A província de Cabo Delgado regista, em média, cinquenta casos de corrupção por ano, envolvendo, sobretudo, funcionários dos sectores da saúde e da educação. Entre os crimes mais frequentes destacam-se o desvio de fundos públicos, o suborno e outras práticas ilícitas relacionadas com a administração do Estado.
Apesar do elevado número de denúncias recebidas, a Procuradoria Provincial de Cabo Delgado revela que uma parte significativa dos processos acaba por ser arquivada, devido à insuficiência de provas que permitam sustentar a acusação em tribunal.
Os funcionários públicos continuam a liderar a lista dos arguidos, sendo os sectores da saúde e da educação apontados como os mais vulneráveis à prática de actos de corrupção.
Segundo a Procuradoria, o suborno para obtenção de serviços públicos ou de benefícios estatais de forma ilegal figura entre as modalidades de corrupção mais recorrentes na província.
Com o objectivo de aproximar a justiça dos cidadãos e incentivar a denúncia de práticas ilícitas, a Procuradoria Provincial tem vindo a promover campanhas denominadas “Tendas da Justiça”, uma iniciativa que permite recolher preocupações e denúncias da população fora do ambiente formal das instituições judiciais, reforçando a participação dos cidadãos no combate à corrupção.
A Assembleia da República vai apreciar pela terceira vez a lei que estabelece as medidas de prevenção e combate ao branqueamento de capitais, assim como financiamento ao terrorismo. A informação foi tornada pública recentemente, pelo Conselho de Ministros, durante a 26ª sessão ordinária, na qual aprovou a proposta em causa, que deverá ser submetida à Assembleia da República, para cumprir a recomendação 2, do Grupo de Acção Financeira Internacional.
Tal como escreve a Agência de Informação de Moçambique (AIM), o instrumento vai imprimir maior protecção dos diversos sectores económicos, como o mercado financeiro, imobiliário, e empresarial, evitando a infiltração de recursos ilícitos, distorções dos mercados, garantindo que as transacções sejam legítimas e transparentes.
O Executivo garantiu que a revisão vai permitir maior eficácia, celeridade e articulação institucional na prevenção e combate ao branqueamento de capitais e financiamento ao terrorismo no território nacional. O país está a receber um feedback positivo no âmbito do cumprimento das recomendações de avaliação do 7º relatório de progresso para a sua retirada da lista cinzenta do GAFI.
Refira-se que o país vai acolher, entre os dias 11 e 12 de Setembro próximo, uma reunião do Comité de Alto Nível do GAFI.
Cinco estações turísticas e uma bomba de combustível foram encerradas na vila municipal da Praia do Bilene, na província de Gaza, provocando o desemprego de pelo menos 127 pessoas apenas nos últimos meses. Desde Outubro de 2024 até aqui, o número total de empregos perdidos na região ultrapassa 1127 trabalhadores, maioritariamente ligados ao sector da hotelaria e turismo.
O encerramento em cadeia destes estabelecimentos está directamente ligado à instabilidade social provocada por manifestações violentas após o período eleitoral, o que afastou turistas e fragilizou profundamente a economia local.
O impacto não se limita ao sector privado. O Conselho Municipal de Bilene perdeu cerca de três milhões de meticais em receitas fiscais no primeiro semestre de 2025, comparando com os 13 milhões arrecadados no mesmo período do ano passado.
“Neste momento, sete estabelecimentos, incluindo cinco estâncias turísticas e uma bomba de combustível, estão encerrados. Cerca de 127 trabalhadores ficaram sem emprego, e a arrecadação de receitas do município caiu drasticamente”, afirmou Enoque Mathava, representante do município.
O sector turístico representa uma das principais fontes de rendimento do município, tanto em termos de impostos directos como pela dinamização de pequenas e médias empresas locais. A paralisação da actividade turística compromete, assim, a sustentabilidade financeira da autarquia e o sustento de centenas de famílias.
A crise tende a agravar-se e mais da metade dos 94 operadores turísticos da vila estão a considerar encerrar as suas actividades nos próximos meses, face à contínua queda da procura, à insegurança e à incapacidade de cumprir com obrigações salariais e fiscais.
“Sem turistas, não há consumo, e, sem consumo, os operadores não conseguem pagar salários nem impostos. O sector está a entrar em colapso”, alertou Raúl Momade, vereador responsável pelo pelouro de turismo.
A situação configura um risco real de colapso socioeconómico para Bilene, uma localidade cuja base económica assenta quase exclusivamente no turismo e serviços associados.
O presidente da Liga Moçambicana de Futebol, Alberto Simango Jr., diz que o Moçambola retoma para ser disputado sem sobressaltos e até ao seu final, garantindo que vai entregar o campeão nacional até 30 de Novembro deste ano. Simango diz que o Governo e os patrocinadores foram fundamentais para a retoma do Moçambola e que o orçamento está actualizado para as passagens aéreas das equipas
Fim da novela e retoma do Moçambola. A Liga Moçambicana de Futebol diz que teve que parar com a prova quando o orçamento já não permitia a continuidade do Moçambola para reflectir e se reorganizar por forma a encontrar soluções para que a prova retome sem sobressaltos.
“Queremos anunciar que vamos retomar o Moçambola nos mesmos moldes de disputa. Estamos a 7 jornadas para terminar a primeira volta e mais 13 para a segunda, ou seja, 30 jornadas para o fim”, disse o Presidente da LMF.
Alberto Simango Jr., diz que depois de vários contactos com patrocinadores e parceiros foi possível encontrar solução para a prova rainha do futebol moçambicano.
“Depois de longas negociações com os parceiros, encontramos uma resposta que agrada a todos, a Liga, os clubes e os adeptos. O Moçambola vai retomar sem sobressaltos até ao seu final e ao longo deste ano iremos dedicar momentos de reflexão, não só do modelo ideal da disputa, porque sabemos qual é o problema do modelo, que é o custo. Mas quando não há recursos é preciso pensar e repensar. É um trabalho que temos que fazer com os clubes e como direcção para termos um fórmula que não nos traga constrangimentos como estes no futuro”, assegurou Simango, acrescentando ainda que “faremos de tudo para que a prova termine”.
O presidente da LMF, que aproveitou para agradecer a paciência dos clubes e dos adeptos que ficaram privados do Moçambola nas duas últimas semanas, disse que havia necessidade de uma melhor reorganização para levar a prova até ao fim.
“Não era possível continuar sem nos reorganizarmos e estamos prontos e vamos ter o Moçambola até ao fim. Isso foi graças ao apoio de parceiros e do governo e da compreensão da LAM que se juntou a este diálogo”, disse, acrescentando que “o que aconteceu é que qualquer instituição que encontra situações como estas, tem de parar e repensar. Não somos irresponsáveis e tínhamos garantia no orçamento inicial de que o Moçambola iria decorrer sem sobressaltos até a 13ª jornada e tínhamos uma opção e tomamos a decisão de parar com consciência de que foi a melhor solução”.
Esta reorganização permitiu à Liga Moçambicana de Futebol ter garantias de que a prova retoma sem sobressaltos. “Podem haver outras situações que não sejam da alçada da LMF mas temos garantias de irmos até ao fim”, disse.
Relativamente ao envolvimento do Governo e dos patrocinadores para a resolução do orçamento para custear as passagens aéreas dos clubes, Simango disse que o Ministro dos Transportes e Logística teve um papel fundamental nas negociações.
“Posso assegurar que o Ministro é parte da solução que temos e têm interagido com vários parceiros para aquisição dos bilhetes do transporte. Fazemos esta comunicação porque temos garantias de que a LMF vai conseguir pagar o custo a LAM. Pode não ser directo, mas através dos parceiros que foram encontrados”, assegurou.
Alberto Simango Jr garantiu ainda que não se trata dos fundos do estado. “São parceiros que o governo e nossos patrocinadores abraçaram-se e encontraram soluções. Para nós o Moçambola está seguro até a 26ª jornada”, disse.
Entretanto, Simango Jr diz que podem surgir outras situações que paralisem o Moçambola, não questões orçamentais, das quais não pode se responsabilizar ou responder.
Quanto ao acerto do calendário futebolístico até ao final da prova, o presidente da Liga Moçambicana de Futebol assegura que até 30 de Novembro vai entregar o campeão nacional, de acordo com a recomendação da Federação Moçambicana de Futebol.
“Tivemos o cuidado de alertar aos clubes que o calendário que temos é apertado e queremos terminar dentro dos prazos estabelecidos: dia 30 de Novembro conforme o calendário da FMF. Tudo faremos para que a prova termine nessa data e já alertamos aos clubes que alguns jogos serão a meio de semana e já temos o apoio. Esperamos que decorra dentro da normalidade”, assegura o presidente da LMF.
As informações esclarecidas na conferência de imprensa, de acordo com Alberto Simango Jr., já foram comunicados aos 14 clubes e todos têm conhecimento do que foi feito até ao momento.
O Moçambola retoma este sábado com a disputa das restantes seis jornadas da sexta jornada, com Costa do Sol a receber o Chingale de Tete.
Não comento declarações do presidente da FMF
Relativamente aos comentários do presidente da Federação Moçambicana de Futebol, segundo as quais já tinha apresentado uma proposta do modelo de disputa do Moçambola, Alberto Simango Jr. diz que não vai comentar sobre a questão.
“Quanto ao assunto do Presidente Sidat não vou responder porque ele é nosso chefe e prefiro não fazer comentários porque somos uma equipa de trabalho e temos instrumentos que nos orientam e nos guiam e temos responsabilidades”, disse.
O presidente da Liga Moçambicana de Futebol diz que já foram notificados para responder sobre a paragem do Moçambola e que “fomos lá para explicar”, realçando que dá conversa havia houveram consensos em relação às provas nacionais. “Mesmo a marcação dos jogos da Taça de Moçambique foi algo que nos foi consultado. Estamos a trabalhar de forma coordenada com a FMF”, disse.
Alberto Simango Jr. diz que a direcção da Liga Moçambicana de Futebol está preparada para responder a qualquer questão sobre o Moçambola, a qualquer momento, até porque “sabemos quais são os nossos deveres”, por isso “estamos tranquilos quanto a isso”.
A Arena de Spinning do Automóvel e Touring Clube de Moçambique (ATCM) membro da FIA, acolhe este sábado, 26 de Julho, a 1ª Prova do campeonato de Spinning Rivals 2025.
A 1ª Prova do Campeonato de Spinning Rivals vai contar com a participação de mais de 20 pilotos em pista, e espera-se muita competitividade ao longo das batalhas.
A competição está inserida no âmbito das actividades desportivas da presente época desportiva do ATCM, e reina muita expectativa no seio dos pilotos e no público em geral.
A 1ª Prova do Campeonato de Spinning Rivals vai marcar a estreia de novos pilotos recém formados na Academia de Drift do ATCM, que tem estado a impulsionar a modalidade através da participação regular nos vários eventos da modalidade organizados na zona sul e centro do País.
Entretanto, o departamento de Spinning, Drift e Drag Racing do ATCM está a trabalhar arduamente para o sucesso da 1ª prova do Campeonato de Spinning Rivals e todos os pilotos dêem o seu máximo para o sucesso da competição.
Recordar que o actual campeão de Spinning Rivals, o piloto Rick Rebelo, está focado em começar da melhor forma a defesa do título e espera superar a forte concorrência dos seus adversários directos.
Na presente temporada do campeonato de Spinning Rivals, o departamento do Spinning, Drift e Drag Racing do ATCM quer elevar a fasquia no número de pilotos em cada competição do Spinning Rivals.
A 1ª prova de Spinning Rivals marcada para sábado, 26 de Julho, na Arena de Spinning do ATCM vai contar com a participação de pilotos nacionais e a maioria detém uma forte participação neste tipo de competições, bem como talento e potencial para lutar por um dos lugares do pódio.
O Banco Mundial suspendeu o financiamento para construção do mercado da zona turística de Xai-Xai, devido a irregularidades técnicas apresentadas pelo empreiteiro. O Município diz que vai avançar com fundos próprios, mas não avança novas datas.
Trata-se do único mercado activo há mais de 20 anos na zona turística da praia de Xai-Xai. É o mesmo local onde, em Maio deste ano, o presidente do município procedeu ao lançamento da primeira pedra para a construção de um alpendre e 16 bancas, uma notícia que, além de gerar expectativas, alegrou os vendedores.
Volvidos dois meses, a realidade mostra que tudo ficou no discurso. Nada avançou. O chefe do mercado, Rafael Nhatsave, afirma que o empreiteiro nunca mais foi visto no terreno. O Município de Xai-Xai esclarece que o Banco Mundial suspendeu o financiamento na sequência de supostas irregularidades técnicas por parte do empreiteiro.
Os vendedores classificam a situação de crítica, num contexto em que o mercado apresenta-se degradado e o problema não pode mais esperar.
A obra, cujo financiamento foi suspenso, deveria ser concluída em Outubro próximo e estava avaliada em cerca de quatro milhões de meticais.
Os Estados Unidos da América poderão sancionar alguns líderes do ANC, na África do Sul, por supostamente colocar em risco os interesses norte-americanos ao manter relações estreitas com a Rússia e a China. Pretória já reagiu afirmando que resultam de propaganda nefasta liderada por organizações de extrema direita.
O projecto de lei que acusa a África do Sul de colocar em causa os interesses norte-americanos ao manter relações estreitas com a Rússia e a China foi aprovado na terça-feira.
Igualmente, Pretória é acusada de apoiar o grupo Hamas, que está em conflito com Israel na Faixa Gaza.
A lei prevê a revisão das relações bilaterais entre os Estados Unidos da América e África do Sul, imposição de sanções a alguns dirigentes do ANC, partido no poder na terra do rand, apesar de ainda não terem sido revelados os nomes.
Na perspectiva de Donald Trump, trata-se de pessoas que estão envolvidas em processos de corrupção e violação dos direitos humanos naquele país.
Reagindo esta quarta-feira, a porta-voz do ANC aponta que as sanções propostas são produto de propaganda, nefasta liderada por organizações de extrema direita, tanto na África do Sul quanto nos Estados Unidos da América.
Porta-voz do ANC, Malhengi Bengu-Motsiri
“Queremos que os que estão ao lado da justiça, ao lado da paz e da amizade, sejam informados das reais intenções desta iniciativa legislativa norte-americana. Portanto, continuaremos com o trabalho que temos que fazer. Continuaremos a usar o que fizemos e nos permitiu derrubar o governo do apartheid, que é mobilizar a comunidade internacional para expor tudo isso que está sendo feito contra a África do Sul, que serve para punir as posições que assumimos em relação à questão de Israel e Palestina; ao genocídio na Palestina”, disse a porta-voz do partido.
O partido sul-africano afirma que tudo vai fazer para salvaguarda da sua honra.
Daniel Francisco Chapo anunciou, nesta quinta-feira, durante comício popular em Quelimane, a sua intenção de construir a futura sede e cidadela parlamentar na cidade de Mocuba, província da Zambézia. De acordo com o Presidente da República, a iniciativa faz parte de uma visão inovadora de governação, que prevê transformar algumas províncias em “capitais temáticas”, conferindo a cada uma um papel específico na estrutura funcional e simbólica do Estado moçambicano.
Segundo o Chefe do Estado, a descentralização deve ultrapassar a simples delegação administrativa, assumindo um caráter geoestratégico, funcional e simbólico. O objetivo é combater o centralismo excessivo, reduzir as desigualdades regionais e reforçar a coesão nacional. Mocuba foi escolhida não só pela sua localização estratégica, mas também pelo seu valor simbólico, sendo o ponto onde norte, centro e sul do país se encontram.
O projecto para a cidadela parlamentar prevê a construção de uma infraestrutura moderna e inclusiva, que incluirá o Parlamento, gabinetes de trabalho, centros de pesquisa legislativa, zonas residenciais para deputados e servidores públicos, além de espaços para a interação com a sociedade civil e plataformas digitais para promover a democracia participativa. Está prevista também a criação de um instituto nacional de estudos parlamentares para fortalecer a capacitação legislativa e aproximar o Parlamento da população.
Além de Mocuba como capital parlamentar, o Presidente Chapo defende que cada província deve acolher uma função nacional alinhada ao seu perfil histórico, económico, cultural ou geográfico. Esta redistribuição funcional visa aliviar a pressão sobre Maputo, dinamizar o crescimento regional e consolidar uma identidade nacional plural e inclusiva.
A descentralização proposta representa uma mudança de paradigma no papel das províncias no desenvolvimento nacional. Cada capital temática deverá tornar-se um polo de excelência, recebendo investimentos prioritários, universidades especializadas, centros de inovação e uma agenda própria de cooperação internacional.
Para o Presidente, valorizar a diversidade do país é uma vantagem estratégica que permitirá construir um Moçambique mais equilibrado, eficiente e justo. Caso se concretize, Mocuba será palco de uma das maiores reformas político-administrativas da história do país, tornando-se o coração legislativo da nação.
O fim-de-semana será marcado pela disputa dos jogos da segunda mão dos quartos-de-final da Taça de Moçambique, sábado e domingo, num autêntico apadrinhamento ao retorno do Moçambola, duas semanas depois da paralisação, por conta de questões logísticas. Maxaquene e Black Bulls é o jogo de maior destaque na segunda maior competição futebolística do país.
É a fase das decisões na Taça de Moçambique, este fim-de-semana, com a disputa dos jogos que vão definir as quatro equipas que vão disputar a final four da prova.
O jogo de maior destaque vai se disputar em Maputo, concretamente no campo do Costa do Sol, quando Maxaquene e Black Bulls se defrontarem, depois da vitória tangencial dos “touros” na primeira mão, em Tchumene.
Por um lado o líder da segunda divisão ao nível da cidade de Maputo, o Maxaquene, galvanizado pela posição em que se encontra, mas também pela ambição de regressar ao Moçambola, próximo ano, sendo por isso uma oportunidade para continuar na senda das provas com os chamados grandes, qualificando-se para as meias-finais de uma prova que já venceu por nove ocasiões, nomeadamente 1978, 1982, 1986, 1987, 1994, 1996, 1998, 2001 e 2010.
Aliás, os “tricolores” têm na manga (e também em comum com os “touros”) o incentivo dos “Euros” que vai receber do Sporting, via Black Bulls, pela venda do passe de Geny Catamo, o que pode catapultar a uma exibição a contento dos jogadores, como trampolim para seguirem os passos de Geny.
Mas a Black Bulls tem o estatuto de candidato a conquistar todas provas em que entra a disputar, com destaque para a Taça de Moçambique, que já venceu uma vez, em 2023, sendo que quer voltar a erguer o troféu, por isso a precisar afastar o Maxaquene para continuar a sonhar.
Aliás, a vitória tangencial na primeira mão é um indicativo de que as duas equipas tiveram um jogo bastante equilibrado, com os “tricolores” a terem se sentido injustiçados pela equipa de arbitragem, em algum momento, mas no entanto a terem esta oportunidade do tira-teimas.
Será, do resto, um quarteto de arbitragem internacional e de grande nível que vai ajuizar esta partida, sendo Simões Guambe o principal, auxiliado por Arsénio Maringule e Zacarias Baloi, enquanto Ema Novo será a juíza de reserva.
Outro jogo que pode ter um resultado que pode surpreender os amantes do desporto-rei será o que vai envolver o Incomáti de Xinavane e o Ferroviário de Maputo, sábado, em Xai-xai.
Depois da vitória mínima dos “locomotivas” da capital do país por duas bolas a uma na Machava, concretamente no Afrin, os “açucareiros” terão uma palavra a dizer no jogo de volta.
As duas equipas estão em bom nível nas provas que disputam, ambas a liderarem, com o Ferroviário de Maputo na frente do Moçambola, com 11 pontos em cinco jogos, enquanto o Incomáti lidera o “provincial” de Maputo com 19 pontos em sete jogos.
As duas equipas vem de vitórias nos últimos jogos disputados e galvanizados para o jogo deste sábado em Xai-xai.
Para o Ferroviário de Maputo será o regresso a um palco que o transformou em sua casa durante a pré-época e, por isso, a conhecer os seus cantos.
O Ferroviário de Maputo é claro favorito a vencer o jogo e chegar às meias-finais, até porque é detentor do troféu, mas claro está, terá que provar dentro das quatro linhas o seu favoritismo, sob pena de ser surpreendido e ficar pelo caminho.
O jogo será ajuizado pelo quarteto de Gaza composto por Hermínio Boca, Roda Mondlane, Rogério Mazuze e Eduardo Chissano.
Um jogo no centro e outro no norte
Em termos de jogos deste fim-de-semana, no centro há um embate já quase definido em termos de qualificação. A União Desportiva de Songo, que na primeira mão venceu por 3-0, vai ao terreno do do
Guilherme Malagueta será o juíz principal, auxiliado por Raimundo Tabular e Arcénio Raiva, todos de Sofala, enquanto Lucas Machamba, de Manica, é o quarto árbitro.
O trio de arbitragem de Niassa composto por Armando Fortunato, Olívio Saimone e Messias Gomes vai ajuizar o jogo, assistido por Paulo Afito, de Nampula, o quarto árbitro.
O Presidente da República, Daniel Chapo, realiza uma visita de trabalho de três dias à província da Zambézia, no quadro do acompanhamento directo da implementação dos programas de governação ao nível local.
Durante a sua estadia, o Chefe do Estado vai dirigir a Sessão Extraordinária do Conselho Executivo Provincial, alargada ao
Conselho dos Serviços de Representação do Estado, Administradores Distritais e Presidentes dos Conselhos Autárquicos.
O Presidente da República manterá ainda, segundo o comunicado da Presidência da República, encontros com os Órgãos Locais do Estado e com empresários da província, com vista ao reforço da coordenação institucional e ao estímulo à actividade económica e ao investimento local.
A visita inclui, igualmente, a realização de comícios populares e reuniões com líderes religiosos e comunitários, bem como com representantes da juventude da província, num exercício de auscultação e aproximação entre o Governo e os cidadãos.
O Chefe do Estado irá escalar, no decurso desta deslocação, a cidade de Quelimane e os distritos de Guruè, Mocuba e Pebane.
Acompanham o Presidente da República nesta visita de trabalho os Ministros do Interior, Paulo Chachine; da Administração Estatal e Função Pública, Inocêncio Impissa; da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos, Mateus Saize; das Finanças, Carla Loveira; da Economia, Basílio Muhate; e da Juventude e Desportos, Caifadine Manasse.

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