Um automobilista morreu carbonizado na madrugada deste sábado, na sequência de uma colisão entre uma viatura ligeira e um camião, na Estrada Nacional Número Um (EN1), no Distrito Municipal da Katembe, Cidade de Maputo. O acidente provocou ainda dois feridos.
O sinistro ocorreu nas primeiras horas da manhã e destruiu completamente a viatura ligeira, que se incendiou após o embate, impossibilitando o condutor de escapar às chamas.
No camião seguiam duas pessoas. Uma sofreu ferimentos graves e a outra contraiu ferimentos ligeiros. Ambas foram socorridas e transportadas para uma unidade hospitalar, onde recebem assistência médica.
O proprietário do camião afirmou que, de acordo com as informações que lhe foram transmitidas, o veículo seguia normalmente no seu percurso quando ocorreu a colisão.
As circunstâncias em que o acidente se deu continuam por esclarecer. Contudo, a Polícia de Trânsito admite, como hipótese preliminar, que o sinistro tenha resultado de uma alegada circulação em contramão por parte do condutor da viatura ligeira. As investigações prosseguem para o apuramento das causas do acidente.
Até ao fecho desta edição, as viaturas sinistradas permaneciam no local do embate, enquanto decorriam os trabalhos das autoridades competentes.
Dezoito terroristas foram abatidos no distrito de Muidumbe, em Cabo Delgado, numa ofensiva da Força Local. Dez pessoas, das quais oito mulheres e duas crianças foram sequestradas e depois soltas mediante pagamento de dinheiro. O administrador de Muidumbe, João Bosco, garante que o distrito vive um ambiente calmo e tranquilo.
Terroristas continuam a causar pânico em Cabo Delgado. Recentemente, a Força Local lançou uma contra ofensiva militar na aldeia Magaia, no distrito de Muidumbe, que culminou com o abate de um grupo de terroristas.
Segundo o administrador de Muidumbe, nas suas acções, os terroristas têm intimidado a população nas aldeias. As autoridades locais desencorajam os jovens que são aliciados para engrossar as fileiras dos terroristas.
Recentemente, oito pessoas, incluindo duas crianças, foram sequestradas na zona de produção e posteriormente restituídas à liberdade, mediante pagamento de dinheiro.
Mísseis iranianos apontados para Israel iluminaram o céu noturno no Oriente Médio, na noite de sexta-feira e no início da manhã de sábado.
Sirenes de ataque aéreo soaram, no que pareceram ser ondas “ininterruptas” de ataques contra Israel durante a noite. Pelo menos duas pessoas em uma área residencial foram mortas.
Os ataques ocorreram em retaliação a um ataque israelense à capital do Irão na manhã de sexta-feira, que teve como alvo o programa nuclear do país e matou pelo menos dois oficiais militares de alto escalão e um número desconhecido de mulheres e crianças civis.
O ataque israelense aumentou o potencial para uma guerra total entre os dois adversários ferrenhos do Oriente Médio. Parecia ser o ataque mais significativo que o Irã enfrentou desde a guerra com o Iraque na década de 1980.
Os ataques ocorreram em meio a tensões crescentes sobre o rápido avanço do programa nuclear do Irã e pareciam certos de desencadear uma represália, com o líder supremo, aiatolá Ali Khamenei, alertando que “punição severa” seria direcionada a Israel.
Um dia antes do ataque, o Irão e os EUA anunciaram que uma sexta rodada de negociações nucleares ocorreria no domingo em Omã. Com as negociações, os Estados Unidos buscam encerrar todos os programas de enriquecimento de combustível nuclear no Irã, enquanto Teerã quer o fim das sanções internacionais que prejudicaram sua economia.
Uma mulher foi resgatada com vida após subir numa torre de telefonia móvel, com cerca de 30 metros de altura, na zona de Sicoco, nos arredores da cidade de Quelimane, na manhã desta quinta-feira.
Segundo relatos de testemunhas, a mulher alegava ter perdido a guarda dos filhos, que agora vivem com o pai na cidade de Mocuba. Ela teria se deslocado de Mocuba a Quelimane para tratamento médico e, desde então, não teria regressado.
Ao subir à torre, a mulher exigia, como condição para descer, que os familiares trouxessem seus filhos até o local. A situação mobilizou rapidamente residentes, familiares, a Polícia da República de Moçambique (PRM), os bombeiros e outras autoridades locais.
Após negociações delicadas e persistentes, foi possível convencê-la a descer, culminando num desfecho feliz. A mulher foi resgatada sem ferimentos e recebeu atendimento adequado.
As autoridades locais apelam à sociedade para prestar mais atenção à saúde mental e oferecer apoio emocional a pessoas em situações de vulnerabilidade, de modo a prevenir ocorrências semelhantes.
A Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) disse na quinta-feira que iniciará a fase final de retirada de suas tropas do leste da República Democrática do Congo (RDC), atingida pelo conflito.
“Começando hoje, 12 de Junho de 2025, a segunda fase envolve a repatriação do pessoal da missão, juntamente com seus pertences pessoais e o equipamento operacional restante”, diz a declaração do bloco.
A primeira retirada fez com que centenas de tropas deixassem a RDC por Ruanda e Tanzânia, de onde voaram para seus respectivos países na região sul.
Apesar da retirada, o bloco reafirmou seu compromisso de apoiar a paz, a segurança e a estabilidade política na República Democrática do Congo e na região mais ampla da SADC.
“Enquanto a missão do SAMIDRC está chegando ao fim, a SADC continuará a se envolver por meio de mecanismos diplomáticos, políticos e estratégicos em colaboração com o Governo da RDC e parceiros regionais”, diz o comunicado, citado pelo Africannews.
O mandato de manutenção da paz da SADC terminou em março deste ano e começou a retirar suas tropas e equipamentos nos meses seguintes, apesar do conflito em curso e das ameaças representadas pelos rebeldes do M23 no volátil leste.
A primeira fase começou em 29 de abril de 2025 e se concentrou nos equipamentos e outros ativos logísticos.
A missão militar da SADC sofreu pesadas perdas nos meses anteriores, com dezenas de soldados da África do Sul, Malawi e Tanzânia mortos quando os rebeldes do M23 tomaram o controle de Goma.
Em 2023, a SADC enviou milhares de tropas de manutenção da paz da África do Sul, Malawi e Tanzânia para o leste do Congo para ajudar o governo congolês a pacificar uma região rica em minerais assolada por várias insurgências.
O M23 é um dos cerca de 100 grupos armados que disputam uma posição no leste do Congo, região rica em minerais, em um conflito de décadas que criou uma das maiores crises humanitárias do mundo.
Há um sobrevivente da queda do avião na Índia, ocorrido esta quinta-feira. É um britânico e diz que não sabe como sobreviveu. Muitos países estão a enviar ajuda no resgate de mais sobreviventes, incluindo a Grã-Bretanha.
Chama-se Vishwash Kumar Ramesh, é britânico e único sobrevivente da queda do avião que matou, pelo menos, 242 pessoas na Índia. O cidadão estava no assento 11A do voo Boeing 787-8 com destino a Londres.
Horas depois de ter sido assistido num dos hospitais indianos, Ramesh falou pela primeira vez à imprensa e confessou que não tem ideia de como terá sobrevivido.
“Não consigo explicar. Tudo aconteceu no meu olho. Não consigo. A porta de emergência estava quebrada, o meu assento estava quebrado. Eu não pulei, eu simplesmente saí”, disse.
Ramesh recebeu a visita do primeiro-ministro indiano, que se deslocou ao hospital quando soube da existência do sobrevivente. Conta o teor da conversa e diz que sobreviver foi um acto milagroso.
Ramesh nasceu na Índia, mas vive no Reino Unido há muitos anos com a esposa e filho.
Numa declaração, o Rei Charles 3º e a Rainha disseram que estavam desesperadamente chocados com os terríveis acontecimentos em Ahmedabad na manhã desta quinta-feira.
“Nossas orações especiais e a mais profunda simpatia possível estão com as famílias e amigos de todos os afectados por esse incidente terrivelmente trágico em tantas nações, enquanto aguardam notícias de seus entes queridos”, afirmaram.
Enquanto isso, o ministro das Relações Exteriores do Reino Unido, David Lammy, organizou equipas de gestão de crise na Índia e no Reino Unido.
“Sabemos que cidadãos britânicos estavam a bordo e posso confirmar que o FCDO (Foreign, Commonwealth and Development Office) está a trabalhar urgentemente com as autoridades locais para dar suporte aos cidadãos britânicos e suas famílias, e montou uma equipa de crise tanto em Delhi quanto em Londres”, afirmou David Lammy .
No avião seguiam 169 cidadãos indianos, 53 britânicos, sete portugueses e um canadense.
Hélder Jauana diz que a composição dos órgão do partido Frelimo não abre espaço para representantes das massas e são controlados por pessoas com dinheiro. Falando no simpósio sobre 50 anos da independência e 63 da Frelimo, o acadêmico disse ainda que há assasinato de caráter entre os membros.
O último painel do simpósio sobre a independência e os 63 anos da Frelimo discutiu a luta de Moçambique na fase actual. Hélder Jauana foi um dos painelistas e teceu críticas ao Governo.
Com base numa passagem bíblica, Jauana explicou os desafios que o líder da nação deve ter para governar.
“(…) Antes de iniciar a sua acção transformadora, Jesus Cristo afastou-se do tumulto, subiu ao monte, passou horas a fio a orar. Quando desceu não foi procurar os Fariseus, os doutores da lei, mas procurou homens simples: pescadores e cobradores de impostos, pessoas simples, mas com disponibilidade para ouvir, para aprender e para mudar o mundo. Este é o desafio de um verdadeiro líder. A quem eu busco, que tenha a capacidade de ouvir, aprender e mudar o mundo”, disse o académico Hélder Jauana.
São mudanças que, no contexto moçambicano, não se aplicam. Segundo o académico há ainda lutas de interesse de grupos no partido que governa.
“Neste partido que celebra os 63 anos, há luta de interesses, interesses de grupo e a assassinato entre os próprios membros, principalmente em períodos eleitorais, onde a tribo, que se diz ter sido combatida, é resgatada em todos os momentos eleitorais, com discursos de que este não é nosso e com o discurso de que quem paga mais copta-se. É o dinheiro que é mais importante para ocupar lugares”, criticou o académico.
Falando em ocupar lugares, Hélder Jauana estendeu o olhar para os órgão da Frelimo. “Se nós olharmos para a disposição dos órgãos da Frelimo, vamos ver que, de ponto vista discursivo, dizemos que a Frelimo é um partido de massas, um partido que tem campesinos, olhem para os órgãos da Comissão Política ao Comité Central e mostrem-me um camponês, mostrem-me um indivíduo das massas. Os órgãos estão completamente controlados por aqueles que dominam, que têm dinheiro, que contam. Esta é uma dimensão extremamente importante, porque ela depois vai definir e concluir a composição dos órgãos do poder”, acrescentou.
Da plateia vieram várias questões e Hélder Jauana respondeu destacando valores da vida humana por parte daqueles que governam o país.
“Olhar para cada pessoa que está ao seu lado. Quando olha para a televisão e vê as barrigas de fome deve ter presente que cada barriga de fome é minha responsabilidade. Aquela barriga de fome só existe por causa da forma que eu estou a governar. Eu tenho que inverter a situação, para que aquelas crianças não tenham a barriga de fome. O poder é efémero, hoje tens e amanhã não tens nada, és tratado tal como trataste os que não tinham nada”, afirmou Jauana.
O académico defende ainda a criação de um acordo para combater a corrupção a que chama pacto de regime.
Calton Cadeado, outro orador do simpósio, recomendou a promoção da imagem do país na diáspora.
“Chamo a necessidade de um investimento forte na diplomacia do cidadão, que é uma coisa que os outros estão a fazer, nós também fizemos tão bem, de tal forma que nós temos hoje, por exemplo, indivíduos que são marca no mundo, como por exemplo, a senhora Lurdes Mutola (…) É difícil, nós ouvirmos pelo mundo fora alguém falar mal dos estudantes de Moçambique no mundo, mas nós sabemos também que, no passado, houve estudantes de Moçambique, que foram usados no mundo, pela diplomacia, para fazer o trabalho de Moçambique”, disse o pesquisador.
O simpósio sobre a independência e os 63 anos da Frelimo teve lugar, esta quinta-feira, na cidade de Maputo.
O número de mortos em enchentes em uma das províncias mais pobres da África do Sul subiu para pelo menos 78 na quinta-feira, depois que uma alta autoridade disse que as tentativas de resgate nas primeiras horas após o desastre foram “paralisadas” devido a falta de recursos.
Equipes de resgate passaram o terceiro dia a trabalhar em meio aos escombros e às águas da enchente para encontrar pessoas desaparecidas e recuperar corpos após fortes chuvas que fizeram um rio transbordar na madrugada de terça-feira. As piores enchentes atingiram a cidade de Mthatha e áreas vizinhas, arrastando vítimas, juntamente com partes de suas casas e carros.
Oscar Mabuyane, o primeiro-ministro da província do Cabo Oriental, disse que as enchentes ocorreram enquanto muitas pessoas dormiam. A água atingiu de 3 a 4 metros de altura em alguns pontos quando transbordou de um rio e atingiu comunidades próximas, acrescentou.
Mabuyane disse ainda que as autoridades locais tiveram dificuldades para lançar um esforço de resgate eficaz, já que o desastre aconteceu no que ele descreveu como uma região carente de recursos.
O primeiro-ministro da província do Cabo Oriental disse que a província predominantemente rural do Cabo Oriental, no sudeste da África do Sul, que abriga cerca de 7,2 milhões de pessoas, conta com apenas um helicóptero de resgate. Ele veio da cidade de Gqeberha, a mais de 500 quilômetros de distância, para Mthatha. Um segundo helicóptero também foi enviado para ajudar.
Oscar Mabuyane também disse que a região não conta com mergulhadores especialistas em resgate nem unidades de cães K-9, o que significa que eles tiveram que ser chamados de outros lugares para ajudar na busca.
O Presidente da República, Daniel Chapo, recebeu, hoje, uma delegação de alto nível da Itália, chefiada pelo Secretário-Geral do Ministério de Relações Exteriores, Riccardo Guariglia, na Presidência da República. A audiência visava o fortalecimento de laços históricos e de cooperação entre os dois países, com destaque para o apoio italiano às reformas económicas e ao desenvolvimento sustentável em Moçambique.
Falando à imprensa após o encontro, o Embaixador da Itália em Moçambique, Gabriele Annis, reafirmou o compromisso italiano com o novo ciclo político do país.
A missão, segundo o diplomata, representa o “sistema de cooperação italiana” e inclui representantes de vários sectores.
“Tem também o director-geral da cooperação, tem também o director para África do Ministério das Relações Exteriores, o representante da Primeira-Ministra e várias empresas, várias organizações da sociedade civil, várias agências e outros ministérios do Governo italiano, todos, mais ou menos 50 pessoas que chegaram aqui em Maputo”, revelou Annis.
O principal objectivo da visita é consolidar o apoio da Itália às reformas em curso em Moçambique, impulsionadas pelo novo Governo. “Para confirmar e relançar o apoio da Itália ao novo Governo moçambicano, que está empenhado numa série de reformas importantes para dinamizar a economia, está empenhado no diálogo político, está empenhado em toda uma série de actividades”, referiu.
O Embaixador destacou ainda o volume de projectos de cooperação em curso. “Nós temos um stock de 300 milhões de euros de projectos de cooperação activos aqui em Moçambique”, afirmou.
Um dos investimentos mais relevantes será canalizado para a província de Manica, onde a Itália pretende impulsionar a transformação
agrícola. “Só na província de Manica vamos dinamizar o sector agrícola com um investimento de 100 milhões, 38 [milhões] dos quais são para o centro agro-alimentar, que surgirá na cidade de Chimoio [capital provincial], do lado do aeroporto, com o objectivo de transformar a agricultura daquela província em agricultura industrial”, explicou o diplomata.
Para Gabriele Annis, Moçambique continua a ser um parceiro estratégico para a Itália, tanto no plano político como económico. “Um país cheio de potencial! Acreditamos muito em Moçambique, seja como Governo, seja como empresas”, afirmou.
O diplomata manifestou igualmente a satisfação do seu Governo com os avanços no sector energético, especialmente com o desenvolvimento do gás natural. “Estamos muito satisfeitos com a aprovação do Plano de Desenvolvimento do Projecto Coral Norte da ENI”, destacou.
O exército de Israel lançou, nesta sexta-feira, um ataque contra a capital do Irão. Telavive diz terem sido visadas instalações nucleares e militares, onde altas patentes iranianas foram eliminadas, incluindo a chefia da Guarda Revolucionária, a força de elite do Irão.
Teerão foi, hoje, abalada por várias explosões, com o fumo a subir de Chitgar, um bairro no oeste da cidade, onde não são conhecidas instalações nucleares.
Um oficial militar israelita afirmou que o país visou instalações nucleares iranianas. A mesma tese foi desenvolvida pelo ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, que em comunicado avisou desde logo que, são esperados ataques com mísseis e drones contra Israel e a sua população civil, como resposta.
Entretanto, a Agência Internacional de Energia Atômica confirmou que o local de enriquecimento de urânio de Natanz, no centro do Irão, também foi atingido pelos ataques israelitas.
Além de alegados alvos e instalações militares, Israel também tem como alvo cientistas nucleares iranianos e altos funcionários iranianos.
A morte do comandante-chefe da Guarda Revolucionária do Irão, o general Hosein Salami, foi confirmada, de acordo com a agência de notícias estatal iraniana IRNA.
De acordo com informou avançada pela televisão estatal iraniana, Teerão suspendeu entretanto todos os voos no Aeroporto Internacional Imam Khomeini, o principal aeroporto do país, situado nos arredores da capital.
O ataque ocorre numa altura em que as tensões atingem novos patamares devido aos avanços do programa nuclear de Teerão.

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