São, ao todo, cerca de 670 professores e formadores de Gaza, Maputo e Maputo Cidade que reclamam o pagamento de mais de ” 2,5 milhões de meticais em ajudas de custo”. Os beneficiários afirmam ter contraído dívidas para fazer face às despesas durante a formação e acusam o Ministério da Educação e Cultura de não cumprir o pagamento dos subsídios.
Em representação da Direcção Provincial da Educação, o chefe do Departamento de Educação Geral, Licínio Albino, confirma a existência da dívida, mas não avançou detalhes sobre o montante global em causa.
Albino explica que o pagamento ainda não foi efectuado devido a inconsistências nos dados fornecidos pelos professores, incluindo erros nos números de identificação e nas contas bancárias.
“Falha de um dígito, troca de outro dígito”, explicou Licínio Albino, acrescentando que os erros impediram o sistema de identificar correctamente alguns beneficiários.
A instituição diz ter devolvido o processo à origem para a correcção dos dados e garante que a documentação já foi novamente encaminhada à entidade competente para o pagamento.
Entretanto, apesar da pressão dos professores, a Direcção Provincial da Educação em Gaza não consegue indicar uma data concreta para a transferência dos valores, limitando-se a garantir que o pagamento poderá ocorrer “a qualquer momento”.
Licínio Albino reconhece que a demora levou os professores a recorrer aos meios de comunicação social, apresenta desculpas pelo atraso e apela à paciência dos beneficiários.
A Direcção Provincial da Educação diz ainda que cada um dos 645 professores deverá receber 1.800 meticais por dia de participação na formação, mas não avançou o montante global a pagar.
Os professores contestam este valor e afirmam que a ajuda de custo prevista é de 6 mil meticais por dia. Perante a divergência, exigem uma reunião urgente com a ministra da Educação e Cultura para obter esclarecimentos, bem como a responsabilização da directora nacional de Formação de Professores.
O plantel de Reinildo, Sunderland, venceu, ontem, o Brentford, por duas bolas a uma, na terceira jornada da primeira liga Inglesa de futebol.
Igor Thiago inaugurou o marcador para o Brentford aos 77 minutos. Cinco minutos depois, aos 82, Enzo Le Fée converteu uma grande penalidade, dando a igualdade à equipa da casa.
Nos momentos finais, quando parecia que o jogo terminava empatado, W. Isidor garantiu a reviravolta, concretamente aos 90+6’.
Segundo escreve o Domingo, “Reinildo Mandava foi titular e rubricou uma exibição segura no corredor esquerdo da defesa do Sunderland, contribuindo para travar as investidas do adversário. Demonstrou solidez no sector defensivo, cumprindo com eficácia as missões que lhe foram atribuídas, num jogo de intensidade elevada”.
Sunderland soma agora seis pontos na tabela classificativa, com duas vitórias e uma derrota.
O grupo rebelde huthis, que controla parte do Iémen, prometeu, este sábado, retaliar após a morte do seu primeiro-ministro, Ahmed al-Rahawi, num ataque aéreo de Israel, em Sana, capital iemenita.
O bombardeamento efectuado por Israrel, na última quinta-feira, para além de ter morto o primeiro-ministro iemita, Ahmed al-Rahawi, ceifou a vida de vários ministros, marcando uma escalada significativa no conflito entre os huthis e Telavive.
A liderança política dos huthis classificou o ataque como uma “flagrante violação da soberania iemenita” e nomeou Mohammed Ahmad Mouftah como primeiro-ministro interino.
Em mensagem divulgada na plataforma Telegram, no sábado, o líder do Conselho Político Supremo, Mehdi al-Mashat, prometeu vingança “em nome de Deus, do povo iemenita e das famílias dos mártires”.
O movimento palestiniano Hamas lamentou a morte de Al-Rahawi, chamando o ataque de “crime terrível”.
Desde o início da guerra na Faixa de Gaza, em Outubro de 2023, os huthis, apoiados por Irão, têm lançado mísseis e drones contra Israel, justificando as acções como demonstração de solidariedade ao povo palestiniano.
A selecção nacional de Marrocos conquistou o CHAN 2025, ao vencer Madagáscar por 3-2, no Moi International Sports Centre de Nairobi, no Quénia. Os Leões do Atlas alcançam assim o terceiro título depois das de 2018 e 2020, confirmando o seu estatuto de referência no futebol africano.
No jogo, Madagáscar surpreendeu logo no início, quando Félicité Manouhantzua abriu o marcador aos 9 minutos, com um remate de fora da área.
Marrocos reagiu e chegou ao empate aos 27 minutos, com golo de Youssef Mehri, que respondeu de cabeça a um cruzamento de Khalid Baba.
Pouco antes do intervalo, escreve a RFI, aos 42 minutos, Oussama Lamlioui deu vantagem aos Leões do Atlas, confirmando o domínio da equipa norte-africana.
Na segunda parte, Madagáscar voltou a equilibrar a partida graças a Toky Rakotondribe, que restabeleceu a igualdade aos 68 minutos. Contudo, a oito minutos do fim, Lamlioui assinou o golo decisivo com um disparo de longa distância, fixando o resultado em 3-2. Com este bis, Lamlioui terminou a competição como melhor marcador, com seis golos, assumindo-se como a figura central do torneio, pode-se ler na RFI.
O Presidente da República, Daniel Chapo, advertiu, este sábado, em Maputo, para o avanço da varíola dos macacos (NPOX) no país, apelando aos cidadãos para adoptarem medidas de prevenção semelhantes às da Covid-19.
No balanço da sua visita de dois dias à capital, o Chefe do Estado reforçou ainda a necessidade de paz, reconciliação e solidariedade nacional, com especial atenção às comunidades de Cabo Delgado, ainda afectadas por ataques terroristas esporádicos.
A deslocação à Cidade de Maputo iniciou-se com a cerimónia de entrega da Chave da Cidade, pela edilidade, gesto que o governante qualificou como expressão de pertença e auto-estima dos moçambicanos. O estadista agradeceu a distinção e afirmou que a homenagem simboliza a abertura das portas da capital a todos os cidadãos.
Seguiram-se encontros com o Conselho de Serviço de Representação do Estado e com o Conselho Municipal, durante os quais o Presidente da República avaliou a coordenação institucional e a qualidade da governação local. Reconhecendo progressos, apontou, contudo, desafios persistentes.
“Há questões que têm a ver com a mobilidade urbana […], principalmente nas horas de ponta”, disse, sublinhando que a solução requer também o envolvimento do Governo central. O estadista destacou igualmente a necessidade de travar a expansão desordenada em zonas de retenção de águas pluviais, principal causa de inundações em bairros suburbanos. Sublinhou ainda a urgência de concluir o processo de reassentamento das famílias da lixeira de Hulene, adiantando que faltam apenas 23 casas, das cerca de 200 que deviam ser construídas, e garantiu que o Executivo vai projectar uma nova lixeira, mais segura e moderna.
Em encontro com funcionários públicos, o Chefe do Estado reiterou o compromisso de resolver as pendências salariais e de subsídios, apesar das limitações financeiras.
“Estamos, na medida do possível, a pagar aos poucos, para que um dia possamos regularizar estas dívidas”, afirmou, acrescentando que o Governo vai melhorar a assistência médica, medicamentosa e habitacional para os servidores do Estado.
O programa incluiu igualmente encontros com líderes comunitários e juventude. Aos primeiros, Chapo pediu maior vigilância organizada nos bairros suburbanos, como forma de reforçar a segurança. Aos jovens, incentivou o empreendedorismo e a literacia financeira, defendendo que estas são ferramentas essenciais para gerar emprego e dinamizar a economia nacional.
Num jantar de trabalho com empresários, o estadista moçambicano ouviu preocupações ligadas ao ambiente de negócios e assegurou reformas para simplificação administrativa. Destacou, nesse sentido, a criação do novo Ministério de Comunicações e Transformação Digital, sublinhando que a digitalização da Função Pública será determinante para reduzir a burocracia, combater a corrupção e criar condições mais favoráveis ao investimento privado.
No encontro com líderes religiosos, o dirigente agradeceu o apoio espiritual recebido durante o processo eleitoral e convidou todas as confissões a participarem no diálogo nacional inclusivo, cujo lançamento oficial terá lugar a 10 de Setembro.
“Não há nenhum moçambicano que está excluído neste processo”, disse, salientando a importância de recuperar valores éticos e morais e de continuar a promover a unidade nacional.
A visita terminou com um comício popular no distrito municipal KaTembe, onde o Chefe do Estado voltou a exortar os moçambicanos à paz e à reconciliação.
“Moçambique é Cabo Delgado, portanto Cabo Delgado é como o nosso dedo, do pé ou da mão. Se alguém corta, dói todo o corpo”, afirmou.
Considerando positiva a actuação do município da capital, Daniel Chapo garantiu que “o Governo central vai dar o seu apoio” para enfrentar os grandes desafios da cidade, desde a mobilidade ao saneamento, passando pelo reforço da segurança e pela expansão de serviços básicos como água e electricidade.
O campeão em título de Portugal não perdia para o campeonato desde Dezembro do ano passado, quando, na altura, foi derrotado pelo Moreirense. Este sábado, entretanto, jogando em casa, no Estádio Alvalade, Geny Catamo e companhia provaram, pela primeira vez, o gosto da derrota, na presente liga portuguesa.
Ora, a equipa de Alvalade somou a segunda derrota da temporada, depois de ter perdido a Supertaça Cândido de Oliveira para o Benfica, no Algarve, ainda este mês de Agosto, e o treinador Rui Borges continua sem conseguir derrotar o FC Porto, a nível pessoal, adianta o Observador.
Num jogo muito disputado, o Sporting e o Porto tiveram muitas oportunidades. No entanto, não concretizadas, no primeiro tempo.
Na segunda parte, o Porto marcou aos 61 e aos 64, por Luuk de Jong e William Gomes, respectivamente. Quando parecia que o jogo estava totalmente resolvido, o Sporting voltou a disputar os três pontos num autogolo de Pérez.
O Sporting ainda se queixou pela não marcação de uma grande penalidade, num lance que envolveu Geny Catamo, supostamente derrubado na área. O internacional moçambicano jogou cerca de uma hora.
Com a vitória, o Porto soma 12 pontos e é líder da liga portuguesa. O Sporting permanece com 9 pontos.
Desapareceram em silêncio e até hoje continuam sem voz. Ibraimo Mbaruco e Arlindo Chissale, ambos jornalistas, têm em comum mais do que o jornalismo: ambos desapareceram e nunca mais foram vistos.
“Estou cercado por soldados” foi a mensagem enviada às 18h00 do dia 7 de Abril de 2020 por Ibraimo Mbaruco, repórter da Rádio Comunitária de Palma, em Cabo Delgado, foi curta e final. Desde então, o silêncio tomou conta da sua história e da sua vida.
Quando Ibraimo Mbaruco saiu do seu escritório naquela tarde de Abril, não imaginava que seria a última vez que sua presença seria confirmada em público.
A família e os colegas tentaram de tudo: Ligações, mensagens, buscas. Durante dois meses, o telemóvel permaneceu desligado. E então, um sinal de vida: a 8 de Junho de 2020, o dispositivo foi misteriosamente ligado. O MISA Moçambique alertou as autoridades, pedindo o uso de tecnologia de geolocalização. Nenhuma resposta. Nenhuma acção pública conhecida.
Cinco anos depois do desaparecimento de Mbaruco, outro silêncio se impôs. Desta vez, na pequena aldeia de Silva Macua, também em Cabo Delgado. Arlindo Chissale, editor do site Pinnacle News, terá sido forçado a sair de uma viatura por oito homens, alguns supostamente trajados do uniforme das Forças de Defesa e Segurança. Nunca mais foi visto.
O seu desaparecimento deu-se no dia 7 de Janeiro de 2025, horas depois de receber uma mensagem alertando que estava numa lista oficial de alvos a abater.
Para o Misa Moçambique, há falta interesse por parte das autoridades para investigar os casos.
As famílias de Ibraimo Mbaruco e Arlindo Chissale continuam à espera. Uma espera por respostas, por justiça, por verdade. Enquanto isso, o silêncio continua e com ele, a sombra sobre o jornalismo moçambicano.
Os sobreviventes do incêndio que matou 76 pessoas, num edifício em Joanesburgo ainda aguardam por apoio do Governo, o incidente ocorreu a 31 de Agosto 2023, na África do sul.
Dois anos depois do incêndio que fez 76 mortes, e deixou dezenas de pessoas sem habitação, sentem-se abandonados pelo governo sul africano, por não estar a cumprir com as promessas de apoiar em habitação e segurança às famílias vítimas da tragédia.
Algumas pessoas que viram suas residências em chamas relatam cenários devastadores. Citado por africa news, os jornalistas que estiveram com as vítimas contam que muitos dos sobreviventes, passam dificuldades devido a falta de habitação.
Refira-se, que África do Sul vai acolher a cimeira dos líderes do G20 em Novembro, O Presidente Cyril Ramaphosa, ordenou uma limpeza nos bairros de Joanesburgo.
O tribunal federal de apelo dos Estados Unidos considerou que Donald Trump abusou dos poderes presidenciais ao aplicar tarifas aduaneiras usando ordens executivas.
Estão em causa as tarifas recíprocas e as impostas invocando um estado de emergência nacional na luta contra o tráfico de drogas.
No entanto, a decisão do tribunal fica suspensa até 14 de Outubro para permitir à Casa Branca apresentar contestação junto do Supremo.
A HCB, empresa estruturante e estratégica para o desenvolvimento do sector energético de Moçambique e da África Austral, foi galardoada hoje, no âmbito do encerramento da 60.ª edição da FACIM, com o prémio de 1.º lugar na categoria de “Melhor Stand Individual”.
Trata-se de um reconhecimento que ocorre no ano da comemoração do seu Jubileu de Ouro, em que a empresa expôs, no seu stand, os seus projectos estratégicos para afirmar Moçambique como um verdadeiro hub energético da região e incrementar a sua contribuição para o desenvolvimento da economia nacional, bem como uma experiência envolvente através de uma viagem virtual à Barragem de Cahora Bassa.