O País – A verdade como notícia


ÚLTIMAS

Destaques

NOTÍCIAS

A província de Cabo Delgado regista, em média, cinquenta casos de corrupção por ano, envolvendo, sobretudo, funcionários dos sectores da saúde e da educação. Entre os crimes mais frequentes destacam-se o desvio de fundos públicos, o suborno e outras práticas ilícitas relacionadas com a administração do Estado.

Apesar do elevado número de denúncias recebidas, a Procuradoria Provincial de Cabo Delgado revela que uma parte significativa dos processos acaba por ser arquivada, devido à insuficiência de provas que permitam sustentar a acusação em tribunal.

Os funcionários públicos continuam a liderar a lista dos arguidos, sendo os sectores da saúde e da educação apontados como os mais vulneráveis à prática de actos de corrupção.

Segundo a Procuradoria, o suborno para obtenção de serviços públicos ou de benefícios estatais de forma ilegal figura entre as modalidades de corrupção mais recorrentes na província.

Com o objectivo de aproximar a justiça dos cidadãos e incentivar a denúncia de práticas ilícitas, a Procuradoria Provincial tem vindo a promover campanhas denominadas “Tendas da Justiça”, uma iniciativa que permite recolher preocupações e denúncias da população fora do ambiente formal das instituições judiciais, reforçando a participação dos cidadãos no combate à corrupção.

Vídeos

NOTÍCIAS

Vários prisioneiros de guerra regressaram à Ucrânia no âmbito de mais um acordo de troca com a Rússia, tendo sido recebidos pelos familiares que os aguardavam. A libertação, efectuada ao abrigo dos acordos de Istambul, inclui tropas feridas e soldados com problemas de saúde, bem como vários soldados com menos de 25 anos.

Muitos dos militares libertos tinham passado mais de três anos em cativeiro russo, tendo um número significativo sido feito prisioneiro durante a defesa de Mariupol, em 2022.

Centenas de famílias de prisioneiros de guerra e de militares ucranianos desaparecidos reuniram-se perto do hospital, na esperança de encontrar os seus entes queridos ou informações sobre eles.

No meio das hostilidades, as duas partes prosseguiram as trocas de prisioneiros de guerra acordadas durante as recentes conversações entre as suas delegações em Istambul. O ministério da Defesa russo e as autoridades ucranianas confirmaram que a nova troca aconteceu na quinta-feira.

O ministério da Defesa da Rússia confirmou que um grupo de prisioneiros de guerra tinha sido liberto e chegado à Bielorrússia antes de ser transportado de volta para a Rússia.

Numa mensagem publicada no Telegram, o ministério afirmou que os homens estavam actualmente na Bielorrússia e a receber todo o apoio médico necessário, sem especificar o seu número.

Um vídeo publicado pelo ministério mostra soldados animados e cobertos com bandeiras russas a entrar num autocarro.

O presidente chinês, Xi Jinping, apelou, nesta quinta-feira, para uma renovação estratégica nas relações com a União Europeia, durante uma cimeira em Pequim marcada por crescentes tensões comerciais, tecnológicas e geopolíticas entre os dois blocos.

A reunião com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o presidente do Conselho Europeu, António Costa, decorreu no Grande Palácio do Povo, no âmbito da 25ª cimeira China-UE, que assinala o 50º aniversário do estabelecimento de relações diplomáticas entre Bruxelas e Pequim.

Segundo Xi, citado pela RTP, ao longo das últimas cinco décadas, os laços sino-europeus produziram “resultados frutíferos” e beneficiaram ambas partes e o mundo.

O líder chinês defendeu que, perante “uma situação internacional mais desafiadora e complexa”, a China e a União Europeia devem reforçar a comunicação, fomentar a confiança e aprofundar a cooperação, contribuindo com mais estabilidade e previsibilidade para o mundo.

“Devemos procurar convergências, mesmo mantendo divergências, e persistir na abertura e no benefício mútuo”, afirmou, sublinhando a importância de promover um relacionamento bilateral “que continue a crescer na direção correta” e que possa projetar-se para os próximos 50 anos “ainda mais brilhantes”.

PONTOS DE DIVERGÊNCIA

Apesar da retórica diplomática, analistas e fontes europeias advertiram que a cimeira ocorre num clima de desconfiança mútua e com expectativas limitadas de resultados concretos.

O grupo de reflexão (“think tank”) Bruegel classificou o encontro como uma “não-cimeira”, devido ao impasse persistente nas principais áreas de discórdia.

Entre os temas centrais estão o desequilíbrio comercial – com um défice europeu superior a 300 mil milhões de euros – e o acesso a matérias-primas críticas, como as terras raras, sujeitas a restrições de exportação por parte da China.

A União Europeia acusa Pequim de distorcer os mercados ao subsidiar fortemente a sua indústria, sobretudo no sector dos veículos eléctricos, cujas exportações a preços abaixo dos praticados por fabricantes europeus levaram Bruxelas a impor tarifas adicionais entre 17% e 45,3%.

Outro foco de tensão reside no apoio chinês à Rússia. Em Junho, Von der Leyen acusou Pequim de alimentar a economia de guerra russa com apoio “incondicional” a Moscovo.

De acordo com o South China Morning Post, jornal de Hong Kong, citado por Lusa, o chefe da diplomacia chinesa, Wang Yi, terá alertado interlocutores europeus de que um eventual colapso russo desviaria o foco estratégico dos Estados Unidos para o Indo-Pacífico – algo que a China pretende evitar.

Diplomatas europeus citados pela revista Político acusam ainda Pequim de tentar dividir o bloco comunitário, privilegiando relações bilaterais com países como a Alemanha ou a França, em detrimento de uma abordagem unificada.

Já a publicação The Diplomat observa que o simbolismo do 50º aniversário contrasta com a realidade actual: “A cimeira deverá apenas confirmar quão distantes estão os valores e interesses de ambas as partes.”

Subiu de duas para 7 estâncias hoteleiras e uma bomba de combustível que encerraram as portas na vila turística de Bilene, em Gaza. Na sequência, mais de 127 pessoas ficaram sem emprego. A crise pós eleitoral é apontada  como causa principal.

Mais 5 estâncias turísticas e uma bomba de combustível fecham as portas e levaram mais cem pessoas ao desemprego na praia de Bilene, na província de Gaza. 

A situação abala a arrecadação de receitas na vila municipal. O Vereador Actividades Económicas de Bilene, Enoque Dava, revela que a receita gerada pelo turismo caiu drasticamente de 13 para três milhões meticais em resultados.

De Outubro do ano passado até Julho corrente, mais de 1127 pessoas perderam o emprego na praia de Bilene, e mais  da metade de 94 operadores turísticos consideram fechar as portas devido a insustentabilidade do negócio pós-protestos eleitorais.

 

No âmbito de uma iniciativa conjunta voltada para o fortalecimento da cooperação cultural no espaço lusófono, a Alcance Editores e a União dos Escritores Angolanos (UEA) reforçaram os laços literários com São Tomé e Príncipe através da doação de mais de 50 títulos de autores moçambicanos e angolanos à Biblioteca Nacional Francisco Tenreiro, em São Tomé e Príncipe.

A acção contou com a curadoria do poeta moçambicano Amosse Mucavele, actualmente em residência literária patrocinada pelo Instituto Internacional da Língua Portuguesa (IILP). Durante a cerimónia de entrega, Mucavele destacou a importância da mobilidade editorial e da cooperação literária como instrumentos de aproximação e valorização das literaturas africanas de língua portuguesa.

Para a Directora da Biblioteca Nacional Francisco Tenreiro, Marlene José, a visita do escritor moçambicano, Amosse Mucavele, destaca uma estratégica para a construção de pontes culturais e “constituiu um momento de partilha e o reavivar da memória histórica e colectiva que une São Tomé e Príncipe e Moçambique. A entrega/doação de obras literárias demonstra o seu engajamento com a promoção do livro e da leitura. Portanto, enriquece o acervo da Biblioteca Nacional. 

Por sua vez,  o Director da Alcance Editores, Rui Rocha, sublinhou que a doação representa mais do que um acto simbólico: “É um gesto de compromisso com a educação, com o estímulo à leitura e com o fortalecimento das pontes culturais entre os nossos países.”

Os livros doados, de autores consagrados e emergentes de Moçambique e Angola, estarão disponíveis ao público são-tomense, beneficiando estudantes, professores, leitores e investigadores.

A iniciativa insere-se na missão de democratizar o acesso ao livro e à leitura, sublinhou o poeta Amosse Mucavele. 

 

O projecto de aquisição de tractores para o transporte de passageiros no campo foi introduzido como um projecto piloto,  ano passado, e foi  decidido e desenhado com objectivo de facilitar o escoamento da produção das zonas agrícolas para os mercados, segundo afirmou  o Ministro dos Transportes e Logística, João Matlombe. Matlombe diz que,  primeiro,  é preciso dar mérito à equipa que pensou nos tractores como solução de transporte de pessoas e bens no campo, isto  do ponto de vista de inclusão.

 

O Ministro dos Transportes e Logística esclareceu   que o objectivo central é garantir o escoamento da produção das zonas agrícolas para os mercados.

“Podemos discutir o meio, mas nós, ao nível do Governo, apreciamos, obviamente, a proposta.  Se olharmos esse como pressuposto da concepção da solução, achamos que este meio,  para as zonas de produção e  para os mercados,  atende às necessidades  tendo em conta as características  das  zonas onde se faz a produção, que é para facilitar que os camponeses, as pessoas que praticam a agricultura, que precisam escoar a produção para fazer chegar aos mercados,  para alimentar os nossos mercados e reduzir a nossa dependência”, argumentou João Matlombe.

O Ministro dos Transportes de Logística justificou que  o objetivo passa por, “obviamente, na importação de produtos de primeira necessidade, passarmos a ter produtos mais ou menos nacionais. Achamos que elas,  se calhar, ajustam-se. Agora, se o meio tem que ser tractor, tem que ser 4×4, essa é uma questão, obviamente, que cada um tem que emitir a sua opinião.

O governo lembrou que,  nos mercados grossistas,  os “chapas-100” não aceitam transportar passageiros com grandes cargas agrícolas.

“Aquelas nossas mães são obrigadas a andar com as carinhas de caixa aberta. Então, como  é que se atende, porque os mercados precisam daquilo, precisam daqueles produtos para comercializar. Qual é o meio mais ajustado, se é este ou aquele, portanto, penso que esse é um debate que se coloca, mas o mais importante é vermos a finalidade e qual é a solução que pode ser colocada.”

Matlombe disse, ainda,  que o Governo está aberto a críticas sobre esta questão,  e que  todas as opiniões que têm sido emitidas pela sociedade são válidas e que tem sido objecto de análise no Governo.

“Nós estamos abertos, estamos a ouvir, estamos a acompanhar todo o debate que está a acontecer.  Mas mais do que o debate, o mais importante é avaliar, mais ou menos, o local onde vai ser implementado, as condições em que vai ser implementado, a população que precisa  desse meio.”

Frisou, por outro lado, que ” as opiniões têm que, também, ir de encontro com a capacidade, com a realidade  que nós temos e com a condição que o país tem, neste momento. Todos gostaríamos, obviamente, de ter uma solução melhor que esta, não há dúvidas. Nós, também, gostaríamos de ter isso, mas o que é possível neste momento é o que  está  a ser feito.  Nós não queremos, obviamente,  que se pense que  o governo em exercício decidiu  matar a iniciativa que já tinha sido  iniciada. O que fizemos foi tentar consolidar a iniciativa e vamos tentando aprimorar. Se nós acharmos que a medida não se ajusta em algum canto, obviamente, vamos ajustar”, justificou Matlombe.

Em relação aos elevados custos dos referidos tractores,  o titular da pasta dos Transportes e Logística  explicou que não encontra razões para críticas, pois, frisou, os mesmos incluem a manutenção por cinco anos.

Em relação aos elevados custos dos referidos tractores,   o Ministro dos Transportes e Logística explicou que não encontra razões para críticas pois  os mesmos incluem a manutenção por cinco anos.

 

 

A Procuradoria Provincial de Maputo diz que é urgente a criação de um centro de reeducação juvenil para os menores inimputáveis, para melhor atendimento de casos criminais envolvendo menores de 16 anos. O órgão apela aos pais e encarregados de Educação para terem mais atenção na educação dos menores.

Depois de a polícia ter libertado, tanto os dois adolescentes indiciados pelo esfaqueamento  e assassinato de seu colega na Escola Básica de Matola-Gare, assim como os quatro estudantes que violaram a sua colega de 15 anos, nas proximidades da Escola Básica da Machava Km 15, por estes não poderem responder criminalmente, por serem menores de idade, a Procuradoria Provincial de Maputo revelou à imprensa, nesta quarta-feira, que os adolescentes ainda não beneficiam de qualquer medida para recuperação.

O porta-voz da instituição explica que o processo está, agora, dependente do Tribunal de Menores, instituição responsável por tramitar casos que envolvem menores de idade, para a decisão final sobre que medidas podem ser aplicadas aos adolescentes.

“Neste momento, os menores em causa, envolvidos no caso em tela, encontram-se junto das suas famílias, portanto, o que estamos a fazer, o processo está em curso a nível do tribunal, com a assistência, como foi dito aqui, nós é que representamos os menores nos termos da Constituição e de Lei aplicável. O processo vai prosseguir e há uma série de  actividades que poderão ser arbitradas por promoção do Ministério Público, primeiro a questão da assistência médico-psicológica a estes meninos, a possibilidade da prestação   de actividades de natureza comunitária, a possibilidade do seu internamento num centro de formação vocacional, porque a ideia que se pretende, efectivamente, é recuperarmos  estes meninos”, explicou José Manuel.

Já que o país apenas possui um centro de reabilitação para adolescentes maiores de 16 anos, localizado em Boane, que há quatro meses contava com 42 pessoas, José Manuel diz que é urgente a criação de um centro para os menores inimputáveis.

“Temos aqui uma situação que é da inexistência de uma instituição de recuperação de adolescentes inimputáveis, portanto, ainda o país não dispõe, pelo menos na nossa província, não temos um estabelecimento para o acolhimento dos inimputáveis em absoluto, que já foi dito, são aqueles que são menores de 16 anos. Temos em Boane um centro de recuperação juvenil, mas que é exclusivamente destinado a menores de idade, em relação a 21 anos, neste caso, são todos menores, mas que são inimputáveis, que são maiores de 16 anos, portanto, para a recuperação juvenil, o centro de recuperação não acolhe estes menores de 16 anos. Este é um desafio que se coloca a todos nós, ao Estado em especial, para, de forma urgente, repensar esta situação, criar centros para que possamos trabalhar da melhor forma”, reiterou.

Sobre a possibilidade de revisão legal, para baixar a idade de imputabilidade, Manuel tem reservas na sua opinião, por considerar um tema que merece uma reflexão profunda da sociedade.

“A transformação dos menores é responsabilidade de todos nós, não apenas do Ministério  Público, ou até mesmo de uma lei alguma em especial, portanto, a responsabilidade de transformação dos menores não pode apenas ser circunscrita a uma lei, é uma responsabilidade de todos nós, todos nós somos chamados a intervir, e é urgente cada um, a seu nível, como pai, como mãe, encarregado de educação, possa intervir da melhor forma, fazer uma introspecção, uma análise dentro da sua família, se está a cumprir devidamente o seu papel ou não, e corrigir aquilo que são as falhas. É óbvio que precisamos de uma legislação actuante, uma legislação dinâmica, uma legislação que possa liderar os acontecimentos e não ser arrastada pelos mesmos. Eu tenho a certeza de que esta matéria que é colocada relativamente à redução da idade pode ser estudada, pode ser analisada”, concluiu.

A procuradoria provincial diz que regista com preocupação maior a incidência de crimes envolvendo adolescentes nos bairros Matola, Machava e Infulene, apesar dos esforços na sensibilização em curso.

É que, há pouco mais de seis meses que, de acordo com a fonte, a procuradoria tem montados núcleos de prevenção e combate ao tráfico e consumo de drogas e álcool em sete escolas secundárias e primárias da Província de Maputo. A iniciativa envolve estudantes, professores, pais e encarregados de educação.

Agentes da Polícia da República de Moçambique (PRM) balearam  mortalmente um indivíduo e feriram outros cinco, durante protestos populares contra a detenção de um médico tradicional, no distrito de Guijá, em Gaza. 

A tarde e noite desta terça-feira foram trágicas na província de Gaza. Uma  pessoa morreu e outras cinco ficaram gravemente feridas, depois de terem sido baleadas pela Polícia da República de Moçambique (PRM), em Pelane e Chinhacanine, em Guijá. Júlio Nhamussua, diz que a população tentava assaltar o comando distrital.

Os incidentes aconteceram quando os agentes da Polícia  tentavam  conter  uma revolta popular contra a detenção de um líder religioso, supostamente envolvido em polémicas mais a norte da província.

A esposa do indiciado confirma a detenção, mas desconhece as causas por trás da acção policial. Testemunhas no local dizem que os tumultos iniciaram pela manhã e prolongaram-se até  por volta das 18 horas.

O administrador de Guijá, Jaime Mugabe, confirma uma morte e cinco feridos que seguem sob cuidados médicos no centro de saúde local. 

Refira-se que três dos cinco pacientes internados estão em estado crítico no Centro de Saúde de Guijá. 

A Direcção provincial de Educação em Nampula confirma a existência de cerca de 290 mil alunos que estudam ao relento, e diz estar a mobilizar recursos para minimizar o problema. A exposição ao frio e ao sol causam problemas de saúde, alerta um médico.

Mesmo no frio, os alunos da escola primária de Saua-Saua fazem-se a escola, nas salas improvisadas, sem carteiras. Para sentar ao chão, os pequenos usam a criatividade. 

À busca de aquecimento, as crianças juntam-se na parede para apreciarem os raios solares. O director provincial da Educação visitou a  escola para ver de perto o que passam alunos e professores e confirmou o que já havia sido noticiado.

“Estamos a falar, na província de Nampula, em toda ela, cerca de 290 mil crianças que estudam embaixo das árvores”, avançou o Director Provincial de Educação em Nampula, William Tuzine. 

Conhecido o problema, que acções para reverter o cenário? “Estamos a trabalhar com os nossos parceiros estratégicos, para ver se conseguimos minimizar este assunto, esta problemática  dos nossos alunos estudarem debaixo das árvores. Portanto, precisaríamos de mais de mil salas em toda a província de Nampula”, disse o responsável. 

Para a Escola Primária de Saua Saua, Williamo Tuzine prometeu alguma intervenção a curto e médio prazo. “Vamos mobilizar parceiros, para ver se conseguimos minimizar esta situação de turmas ao relento, crianças no chão, mas também temos um grande problema que é a água. Não temos água nesta escola. Portanto, vamos mobilizar parceiros para ver se conseguimos minimizar esse problema de água e de casas de banho nesta escola”, garantiu o responsável.  

A exposição ao frio, sol e poeira pode criar várias doenças, tal como alerta este médico de clínica geral, Dalito Cândido Agostinho.  

A vida destes alunos exige muito equilíbrio porque os desafios não são para fracos…

Um jovem de 23 anos de idade morreu, após cair de um prédio durante um trabalho de limpeza, numa empresa onde foi subcontratado, na cidade de Maputo. A família queixa-se de dificuldades para falar com o empregador .

Tinha apenas um mês de trabalho, numa empresa de construção civil. No sábado passado, o jovem Eugénio Maungue lutava para concluir sua tarefa de limpeza numa obra, no fim da tarde, mas tal nunca aconteceu. 

Segundo familiares, a vítima terá caído do sétimo para o quarto andar, num momento em que o seu único colega em serviço não estava presente. Quando regressou, Felisberto Armando encontrou Eugénio estatelado e a sangrar. 

Diz ter procurado por ajuda na companhia do guarda da empresa onde estava a realizar o trabalho e a primeira que chegou foi da Polícia, mas já era tarde.

Inconsolável, a família do malogrado clama pela responsabilização da empresa. O irmão da vítima diz que a empresa ainda não se pronunciou sobre o incidente.

Para ter o posicionamento da empresa,  o “O País” dirigiu-se ao local do sucedido, tendo encontrado as portas fechadas e ninguém disponível para se explicar.

Caso a empresa não assuma a responsabilidade,  o jurista Custódio Pedro sugere que a família do malogrado denuncie-o à Inspecção Geral de Trabalho. 

Até aqui, a Inspecção Geral do Trabalho desconhece o caso, mas, depois da abordagem do “O País”, destacou uma equipa para investigar o sucedido.

Enquanto isso, aguarda-se pelos resultados das investigações.

+ LIDAS

Siga nos

Galeria