A Procuradoria-Geral da República manifesta preocupação com a superlotação do Estabelecimento Penitenciário Regional Centro, conhecido por Cadeia Cabeça-de-Velho, na cidade de Chimoio. Projectada para albergar 1.500 reclusos, a unidade prisional acolhe actualmente mais de 2.000, situação que compromete as condições de habitabilidade e o processo de ressocialização.
A preocupação foi manifestada durante a visita de trabalho do Procurador-Geral da República à província de Manica, que iniciou esta terça-feira com uma deslocação ao maior estabelecimento penitenciário da região Centro.
“É um edifício muito grande, tem capacidade para por aí 1.500 reclusos, mas está acima de 2.000 reclusos. Portanto, como podem calcular, já está fora do padrão, e isto é preocupante, porque leva a que algumas celas tenham, digamos, reclusos apertados, e isto não é muito saudável para a própria ressocialização dos próprios reclusos.”
Além da superlotação, a Procuradoria identificou o avançado estado de degradação do muro de vedação da cadeia, uma situação que representa riscos tanto para os reclusos como para as comunidades vizinhas.
“O muro de vedação realmente é um grande perigo para as populações circunvizinhas, no sentido de que a qualquer momento pode desabar, mas é também um perigo para os próprios reclusos, porque, se desabarem, então não sabemos o que pode acontecer. Agora, soluções para isto? Naturalmente que isto passa pela reabilitação de raiz do muro de vedação.”
A visita do Procurador-Geral da República à província de Manica prossegue com a avaliação do funcionamento de outras instituições da administração da justiça, incluindo o Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC).
Um dia depois da ordem de retirada, vendedores informais voltaram a ocupar parte significativa dos passeios na Praça dos Combatentes, na cidade de Maputo. Alegam que não há espaços disponíveis nos mercados para onde foram encaminhados pelas autoridades municipais.
À primeira vista, o trânsito na zona decorre com normalidade, sugerindo cumprimento da ordem. No entanto, observações no local indicam que, de forma discreta e por vezes camuflada, alguns vendedores continuam a exercer atividade nos passeios.
Agentes da Polícia Municipal continuam a realizar ações de sensibilização, apelando à retirada voluntária dos vendedores informais.
Apesar da presença policial reforçada, os vendedores mantêm-se nos passeios. No mercado Mucoreano, um dos locais indicados para a sua reinstalação, verifica-se a existência de bancas desocupadas. O mesmo cenário repete-se em pelo menos 18 mercados distribuídos pela cidade de Maputo.
As autoridades continuam a monitorar a situação, com o objetivo de garantir a organização do espaço público e a segurança de peões e automobilistas.
A Rússia diz que se mantém disponível a continuar a apoiar Moçambique no sector da Defesa, particularmente no combate ao terrorismo. Num encontro havido hoje entre os ministros dos Negócios Estrangeiros russo e de Moçambique, o chefe da diplomacia russa prometeu visitar Moçambique.
O ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergey Lavrov, confirmou hoje em Conferência de Imprensa que a Rússia está disponível para reforçar a capaciadade de defesa de Moçambique que está a braços com o terrorismo, desde 2017.
A declaração surge após ter sido convidado pela diplomata moçambicana, Maria Manuela dos Santos Lucas, com quem se reuniu, hoje de manhã, para assinalar os 50 anos de “amizade e cooperação” entre as duas nações, conforme noticiou a agência russa TASS.
Lavrov sublinhou que ameaças à segurança, nomeadamente por terrorismo, continuam a afectar Moçambique e outras nações africanas.
O representante russo referiu que, durante as conversações, as partes também discutiram outros conflitos em África, incluindo a situação na República Democrática do Congo, na região dos Grandes Lagos, no Sahel e no Corno de África.
Falando em terrorismo, ainda esta terça-feira, a Rússia aprovou uma lei que vai punir todos os cidadãos deste país que pesquisarem conteúdos ligados aos actos terroristas.
Mais de 48 mil pessoas foram diagnosticadas com Tuberculose nos primeiros seis meses deste ano, no país, contra 54 mil em igual período do ano passado. Entretanto, o Ministério da Saúde diz haver aumento de casos em algumas províncias devido ao corte de financiamento internacional ao sector da saúde.
A tuberculose é uma doença infecciosa e transmissível, causada por uma bactéria, e que em casos graves, pode levar à morte.
No país, a doença é considerada um problema de saúde pública, pois por ano é responsável pela morte de milhares de pessoas, tal como explicou o secretário-permanente do Ministério da Saúde, Ivan Manhiça.
“Moçambique continua a enfrentar uma elevada carga dessa doença, muitas vezes associada ao HIV, afectando principalmente as populações mais vulneráveis, exigindo acções coordenadas, investimentos contínuos e inovações tecnológicas para o diagnóstico precoce e tratamento eficaz ”.
Só nos primeiros seis meses deste ano, o Ministério da Saúde detectou 48 mil pessoas com Tuberculose. O abandono ao tratamento continua a ser uma das maiores causas das mortes.
“Olhando para aquilo que é a incidência da população em geral, há 361 em cada 100 mil habitantes. Com as estimativas reais esperamos encontrar cerca de 121 mil casos de tuberculose, por ano”, explicou Benedita José, a responsável Nacional do Programa de Controlo da Tuberculose.
José acrescentou que o corte de financiamento internacional como causa do aumento de casos em algumas províncias.
“Algumas áreas em certas províncias começam a registar aumento do número de casos, seguindo aquilo que era o ritmo antes da interrupção do financiamento da USAID. Tivemos uma paragem na implementação das actividades, que era uma das componentes que mais contribui com os casos da tuberculose, nas unidades sanitárias. Contudo, esforços estão a ser envidados pelo Ministério da Saúde para a implementação destas actividades usando os nossos agentes polivalentes, que dão suporte em diferentes areas”.
O Centro de Investigação em Saúde da Manhiça vai testar uma nova vacina de prevenção contra a tuberculose. O director do CISM explica que o processo está na fase de recolha de amostras.
“Devo primeiro dizer que existe uma vacina da tuberculose, que tem mais de 100 anos, só que tem uma eficácia limitada para prevenir infecções. Estamos a ensaiar uma nova, usando tecnologias mais recentes e estamos ainda na fase inicial de avaliação e estamos à espera que se conclua o recrutamento em todos os sítios, para se concluir a análise preliminar dos dados”, explicou Francisco Saúte, director do CISM.
Os intervenientes falavam esta terça-feira, no âmbito do Primeiro Fórum da Iniciativa contra a Tuberculose, organizado pela Fundação Manhiça, na Cidade de Maputo.
Os Estados Unidos anunciaram, esta terça-feira, que irão abandonar novamente a Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), justificando a decisão com o que consideram ser uma tendência ideológica da instituição, especialmente no que diz respeito a Israel.
Segundo a porta-voz do Departamento de Estado norte-americano, Tammy Bruce, a UNESCO tem seguido uma linha de atuação “facciosa” em causas culturais e sociais, mantendo uma atenção excessiva aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. Na sua opinião, trata-se de uma “agenda globalista e ideológica” que já não corresponde aos interesses de política externa dos Estados Unidos.
A directora-geral da UNESCO, Audrey Azoulay, lamentou profundamente a decisão, embora tenha reconhecido que o anúncio já era esperado. A saída dos EUA será formalizada até ao final de dezembro de 2026, segundo noticiou a agência Associated Press (AP).
Esta será a terceira vez que os Estados Unidos se afastam da UNESCO. A mais recente ocorreu em 2017, durante o primeiro mandato de Donald Trump, também sob a alegação de um viés anti-Israel. O país só regressou à organização em 2023, após o pedido de reintegração feito pela administração do então presidente Joe Biden.
Em Fevereiro deste ano, o ex-presidente Donald Trump ordenou uma revisão da presença dos EUA na UNESCO, com foco especial em sinais de “antissemitismo ou sentimento anti-Israel” dentro da entidade. Fontes da Casa Branca, citadas pela imprensa norte-americana, revelaram que a decisão levou em conta a avaliação das políticas da organização ligadas à diversidade, equidade e inclusão, além do seu alegado alinhamento com a Palestina e a China.
Entre os pontos criticados pela atual administração está a classificação de determinados sítios como “Património Mundial da Palestina”, que, segundo Trump, são de origem judaica, além da utilização do termo “ocupação” para se referir aos territórios palestinianos sob controlo israelita, conforme definido por resoluções da ONU.
A Casa Branca também manifestou oposição à iniciativa da UNESCO intitulada “Transforming MEN’talities”, que tem como objetivo abordar questões de género, promover a inclusão e desconstruir normas sociais que sustentam discriminação e preconceito.
Vinte e sete pessoas morreram, esta segunda-feira, após a queda de um jato de treinamento militar numa escola na capital do Bangladesh. As vítimas incluem alunos, um professor e o piloto.
O acidente aéreo é descrito como o mais mortal na capital do Bangladesh nos últimos tempos. O caça F-7 BGI, de fabricação chinesa, apresentou uma falha técnica logo após a decolagem e caiu no campus da escola, causando um grande incêndio.
O piloto teria tentado desviar o jato para uma área menos populosa, mas sem sucesso. Era seu primeiro voo de treinamento sem um supervisor.
Mais de 170 pessoas foram resgatadas, muitas com queimaduras graves e 78 permanecem hospitalizadas, a maioria estudantes. Algumas vítimas ficaram carbonizadas e irreconhecíveis.
O governo declarou luto nacional devido à tragédia.
Investigações estão em andamento, enquanto mensagens de condolências chegam de alguns cantos do mundo.
O Presidente da República, Daniel Chapo, recebeu hoje em audiência Chen Xinzhi, representante da companhia chinesa Yucheng Group, que apresentou o interesse em estabelecer um parque industrial de reciclagem de metais não ferrosos em Moçambique.
A proposta de investimento prevê uma produção anual de cerca de um milhão de toneladas, a criação de três mil empregos e a geração de “receita significativa de moeda estrangeira”.
Esta é a primeira visita de Chen a Moçambique. O representante do Grupo Yucheng declarou à imprensa, após o encontro com o Chefe do Estado, que o país lhe “deu uma muito boa impressão”.
O Grupo Yucheng, que possui presença em mercados como Estados Unidos da América, Europa e Austrália, está “a procurar oportunidades para estabelecer um parque industrial de reciclagem de metais não ferrosos” em África, tendo Moçambique sido identificado para este projecto.
O investimento proposto pelo grupo chinês na área da reciclagem de metais é de grande porte. Chen Xinzhi indicou que o “volume total de produção será por volta de um milhão de toneladas por ano”, o que implica um volume considerável de processamento de materiais como cobre, alumínio e níquel.
Em termos de impacto social, o projecto prevê a criação de empregos. “Vamos criar empregos por volta de três mil trabalhadores,” afirmou Chen.
A recepção por parte do Presidente Daniel Chapo foi um ponto abordado por Chen Xinzhi. “Fomos muito bem recebidos e nos deu a confiança de que vamos trabalhar bem aqui em Moçambique,” reportou o representante do grupo.
A produção do futuro parque industrial incluirá produtos como “cabos de cobre, fios eléctricos, fios de cobre para automóveis, entre outros”.
O Grupo Yucheng manifestou o seu interesse em avançar rapidamente com a iniciativa. “Nós vamos implementar o projecto o mais rápido possível em Moçambique”, assegurou Chen Xinzhi.
Este potencial investimento indica o interesse de grupos internacionais em Moçambique no sector de recursos, com a concretização do parque industrial de reciclagem de metais não ferrosos, podendo posicionar Moçambique como um centro neste segmento na região.
A Polícia da República de Moçambique capturou sete jovens que faziam assaltos com recurso a catanas, na cidade de Pemba, em Cabo Delgado.
A suposta quadrilha fazia uso de catanas para realizar os assaltos, segundo avançou a Polícia da República de Moçambique (PRM). Os acusados foram capturados na cidade de Pemba, mas actuavam em boa parte dos distritos de Mecufi e Metuge.
Alguns dos indiciados negam o seu envolvimento nos crimes de que são acusados, mas outros confessam ter participado de assaltos a residências.
Durante este ano, a PRM já neutralizou diversas quadrilhas de supostos assaltantes com recurso a catanas, no entanto, a onda de criminalidade continua alta, especialmente nos distritos de Mecufi, Metuge, Montepuez e a cidade de Pemba.
A próxima rodada de negociações de paz entre Rússia e Ucrânia está prevista para quarta-feira, na Turquia, segundo afirmou o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, citando o chefe do Conselho de Segurança e Defesa Nacional da Ucrânia, na segunda-feira.
“Hoje conversei com Rustem Umerov sobre a preparação para uma troca de prisioneiros e outro encontro com o lado russo na Turquia”, disse o líder ucraniano em seu pronunciamento em vídeo noturno, citado pela CNN.
Umerov, atualmente secretário do Conselho de Segurança e Defesa Nacional da Ucrânia, liderou as duas primeiras rondas de negociações com a Rússia.
Graça Machel diz que a sociedade moçambicana está doente e chama todas as esferas a reflectirem em torno dos valores sociais, sobretudo em relação à dignidade da mulher e criança. A activista visitou hoje a escola Básica da Machava Quilómetro 15, no Município da Matola, para se solidarizar com a menor filmada em actos sexuais com quatro colegas, também menores.
A activista e presidente da Fundação para o Desenvolvimento da Comunidade, interagiu com a direcção da escola, com os alunos e no fim fez o seu pronunciamento público sobre o caso.
Para Graça Machel, o caso não deve ser entendido de forma isolada. A seu ver, a sociedade moçambicana está doente e precisa de reflexão e, por isso, julga ser preciso acabar com o que chamou de “coisificação” da mulher.
Três dos rapazes que se envolveram no acto sexual são da mesma escola da menina envolvida no acto. A direcção da instituição de ensino escusou-se a dar qualquer informação sobre a situação das crianças.

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