O País – A verdade como notícia


ÚLTIMAS

Destaques

NOTÍCIAS

A província de Cabo Delgado regista, em média, cinquenta casos de corrupção por ano, envolvendo, sobretudo, funcionários dos sectores da saúde e da educação. Entre os crimes mais frequentes destacam-se o desvio de fundos públicos, o suborno e outras práticas ilícitas relacionadas com a administração do Estado.

Apesar do elevado número de denúncias recebidas, a Procuradoria Provincial de Cabo Delgado revela que uma parte significativa dos processos acaba por ser arquivada, devido à insuficiência de provas que permitam sustentar a acusação em tribunal.

Os funcionários públicos continuam a liderar a lista dos arguidos, sendo os sectores da saúde e da educação apontados como os mais vulneráveis à prática de actos de corrupção.

Segundo a Procuradoria, o suborno para obtenção de serviços públicos ou de benefícios estatais de forma ilegal figura entre as modalidades de corrupção mais recorrentes na província.

Com o objectivo de aproximar a justiça dos cidadãos e incentivar a denúncia de práticas ilícitas, a Procuradoria Provincial tem vindo a promover campanhas denominadas “Tendas da Justiça”, uma iniciativa que permite recolher preocupações e denúncias da população fora do ambiente formal das instituições judiciais, reforçando a participação dos cidadãos no combate à corrupção.

Vídeos

NOTÍCIAS

As defesas aéreas russas abateram 33 ‘drones’ ucranianos, na terça-feira à noite, em seis regiões do país, na véspera de mais uma ronda de negociações entre os dois países que decorre hoje na Turquia.

De acordo com o relatório militar do Ministério da Defesa, citado por Lusa, a maioria dos ataques aéreos concentrou-se nas regiões de Tula e Rostov, onde foram abatidas 12 e 11 aeronaves não tripuladas, respectivamente.

Os restantes ‘drones’ foram destruídos nas regiões de Nizhny Novgorod (6), Bryansk (2), Kursk (1) e Kaluga (1).

As autoridades russas impuseram restrições temporárias às operações nos aeroportos de Nizhny Novgorod e Kaluga, capitais das regiões com o mesmo nome, para garantir a segurança dos voos.

O ataque aéreo ocorreu horas antes da terceira ronda de negociações russo-ucranianas em Istambul, anunciada pela presidência turca.

O Kremlin afastou a possibilidade de “avanços milagrosos” na nova ronda de negociações.

De acordo com a presidência turca, a reunião terá lugar no Palácio Otomano Çiragan, em Besiktas, onde decorreu a última ronda de negociações, no dia 02 de junho.

Após duas semanas de paralisação devido aos problemas logísticos ligados à indisponibilidade de voos para transportar as equipas, o Moçambola vai retomar este fim-de-semana. 

O jogo entre o Costa do Sol e Chingale de Tete, inserido na sexta jornada, partida agendada para sábado, vai marcar o regresso da prova. As restantes partidas desta ronda serão disputadas na próxima semana, com destaque para o confronto entre os Ferroviários da Beira e Maputo, marcado para terça-feira. 

Apesar do anúncio da retoma da prova, a Liga Moçambicana de Futebol não avança detalhes sobre a disponibilidade ou não dos 100 milhões de dólares, valor necessário para custear as despesas do pagamento das passagens aéreas. 

 

O secretário-geral da ONU, António Guterres, lamentou “profundamente” a saída dos Estados Unidos da Unesco, mas garante que a decisão não vai impedir a organização de continuar com as suas actividades e a sua missão.

“O secretário-geral lamenta profundamente a decisão dos Estados Unidos de se retirarem mais uma vez da Unesco”, afirmou o porta-voz de Guterres, Stéphane Dujarric, na sua conferência de imprensa diária, citada pela RTP.

Dujarric sublinhou que Guterres apoia o comunicado de Paris divulgado anteriormente pela diretora-geral da Unesco, Audrey Azoulay, no qual recordava que a Unesco  duplicou os seus esforços “para actuar onde a missão do organismo possa contribuir para a paz”.

O Governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou, ontem, em comunicado, a saída do seu país da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), que se tornará efectiva a 31 de Dezembro de 2026, por considerar que a adesão à agência não contribui para os seus interesses nacionais.

A porta-voz do Departamento de Estado, Tammy Bruce, insistiu que a Unesco trabalha “para promover causas sociais e culturais divisivas” e o seu “enfoque desproporcionado” na “agenda globalista”, proposta pelos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, contradiz a política externa dos “EUA, em primeiro lugar”, promovida por Trump.

Um dia depois da ordem de retirada, vendedores informais voltaram a ocupar parte significativa dos passeios na Praça dos Combatentes, na cidade de Maputo. Alegam que não há espaços disponíveis nos mercados para onde foram encaminhados pelas autoridades municipais.

À primeira vista, o trânsito na zona decorre com normalidade, sugerindo cumprimento da ordem. No entanto, observações no local indicam que, de forma discreta e por vezes camuflada, alguns vendedores continuam a exercer atividade nos passeios.

Agentes da Polícia Municipal continuam a realizar ações de sensibilização, apelando à retirada voluntária dos vendedores informais.

Apesar da presença policial reforçada, os vendedores mantêm-se nos passeios. No mercado Mucoreano, um dos locais indicados para a sua reinstalação, verifica-se a existência de bancas desocupadas. O mesmo cenário repete-se em pelo menos 18 mercados distribuídos pela cidade de Maputo.

As autoridades continuam a monitorar a situação, com o objetivo de garantir a organização do espaço público e a segurança de peões e automobilistas.

A Rússia diz que se mantém disponível a continuar a apoiar Moçambique no sector da Defesa, particularmente no combate ao terrorismo. Num encontro havido hoje entre os ministros dos Negócios Estrangeiros russo e de Moçambique, o chefe da diplomacia russa prometeu visitar Moçambique.

O ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergey Lavrov, confirmou hoje em Conferência de Imprensa que a Rússia está disponível para reforçar a capaciadade de defesa de Moçambique que está a braços com o terrorismo, desde 2017. 

A declaração surge após ter sido convidado pela diplomata moçambicana, Maria Manuela dos Santos Lucas, com quem se reuniu, hoje de manhã, para assinalar os 50 anos de “amizade e cooperação” entre as duas nações, conforme noticiou a agência russa TASS.

Lavrov sublinhou que ameaças à segurança, nomeadamente por terrorismo, continuam a afectar Moçambique e outras nações africanas.

O representante russo referiu que, durante as conversações, as partes também discutiram outros conflitos em África, incluindo a situação na República Democrática do Congo, na região dos Grandes Lagos, no Sahel e no Corno de África.

Falando em terrorismo, ainda esta terça-feira, a Rússia aprovou uma lei que vai punir todos os cidadãos deste país que pesquisarem conteúdos ligados aos actos terroristas.

Mais de 48 mil pessoas foram diagnosticadas com Tuberculose nos primeiros seis meses deste ano, no país, contra 54 mil em igual  período do ano passado. Entretanto, o Ministério da Saúde diz haver aumento de casos em algumas províncias devido ao corte de financiamento  internacional ao sector da saúde. 

A tuberculose é uma doença infecciosa e transmissível,  causada por uma bactéria, e que em casos graves, pode levar à morte. 

No país, a doença é considerada um problema de saúde pública, pois por ano é responsável pela morte de milhares de pessoas, tal como explicou o secretário-permanente do Ministério da Saúde, Ivan Manhiça. 

“Moçambique continua a enfrentar uma elevada carga dessa doença, muitas vezes associada ao HIV, afectando principalmente as populações mais vulneráveis, exigindo acções coordenadas, investimentos contínuos e inovações tecnológicas para o diagnóstico precoce e tratamento eficaz ”.  

Só nos primeiros seis meses deste ano, o Ministério da Saúde detectou 48 mil pessoas com Tuberculose. O abandono ao tratamento continua a ser uma das maiores causas das mortes.

“Olhando para aquilo que é a incidência da população em geral, há 361 em cada 100 mil habitantes. Com as estimativas reais esperamos encontrar cerca de 121 mil casos de tuberculose, por ano”, explicou Benedita José, a responsável Nacional do Programa de Controlo da Tuberculose.

José acrescentou que o corte de financiamento internacional como causa do aumento de casos em algumas províncias.

“Algumas áreas em certas províncias começam a registar aumento do número de casos, seguindo aquilo que era o ritmo antes da interrupção do financiamento da USAID. Tivemos uma paragem na implementação das actividades, que era uma das componentes que mais contribui com os casos da tuberculose, nas unidades sanitárias. Contudo, esforços estão a ser envidados pelo Ministério da Saúde para a implementação destas actividades usando os nossos agentes polivalentes, que dão suporte  em diferentes areas”.

O Centro de Investigação em Saúde da Manhiça vai testar uma nova vacina de prevenção contra a tuberculose.  O director do CISM explica que o processo está na fase de recolha de amostras. 

“Devo primeiro dizer que existe uma vacina da tuberculose, que tem mais de 100 anos, só que tem uma eficácia limitada para prevenir infecções. Estamos a ensaiar uma nova, usando tecnologias mais recentes e estamos ainda na fase inicial de avaliação e estamos à espera que se conclua o recrutamento em todos os sítios,  para se concluir a análise preliminar dos dados”, explicou Francisco Saúte, director do CISM.

Os intervenientes falavam esta terça-feira, no âmbito do Primeiro Fórum da Iniciativa contra a Tuberculose,  organizado pela Fundação Manhiça,  na Cidade de Maputo. 

Os Estados Unidos anunciaram, esta terça-feira, que irão abandonar novamente a Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), justificando a decisão com o que consideram ser uma tendência ideológica da instituição, especialmente no que diz respeito a Israel.

Segundo a porta-voz do Departamento de Estado norte-americano, Tammy Bruce, a UNESCO tem seguido uma linha de atuação “facciosa” em causas culturais e sociais, mantendo uma atenção excessiva aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. Na sua opinião, trata-se de uma “agenda globalista e ideológica” que já não corresponde aos interesses de política externa dos Estados Unidos.

A directora-geral da UNESCO, Audrey Azoulay, lamentou profundamente a decisão, embora tenha reconhecido que o anúncio já era esperado. A saída dos EUA será formalizada até ao final de dezembro de 2026, segundo noticiou a agência Associated Press (AP).

Esta será a terceira vez que os Estados Unidos se afastam da UNESCO. A mais recente ocorreu em 2017, durante o primeiro mandato de Donald Trump, também sob a alegação de um viés anti-Israel. O país só regressou à organização em 2023, após o pedido de reintegração feito pela administração do então presidente Joe Biden.

Em Fevereiro deste ano, o ex-presidente Donald Trump ordenou uma revisão da presença dos EUA na UNESCO, com foco especial em sinais de “antissemitismo ou sentimento anti-Israel” dentro da entidade. Fontes da Casa Branca, citadas pela imprensa norte-americana, revelaram que a decisão levou em conta a avaliação das políticas da organização ligadas à diversidade, equidade e inclusão, além do seu alegado alinhamento com a Palestina e a China.

Entre os pontos criticados pela atual administração está a classificação de determinados sítios como “Património Mundial da Palestina”, que, segundo Trump, são de origem judaica, além da utilização do termo “ocupação” para se referir aos territórios palestinianos sob controlo israelita, conforme definido por resoluções da ONU.

A Casa Branca também manifestou oposição à iniciativa da UNESCO intitulada “Transforming MEN’talities”, que tem como objetivo abordar questões de género, promover a inclusão e desconstruir normas sociais que sustentam discriminação e preconceito.

Vinte e sete pessoas morreram, esta segunda-feira, após a queda de um jato de treinamento militar numa escola na capital do Bangladesh. As vítimas incluem alunos, um professor e o piloto.

O acidente aéreo é descrito  como o mais mortal na capital do Bangladesh nos últimos tempos. O caça F-7 BGI, de fabricação chinesa, apresentou uma falha técnica logo após a decolagem e caiu no campus da escola, causando um grande incêndio. 

O piloto teria tentado desviar o jato para uma área menos populosa, mas sem sucesso. Era seu primeiro voo de treinamento sem um supervisor.

Mais de 170 pessoas foram resgatadas, muitas com queimaduras graves  e 78 permanecem hospitalizadas, a maioria estudantes. Algumas vítimas ficaram carbonizadas e irreconhecíveis. 

O governo declarou luto nacional devido à tragédia.

Investigações estão em andamento, enquanto mensagens de condolências chegam de alguns cantos do mundo.

O Presidente da República, Daniel Chapo, recebeu hoje em audiência Chen Xinzhi,  representante da companhia chinesa Yucheng Group, que  apresentou o interesse em estabelecer um parque industrial de  reciclagem de metais não ferrosos em Moçambique. 

A proposta de investimento prevê uma produção anual de cerca de  um milhão de toneladas, a criação de três mil empregos e a geração  de “receita significativa de moeda estrangeira”.

Esta é a primeira visita de Chen a Moçambique. O representante do  Grupo Yucheng declarou à imprensa, após o encontro com o Chefe  do Estado, que o país lhe “deu uma muito boa impressão”. 

O Grupo Yucheng, que possui presença em mercados como Estados  Unidos da América, Europa e Austrália, está “a procurar oportunidades  para estabelecer um parque industrial de reciclagem de metais não  ferrosos” em África, tendo Moçambique sido identificado para este  projecto. 

O investimento proposto pelo grupo chinês na área da reciclagem de  metais é de grande porte. Chen Xinzhi indicou que o “volume total de  produção será por volta de um milhão de toneladas por ano”, o que  implica um volume considerável de processamento de materiais como  cobre, alumínio e níquel. 

Em termos de impacto social, o projecto prevê a criação de  empregos. “Vamos criar empregos por volta de três mil trabalhadores,”  afirmou Chen. 

A recepção por parte do Presidente Daniel Chapo foi um ponto  abordado por Chen Xinzhi. “Fomos muito bem recebidos e nos deu a  confiança de que vamos trabalhar bem aqui em Moçambique,”  reportou o representante do grupo. 

A produção do futuro parque industrial incluirá produtos como “cabos  de cobre, fios eléctricos, fios de cobre para automóveis, entre outros”. 

O Grupo Yucheng manifestou o seu interesse em avançar  rapidamente com a iniciativa. “Nós vamos implementar o projecto o  mais rápido possível em Moçambique”, assegurou Chen Xinzhi.

Este potencial investimento indica o interesse de grupos internacionais  em Moçambique no sector de recursos, com a concretização do  parque industrial de reciclagem de metais não ferrosos, podendo  posicionar Moçambique como um centro neste segmento na região.

+ LIDAS

Siga nos

Galeria