A província de Cabo Delgado regista, em média, cinquenta casos de corrupção por ano, envolvendo, sobretudo, funcionários dos sectores da saúde e da educação. Entre os crimes mais frequentes destacam-se o desvio de fundos públicos, o suborno e outras práticas ilícitas relacionadas com a administração do Estado.
Apesar do elevado número de denúncias recebidas, a Procuradoria Provincial de Cabo Delgado revela que uma parte significativa dos processos acaba por ser arquivada, devido à insuficiência de provas que permitam sustentar a acusação em tribunal.
Os funcionários públicos continuam a liderar a lista dos arguidos, sendo os sectores da saúde e da educação apontados como os mais vulneráveis à prática de actos de corrupção.
Segundo a Procuradoria, o suborno para obtenção de serviços públicos ou de benefícios estatais de forma ilegal figura entre as modalidades de corrupção mais recorrentes na província.
Com o objectivo de aproximar a justiça dos cidadãos e incentivar a denúncia de práticas ilícitas, a Procuradoria Provincial tem vindo a promover campanhas denominadas “Tendas da Justiça”, uma iniciativa que permite recolher preocupações e denúncias da população fora do ambiente formal das instituições judiciais, reforçando a participação dos cidadãos no combate à corrupção.
O Presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump, e o primeiro-ministro da Arábia Saudita, o príncipe herdeiro Mohammed bin Salman, assinaram acordos de parceria económica estratégica, cujos conteúdos não foram revelados. Estes acordos inserem-se na visita de estado de Donald Trump àquele país asiático.
Donald Trump embarcou esta segunda-feira para uma turnê por Arábia Saudita, Qatar e Emirados Árabes Unidos. Na sua chegada à capital Riad, o presidente dos Estados Unidos foi recebido pelo primeiro-ministro do Arábia, Mohammed bin Salman.
Nesta terça-feira, Trump assinou uma “parceria econômica estratégica” com Bin Salman, embora os detalhes além do anúncio tenham sido escassos. Os dois líderes sentaram-se sob um retrato do Rei Salman enquanto um locutor lia em voz alta os memorandos e acordos sobre energia, defesa, saúde e artes.
Os EUA assinaram uma carta de intenções para ajudar a desenvolver as capacidades das Forças Armadas da Arábia Saudita. Os memorandos envolviam planos de cooperação entre o Ministério do Interior saudita e o FBI, e entre o Ministério da Justiça saudita e o Departamento de Justiça.
Outro memorando prometia cooperação em mineração e recursos minerais entre o Ministério da Indústria e o Departamento de Energia, e outro ainda envolvia pesquisas médicas relacionadas a doenças infecciosas. Outros acordos trataram da cooperação entre as autoridades alfandegárias dos dois países e de um projecto de monitoramento do clima espacial.
As assinaturas, que tiveram lugar numa sala cerimonial na Corte Real Saudita, aconteceram após uma reunião bilateral e um encontro com o líder saudita, e contaram com a presença dos Secretários de Estado, da Defesa, do Comércio e do Tesouro, além de altos funcionários da Casa Branca, incluindo a chefe de gabinete Susie Wiles.
O presidente norte-americano disse ter ficado impressionado com o príncipe herdeiro, chamando Bin Salman de sábio para sua idade e elogiou o rei saudita como uma pessoa incrível.
É já nesta quinta-feira, 15 de Maio, que entram em vigor as novas tarifas de portagens a nível nacional. A medida, anunciada pelo Governo, visa responder às preocupações dos utentes e aliviar o custo de vida, beneficiando especialmente os transportadores e os residentes das zonas circunvizinhas às portagens.
As tarifas de portagens, consideradas elevadas, criaram recentemente uma onda de contestação no país que resultou na vandalização de parte delas. O Governo, ciente da preocupação dos utentes, decidiu rever em baixa, sendo que as novas tarifas vigoram a partir de 15 de Maio.
O director de Serviço de Receitas e Portagens no Fundo de Estradas disse que a revisão das tarifas visa aliviar o custo de vida dos cidadãos.
Na redução de tarifas, os moradores das zonas onde estão fixadas as portagens, por serem utilizadores frequentes, passarão a pagar uma taxa fixa mensal, mais acessível, para aliviar os seus encargos com portagens.
No entanto, no seio dos utentes a redução da tarifa de portagens ainda não colhe consensos.
O Município de Nampula está com falta de pessoas para garantir a limpeza da cidade. Das 1.100 mil afastadas no passado, 600 eram varredoras da cidade. Por outro lado, a cidade está com problemas de meios para a recolha e manuseamento do lixo nas lixeiras.
É a confirmação do que o nosso jornal já tinha noticiado: há menos pessoas no sector de Salubridade no Município de Nampula, o que se reflecte na deficiente limpeza da cidade. O despedimento deveu-se a razões administrativas porque muitos desses funcionários não tinham sido admitidos por via dos procedimentos de contratação na administração pública. Entretanto, na prática, essas pessoas fazem falta.
Agora a gestão da limpeza é deficiente e o Município procura soluções através de assinatura de memorandos com algumas associações.
Por dia são produzidas 700 toneladas de lixo em toda autarquia e dessa quantidade, só se consegue recolher 40%, o que significa que a maior parte do lixo fica nos bairros. E mesmo nas três lixeiras municipais, o manuseamento do lixo não é o adequado porque a máquina bulldozer que era usada para o efeito está avariada desde Dezembro.
O actual treinador do Real Madrid, Carlo Ancelotti, é o novo seleccionador nacional do Brasil para os próximos anos. A confirmação foi feita pelo próprio treinador durante a conferência de imprensa desta terça-feira. Ancelotti será substituído por Xabi Alonso no comando dos merengues
Após meses de uma novela que parecia não chegar a um final feliz, Carlo Ancelotti foi finalmente anunciado como seleccionador nacional do Brasil, pela Confederação Brasileira de Futebol, através do seu presidente, Ednaldo Rodrigues.
O presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), Ednaldo Rodrigues, conseguiu, nesta segunda-feira, o que buscava há mais de dois anos. Anunciou Carlo Ancelotti, de 65 anos, como técnico da selecção brasileira, com contrato até ao Campeonato do Mundo de 2026.
O italiano tem pouco mais de um ano para dar um rumo à selecção, à deriva desde o último Mundial. Entre interinos e quase interinos, três treinadores comandaram a selecção do Brasil nos últimos 29 meses, período no qual Ednaldo brigou para proteger o próprio cargo. E esperou por Ancelotti.
“Trazer Carlo Ancelotti para comandar o Brasil é mais do que um movimento estratégico. É uma declaração ao mundo de que estamos determinados a recuperar o lugar mais alto do pódio. Ele é o maior técnico da história e, agora, está à frente da maior selecção do planeta. Juntos, escreveremos novos capítulos gloriosos do futebol brasileiro”, afirmou Ednaldo Rodrigues, presidente da CBF.
O próximo jogo da selecção brasileira será no dia 5 de Junho, diante do Equador, para as eliminatórias sul-americanas para o campeonato do Mundo de 2026. O Brasil está em quarto lugar na tabela classificativa, com 21 pontos, e os equatorianos ocupam a vice-liderança, com 23.
Depois, no dia 10 de Junho, o Brasil defronta o Paraguai na Neo Química Arena. Os paraguaios estão na quinta posição com os mesmos 21 pontos do Brasil.
Ancelotti vai reunir-se com Rodrigo Caetano, coordenador-geral das selecções masculinas, e Juan, coordenador técnico, para definir a lista larga de convocados para os jogos contra Equador e Paraguai. O italiano começa a trabalhar pela CBF no dia 26 de Maio.
“A selecção brasileira, mais vencedora da história do futebol mundial, será comandada pelo maior treinador do mundo: o italiano Carlo Ancelotti. O treinador cumprirá seu compromisso com o Real Madrid até o final da temporada de LaLiga”, afirmou Ednaldo Rodrigues.
Ancelotti confirma acordo com CBF
Nesta terça-feira, o italiano falou pela primeira vez sobre o final da negociação, confirmou a contratação e classificou o novo trabalho como um desafio importante.
“A partir do dia 26, serei treinador do Brasil. É um desafio importante, mas só a partir do dia 26. Hoje, sou treinador do Real Madrid e quero acabar bem nesta recta final e esta aventura aqui da melhor maneira possível. Preciso pensar no tempo que estou vivendo, nos dias que ainda tenho aqui no Real Madrid”, disse Ancelotti.
Chegado a Madrid na temporada 2021/2022, Ancelotti deixa o Real quatro anos depois e considera que o futebol é como a vida, afirmando que tudo tem início e fim.
“O futebol é como a vida, uma aventura que começa e termina. Desde que cheguei aqui, sabia que um dia teria fim, e será a 25 de Maio. Foi um período muito bonito, que eu gostei muito, mas como tudo na vida, um dia tem um fim. Quero terminar muito bem aqui, com seriedade e profissionalismo, e a partir do dia 26 será um novo desafio, muito importante para mim, como foi o Real Madrid”, afirmou o técnico que diz querer terminar com a melhor pontuação possível na liga espanhola.
No comando técnico do Real Madrid, Ancelotti conquistou três Ligas dos Campeões, duas LaLigas, duas Taças do Rei, duas Supertaças da Espanha, duas Supertaças europeias, dois mundiais de clubes e uma Taça Intercontinental.
Ancelotti será substituído por Xabi Alonso, que vai deixar o Bayern Leverkusen, clube com o qual conquistou a Bundesliga, a liga e a taça alemãs e a Liga Europa, todos títulos na temporada 2023/2024.
Quem é Carlo Ancelotti?
Nascido em Reggiolo, na Itália, Ancelotti iniciou a sua carreira como jogador oficial em 1976, no Parma, onde fez a sua estreia profissional na Série C durante a temporada 1976–77, aos 18 anos.
Ancelotti deixou os campos em 1992 e, em 1995, começou a trabalhar no Reggiana, equipa italiana que actualmente está na Série B.
Desde então, comandou diversos clubes na Europa, incluindo Parma, Juventus, Milan, Chelsea, Paris Saint-Germain, Bayern de Munique, Napoli, Everton e Real Madrid.
É reconhecido por ser o maior vencedor da Liga dos Campeões da UEFA, com cinco títulos conquistados, sendo dois com o Milan e três com o Real Madrid, além de ser o único treinador a vencer as cinco principais ligas europeias: Serie A (Itália), La Liga (Espanha), Premier League (Inglaterra), Ligue 1 (França) e Bundesliga (Alemanha).
Salário na selecção mais baixo que no Real Madrid
No comando dos merengues, Ancelotti ganha um dos maiores salários entre os técnicos de clubes do futebol mundial. O treinador chegou a receber cerca de 11 milhões de euros por ano, acima de 660 milhões de meticais.
De acordo com o jornal espanhol As em matéria publicada em Junho de 2024, o acordo é de 10 milhões de Euros anuais, um pouco mais de 600 milhões de meticais anuais.
Ancelotti: o “papa títulos”!
Carlo Ancelotti conquistou cerca de 32 títulos como treinador ao longo de sua carreira, sendo 17 nacionais e 15 internacionais, em todos os clubes que representou, nomeadamente AC Milan e Juventus (Itália), Real Madrid (Espanha), Chelsea (Inglaterra), PSG (França) e Bayern de Munique (Alemanha).
Ao longo da carreira, Ancelotti trabalhou com mais de 40 jogadores brasileiros. Entre os nomes mais recentes estão Vinicius Júnior, Rodrygo e Éder Militão (Real Madrid), Casemiro (Real Madrid mas agora no Manchester United), Richarlison e Douglas Costa (Bayern de Munique), Allan (Napoli).
Além desses, Ancelotti comandou grandes nomes do passado como Kaká, Dida, Cafu, Rivaldo, Ronaldinho Gaúcho, Ronaldo Fenômeno, Emerson, Marcelo e Alexandre Pato, principalmente durante suas passagens por Milan, Chelsea, PSG e Real Madrid. Também treinaram brasileiros naturalizados que defenderam outras selecções, como Pepe e Deco.
As Nações Unidas vão ser obrigadas a fazer cortes na estrutura da organização, devido à crescente falta de financiamento. Quem o admite é o secretário geral da organização, António Guterres, que alerta para a necessidade de tomar decisões difíceis e desconfortáveis para enfrentar a crise de financiamento.
Segundo uma notícia publicada pela RTP, Guterres projecta reduções significativas no orçamento e cortes de postos de trabalho na ONU.
Ontem, numa reunião informal do plenário das Nações Unidas, Guterres defendeu a urgência de fusão de unidades, para eliminar duplicações funcionais e estruturais, e cortar nas funções que são desempenhadas em outras partes do sistema.
A ONU foi severamente afectada por cortes de financiamento dos Estados Unidos desde a tomada de posse de Donald Trump, em Janeiro.
Washington está à frente na lista de doadores das Nações Unidas contribuindo com mais de um terço do dinheiro angariado.
O Primeiro-ministro da Guiné Conacri anunciou que o país vai realizar eleições presidenciais e legislativas em Dezembro deste ano. É a primeira vez que a nação marca eleições, depois do golpe de Estado de 2021.
Sob comando de militares, desde 2021, a Guiné Conacri toma, agora, passos para sua redemocratização.
No fim da tarde desta segunda-feira, o Primeiro-ministro do país anunciou a realização de eleições presidenciais e legislativas para Dezembro e cerca de três meses antes do pleito, deverá ser aprovada uma nova Continuação.
A junta militar da Guiné-Conacri anunciou no mês passado que iria fazer um referendo sobre uma nova constituição a 21 de Setembro como passo preliminar para o regresso do país ao regime democrático.
No entanto, ainda não existe nenhum decreto presidencial que ratifique a realização das eleições, como aconteceu com o referendo, o que levanta dúvidas sobre a condução do processo eleitoral, segundo meios de comunicação locais citados pelo Notícias ao Minuto.
A junta militar chegou ao poder num golpe apoiado pelo Grupo de Forças Especiais do Exército, que derrubou o então presidente Alpha Condé, que governava desde 2010 depois de se ter candidatado a terceiro mandato em Outubro de 2020, um mandato proibido pela Constituição guineense.
O número de deslocados em Moçambique ultrapassou 718 mil no fim do ano passado, revelou o Centro de Monitorização de Deslocados Internos. Das vítimas, cerca de 240 mil foram por conflitos em Cabo Delgado.
Devido a conflitos e violência, mais de 38 milhões de pessoas foram obrigadas a abandonar as suas residências, para ocupar outros locais dentro do seu país, na África Subsaariana, no ano de 2024. Moçambique faz parte das estatísticas.
O valor global da região representa 47% do total de deslocados no mundo, revela um estudo divulgado esta segunda-feira pelo Centro de Monitorização de Deslocados Internos, parte do Conselho Norueguês para os Refugiados.
De acordo com o relatório, em Cabo Delgado, 240 mil pessoas ficaram deslocadas no país durante o ano de 2024 por conflitos e violência e 585 mil por desastres naturais, entre elas, 536 mil devido ao ciclone Chido.
Por sua vez, Sudão e República Democrática do Congo foram os mais afectados, com 11,6 milhões e 6,2 milhões de deslocados, respectivamente, segundo a Organização Não Governamental citada pela RTP Notícias.
O Presidente do Conselho Municipal de Maputo, Rasaque Silvano Manhique, realiza, esta manhã, uma visita de trabalho ao Mercado Grossista do Zimpeto e ao Terminal de Transportes Rodoviários do mesmo local.
Manhique vai inteirar-se do funcionamento do mercado, acompanhar de perto o processo de reorganização, bem como avaliar as condições operacionais e de mobilidade urbana no terminal rodoviário, segundo o comunicado enviado ao “O País”.
A edilidade vai ainda “manter contacto directo com os operadores, utentes e gestores locais, reforçando o compromisso da edilidade com uma governação participativa, transparente e voltada para soluções concretas”.
O principal líder da oposição da Costa do Marfim disse que está a renunciar à liderança do partido, mas ainda vai liderar a luta para vencer a eleição, após ter sido impedido de concorrer à presidência em Outubro.
“No interesse do partido, decidi colocar meu mandato como presidente do partido em vocês, os activistas”, disse Thiam em um discurso publicado nas redes sociais na segunda-feira, citado por AlJazeera.
“Esta decisão não altera o compromisso que assumi em Dezembro de 2023 de liderar pessoalmente nosso partido à vitória em Outubro de 2025.”
O presidente Alassane Ouattara, de 83 anos, que está no poder desde 2011, ainda não disse se planeja concorrer novamente, mas disse que está ansioso para “continuar a servir meu país”.
A campanha de Tidjane Thiam para a presidência do país da África Ocidental tem sido cercada de disputas sobre sua nacionalidade, já que candidatos presidenciais não podem ter dupla cidadania.
Thiam nasceu na Costa do Marfim e renunciou ao passaporte francês em Março para concorrer ao cargo mais alto. No entanto, um tribunal em Abidjan o retirou da lista eleitoral no mês passado, alegando que o político de 62 anos havia perdido a nacionalidade marfinense ao adquirir a cidadania francesa em 1987.
Thiam também enfrenta um processo judicial contra sua eleição como líder do Partido Democrático da Costa do Marfim–União Democrática Africana (PDCI), depois que um membro do partido também contestou sua nacionalidade marfinense na época em que foi escolhido.
O vice-presidente do PDCI, Ernest N’Koumo Mobio, assumiu a liderança interina do partido após o anúncio de Thiam e apelou por “coesão, serenidade e disciplina”. Ernest N’Koumo Mobio convocou uma reunião partidária na manhã de segunda-feira devido à “urgência relacionada à situação política”.
Três outras figuras da oposição também foram excluídas da corrida presidencial, incluindo o ex-presidente Laurent Gbagbo, devido a condenações judiciais.
Thiam alegou irregularidades, mas as autoridades rejeitaram regularmente alegações de qualquer intervenção política no processo eleitoral, dizendo que as decisões são tomadas por um judiciário independente.

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