de Mahuvane, distrito de Moamba, província de Maputo, passam a beneficiar-se de salas de aula e carteiras. A escola foi inaugurada, esta segunda-feira, depois de ser requalificada.
“Estou feliz por terem reabilitado a nossa escola. Estudávamos debaixo das árvores, nos dias de chuva não vínhamos à escola. Não tinha chapas e os quadros já estavam estragados”. É o relato de um aluno da quinta classe, que estudou em condições precárias, depois de a sua escola ter ficado destruída, com a passagem de um vendaval, em 2024.
Agora, com quadros novos, carteiras novas e teto nas salas de aula, os alunos de ensino bilíngue passam a estudar em condições condignas.
A Escola do Primeiro Grau de Mahuvane foi inaugurada esta segunda-feira, pela administradora do distrito de Moamba, Teresa Mauaie. A infraestrutura vai ajudar a reduzir o número de turmas ao relento, numa altura em que só neste ponto do país, há pelo menos 121. Por isso, a administradora pede rigor na preservação e na manutenção dos bens da escola.
Os fundos para a reabilitação desta unidade de ensino são da JJR Construções, no âmbito da sua responsabilidade social.
Com os trabalhos, a escola passa também a beneficiar de água e iluminação.
As obras de reabilitação estão avaliadas em cerca de dois milhões de meticais. Os alunos desta escola irão também se beneficiar de uniforme escolar gratuito e calçados.

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