O País – A verdade como notícia


ÚLTIMAS

Destaques

NOTÍCIAS

A província de Cabo Delgado regista, em média, cinquenta casos de corrupção por ano, envolvendo, sobretudo, funcionários dos sectores da saúde e da educação. Entre os crimes mais frequentes destacam-se o desvio de fundos públicos, o suborno e outras práticas ilícitas relacionadas com a administração do Estado.

Apesar do elevado número de denúncias recebidas, a Procuradoria Provincial de Cabo Delgado revela que uma parte significativa dos processos acaba por ser arquivada, devido à insuficiência de provas que permitam sustentar a acusação em tribunal.

Os funcionários públicos continuam a liderar a lista dos arguidos, sendo os sectores da saúde e da educação apontados como os mais vulneráveis à prática de actos de corrupção.

Segundo a Procuradoria, o suborno para obtenção de serviços públicos ou de benefícios estatais de forma ilegal figura entre as modalidades de corrupção mais recorrentes na província.

Com o objectivo de aproximar a justiça dos cidadãos e incentivar a denúncia de práticas ilícitas, a Procuradoria Provincial tem vindo a promover campanhas denominadas “Tendas da Justiça”, uma iniciativa que permite recolher preocupações e denúncias da população fora do ambiente formal das instituições judiciais, reforçando a participação dos cidadãos no combate à corrupção.

Vídeos

NOTÍCIAS

Álvaro Massingue acaba de vencer as eleições atinentes à presidência da Confederação das Associações Económicas de Moçambique. O concorrente acumulou 87 votos contra 62 de Lineu Candeeiro e 12 de Maria Abdula.

O processo de votação, cujo o seu início estava previsto para as 9 horas, arrancou, oficialmente, por volta das 17 horas desta quarta-feira. Até às primeiras horas, apenas dois candidatos tinham sido aprovados para a corrida  à presidência do organismo mas depois de várias horas reunida, a Assembleia Geral da CTA decidiu integrar a candidatura de Álvaro Massingue.

O Presidente da República, Daniel Chapo, inaugurou três tribunais distritais em Tambara, Macossa e Mossurize, na província de Manica, reafirmando o compromisso do Governo em aproximar a justiça dos cidadãos e fortalecer o Estado de Direito. No acto central em Mossurize, o mais alto magistrado da Nação destacou a importância das novas infra-estruturas judiciais para garantir os direitos e liberdades dos moçambicanos, apelando à preservação dos bens públicos, ao reforço da cidadania e à resolução pacífica de conflitos

No âmbito da sua visita que realiza à província de Manica, no Centro do país, Daniel Chapo esteve em três distritos, nomeadamente Tambara, Macossa e Mossurize, onde, para além de interagir com a população, procedeu à inauguração dos tribunais distritais locais.

Trata-se de infra-estruturas que Daniel Chapo considerou apropriadas para exercer a cidadania, defendendo os seus direitos e liberdades fundamentais, para além de serem locais onde os magistrados, judiciais e do Ministério Público, oficiais e assistentes de oficiais de justiça e demais funcionários judiciários também passarão a ter condições adequadas para o melhor desempenho das suas funções.

“Este é um motivo de satisfação para todos nós. É um marco importante para aproximar a justiça aos cidadãos, pois a justiça próxima do povo é sinal de um Estado que responde aos anseios dos cidadãos e os defende quando os seus direitos são violados”, disse Daniel Chapo.

Aliás, Chapo diz que as inaugurações ocorrem após dois momentos marcantes para o sector da Justiça, em particular, e para a vida do nosso povo, de uma maneira geral. “O primeiro momento foi após a validação e proclamação dos resultados das eleições de 9 de Outubro, pelo Conselho Constitucional, que noutros países se chama Tribunal Constitucional, único órgão de soberania ao qual compete especialmente administrar a justiça em matérias de natureza jurídico-constitucional. O segundo momento foi a abertura do ano judicial de 2025, que esteve subordinada ao lema ‘50 anos construindo o Poder Judicial: Nova era, novos desafios’. Por essa razão, elegemos como tema central para esta nossa comunicação: ‘Os Tribunais como Centros de Construção de Cidadania’”, disse Chapo.

O Chefe do Estado recordou que os tribunais penalizam as violações da legalidade e decidem disputas de acordo com o estabelecido na lei, mas também educam os cidadãos e a administração pública no cumprimento voluntário e consciente das leis, estabelecendo uma justa e harmoniosa convivência social.

Os tribunais são, por isso, segundo Daniel Chapo, “um local de excelência onde a cidadania se manifesta na sua plenitude, caracterizada pela defesa dos interesses sociais e individuais, contribuindo para um Estado de Direito Democrático”.

Cingindo-se directamente à província de Manica, Daniel Chapo disse que a mesma tem sido alvo de práticas que atentam contra a fauna e flora, acções que danificam o ambiente, por isso da inauguração dos três tribunais.

Trouxe como referência a mineração artesanal ilegal, com recurso a meios nefastos ao ambiente que, para além de provocar casos de morte aos próprios mineradores artesanais, vulgo garimpeiros, causam poluição da água dos nossos rios, ameaçando sobremaneira a saúde pública.

“É nosso entendimento que os tribunais são um eixo fulcral na formação da cidadania ao garantir a aplicação da lei, proteger os direitos, promover a justiça e estimular a participação activa dos cidadãos na vida pública. Por isso é que nos nossos pronunciamentos, desde a validação e proclamação dos resultados eleitorais, no acto da nossa investidura e na abertura do ano judicial, afirmámos e reiteramos a nossa firme convicção de que somos um país onde impera o primado da Lei, um Estado de Direito Democrático”, reafirmou o presidente da República.

Daniel Chapo destacou ainda a lei que aprova o “Compromisso Político para um Diálogo Nacional Inclusivo”, com a aprovação da composição dos membros da Comissão Técnica, o Regulamento da Organização e Funcionamento da mesma e a proposta do Plano de Acção.

Também falou do Programa Quinquenal do Governo (2025–2029), no seu 4º pilar, sobre Infra-Estruturas, Organização e Ordenamento Territorial, como aposta no Programa das Infra-Estruturas da Administração.

“O objectivo deste programa, entre outros, é o de assegurar infra-estruturas adequadas para a gestão da administração da justiça, garantindo um ambiente seguro e justo na sociedade”, disse.

Na ocasião, o Chefe do Estado deixou uma palavra aos residentes dos três distritos, para que saibam usar da melhor forma as infraestruturas construídas, tendo em conta o custo financeiro gasto, apelando a não vandalização ou destruição, pois “pode significar um retrocesso no nosso desenvolvimento colectivo”.

Até porque, segundo Chapo, as recentes manifestações tiveram repercussões negativas nas infraestruturas e afectaram e continuam a afectar as comunidades.

A finalizar, Daniel Chapo reconheceu e saudou os resultados alcançados pelo Poder Judicial, “que podem ser vistos por todos nos três edifícios que hoje inauguramos aqui, dizendo: Bem-Haja, Manica! Que o zelo aqui demonstrado possa ser replicado em outras obras ao longo do quinquénio”, frisou.

O Serviço Nacional de Investigação Criminal deixará de ser tutelado pelo Ministro do Interior, passando a prestar contas directamente ao Procurador-Geral da República. A mudança consta da proposta de revisão da lei do SERNIC, submetida na Assembleia da República pelo Chefe de Estado.

Depois de em Agosto do ano passado, a Assembleia da República ter adiado o debate em torno da revisão da lei do Serviço Nacional de Investigação Criminal, nesta semana a casa do povo recebeu uma nova proposta de revisão do instrumento, completamente diferente da proposta do Governo de Filipe Nyusi. 

Na proposta actual, a natureza do SERNIC deixa de ser paramilitar e passa a Polícia Judiciária, ou seja uma força policial criminal auxiliar da administração da justiça, com foco em crimes graves e complexos. 

O artigo 5, que fala sobre a superintendência, determina que: SERNIC é superintendido pelo Procurador-Geral da República; A superintendência do Procurador-Geral da República compreende a emissão de: Directivas, em ordem à definição imperativa dos objectivos a cumprir pelos serviços de investigação criminal, sem embargo da liberdade de decisão contida no âmbito da autonomia técnica e táctica; 

“É exercida pelo procurador-geral da República, superiormente e circunstancial a actividade processual dos órgãos de investigação criminal, no decurso da instrução preparatória, mediante solicitação de informações julgadas pertinentes em ordem do cumprimento da lei”

E mais. Prevê-se ainda a criação de unidades especializadas para investigação de crimes específicos como: Unidades Especializadas de Prevenção e Combate à Cibercriminalidade; de Perícia Financeira e Contabilística; de Combate à Corrupção; e de Recuperação de Activos. 

A proposta de lei poderá ser apreciada em plenária, ainda nesta semana.

O Camões-Centro Cultural Português em Maputo irá acolher a Exposição Sérgio Somos Nós, uma mostra de artes plásticas em homenagem ao artista moçambicano Sérgio Veiga. A inauguração terá lugar no dia 14 de Maio de 2025, às 17h30, na Galeria do Camões-CCP em Maputo. A Exposição terá entrada livre e estará patente ao público até ao dia 7 de Junho.

Sérgio Somos Nós é uma celebração viva e afectiva do legado de Sérgio Veiga, reunindo obras do próprio artista – algumas inéditas e disponíveis para venda – bem como trabalhos de familiares, amigos e antigos alunos, nomeadamente Luís Ofício e Matine, todas elas pessoas profundamente marcadas pela sua presença e inspiração.

Com influências do surrealismo e do impressionismo, a obra de Sérgio Veiga revela uma forte ligação ao mar, ao mato africano, à fauna bravia e à cultura do povo moçambicano. A sua produção artística é marcada por um realismo poético e uma profunda sensibilidade estética, reflectindo um imaginário enraizado na essência de Moçambique.

O Moçambola 2025 vai mesmo arrancar no sábado. O jogo entre a Associação Black Bulls, campeão em título, e Ferroviário da Beira, vai marcar a abertura oficial da prova. 

Depois de muitas dúvidas relacionadas com a disponibilidade de voos para a deslocação das equipas de um ponto para o outro, já há sinais positivos e animadores. 

Entre sugestões em relação à adopção de um novo modelo da prova em face dos constrangimentos, o Moçambola 2025 vai mesmo arrancar neste sábado, tal como agendou a Liga Moçambicana de Futebol. 

É o reacender da chama para os clubes, adeptos e a LMF. O jogo entre a Associação Black Bulls, campeão em título do Moçambola, e o Ferroviário da Beira, vai marcar a abertura oficial da principal prova futebolística nacional. 

A primeira jornada do Moçambola deverá ficar completa no domingo com a realização de mais seis jogos, numa ronda em que o Costa do Sol recebe o repescado Textáfrica. 

Já o Ferroviário de Maputo, vencedor da edição passada da Taça de Moçambique, começa a caminhada diante do seu homónimo de Lichinga. O vice-campeão União Desportiva do Songo desloca-se à Nacala para defrontar o Ferroviário local. 

O Moçambola 2025  será disputado por 14 equipas, mais duas que na edição passada. Esta é a primeira vez que o Moçambola arranca em Maio nos últimos cinco anos.

União Europeia aprovou, hoje, um novo pacote de sanções contra a Rússia, para pressionar o país a assinar um acordo de cessar-fogo com a Ucrânia. Trata-se de uma decisão que surge numa altura em que a Europa ameaça aumentar sanções.

Com o actual pacote de sanções da União Europeia à Rússia, totalizam agora 17 mecanismos de pressão aplicados àquele país para assinar um acordo de cessar-fogo definitivo na guerra contra a Ucrânia.

De acordo com a agência Lusa, o actual pacote visa enfraquecer Moscovo e o financiamento da guerra. Por sua vez, o Notícias ao Minuto escreve que a Europa poderá aplicar mais sanções se Moscovo não concordar com uma trégua.

O novo pacote de restrições abrange navios da frota fantasma, com os quais o regime russo tentava contornar as restrições ocidentais ao comércio de petróleo. Surgem ainda novas proibições a mais indivíduos e entidades.

Desde o início da invasão russa à Ucrânia, a 24 de Fevereiro de 2022, a União Europeia tem sancionado pessoas e entidades russas, incluindo o presidente Vladimir Putin e o ministro dos Negócios Estrangeiros do país, Sergey Lavrov.

Há também proibições de viagem, congelamento de bens e fundos. Prevê-se que o pacote 17 de sanções contra a Rússia seja aprovado oficialmente nesta terça-feira, na reunião dos ministros europeus dos Negócios Estrangeiros.

O Presidente da República, Daniel  Chapo, desafiou a juventude moçambicana a assumir o protagonismo  na construção da independência económica nacional, com base no  trabalho, no empreendedorismo e na mudança de mentalidade. 

Falando esta terça-feira, no distrito de Báruè, província de Manica,  durante um encontro com jovens, o governante lembrou que a  geração da luta de libertação nacional já cumpriu a sua missão,  cabendo agora aos jovens actuais transformar o país com base na  geração de riqueza e auto-suficiência.

O Chefe do Estado sublinhou que a liberdade política conquistada em 1975  foi fruto do sacrifício de jovens “mais novos do que nós que estamos  aqui”, que pegaram em armas para libertar o país do domínio  colonial. 

“A 25 de Junho de 1975, o saudoso Presidente Samora Moisés  Machel proclamou a nossa independência nacional. E ficámos livres  politicamente”. 

No entanto, advertiu que a independência política não é suficiente se  o país continuar economicamente dependente. “Moçambique só vai  ser rico se cada um dos moçambicanos for rico honestamente. Nunca  vai ser rico enquanto os próprios moçambicanos são pobres”, advertiu,  defendendo uma geração de jovens “nervosos”, que rejeitam a  pobreza e lutam todos os dias para melhorar de vida. 

Durante a sua intervenção, Chapo traçou uma linha do  tempo desde o período colonial, passando pela luta de libertação,  até aos dias actuais, para ilustrar os ganhos da independência. “Aqui  em Báruè, onde nós estamos, não havia energia eléctrica. Esta escola  secundária, este pavilhão, esta estrada asfaltada, o hospital […] não  havia nada. Isto tudo que estão a ver é a conquista da nossa  independência”. 

O estadista recomendou ainda aos jovens a leitura do livro Pai Rico,  Pai Pobre, como forma de estimular uma nova mentalidade virada  para o empreendedorismo. “Você não precisa ser empregado. Você  tem que ter empregados. Você tem que ser empregador”, disse,  acrescentando que a pobreza não é apenas material, “é uma  pobreza mental”. 

Para operacionalizar esta visão, o Chefe do Estado revelou a criação  de novos mecanismos de apoio ao empreendedorismo juvenil, como  o Fundo de Desenvolvimento Económico Local. “Decidimos que 60 ou  70 por cento deste valor vai para jovens. Estes jovens têm que ter  juízo”, alertou, lembrando experiências passadas em que fundos  públicos foram mal utilizados. 

Daniel Chapo reiterou o  compromisso do Governo com o diálogo nacional inclusivo para pôr  fim aos ciclos de violência pós-eleitoral. “Temo-nos encontrado com  todos os partidos políticos para encontrarmos um consenso de um  Moçambique onde haja paz, segurança, harmonia, e não haja  discurso de ódio entre irmãos”, declarou. 

A Assembleia da República aprecia, hoje, a proposta de lei que altera o Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA). Ainda na mesma sessão, o parlamento vai debater o projecto de resolução que elege os membros da Comissão Nacional dos Direitos Humanos (CNDH), na generalidade e na especialidade.

A proposta submetida a Assembleia da República visa restaurar, a título temporário, a isenção do IVA sobre três categorias de bens essenciais: açúcar, óleos alimentares e sabões. Esta isenção abrange toda a cadeia de produção e comercialização, bem como a importação de matérias-primas, equipamentos, peças e componentes destinados às respectivas indústrias.

Sete imigrantes ilegais foram interceptados, na província de Inhambane, enquanto tentavam atravessar Moçambique para chegar à África do Sul. O grupo, composto por cidadãos malawianos e congoleses, entrou no país sem documentos legais, através da fronteira de Zóbuè, na província de Tete.

É mais um episódio que volta a expor Moçambique como um corredor estratégico para redes de migração ilegal na região. Desta vez, trata-se de cinco cidadãos malawianos e dois congoleses que entraram no país sem autorização, numa arriscada tentativa de alcançar a terra do rand.

“Alguém me ajudou no Malawi. Ele cobrou cinco mil meticais para me ajudar a atravessar, mas eu não tinha. Então, paguei-lhe quatro mil meticais. Ele colocou-me numa motorizada, e atravessamos”, contou um dos imigrantes. 

A travessia começou na província de Tete, onde os sete estrangeiros embarcaram num autocarro de transporte de passageiros. O percurso foi interrompido no posto de fiscalização do Rio Save, em Inhambane, onde acabaram neutralizados pelas autoridades.

Inhambane continua a ser uma das rotas prediletas para quem tenta escapar às barreiras legais rumo à África do Sul, atraídos pela promessa de uma vida melhor.

Com a neutralização deste grupo, sobe para 13 o número de imigrantes ilegais apanhados pelas autoridades em Inhambane só este ano.

+ LIDAS

Siga nos

Galeria