Um automobilista morreu carbonizado na madrugada deste sábado, na sequência de uma colisão entre uma viatura ligeira e um camião, na Estrada Nacional Número Um (EN1), no Distrito Municipal da Katembe, Cidade de Maputo. O acidente provocou ainda dois feridos.
O sinistro ocorreu nas primeiras horas da manhã e destruiu completamente a viatura ligeira, que se incendiou após o embate, impossibilitando o condutor de escapar às chamas.
No camião seguiam duas pessoas. Uma sofreu ferimentos graves e a outra contraiu ferimentos ligeiros. Ambas foram socorridas e transportadas para uma unidade hospitalar, onde recebem assistência médica.
O proprietário do camião afirmou que, de acordo com as informações que lhe foram transmitidas, o veículo seguia normalmente no seu percurso quando ocorreu a colisão.
As circunstâncias em que o acidente se deu continuam por esclarecer. Contudo, a Polícia de Trânsito admite, como hipótese preliminar, que o sinistro tenha resultado de uma alegada circulação em contramão por parte do condutor da viatura ligeira. As investigações prosseguem para o apuramento das causas do acidente.
Até ao fecho desta edição, as viaturas sinistradas permaneciam no local do embate, enquanto decorriam os trabalhos das autoridades competentes.
A Federação Moçambicana de Futebol informou, através de um comunicado, a aprovação de onze campos para os jogos do campeonato nacional e da Taça de Moçambique ZAP, a partir dos quartos-de-final, para provas deste ano. Dois campos foram reprovados por não reunirem condições para acolher jogos.
Ao todo, são onze os campos aprovados pela Federação Moçambicana de Futebol para jogos oficiais deste ano. Segundo nota da Casa do Futebol, a aprovação foi “após rigorosas inspecções técnicas”, o que acabou por permitir a provação dos campos que irão acolher os jogos do Moçambola 2025 e da Taça de Moçambique ZAP.
Assim, foram aprovados os campos dos cinco representantes da zona Sul do país no Moçambola 2025, nomeadamente o Lalgy Arena, que vai acolher jogos da Associação Black Bulls, o Campo do Costa do Sol para jogos dos “canarinhos”, o Campo do Afrin, onde o Ferroviário de Maputo vai acolher seus jogos enquanto o Estádio da Machava não fica pronto, o Campo da Liga Desportiva de Maputo, a ser utilizado pelo Desportivo da Matola, e o Estádio Municipal Valdemar Oliveira, na Maxixe, para jogos da Associação Desportiva de Vilankulo.
Ao nível da zona Centro, foram aprovados apenas três campos, nomeadamente o Estádio 27 de Novembro, onde a União Desportiva de Songo vai acolher seus jogos, o Campo do Ferroviário da Beira, também conhecido como “caldeirão” do Chiveve, para jogos dos “locomotivas” locais, e o campo da Soalpo, onde o Textáfrica do Chimoio vai receber seus adversários.
No Norte do país, onde existem cinco representantes no Moçambola, a Federação Moçambicana de Futebol aprovou quatro campos. Assim, o Ferroviário de Nampula vai acolher seus jogos no Estádio 25 de Junho, em Nampula, o Ferroviário e o Desportivo, ambos de Nacala, terão como casa o Campo do Ferroviário de Nacala, também conhecido como “Pedreira”, e o Baía de Pemba vai receber seus adversários no Estádio Municipal de Pemba.
Por outro lado, dois campos foram reprovados para jogos do Moçambola e da Taça de Moçambique ZAP, nomeadamente o Estádio Municipal 1º de Maio de Lichinga, casa do Ferroviário de Lichinga, e o Campo Municipal 25 de Setembro, em Moatize, que seria para acolher jogos do Chingale de Tete.
Ou seja, os “locomotivas” de Lichinga e os “canarinhos” de Tete devem procurar um campo alternativo para seus jogos, ou melhorarem o mais rápido possível as anomalias identificadas pela comissão que inspeccionou os campos, no caso concreto a Comissão de Licenciamento de Clubes.
Dias depois do anúncio de um novo prazo para a regularização das viaturas, a Associação dos Transportadores Rodoviários de Inhambane veio a público expressar o seu descontentamento.
Rodrigues Guese, presidente da associação, não poupou críticas às autoridades municipais, afirmando que os transportadores se sentem desrespeitados e injustamente tratados, pelo facto de alguns associados estarem a operar com licenças expiradas.
“Nos sentimos a nos ferirem quando dizem que são ilegais. O ilegal, para nós, era de se considerar mesmo aqueles que apenas compraram uma viatura e estão a exercer a actividade, sem que tenham observado nem uma e nem outra coisa que é necessário se juntar para o exercício desta actividade”, disse Rodrigues Guese.
Por isso, segundo Guese, “foi uma das razões também que nos levou a esta situação, porque fomos vistos como ilegais, mas não somos, não somos ilegais”.
Para Guese, há uma longa história de denúncias feitas pela ASTROI sobre a presença de operadores ilegais no sector, que nunca foram levadas a sério pelas autoridades. Guese considera que o foco excessivo nas licenças expiradas dos associados ignora um problema maior e mais grave.
“Temos estado a reclamar desta situação dos ilegais, porque hoje aparecemos nós como os ilegais, mas, se formos à prática, esta cidade tem muitos ilegais, que temos estado a reclamar sempre destes ilegais, mas ninguém já saiu às ruas atrás destes ilegais”, prosseguiu.
O presidente da ASTROI defende os associados, explicando que a situação de irregularidade não é voluntária. Segundo disse, os desafios económicos actuais tornam difícil cumprir com todas as exigências, sem, contudo, significar que os transportadores estejam a operar de má-fé.
“Renovar a licença, nós estamos a dizer que é o custo que é tão alto, são os requisitos todos necessários para que este possa renovar a partir da sua viatura, tem de apresentar em mínimas condições e outros derivados, como é o caso dos seguros e tudo mais”, explica Guese, acrescentado que, “juntando esses requisitos todos, o transportador acaba por não ter possibilidade suficiente para conseguir responder”.
Rodrigues Guese diz ainda que foi essa a situação que levou a que se levasse mais tempo, uma vez que “esta parte não estava a ser observada”.
Ainda assim, Guedes reconhece que o novo prazo estabelecido pelo município pode ser uma oportunidade para corrigir algumas irregularidades. No entanto, alerta que a situação exige mais sensibilidade por parte das autoridades, considerando as dificuldades económicas que o país atravessa.
Moçambique vai acolher, de 06 a 10 de Junho, o segundo Congresso dos 500 anos do nascimento de Luís de Camões, dando ênfase à relação do poeta português com o oceano Índico e o território moçambicano.
O anúncio foi feito nesta quarta-feira em conferência de imprensa que inclui as universidades Eduardo Mondlane (UEM) e Politécnica, de Moçambique, e a Universidade de Ciência e Tecnologia de Macau, em coordenação com a Rede Camões em África e Ásia.
Os organizadores afirmaram que o congresso, dedicado à discussão da obra e legado de Camões, arranca no dia 06 de Junho com actividades em Maputo, num modelo híbrido com sessões virtuais e presenciais.
No dia 10, Dia de Camões, o evento vai decorrer no Centro de Arqueologia e Investigação e Recursos da UEM, na Fortaleza de São Sebastião, na Ilha de Moçambique, província de Nampula, no norte do país.
Para além de debates e apresentações de estudos e comunicações sobre Luís de Camões, estão igualmente agendadas exposições artísticas e visitas a lugares históricos da Ilha de Moçambique, reunindo também “estudiosos, escritores, investigadores e entusiastas da literatura camoniana”, avançou a organização.
Estão ainda programadas apresentações musicais inspiradas na poesia de Camões, com a intenção de preservar o seu legado e encontrar nas suas obras marcas e referências de lugares onde viveu ou passou.
“Este evento é de grande importância para aqueles que lidam com a literatura, linguística, tanto para o ensino superior como para o ensino médio, porque esta é uma figura emblemática e que é de destaque na literatura, principalmente nos países lusófonos”, disse Serafim Adriano, professor da UEM.
A organização indicou que a escolha de Moçambique como palco do segundo congresso reforça a importância histórica e cultural do país no contexto da expansão marítima portuguesa e da interação entre diferentes culturas no período dos descobrimentos.
A Rede Camões em África e Ásia, que promove e incentiva estudos e publicações sobre Camões, realizou o primeiro congresso sobre os 500 anos do nascimento de Luís Vaz de Camões no ano passado, em Macau, sendo que para 2026 se pretende levar o mesmo evento para Goa, fazendo um périplo por lugares onde o poeta passou e viveu, explicou a organização.
Nascido há 501 anos, em 10 de Junho de 1524, em Lisboa, o poeta-soldado viveu e escreveu cerca de dois anos na Ilha de Moçambique, na antiga rua do Fogo, onde também terá sentido que o amor “é fogo que arde sem se ver”.
Fumo negro saiu na noite de ontem da chaminé do Vaticano, quando eram 21 horas locais (mesma hora em Moçambique), para indicar que os 133 cardeais eleitores, reunidos em conclave desde a parte da tarde, ainda não chegaram a consenso sobre o próximo Papa. Esta foi a única votação do dia, e a primeira do conclave para escolher o sucessor do Papa Francisco. A próxima será na manhã de hoje, quinta-feira
Os olhos do mundo estavam virados para a chaminé da Capela Sistina. E não foi ontem, quarta-feira, que o mundo conheceu o novo Papa. Com 133 cardeais representando 70 países, começou o conclave para escolha do sucessor do Papa Francisco. Na primeira votação concluída por volta das 21h00 locais, mesma hora em Moçambique, pelos cardeais, saiu a fumaça preta da chaminé, o que indica que o futuro Papa ainda não foi eleito.
O começo
O conclave, processo de escolha do novo Papa da Igreja Católica, começou por volta das 17h45, no horário local (mesma hora em Maputo), na Capela Sistina, nesta quarta-feira, quando os cardeais se isolaram para a votação na Capela Sistina.
Cantaram
No local, os cardeais cantaram o hino em latim “Spiritus Sanctus” e, em um ritual final, os clérigos realizaram um juramento colectivo e individual, prometendo sigilo perpétuo sobre a eleição papal.
A capela entra então em “extra omnes”, ou seja, “todos para fora”. As portas foram fechadas para pessoas de fora, deixando os cardeais votarem.
Os dias
Os conclaves costumam estender-se por vários dias, com várias votações realizadas antes que um candidato obtenha a maioria necessária de três quartos para se tornar Papa. Durante o período, os votantes ficam hospedados em duas casas do Vaticano e fazem o juramento de permanecerem fora de contacto com qualquer pessoa que não participe na votação secreta.
Votação
O conclave ocorre ao longo de quantas rondas de votação forem necessárias. Se os cardeais da Igreja Católica não tiverem escolhido um novo Papa até ao terceiro dia do conclave, então as coisas não estarão a sair como planejado.
Caso a fumaça branca não saia em três dias, as votações serão interrompidas por 24 horas para que os cardeais tenham um período de oração e reflexão.
Entretanto, a fumaça preta era, de certa forma, algo esperado diante do histórico dos conclaves. Nenhum dos dez últimos, por exemplo, acabou na primeira votação. De 1903 para cá, o que chegou mais perto disso foi a eleição de Pio 12, em 1939; quando foi escolhido no segundo dia pela manhã, na terceira sessão de voto.
Dos mais recentes, Joseph Ratzinger tornou-se Bento 16 na quarta votação, e Jorge Mario Bergoglio passou a ser Francisco após a quinta.
A partir deste segundo dia, são duas votações no turno da manhã e duas no período da tarde/noite. Se a primeira votação de cada turno não eleger um candidato, a seguinte começa imediatamente.
O ministro da Juventude e Desporto, Caifadine Manasse, manteve, nesta quarta-feira, um encontro de trabalho com Marie Leatitia Kayisire, representante residente da ONU Mulher em Moçambique, escreve o MJD na sua página das redes sociais.
Durante o encontro, que teve lugar no edifício do Ministério da Juventude e Desporto, a ONU Mulher apresentou o plano Estratégico da Juventude para a igualdade de género em Moçambique, um instrumento orientador que visa acelerar a implementação de programas de promoção da igualdade de género, com enfoque especial em iniciativas lideradas por jovens.
Caifadine Manasse, por seu turno, expressou a sua satisfação com a abordagem da ONU Mulher e destacou a importância de envolver a juventude como agente activo na transformação social.
Manasse reiterou ainda total disponibilidade do sector para colaborar com a ONU Mulher na Implementação do plano estratégico e em futuros projectos que promovem o empoderamento juvenil, a equidade de género e a inclusão social em Moçambique.
“Acreditamos que a juventude é a chave para uma sociedade mais justa, inclusiva e igualitária. Esta parceria representa um passo firme nesse caminho,” sublinhou o Ministro.
O encontro marcou o início de um novo ciclo de cooperação entre o Governo de Moçambique e a ONU Mulher, reforçando o esforço colaborativo de construir um futuro onde jovens homens e mulheres tenham oportunidades iguais para prosperar e liderar.
A Comissão Permanente da Assembleia da República adiou, hoje, o debate da Proposta de Lei relativa ao Plano Económico e Social e Orçamento do Estado para o presente ano.
O adiamento da sessão, inicialmente marcada para amanhã, deve-se ao facto de o parlamento não ter recebido alguns anexos referentes ao documento. Assim, a sessão está agendada para a próxima quinta-feira.
O ganhador do Prémio Nobel da Paz, Denis Mukwege, denunciou, hoje, o uso da violência sexual como arma de guerra no conflito na República Democrática do Congo (RDC).
Falando no Parlamento Europeu em Estrasburgo, França , o médico congolês descreveu o que chamou de “situação dramática” na região de Kivu do Norte, no Congo .
“Tivemos 10 mil casos de violência sexual , dos quais 30 a 35% são estupros contra crianças. Há uma tendência à violência inaceitável, mas atacar crianças é ir além de qualquer limite imaginável”, disse Mukwege, citado pelo African News.
Mukwege fundou o Hospital Panzi na cidade de Bukavu, no leste da RDC, e por mais de 20 anos tratou inúmeras mulheres que foram estupradas em meio a combates entre grupos armados, que buscavam o controle de algumas das vastas riquezas minerais do país centro-africano.
O laureado com o Nobel da Paz em 2018 estava em Estrasburgo para um encontro com membros do Parlamento Europeu, com vista a instá-los a ajudar nas negociações e conversas de paz com os grupos rebeldes.
Mukwege dividiu o Prémio Nobel da Paz de 2018 com a activista Nadia Murad , que foi sequestrada e vendida como escrava sexual por militantes do Estado Islâmico em 2014.
Arranca hoje pelas 17 horas, hora local do Vaticano, o conclave número 208 da Igreja Católica e que vai eleger o próximo Papa. A noite de ontem foi caracterizada pela última congregação geral, danificação do selo secreto do Papa e na manhã de hoje houve a missa solene celebrada antes do início de um conclave.
Começa a reunião colegial dos cardeais da igreja católica Romana. Os 133 já estão concentrados no Vaticano para o conclave número 208 da história da igreja, o terceiro no terceiro milênio.
Antes do arranque do processo, havia alguns procedimentos importantes a seguir, um deles é o cancelamento do anel do pescador, isto é a danificação do selo secreto do anterior Papa.
Momentos antes, realizou-se, na sala do sínodo, a décima segunda Congregação Geral do Colégio dos Cardeais, por sinal a última antes do conclave.
Conduzido pelo Secretário do Estado do Vaticano, Pietro Parolin, os candidatos ao papado realizaram, pelas 10 horas, a missa “Pro Eligendo Pontífice na Basílica de São Pedro”.
Às 16 horas e 30 minutos, os cardeais seguem em procissão até a Capela Sistina, onde farão o juramento de segredo e dá-se início ao Conclave, pontualmente às 17 horas.
Espera-se que a primeira votação venha a acontecer no início da noite e o primeiro sinal da fumaça branca ou escura, é esperado por volta das 19 horas.
Caso não haja indicação do papa na primeira sessão, nos dias seguintes seguir-se-á o procedimento normal, de dois votos pela manhã e outros dois votos à tarde.
Índia lança a “Operação Sindoor”, atingindo várias zonas do Paquistão, em retaliação ao ataque do mês passado a Pahalgam, na Caxemira administrada pela Índia.
A Índia lançou mísseis contra áreas controladas pelo Paquistão na manhã de quarta-feira, o que provocou a morte de, pelo menos, oito pessoas, incluindo uma criança. O líder do Paquistão descreveu a acção como um acto de guerra.
A Índia diz ter visado instalações utilizadas por militantes associados ao recente massacre de turistas na região de Caxemira, administrada pela Índia.
De acordo com um comunicado do exército indiano, os bombardeamentos paquistaneses causaram a morte de pelo menos três civis na Caxemira.
As relações entre os dois países vizinhos, com capacidade nuclear, deterioraram-se significativamente na sequência do atentado da semana passada em Pahalgam, que causou a morte de 26 pessoas e que a Índia atribuiu ao apoio do Paquistão.
O secretário-geral das Nações Unidas (ONU), António Guterres, admitiu estar “muito preocupado” com as operações militares da Índia na fronteira com o Paquistão e apelou à máxima contenção de ambos os países.
Desde o cessar-fogo que pôs fim à primeira guerra, em 1949, as tropas indianas e paquistanesas têm-se enfrentado ao longo dos 770 quilómetros da LoC que divide Caxemira em duas, desde os picos nevados dos Himalaias até às planícies férteis do Punjab.

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